terça-feira, 19 de março de 2019

O Que o Brasil Ganha Com o Acordo Sobre a Base de Alcântara?

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria postada hoje (19/02) no site “UOL Notícias”, tendo como destaque o Acordo AST assinado pelo Brasil ontem nos EUA.

Duda Falcão

ASTRONOMIA

O Que o Brasil Ganha Com o Acordo
Sobre a Base de Alcântara?

Por Márcio Padrão
Do UOL, em São Paulo
19/03/2019 - 04h00

Imagem: AEB/Divulgação
Centro de Lançamento de Alcântara (MA) agora poderá ser
usado por empresas e países que tenham acordos com os EUA.

Construído em 1983, o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, é mundialmente conhecido por sua localização privilegiada, próxima da linha do Equador, que permite reduzir em até 30% o combustível necessário para um voo espacial.

Seu potencial, no entanto, foi pouco explorado até agora, porque havia uma limitação para o uso da base por outros países. Com, o novo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), que permite aos Estados Unidos lançarem satélites com fins pacíficos a partir de Alcântara, espera-se que haja mais investimentos na área.

Mas há quem veja ameaças à soberania nacional e uma aproximação exagerada do presidente Jair Bolsonaro com o presidente norte-americano Donald Trump, em torno de uma agenda nacionalista e "antiglobalista". Vale lembrar que Bolsonaro já defendeu a instalação de uma base militar americana em solo brasileiro.

Centenas de Milhões

Os valores do negócio não foram divulgados, mas segundo o presidente da AEB (Agência Espacial Brasileira), coronel Carlos Moura, são esperados aportes expressivos dos EUA no Brasil:

“Cifras na ordem de dezenas a centenas de milhões
de dólares ao ano seriam uma estimativa conservadora
e realizável num horizonte de médio prazo”

O acordo é chamado de "salvaguarda tecnológica" por estabelecer que apenas pessoas designadas pelas autoridades dos EUA terão acesso aos artefatos com tecnologia norte-americana. O país teme espionagem.

Em contrapartida, o Brasil receberá pagamento pelo aluguel da base para lançamentos.

Fala-se de um acordo do tipo desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, mas o texto foi barrado pelo Congresso Nacional. A proposta voltou a andar no governo Temer, mas sem conclusão. O texto agora precisa passar de novo pelo Congresso.

Imagem: AGÊNCIA FORÇA AÉREA / SGT. REZENDE

Por Que Importa Tanto?

A base de Alcântara é cobiçada, porque fica num ponto estratégico. Voo que saem a partir dali rumo à órbita equatorial (onde o satélite artificial ou natural orbita baixo, na altura da linha do Equador) tem custos operacionais menores em relação a outras bases pelo mundo. Isso é uma diferencial para voos com cargas maiores, por exemplo, um foguete com grande quantidade de satélites.

Com o novo acordo, tanto os EUA quanto empresas privadas que usam a tecnologia norte-americana podem fazer lançamentos maiores a partir de Alcântara --programas espaciais que usam tecnologia americana também estavam impedidos de usar a base.

Nos últimos anos, a base de Alcântara ficou restrita a voos suborbitais (altitude de até 100 km acima do nível do mar) e a foguetes de testes, enquanto a iniciativa privada investe pesado em voos espaciais --já temos testes feitos pela SpaceX, de Elon Musk, a Virgin Galactic, de Richard Branson, e a Blue Origin, de Jeff Bezos.

Parte desse atraso do programa brasileiro foi por causa de um grave acidente em 2003, quando o foguete brasileiro explodiu, que limitou seu uso ao lançamento de sondas, sem colocar em órbita nenhum satélite.

Empurrãozinho

Além de tentar abocanhar parte do rico mercado espacial, que movimentou US$ 3 bilhões em 2017, segundo dados da Administração Federal da Aviação dos Estados Unidos (FAA), a questão principal para o Brasil é que o acordo pode ser um impulso no nosso programa.

Os EUA detêm cerca de 80% da tecnologia de lançamento de satélites, e para outro país usar essa tecnologia em projetos próprios era necessário um acordo como esse. Estima-se que, em todo o mundo, exista uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano.

Mais importante que o lucro da atividade espacial, é a necessidade de se formar uma "economia espacial brasileira", como explica Carlos Gurgel, professor do departamento de engenharia mecânica da UnB e ex-diretor de satélites da AEB. O acordo abre espaço para desenvolver mais tecnologia e inovação na área espacial.

