PAC-TI Setor Espacial - 2007 a 2010


Olá leitor!

O governo brasileiro através do Ministério da Ciência de Tecnologia (MCT) lançou em 20 de novembro de 2007 o “Plano de Ação de Ciência Tecnologia e Inovação (PAC-TI)” para o período de 2007 a 2010. Abaixo segue a parte do documento que trata das seis ações planejadas para serem realizadas nesse período no setor espacial. Leia com atenção.

Duda Falcão

Pesquisa, Desenvolvimento e
Inovação em Áreas Estratégicas

Programa Espacial

Programa:

17.1. Programa CEA - Centro Espacial de Alcântara

Objetivo:

Implementar o Centro Espacial de Alcântara como um novo pólo de desenvolvimento
científico e tecnológico, direcionado para a exploração comercial de serviços de lançamento,
tanto para lançadores brasileiros como para atendimento a acordos internacionais.

Descrição do Programa:

A exploração comercial das potencialidades da região de Alcântara (MA) para lançamento de foguetes, como, por exemplo, a posição geográfica privilegiada, próxima ao equador, que proporciona condições excepcionais de economia de combustível e custos de lançamento, e sua proximidade do mar para o lançamento de satélites em órbitas equatoriais e polares com segurança, tem atraído o interesse de diversos países, que já manifestaram concretamente a intenção de estabelecer em Alcântara outros sítios de lançamento além daquele da empresa bi-nacional Alcântara Cyclone Space (ACS), que permitirão ao Brasil a participação no mercado mundial de lançamentos de satélites.

A implementação de um espaçoporto de natureza civil, com fins comerciais que contenha a infra-estrutura necessária para dar suporte às atividades específicas de empresas de lançamento, é condição necessária para viabilizar a inserção brasileira no mercado internacional e fortalecer sua liderança regional na área espacial.

Os sítios de lançamento comerciais e públicos brasileiros, os serviços de infra-estrutura e apoio gerais da área, além da instalação de outras áreas científicas e empresariais constituirão o que se denominou de Centro Espacial de Alcântara – CEA. Ele será responsável pelos serviços de apoio às atividades de lançamento, e fornecerá insumos e utilidades necessárias aos sítios de lançamento comerciais, tais como fornecimento de energia elétrica, água, gás, depósito de resíduos sólidos, acesso por estradas e terminal portuário e proverá o suporte à hospedagem e serviços correlatos, como residências de funcionários, escolas e hospitais às equipes técnicas nacionais e internacionais envolvidas nas operações de lançamento. Também abrigará as representações locais de órgãos governamentais que intervêm diretamente nas atividades e operações, inclusive para recebimento, inspeção e preparação de partes e componentes de foguetes e satélites.

Em sua primeira fase, o CEA terá as facilidades para atender às necessidades dos lançadores nacionais e dos previstos para a Alcântara Cyclone Space. Espera-se que o CEA tenha a capacidade de crescer para abrigar até quatro sítios específicos de lançamento, de empresas binacionais, nos moldes da Alcantara Cyclone Space, o que permitirá um compartilhamento do mercado aberto internacional de lançamentos, avaliado em US$ 12 bilhões para a década 2007-2016.

A implementação dos sítios de lançamento será de responsabilidade das empresas interessadas. Cada sítio específico, pertencente a uma empresa lançadora, é formado por uma área de processamento do veículo lançador, uma área de preparação da carga-útil e uma área de lançamento, onde está localizada a plataforma de lançamentos.

A partir do terceiro ano do início da implementação do CEA, as empresas poderão operar normalmente, como é previsto para a empresa Alcântara Cyclone Space.

O desenvolvimento regional e local beneficiar-se-á, também, do novo Centro Espacial de Alcântara, que, quando em regime de operação, atuará como principal instrumento de catalisação e promoção do desenvolvimento econômico e social não só do município de Alcântara - MA, mas também da região norte/nordeste do país.

Metas:

· Término da implantação da primeira fase para apoio ao lançamento da empresa binacional Brasil-Ucrância até 2010.

