Projeto Estudantil de Estágio Superior para o VLM-1

Olá leitor!

Trago agora para você uma pequena nota publicada no relatório intitulado “40 Anos de Cooperação Teuto-Brasileira no Transporte Aéreo e Espacial”, lançado em 2011 pela Centro Aeroespacial Alemão (DLR), em comemoração pelos 40 anos dessa super exitosa cooperação aeroespacial entre os dois países.

Duda Falcão

Projeto Estudantil Estágio Superior do VLM-1

No âmbito do Acordo Brasil-Alemanha sobre cooperação técnico-científica (WTZ) foi iniciado um intercâmbio entre membros do DLR e do DTCA. O objetivo deste intercâmbio a nível acadêmico é a promoção de jovens universitários de ambos os países. Será dada aos estudantes a oportunidade de escrever projetos e trabalhos de conclusão de curso no país anfitrião respectivo.

De maio a agosto de 2011, o primeiro estudante a participar deste programa de intercâmbio, Timo Werkele, da Universidade Técnica (TU) de Braunschweig, trabalhou no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) em São José dos Campos. Sua tarefa foi projetar um “Trade-off” de nível avançado para o Sistema de Propulsão de um futuro Veículo Lançador de Microsatélites, o VLM-1.

Concepção do
3º estágio
O VLM-1 é um foguete brasileiro, cujo primeira missão será o lançamento da carga útil SHEFEX em um vôo parabólico (suborbital), objetivando o estudo de proteções térmicas para veículos de reentrada atmosférica. Devido ao aumento do mercado mundial de microsatélites previsto para os próximos anos, o escopo de utilização do VLM -1 será ampliado. Em consequência deste cenário, cria-se a possibilidade de uma trajetória suborbital e a inserção de uma carga útil (Microsatélites) em Órbita Baixa (LEO -”Low Earth Orbit”) com o intuito de inseri-lo nesse nicho de mercado de lançadores de satélites comerciais.

Nestes estudos como no desenvolvimento do VLM-1, adotou-se a filosofia de simplicidade nos projetos e aplicação das tecnologias já existentes nas indústrias para criar um produto “Design to Cost”. Assim, para viabilizar a expansão das missões do VLM-1 foi concluído um projeto preliminar de um novo sistema propulsivo para o último estágio do lançador, usando e modificando “Hardware” e sistemas existentes. O elemento essencial para criação deste projeto preliminar foi a comunalidade, ou seja, o uso de tecnologia e sistemas conhecidos para criar efeitos de sinergia e confiabilidade, impactando na diminuição dos custos.


Fonte: Relatório “40 Anos de Cooperação Teuto-Brasileira no Transporte Aéreo e Espacial” – Pág. 11

Comentário: Veja você leitor, nem eu sabia que esse projeto estava em desenvolvimento no IAE em parceria com o DLR. A informação que eu tinha era de que esse estágio superior seria fornecido pelos suecos em uma fase posterior do projeto para atender as missões europeias. Foi necessário num golpe de sorte eu ter localizado esse relatório, que eu desconhecia, e assim ter acesso a essa informação. Se os institutos do governo querem um maior apoio da sociedade brasileira, será preciso que os mesmos busquem uma maior integração com os meios de divulgação, para que assim possamos fazer a nossa parte e tentar ajudar o PEB em sua luta na busca por apoio político, coisa que só acontecerá, quando a sociedade começar cobrar atitude desses energúmenos.

Comentários

  1. Realmente muito chata essa situação. Já não temos acesso ao que se passa no CLA (ACS).

    O CLBI, apesar dos esforços está sendo engolido pela especulação imobiliária, e poucas chances teremos de algo de maior porte partir de lá, portanto parece que de lá só veremos notícias de lançamentos de FTBs e FTIs.

    Até pequenos projetos acadêmicos desse tipo, que deveriam ser totalmente abertos e muito bem divulgados, nos são sonegados.

    Ainda bem que o Duda sabe o "caminho das pedras", e consegue nos esclarecer.

    Sobre o trabalho em si, pena que a imagem é pequena, que tipo de motor seria esse? se for para usar tecnologias conhecidas e já existentes, seria um S44?

    Abs.

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  2. Olá Marcos!

    Eu creio que seja um 3º estágio líquido, mas vamos aguardar que apareça maiores informações para ter essa certeza.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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