sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Pesquisador em Engenharia Aeroespacial Assume Presidência do CNPq

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (22/02) no site da “Agência Brasil” destacando que Pesquisador em Engenharia Aeroespacial assumiu presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Duda Falcão

EDUCAÇÃO

Pesquisador em Engenharia Aeroespacial
Assume Presidência do CNPq

Por Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil  - Brasília
Publicado em 22/02/2019 - 11:13

O pesquisador em Engenharia Aeroespacial e Aeronáutica, João Luiz Filgueiras de Azevedo, assumiu hoje (22) a presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com o desafio de enfrentar a redução de recursos - um orçamento de quase R$ 300 milhões a menos na comparação com o disponível em 2018 -, que podem ameaçar inclusive o pagamento de bolsas a pesquisadores. Outro desafio é o de trabalhar com uma equipe que tem ficado mais enxuta ao longo dos anos.

“Vemos uma perda constante de pessoas, principalmente por aposentadorias. A cada dia temos que fazer mais com menos pessoas. As áreas técnicas e administrativas estão estressadas no limite e é urgente recompor o quadro de funcionários”, disse o pesquisador na cerimônia de posse em Brasília.

Azevedo já iniciou um levantamento dos custos de manutenção do CNPq. Segundo ele, o balanço será usado para um remanejamento de gastos para injetar o maior volume de dinheiro em pesquisas.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações,
Marcos Pontes, empossa o novo presidente do CNPq,
João Luiz Filgueiras de Azevedo.

O novo presidente do CNPq destacou que o país precisa investir em pesquisa para atender à crescente demanda por inovação. “A pesquisa de base é fundamental. Não há inovação sem pesquisa prévia que gere o conhecimento necessário”, alertou.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, reiterou a importância das pesquisas e pediu esforço para que a motivação pela ciência comece desde o ensino fundamental nas escolas e a reformulação de currículos.

Para Pontes, se a instituição conseguir fazer o dever de casa, apresentando resultados em prol do desenvolvimento do país e da melhoria da qualidade de vida dos brasileiros, será possível ampliar o debate com parlamentares, que definirão, no final do ano, o orçamento de 2020.
“Isso precisa ser revertido. Acredito que ano que vem a situação pode ser diferente. Temos capacidade intelectual de sobra para chegar a esse objetivo”, disse o ministro.
Por ora, Pontes defendeu a busca de gastos mais eficientes e de novas fontes de financiamento para projetos da área.

Currículo

João Luiz Filgueiras de Azevedo é pesquisador em Engenharia Aeroespacial e Aeronáutica, bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, a modalidade de mais alto nível da instituição.

Além disso, atuou, por três vezes, como membro do Comitê de Assessoramento de Engenharias Mecânica, Naval e Oceânica e Aeroespacial do CNPq. Também é pesquisador titular do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da Força Aérea Brasileira e professor colaborador do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Graduou-se em Engenharia Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1981, concluiu mestrado (1983) e doutorado (1988) em Engenharia Aeronáutica e Astronáutica, na Stanford University, nos Estados Unidos


Fonte: Site da Agência Brasil - http://agenciabrasil.ebc.com.br

Comentário: Bom o Blog BRAZILIAN SPACE deseja sucesso ao Dr. João Luiz Filgueiras de Azevedo em sua nova função, e que seu desempenho seja exitoso pois dele entenda dependerá a Ciência e Tecnologia do país, principalmente e especialmente o setor ao qual ele é originário.

Israel Faz História ao Lançar Primeira Sonda Privada a Pousar na Lua

Olá leitor!

Uma notícia foi postada hoje (22/02) no site da Revista Galileu destacando que Israel fez história ao lançar primeira sonda privada a pousar na Lua.

Duda Falcão

GALILEU - CIÊNCIA

Israel Faz História ao Lançar Primeira
Sonda Privada a Pousar na Lua

Missão Beresheet já está a caminho e deve chegar a seu destino em abril, fazendo de
Israel a quarta nação e da startup SpaceIL a primeira empresa a tocar o solo lunar

Por A. J. Oliveira
22/02/2019 - 08h12
Atualizado - 08h14

(Foto: Reprodução/Twitter/SpaceX)
Lançamento da Beresheet foi realizado em
Cabo Canaveral, nos Estados Unidos.

