domingo, 4 de dezembro de 2016

Missão Garatéa-L - Tá na Hora de Deixar as Fantasias Coelhodianas de Lado e Partir Para Ação.

Olá leitor!

Logo da missão.
Como foi amplamente divulgado pela mídia especializada, o Brasil vai para a Lua em 2020 com a Missão Garatéa-L, notícia esta dada com exclusividade pelo Blog em 28/11 passado.

A missão como também é de conhecimento público, foi apresentada oficialmente para Sociedade Brasileira justamente um dia após (29/11) a publicação da nossa entrevista com o gerente da missão, o Eng. Lucas Fonseca (veja aqui), num evento ocorrido no Anfiteatro Jorge Calmon da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP).

Pois então, a apresentação que contou com transmissão direta através da página do Grupo ZENITH no Facebook, contou com participação do Eng. Lucas Fonseca, do astrobiólogo Douglas Galante e do jornalista Salvador Nogueira do jornal Folha de São Paulo, um dos apoiadores deste fantástico projeto lunar brasileiro, além é claro dos integrantes do Grupo ZENITH. Abaixo trago uma foto dos participantes desta apresentação.

Participantes da missão durante a apresentação
na EESC-USP no dia 29/11.

Pois é leitor, são esses jovens do Grupo ZENITH que, aliados aos profissionais citados e de pesquisadores brasileiros de renome internacional como, o Dr. Luis Loures (ITA), Dr. Otávio Durão (INPE), Dra. Thaís Russomano (PUC-RS), Dr. Vanderlei Parro (IMT), entre outros, que serão responsáveis por esta primeira grande aventura de uma sonda espacial brasileira a órbita de um corpo celeste que não seja a Terra.

O Blog BRAZILIAN SPACE acompanhará o desenvolvimento passo-a-passo desta fantástica missão com grande interesse até a sua conclusão e deseja a todos envolvidos sucesso. Tá na hora de deixar as fantasias coelhodianas de lado e partir para ação.

AVANTE MISSÃO GARATÉA-L

Duda Falcão

IREC Muda de Nome e em 2017 Contará com Sete Equipes Brazucas

Olá leitor!

Logo da ESRA.
Falando em Espaçomodelismo, você lembra da competição “Intercollegiate Rocket Engineering Competition (IREC)”, evento este realizado anualmente pela Experimental Sounding Rocket Association (ESRA) em um deserto localizado nas proximidades da cidade de Green River, no estado americano de Utah???

Pois então, esta importante competição universitária internacional de foguetes, mudou de nome e agora será denominada de Spaceport America Cup (SA CUP), deixando em 2017 de ser realizada no deserto de Utah, e se transferindo para este que é o primeiro espaçoporto comercial do mundo, localizado no sul do estado americano do Novo México, e onde empresas como a Space X (entre outras) fazem os seus testes.

O evento está previsto para ser realizado de 20 à 24/06 de 2017, e desta vez contará com seis categorias e com a participação de 111 equipes da Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, Coréia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, EUA, Índia, México, Suíça e Turquia.

Segundo a lista das equipes já pré-inscritas, o Brasil terá uma participação bastante significativa com 7 equipes, são elas:

* Equipe 1 da Universidade Federal do ABC (UFABC) - Foguete Hibrido QUARK - Categoria 10 mil pés SRAD;

* Equipe 2 da Universidade Federal do ABC (UFABC) - Foguete Sólido TUPÃ - Categoria 10 mil pés SRAD;

* Equipe da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e da Universidade Positivo (UP) de Curitiba - Foguete Sólido Gralha Azul - Categoria 10 mil pés SRAD;

* Equipe do Instituto Federal de Goiás (IFG) e da Universidade de Brasília (UnB) - Foguete Híbrido Guarani I - Categoria 10 mil pés SRAD;

* Equipe do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) - Foguete Sólido RD-07 - Categoria 10 mil pés SRAD;

* Equipe do Projeto Júpiter da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP) - Foguete Sólido Impérius - Categoria 10 mil pés SRAD;

* Equipe da Universidade de São Paulo (USP) - Foguete Sólido sem nome ainda definido - Categoria 10 mil pés SRAD.

