Brasil e China Estudarão Plano Espacial de 10 Anos

Olá leitor!

Segue abaixo mais um artigo do José Monserrat Filho postada dia (16/02) no site da “Agência Espacial Brasileira (AEB)”, destacando que Brasil e China estudarão Plano Espacial de 10 anos.

Duda Falcão

Notícias

Brasil e China Estudarão
Plano Espacial de 10 Anos

José Monserrat Filho*
16/02/2012

A mais alta instância da cooperação Brasil-China referendou, em 13 de fevereiro passado, a decisão tomada ainda em agosto de 2011 pela Subcomissão Espacial brasileiro-chinesa de criação de um grupo de trabalho especialmente encarregado de discutir e elaborar um plano decenal de colaboração em atividades espaciais.

Não poderia haver maior e mais ambiciosa novidade na já longa – e nem sempre retilínea – trajetória da cooperação espacial entre os dois países, iniciada em junho de 1988, quando o então Presidente José Sarney assinou, em Pequim, o primeiro acordo envolvendo tecnologia de ponta entre países em desenvolvimento, para a construção conjunta do primeiro satélite Brasil-China de recursos naturais da Terra, ou seja, de sensoriamento remoto dos recursos e riquezas terrestres, conhecido pela sigla CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite).

A notícia é extremamente alvissareira. Significa que o Brasil aprovou a possibilidade de assumir um plano de planejamento espacial de nada menos de 10 anos, junto com um país altamente planejado, que graças a isso deu uma virada histórica – com um ritmo vertiginoso de crescimento – e, hoje, está bem próximo de se tornar uma potência econômica e política como poucas. Quando fizemos algo semelhante? Nunca.

A tarefa nos impõe não apenas uma política de governo, mas, em especial, uma política de Estado, de longo prazo, de pensar grande, à prova de mandatos e gestões de alguns poucos anos, apequenados pelo imediatismo. Eis aí ao alcance de nossas mãos a efetivação do antigo sonho de nossa comunidade científica e tecnológica, além de muitos gestores, ministros e parlamentares, todos conscientemente de olho nos campos estratégicos do conhecimento, indispensáveis ao desenvolvimento sustentável, sensato, responsável e promissor, que pedem muito mais do que três ou quatro anos.

Isso implica outras tarefas desafiantes. Teremos que mudar de hábitos, olhar mais longe, pesquisar a fundo com dados mais prospectivos, alargar nossas reflexões e hipóteses, e nos organizar como jamais antes para compor um novíssimo grupo de trabalho, com gente capaz e disposta a se empenhar sistematicamente na montagem de um plano de ações definidas e priorizadas com o máximo cuidado, segurança e determinação para toda uma década, no mínimo.

O plano decenal, se de fato vingar e ganhar corpo, incluirá o CBERS-5 e -6, e os seguintes, um satélite de meteorologia e, quem sabe, um satélite radar (capaz de superar as intempéries que dificultam a observação da Terra), que tanto necessitamos para melhor monitorar a imensa Amazônia, patrimônio inestimável a zelar, conhecer e explorar de forma sustentável com a mais avançada tecnologia.

Será uma escola de futuro. Provavelmente das primeiras e mais eficientes em suas múltiplas experiências e lições. Nela, poderemos formar toda uma geração de graduados, pós-graduados, técnicos, especialistas, empresários, usuários e cidadãos preparados para viver num tempo que ainda nem sabemos se realmente virá, tamanha é a crise global que hoje enfrentamos, querendo ou não.

*Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da Agência Espacial Brasileira (AEB)