Soberania Ameaçada?

No entanto, há quem veja uma ameaça à nossa soberania nacional. O projeto foi bloqueado pelo Congresso brasileiro, no fim dos anos 2000, porque os parlamentares consideraram que a zona seria administrada pelos EUA, na prática. Havia muitas restrições no acesso brasileiro a qualquer tecnologia americana.

O novo acordo traz uma cláusula que estabelece que nada no AST pode prejudicar o desenvolvimento autônomo do programa espacial brasileiro, e os recursos vindos dos EUA em futuros acordos comerciais com o Brasil poderão ser usados em qualquer etapa do Programa Espacial Brasileiro, menos em veículos lançadores --ou seja, foguetes.

O embaixador do Brasil nos EUA, Sérgio Amaral, explicou que "nada impede que toda a receita obtida financie o Programa Espacial Brasileiro e o Tesouro Nacional arque só com o desenvolvimento de foguetes lançadores".

Mas ainda não está claro de como esses pontos seriam na prática.

Para Gurgel, a questão do repasse das futuras verbas precisa ser observada com atenção. O atual governo planeja criar uma estatal para gerenciar esses recursos. Se isso ocorrer, o dinheiro seria depositado na conta do tesouro, o que torna fica mais difícil saber se está sendo mesmo aplicado no programa espacial.

O ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, defende que a soberania não é afetada e que se trata de uma discussão técnica. "Imagina que você trouxe alguma tecnologia para dentro do seu quarto [de hotel] que, logicamente você controla. Você tem a chave do quarto, mas eu, como dono do hotel, posso entrar a hora que precisar. É algo mais ou menos nesse estilo", explicou.

O Ministério disse que é importante assinar acordos com outros países, como o Japão e a Índia, para que o uso da base não fique limitado só aos EUA, mas também não há qualquer previsão para que isso aconteça.

O que se sabe é que estava prevista uma área exclusiva para os americanos dentro do centro de lançamento e a possibilidade de transitarem com material pela área sem passar por inspeção do Exército brasileiro. Mas isso foi eliminado do novo projeto, segundo o governo.

Em contrapartida, os EUA exigiam que não houvesse transferência de tecnologia.


Fonte: Site do Uol Notícias - https://noticias.uol.com.br

Comentário: Pois é, como venho dizendo, enquanto não se ter acesso ao texto do acordo para se fazer uma analise embasada, tudo não passa de pura especulação em cima do que foi divulgado pelo governo. Vamos aguardar para ter uma real ideia do que foi assinado. O acordo é necessário, não resta a menor duvida quanto a isso, mas foi bem elaborado? Essa é a questão.

NASA Vai Abrir Depósito de Rochas Lunares Guardadas Há Quase 50 Anos

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria publicada dia (17/03) no site do jornal “Folha de São Paulo” destacando que a NASA irá abrir depósito de rochas lunares guardadas há quase 50 anos.

Duda Falcão

CIÊNCIA

NASA Vai Abrir Depósito de Rochas
Lunares Guardadas Há Quase 50 Anos

O conteúdo foi salvo para quando a tecnologia permitisse
aos cientistas mergulhar nos mistérios da Lua

Por Shannon Hall
Tradução Clara Allain
Folha de São Paulo
17 de março de 2019 às 20h00

A NASA anunciou na segunda-feira (11) que ainda este ano vai trazer à tona pedacinhos da Lua nunca antes vistos.

Os astronautas da missões Apollo que pousaram na Lua entre 1969 e 1972 coletaram 382 quilos de rochas lunares, amostras centrais de rochas, pedrinhas, areia e poeira.

Muitas dessas amostras foram abertas mais tarde, em terra. Mas três delas permaneceram seladas há quase 50 anos.

O conteúdo foi salvo para um momento em que a tecnologia mais avançada permitisse aos cientistas planetários na Terra mergulhar mais fundo nos mistérios da Lua.

Foto: NASA / Reuters
Rochas lunares trazidas por astronautas da Apollo 11.

No ano do cinquentenário do pouso da Apollo 11, e com as prioridades do programa espacial americano se voltando para um retorno à Lua, a NASA decidiu que é hora de abrir as amostras. A agência selecionou nove equipes para fazer um estudo detalhado.

Charles Shearer, cientista da Universidade do Novo México, vinha pressionando a NASA há dez anos para abrir os depósitos. “Vamos completar a aventura da Apollo após 50 anos”.