Pois é leitor, ainda é uma pré-lista de inscritos, onde essas equipes terão de passar por varias etapas para confirmarem a participação no evento. Vamos torcer para que todas elas possam vencer essas etapas e confirmarem assim as suas participações.

Duda Falcão

Em Breve Boas Notícias na Área de Espaçomodelismo

Olá leitor!

Dias atrás recebi uma notícia na área de Espaçomodelismo muito interessante, e estou no aguardo por maiores detalhes para poder divulgar aqui no Blog. Fique atento leitor, vai ser agradavelmente surpreendente para muita gente, como foi para mim.

Duda Falcão

sábado, 3 de dezembro de 2016

São José dos Campos (SP) Se Prepara para Receber 14ª Jornada Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (02/12) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que a cidade paulista de São José dos Campos se prepara para receber 14ª Jornada Espacial.

Duda Falcão

São José dos Campos (SP) Se Prepara
Para Receber 14ª Jornada Espacial

Coordenação de Comunicação Social – CCS
02/12/2016


A Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTIC) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) realiza no período de 4 a 10 de dezembro, em São José dos Campos (SP), a 14ª edição da Jornada Espacial. O evento reúne estudantes e professores de escolas públicas e particulares de 21 estados para uma semana de atividades na área  de ciências espaciais.

A Jornada Espacial, realizada anualmente, destina-se a alunos que conquistaram os melhores resultados nas questões de astronáutica na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) de 2016. Durante a semana, os participantes terão a oportunidade de conhecer as atividades espaciais do país por meio de palestras, oficinas e visitas às instalações do DCTA e INPE.

A Olimpíada de Astronomia e Astronáutica é uma realização conjunta da AEB com a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) contando ainda com o apoio de diversas instituições públicas e privadas, incluindo a Fundação Astronauta Marcos Pontes, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o Museu de Astronomia e Ciências Afins, o Observatório Nacional, DCTA e o INPE.

As oficinas promovidas pela Jornada serão executadas por especialistas do Inpe, IAE, ITA, AEB, e também pelo primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes. Nas palestras serão abordados temas referentes à astronomia, foguetes, satélites e suas aplicações. As oficinas desenvolverão atividades associadas à astronomia, interpretação de imagens de satélites e construção e lançamento de foguetes produzidos com garrafas pet.

Programação - No domingo, dia 4 de dezembro, os 74 estudantes integrantes da Jornada acompanhados de 48 professores participarão da cerimônia de abertura com a apresentação do Programa Espacial Brasileiro e do Programa AEB Escola. O analista Cristiano Cardoso vai falar da importância dos programas para o desenvolvimento do país.

No segundo dia da Jornada, a segunda-feira (05.12), está programado a primeira visita ao Inpe, quando alunos e professores irão conhecer o Laboratório de Integração e Testes (LIT) e o Programa de Estudos e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE), além de assistirem palestras sobre Satélites e Plataformas Espaciais.

Na terça-feira (6.12) uma das principais atrações será a oficina Brincando com as Constelações, a qual vai abordar a história da Astronomia, as constelações e movimentos celestes. As atividades desenvolvidas pelos colaboradores do Programa AEB Escola têm como objetivo despertar o aprendizado e interesse do público de forma prática e lúdica, onde são trabalhados conteúdos de história, física, química, sociologia e filosofia, por meio de material didático de astrofotografia. Também serão ministradas palestras que abordam a Introdução ao Direito Espacial, Satélites de Comunicação e Televisão.