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Não é possível que o senhor José Monserrat Filho realmente acredite que um plano como esse possa vingar com os energúmenos que temos no governo. Porém, se estiver enganado com essa minha impressão, o senhor Monserrat é mais ingênuo do que eu poderia imaginar. Além disso, por mais que eu tenha boa vontade não sei de onde ele tirou a informação de que um plano como esse seria a efetivação de um antigo sonho de muitos gestores, ministros e parlamentares. Parece-me que o senhor Monserrat, com todo o respeito que devo ao mesmo pelos seus serviços prestados, anda tomando café demais e está com as idéias embaralhadas. Entretanto leitor, o senhor Monserrat está certo quando diz que um plano decenal espacial bem elaborado entre o Brasil e China traria grandes benefícios ao nosso país e as empresas brasileiras do setor, mas daí acreditar de que esse plano seria conduzido com a seriedade, o comprometimento e o dinamismo necessários para que um plano como esse seja exitoso, está mais para um exercício de ficção científica. Vale dizer também que os objetivos desse plano aqui apresentado (satélites CBERS 5 e 6, satélite radar e um satélite meteorológico) são extremamente tímidos diante do grande universo de oportunidades que poderiam ser abertas para o Brasil caso esse plano venha se concretizar. Entretanto, mesmo que o plano venha ser assinado (e até acredito que mais cedo ou mais tarde isso possa acontecer) fica muito difícil gerenciar adequadamente uma ação como essa onde de um lado existem pessoas de visão, bem sucedidas, focadas em resultados e no lado oposto temos energúmenos de plantão, projetos e profissionais podados por decisões políticas estapafúrdias e irresponsáveis e forte desinteresse político. Ora, num quadro com este, acreditar que um plano como esse possa dar certo, é o mesmo que acreditar que Elvis Presley está vivo. Como um bom exemplo disso, veja o caso dos cortes de recursos para o setor de Ciência e Tecnologia anunciado recentemente, que deixou a presidente da SBPC, Helena Nader, extremamente revoltada.

Comentários

  1. Sinceramente, acho que continuamos com o complexo de sermos colonia, sempre os governos do brasil adoram fazer acordos,conferencias,para se livrarem das obrigações que lhe são colocadas, a china é um país imperialista, não tem interesse algum no nosso desenvolvimento espacial, as vezes usam esse acordos para infiltrar agentes e espiões para copiar segredos e mesmo controlar o que temos.
    Deveriamos jogar todos os nossos recursos no desenvolvimento do vls, isso sim traria uma capacidade em termos de geopolitica importante.


    Taí amigo Duda...minha humilde opinião.

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    Respostas
    1. Benito, eu tenho uma opinião totalmente contrário a sua, eu não sei por que a China ainda insiste neste acordo, eles não precisam de nada disto e ainda correm o risco do Brasil colocar espiões para copiar seus segredos.
      Mas acredito, que o fato de o Brasil ser o único pais da américa com razoáveis capacidades tecnológica espacial leva em conta no interesse da China, pois eles precisam do nosso suporte técnico em diversas áreas, e principalmente para o rastreamento dos seus satélites sobre a américa, que de fato o Brasil tem feito muito bem.
      Quanto ao VLS, nada tem a ver com satélites, no entanto, concordo que deveríamos jogar mais recursos nele e não no ACS.

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  2. Olá Benito!

    Valeu uma vez mais amigo por sua colaboração, mas não concordo com essa sua visão. Entretanto, a discussão está aberta no blog e vamos esperar que outros leitores possam também expor suas opiniões.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  3. do jeito que as coisas fluem aqui no brasil esse plano vai ficar em estudo uns 5 anos e quando for aprovado vai ser mais um desastre que nem a alcantara cyclone space eu não sei por que os políticos ladrões e dementes desse pais não tem a decência de pedir transferência de tecnologia para um pais mais desenvolvido nessa area afinal isso não e vergonha pro pais vergonha e sermos a 6 maior economia do mundo e estarmos em 84 lugar no índice de desenvolvimento humano afinal pra onde vai o dinheiro publico ? so estando no senado mesmo pra saber o que esse retardados mental fazem com o dinheiro do pais.

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  4. Raupp discursa bonito, Monserrat escreve bonito..., mas a realidade é muito feia!

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  5. Olá Persona!

    Pois é amigo concordo contigo.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  6. Olá Universo Cativo!

    Veja bem, o Raupp está tentando mudar essa situação, tenha certeza disso. No caso do senhor Monserrat, parece-me que ele confia muito na conversa dos políticos. Em outra palavras, é um ingenuo bem intencionado.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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  7. É, de fato na conversa é tudo muito maravilhoso! Porém eu e o Brasil quer ver programas e parcerias espaciais acontecendo e não sendo estudado frente a um atraso que a décadas vem sendo acumulado. (Mas o povo tem uma parcela de culpa por não cobrar dos políticos os resultados necessários, aliás o povo sabe o que é um programa espacial?!!!!!!)

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  8. Olá Vando!

    Respondendo a sua pergunta, não, não conhece o que seja e muito menos sabe que o Brasil tem um programa espacial.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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