Satélite Amazônia-1 - Situação Atual


O satélite Amazônia-1 chamado tecnicamente de SSR-1 (denominação da antiga MECB - Missão Espacial Completa Brasileira) esta com o seu lançamento previsto para 2011 e será o primeiro satélite de recursos terrestres totalmente desenvolvido no Brasil. O Satélite será construído com base na PMM - Plataforma Multimissão, de médio porte, que também vem sendo desenvolvida pelo INPE e por indústrias brasileiras.

O satélite Amazônia-1 terá a bordo duas câmeras. A primeira é nacional, com resolução espacial de 40 m e capacidade de imageamento de uma faixa de 750 km.

Já a câmera RALCam-3, fabricada na Inglaterra, produzirá imagens com resolução da superfície terrestre de cerca de 12 metros e com 110km de campo de visada. A tecnologia empregada nesta câmera é inédita em satélites brasileiros e permitirá a geração de imagens com maior definição, aptas, por exemplo, a monitorar o meio ambiente e prover a gestão de recursos naturais.

No final do ano de 2008, o INPE firmou contratos para aquisição de mais dois componentes do Amazônia-1: a câmera AWFI (Advanced Wide Field Imager), contratada na indústria nacional, e o sistema de controle e computação embarcada, objeto de uma cooperação entre a agência espacial brasileira, AEB, e a agência espacial argentina, CONAE, contratado à empresa argentina INVAP.

Para este ano de 2009, o INPE espera concluir a contratação dos equipamentos restantes para a carga útil do Amazônia-1, resolver as questões de interface com a câmera inglesa RALCam-3, e preparar os sistemas de suporte e a equipe de integração e testes para o satélite.

Câmera Inglesa RALCam-3
O satélite Amazônia-1 consolidará a capacidade do Brasil de projetar, desenvolver e lançar satélites artificiais de observação da Terra, voltados às aplicações de interesses nacional e regional, em atividades tais como: prospecção do meio ambiente, levantamento de recursos naturais e vigilância territorial. Do ponto de vista tecnológico, com a fabricação do Amazônia-1, o Brasil dominará completamente o ciclo de desenvolvimento de satélites de sensoriamento remoto.

O lançamento do Amazônia-1 contribuirá também para aumentar a oferta de imagens de sensoriamento remoto de interesse para os projetos nacionais e assim diminuir a dependência do Brasil de imagens geradas por satélites estrangeiros.

Associado aos satélites da série CBERS (China Brazil Earth Resources Satellite), o Amazônia-1 produzirá imagens com maior freqüência e maior definição, adequadas para monitorar o ambiente e gerenciar recursos naturais.

Tais imagens poderão ser utilizadas em todo o mundo, pois o Brasil, através do INPE, adota a política de dados livres, considerados bens públicos e disponibilizados gratuitamente pela Internet.

Duda Falcão

Comentário: O desenvolvimento desse satélite é um grande marco tecnológico para o Programa Espacial e para as indústrias brasileiras envolvidas com o projeto. Infelizmente, devido às dificuldades enfrentadas no ano de 2008 (segundo foi divulgado) com o desenvolvimento da Plataforma Multimissão, existe a real possibilidade de não ser cumprido o cronograma de lançamento. Além disso, a redução do orçamento de 2009 do Programa Espacial Brasileiro, aprovada pelo Congresso Nacional no final do ano passado, é mais um problema que poderá comprometer o cumprimento do programa de lançamento do satélite. A verba de R$ 40 milhões, destinada a construção do Amazônia-1, teve uma redução de R$ 23,2 milhões.

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