Recursos (R$ milhões):

Origem 2007 2008 2009 2010 Total
MCT/outras ações PPA 32,50 9,05 30,00 135,46 207,01
Parceiros (DNIT) 6,00 45,00 45,00 0,00 96,00
Total 38,50 54,05 75,00 135,46 303,01

Parceiros:

AEB
DNIT

Agência(s) executora(s):

AEB
DNIT


Programa:

17.2. Programa VLS - Veículo Lançador de Satélites

Objetivo:

Finalizar o desenvolvimento e lançar o veículo lançador de satélites VLS-1B, com capacidade de lançar satélites de até 600 kg em órbitas de até 800 km, em particular, os satélites baseados na Plataforma Multi-Missão.

Descrição do Programa:

O desenvolvimento de um programa nacional de veículos lançadores de satélites constitui componente essencial do programa espacial brasileiro. A capacidade de acesso próprio ao espaço é imprescindível para que a demanda por produtos e serviços do programa espacial possa ser atendida de forma eficiente e consistente. A capacidade de projetar e construir lançadores de satélite dará ao Brasil a necessária autonomia de decisão num cenário geopolítico de potenciais restrições ao acesso e ao uso de tecnologias críticas.

O principal objetivo no período 2007-2010 é concluir o projeto e iniciar a industrialização do VLS-1B, com capacidade de lançamento de até 600 kg em órbita de até 800 km de altitude. O VLS-1B tem o potencial de lançar os satélites a serem construídos com a tecnologia da Plataforma Multi-Missão (PMM).

Para tanto, é necessária a finalização do desenvolvimento do primeiro veículo lançador nacional, VLS-1, que requer a implementação das recomendações decorrentes da Revisão Crítica do Projeto VLS. Essa finalização compreende, entre outras, modificações no projeto de engenharia do VLS-1 e adoção de nova metodologia de testes e ensaios, que estabelece a utilização de uma Maquete de Integração de Redes Elétricas (MIR) para ensaios e realização de dois vôos de teste.

A conclusão dessa etapa é fundamental para o desenvolvimento do VLS-1B, o qual deverá incorporar tecnologia de propelente líquido, com a participação da indústria brasileira, e permitirá colocar em órbita os satélites que utilizem a Plataforma Multi-Missão (PMM). Esses satélites constituem parte essencial das missões de Observação da Terra, Científicas e de Meteorologia previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE). A importância desse projeto está na capacidade autônoma de Acesso ao Espaço, e na possibilidade de maior utilização e, mesmo, de exportação de serviços e produtos nacionais de altos valores agregados.

Parte integrante e primordial dessa ação está na aquisição autóctone de tecnologias críticas e restritas que viabilizem o desenvolvimento do lançador e capacitem a indústria nacional, tornando-a competitiva e projetando-a internacionalmente. Entre essas tecnologias, encontram-se as de sistemas e sensores inerciais e as de computação de bordo e propulsão líquida. A indústria deverá ser envolvida em todas as fases do programa, não apenas no desenvolvimento de partes e de equipamentos, mas também no desenvolvimento e na manufatura de subsistemas e sistemas completos.

Metas:

· Definir a estratégia de industrialização do VLS-1B, até 2008;

· Concluir a construção da Torre Móvel de Integração (TMI) até 2009;

· Concluir a implementação do Laboratório de Propulsão;

· Realizar o primeiro vôo de teste tecnológico do VLS-1, em 2010;

· Realizar o segundo vôo de teste tecnológico do VLS-1, em 2011;

· Lançar o VLS-1 V04, em 2012; e

· Realizar o primeiro vôo de teste tecnológico do VLS-1B, em 2012

Recursos (R$ milhões):

Origem 2007 2008 2009 2010 Total
MCT/FNDCT 0,00 30,00 40,00 50,71 120,71
MCT/outras ações PPA 37,44 85,38 116,57 173,57 412,96
Total 37,44 115,38 156,57 224,28 533,67

Parceiros:

CTA/MD
Indústria

Agência(s) executora(s)

FINEP
CTA
MCT
AEB


Programa:

17.3. Programa PMM - Satélites de Observação da Terra baseados na Plataforma Multi-Missão

Objetivo:

Projetar, desenvolver e fabricar satélites artificiais de observação da Terra, coleta de dados e análise de interferência em comunicações, voltados a aplicações de interesse nacional em áreas como recursos minerais, florestais e hídricos, agricultura, meio ambiente, vigilância territorial, comunicação e navegação, previsão do tempo e do clima.