O encerramento da Jornada Espacial será marcado por uma visita ao ITA e pela palestra sobre a história do Instituto, local onde foram plantadas as primeiras sementes do Programa Espacial Brasileiro, que permitiu ao Brasil ingressar na Era Espacial no ano de 1961. Durante a visita, os professores vão conhecer as novas tecnologias aplicadas ao ensino da Física. Enquanto os alunos acompanham a palestra ministrada pelo professor do ITA, Anderson Ribeiro Correia. Também estão programadas visita ao Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB) e uma palestra proferida pelo primeiro astronauta do Brasil, Marcos Pontes, que falará sobre a Missão Centenária.

Depois de uma semana de intensas atividades o grupo receberá certificados de participação no evento, além de conhecer todo o sistema da área espacial no Brasil, setor que se dedica ao desenvolvimento da ciência e tecnologia, e promove ações para incentivar as novas gerações a despertarem para a área espacial.

Acesse a programação completa da Jornada no endereço: http://migre.me/vDJVX 


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

INPE Recebe Alunos e Professores da Jornada Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (02/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto receberá alunos e professores durante a realização da XIV Jornada Espacial.

Duda Falcão

INPE Recebe Alunos e Professores
da Jornada Espacial

Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

De 4 a 9 de dezembro, a XIV Jornada Espacial reunirá na capital espacial brasileira, São José dos Campos (SP), os jovens que obtiveram o melhor desempenho entre os mais de 700 mil estudantes que participaram da edição de 2016 da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) recebe na segunda-feira (5) os 74 alunos e 48 professores vindos de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal. Eles visitarão o Laboratório de Integração e Testes (LIT) e o Programa de Estudos e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE). Também no INPE saberão das razões históricas que levaram ao nascimento da Era Espacial e como funcionam os quase 1.500 satélites que hoje operam ao redor da Terra.

A OBA é uma realização conjunta da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), com o apoio de diversas instituições públicas e privadas, como o INPE e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), a Fundação Astronauta Marcos Pontes, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o Museu de Astronomia e Ciências Afins e o Observatório Nacional. A maior parte dos recursos financeiros para realização da OBA é proveniente do CNPq, CAPES e MEC.

"Além do apoio dessas importantes organizações, a XIX OBA contou com o apoio voluntário de 63.057 professores, que assumiram a responsabilidade de coordenarem as atividades da olimpíada em 7.895 escolas. Sem esses professores, a OBA e a Jornada Espacial não existiriam. Por isso, 48 professores também participam da XIV Jornada Espacial, acompanhando os seus alunos", diz o pesquisador José Bezerra Pessoa Filho, do DCTA, um dos organizadores do evento.

O pesquisador destaca que, ao final da Jornada, os participantes levam muito mais do um certificado. "Levarão impresso em suas mentes e corações um Brasil que não conheciam. Um Brasil que dá certo. Um Brasil que constrói o futuro. Um Brasil em que muitos dedicam sua vida profissional em prol do desenvolvimento da ciência e tecnologia, sem esquecer, no caminho, de semear o futuro. Além de trabalho e dedicação, esses brasileiros sonham, e, não satisfeitos, ousam realizar."

Entre as várias histórias de participantes do evento nos últimos anos, Bezerra lembra da frase de Ricardo Oliveira da Silva, que esteve na VII Jornada Espacial em 2011. Segundo o estudante, "a palavra impossível só existe para a gente desmoralizá-la." Natural de Várzea Alegre, Ceará, filho de humildes agricultores, Ricardo é portador de amiotrofia espinhal. A doença limitou os seus movimentos, mas não os seus sonhos. Alfabetizado em casa pela mãe, com a ajuda dos livros trazidos da escola pelo seu irmão, somente aos 17 anos Ricardo ingressou na 5a série do ensino fundamental. Não tardou para o garoto revelar sua genialidade, arrebatando uma medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) de 2006, disputada por quase vinte milhões de jovens. Não satisfeito, repetiu a façanha nos anos de 2007, 2008 e 2009. Foi a partir da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), na qual acumulou 5 medalhas de ouro e uma de prata, que Ricardo conquistou o direito de participar da VII Jornada Espacial. Atualmente Ricardo cursa Mecatrônica Industrial no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), campus de Cedro.



