CPTEC Completa 15 anos de Fundado


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada ontem (20/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando os 15 anos de aniversário do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE.

Duda Falcão

Meteorologia do País se Modernizou nos
Últimos Anos com o CPTEC/INPE

Assessoria de Imprensa/Inpe
20/11/09

Nesta terça-feira (24), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) comemora os 15 anos do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). O evento terá início às 14 horas, com a participação de diversas autoridades e cientistas na Unidade Regional de Cachoeira Paulista (SP), onde está instalado o Centro. Em 1994, a Meteorologia brasileira deu um salto de qualidade, com a introdução da modelagem numérica do tempo pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), fazendo uso de um potente supercomputador para os padrões da época. O Brasil passaria a fazer parte de um seleto grupo de países que passaria a gerar previsões de tempo a partir de modelos processados em máquinas de alto desempenho computacional.

Da inauguração do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, até hoje, a confiabilidade das previsões de tempo aumentou, ultrapassando os 90% de acerto para três dias. A qualidade das previsões também melhorou. Atualmente, é possível fazer previsões para a América do Sul com modelos regionais de alta resolução espacial, de 15 quilômetros quadrados, que detalham as condições meteorológicas para localidades próximas. O acesso crescente à homepage das previsões de tempo por cidade, com quase 30 milhões de visitas neste ano, demonstra a força dos desenvolvimentos do Centro.

Apesar desta grande evolução em tão pouco tempo, o CPTEC, bem como todo o sistema nacional de meteorologia, segundo o coordenador, Luiz Augusto Machado, enfrenta novos desafios. Os desastres naturais - relacionados ao excesso ou à escassez de chuvas, vendavais, tornados, tempestades, entre outros eventos – estão impondo uma nova demanda de recursos e produtos meteorológicos que deverão atender a uma série de necessidades, uma delas o planejamento de ações de mitigação a possíveis impactos destes eventos às populações em áreas de risco.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a estimativa é de que os prejuízos provocados por desastres naturais no mundo, relacionados ao tempo, clima e água, são da ordem de US$ 100 bilhões por ano, provocando 100 mil mortes. A entidade ligada a ONU afirma que os estragos seriam maiores sem os atuais serviços meteorológicos. A OMM calcula ainda que 30% da economia dos países desenvolvidos e industrializados são suscetíveis aos desastres naturais, índice que se amplia nos países em desenvolvimento, como o Brasil, cuja base econômica está centrada nas atividades agrícolas.

Por outro lado, defende Machado, “os ganhos proporcionados pela boa qualidade dos produtos da meteorologia são expressivos e podem alcançar níveis mais altos com o contínuo investimento na área”. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que completa neste mês 100 anos de fundação, o uso das previsões de tempo representa atualmente um ganho de US$ 2 bilhões para a economia do país. Deste total, estima-se que US$ 650 milhões são obtidos somente na agricultura, que faz um uso intensivo das previsões para o planejamento das diferentes etapas do ciclo dos produtos agrícolas.

Segundo Eduardo Assad, chefe da Embrapa Informática Agropecuária, o acompanhamento das previsões é considerado estratégico à aplicação de defensivos agrícolas e fungicidas, implementada de acordo com condições meteorológicas específicas. De acordo com o pesquisador, as perdas na agricultura devido aos extremos meteorológicos ultrapassam os U$ 20 bilhões por ano no país.

Investimentos

Para o CPTEC, os investimentos para os próximos anos deverão ocorrer nas seguintes áreas: atualização do supercomputador; desenvolvimentos de assimilação de dados (aos modelos de previsão), com reforço de recursos humanos e desenvolvimentos computacionais; maior uso de satélites meteorológicos; e ampliação e integração de um sistema de radares meteorológicos. O Centro coordenou a elaboração de um projeto para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) que prevê a implementação de um sistema de radares cobrindo boa parte do território brasileiro. Os radares são essenciais para o acompanhamento de sistemas convectivos e, portanto, na prevenção de desastres naturais, por excesso de chuvas.

Segundo o coordenador do CPTEC, os principais desafios colocados para os próximos anos são: aperfeiçoar a assimilação de dados; melhorar a confiabilidade das previsões climáticas sazonais para até 3 meses; desenvolver a previsão em alta resolução, incluindo a descrição da micro-física das nuvens e acoplar os modelos oceânicos, hidrológicos e químicos ao modelo de previsão de tempo.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Parabéns ao CPTEC que tem prestado um enorme e estimável serviço ao país nesses últimos anos.

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