Era 3:45 da madrugada de sexta-feira (22) em Israel quando, do outro lado do mundo, um foguete da SpaceX lançou ao espaço uma missão histórica para o país. Uma pequena multidão estava reunida em Yehud, no centro de controle da missão Beresheet, desenvolvida pela SpaceIL, para acompanhar a transmissão ao vivo do lançamento do Falcon 9. Todos ficaram extasiados e muito orgulhosos com a confirmação de que a primeira sonda privada da história destinada a pousar na superfície lunar havia sido lançada em segurança e com sucesso.

Apesar do horário, estavam presentes no evento o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, além do bilionário Morris Kahn, presidente e maior financiador da startup. Partindo do complexo 40 da Base da Força Aérea em Cabo Canaveral, na Flórida, a Beresheet se desprendeu do foguete 34 minutos após o lançamento. Pouco depois, foi a vez dos satélites S5 e Nusantara Saru. Indicações preliminares dos sistemas e da abertura das pernas de pouso mostram que a sonda sobreviveu ao lançamento e segue saudável rumo à Lua.

Se tudo correr conforme o planejado, após percorrer 6,5 milhões de quilômetros em uma série de órbitas ao redor da Terra, a pousadora será inserida na órbita lunar e, dez dias depois, deve fazer um pouso suave na superfície, em 11 de abril. Caso os procedimentos sejam bem-sucedidos, a Beresheet se tornará a primeira sonda desenvolvida inteiramente com recursos privados a pousar na Lua, e Israel entrará para o seleto clube de nações a terem conquistado o feito, que conta com países como Rússia (1966), EUA (1969) e China (2013).

“Eu não poderia estar mais orgulhoso por dar esse presente ao povo de Israel e torná-lo parte do ethos israelense de tecnologia, ousadia e uma dose generosa de coragem”, disse em comunicado à imprensa Morris Kahn, que doou US$ 40 milhões dos US$ 100 milhões que financiaram a empreitada. Pode parecer muito dinheiro, mas é só uma fração do custo de missões semelhantes desenvolvidas por agências espaciais, que podem chegar a centenas de milhões de dólares de dinheiro público.

(Foto: Divulgação)
Beresheet se separando do foguete.

A startup foi criada em 2011 para competir no Lunar XPRIZE, premiação patrocinada pelo Google que seria concedida à primeira empresa que pousasse uma sonda em solo lunar. Depois de muitos atrasos, a corrida terminou sem vencedores em março de 2018. Mas, ainda assim, várias das participantes prosseguiram com seus projetos. “Ver uma delas indo para a Lua mostra que aquele movimento consolidou empresas no que chamamos de economia cislunar”, diz o engenheiro e empreendedor espacial Lucas Fonseca.

Fonseca é CEO da Airvantis e diretor da Missão Garatéa, que desenvolve uma série de programas de educação científica e pretende lançar uma sonda brasileira para orbitar a Lua nos próximos anos. “O que eu acho especialmente interessante é o fato de Israel não ser historicamente uma potência espacial, eles têm o próprio lançador, já lançaram alguns satélites, mas até então nada muito expressivo”, afirma, destacando o compromisso do país com o desenvolvimento tecnológico.

Mas a Beresheet também já virou um case para seus próprios projetos. “Isso para mim é muito interessante principalmente porque posso usar como analogia para o que quero fazer com a Garatéa no Brasil”, diz Fonseca. A sonda foi desenvolvida em parceria com a IAI (Israel Aerospace Industries) entre 2015 e 2018 e despachada via avião para os Estados Unidos em janeiro, num contêiner especialmente adaptado para não danificar a estrutura. Com um metro e meio de altura, dois de largura e pesando só 600 quilos, será a sonda mais leve a pousar na Lua.

(Foto: Divulgação)
Beresheet sendo preparada para o lançamento.

Assim que alunissar na parte norte da região chamada de Mare Serenitatis, a Beresheet vai tirar uma série de selfies ostentando a bandeira de Israel e fotos da superfície, para provar que chegou mesmo lá. Além da câmera, a sonda porta outros dois instrumentos científicos: um magnetômetro para medir o campo magnético da Lua, para uma pesquisa do Instituto de Ciência Weizmann; e espelhos retrorrefletores para orientar satélites na órbita lunar, desenvolvidos pela NASA em uma ponte feita pela agência espacial israelense.

