PMM - Plataforma Multimissão



Concepção Artística da PMM

A PMM - Plataforma Multimissão é um conceito de arquitetura de satélites que reúne em uma única estrutura todos os equipamentos necessários à sobrevivência e à operação dos artefatos no espaço. É um módulo de serviço capaz de suportar uma gama de outros de carga útil, com aplicações diretamente voltadas para as necessidades básicas e estratégicas do Brasil e com ênfase na Amazônia.

Nesta arquitetura existe uma separação física entre a plataforma e o módulo de carga útil, possibilitando que ambos possam ser desenvolvidos, construídos e testados separadamente, antes da integração e teste final do satélite.

Idealizada totalmente no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a PMM tem um índice de nacionalização de cerca de 80%, tendo o desenvolvimento de seu projeto assinado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e quase todos os seus subsistemas projetados e desenvolvidos por empresas brasileiras.

A empresa brasileira Atech Tecnologias Críticas responde pelo gerenciamento integrado do projeto e pela gestão e controle de configuração e qualidade. Outra empresa brasileira envolvida no projeto é a Mectron que esta desenvolvendo os sistemas de suprimento de energia elétrica e os subsistemas de TT&C (provê a comunicação entre o satélite o as estações terrenas para a troca de mensagens de serviço) da plataforma.

PMM – Características

A Plataforma Multimissão implementa as seguintes funções:

* suporte estrutural para montagem dos equipamentos da própria plataforma e fixação do módulo de carga útil;


* suprimento de energia elétrica para todo satélite;


* controle térmico;


* controle de órbita e propulsão;


* gestão de dados a bordo;


* comunicações de serviço (TT&C)


Duda Falcão

Comentário: Esse projeto é de suma importância para o Programa Espacial Brasileiro, pois a sua realização contemplaria a maioria dos projetos de satélites que contam com o uso da PMM e estão em desenvolvimento dentro do Programa Espacial. Em maio de 2008 foi divulgado pela internet que uma conhecida indústria brasileira do setor aeroespacial e de defesa estaria com dificuldades de entregar uma das mais importantes unidades de um dos subsistemas da plataforma sendo inclusive multada em decorrência do atraso. Isso estaria ocasionando não só atrasos no cronograma do projeto como também no trabalho de outras empresas integrantes do consórcio que está envolvido com o desenvolvimento da plataforma. No entanto, essa informação foi desmentida pelo senhor Marco Antonio Chamon, coordenador de Gestão Tecnológica, do INPE. Caso essa informação tenha fundamento, o cronograma de lançamento do satélite Amazônia 1 (que será o primeiro satélite a usar a PMM) em 2011 estaria seriamente prejudicado.

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