Camp. "MISSÃO VLM-1/ITASAT-1 - 2015", Abrace Essa Idéia

Sabe leitor,

A humanidade como conhecemos foi construída devido às pessoas que em algum momento de suas vidas, motivados por um sonho, pela curiosidade humana, pela busca do conhecimento e pela sua criatividade, foram responsáveis por encontrar soluções que transformaram não só as nossas vidas, como também a face de nosso planeta.

Assim sendo, no dia de ontem, não tendo notícias sobre o PEB, resolvi perambular mais uma vez pela net, o que me levou a descobrir uma apresentação em Power Point da equipe responsável pelo desenvolvimento do Projeto do Microsatélite Universitário ITASAT-1 (veja aqui), apresentação essa exibida para os alunos e professores participantes da “VIII Jornada Espacial”, ocorrida em São José dos Campos (SP) no ano passado.

Na apresentação em questão, a Equipe do ITASAT-1 informa que esse microsatélite encontra-se no momento na “FASE C" de desenvolvimento, ou seja, na "FASE do CDR (Critical Design Review)", que deverá ser finalizada no final de 2013, onde a partir daí será iniciada a “FASE D (AR – Aceptance Review)” que será finalizada em maio de 2014, quando então o microsatélite estará pronto para ser lançado.

Diante disso, e temendo que esses energúmenos use o lançamento desse microsatélite para promover o tóxico Cyclone-4 e sua mal engenhada empresa, fui dormir preocupado em encontrar uma solução que não só viesse a satisfazer a todos nós, mas também que fosse positiva para o verdadeiro Programa Espacial Brasileiro.

Hoje pela manhã, após uma noite mal dormida, lembrei-me que em entrevista recente ao programa “FAB pela FAB” da FABTV (veja a entrevista) o Diretor-Geral do DCTA, Ten-Brig-do-Ar Ailton dos Santos Pohlmann disse: “Programa Espacial, então no programa espacial nos temos o nosso conhecido VLS que nós trabalhamos quase que diuturnamente nesse projeto, e ao mesmo tempo um outro que é pouco conhecido que é o VLM (Veículo Lançador de Microssatélites), que nós trabalhamos junto com a Agência Espacial Alemã. É um produto que com certeza será um sucesso nesta área e que nós temos a ideia de ter o primeiro lançamento no final de 2014, talvez no início de 2015”.

Diante do que disse o brigadeiro, como brasileiro e defensor de nosso verdadeiro PEB, proponho uma campanha aos nossos leitores exigindo do governo DILMA ROUSSEFF, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Espacial Brasileira (AEB) para que esse satélite venha ser lançado pelo VLM-1 em 07 de setembro de 2015.

O IAE como o INPE, ITA, IEAv, entre outros  e evidentemente os seus profissionais, precisam de objetivos, precisam que sejam cobrados e nada melhor como uma Missão com essa com data e objetivo definido que poderia ser acompanhado por um concurso nacional para a escolha do nome da Missão, concurso esse que seria organizado pela própria AEB, e que poderia envolver toda a sociedade brasileira.

Está lançada a "Campanha MISSÃO VLM-1/ITASAT-1 - 2015" (nome provisório) e espero contar com todos os nossos leitores enviando essa solicitação para a nossa Agência Espacial. Vamos abraçar essa ideia e se alguém se prontificar a fazer uma 'logo' para a campanha seria muito bom.

Viva o Brasil

Salve o Programa Espacial Brasileiro

Duda Falcão

Comentários

  1. Olá Daniel!

    Que bom amigo, ajude-a a divulgá-la e envie seu e-mail para AEB cobrando. Vamos nos movimentar.

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  2. Também procurei fazer o pedido, no entanto o site do PEB não reconhece meus email quando busco enviar uma mensagem por lá. Se alguém conhece mais uma alternativa para fazer o pedido avise.

    Apesar de achar dificil que venham desbancar o Cyclone-4 para enviar o ITASAT, creio que o apelo é salutar. Daí me junto a causa.

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  3. Olá Israel!

    Sugiro a você e a todos que tiverem o mesmo problema que enviem então a solicitação para o site do MCTI.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  4. Claro que apoio a ideia, podem contar com minha ajuda no que for necessário.

    No entanto, continuo esperando uma atitude mais veemente dos senhores Brigadeiros do Ar, pois não faz o menor sentido que eles que "trabalham quase que diuturnamente" nos projetos do VLS e no do meu favorito atual, o VLM, deixem que esses contantes desmandos joguem todo esse trabalho no ralo.

