DCTA Revisa Programa Cruzeiro do Sul, Será?

Caro leitor!

Respondendo a pergunta do título, eu creio que sim, e agora diferentemente daquela suspeita apresentada por mim no final do ano passado (veja a nota: “AEB Modifica Nova Carteira de Projetos”), que gerou grande debate entre os leitores, pelo menos na área dos veículos lançadores do Programa Cruzeiro do Sul realmente as mudanças foram realizadas, como você mesmo poderá notar no quadro abaixo.

A dúvida que fica inicialmente, pelo menos para mim, é se essa iniciativa é ainda fruto de um desejo do DCTA ou já é algo discutido com a AEB, aprovado pelo governo e já incluído nesse PNAE fantasma, lembra dele? Aquele mesmo que o Sr. José de Monserrat Filho e outros profissionais da AEB vivem dizendo maravilhas, mas que até agora ninguém teve acesso.

Esse quadro que trago para você leitor sobre a revisão do Programa Cruzeiro do Sul fez parte da apresentação do DCTA durante a realização do XII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (XII ENEE) promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR) em parceria com o Ministério da Defesa nos dias 07, 08 e 09 de novembro de 2012 na Escola Naval no Rio de Janeiro (É Marcos, sua presença lá teria sido importante amigo, uma pena) e ele é bastante intrigante.

Reparem que no projeto do VLM-1 que agora faz parte desse programa, entra mais um player, ou seja, a Suécia, coisa que de certa forma já estava mais ou menos certo. No projeto do VLS ALFA que mudou para VLS-ALFA 1, permanece a Rússia como o nosso parceiro. Já nos outros projetos, além da Rússia entra a Itália, diminuindo o número de foguetes previstos para o programa e mudando o nome de todos eles.

Entretanto houve outras mudanças que eu não consegui identificar e pediria a ajuda dos Engenheiros José Miraglia, Oswaldo Loureda, João Dallamuta e se for possível do Dr. Waldemar Castro Leite e de quem quiser se manifestar, o debate está aberto para quem quiser participar e também expor suas duvidas e suas opiniões.

As minhas duvidas são:

* O motor P50 citado no quadro como primeiro estágio do VLS-Alfa 2, Beta 1 e Beta 2 seria um motor-foguete sólido de 50 toneladas de empuxo? (Veja que nesse caso o motor P40 anterior estaria sendo abandonado e ai de certa forma explicaria a minha dúvida na nota do ano passado sobre o porquê o primeiro estágio do VLS Beta da versão anterior apresentada pela AEB aparecia mais gordinho).

* O que poderia ser o motor Z23 citado no quadro como sendo o segundo estágio do VLS-Beta-1? Seria um motor de origem italiana ou mesmo russa?

* O motor L300 citado no quadro poderia ser uma derivação do motor L75, ou seja, algo como quatro motores L75 montados em cacho?

Bom leitor é isso ai, e quem quiser ter acesso na íntegra a apresentação do DCTA durante o XII ENEE, pode acessar o PDF dessa apresentação clicando aqui.

Duda Falcão

Programa Cruzeiro do Sul Revisado
(clique em cima da imagem para ampliar)


Fonte: Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)
Apresentação "Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial' mostrada no XII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (XII ENEE), promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR) em parceria com o Ministério da Defesa, nos dias 07, 08 e 09 de novembro de 2012, na Escola Naval, no Rio de Janeiro.Apresentação "Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial' mostrada no XII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (XII ENEE), promovido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR) em parceria com o Ministério da Defesa, nos dias 07, 08 e 09 de novembro de 2012, na Escola Naval, no Rio de Janeiro.

Comentários

  1. Não sei se isso me apavora ou me alivia, mas o que mais me impressiona são os prazos definidos. Espero estar vivo caso tudo isso se concretize dentro dos prazos estabelecidos, pois nosso país é campão no não comprimento de prazos. Nessa categoria temos varias "medalhas de ouro".

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    1. Verdade Ramom!

      É mais uma tentativa do DCTA (das tantas já apresentadas a esses governos de energúmenos desde o governo Collor de Mello) de viabilizar os veículos para atender as demandas já previstas desde o PNAE anterior, e creio que já seja fruto do projeto "Prospecta" do IAE, ao qual eu participei como um dos entrevistados.

      Esse projeto trata ou tratou-se (não tenho certeza que já tenha sido finalizado) de um estudo muito sério entre os profissionais do setor visando (e foram muitos) identificar quais seriam as demandas futuras para veículos lançadores no mundo e assim identificar um caminho para o Brasil.

      É como eu digo, as forças armadas do país sabem o que querem, sempre estão buscando soluções para os seus problemas e do país (não esquecer que a tecnologia espacial é de uso Dual), mas é tremendamente prejudicada por governos populistas, irresponsáveis e por tantos outros problemas de ordem operacional empurrado-as para essa ciranda de incertezas por décadas a fio.