Independente do resultado da missão, ela já reservou seu lugar nas páginas de história. O lançamento do primeiro pousador construído inteiramente com recursos privados, em um foguete também de uma empresa (que por sinal já havia voado e pousado duas vezes em 2018), é um divisor de águas para a indústria e a exploração do espaço como um todo. Talvez, daqui a alguns anos, seja considerado o marco inicial do momento em que a economia cislunar (e espacial) efetivamente deslanchou.


Fonte: site da Revista Galileu - 22/02/2019 - http://revistagalileu.globo.com

Comentário: Pois é leitor, veja como uma empresa pequena do tipo startup como a SpaceIL pode dá uma resposta significativa se só tiver que se preocupar com o desenvolvimento tecnológico, mas para tanto é necessário ter um universo setorial que contribua para isso, como existe nos países que realmente tem os seus programas espacias como estratégico, como verdadeiros programas de estado, e note que esta missão não é uma iniciativa governamental, mas é fruto sim do apoio logístico e politico que o desenvolvimento da ciência e tecnologia recebe do Governo Israelense. Os Israelenses estão de parabéns, e vamos ficar na torcida para que a sonda Beresheet possa chegar ao solo lunar com segurança. Avante Beresheet. Enquanto isso no Brasil continuamos esperando que o nosso ministro-astronauta Marcos Pontes e seu escudeiro Carlos Moura (presidente da AEB) convide os CEOS das startup espacias brasileiras para uma conversa, pois quanto mais demorar esse primeiro contato, mas tempo perderemos, e tempo é algo que não temos mais a perder, temos sim que correr a trás e tirar o atraso que já é muito grande. Principalmente pois (como foi anunciado) o Presidente Bolsonaro deve visitar oficialmente Israel em breve, e seria muito bom que a comitiva presidencial fosse acompanhada por todos os CEOS das startups brasileiras, e neste caso, quanto mais rápido houver uma reunião com esses profissionais, facilitará o planejamento estratégico deles e do próprio governo.

Missão Garatéa Abre Votação Nacional Para Artes da Garatéa-ISS 2018

Olá leitor!

A Missão Garatéa está com a votação aberta para escolha de duas artes que vão para o espaço em 2019. Com mais de 200 desenhos enviados por estudantes de 8 até 16 anos de todo o Brasil, agora é a hora de escolher quais serão as artes escolhidas para serem enviadas a Estação Espacial Internacional (EEI) acompanhado o experimento científico ganhador do Garatéa-ISS 2018.

Para votar basta o interessado acessar o link: http://www.garatea.space/projetos/garatea-iss/patch-iss/escolha-sua-arte-preferida e colaborar com essa grande iniciativa da galera da Missão Garatéa. Participem!

Duda Falcão

Astrônomos Descobrem Nova Lua do Sistema Solar

Olá leitor!

Uma notícia foi postada ontem (21/02) no site da Revista Galileu destacando que astrônomos descobriram nova lua do Sistema Solar.

Duda Falcão

GALILEU - CIÊNCIA - ASTRONOMIA

Astrônomos Descobrem Nova
Lua do Sistema Solar

Acredita-se que o satélite de Netuno seja o resultado de uma
colisão de cometas há milhões de anos

Por Redação Galileu
21/02/2019 - 08h29
Atualizado - 08h29

Foto: ESA/Hubble, NASA, L. Calçada)
O planeta Netuno ao lado da lua Hippocamp.

Cientistas anunciaram na quarta-feira (20) a descoberta de uma nova lua do Sistema Solar. Chamado de Hippocamp, o satélite foi avistado flutuando ao redor do planeta Netuno pelo Hubble, telescópio espacial da NASA.

A lua foi avistada pela primeira vez em 1989 durante a passagem da sonda Voyager 2 por Netuno. Na ocasião, no entanto, não foi possível identificar o satélite com precisão. 

Pesquisas recentes mostram que a Hippocamp é a menor lua a orbitar Netuno — ao todo, o planeta já soma 14 satélites. Um time de astrônomos liderado por Mark Showalter, do Instituto SETI, nos Estados Unidos, utilizou o Hubble para entender melhor as origens do Hippocamp.