A cientista Darby Dyar, do Mount Holyoke College, concorda. Ela estudou amostras de rochas lunares pela primeira vez quando era universitária, em 1979. Agora é líder de uma das equipes selecionadas.

Ela e seus colegas vão vasculhar materiais das missões Apollo 15, 16 e 17 em busca de contas de vidro amarelas, laranjas e verdes do tamanho aproximado de um grão de sal. Essas contas se formaram quando as gotículas no interior de fontes de fogo atingiram a atmosfera lunar e esfriaram.

“Imagine uma pistola de água com lava”, disse Dyar. “Como são minúsculas, as gotículas esfriam imediatamente.”

As contas de vidro são um tesouro para os cientistas. Elas oferecem uma visão do interior da Lua e podem trazer respostas a perguntas fundamentais sobre a evolução de nossa vizinha mais próxima.

A história da Lua é um tema comum de muitos dos projetos selecionados. Kees Welten, cientista da Universidade da Califórnia em Berkeley, e sua equipe vão estudar uma amostra central colhida pelos astronautas da  Apollo 17 para avaliar melhor a história de impactos da Lua. Isso poderá ser usado para inferir o que houve com outros planetas do sistema solar (incluindo a Terra) cujas crateras desapareceram há muito tempo.

Outras equipes vão se voltar para o futuro. A da astrônoma Jessica Barnes vai analisar, no Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, quatro rochas do ponto onde a Apollo 17 pousou.

Quimicamente, as amostras são muito semelhantes – mas uma delas foi resfriada para -20° C menos de um mês depois de chegar na Terra, sendo mantida nessa temperatura desde então.

Leia mais / NASA – 20.jul.1969
Neil Armostrong ao lado do Módulo Lunar.

Os cientistas não sabem ao certo se congelar as amostras é um método de armazenamento melhor do que mantê-las na temperatura ambiente dos laboratórios. Comparando-as, a equipe poderá analisar pela primeira vez a técnica de conservação congelada.

“Nunca pudemos fazer este tipo de estudo”, disse Barnes. “É uma chance de responder a uma pergunta importante para missões futuras.”

Clive Neal, cientista da Universidade de Notre Dame que trabalhará com Shearer em outra equipe, disse que devido aos preparativos para missões futuras à Lua, é importante abrir as amostras lunares agora.

“Já tínhamos a tecnologia necessária há dez anos, mas nos faltava a motivação”, afirmou.

Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo – 17/03/2019

Comentário: Pois é leitor, essa nova atitude da NASA deverá trazer a luz novas descobertas sobre a superfície lunar e quem sabe até mesmo acelerar a volta a Lua. Aproveito para agradecer ao nosso leitor Rui Botelho pelo envio desta matéria.

Acordo de Salvaguarda Tecnológica Brasil-EUA Envolvendo Base de Alcântara Preocupa Deputados do MA

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada dia (17/03) no “Jornal Pequeno” do estado do Maranhão destacando que o Acordo de Salvaguarda Tecnológica Brasil-EUA (AST) assinado ontem nos EUA preocupa Deputados do Maranhão.

Duda Falcão

Acordo de Salvaguarda Tecnológica Brasil-EUA
Envolvendo Base de Alcântara Preocupa
Deputados do MA

Bancada vai convocar ministros para saber detalhes do acordo,
que visa o uso do Centro de Lançamento de foguetes em Alcântara

Por: Gil Maranhão
Jornal Pequeno
Data da publicação: 17/03/2019

Foto: Reprodução

O acordo de salvaguarda tecnológico entre Brasil-Estados Unidos para impulsionar o programa espacial brasileiro e permitir o lançamento de foguetes e satélites a partir da Base de Alcântara (MA), é um dos temas da pauta de debates da nova bancada federal do Maranhão  no congresso Nacional.

As tratativas desde acordo entraram na agenda nacional a partir de meados do ano passado e é uma das prioridades do governo Bolsonaro a ser tratado com o presidente Donald Trump. É a primeira vez em 17 anos que os dois países voltam a negociar sobre o assunto. A primeira proposta dos Estados Unidos, em 2002, era usar a base de Alcântara com sigilo total sobre seus equipamentos, o que não foi aceito pelo Congresso brasileiro.

Com o fracasso, o palácio do planalto ensaiou negociações com o governo da Ucrânia para o lançamento de satélites. Contudo, o acordo foi cancelado em 2015, sem avanços. O governo brasileiro apresentou uma  contraproposta aos americanos em 2017, que esteve sob análise do Departamento de Estado.