      Recordo-me que nos primeiros messes de 2011, quando estive em um dos eventos no IAE, poucos dias antes o Diário Oficial da União (DOU) havia anunciado que uma comitiva formada por militares do DCTA da área de foguetes iria visitar a Itália. Quando questionei durante o evento a um desses militares sobre essa visita ele desconversou dizendo que seria uma visita de cortesia, o que me deixou ainda mais desconfiado. Em 06/10/2011, postei uma nota aqui intitulada "Lançadores: Itália Quer Cooperar com o Brasil", e em 31/10/2011, outra nota intitulada "Lançadores: A Proposta da Avio", ou seja, isso tudo é um forte indício que o DCTA vinha se movimentando para apresentar mais uma vez a esses energúmenos uma solução para nosso programa de lançadores, agora inclusive com maior participação internacional.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Essa nova cartilha me trouxe esperanças, e digo porque:

    - Isso mostra que outros países nos ajudarão na viabilização técnica e talvez financeira do foguete. Isso além de poder abrir maiores mercados na Europa.

    - Mostra que já existe um projeto (revisado) em curso que parece ser bem mais realista. As datas também parecem ser mais realistas, e a conclusão dessas duas etapas (VLS-Alfa e VLS-Beta) farão que cerca de 75% de todo o programa fique realizável (faltando talvez somente o motor L1500 e os invulcros, visto que toda a parte eléctrica e a maioria dos motores já estariam dominados).

    - Como já tinha dado a idéia, e muitos outros do site, uma parceria com outro país não somente iria encurtar o tempo de execução técnica de fabricação do foguete, como poderia atrair investimentos de fora para a realização do projeto. E isso pode significar uma maior independência do nosso desastroso Governo.

    No entanto talvez a participação de outros países traga somente transferência de tecnologia e não uma participação mais profunda (compartilhada), e nesse caso ficaremos ainda um pouco dependentes dos recursos do governo para seguir adiante. Outro ponto negativo são as datas, que apesar de mais realistas levam o término do programa para muito longe, e que podem mesmo ser alteradas como já é rotina.

    Mas relativamente ao motor Z23, parece que é o motor de ignição do sistema de foguete VEGA, a propelente sólido. O que faz todo o sentido, segundo a cartilha, visto que o vega é Italiano (Vettore Europeo di Generazione Avanzata, VEGA - wikipedia).

    Quanto ao PSO, pelo que encontrei pesquisando, parece se tratar de um ignitor que será testado e melhorado utilizando sistemas computacionais (ou seja, deve se tratar da fabricação do P40 mesmo), mas deixo o parecer com os técnicos e engenheiros especialistas.

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    1. Caro Israel!

      Não é PSO e sim P50 e deve ser mesmo um outro motor foguete sólido mais poderoso.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  3. Bom,

    Pra quem não entendeu, eu havia avisado que tinha muito interesse em participar, mas o local escolhido não é, por assim dizer, de fácil acesso, principalmente pra quem não tem carro como eu.

    Por outro lado, basta juntar os organizadores e o local escolhido para sediar o evento, pra entender que os americanos tem a desculpa perfeita que precisam pra continuar boicotando o nosso “programa espacial sem fins militares”.

    Att.

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    1. Isso é verdade Marcos. Pode ser dificil conseguir um acordo de salvaguarda tecnológica com os norte-americanos por causa disso.

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    2. Caro Marcos!

      Não disse o contrário, o que disse foi que a sua participação no evento seria importante, já que poderia ajudar esclarecer alguns pontos, mas se não havia como, por uma razão ou outra, tudo bem, não foi uma crítica, muito pelo contrário.

      Quanto a sua colocação concordo em parte por dois motivos. O primeiro por conta do populismo dos governos brasileiros que gera desconfianças e segundo pela paranoia americana que se mistura com outros interesses de ordem não só política, mas também militar e comercial.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    3. Beleza Duda, eu tinha entendido, foi só pra explicar pra quem não leu o artigo onde disse isso...

      E realmente, temos agora mais esse "fator populista" a nos assombrar.

      É a tal história. Um governo que trata ditadores e ditadoras populistas como "companheiros"...

      Diz-me com quem andas e te direi quem és.

      É muito triste.

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    4. No Youtube foram colocados recentemente trechos em video relativamente a essa reunião: Parte 1 da ENEE

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  4. Se vocês repararem bem, verão que a parte superior do foguete VLS-Alfa-1, que contém o motor L75 e seus respectivos tanques, é aproveitada nos lançadores seguintes.
    Isto é positivo, pois me parece que facilita (encurta e torna mais barato) o desenvolvimento de toda a família, apenas alterando o motor de propelente sólido da base. Eu chamaria isto de modularidade.
    O grande porém seria a plataforma de lançamento destes novos veículos, que aparentemente são incompatíveis com a TMI atual.


    abraços]

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    1. Olá Raul!