    Eu tenho um certo otimismo em relação ao provável insucesso do projeto da ACS. Sim não foi erro de grafia, estou otimista, pois acredito que com esse "governo", nem os projetos que eles apoiam vão ser bem sucedidos.

    Então é bem provável que no final disso tudo tenhamos um monte de obras de engenharia civil parcialmente executadas, um monte de equipamentos ucranianos sendo corroídos pelo tempo, muito dinheiro nosso gasto inutilmente, e vida que segue, vamos ver onde eles vão colocar as garras no "governo" seguinte.

    Essa é a nossa realidade.

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  5. Interessante.

    Depois de meses, tentando vender essa ideia, em vários artigos anteriores, acredito que estamos chegando num certo consenso por aqui.

    Leigos e especialistas, acabaram chegando a um denominador comum, levando em conta os debates ocorridos em vários artigos anteriores, temos agora essa ideia querendo se tornar realidade.

    Ou seja, a de fazer o Brasil finalmente realizar o lançamento de um satélite nacional, por intermédio de um lançador nacional.

    Elencando os pontos: o satélite está aí na penúltima fase de desenvolvimento, e o lançador tem tudo para dar certo, pois se baseia numa tecnologia teoricamente já dominada, e com uma concepção bem mais simples que a do VLS, ou seja, o VLM, com apenas 3 estágios movidos a combustível sólido, sem foguetes auxiliares laterais, o que simplifica o processo de testes, certificação e operacionalização.

    Além disso, existe um projeto de uma instituição internacional (a agência espacial alemã - DLR) que depende dele para a sua realização, o que fortalece o seu compromisso.

    A infraestrutura de lançamento também já existe, pois acredito que a plataforma de lançamento do VLS e a torre de integração, possam ser usadas, talvez com pequenas adaptações.

    Então é isso. Uma ideia de consenso dessa nossa comunidade, completamente viável, com todas as chances de finalmente colocar o Brasil entre as nações espaciais.

    Podemos procurar a opinião dos especialistas em relação a possibilidade de prolongar a vida útil desse satélite, pois afinal são apenas 100kg, e no projeto original, seria lançado como carga secundária. Eu não sei se essa definição de vida útil de apenas 1 ano se deve a questões orbitais, ou de fornecimento de energia, mas tendo a autonomia de um lançador exclusivo, se a questão for apenas orbital, talvez ele pudesse ser "jogado mais para cima", prolongando a sua vida útil.

    Vamos tentar promover essa ideia !

    Abs.

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  6. Muito boa idéia essa de utilizar os VLM para lançar esse satélite nacional.
    Agora, o que está faltando ao Brasil, ao governo brasileiro, é um projeto estratégico para o país.
    Afinal,, que país queremos ser?
    O país atualmente não prioriza a tecnologia, não prioriza a defesa, etc e o que vemos no mundo é uma violenta ação militar por dominação estratégica e de mercado, onde os países fortes militarmente impõe à força, sua dominação.
    Adotar a filosofia pacifista não é uma sábia opção. É só ver o que ocorreu ao ex país Tibet que hoje pertence à China, por pura ingenuidade de achar que por ser pacífica, uma nação não seria invadida.
    É bom ver na nossa Constituição, e lá está escrito com todas as letras, se essa negligência com a nossa defesa não constitui crime de Responsabilidade.

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  7. Seria extremamente bom ver o novo pequeno ícone espacial nacional, o VLM, lançando o ITASAT-1, tão bem planejado nos recentes anos. Particularmnte, embora odeie o aspecto tóxico do Cyclone-4, acho que para não haver desperdício de dinheiro ele deveria ser mais apoiado, mesmo porque pode até destacar o CLA e gerar importantes divisas.
    De qualquer modo, acatarei à causa defendida pelo autor desse blog. Leio as notícis aqui postadas pelo apreço que tenho com a engenharia aeroespacial. Estarei enviando o maior número possível de e-mails à AEB e ao MCTI - e solicitando ainda mais coisas além da aqui proposta.

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  8. Seria um ótimo exemplo de consolidação de nossa soberania ,além do mais , e também da consolidação de nossas conquistas tecnológicas. Seria também uma ótima propanganda para o governo e seu PROGRAMA ´Ciência sem Fronteiras` ,colaboração com a Alemanha.

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  9. Algo que precisamos pensar muito...