“Localização Excepcional”

Em junho do anoa passado, os EUA deram o aval para que o tema volte à mesa de negociações. Na época, em uma entrevista a jornalistas em Washington, o ex-ministro das relações Exteriores, Aloysio Nunes, lembrou que a grande maioria dos foguetes e satélites no mundo carrega tecnologia norte-americana, e destacou que a “localização excepcional “ fda base de Alcântara, próxima à linha do equador, é uma vantagem ao Brasil, que segundo ele, pode se beneficiar de recursos e capacitação de pessoal por meio da parceria com os americanos.

Mesmo sem definição dos pontos e responsabilidades de cada lado, o assunto já incomoda e divide opinião no Parlamento brasileiro.  A questão, que atinge em cheio o Maranhão, começa a preocupar a bancada do estado, que cobra esclarecimentos e quer participar das negociações. Três parlamentares já protocolaram requerimentos de convocação do atual ministro das relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do ministro da Ciência e Tecnologia, o astronauta Marcos Pontes.

Base do Acordo

“Acho que este assunto precisa ser melhor esclarecido, A gente precisa ter informações sobre as bases deste acordo, porque nós já termos uma experiência anterior extremamente danosa, pois a Base de Alcântara foi implantada, mas não levaram em consideração a população do município, as comunidades quilombolas. Na verdade, não foi levado em consideração o povo do Maranhão, as universidades, os empresários do estado”, queixou-se o deputado federal Bira do Pindaré (PSB).

O deputado entende que é importante fortalecer o centro de lançamento de foguete de Alcântara, “mas nós não podemos ter uma relação subalterna a qualquer governo, mesmo sendo ele americano. Não podemos ter a política de bater continência para a bandeira americana, nem neste caso, nem em caso algum. Temos que defender a soberania do país.”

Bira Enfatizou que os parlamentares maranhenses precisam saber detalhes deste acordo “para que a gente possa também defender que o Maranhão e o Brasil seja beneficiado por este empreendimento, que é importante para soberania nacional.”

“Royalties” Para Alcântara

Há uma discussão que está ganhando corpo na bancada federal do Maranhão no congresso sobre os royalties do uso da base de Alcântara com este acordo. “Acho que isso também é necessário, é um debate que já vinha acontecendo nesta casa”, defende Bira do Pindará. Ele sugere que seja também discutidas outras formas/fontes de recursos, que venham contemplar outros setores e segmentos da sociedade.

“As universidades, por exemplo, vamos ser contempladas como? Vão receber benefícios dos royalties? Vão ter algum caminho de acessão à essas tecnologias que vão ser implantadas? De que maneira os nossos intelectuais, as nossas inteligências podem ser mobilizadas também em relação a esse possível acordo com o governo americano?”, questionou o parlamentar. “Então, tem muitos pontos que precisam ser abordados principalmente em relação às comunidades quilombolas, que não podem ser esquecidas e nem ficarem de fora deste debate”, completou.

Fundo/Comunidade Quilombolas

Para o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (PTB), o acordo de salvaguarda tecnológico entre Brasil-EUA “é muito importante não só para o Maranhão  como para o Brasil e ficamos satisfeitos em ver que todos os pontos que há cerca de 20 anos o Congresso Nacional rejeitou, podemos agora avançar e fazer este acordo”, declarou.

“O que a gente não pode esquecer são as comunidades quilombolas, já que vai gerar uma receita, um incremento orçamentário financeiro para o Brasil. Essas comunidades vivem com muito sacrifício”, alertou o parlamentar, que apresentou o Projeto de Lei 245/2019, criando o Fundo de desenvolvimento das Comunidades Carentes e quilombolas de Alcântara. “è um fundo de amparo aos quilombolas de Alcântara, juntamente com os royalties desses foguetes que serão lançados para jogar os satélites”, justificou.

Projeto parecido (PL 10651/2018) foi apresentado pelo ex-deputado José Reinaldo Tavares na legislatura passada, que visava um fundo para financiar projetos de desenvolvimento econômico, cultural e social de comunidades quilombolas e tradicionais afetadas pela Base de Alcântara. Os recursos, segundo Tavares, seriam aplicados prioritariamente em ações de saúde e educação e em projetos de infraestrutura que beneficiem as comunidades.