Descrição do Programa:

A Plataforma Multi-Missão (PMM) é um módulo de serviços para satélites ao qual se pode acoplar diferentes tipos de “cargas-úteis”, ou seja, instrumentos que realizarão missões de observação da Terra por radar ou câmeras, instrumentos para meteorologia e para ciência. A
PMM permitirá o desenvolvimento da série de satélites brasileiros de sensoriamento remoto, incluindo:

· Amazônia-1: será o primeiro satélite a utilizar a PMM, cuja conclusão está prevista para o final de 2009. Terá aplicação direta na otimização do monitoramento da região Amazônica e Equatorial do País, com forte sinergia e complementaridade com o Programa CBERS. Em termos de aplicações, dar-se-á, principalmente, continuidade ao sistema DETER para acompanhamento do desflorestamento no Brasil.

· Satélite Lattes: a ação prevê concentrar um grupo de missões científicas em um único satélite, utilizando a PMM. Este satélite inclui instrumentos para análise da interferência atmosférica em comunicações.

· MAPSAR - Satélite de sensoriamento remoto com radar de abertura sintética: este projeto está em andamento mediante uma cooperação com a Alemanha (DLR - Agência Espacial Alemã). Pelo acordo preliminar, o Brasil disponibilizará a plataforma e os serviços de AIT, e a Alemanha a carga útil radar.

· Satélite GPM (Global Precipitation Measurement): este satélite usará também a plataforma PMM e tem a finalidade de medir índices pluviométricos na zona equatorial. Fará parte de uma constelação de satélites com essa finalidade em diferentes órbitas para medidas globais; a participação brasileira está em negociação com a NASA e a JAXA, que coordenam o projeto globalmente.

Para concluir a Plataforma Multimissão (PMM), é necessário completar o desenvolvimento de quatro subsistemas contratados junto à indústria aeroespacial brasileira e desenvolver o sistema de controle de órbita e altitude. É também necessário desenvolver uma câmera óptica de imageamento terrestre para ser a carga útil do satélite Amazônia-1.

A PMM está sendo construída pela indústria nacional, tendo sido inteiramente projetada pelo Instituto Nacional de Atividades Espaciais – INPE, e configura um produto de custo recorrente relativamente baixo e com alta demanda nacional, para as missões do PNAE, e com possibilidade de atingir o mercado internacional, especialmente da América Latina e Ásia.

O desenvolvimento de tecnologias críticas, em especial aquelas voltadas aos sistemas e sensores inerciais, radar de abertura sintética, sensores ópticos e imageadores de alta resolução, permitirá a substituição gradual de itens e equipamentos de aquisição restrita e capacitará a indústria nacional, tornando-a competitiva e projetando-a internacionalmente.

A capacidade de lançamento da PMM pelo VLS atrelada à vantagem competitiva do Centro Espacial de Alcântara, torna o projeto altamente atrativo do ponto de vista de comércio exterior e exportações.

Metas:

· Lançar o satélite Amazônia-1, em 2010; e

· iniciar o desenvolvimento dos satélites LATTES, MAPSAR e GPM.

Recursos (R$ milhões):

Origem 2007 2008 2009 2010 Total
MCT/FNDCT 16,90 20,30 24,30 29,20 90,70
MCT/outras ações PPA 15,50 15,50 96,44 161,82 289,26
Total 32,40 35,80 120,74 191,02 379,96

Parceiros:

MCT
AEB
INPE/DLR

Agência(s) executora(s):

INPE/DLR
MCT
AEB


Programa:

17.4. Programa CBERS - Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres

Objetivo:

Desenvolver, fabricar, testar e operar sistemas de satélites de sensoriamento remoto em cooperação com a República Popular da China, visando ampliar a capacidade do país em monitorar seus recursos naturais e seu meio ambiente.

Descrição do Programa (contexto, justificativa, atividades planejadas e instrumentos):

O Brasil enfrenta grandes desafios para administrar seus sistemas ecológicos, econômicos e sociais. Nossos megaproblemas incluem a preservação da Floresta Amazônica e de outros importantes ecossistemas, como os remanescentes da Mata Atlântica, o Pantanal e o Cerrado, o desenvolvimento sustentável do agronegócio, a saúde de nossa população, o planejamento de nossas cidades e a qualidade de vida dos que nelas vivem. A obtenção de informações sobre o território nacional não pode prescindir do uso de sistemas espaciais. O monitoramento de grandes áreas de forma sistemática, confiável e independente de outros sistemas, a coleta de dados em áreas de acesso difícil ou restrito, e a avaliação rápida de eventos imprevisíveis em tempo e localização (caso de desastres naturais, por exemplo) não podem ser realizados sem o uso de sistemas espaciais.

