Satélite GOES-10 Será Mesmo Substituído pelo GOES-12


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (27/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que o satélite meteorológico GOES-10 será mesmo substituído pelo GOES-12 em dezembro.

Duda Falcão

Satélite Meteorológico GOES-10 Será Substituído
por GOES-12 em Dezembro

Assessoria de Imprensa / INPE
27/11/2009


Controlado pela Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, o satélite meteorológico GOES-10 é utilizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para a previsão do tempo. O satélite será desativado no dia 1º de dezembro, quando não terá mais combustível para se manter em correta posição orbital.

Geoestacionário, o GOES-10 está localizado em 60W para cobrir toda a América do Sul e fornecer imagens a cada 15 minutos. O satélite GOES-12, que substituirá o GOES-10, está localizado a 75W e poderá cobrir a América do Sul a cada 30 minutos. Porém, a NOAA pode optar por imagear somente os Estados Unidos em casos de tornados, furacões ou tempestades severas naquele país. Mesmo nestas circunstâncias, imagens da América do Sul a cada 3 horas estão garantidas por acordo com a Organização Mundial de Meteorologia (WMO). As imagens são gratuitas.

O INPE informa que o recebimento de imagens a cada 3 horas é suficiente para gerar dados a seus modelos numéricos computacionais, assegurando a mesma qualidade nas previsões de médio e longo prazo. Com imagens a cada 3 horas, o impacto seria no monitoramento da atmosfera para previsão de curto prazo (24 horas). Segundo os especialistas do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE, a previsão de curto prazo é mais subjetiva e se utiliza de parâmetros do satélite que permitem acompanhar o desenvolvimento das tempestades, por exemplo, exigindo informações em intervalos menores de tempo.

Caso esteja recebendo as imagens do GOES-12 a cada 30 minutos, como deverá ser a rotina, a previsão de curto prazo do INPE terá a mesma qualidade que se tem hoje, pois imagens a cada meia hora são suficientes para um monitoramento preciso de chuvas, entre outros parâmetros avaliados pelos meteorologistas.

Embora a troca de GOES-10 para GOES-12 tenha exigido mudança de antena de recepção e na forma de processamento e geração de produtos, o CPTEC/INPE está preparado e não haverá interrupção nos serviços. A expectativa é boa pelo novo satélite, uma vez que o GOES-10 vinha apresentando problemas de navegação e com o GOES-12 as imagens deverão ser mais precisas.

Da mesma forma que em 2007 o GOES-10 foi deslocado para cobrir preferencialmente a América do Sul, tendo o INPE como responsável pela geração e disseminação dos dados, o GOES-12 estará reposicionado a partir de maio de 2010.

Para saber mais sobre como é feita a previsão do tempo, acesse http://www7.cptec.inpe.br/glossario/, onde está descrita a rotina de operação meteorológica do CPTEC/INPE.

Satélite Próprio

Para deixar de depender de instrumentos estrangeiros, o Brasil precisa desenvolver seu próprio satélite geoestacionário dedicado à meteorologia. Atualmente o Brasil, por meio do CPTEC/INPE, realiza a geração, gravação e disseminação dos produtos gerados pelos satélites GOES, porém o controle destes é dos Estados Unidos.

O INPE, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, já desenvolve satélites de sensoriamento remoto para observação da Terra. Embora o custo de um satélite geoestacionário seja da ordem de 400 milhões de dólares, os especialistas do INPE consideram que o retorno em produtos e serviços essenciais à sociedade justifica o desenvolvimento de um satélite próprio.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Em poucas palavras, uma vergonha. É evidente que as previsões serão prejudicadas já que o GOES-10 era um satélite que cobria preferencialmente a América do Sul, já o GOES-12 não cumprirá essa missão e a desculpa do INPE de que a freqüência das imagens não prejudicará a geração de dados e de seus modelos numéricos computacionais, assegurando a mesma qualidade nas previsões de médio e longo prazo, é uma desculpa política orientada pelo governo para encobrir a besteira que fizeram. Uma vergonha!

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