Pedro Lucas ressaltou que vai apoiar a proposta (o acordo Brasil-EUA) no Congresso, mas observando os pontos do acordo e em que eles podem beneficiar o Maranhão. “Vamos ver no que a gente pode avançar ainda mais para proteger as comunidades quilombolas e também desenvolver tecnologias no Maranhão. Além da proteção aos quilombolas e do incremento financeiro que vai existir, precisamos garantir a trnsferencia tecnológica também para o Brasil”, acentuou.

Garantias no Novo Acordo

O deputado Márcio Jerry (PCdoB) um dos primeiros a propor a convocação do ministro-astronauta Marcos Pontes para debater o tema com os maranhenses, o acordo gera muitas duvidas em relação ao compartilhamento de tecnologias. Mas admite que “aquilo que era ruim no antgo acordo foi em parte superado”, se referindo à criação de uma área de domínio dos EUA, que proibia a utilização da base pelo Brasil, devido à confidencialidade tecnológica, prevista na proposta inicial.

Contudo, Jerry chama a atenção para o cumprimento de algumas garantias que, segundo ele, são essenciais para as negociações: o respeito à soberania nacional; o desenvolvimento aeroespacial brasileiro; e garantia do royalties para a cidade de Alcântara.


Fonte: Jornal Pequeno - 17/03/2019

Comentário: Bom leitor, trago essa matéria para o Blog, pois tá clara a intenção da esquerdopatia maranhense em tentar atrapalhar a aprovação do Acordo, mesmo que ele venha ser positivo para o país. Nunca se levantou a possibilidade de transferência tecnológica através de um AST, não existe isso, esse tipo de acordo e para salvaguardar as tecnologias dos EUA no momento em que ela permanecer no CLA, e permitir acordos específicos com empresas que prestam serviço de lançamentos de foguetes, satélites e cargas uteis que utilizam tecnologia americana, sejam elas americanas ou não, nada mais do que isso. Esse acordo é necessário e quem presta esse serviço (fora os chineses e outros poucos não aliados aos EUA) , já assinaram acordos semelhantes (Europa, Rússia, Japão, Índia), pois caso contrario não poderia atuar com eficiência neste mercado comercial de lançamentos, já que grande parte dos satélites e cargas uteis comerciais utilizam de tecnologia americana. Ponto. Portanto que fique bem claro, sem esse AST o Brasil não poderá atuar nesse mercado, sejam lançando satélites comercialmente através de seus próprios foguetes, seja através de foguetes de outros países. O que precisa se analisar é o texto deste acordo, para se ter uma ideia se foi um acordo 'CANDIRU', ou se foi um acordo semelhante aos já assinados por outros países com os EUA. O resto é conversa fiada de esquerdopata mal intencionado. Entretanto a questão das Comunidades Quilombolas tem de ser realmente analisada com atenção pelo Governo Bolsonaro, para que não venha se cometer os mesmos erros de outrora.

Brasil Assina Acordo Que Permite aos EUA Lançar Satélites da Base de Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (18/03) no site “G1” do globo.com, destacando que o Brasil assinou o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) que permitirá aos EUA lançar satélites da Base de Alcântara.

Duda Falcão

POLÍTICA

Brasil Assina Acordo Que Permite aos EUA
Lançar Satélites da Base de Alcântara

Acordo de uso comercial da base foi assinado em Washington e ainda
precisa ser aprovado pelo Congresso. Presidente Bolsonaro está nos
EUA para se reunir com Donald Trump.

Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília
18/03/2019 - 18h24
Atualizado há 8 horas

Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira (18) em Washington (EUA) um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) para permitir o uso comercial do centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão.

Na prática, o acordo prevê que os Estados Unidos poderão lançar satélites e foguetes da base maranhense. O território continuará sob jurisdição brasileira.

Foto: Arquivo
EUA usarão a base de Alcântara para lançamento
de foguetes e satélites.

O acordo foi assinado em uma cerimônia na Câmara Americana de Comércio. Do lado do Brasil, assinaram o acordo os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). O presidente Jair Bolsonaro acompanhou a assinatura. Bolsonaro está em visita oficial aos EUA e terá um encontro nesta terça-feira (19) com o presidente norte-americano Donald Trump.

Foto: Alan Santos/Presidência da República
O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, durante
assinatura do acordo que permite aos EUA lançar satélites
da base de Alcântara (MA).

