Alunos do Ciência sem Fronteiras Foram Orientados a Racionar Alimentos

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada dia 03/05 no Jornal Folha de São Paulo e postada ontem (05/05) no site do “Jornal da Ciência” da SBPC, destacando que alunos do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) foram orientados a Racionar Alimentos. Este caro leitor é o Brasil Próspero e Desenvolvido da PresidentA DILMA ROUSSEFF.

Duda Falcão

Alunos do Ciência sem Fronteiras Foram
Orientados a Racionar Alimentos

Os estudantes questionam também a falta de critério
Para decidir sobre quem ficaria ou voltaria

Folha de São Paulo,
03/05/2014
Jornal da Ciência
05/05/2014

Um grupo de estudantes brasileiros que foram selecionados pelo programa federal Ciência sem Fronteiras para estudar no Canadá e tiveram as bolsas cortadas começou a retornar nesta semana ao Brasil, reclamando do tratamento recebido. Sem dinheiro, contam que foram orientados a "racionar alimentos".

Luana Monteiro Leite, 27, e Rondinelly Guimarães, 23, estavam entre os 80 estudantes do Ciência sem Fronteiras que estavam no Canadá -há mais deles 30 na Austrália- e que foram chamados de volta ao Brasil por não terem atingido o nível de proficiência no inglês necessário para serem aceitos pela universidade de sua escolha. Os estudantes começaram a chegar no Brasil nesta semana.

Esses alunos foram selecionados pelo programa para cursar um período de sua graduação em uma universidade de Portugal. Mas o edital foi cancelado e eles foram transferidos para o Canadá, onde chegaram em setembro, para realizar seus estudos.

Como o nível de inglês desses estudantes era insuficiente para ingressar diretamente em uma universidade do Canadá, foi estabelecido, inicialmente, que eles fariam um curso de inglês até janeiro, quando realizariam testes. Os que não obtivessem a nota necessária continuariam o curso e fariam novo teste em março ou abril.

Os estudantes contam que houve apenas o primeiro teste, em meados de janeiro, e que aqueles que não obtiveram a nota tiveram a bolsa cortada e receberam a ordem de voltar ao Brasil.

"No começo foi um sonho, mas, depois de todas as injustiças, é como se tivéssemos recebido uma punhalada nas costas", diz Luana.

O momento mais tenso ocorreu em dezembro de 2013, quando a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) atrasou por quase um mês o pagamento das bolsas.

Após relatarem dificuldades financeiras, os estudantes receberam, em 4 de dezembro, um e-mail de Nathalí Rosado, coordenadora do CBIE, órgão que gerencia o programa no Canadá, dizendo: "Racionem a sua alimentação, mas não excessivamente (isto é, não cessem de comer)".

No mesmo e-mail, Rosado recomendou que os estudantes fossem ao banco de roupas e alimentos da Universidade de Toronto para receberem uma cesta de comida gratuita.

"Foi um período em que tivemos de racionar comida mesmo", diz Rondinelly. Luana e Rondinelly recorreram ao banco de alimentos mais de uma vez.

CRITÉRIO DE RETORNO

Ela conta que alunos da mesma turma que obtiveram notas idênticas àqueles que estão voltando continuarão no Canadá, estudando inglês até setembro. Os estudantes questionam também a falta de critério para decidir sobre quem ficaria ou voltaria.

Documentos obtidos pela Folha mostram dois resultados dos testes realizados em janeiro, uma aluna que obteve a nota 56 no teste TOEFL IBT foi convocada pela Capes para retornar, enquanto um aluno que obteve a nota 45 no mesmo teste recebeu o aceite da Universidade de Toronto. A Capes disse que não discute casos de alunos específicos.

Rondinelly e Luana dizem considerar o programa positivo, apesar de tudo. "Mas não podemos ficar calados diante da falta de planejamento e de compromisso", diz Rondinelly.

Eles tentarão retomar a vida universitária no Brasil, mas como o semestre letivo já iniciou há dois meses, só devem conseguir retornas às aulas em agosto.



Fonte: Jornal Folha de São Paulo via site do Jornal da Ciência de 05/05/2014

Comentário: Pois é leitor, há que ponto chegamos, e vale dizer também que aqui não é só um problema de falta de planejamento, compromisso e seriedade, como bem disse os estudantes citados na matéria, mas também de vergonha na cara, e muito provavelmente este episódio deve está sendo tratado internacionalmente como motivo de chacota, pois acordos foram assinados com esses países, inclusive com o Canadá e a Austrália. É extremante lamentável a administração dessa presidentA de m..., certamente o pior governo em meus 50 anos de vida, um verdadeira caos administrativo se é que isso pode ser chamado de administração. Uma vergonha.

Comentários

  1. Duda. Que tal postar noticias boas do CsF? http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/views/-/journal_content/56_INSTANCE_VF2v/214072/4775713

    Estou no Ciencia sem Fronteiras e fiz estagio em empresa aeroespacial. Todos meus amigos tambem. Os problemas com CsF acontecem com a MINORIA dos estudantes que estao la. Fico triste que um blog desse soh posta as coisas ruins.

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    1. Olá Anônimo!

      Primeiramente devo dizer que sua anonimidade não é correta, pois quem não deve não teme. Quando vi o link da notícia que você me enviou, eu até me animei em postá-la, mas depois que notei que a mesma havia sido postada no portal do programa e dizia respeito a Boeing, realmente amigo, faça-me uma garapa. Entretanto, tá aí o link para quem quiser ler essa notícia.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. De admirar mais ainda é a surpresa de alguns com esses fatos lamentáveis e o visível favorecimento de uns em relação a outros.

    Portanto aprendam de uma vez: nessa ditadura populista de viés comunista que nos encontramos, todos são iguais, só que uns são mais iguais que outros... :-)

    Em ano de eleição, já estão separando quem vota neles de quem não vota, então quem entrou num desses programas assistencialistas, que se cuide, pois o Brasil (na verdade nós contribuintes), não tem como sustentar a todos durante todo o tempo. Uma hora a bolha explode.

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