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Brasil Conquista Satélite Que Vai Melhorar Defesa e Comunicação

Olá leitor!

Segue abaixo a matéria do Jornal Nacional sobre a entrega ao Brasil na França no dia de ontem (01/12) do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Duda Falcão

JORNAL NACIONAL

Brasil Conquista Satélite Que Vai
Melhorar Defesa e Comunicação

Governo investiu mais de R$ 2 bi em satélite. Equipamento foi
Construído numa parceria com empresa francesa.

Edição do dia 01/12/2016
01/12/2016 21h20
Atualizado em 01/12/2016 - 21h20


Foi entregue nesta quinta-feira (1º) ao Brasil, na França, um novo satélite para a defesa e a comunicação no território brasileiro.

É como quem passou a vida pagando aluguel e, agora, conseguiu a casa própria. O Brasil conquistou seu próprio satélite. O SGDC - Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - construído pela Francesa Thales Alenia Space, em parceria com o Brasil. A entrega foi nesta quinta-feira (1º), em Cannes, no sul da França.

É um gigante de quase seis toneladas, comprado pela Telebrás. O governo investiu mais de R$ 2 bilhões. O convênio com os franceses incluiu aprendizado e transferência de tecnologia. Mais de 50 especialistas brasileiros acompanharam o projeto de perto e estão prontos para operar o satélite.

O satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra. Vai cobrir todo o território nacional e o Oceano Atlântico.

“Esse satélite, que vai ser totalmente controlado pelo Brasil, por brasileiros, vai nos assegurar uma soberania, vai nos assegurar que as nossas informações militares não vão vazar. Doravante, não vamos ter vazamento nem militar da defesa, nem de presidente da república, nem do governo”, diz Raul Jungmann, ministro da Defesa

É que 30% da capacidade do satélite será destinada à banda x -, uma faixa de frequência de uso exclusivo das forças armadas. Um aliado na vigilância das fronteiras e também do espaço aéreo. Além de reforçar a segurança nacional, o satélite promete levar internet, a banda larga, a todo Brasil.

“Incluir todos os brasileiros, levando internet à escolas, hospitais, aonde for necessário, por isso, é uma enorme aquisição em termos tecnológico, defesa e também em termos de inclusão digital de todos os brasileiros e brasileiras”, explica o ministro da Defesa.

Já testado e entregue, o satélite está pronto pra entrar em órbita. Agora, vai ser preparado pra seguir viagem. Será transportado à Guiana Francesa. Se tudo sair como o previsto, será lançado no dia 21 de março do ano que vem. E deverá entrar em operação no segundo semestre.


Fonte: Site “G1” do globo.com – 02/12/2016

Comentário: Caro leitor, eu não posso ficar calado ouvido às inverdades ditas por este verme populista de merda. Não é verdade, o projeto deste satélite foi um completo desastre para o Brasil, não houve sequer transferência tecnológica de um simples parafuso, o que ouve foi o acompanhamento por parte de técnicos brasileiros da montagem deste satélite, em grande parte com peças de prateleira (já desenvolvidas) e mesmo assim eles não tiveram acesso completo, nem da documentação, nem em alguns momentos da montagem do satélite. Por que isso, simples leitor, os franceses podem ser tudo, menos idiotas.  Você já perguntou se os americanos comprariam um satélite de Defesa na mão dos franceses (e olhe que a França faz parte da OTAN) ou vice-versa? Será que os russos comprariam um satélite de Defesa na mão dos americanos e vice-versa? Leitor isto não acontece, Defesa é coisa muito séria nestes países, envolve segurança nacional. E outra, não se mistura comunicações civis com militares, são coisas distintas, sem contar o valor deste desatino que foi orçado inicialmente em R$ 1.2 bilhão e segundo esta matéria fechou em R$ 2 bilhões, ou seja, quase o dobro do orçamento inicial, tem coisa errada ai e muito errada em todos os sentidos, um completo desastre.

