Na Busca do Espaço Sideral


Olá leitor!

Segue abaixo um artigo opinião postada dia (08/05) no site “O Povo Online” do “Jornal O Povo” do Ceará destacando o projeto mantido na Escola Estadual de Educação Profissional Otília Correia Saraiva, no Cariri (CE), de desenvolvimento de protótipos de foguetes feitos de material reciclável.

Duda Falcão

Opinião

Na Busca do Espaço Sideral

Estudantes de Barbalha assimilam a técnica de foguetes

O POVO Online
08 Mai 2010 - 16h32min

O projeto mantido na Escola Estadual de Educação Profissional Otília Correia Saraiva, em Barbalha, contido na matéria ”Foguete artesanal move sonhos de alunos no Cariri” (Editoria Ceará), página 15, na edição de sexta-feira passada, 7, do O POVO (veja aqui a notícia Foguete Artesanal Move Sonhos de Alunos no Cariri), transmite a estudantes rudimentos da fusologia, ou engenharia de projéteis. Mesmo que o público-alvo trabalhe com material rudimentar, participará da IV Olimpíada Brasileira de Foguetes da XIII Olimpíada Brasileira de Astronomia.

Entretanto, são considerados precursores da astronáutica os fogos de artifício que os chineses fabricavam desde a antiguidade, até para combater os inimigos em batalhas. Ainda que, no Brasil, as atividades espaciais ainda sejam muito tímidas, comparando-se a outros países emergentes nos quais a indústria aeroespacial se tornou avançadíssima, a exemplo da própria China e da Índia, é com modelos a exemplo do que os jovens do Cariri fabricam que já começaram muitas vocações. Incluindo engenheiros que atuam ou atuaram para a NASA norte-americana ou a cosmonáutica russa.

Por outro lado, após muitos estudos e absorções de técnicos e conhecimentos de maior sofisticação, incluindo de alemães após a Segunda Guerra Mundial, soviéticos e estadunidenses desencadearam a corrida espacial a partir do lançamento do satélite russo Sputnik, em 1957.

O importante também na escola de Barbalha está em os protótipos serem movidos a substâncias que descartam explosividade. Até suco de limão faz parte dos produtos. Isso deve tranqüilizar a maior parte de pais e parentes de alunos, se um dia já houver preocupações com relação a insegurança com eventuais combustíveis que os estudantes pudessem lidar. Deve-se lembrar que o Brasil, no que até agora desenvolveu de ações espaciais, apesar da catástrofe de Alcântara (MA), em 2003, muito deve ao especialista cearense Fernando de Mendonça. Nascido em Guaramiranga, no ano de 1924, Mendonça, profissional do Centro Técnico de Aeronáutica (CTA), em São José dos Campos (SP), muito ativo na década de 1960, fez tudo para que a base de lançamentos da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte, fosse construída em Aracati.

Entretanto, o Governo cearense da época desinteressou-se pelo projeto, que acabou sendo aproveitado no RN inclusive devido ao interesse turístico. Além disso, o que se lamenta está no fato de Mendonça como personalidade, considerado o Von Braun cearense, ter sido excluído até agora das muitas homenagens oficiais e privadas que são ofertadas no Ceará.

Pode ser até que o desenvolvido pelos meninos de Barbalha motive mais uma vocação do Ceará pelo espaço. Isso quando já se sugere no Nordeste, via Ministério da Ciência e da Tecnologia, uma terceira base de lançamentos depois da Barreira do Inferno e de Alcântara. Possivelmente, ficaria localizada na região do Pecém.


Fonte: Site O POVO Online - 08/05/2010

Comentário: Interessante artigo que nos traz maiores informações sobre o projeto da escola cearense Otília Correia Saraiva como também informações históricas relacionada com os primórdios da instalação da primeira base de foguetes brasileira (Barreira do Inferno), que era de total desconhecimento do blog.

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