Acredita-se que essa pequena lua na realidade seja um fragmento de Proteus, o segundo maior satélite a orbitar Netuno. “A primeira coisa que percebemos foi que você não esperaria encontrar uma lua tão pequena bem ao lado do maior satélite interno de Netuno”, disse Mark Showalter em comunicado.

Segundo o astrônomo, há alguns bilhões de anos um cometa colidiu com Proteus e resultou em Hippocamp. As imagens da sonda Voyager 2 já registravam enormes crateras na superfície de Proteus. “Com o [telescópio] Hubble, agora sabemos que um pequeno pedaço de Proteus foi deixado para trás e que vemos hoje como Hippocamp."


Hippocamp

Com 34 quilômetros de diâmetro, a pequena lua foi encontrada a apenas 12 mil km da órbita de Proteus. O satélite recebeu o nome de Hippocamp em homenagem a um cavalo marinho, muito conhecido nas mitologias romana e grega.

(Foto: NASA, ESA, and A. Feild (STSCI))
Diagrama mostra a órbita de Netuno.


Fonte: site da Revista Galileu - 21/02/2019 - http://revistagalileu.globo.com

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A Difícil Tarefa de Divulgar Ciência no Brasil

Olá leitor!

Segue um interessante artigo postado hoje (20/02) no “Portal do IG Ultimo Segundo” tendo como destaque a difícil tarefa de divulgar Ciência no Brasil.

Duda Falcão

Home IG - Último Segundo - Colunas - Astronotícias

A Difícil Tarefa de Divulgar Ciência no Brasil

Astrônomos brasileiros desvendam mistérios das Nuvens de Magalhães —
Mas como você poderia saber?

Por iG São Paulo - Thiago Signorini Gonçalves
20/02/2019 - 09:00

Foto: ESA/Hubble, VISCACHA, Sociedade Astronômica Brasileira
Exemplo de três grupos estelares na Pequena Nuvem de
Magalhães observados pela equipe de astrônomos brasileiros.

Na semana passada, astrônomos brasileiros divulgaram importantes descobertas sobre a formação de galáxias no Universo. Utilizando a tecnologia mais avançada, apontaram seus telescópios para as Nuvens de Magalhães para estudar as origens das vizinhas da nossa Via Láctea.

Ao observar os grupos de estrelas com telescópios no Chile, os pesquisadores puderam examinar com cuidado o nascimento destas estrelas. O trabalho utilizou um equipamento laser de última geração, que atinge dezenas de quilômetros de altitude e pode corrigir a distorção atmosférica, permitindo que o instrumento funcione quase como um telescópio espacial.

Dessa forma, investigando cada estrela individualmente, mediram sua composição química e sua idade. Isso permite determinar se essas estrelas foram criadas numa eventual colisão entre as Nuvens de Magalhães e a Via Láctea que pode ter acontecido há centenas de milhões de anos.

Bruno Dias, astrônomo brasileiro que trabalha no Chile e gerencia o projeto, afirmou que “as periferias das Nuvens de Magalhães guardam os segredos da história da relação com a Via Láctea, e nosso trabalho nos próximos anos será desvendar este mistério intergaláctico.”

A Divulgação de Ciência no Brasil

Fantástico, certo? Uma descoberta importante, mas você tinha ouvido falar? Como essas notícias chegam à sociedade?

Muito se fala de como é difícil fazer ciência no Brasil (é difícil mesmo, podem acreditar), mas algo que talvez represente um desafio ainda maior é divulgar a ciência ao grande público.

Os grandes institutos na Europa e nos Estados Unidos contam com uma equipe dedicada. Jornalistas e designers contratados exclusivamente para criar o material de divulgação. Conversam com os pesquisadores e produzem as notícias, os vídeos, os gráficos que aparecem nos jornais.

Já participei de uma reunião da equipe de comunicação da NASA, e é impressionante. São experts no assunto, e rapidamente conseguem pensar na melhor maneira para contar a história da descoberta.

Essa história é então levada aos jornalistas, que entrevistam os pesquisadores e reproduzem a matéria, que chega aos olhos e ouvidos de milhões.

Comunicação Científica no Brasil: A Triste Verdade 

Aqui no Brasil, a coisa é muito mais complicada. Não temos verbas para um departamento de comunicação. Com poucas exceções, universidades contratam um jornalista para atender uma comunidade de 100.000 pessoas, o que é insuficiente.