Brasileiros Criam Arapuca Para Pegar Partículas de Luz

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (02/12) no site “Inovação Tecnológica”, destacando que pesquisadores brasileiros estão criando arapuca para pegar partículas de luz.

Duda Falcão

ESPAÇO

Brasileiros Criam Arapuca Para
Pegar Partículas de Luz

Com informações da Unicamp
02/12/2016

[Imagem: Antonio Scarpinetti]
A arapuca de luz é um sensor que capturará sinais dos neutrinos.

Uma peça fundamental para o futuro da física está sendo criada na Universidade Estadual de Campinas.

Trata-se de uma tecnologia para captar sinais luminosos que serão produzidos na nova geração de detectores de neutrinos, observatórios atualmente em construção nos Estados Unidos e em outras partes do mundo.

A equipe chama seus dispositivos, feitos para aprisionar as partículas de luz, de arapucas, uma referência a pequenas armadilhas usadas para capturar pássaros - o objetivo agora é capturar fótons.

As arapucas fotônicas deverão ser testadas na Europa em 2017 e entrar em ação nos EUA em 2018.

A Teoria Não Explica

O neutrino é uma partícula subatômica sem carga elétrica e de massa muito pequena. Sua existência foi proposta em 1930, para explicar o aparente "desaparecimento" de parte da energia envolvida no processo radioativo conhecido como decaimento beta. Em vez de aceitar uma violação do princípio de que a energia não pode ser destruída, Wolfgang Pauli sugeriu que a energia perdida estaria sendo transportada por uma partícula neutra até então não observada.

Contudo, ao tapar um buraco, os físicos abriram outro. O problema é que mais tarde se descobriu que os neutrinos podem se transformar de um tipo em outro, algo que só pode ocorrer se eles tiverem massa. E essa oscilação - a transformação de um tipo de neutrino em outro - não cabe dentro do Modelo Padrão da Física de Partículas, a grande teoria que explica a composição da matéria, o eletromagnetismo e as forças nucleares - pelo Modelo Padrão, a massa do neutrino deveria ser zero.

"Então, isso significa que o modelo é incompleto, e que tem que ter alguma física além dele. É esta física nova que a gente está pesquisando, e dela o neutrino é o que a gente conhece melhor," explicou o pesquisador Ettore Segreto, um dos coordenadores do projeto arapuca.


Detectores de Neutrinos

A descoberta da oscilação do neutrino foi feita em um detector instalado no Japão, chamado Super Kamiokande, formado por um tanque cilíndrico contendo 50 mil toneladas de água extremamente pura. Como o neutrino praticamente não interage com a matéria em geral, o gigantismo do detector é necessário para oferecer o maior número possível de oportunidades de colisão entre os átomos da água e as partículas. Quando o neutrino se choca com a água a interação emite luz, um fenômeno conhecido como Efeito Cherenkov. Inúmeros sensores ao redor do tanque capturam essa luz, que dá informações sobre o neutrino original.

As arapucas serão usadas em uma nova geração de detectores de neutrinos, que não usarão mais água, e sim um gás nobre, o argônio, em estado líquido.

[Imagem: Kamioka Observatory/ICRR/University of Tokyo]
O detector Super-Kamiokande, assim como outros detectores de
neutrinos, estão entre os laboratórios mais profundos do mundo.

"A técnica do argônio líquido nasceu depois, e tem uma qualidade muito superior. Quando se compara uma imagem Cherenkov com uma imagem do argônio líquido, a imagem Cherenkov é apenas um anel luminoso. Já no argônio líquido é possível ver a trajetória das partículas deslocadas pelo neutrino. No argônio líquido dá para detectar todas as partículas que foram produzidas pela chegada do neutrino," explicou o pesquisador.

Além de buscar uma explicação para a oscilação do neutrino, os detectores de argônio líquido também devem oferecer janelas para outros mistérios na fronteira da física, como a natureza da matéria escura que mantém as galáxias coesas, que também se encontra além do Modelo Padrão, o possível - mas extremamente raro - decaimento do próton e a assimetria observada entre matéria e antimatéria no Universo.