Em resposta a essa demanda nacional, esse programa visa o desenvolvimento, em cooperação com a China, de uma série de satélites de sensoriamento remoto de operação global. Atualmente o programa CBERS engloba cinco satélites: (a) CBERS-1, lançado em outubro de 1999, encerrou operações em Julho de 2003; (b) CBERS-2, lançado em outubro de 2003, ainda totalmente operacional hoje; (c) CBERS-2B, lançado em setembro de 2007; (d) CBERS-3, a ser lançado em 2010; (e) CBERS-4, a ser lançado em 2013.

O programa CBERS inclui ainda o controle, rastreio e operação dos satélites, além da recepção, processamento e distribuição das imagens, que constituem o produto final. A China e o Brasil consideram que o satélite CBERS é um “bem público” e adotaram uma política de distribuição de dados aberta para o CBERS. Dentro de uma política de acesso livre a dados públicos implantada pelo governo Lula, o INPE já distribuiu mais de 300.000 imagens CBERS. Metade dos usuários de imagens CBERS no Brasil são empresas, o que mostra que nossa política gera emprego e renda em áreas de alta tecnologia. Graças ao programa CBERS, o Brasil é hoje o maior distribuidor de imagens de satélite do mundo.

O programa CBERS é hoje o único programa operacional de sensoriamento remoto global em média resolução (20-40 m), com política de dados aberta e com garantia de fornecimento de dados até 2015. Isto permite ao Brasil colocar o CBERS como uma iniciativa importante para monitorar as mudanças globais no uso da terra. O Brasil e a China irão colocar as imagens CBERS disponíveis para os países da África, através de duas estações de recepção: Maspalomas (nas Ilhas Canárias, Espanha) e Hartebeesthoek, África do Sul. Estudam ainda instalar estações na Austrália, Europa e América do Norte. Essas estações deverão usar o software brasileiro de recepção de imagens dos satélites CBERS e arcar com os custos de operação e manutenção.

A estratégia de política industrial adotada possui os seguintes elementos básicos:

· Realizar acordos internacionais que possam complementar a competência industrial brasileira e os investimentos nacionais, bem como dar visibilidade internacional a nosso programa espacial.

· Manter a capacidade brasileira de integração e testes de satélite.

· Identificar o máximo número de partes e subsistemas dos diferentes satélites que possam ser desenvolvidos na indústria nacional, contratar tais desenvolvimentos e, se necessário, aportar competência do INPE para apoiar projetos inovadores.

Estes programas de satélite do Brasil estão associados a contratos industriais de cerca de R$ 300 milhões no período 2005-2010.

· Realizar acordos internacionais que possam complementar a competência industrial brasileira e os investimentos nacionais, bem como dar visibilidade internacional a nosso programa espacial;

· Manter a capacidade brasileira de integração e testes de satélite; e

· Identificar o maior número possível de partes e subsistemas dos diferentes satélites que possam ser desenvolvidos pela indústria nacional, contratar tais desenvolvimentos e, se necessário, aportar competência do INPE para apoiar projetos inovadores.

Estes programas de satélite do Brasil estão associados a contratos industriais de cerca de R$ 300 milhões no período 2005-2010.

Metas:

· Implementar a rede internacional de distribuição de imagens CBERS, com estações na África, América do Norte e Europa;

· Lançar o satélite de observação CBERS-3, em 2010; e

· Desenvolver o satélite de observação CBERS-4 para lançamento em 2013.

