Telebrás no SGB?


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (13/05) no blog "Panorama Espacial" do companheiro jornalista André Mileski sobre o possível envolvimento da nova Telebrás com o desenvolvimento programa do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).

Duda Falcão

Telebrás no SGB?

13/05/2010

Várias reportagens e notícias sobre a reativação pelo governo federal da companhia estatal de telecomunicações, a Telebrás, então sendo publicadas nos veículos de comunicação nos últimos dias.

A edição de hoje (13) do jornal "Correio Braziliense" de Brasilia (DF, traz uma entrevista com Rogério Santanna, indicado para ocupar a presidência da estatal. Embora isto não esteja claro e não exista qualquer indicativo oficial e concreto nesse sentido, algumas desclarações de Santanna levam ao entendimento de que a Telebrás pode participar de algum modo do futuro Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB). Abaixo, destacamos alguns trechos, extraídos do clipping feito pela Força Aérea Brasileira (FAB):

Então a banda larga é questão de segurança para o país?

Sim, senão, o submarino nuclear que vai patrulhar as costas brasileiras não vai conseguir falar com um avião do último modelo que estamos comprando. Não sabemos qual vai ser a empresa vencedora, mas, com certeza, terá tecnologia de ponta. E com se esses caras falam? Falam por um satélite comercial, por exemplo?

O senhor está se referindo ao pré-sal?

Sim. No reforço da marinha brasileira, em função das riquezas nos campos de pré-sal, os submarinos vão precisar conversar com a Aeronáutica. Com é que eles vão se falar? Por satélite comerciais ou eles vão usar redes que nós controlamos? Não dá para ser ingênuo ao ponto do país não ter autonomia.

Hoje, então, há risco de vazamento de informação sigilosa porque o governo não tem rede própria de telecomunicações?

Isso já aconteceu. Não é um fato novo. Na época da Brasil Telecom, vários e-mails de ministros foram interceptados pela empresa operadora interessada na questão. No governo Fernando Henrique, na contratação do Sivam-Sipam (programas de monitoramento da Amazônia), comunicações dos militares foram inteceptadas por fornecedores interessados e acabaram inteferindo em um acordo que seria feito com a França. Não é possível que a gente não tenha uma estrutura. É uma questão de segurança de Estado. Como é que vamos trabalhar com informação reservada, combatendo tráfico de drogas, com uma rede frágil, que pode ser escutada a qualquer momento?


Fonte: Blog "Panorama Espacial" - André Mileski

Comentário: Um questionamento muito bem colocado pelo companheiro jornalista André Mileski, segundo o entendimento do blog. No entanto, será que existe essa possibilidade leitor? Bom, esperamos que sim, e que venha resolver de vez esta outra extensa novela do Programa Espacial Brasileiro. Afinal, não resta qualquer dúvida quanto à importância deste projeto para o país e quanto à inercia e incompetência do governo federal, o grande responsável pelo atraso em seu desenvolvimento.

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