      Concordo com o que disse amigo, mas creio que a TMI atenderá o VLM-1 e o VLS-Alfa 1 e até o VLS-Alfa-2 com algumas poucas modificações. Já para os outros veículos eles necessitarão certamente de uma outra plataforma de lançamento.

      Abs

      Duda falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Ola Duda.

      Confesso que ao ler a resposta acima sobre a incompatibilidade da TMI com relação aos "novos possíveis lançadores" me deu uma profunda dor barriga, pois, se para temos a nossa TMI finalizada foi uma novela de capítulos intermináveis, imagine se for necessária uma nova plataforma de lançamento...
      Quanto aflição.

      Abraço
      Ramom Lopes

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    3. Caro Ramom!

      Verdade amigo. Entretanto se houver seriedade do governo, e a construção da nova torre for conduzida paralelamente ao desenvolvimento do foguete BETA-1, pelo período previsto para o lançamento desse foguete, haveria tempo mais que suficiente sem problema, mas...

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  5. Outra coisa Duda Falcão, este Z23 me parece que é mesmo o Zefiro-23, de origem italiana, que equipa o foguete VEGA.
    Este P-50 talvez seja uma variante tupiniquim do P-80, também do VEGA.

    Parece que entraremos numa dobradinha com os italianos na área de lançadores, a exemplo do caso do VLM, que é com a Alemanha e Suécia. A Suécia parece estar envolvida num estágio satelitizador ou talvez uma parte da eletrônica de bordo.


    abraços]

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    1. Olá Raul!

      Verdade amigo, mas todo esse processo ainda terá de conviver com os mesmo problemas dos projetos anteriores, mas vamos ver no que vai dar.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  6. interessante ... lançadores mais realistas do que os vls gama delta e epsilon.

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    1. Sem dúvida! Bastante realista e racional. Sem o velho problema de querer "reinventar a roda".

      Abraço.

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  7. Prezados

    Como o assunto acordo de salvaguarda volta a baila deixe-me colocá-los a par de algumas coisas. Na época em que o primeiro acordo foi assinado, a SBPC constituiu uma comissão independente para analisá-lo. Fiz parte dessa comissão e tive parte atuante para "detoná-lo". O motivo é muito claro - o acordo não visava proteger a tecnologia americana nem mesmo a proliferação de tecnologia bélica (em prol da paz mundial). É sim uma forma de controle político que agride a soberania nacional. Daria direito ao governo americano de revistar qualquer lançamento que eles julgassem ter componentes americanos (ou seja praticamente tudo) e a decisão seria em função dos interesses políticos americanos. O Brasil não receberia nada em troca. O acordo é uma farsa!

    Para comprar qualquer componente sensível americano é preciso assinar um documento de responsabilidade chamado "end user statement". Assim, o controle da tecnologia americana já existe e torna desnecessário o tal acordo.

    Sobre o documento do DCTA, não tive nenhuma participação na sua elaboração. Mas lendo-o lembro-me do seriado "a ilha da fantasia". Na atual conjuntura é irrealizável. O quadro de recursos financeiros, por exemplo, não menciona que metade dos recursos recebidos foram devolvidos por problemas burocráticos/legais. O aumento dos recursos resultará também no aumento de devolução se não houver mudanças estruturais.

    Outro problema que não é mencionado é a obsolescência da tecnologia. Atualmente o hardware/software computacionais se tornam obsoletos em 4 anos. É isso mesmo, o que se projetou há 4 anos atrás precisa ser refeito devido ao novo hardware/software disponível no mercado. Ou seja, ficar prorrogando os prazos por falta de recursos ou outros tipos de problemas levará à inviabilização do projeto.

    Sobre os foguetes propostos, minha opinião é a de que o DCTA deveria se concentrar no VLM1. Ela tem grande apelo comercial e utilidade real para os nossos projetos. O DCTA deveria encampar esse projeto independente da AEB, buscando fundos transversais, BNDES e inicativa privada.


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    1. Esclareceu bastante. Não sabia que o acordo de salvaguarda tecnológica com os EUA poderia lesar a soberania nacional.

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    2. Olá Israel!

      Mas não entenda mal, o Dr Waldemar se refere ao acordo de Salvalguardas assinado no Governo Fernando Henrique e brecado no congresso pelo Waldir Pires, que era realmente um acordo lesivo. Entretanto não se discute a necessidade de se assinar um acordo como esses dentro das mesmas condições que os americanos tem com outros países, caso contrário, não teremos como ser competitivos no mercado internacional de lançamento de satélites comerciais, devido ao que já foi colocado aqui por mim em diversas oportunidades. Em outras palavras, ou se assina o acordo ou é melhor esquecer toda essa história.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    3. Oi Waldemar,

      Interessante essa sua informação de que metade dos parcos recursos receidos, são devolvidos por questões burocráticos ou legais...