Recursos (R$ milhões):

Origem 2007 2008 2009 2010 Total
MCT/outras ações PPA 89,36 81,73 113,00 238,36 522,45
Parceiros (CAST) 89,36 81,73 113,00 238,36 522,45
Total 178,72 163,46 226,00 476,72 1.044,90

Parceiros:

CAST

Agência(s) executora(s):

CAST
INPE
MCT
AEB

Programa:

17.5. Programa ACS - Empresa Bi-Nacional Alcântara Cyclone Space

Objetivo:

Estabelecer e colocar em operação a empresa bi-nacional Alcântara Cyclone Space para explorar comercialmente serviços de lançamento de satélites a partir de Alcântara (MA), utilizando o foguete ucraniano Cyclone-4.

Descrição do Programa:

A região de Alcântara, dada sua localização estratégica, há apenas 2 graus ao sul do equador, com extensa costa marítima, permite uma economia de até 30% no custo de lançamentos, se comparados com outras bases em latitudes mais altas, além de outras características favoráveis como condições meteorológicas estáveis e baixa densidade demográfica, constitui uma importante vantagem competitiva em relação a outros centros de lançamento existentes no mundo.

Tal vantagem tem atraído diversos países interessados em estabelecer acordos para possibilitar lançamentos de satélites em bases comerciais de forma a participar do mercado internacional de lançamentos, avaliado, hoje, em US$ 20 bilhões para a próxima década, sendo que 60% está aberto, ou seja, ainda não está contratado.

O Tratado firmado em outubro de 2003 entre o Brasil e a Ucrânia possibilitou a criação da empresa bi-nacional Alcântara Cyclone Space, com o objetivo de explorar os serviços de lançamento em bases comerciais, com o foguete ucraniano Cyclone-4, a partir de Alcântara, e prover, no curto prazo, o acesso ao espaço para satélites de médio porte, tais como os da série CBERS, além de permitir cooperação tecnológica entre Brasil e Ucrânia, reconhecida pela sua capacitação em sistemas espaciais.

No contexto do mercado internacional, espera-se que, com uma cadência de seis lançamentos anuais, a empresa compartilhe cerca de 10% desse mercado, cujas estimativas de lançamentos anuais estão entre 60 e 80 lançamentos/ano.

Este programa prevê a participação da União, como acionista em 50% da empresa. Cabe notar que 25% da parte brasileira das receitas advindas dos lucros da empresa, serão destinados ao Fundo Setorial Espacial, conforme a lei de sua criação.

Metas:

· Iniciar a operação da Empresa ACS em 2007;

· Concluir a implementação do sítio específico, até 2010; e

· Realizar o primeiro lançamento em 2011.

Recursos (R$ milhões):

Origem 2007 2008 2009 2010 Total
MCT/outras açõe PPA 8,88 13,00 12,79 13,20 47,87
Parceiros (Ucrânia) 8,88 13,00 12,79 13,20 47,87
Total 17,76 26,00 25,58 26,40 95,74

Parceiros:

Ucrânia

Agência(s) executora(s):

FINEP
ACS
MCT
AEB


Programa:

17.6. Capacitação Tecnológica e Formação de Recursos Humanos para o Setor Aeroespacial

Objetivo:

Capacitar a base científica e tecnológica acadêmica e industrial e formar Recursos Humanos para suprir as necessidades do Setor.

Descrição do Programa:

As atividades do Setor Aeroespacial são de alta tecnologia e, muitas vezes, sujeitas a restrições de toda ordem, impostas pelos detentores estrangeiros da tecnologia, não só por se relacionarem com setores de tecnologia sensível e estratégica, como, principalmente, pelas características de constante necessidade de inovação e competitividade. O ciclo de inovação é bastante rápido, o que requer constante atualização na qualificação técnica de seus profissionais.

O desenvolvimento, a expansão e a sustentabilidade de um setor se baseia na permanente oferta de recursos humanos adequadamente qualificados, uma base científico-tecnológica (centros de pesquisa e indústrias) sólida e um constante processo de inovação tecnológica.

Exemplo de uma política de longo prazo, para a implementação de todo um setor estratégico e industrial, é a política denominada Plano Smith-Montenegro, de implementação da indústria aeronáutica por meio da implementação do ITA e do CTA, i.e., com base na sólida trilogia ensino (da graduação à pós-graduação), pesquisa e extensão.

Como exemplo de uma acertada política de formação de recursos humanos para o atendimento a demandas específicas e emergenciais, tem-se o PEE, Programa de Especialização em Engenharia, e o Mestrado Profissionalizante em Engenharia Aeronáutica, instituídos mediante uma parceria empresa-escola (Embraer e ITA), para suprir a necessidade de contratação, pela empresa, de engenheiros altamente qualificados e especializados face a uma demanda que supera a capacidade de formação de profissionais especializados para o Setor.