O resultado? Cadernos de ciência de todo o país recebem uma enxurrada de notícias internacionais, e astrônomos norte-americanos ganham mais espaço na imprensa brasileira que os próprios brasileiros.

Acreditem, temos ciência de ponta no Brasil. Francisco Maia e Leandro Kerber, que também lideram o estudo, são excelentes cientistas, mas aqui só se ouve falar dos seus colegas estrangeiros.

A Solução: Investimento

Esse é um problema relativamente simples de se resolver: precisamos de mais investimentos em comunicação científica.

A população só vai entender a importância dos investimentos em ciência quando conhecer a pesquisa que se faz por aqui — e só conhecerão a ciência brasileira quando houver uma estratégia de comunicação apropriada. Para justificar o investimento em pesquisa, é preciso explicar os seus benefícios a quem paga os impostos.

Ou então podemos esperar o inverso: a população desconhece a ciência nacional, o que serve de desculpa para políticos deixarem de investir em pesquisa, em um círculo vicioso de atraso científico.


Fonte: Portal do IG Último Segundo - http://ultimosegundo.ig.com.br

Novo Diretor-Geral do DCTA Visita o IEAV e Conhece Projetos Relevantes Para a Soberania Nacional

Olá leitor!

Segue uma nota postada recentemente no site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) destacando que o novo diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) esteve nesta segunda-feira (18/02) visitando o instituto.

Duda Falcão

Exmo Sr Diretor-Geral do DCTA Visita o IEAV
e Conhece Projetos Relevantes Para
a Soberania Nacional

IEAv – Instituto de Estudos Avançados


Nesta segunda-feira (18/02), o novo Diretor-Geral do DCTA, Exmo Sr TB Aguiar, esteve em visita ao IEAv, a fim de conhecer um pouco mais as linhas de pesquisas de interesse da Força Aérea Brasileira. Tal visita faz parte de uma programação mais ampla, na qual o DG tem contato com os Institutos e verifica a pertinência de seus projetos para o cumprimento da missão da FAB e do MD.

Após almoço realizado no refeitório do IEAv, no qual teve contato direto com todo o efetivo, o DG do DCTA, acompanhado do Diretor do IEAv, seguiu para o prédio da Divisão de Hipersônica – EAH, no qual foi montado um Show Room com o intuito de demonstrar as diversas aplicações dos diferentes projetos desenvolvidos em nossos laboratórios. Todas as Divisões estavam representadas e coube aos próprios pesquisadores a tarefa de apresentar a importância e o alinhamento estratégico de seus projetos para com o COMAER.

“Minha missão como Diretor-Geral do DCTA é divulgar para a Força Aérea os produtos que são aqui gerados e desenvolvidos, bem como o seu impacto no cumprimento da missão da Força”, comentou o DG do DCTA.

Já para o Cel Av Lester de Abreu Faria, Diretor do IEAv, “a presença do Diretor Geral em nosso Instituto em momento tão imediato à sua assunção, nos realça o seu interesse e motivação em propagar o que aqui vemos desenvolvendo, dando um sinal claro de alinhamento e vontade de promover o Poder Aeroespacial Brasileiro por meio da ciência, tecnologia e inovação, motes principais de nosso Instituto. Mais do que isso, o contato direto e espontâneo realizado pelo novo DG com nossos pesquisadores faz com que nosso efetivo se sinta motivado e principalmente RECONHECIDO nas suas áreas de atuação. Mostra que o Comando valoriza e se aproxima da atividade-fim, o que dá mais força e vontade de gerar produtos”.

Entendemos que a visita do Diretor Geral foi um sucesso e aguardamos novas oportunidades para que possamos, então, detalhar ainda mais nossas pesquisas e mostrar o potencial dos laboratórios aqui existentes.