      Sabia que isso acontecia, mas não nessa proporção. Isso só vem a comprovar que nenhum programa espacial que se preze, que demanda agilidade nas decisões e ações, vai adiante num sistema legalista, que é o adotado na administração pública do Brasil pela constituição!

      Então senhores, nesse Brasil, dessa constituição, a ÚNICA maneira de um programa espacial caminhar como deve, é FORA do regime de administração pública!

      Só não vê quem não quer! Ou se tira o PEB das "instituições governamentais", ou se muda a constituição, e se adota um outro regime de administração pública, ou podem esquecer.

      Outra coisa que você menciona é a "obsolência tecnológica". Puxa vida, falei sobre isso aqui num artigo a um tempo atrás e quase fui crucificado...

      Você fala em obsolência em 4 anos. Bom, não sei quanto a satélites, mas na minha área, TI, um ano é suficiente pra tornar quase tudo obsoleto, de hardware a software.

      Abs.

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    4. Duda

      Muita calma nessa hora. De que tipo de acordo vc está falando? Acordo pra que? Como já falei salvaguardas tecnológicas já existem. Ou vc esqueceu que os Estados Unidos impediram que a EMBRAER vendessesm aviões para a Colômbia e que já anunciaram boicote dos sistemas de navegação para nossos aviões militares?
      Acordo pressupõe concessões e compromissos de ambos os lados. Com o que o governo americano se compromete ? NADA. Trata-se de um pedido de PERMISSÃO para que utilizemos uma base brasileira, para lançarmos (quiçá) um foguete brasileiro com um satélite estrangeiro (que já assinou end user para todos os seus componentes.

      Utilizando uma expressão sua: faça-me uma garapa...

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    5. Caro Dr. Waldemar!

      O senhor está corretíssimo na interpretação da real função do documento que o Brasil busca, seria realmente uma especie de autorização. Entretanto eu utilizei o termo acordo, porque é o termo que vem sendo utilizado pelo governo e pela própria mídia para descrever esse documento.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  8. Prezados

    Como o assunto acordo de salvaguarda volta a baila deixe-me colocá-los a par de algumas coisas. Na época em que o primeiro acordo foi assinado, a SBPC constituiu uma comissão independente para analisá-lo. Fiz parte dessa comissão e tive parte atuante para "detoná-lo". O motivo é muito claro - o acordo não visava proteger a tecnologia americana nem mesmo a proliferação de tecnologia bélica (em prol da paz mundial). É sim uma forma de controle político que agride a soberania nacional. Daria direito ao governo americano de revistar qualquer lançamento que eles julgassem ter componentes americanos (ou seja praticamente tudo) e a decisão seria em função dos interesses políticos americanos. O Brasil não receberia nada em troca. O acordo é uma farsa!

    Para comprar qualquer componente sensível americano é preciso assinar um documento de responsabilidade chamado "end user statement". Assim, o controle da tecnologia americana já existe e torna desnecessário o tal acordo.

    Sobre o documento do DCTA, não tive nenhuma participação na sua elaboração. Mas lendo-o lembro-me do seriado "a ilha da fantasia". Na atual conjuntura é irrealizável. O quadro de recursos financeiros, por exemplo, não menciona que metade dos recursos recebidos foram devolvidos por problemas burocráticos/legais. O aumento dos recursos resultará também no aumento de devolução se não houver mudanças estruturais.

    Outro problema que não é mencionado é a obsolescência da tecnologia. Atualmente o hardware/software computacionais se tornam obsoletos em 4 anos. É isso mesmo, o que se projetou há 4 anos atrás precisa ser refeito devido ao novo hardware/software disponível no mercado. Ou seja, ficar prorrogando os prazos por falta de recursos ou outros tipos de problemas levará à inviabilização do projeto.

    Sobre os foguetes propostos, minha opinião é a de que o DCTA deveria se concentrar no VLM1. Ela tem grande apelo comercial e utilidade real para os nossos projetos. O DCTA deveria encampar esse projeto independente da AEB, buscando fundos transversais, BNDES e inicativa privada.


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  9. Olá Dr. Waldemar!

    Importantes contribuições o senhor nos trás, inclusive de ordem histórica e tecnológica que eu desconhecia. Para completar, a sua ideia do DCTA encampar esse projeto independentemente da AEB buscando fundos transversais do BNDES e da iniciativa privada me parece ser agora a única saída.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  10. Duda,
    Você considera estas datas realistas para estes lançadores?

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  11. Olá Carlos!