Arapuca de Luz

A arapuca de luz é uma caixa retangular, branca, feita de teflon, com um par de pequenos sensores - cada um deles medindo 6x6 milímetros e instalado em cada face menor da caixa.

Uma das faces maiores é revestida por um filtro e por uma película química que, ao receberem o impacto de um fóton de ultravioleta produzido pelo choque de um neutrino (ou de um eventual "Wimp", que se imagina ser um "átomo" de matéria escura) com o argônio do tanque convertem-no em uma partícula de luz de energia menor, arremessando-a para o interior da caixa, de onde ela não tem como escapar.

Lá o fóton aprisionado ricocheteia até entrar em contato com um dos dois sensores, quando então o evento é registrado.

Experimento Profundo

O principal destino das arapucas será o Dune (Deep Underground Neutrino Experiment, ou "Experimento de Neutrino do Subsolo Profundo"). Um feixe de neutrinos gerado no Fermilab será projetado sob a terra, através de 1,3 mil quilômetros, até tanques de argônio líquido localizados no Laboratório Sanford.

Antes disso, no entanto, protótipos da arapuca de luz serão testados no Proto-Dune, uma prévia do Dune, em menor escala, que está sendo construído no CERN, mesma instituição europeia que abriga LHC (Grande Colisor de Hádrons).

A Unicamp planeja construir seu próprio laboratório de pesquisas com argônio líquido, que deverá ficar pronto no primeiro semestre de 2017. A instalação será usada nos testes e no aperfeiçoamento da arapuca.


Fonte: Site Inovação Tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Autoridades do MCTIC Interagem Com o Mundo da Ciência e Tecnologia

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (01/12) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que 'Autoridades do MCTIC' interagiram dia 30/11 com a mostra “Mundo da Ciência e Tecnologia”.

Duda Falcão

Autoridades do MCTIC Interagem Com
o Mundo da Ciência e Tecnologia

Coordenação de Comunicação Social
01/12/2016

Fotos: Junior/ CCS/AEB
Ministro Kassab visita o estande da AEB.

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, visitou na última quarta-feira (30.11) junto com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e autoridades da área, os estandes da mostra Mundo MCTIC – Pesquisa e Desenvolvimento de Ponta no Brasil. A exposição, aberta na segunda-feira (28.11), no Pavilhão de Exposição do Parque da Cidade, em Brasília, recebe milhares de jovens que ficam fascinados com o mundo da ciência, inovação e tecnologia.

Segundo afirmou o ministro Kassab essa mostra tem uma importância extraordinária, principalmente por seu caráter pedagógico e pela oportunidade de as crianças e jovens conhecerem o que se desenvolve aqui no país e, em especial, o que o poder público faz. “Isso pode despertar em futuros cientistas a vontade de, ao longo da vida, caminhar profissionalmente para o mundo da pesquisa, pois é por aí que a gente encontra o caminho para o desenvolvimento”.

No estande da AEB os visitantes participam das atividades no Planetário inflável, quando um projetor de 360 graus planeja imagens com o auxílio de programas de astronomia. O colaborador da AEB, Lucas Ferreira da Silva, afirma que o planetário é um lugar mágico onde acontecem aulas expositivas de Astronomia e Ciências Afins, e de onde é possível simular o céu noturno em qualquer hora e época do ano. Além das atividades no Planetário, as pessoas têm a oportunidade de conhecer maquetes de satélites e trajes de astronautas que podem ser utilizados para fotografias e também assistir palestras sobre o programa espacial.

Já no espaço da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), os jovens aprendem como funcionam os vídeos em 3D e exploram alguns programas de realidade virtual. “Aqui eles conhecem um reator nuclear, o que é muito interessante, já que é impossível fazer uma visita real a um local desses”, conta Eugênio Marins, do Instituto de Tecnologia Nuclear. Estão em exposição também programas para treinamentos e planejamento de segurança física, radiológica e nuclear.