Acordo Assinado

O compromisso entre os países é um dos principais atos previstos para a viagem de Bolsonaro. Até a última atualização desta reportagem, o conteúdo do acordo ainda não havia sido divulgado.

Para entrar em vigor, o acordo exige a aprovação do Congresso Nacional, de acordo com o embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral.

O acordo de salvaguardas tecnológicas entre Brasil e EUA é negociado desde os anos 2000, chegou a ser assinado, porém foi rejeitado pelo Congresso brasileiro. O compromisso tem cláusulas que protegem a tecnologia usada pelos dois países.

O Que Diz o Governo

Na semana passada, Bolsonaro defendeu a assinatura do acordo ao fazer um pronunciamento em uma rede social.

Segundo o presidente, o Brasil está "perdendo dinheiro" há muito tempo por não explorar a base de forma comercial.

Mais cedo, nesta segunda, em um vídeo publicado nas redes sociais, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, também defendeu a medida.

Marcos Pontes destacou que o ato respeita a soberania do Brasil, já que a base fica no Maranhão, e que o governo brasileiro buscará firmar acordos com outros países no futuro.

"É importante ressaltar, como eu já falei ontem, que isso não fere de maneira nenhuma nossa soberania", disse.

"É um contrato importante, feito naturalmente agora com os EUA e, provavelmente, com outros países em um futuro próximo, também, que nos permita lançar outros foguetes e outras espaçonaves de outros países", acrescentou.

Pontes ainda informou pelas redes sociais que se reuniu com executivos da empresa SpaceX para tratar da possibilidade de lançamentos de satélites da companhia no Brasil.

Acordos Assinados

Saiba abaixo todos os acordos assinados entre Brasil e Estados Unidos nesta segunda-feira:

* Acordo sobre salvaguardas tecnológicas relacionadas à participação dos Estados Unidos em lançamentos a partir do centro espacial de Alcântara e seu guia operacional;

* Ajuste complementar entre a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) dos Estados Unidos e a Agência Espacial Brasileira (AEB) para cooperação na tarefa de pesquisa de observações de previsão de cintilação;

* Carta de intenções entre a Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID) e o Ministério do Meio Ambiente do Brasil.


Fonte: Site “G1” do globo.com - 18/03/2019

Comentário: Pois é, agora vamos aguardar a divulgação do texto do acordo para podermos junto com a Comunidade Espacial fazer uma analise embasada sobre este acordo.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Assinado nos EUA o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST)

Olá leitor!

Foi assinado agora a tarde o “Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST)” entre o Brasil e os EUA que permitirá após a sua aprovação pelos Congressos dos dois países o uso comercial da Base de Alcântara por empresas americanas, bem como o lançamentos de Alcântara de satélites e cargas uteis com partes oriundas dos EUA por foguetes brasileiros e de outras nações. Veja abaixo a reportagem sobre a assinatura desta acordo divulgada agora a pouco pela agência AFPBr.

Vale dizer que além do “AST” assinado pelo Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pelo Ministro-Astronauta do MCTIC, Marcos Pontes e pelo o Secretário Assistente do Escritório de Segurança Internacional e Não Proliferação do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, Christopher A. Forddesse, foi também assinado um Memorando de Entendimentos” entre Agência Espacial Brasileira (AEB) e a National Aeronautics and Space Administration (NASA) para o lançamento de SPORT, um nanosatélite (cubesat) já em desenvolvimento entre o INPE, ITA, NASA e algumas universidades americanas, assinado que foi pelo Carlos Moura (presidente da AEB) e por James W. Morhard (NASA Deputy Administrator).

Duda Falcão

Ministro Marcos Pontes Posta Vídeo Relatando Encontro Com a SpaceX

Olá leitor!

O nosso Ministro-Astronauta Marcos Pontes postou diretamente de Washington agora a pouco em seu site pessoal no Facebook (após já ter tido uma reunião com a SpaceX essa manhã), um interessante vídeo relatando como será o seu dia hoje nos EUA que culminará no final da tarde com a assinatura pelo Presidentes Bolsonaro e Trump do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST). Vale a pena dar uma conferida pelo link abaixo.


Duda Falcão

Astrônomos Revelam Nova Teoria Sobre Misterioso Objeto Interestelar Oumuamua

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (18/03) no site do Sputnik News Brasil destacando que Astrônomos revelam nova teoria sobre misterioso Objeto Interestelar Oumuamua.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Astrônomos Revelam Nova Teoria Sobre
Misterioso Objeto Interestelar Oumuamua

Sputnik News Brasil
18/03/2019 – 05:43

CC BY 2.0 / Stuart Rankin / Versão de Oumaumau

O objeto espacial interestrelar pode ser definido como um cometa com propriedades estranhas e não uma nave espacial alienígena, como foi sugerido anteriormente.