Esta proposta visa estender essas experiências às necessidades identificadas para o Setor Aeroespacial. Visa, portanto, reforçar e ampliar as parcerias Escola-Centro de Pesquisa Empresa, estendendo-a a outros níveis de capacitação e formação de recursos humanos, além de catalisar e fomentar a pesquisa, o desenvolvimento aeroespacial, a metrologia e o adensamento da cadeia produtiva do setor aeroespacial.

A formação de recursos humanos requer o domínio de procedimentos experimentais e ferramentas de simulação atualizados e adequados à complexidade dos processos envolvidos. Na parte experimental, devem-se adotar procedimentos de medida e ajustes para uma correta identificação desses sistemas, de acordo com as normas de certificação e ensaio. Na parte computacional, além da avaliação de desempenho podem-se simular possíveis falhas nos componentes dos sistemas. Portanto, para complementar o programa de formação e capacitação de recursos humanos, faz-se necessária também a ampliação ou modernização da infra-estrutura de ensino e pesquisa para o Setor.

Com esse enfoque, pretende-se implementar a formação de recursos humanos, em níveis de graduação e de pós-graduação, e o desenvolvimento de pesquisas, focadas principalmente em atividades de Iniciação Tecnológica e teses, dissertações e projetos na pós-graduação stricto sensu (como no Mestrado, Profissionalizante e Acadêmico, doutorado e pós-doutorado) e pós graduação lato sensu (em cursos de extensão, de atualização profissional, de reciclagem, treinamento, etc.), de acordo com as demandas do setor aeroespacial, em estreita colaboração e participação de empresas do setor aeroespacial. Isso inclui aspectos que normalmente não compõem o currículo acadêmico, como os relacionados a criatividade, liderança, empreendedorismo, trabalho em equipe, metrologia, certificação de produtos e de sistemas de gestão da qualidade e inovação. É fator relevante a questão da gestão e da qualidade.

Metas:

· Implementação do Curso de Engenharia Espacial no ITA (15 alunos/ano, em regime de
dedicação exclusiva);

· Consolidar o Curso de Mestrado Profissionalizante na área (12 alunos/ano);

· Fomentar a Pós-Graduação stricto sensu e a fixação de recursos humanos por meio de Programa de bolsas (em todos os níveis) específicas para a área espacial

· Realizar pós-doutorado em Engenharia Aeroespacial no Brasil e no exterior (1 missão/
ano); e

· Intercâmbios de médio prazo, nacionais e internacionais (2 missões/ano).

Recursos (R$ milhões):

Origem 2007 2008 2009 2010 Total
MCT/outras ações PPA 0,30 0,38 0,37 0,38 1,43
Total 0,30 0,38 0,37 0,38 1,43

Parceiros:

IFI
IEAv

Agência(s) executora(s):

INPE
MCT
AEB


Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentário: Bom, como o leitor pode notar esse documento tal qual o PNAE (Plano Nacional de Atividades Espaciais) tem objetivos claros e que em muitos casos não foram cumpridos adequadamente até o momento. É verdade que nós estamos ainda a um ano de seu período de finalização, mas com o andar da carruagem não acredito que ele seja cumprido. Postei esse documento aqui no blog para mostrar ao leitor que o problema do PEB não está em seus documentos (PNAE, PNDAE e PAC-TI), que foram muito bem elaborados com objetivos muito bem definidos por gente que entende do assunto. Na realidade o que atrapalha e muito o Programa Espacial Brasileiro é a falta de seriedade, de gestão competente e dinâmica, a ingerência política danosa, de recursos financeiros e humanos condizentes com as necessidades de um programa com essa dimensão, e não de documentos que mudam de objetivos de dois e dois anos demonstrando a sociedade brasileira outro problema crônico do PEB, a falta de foco. Justamente como está agora para acontecer como o novo PNAE do senhor Carlos Ganem, presidente da AEB. Esse novo PNAE do senhor Ganem promete e muito aumentar essa falta de foco e conseqüentemente atrasar ainda mais o cambaleante Programa Espacial Brasileiro.

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