Fonte: Site do Instituto de Estudos Avançados (IEAv)

Conheça os Principais Projetos de Engenharia Aeroespacial Desenvolvidos Pelo ITA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (20/02) no site da Força Aérea Brasileira (FAB) descrevendo os principais projetos de engenharia aeroespacial em desenvolvimento pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Duda Falcão

ESPAÇO

Conheça os Principais Projetos de Engenharia Aeroespacial Desenvolvidos Pelo ITA

Pesquisas visam à aquisição da capacidade de projetar, construir
e operar com autonomia instrumentos espaciais

Por Tenente Jonathan Jayme
Revisão: Capitão Landenberge
Colaborou: Tenente Raquel Piani/ITA
Fonte: Agência Força Aérea
Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 20/02/2019 - 10:30

Nanossatélite ITASAT foi lançado em 2018 em
uma base dos Estados Unidos.

As exigências dos tempos modernos trouxeram o consenso dos inúmeros benefícios que a ocupação do espaço proporciona à sociedade civil e militar. Atender às necessidades estratégicas das Forças Armadas e apoiar iniciativas como ações de prevenção e atuação em grandes catástrofes ambientais, por exemplo, tornam o investimento na área espacial indispensável para o desenvolvimento em todas as esferas da coletividade.

Um dos embriões do desenvolvimento da área espacial no Brasil é o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que em seus laboratórios desenvolve e aperfeiçoa competências ligadas à engenharia aeroespacial. São ambientes e ideias que permitem um ensino prático aos alunos, na graduação e na pós-graduação, e que, ao mesmo tempo, proporcionam um enriquecimento acadêmico a favor da autonomia nacional no setor.

Dentre as pesquisas que visam à aquisição da capacidade de projetar, construir e operar com autonomia instrumentos de ocupação do espaço, está o ITASAT. No final de 2018, o nanossatélite, desenvolvido pelo ITA, foi lançado da Base de Vandenberg, na Califórnia,

Estados Unidos, a bordo do foguete Falcon 9, veículo lançador. Ele levou como cargas úteis um transponder de coleta de dados desenvolvido pelo Centro Regional do Nordeste do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/CRN), em Natal (RN); um receptor GPS gerado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceira com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); uma câmera comercial com resolução de 80 metros por pixel no espectro visível; e um experimento de comunicação que permite o armazenamento e posterior envio de mensagens de radioamadores.

A finalidade primária do projeto era a formação de recursos humanos para o setor aeroespacial e qualificou pessoas que atualmente trabalham em instituições como o INPE e indústrias do setor aeroespacial.

O ITASAT, fomentado pela Agência Espacial Brasileira, foi configurado em 2012 para o padrão CubeSat - como são conhecidos esses satélites, formados a partir de cubos com arestas de 10 centímetros -, e foi totalmente integrado para voo em 2016.

Laboratório do ITA: embrião de projetos aeroespaciais.

O ITA foi o responsável pelo desenvolvimento da plataforma. O ITASAT é o primeiro satélite brasileiro a levar a bordo um software de controle de atitude totalmente desenvolvido no Brasil. Com ele, a equipe de desenvolvimento do ITA ganhou maturidade para propor o desenvolvimento de uma plataforma de CubeSat para aplicação em projetos futuros e conquista da autonomia do conhecimento científico.

“A grande vantagem é desenvolver e aperfeiçoar competências ligadas à engenharia aeroespacial. São conhecimentos de difícil transferência pelos seus detentores, mas que permitem ao país atingir maior autonomia nestas áreas específicas”, defende o Gerente de Projetos CubeSats do ITA, Professor Doutor Luís Eduardo Loures da Costa.

Como resultado prático do projeto ITASAT, existe hoje uma plataforma disponível que pode ser adaptada para um conjunto de missões espaciais. Além disso, foi criada uma expertise para trabalhar com sistemas embarcados complexos. “Um item importante a ser enfatizado é que, com base nessa plataforma e na experiência adquirida pela equipe, foram acordadas outras parcerias para iniciar novas missões pelo ITA”, completa o professor.

Observação

O bom resultado do ITASAT pode alavancar a missão SPORT, fruto de uma parceria entre o Brasil e os Estados Unidos para o desenvolvimento do monitoramento do clima espacial, em especial da observação de fenômenos e condições da ionosfera (parte superior da atmosfera terrestre) onde há formação de bolhas de plasma que levam à cintilação (efeitos atmosféricos que influenciam as características ópticas dos objetos celestes observados a partir da Terra). A cintilação afeta serviços importantes como comunicações e aeronavegabilidade.