    O problema do PEB não são seus desafios tecnológicos, esses todos tem, o problema brasileiro constituí na falta de seriedade do governo que não se decido por tomar as atitudes necessárias para viabilizar o programa. Da forma como o DCTA amarrou esse novo Programa Cruzeiro do Sul os prazos são viáveis desde que os governos daqui para frente se comprometam com o mesmo, coisa que eu não acredito. Por conta disso que eu acho que talvez a opção sugerida pelo Dr. Waldemar do DCTA encampar esse projeto independentemente da AEB buscando fundos transversais do BNDES e da iniciativa privada seja a única saída para a sua real concretização.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  12. Colegas não se iludam,

    Acho muito difícil de se cumprirem estes prazos, vejam por que:
    Nem o L75 deverá está homologado para estas datas e nem mesmo um banco de testes para motores-foguetes a propelente líquido será adquirido até lá, o mesma não tem qualquer previsão para ser adquirido e também acho pouco provável ser testado fora do pais.
    Portanto, isto tudo não passa de mais um enchimento de linguiça da burocracia estatal dos PTralhas da Chuck.

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  13. Caro Membro delegado!

    O problema não consiste como eu disse na área tecnológica, pois mesmo que não haja o banco de teste disponível, o L75 poderia ser testado na Rússia ou na própria Itália. O problema consiste exclusivamente no governo que já deixou claro que não quer um programa espacial e não fará nada para realizá-lo.

    Abs

    Duda Falcão
    (blog Brazilian Space)

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  14. Amigos, deem uma olhada nesta proposta:

    http://www.aeroespacial.org.br/downloads/eventos/WAcessoEspaco-03.pdf

    Talvez explique algumas coisas

    abraços

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    1. Olá Raul,

      O que eu vi nesse documento, foi mais uma proposta técnica das inúmeras que circulam, inclusive insistindo em mais desenvolvimento de veículos movidos a combustível sólido, solução esta que não resolve os nossos problemas em absoluto, mas o problema não está necessariamente na parte tecnológica, como o Duda já mencionou.

      Eu tenho uma “proposta mirabolante”, mas que até o momento, foi a única que toca nos “pontos críticos”, procurando mudar completamente o modelo atual que sabidamente não tem funcionado.

      Então, no campo de veículos lançadores, minha proposta é:

      1 - Repartir conhecimentos, responsabilidades e participação sobre a tecnologia de foguetes movidos a combustível sólido entre as três forças armadas, e que estas continuem o seu glorioso caminho usando a tecnologia que lhes é mais propícia sob o comando do MD. Além disso, as nossas forças armadas precisam passar a ter um instituto de pesquisas exclusivo para tratar dos satélites de segurança (mais explicitamente, eles precisam de uma parte do INPE).

      2 - Criar um instituto exclusivamente civil, para desenvolver apenas veículos lançadores de satélites/sondas/tripulações, movidos a combustível líquido. Esse novo instituto, precisaria "herdar" uma parte do IAE. O foco inicial desse novo instituto, seria, com apoio externo ou não, desenvolver veículos lançadores de pequeno, médio e grande porte, de forma que o Brasil domine todo o ciclo de desenvolvimento e produção desse tipo de veículo, coisa que outras nações já fizeram desde a década de 50.

      3 - Um terceiro passo, também nada fácil, é a criação de um centro de lançamento, também completamente civil, por duas razões: ninguém espera desalojar a Aeronáutica de seus dois centros de lançamento atuais, e a segunda, é que ambos os centros existentes, estão limitados na sua expansão. Para manter e até aumentar a "vantagem" de proximidade com o equador, esse novo centro deve ficar localizado no litoral do Pará ou do Amapá, mas espera-se, que dessa vez, façam o caminho inverso, e muito óbvio (na minha opinião), que é redigir a especificação da área necessária para atender um centro de lançamento da forma que se pretende, indicando apenas que ele precisa estar localizado no litoral entre o Pará e o Amapá, e os órgão de "proteção ambiental" ou "proteção cultural" como IBAMA e INCRA, é que vão definir a localização final do mesmo, para não ter nenhum problema depois.

      Bom, em resumo, essa é a minha visão dos fatos de hoje em dia. Pode ser "tosca", pode ser muito "simplista", ou “mirabolante”, pode ser inexequível, e pode estar completamente errada!

      Mas é essa uma proposta de mudança necessária por tudo que tenho visto.

      Att.

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    2. Prezado Marcos

      Essas idéias já foram discutidas há mais de 25 anos atrás e gerou a fusão do antigo IAE (Instituto de Atividades Espaciais) com o IPD formando no atual IAE, numa reação contrária do então Ministério da Aeronáutica.