Nesta quinta-feira (1º.12) a Mostra MCTIC realiza o 4º Circuito de Ciências das escolas da Secretaria de Educação do Distrito Federal. A disputa final envolve 197 trabalhos desenvolvidos por alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da Educação Profissional.

Ministro participa de sessão no planetário móvel da AEB.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Bolsista do INPE Recebe Prêmio na Área de Dinâmica Orbital

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (01/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que Bolsista do Instituto recebeu prêmio na Área de Dinâmica Orbital.

Duda Falcão

Bolsista do INPE Recebe Prêmio
na Área de Dinâmica Orbital

Quinta-feira, 01 de Dezembro de 2016

Bolsista de pós-doutorado e ex-aluno da Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia Espaciais (ETE) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Diogo Merguizo Sanchez recebeu o Prêmio Wagner Sessin, destinado ao melhor jovem pesquisador do Brasil na área de dinâmica orbital.

O prêmio foi entregue no dia 28 de novembro no XVIII Colóquio Brasileiro de Dinâmica Orbital, realizado em Aguas de Lindóia (SP).

O evento premia o pesquisador de até 35 anos que tenha se destacado por suas contribuições científicas e tecnológicas, em atividades realizadas principalmente no Brasil, em duas áreas: Astronomia Dinâmica e Planetária; e Mecânica Orbital e Controle.

Trata-se do quarto ex-aluno da Pós-graduação ETE do INPE, de um total de seis prêmios concedidos na área de Mecânica Orbital e Controle, a receber essa homenagem. Os anteriores foram Antonio Fernando Bertachini de Almeida Prado (2000), Ernesto Vieira Neto (2004) e Walkiria Schulz (2006).

Criado em 2000, o Prêmio é uma homenagem a Wagner Sessin (1946-1997), um dos mais brilhantes cientistas brasileiros na área da Mecânica Celeste e Astronomia Dinâmica, idealizador, junto a Sylvio Ferraz-Mello e Atair Rios Neto, dos Colóquios Brasileiros de Dinâmica Orbital.

Sylvio Ferraz-Mello, que comemorou seus 80 anos no evento em Águas de Lindóia, entregou o prêmio ao bolsista do INPE.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Alertas do DETER Estimam 779 km² de Corte Raso na Amazônia Entre Agosto e Outubro

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (01/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que Alertas do DETER estimam 779 km² de Corte Raso na Amazônia entre Agosto e Outubro.

Duda Falcão

Alertas do DETER Estimam 779 km² de Corte
Raso na Amazônia Entre Agosto e Outubro

Quinta-feira, 01 de Dezembro de 2016

Nos meses de agosto, setembro e outubro, os alertas de alteração na cobertura florestal por corte raso e degradação na Amazônia somaram 1.421 km². Deste total, estima-se que 779 km² são de áreas de desmatamento por corte raso e 611 km² correspondem à degradação florestal, além de 31 km² de desmatamentos não confirmados, conforme registro do DETER, o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

As distribuições das áreas de Alertas nos Estados em cada mês, bem como a respectiva cobertura de nuvens, são apresentadas na tabela a seguir.


DETER(*)
Ago (km²)
Nuvens
Ago (%)
DETER(*)
Set (Km²)
Nuvens
Set (%)
DETER(*)
Out (km²)
Nuvens
Out (%)
Acre
17,50
0
14,56
1
12,56
19
Amazonas
109,20
5
104,56
16
41,61
26
Maranhão
2,15
6
0
25
11,11
11
Mato Grosso
91,27
0
123,88
0
101,68
0
Pará
236,96
2
90,79
25
87,02
23
Rondônia
129,18
0
133,42
0
44,10
0
Roraima
12,94
14
3,55
23
34,70
11
Tocantins
4,04
0
1,01
0
13,40
0
TOTAL
603,24
4
471,77
15
346,18
14
(*) Soma das áreas de alerta de corte raso, degradação florestal e falsos positivos