Fazem parte desta missão, pela parte Americana, a NASA, as Universidades de Utah, do Alabama, e do Texas, além da empresa Aerospace. No Brasil, a iniciativa é representada pelo ITA e pelo INPE, com recurso também da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Neste projeto, a NASA tem a gerência geral e as instituições americanas são responsáveis pelo fornecimento dos instrumentos que farão as medidas de grandezas da ionosfera que permitem predizer o seu estado antes da formação das bolhas de plasma, que se iniciam ao entardecer e finalizam antes do amanhecer.

A experiência da equipe do ITA com o ITASAT permitiu que a instituição fosse eleita como a responsável pelo desenvolvimento da plataforma e pela integração de todo o satélite, cujo desenvolvimento tem a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) como órgão financiador. Já o INPE fornecerá infraestrutura para montagem, integração, testes, operação do satélite, infraestrutura do segmento solo e distribuição dos dados, via portal do Estudo e Monitoramento Brasileiro de Clima Espacial (EMBRACE). Atualmente, o projeto encontra-se em fase inicial.

GARATÉA-L irá promover a união de interesses públicos e privados.

ITASAT-2

Em discussão para definir recursos para sua execução, o satélite ITASAT-2 terá dois propósitos principais: o monitoramento do clima espacial, formando em conjunto com a missão SPORT uma constelação para realização de medidas da condição da ionosfera, e a inclusão de um sensor de COMINT (do inglês communications intelligence), de interesse para o Exército Brasileiro para monitorar e apoiar as estratégias de Guerra Eletrônica. A proposta é que no ITASAT-2 a plataforma seja desenvolvida pelo ITA, baseada nas experiências dos projetos ITASAT e SPORT, e que as cargas úteis sejam fornecidas por instituições brasileiras, como o INPE.

A área de astrobiologia (estudo da origem, evolução, distribuição e futuro da vida no universo) e medicina espacial também são elementos de pesquisa que poderão ser beneficiados em um trabalho encabeçado pelo ITA. A sonda GARATÉA-L tentará descobrir as reações da vida quando exposta a condições extremas do espaço. Para esse teste, colônias bacterianas e tecido humano devem ser submetidos a raios cósmicos.

O nanossatélite também deverá ser usado para a captura de imagens da órbita da lua, principalmente da bacia de Aiken, que é o lado afastado daquele satélite natural. O ITA participa nesse projeto como colaborador e tem utilizado a missão GARATÉA-L como caso de estudo em sala de aula para capacitação, considerando os desafios de uma missão em espaço profundo.

Leia esta e outras reportagens na revista Aerovisão.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Pois é leitor, note como a chegada do Prof. Dr. Luís Eduardo Loures da Costa foi um divisor de águas na produção de artefatos espaciais dentro do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), bem como por tabela na formação de profissionais para o setor e no desenvolvimento de tecnologia. Além de já ter colocado com êxito no espaço o nanosatélite ITASAT-1, o grupo coordenado pelo Dr. Loures já trabalha num segundo nanosatélite ITASAT, num nanosatélite em parceria com o INPE, a NASA e universidades americanas e na sonda lunar Garatéa-L, além de já projetar para o futuro o desenvolvimento de um sonda de espaço profundo se aproveitando da tecnologia e do conhecimento que será adquirido durante o desenvolvimento de todos esses projetos.

Asteroide do Tamanho do Big Ben Passou Ontem Perto da Terra a 49 mil km/h

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (19/02) no site “R7 Notícias” destacando que asteroide do tamanho do Big Ben passou ontem perto da Terra a 49 mil km/h.

Duda Falcão

Tecnologia e Ciência

Asteroide do Tamanho do Big Ben Passa
Perto da Terra a 49 mil km/h

O 2013 MD8 cruza o espaço a cerca de 5 milhões de quilômetros
do planeta, cerca de 13 vezes a distância até a Lua

Pablo Marques, do R7
19/02/2019 - 17h21
Atualizado em 19/02/2019 - 17h24

Foto: Pixabay
Asteroide com mais de 85 metros de comprimento
passa próximo da Terra. 

O asteroide chamado de 2013 MD8, com pouco cerca de 85 metros de altura, próximo dos 96 metros de altura do Big Ben, passou muito próximo da Terra na tarde desta terça-feira (19).

