Motores a Propelente Liquido no Brasil


O Instituto de Aeronáutica e Espaço - IAE do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial - CTA através da Divisão de Propulsão Espacial esta desenvolvendo motores a propelente líquido para suprir as necessidades do Programa Espacial Brasileiro. Até o momento já foram desenvolvidos os motores L5 de 5kN de empuxo e o L15 de 15 kN de empuxo.


Motor L15

Esses motores são movidos a etanol e oxigênio líquido e foram desenvolvidos para serem utilizados em órbita por satélites. Existe um projeto para o desenvolvimento de um motor chamado L75 visando ser utilizado como o terceiro estágio do futuro foguete VLS-Alfa que faz parte do programa “Cruzeiro do Sul” de lançadores de satélites.

Recentemente foi divulgado na página 13 (notícia 187) do fórum Asuntos Aeroespaciales do site Zona Militar por uma pessoa de pseudônimo DELTA 22 que o teste do motor foguete realizado pelo IAE/CTA no dia 10/09/2008 (veja o vídeo) foi de um motor a propelente liquido. Segundo o DELTA 22 o motor foguete a propelente líquido testado tinha um empuxo médio entre 15 e 20 kN, com câmara de empuxo do tipo radiativa ou ablativa e empuxo no vácuo, utilizando etanol e oxigênio líquido pressurizados por gás. Segundo a nota inicialmente esse motor dará origem a um foguete mono-estágio recuperável por pára-quedas para testes da dinâmica do sistema propulsivo em vôo.

Vídeo do Teste do Motor Foguete

Parece tratar-se (caso haja alguma veracidade nessa nota) que o teste desse motor foguete seria relativo ao projeto do foguete mono-etágio movido a propelente líquido VS15 recentemente divulgado com uma certa discrição pelo CTA. Comenta-se também que o acordo de "Proteção Mútua de Tecnologia Associada à Cooperação na Exploração e Uso do Espaço Exterior para Fins Pacíficos" assinado em dezembro de 2006 pelo o Brasil com a Rússia e que encontra-se ainda em tramitação pelo congresso, contempla o desenvolvimento conjunto de motores a propelente líquido visando o programa "Cruzeiro do Sul" do IAE. Talvez o motor L75 seja o primeiro deles, no entanto, não tenho informações concretas que confirmem essa possibilidade.

Duda Falcão

Comentário: O desenvolvimento de motores a propelente líquido no Brasil é de suma importância para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. Até o momento só dominamos a tecnologia de motores movidos a propelentes sólidos e esses motores não tem empuxo suficente para colocar em orbita sátelites de médio e grande porte. Será necessário um grande esforço por parte do IAE nessa direção se quisermos algum dia um lançador de satélites capaz de suprir todas as nossas necessidades.

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