O Oumuamua viajou no espaço durante milhões de anos e é o primeiro grande corpo celeste de clara origem interstelar a chegar ao Sistema Solar.

Pelo comportamento de Oumuamua, as teorias sobre sua origem incluem todas as hipóteses, desde ser um fragmento planetário até uma nave espacial. Por sua pequena aceleração, mas persistente – que não pode se explicar simplesmente pela atração gravitacional do Sol – houve uma série de reclassificações e revisões das teorias: foi classificado como um cometa, logo como um asteroide e, finalmente, como um objeto interestelar, publicou o SciTechDaily

Três cientistas (Darryl Seligman, o primeiro autor de um estudo sobre a investigação publicada na revista Astrophysical Journal Letters, Gregory Laughlin, professor de astronomia da Universidade Yale, e Konstantin Batygin, professor do Instituto de Tecnologia da Califórnia) disseram que o motivo da aceleração do Oumuamua é bastante prosaico: a ventilação do gás aquecido pelo Sol.

Trata-se do processo de "desgaseificação" que acontece regularmente com os cometas, revelaram os autores do estudo. Quando um cometa se aproxima do Sol e aquece, o seu gelo irrompe num jato. O rastro (ou cauda) do cometa se forma quando as partículas de pó são apanhadas no jato e refletem a luz solar.

Entretanto, Oumuamua não mostra vestígios nem de cauda, nem apresenta o movimento giratório revelador, provocado pelo jato de gás.

Isso significa que, em vez de girar como um típico cometa, o Oumuamua oscila de um lado para o outro como um pêndulo, acrescentou Laughlin.

O Oumuamua já passou além da órbita de Saturno, levará mais de 10.000 anos a sair do Sistema Solar por completo.

No entanto, os investigadores disseram que sua descoberta sugere que quase todas as estrelas na galáxia podem expulsar tais objetos durante o processo de formação dos planetas. Se isso for verdade, uma nova geração de telescópios como o Large Synoptic Survey Telescope no Chile pode ajudar os cientistas a saber mais sobre esses objetos.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é leitor, essa é mais uma dessas teorias sobre esse estranho objeto interestelar Oumuamua que, na realidade, ninguém sabe o que é afinal. Enfim, e pode ter certeza que essa não será a ultima teoria a aparecer nos próximos anos.

Estudo de Pesquisadores Brasileiros Indica Potencial de Vida em Outros Planetas da Via Láctea

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (18/03) no site da Agência FAPESP, destacando que Estudo de pesquisadores brasileiros indica potencial de vida em outros planetas da Via Láctea.

Duda Falcão

Notícias

Estudo Indica Potencial de Vida
em Outros Planetas da Via Láctea

Por Elton Alisson
Agência FAPESP
18 de março de 2019

(Imagem: R. Hurt / NASA)
Pesquisadores encontraram indícios da existência de
exoplanetas rochosos com alta probabilidade de
apresentarem tectonismo, o que aumenta a
chance de também serem habitáveis

Uma das condições que permitiram o surgimento e a manutenção da vida na Terra é o fato de o planeta ser geologicamente ativo, com terremotos e vulcões.

A atividade vulcânica, gerada pela movimentação das placas tectônicas sobre o manto terrestre (tectonismo) possibilita reciclar gases, como o dióxido de carbono, através do manto, da crosta, da atmosfera e dos oceanos. Dessa forma, contribui para tornar a Terra habitável ao manter a temperatura do planeta em condições ideais para a sobrevivência dos seres vivos, explicam os cientistas.

Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sugere a existência de outros planetas rochosos na galáxia em que se encontra a Terra – a Via Láctea – com altas probabilidades de apresentarem tectonismo, o que aumenta a chance de também serem habitáveis.

Os resultados do trabalho, apoiado pela FAPESP, foram publicados no Monthly Notices of Royal Astronomical Society (MNRAS). O estudo tem a participação de pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) e de outras universidades e instituições de pesquisa no Brasil e no exterior.