O enorme asteroide cruza a imensidão do espaço a velocidade impressionante de 49 mil km/h e a uma distância de 5 milhões quilômetros de distância da Terra, algo entorno de 13 vezes a distância até a Lua.

A NASA considera um asteroide como "perigoso" quando está a uma distância inferior a 7 milhões de quilômetros do Terra, como é o caso do 2013 MD8. A NASA monitora diversos objetos no espaço para identificar possíveis ameaças.

Reprodução/NASA
A órbita da Terra (em azul) cruza com o caminho
do 2013 MD8 (em branco).

Apesar da relativa proximidade e da alta velocidade, a NASA afirma que o 2013 MD8 não oferece nenhum risco para o planeta.

Segundo os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, "nenhum humano nos últimos 1000 anos é conhecido por ter sido morto por um meteorito ou pelos efeitos de um impacto".


Fonte: Site R7 Notícias - https://noticias.r7.com

Comentário: Pois é leitor, a mãe natureza continua avisando, uma hora a casa cai.

Preço do Contrato Entre Telebras e VIASAT Ainda em Debate no TCU

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (19/02) no site “Tele.Síntese” destacando que o preço do contrato entre Telebras e VIASAT está ainda em debate no Tribunal de Contas da União (TCU).

Duda Falcão

MERCADO

Preço do Contrato Entre Telebras e
VIASAT Ainda em Debate no TCU

Segundo o secretário-executivo do MCTIC, o TCU ainda não se manifestou em relação
ao segundo acordo firmado entre a Telebras e a VIASAT e o governo tem pressa
em usar o satélite para universalizar a banda larga.

Por Miriam Aquino 
Tele.síntese
Atualizada às 15 horas
19 de Fevereiro de 2019


O ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações tem pressa para que o satélite da Telebras possa ser liberado e usado para a universalização da banda larga. Mas, segundo o secretário-executivo do MCTIC, Julio Semeghini, o Tribunal de Contas da União (TCU) ainda não tomou uma posição em relação ao novo contrato negociado entre a Telebras e a VIASAT, cuja nova proposta foi entregue pela estatal ao órgão de controle no início deste ano.

“O TCU ainda não se manifestou em relação à proposta apresentada, mas temos confiança de que o acordo chegará em breve”, afirmou o secretário-executivo.

primeiro acordo previa uma taxa de retorno para a Telebras  8,95% e para a VIASAT, de 16,44%. Para tornar mais equitativa a distribuição dos ganhos, o tribunal mandou a VIASAT aumentar o percentual de receita que irá repassar para a estatal pela exploração direta do serviço.

Conforme o contrato inicial, a VIASAT se propunha a repassar para a Telebras entre 19 a 21% da receita de cada cliente que for atender por conta própria. O TCU disse que essa receita poderia ser maior.

Conforme o comunicado da estatal ao entregar ao tribunal a nova proposta negociada, que não foi, porém, divulgada, foram renegociadas as cláusulas de participação entre as duas empresas.

O Tribunal avaliou que outros itens do contrato deveriam ser alterados, como o imposto sobre as antenas VSAT, que estava sendo repassado para a Telebras e que a Corte entendia que deveria ser assumido pela VIASAT. O TCU determinava também a redução do preço das antenas.


Fonte: Site Tele.Síntese - http://www.telesintese.com.br/

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

II Congresso Aeroespacial Brasileiro - II CAB

Olá leitor!

Já foi lançado online o site do “II Congresso Aeroespacial Brasileiro - II CAB”, congresso este que será realizado de 16 a 19/09 deste ano na cidade gaúcha de Santa Maria, tendo como seu tema “Debates e Diálogo entre os Atores do Setor Aeroespacial Brasileiro”.


Vale lembrar leitor que o CAB é um evento que visa à sinergia entre as instituições ligadas ao Setores Aeronáutico e Astronáutico brasileiro, e que a sua primeira edição realizada em 2018, na Cidade de Foz do Iguaçu-PR, teve como ponto de destaque a entrega ao atual Ministro-Astronauta Marcos Pontes de uma carta com 24 sugestões dos profissionais do setor para o Governo Bolsonaro adotar, visando assim o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (PEB).

Para maiores informações sobre esta segunda edição do CAB visite o site do evento pelo link: https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ct/eventos/ii-cab/

Duda Falcão