    A tal "mania de grandeza", tão comum por aqui, é um tal de fazer "obras faraônicas" que em geral nunca terminam bem. Talvez por isso mesmo, precisamos evitá-la.

    Apesar de ser apenas mais um "foguete de papel", me chamou muito a atenção na recém divulgada missão espacial Norueguesa, onde eles, desde o início, já terem definido de forma bem clara que o objetivo é colocar uma carga útil de apenas 10kg em uma órbita LEO polar de 350 km de altitude.

    Só a título de comparação, segundo dados disponíveis no próprio site do projeto, o ITASAT-1 do qual temos falado por aqui, pesa 85 kg, e está previsto para uma órbita LEO polar de 600 km.

    Quando eu comecei a insistir numa ideia semelhante a alguns meses atrás, eu na verdade, nem pensava no VLM, pois ele depende de um motor que de fato ainda não existe.

    O que eu estava propondo, era uma espécie de "primo pobre" do VLM, na realidade, trata-se de algo entre o VS-43 do PNAE 2005-2014 divulgado aqui mesmo no Blog, e o VLM atual, ou seja, basicamente um VLM usando o motor S43 no lugar do S50. Então, usando apenas motores já existentes, testados, e que já sofreram várias melhorias ao longo desses anos, sendo: dois motores S43, como primeiro e segundo estágios, complementados por um S44 (assim como no projeto do VLM atual) e se fosse necessário, um quarto estágio com o S33.

    Tudo isso, para elevar a uma órbita, o mais alta possível (essa é a grande dúvida), uma carga útil de apenas 2 kg (algo como um Cubesat duplo – 10 × 10 × 20 cm), artefato esse do qual poderiam ser construídos alguns exemplares, a um custo bastante baixo (dentro desse contexto), e numa cadência que permitisse suprir algumas tentativas de lançamento, pois como sabemos, apesar de todas as medidas de teste e segurança, o lançamento de um foguete, é, e sempre será, uma atividade de risco.

    Eu gostaria da ajuda do pessoal mais técnico que participa aqui do blog, para nos esclarecer bem mais sobre as questões técnicas desse possível casamento VLM-1 + ITASAT-1. Uma coisa que eu por exemplo não tenho certeza, é se o motor S43 já é fabricado com material composto, pois até onde eu sei, o S50 será construído dessa forma. Porém se o S43 já for fabricado dessa maneira, seria uma razão a menos para esperar pelo S50.

    Outra pergunta é: no caso de o VLM ser usado para uma carga útil de 85 kg, como é o ITASAT, até onde (altitude), ele poderia chegar? A órbita originalmente prevista de 600 km, seria viável? Caso contrário, que tipo de influência isso causaria nos experimentos previstos para o ITASAT?

    Att.

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    Respostas
    1. Olá Marcos!

      Em primeiro lugar quero registrar aqui que infelizmente a equipe do satélite ITASAT-1 ou da AEB retiraram da net o aquivo que acompanha essa nota, o que é uma pena e é lamentável se isso foi feito deliberadamente, mas enfim...

      Dito isso, lhe informo que o satélite ITASAT-1 será um satélite estabilizado por rotação (gira em torno de um dos seus eixos) que ficará em uma Órbita Polar ou de grande inclinação em torno de 600 km de altitude (LEO - Low Earth Orbit). Tem as dimensões aproximadas de 600 x 600 x 600 mm e uma massa estimada de 85kg.

      A Carga útil do ITASAT-1 é composta pelos seguintes experimentos:

      a) Transponder Digital de Coleta de Dados (DCS) desenvolvido pelo CRN-INPE e UFRN;

      b) Controle de atitude com MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems) desenvolvido pela UEL;

      c) Heat-Pipe desenvolvido pelo INPE; e

      d) Formation Flight Experiment - Inter Satellite Link (Fox-ISL) desenvolvido pela TU Berlin.

      Quanto ao motor-foguete S43, ele não foi desenvolvido ainda em material composto, e sim em Aço 300 M. Como eu já havia lhe dito o único motor desenvolvido nesse material foi o S44.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Oi Duda,

      Não entendi a questão da indisponibilidade do artigo lá no site do ITASAT. Pode ter sido algum problema temporário. Pra mim aqui, continua funcionando na boa.

      De registrar apenas o fato dele estar muito "paradão" desde meados do ano passado. Isso pode ser muito preocupante. Será que o projeto perdeu fôlego? Ou coisa pior? Está realmente andando?

