Pesquisadores do CTA Desenvolvem Propulsão a Laser


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (23/11) no site "VNews.com.br" da "Rede Vanguarda" (coligada a Rede Globo) destacando o projeto de propulsão a laser que estar sendo desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv) em parceria com a Força Aérea Americana.

Duda Falcão

Pesquisadores do CTA Desenvolvem
Propulsão a Laser que Poderá ser Usada no VLS

23/11/2009 - 21h02min

De uma base na Terra serão emitidos feixes de laser, que vão aquecer o ar

Você já ouviu falar em propulsão a laser? Pois essa tecnologia, uma das mais inovadoras do mundo, está sendo desenvolvida em São José dos Campos. O projeto, em parceria com os Estados Unidos, é coordenado pelos pesquisadores do Instituto de Estudos Avançados do CTA.

A propulsão a laser está sendo desenvolvida no laboratório do IEAV - Instituto de Estudos Avançados da Aeronáutica. Em uma simulação é possível ver como a tecnologia será usada, à longo prazo, nos veículos lançadores de satélite (VLS).

De uma base na Terra serão emitidos feixes de laser, que vão aquecer o ar, empurrando o foguete para cima. Esse tipo de propulsão é desenvolvido por outros países como Estados Unidos e Japão. Mas no Brasil, ele está sendo testado pela primeira vez em um túnel de vento, equipamento que reproduz as condições de pressão e temperatura de um vôo até o espaço.

O estudo é feito em parceria com a Força Aérea Americana, que forneceu as fontes de laser. A luz segue por uma tubulação preta, até o túnel, onde ocorre a explosão.

“O Brasil entrou com o túnel de vento hipersônico, o T3, que foi projeto para acomodar este tipo de ensaio, que são ensaios inéditos no mundo. E a Força Aérea Americana entrou com o laser, a fonte de energia, e o sistema ótico, que conduz o feixe que é produzido fora do túnel para dentro da sessão de testes”, explica o diretor do IEAV, Marco Antonio Minucci.

A propulsão a laser vai deixar os veículos lançadores de satélites mais leves e mais econômicos porque não terão que carregar tanto combustível.

Atualmente, os lançadores de satélites tem apenas 5% de carga útil. O restante corresponde à estrutura e ao combustível. Com a nova tecnologia, a carga útil pode chegar à metade do peso do foguete.

“Atualmente, para se colocar um quilo em órbita custa US$ 20 mil e com esta tecnologia, nós esperamos que esse custo possa ser reduzido para US$ 200”, afirma Minucci.

Veja o vídeo da matéria:


Pesquisadores do CTA Desenvolvem Tecnologia de Propulsão a Laser
23/11/2009 - 18h00min. - TV Vanguarda - Rede Globo


Fonte: Site VNews.com.br

Comentário: Apesar dessa tecnologia não ter nada a ver com o VLS-1 como parece sugerir o título do texto (o autor se referiu que essa tecnologia poderia ser utilizada por veículos lançadores de satélites e não pelo veiculo lançador de satélites) sou um grande entusiasta desse projeto. Principalmente pelo mesmo demonstrar esta sendo muito bem conduzido pelo engenheiro aeronáutico e diretor do IEAV, Marco Antonio Minucci. É verdade que o domínio dessa tecnologia permitirá ao Brasil no futuro grande avanço com tecnologias de acesso ao espaço e torço para que o mesmo possa sofrer continuidade nos próximos 12 anos permitindo a conclusão do projeto. Chamo a atenção do leitor para a maquete da espaçonave hipersônica 14-X que aparece durante a reportagem da TV Vanguarda. Essa espaçonave irá fazer seu primeiro vôo teste em 2012 utilizando um foguete VS-40 ou um VSB-30 (essa definição ficou meio nebulosa depois de algumas notícias controversas que saíram na mídia).

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