      Na verdade já se sabe e discute-se essa problemática faz tempo. Tenho participado ativamente dela. O problema é que uma instituição militar tem um legislação específica para atividades militares. Que são contraditórias às atividades de pesquisa. Isso atrapalha e muito. A solução entretanto é razoavelmente simples. Basta ter uma organização civil - como é o ITA !!! Pertence ao Comando da Aeronáutica, tem um monte de milicos lá e é uma organização civil de excelência reconhecida.

      Proponho a seguinte vertente (que tbm é defendida por muita gente boa). Que a parte espacial do IAE se torne uma organização civil (ainda ligada ao COMAER) com legislação que o permitisse fazer contratos como qualquer empresa pública. Essa é a solução definitiva pra o PEB

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    3. Olá Dr. Waldemar!

      Muito bem doutor, também acho que essa seja a solução e em minha opinião ajudaria muito. Mas lhe pergunto: Já existe algum indício de que esse será o caminho adotado?

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    4. Waldemar,

      A ideia que eu defendo, vai um pouco além, pois entendo que uma "organização civil ligada ao COMAER", só vai ser civil no nome, e vai continuar com a mesma orientação e os mesmos problemas. Afinal, como pode ser civil se está ligada ao COMAER e o COMAER está ligado ao MD?

      O que eu entendo que pode vir a ser a solução para o nosso PEB, é separar num nível mais alto, ou seja, a vertente militar estar TODA sob o comando do MD, e a vertente civil estar TODA sob o comando do MCTI.

      Do jeito que está hoje, um ministério compete com o outro, o que é apenas um dos problemas.

      Vou dar um exemplo aqui, que aconteceu comigo a muitos anos atrás, quem já viu um daqueles computadores da década de 70, os chamados "Main Frame", sabe que ele tinha um botão de emergência grande vermelho, bem na frente do operador principal, com o nome "STOP CPU". O seu objetivo "normal", era, em casos de emergência operacional, parar TUDO. Quando se pressionava esse botão, não só a CPU parava, mas também TODOS os dispositivos periféricos, como unidades de discos, fitas, impressoras, etc. Pressionado novamente, tudo voltava a funcionar (salvo algum problema técnico), exatamente de onde havia parado.

      Na época, eu trabalhava numa empresa privada de grande porte do ramo financeiro, e fui convidado por um colega para visitar as instalações da Marinha onde ele trabalhava como um "servidor civil".

      Nesse caso, a maioria dos operadores eram civis, e haviam vários militares trabalhando como auxiliares (na verdade eram garotos cumprindo o serviço militar).

      Tudo corria bem na minha visita, quando repentinamente, tocou uma sirene. De imediato, um dos auxiliares com aquele traje todo branco, se aproximou da CPU, e acionou o dito botão, e todos eles (só os militares) se retiraram do recinto.

      Aquilo me deixou perplexo, e perguntei se era algum alarme de incêndio e deveríamos buscar a saída também. Foi quando meu colega me tranquilizou: calma! não foi nada de mais, é que está na "hora do rancho".

      Ficamos ali batendo papo e relembrando histórias, e exatamente uma hora depois, todos retornaram, um deles acionou novamente o botão e todos voltaram ao trabalho como se nada tivesse acontecido!

      Tempos depois, já como chefe de setor, ainda naquela empresa do ramo financeiro, toda vez que um operador acionava esse botão, coisa raríssima, pois trabalhávamos 24 x 7 x 365, EU tinha que justificar essa ação para o meu diretor...

      E assim são as coisas. É por essas e outras que eu defendo a política do "cada um no seu quadrado". São ambientes completamente diferentes, com orientações que muitas vezes são incompatíveis, e incompreensíveis, de lado a lado.

      É isso.

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    5. Opa!, quando o Waldemar disse que o ITA é uma instituição civil, fiquei surpreso, e fui verificar lá no próprio ITA.

      Segue a apresnetação da instituição.

      "O Instituto Tecnológico de Aeronáutica, criado pelo Decreto no 27.695, de 16 de janeiro de 1950, definido pela Lei nº 2.165, de 05 de janeiro de 1954, é uma Instituição Universitária especializada no Campo do Saber Aeroespacial, sob a jurisdição do Comando da Aeronáutica (COMAER), a qual tem por finalidade promover, por meio da educação, do ensino, da pesquisa e da extensão, o progresso das ciências e das tecnologias relacionadas com o Campo Aeroespacial e a formação de profissionais de nível superior nas especializações de interesse do COMAER e do Setor Aeroespacial em geral".

      Como se vê o ITA, assim como o IME aqui no Rio, são instituições militares que admitem também estudantes civis, o que é diferente de ser uma instiuição civil.

      Posso estar errado, mas pelo que li até agora, o único instituto de pesquisas civil envolvido no PEB, é o INPE, apesar de a sua origem também ter sido militar.

      Então, se o INPE, cuida dos satélites, é uma dedução lógica para qualquer analista político, assumir que o nosso programa de veículos lançadores, é militar.