      Mas então, o que eu gostaria é que pessoas como o João e o Miráglia, nos esclarecessem sobre as reais possibilidades desse casamento proposto VLM + ITASAT, pois considerando o que conhecemos das especificações funcionais de cada um, fiquei meio na dúvida se o VLM vai conseguir elevar o ITASAT de 85 kg aos 600 km de altitude originalmente pretendida para ele.

      Ocorre que temos várias estimativas de performance para o VLM entre blogs e sites de agências, basicamente variando entre 120 e 150 kg de carga útil a 300 km de altitude. Considerando um carga útil de 85 kg (do ITASAT), qual seria a estimativa? Será que dá para dobrar e chegar aos 600 km originalmente pretendidos?

      Quanto aos experimentos, me parece (como leigo), que os três primeiros devem atingir os seus propósitos, mesmo numa órbita mais baixa. Já o último, não sei.

      E outra questão. Se for necessário efetuar mais algumas tentativas de lançamento, seria possível confeccionar mais exemplares do ITASAT numa cadência razoável? Ou ele é do tipo "filho único"?

      Att.

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    3. Olá Marcos!

      É verdade, agora está funcionando e deve ter sido mesmo um problema temporário. Bom Marcos quanto aos seu receios, não se preocupe, o VLM-1 atende perfeitamente o lançamento do ITASAT-1, já que todo lançador é adequado a carga útil que será lançada por ele, isto é, desde que esteja dentro de suas especificações, e o ITASAT-1 está dentro das possibilidades do VLM-1.

      Quantos aos experimentos com exceção do primeiro que visa a atender o "SBCDA - Sistema Brasileiro de Coleta de Dados", todos os outros poderiam ser testados em uma órbita acima de 100 km.

      Já com relação ao ITASAT-1, ele é um projeto escola para as universidades participantes, e devido a sua complexidade e por ser o primeiro (não será o único) o mesmo está levando um grande tempo para ser desenvolvido, mas os próximos devem ter seu tempo de desenvolvimento diminuído devido a experiência adquirida pelos seus desenvolvedores.

      Bom amigo é isso ai.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  10. Beleza, então parece ser uma ideia plenamente viável, vamos lá PessoAll, precisamos de um nome legal para essa missão.

    Algo que a identifique como sendo a possível entrada (finalmente) do Brasil no seleto clube de "Nações Espaciais", quem sabe um emblema (patch)...

    E vamos tratar de divulgar!

    Abs.

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  11. Pra mim um nome legal para essa missão seria Fênix, como a ave mitológica que depois de morta pelo fogo renasce de suas cinzas.
    Alguém ai viu uma analogia com o nosso PEB ?.

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    Respostas
    1. Oi Daniel,

      Partindo da sua ideia, ela faz todo o sentido devido a nossa situação, no entanto, em minha opinião, a palavra FÊNIX, acabou caindo no "lugar comum", talvez pudéssemos usar uma imagem da ave, sem no entanto usar a palavra.

      Apenas a título de uma idéia complementar para um "brain storming" nessa direção, que tal uma palavra (sigla), sem um sentido em si, como VITASAT por exemplo, que reúne algumas letras dos seus principais componentes (VLM + ITASAT), e ainda tem o componente de ser "vital" para atingir o objetivo de colocar o Brasil efetivamente no "Clube Espacial".

      Abs.

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  12. Eu fiz a minha parte, tentei primeiramente enviar e-mail para a AEB ,mas não deu certo, só consegui enviar solicitação para o MCTI.
    Abraço a todos.









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  13. Uma plataforma que tem tido ,uito sucesso em conseguir reunir e disseminar o apoio de cidadãos é o avaaz.org ( para iniciar uma petição, basta ir a este link http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/ ). Aliás, foi aqui que conseguimos reunir os milhões de assinaturas que levaram à criação da lei da Ficha Limpa.

    Minha sugestão: que seja redigida uma petição mais abrangente, e que diga respeito ao PEB por completo. Eu certamente assinarei e compartilharei com meus contatos.

    Boa sorte e parabéns pela iniciativa!

    Eduardo Farias

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  14. Quero meu amado país despontando com tecnologia de primeiro mundo e tomando parte das melhores iniciativas neste e em outros campos. Apoio a iniciativa deste blog e a data para lançamento em 2015.

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    Respostas
    1. Olá Rafael!

      Falta agora você nos apoiar com a sua assinatura na Petição da ACS, essa tão importante quanto e que pode ser acessada através da chamada piscante em vermelho localizada na coluna da esquerda no blog. Contamos com a sua participação e divulgação.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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