“Verificamos que há condições geológicas favoráveis para o surgimento e a manutenção da vida em exoplanetas rochosos, e que ela [a vida] pode estar espalhada por todo o disco da galáxia e ter se originado em qualquer época da evolução da Via Láctea”, disse Jorge Luis Melendez Moreno, professor do IAG-USP e um dos autores do estudo, à Agência FAPESP.

Os pesquisadores determinaram os parâmetros superficiais, as massas e as idades de 53 gêmeas solares, situadas em diferentes pontos da Via Láctea. Além disso, analisaram a composição química dessas estrelas gêmeas solares – chamadas assim por terem temperatura, gravidade e composição química superficiais parecidas com as do Sol –, a fim de avaliar a possibilidade de existência de outros planetas rochosos em torno delas.

As análises foram feitas por meio de um espectrógrafo chamado HARPS, instalado no telescópio de 3,6 metros do Observatório de La Silla, do European Southern Observatory (ESO), no Chile. O equipamento registra o espectro eletromagnético de “cores” dos corpos celestes, dos comprimentos de onda mais curtos (ultravioleta) aos mais longos (infravermelho).

As análises indicaram que as estrelas apresentam grande abundância de tório – elemento radioativo com isótopos instáveis que, ao se romper, em razão da instabilidade atômica, se divide em isótopos menores que emitem energia, processo conhecido como decaimento radioativo.

A energia liberada pelo decaimento de isótopos instáveis, tanto de tório como de outros elementos radioativos, como urânio e potássio, dá origem à movimentação de magma (convecção do manto) e à atividade tectônica da Terra. Parte do calor interno do planeta é resquício do calor primordial da formação da Terra, mas pelo menos a metade da energia é devida ao decaimento radioativo.

Dessa forma, as concentrações iniciais desses elementos radioativos em um planeta rochoso contribuem de modo indireto para a habitabilidade em sua superfície, especialmente devido ao longo tempo de decaimento, em escalas de bilhões de anos, explicam os pesquisadores.

“As concentrações de tório nas estrelas gêmeas indicam que há uma grande quantidade de energia disponível pelo decaimento desse elemento radioativo para manter a convecção do manto e o tectonismo em potenciais planetas rochosos que possam existir em torno de gêmeas solares”, afirmou Rafael Botelho, doutorando em Astrofísica no Inpe e primeiro autor do estudo.

A abundância inicial de tório nas gêmeas solares foi comparada com as de ferro, silício – um indicador da espessura e massa do manto convectivo em planetas rochosos – e mais dois elementos pesados: o neodímio e o európio. As medidas indicaram que a razão tório-silício em gêmeas do Sol aumenta com o tempo, e que foi maior ou, no mínimo, igual ao valor solar desde a formação do disco da galáxia da Terra.

“Há indícios de que o tório também é abundante em gêmeas solares velhas. Isso significa que o disco da Via Láctea pode estar repleto de vida”, disse André Milone, pesquisador do Inpe e orientador da pesquisa de Botelho.

O artigo Thorium in solar twins: implications for habitability in rocky planets, de R. B. Botelho, A. de C. Milone, J. Melendez, M. Bedell, L. Spina, M. Asplund, L. dos Santos, J. L. Bean, I. Ramirez, D. Yong, S. Dreizler, A. Alves-Brito e J. Yana Galarza, pode ser lido em academic.oup.com/mnras/article-abstract/482/2/1690/5134163?redirectedFrom=fulltext.


Fonte: Site da Agência FAPESP - http://agencia.fapesp.br

Ministro Marcos Pontes Cumpre Agenda Oficial na NASA

Olá leitor!

O nosso Ministro-Astronauta Marcos Pontes que viajou para os EUA antes do Presidente Bolsonaro, esteve no dia 15/03 em visita a NASA para cumprir agenda oficial, onde veio a realizar encontros com coordenadores de projetos desta Agência Espacial Americana.

Entre as tratativas que aconteceram, há o interesse da NASA na cooperação em projetos do MCTIC como o Ciência na Escola e o apoio técnico e operacional para outras ações do ministério.

Pois é galera, vale aqui lembrar que atualmente o INPE e o ITA já estão envolvidos com a missão do nanosatélite Sport (Scintilation Prediction Observations Research Task) que é coordenada pelo Marshall Space Flight Center, da NASA, e o Blog BRAZILIAN SPACE ficará na torcida para que outras missões significativas possam surgir com esta aproximação entre o Brasil e os EUA. Veja abaixo fotos do ministro como os coordenadores de projetos da NASA

Duda Falcão