      E como eu disse antes, é a desculpa perfeita que eles precisam pra continuar boicontando o nosso programa espacial como um todo.

      Att.

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    6. Desculpem novamente...

      Pesquisando mais um pouco, existem informações de que os alunos de graduação aprovados nos processos de seleção tanto no IME quanto no ITA, devem compulsoriamente se matrícular no respectivo Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR).

      Portanto, de fato, não há alunos civis, o que pode haver, é aqueles que cumprem apenas o primeiro ano obrigatório...

      Att.

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    7. Prezado Marcos

      Eu não disse que o ITA é uma instituição civil. falei em organização civil - tanto assim que o Reitor atual é um civil... Já o IME não, é uma organização militar. Para saber a diferença de forma clara é preciso ler seu regimento interno.

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    8. Oi Waldemar,

      Estive lendo o REGIMENTO INTERNO DO ITA, publicado em 2007 pelo COMAER do Ministério da Defesa, por resolução do Comandante-Geral de Tecnologia Aeroespacial, Tenente Brigadeiro do Ar CARLOS ALBERTO PIRES ROLLA.

      Li e continuo entendendo ser uma instituição, ou organização (não vejo diferença) militar onde alguns "servidores civis" atuam na área de ensino, mas até onde eu sei, o diretor geral, o reitor e vários outros cargos chave são exercidos por militares.

      Inclusive, um reitor (não sei se é o atual) do ITA, o Brigadeiro Reginaldo dos Santos, foi nomeado como Diretor-Geral da ACS em 2011, acumulando esses dois cargos como noticiado aqui:

      Reitor do ITA é Nomeado Diretor-Geral da ACS

      Me causou estranheza o fato de no documento PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL e em linhas gerais em todo o site do ITA, a patente militar do Reitor Reginaldo dos Santos, ter sido suprimida, como, acredito eu, vários outros seguiram o mesmo caminho, podendo dar a falsa impressão que aquela instituição ou organização, é dirigida por civis, o que de fato, não é o caso.

      Mas novamente, o mais importante, nem é quem dirige, mas sim, a subordinação ministerial, pois visto de fora, de uma forma simplista, que é como os “analistas internacionais” funcionam, um programa espacial com vínculos ao MD, é militar, ponto.

      Nessa mesma visão, um programa espacial brasileiro realmente civil, deveria estar completamente subordinado ao MCTI. Esse é o ponto central da questão.

      Abs.

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  15. Caro Duda,

    você conseguiu alguma parceria com o site www.ocioso.com.br ?

    Uma outra dica tenta mandar um email pessoal, parao dono do site ocioso talvez ele sensibilize com a causa e coloque seus links mais importantes na página principal, sendo assim o seu blog vai ter uma visibilidade grande e vamos conseguir sensibilizar mais pessoas!

    Estou tentando direcionar todo o fluxo do meu blog para o seu!

    Abraços!

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  16. Olá Mensageiro!

    Eu estou ainda esperando a aprovação deles que leva creio eu 10 dias, para então poder postar links. No entanto, já postei um banner deles no blog.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  17. Desculpem, mas as vezes eu fico abismado como o pessoal parece estar comprometido com o "status quo" atual, que sabidamente não funciona!

    Chegando ao agora absurdo de ir buscar tecnologia de motores a combustível sólido, que não resolvem o problema em absoluto, no exterior!

    Um dos maiores entraves ao desenvolvimento do nosso programa espacial é a falta de apoio dos Estados Unidos, que na verdade, "joga contra". Para mim, tudo leva a crer que a maior justificativa desse fato, é o envolvimento e o amplo domínio dos militares sobre o desenvolvimento dos nossos veículos lançadores e centros de lançamento.

    Historicamente, nos Estados Unidos, os veículos lançadores foram desenvolvidos pelas forças armadas, no formato de mísseis balísticos que depois foram adaptados para veículos lançadores. Ainda na década de 60, nos primórdios das missões espaciais tripuladas Norte americanas, o Brasil era considerado um "parceiro", recebendo MUITA ajuda, inclusive aquela do projeto "SAAP" que em síntese, deu origem ao nosso programa de veículos lançadores.

    Ocorre que logo depois do projeto Apollo, houve por lá, uma "civilização" do programa espacial, o que, por um motivo ou por outro, não aconteceu aqui no Brasil. Na verdade, devido ao regime da época, houve foi uma crescente influência militar, nos programas espacial e nuclear, e o que dá pra entender, é que os Estados Unidos, estão e vão continuar com um "pé atrás" com o PEB, enquanto esse domínio da Aeronáutica prevalecer.

    Claro e óbvio, que existem interesses econômicos muito grandes por trás disso, a Boeing que o diga (só um exemplo), mas o fato, é que eles tem uma desculpa para continuar boicotando o nosso programa.

    Mais uma vez, não me entendam mal, se não fossem os militares, primeiro do Exército, depois da Marinha, e finalmente da Aeronáutica que se interessou e acabou literalmente "abraçando" o programa, não teríamos NADA. Isso é um fato histórico, e não há como negar.

    No entanto, o que no início foi um ponto positivo, hoje em dia, pode estar nos prejudicando. Então, sendo estritamente pragmático, eu acredito sinceramente, que o melhor, e talvez única saída viável, para o nosso programa espacial, seria separar definitivamente os seus ramos militar e civil.

    Sem isso, nós estamos dando aos americanos, a justificativa que eles querem pra continuar boicotando o nosso PEB, isso sem contar com o "fator populista" do atual governo, mencionado acima.

    Abs.

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    Respostas
    1. Marcos, sem dúvida isso facilitaria, mas vamos ser realistas - sempre iremos enviar satélites que vão monitorar várias áreas (que pode ser chamado espião), ou que serão estratégicos para a defesa (e que devem alcançar ao menos as ilhas Falkland dos ingleses, aliados dos EUA), e ainda por cima essa tecnologia permitirá fabricar misseis de longo alcance...

      Se quisermos enviar satélites do exército será pelo nosso programa espacial totalmente civil? Cá para mim é impossível separar os dois tipos de conhecimento (o militar do civil), porque se forem nacionais a tendencia será haver algum tipo de distribuição entre ambas (nem que seja por meio da industria). Será que a formula de combustível dos foguetes civis não será aplicado também num míssil? E será que os sistemas inerciais fabricados para o setor espacial não serão colocados também em arsenais, aviões de combate, misseis, etc?

      Para mim é impossível separar a componente DUAL da tecnologia obtida no setor espacial. Mas se você conhece alguma empresa que não seja privada e que conseguiu separar as duas coisas, talvez seja eu que esteja enganado. Mas creio que todos os programas espaciais com dedo do governo tem esta componente.

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    2. Israel,

      Por incrível que possa parecer, estou sendo MUITO realista. O fato, é que do jeito que está, não está funcionando. E isso vem se comprovando a décadas.

      Quanto a "separação", isso é uma questão de sobrevivência em relação ao "mercado espacial internacional", e isso não significa que os programas espacias civil e militar vão se comunicar e cooperar entre si.

      Lá mesmo nos Estados Unidos, a SpaceX fez uso de bases militares para vários de seus testes e lançamento, e vários satélites militares foram lançados por veículos desenvolvidos pela NASA (por fornecedores civis para a NASA).

      Nessa situação proposta, os satélites "civis" poderiam ser inspecionados por entidades internacionais sem problemas, e os militares teriam que arcar com o ônus de suas características, ou seja, muito provavelmente iria nos forçar a desenvolver TODA a tecnologia necessária localmente. O que em última análise, é ótimo!

      Outra coisa, precisamos parar de entender que o "dedo do governo" no Brasil, pode ser comparado com o "dedo" de outros governos, pois só aqui, nesse regime de administração pública legalista que nos impingiram, se "devolve" dinheiro de orçamento por simplesmente não conseguir usar devido à problemas burocráticos ou legais.

      O Brasil, também nesse aspecto, é um caso único no Mundo, e assim deve ser tratado. Precisamos buscar saídas para esse "emaranhado" onde nos metemos, e continuar do jeito que está, não me parece ser uma delas.

      Att.

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    3. No entanto em parte concordo contigo, porque creio que muitos técnicos não militares têm que receber diretrizes de militares (e creio que o "regime" é orientado nesse sentido), e parece quase que o nosso programa de foguetes lançadores estando sob o seu domínio também faz parecer que o propósito é fundamentalmente belico. Apesar de sempre haver o componente Dual, provavelmente seria melhor o programa espacial ser uma empresa desvinculada do domínio militar e passar a ser uma empresa estatal (como acontece com a NASA e a JAXA). Mas não creio que isso fará parar boa parte dos embargos.

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    4. Vou reformular a minha frase ai de cima, pois não ficou muito clara:

      O que eu quis dizer, é que: separar o programa espacial em vertentes civil e militar, não significa que essas duas vertentes não possam e não devam se comunicar. Muito pelo contrário. A troca de informações que não impliquem em desvios das suas respectivas missões, pode e deve ser incentivado.

      É o que acontece nos Estados Unidos, como exemplifiquei na argumentação acima.

      Att.

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  18. O VLM está sendo desenvolvido em parceria com a Alemanha, dessa forma existe uma maior garantia de sucesso. A AEB já garantiu que em 2018 teremos o primeiro voo do VLM, já com um satélite e tudo mais, inclusive, o VLM que está sendo desenvolvido é diferente desse da imagem, é maior e mais moderno, talves o mesmo ocorra com os outros. Vamos dar um crédito á AEB.

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