Baseado em dados de satélites de resolução moderada (250 m) – Terra/MODIS, o DETER é uma ferramenta de suporte à fiscalização de desmatamento e demais alterações na cobertura florestal ilegais, prioritariamente orientado para as necessidades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). As imagens são analisadas e em prazo de até cinco dias após a passagem do satélite mapas de Alertas de alteração na cobertura florestal são enviados ao IBAMA. Os alertas podem se referir indistintamente ao desmatamento propriamente dito, quando há a remoção drástica da cobertura florestal por corte raso, e também a eventos de degradação florestal, que podem ser exploração madeireira por corte seletivo, preparação da área para o corte raso, localmente denominada brocagem, ou cicatrizes de incêndio florestal.

Os resultados do DETER devem ser analisados em conjunto com as informações sobre a cobertura de nuvens, que afeta a observação por satélites. As áreas em rosa dos mapas a seguir correspondem aos locais que estiveram encobertos no período. Nos mesmos mapas, os pontos amarelos mostram a localização dos Alertas emitidos pelo DETER.

Mapa de alertas de agosto, mês em que a cobertura de
nuvens impediu a observação de 4% da Amazônia. 
Mapa de alertas de setembro, mês em que a cobertura de
nuvens impediu a observação de 15% da Amazônia.
Mapa de alertas de outubro, mês em que a cobertura de
nuvens impediu a observação de 14% da Amazônia.
Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo sistema DETER.

Estimativa de Corte Raso e Degradação Florestal

Uma validação dos dados do DETER é realizada regularmente pelo INPE desde 2008 e, como resultado, obtém-se uma estimativa amostral da proporção de áreas de corte raso, de degradação florestal e de falsos positivos. A validação dos dados do DETER tem como objetivo caracterizar mensalmente os Alertas de Alteração na Cobertura Florestal na Amazônia. Para a qualificação, faz-se uso de imagens provenientes do satélite Landsat (ou similar), adquiridas em período equivalente as imagens MODIS utilizadas pelo DETER.

A tabela a seguir detalha as estimativas das áreas de Corte raso, Degradação e Falsos positivos calculados a partir dos resultados da validação do trimestre para toda Amazônia Legal.

Classe
Agosto
Setembro
Outubro
Total
Corte Raso
352,9
245,8
180,4
779,1
Degradação
235,9
216,1
159,3
611,3
Falso positivo
14,5
9,9
6,6
31,0
Soma
603,3
471,8
346,3
1421,4

A fatoração da área de alerta em corte raso e em degradação florestal atende a uma solicitação do IBAMA, ratificada por um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado em novembro de 2014 entre as duas instituições. A fatoração poderá ser aplicada toda vez que houver dados de satélites de alta resolução (20-30 m) disponíveis no mês em questão e com baixa cobertura de nuvens em quantidade suficiente para cobrir ao menos 30% dos eventos de alertas e 30% de sua área total.

Conforme o ACT firmado, a divulgação do DETER é referente a um trimestre, realizada no fim do mês seguinte ao término do trimestre e, além dos relatórios de dados (1) e de validação (2), o INPE divulga mapas da distribuição espacial das ocorrências de alertas de cada mês deste trimestre agregados em células de 50 km X 50km (3) e o mapa com os polígonos de alertas do trimestre anterior (4). O INPE também fornece uma interface gráfica para a visualização dos dados do DETER e outras informações pertinentes sobre as alterações da cobertura florestal na Amazônia (5).


Sistema DETER

Realizado pela Coordenação de Observação da Terra (OBT) do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisita.

O DETER utiliza imagens do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de cobertura de nuvens.

Os alertas produzidos pelo DETER foram concebidos e são produzidos para orientar a fiscalização do desmatamento ilegal na Amazônia. Os mapas de alertas do DETER são enviados diariamente ao IBAMA com a localização precisa de eventos de desmatamento e degradação florestal e um indicativo de área que tem qualidade limitada pela resolução do satélite, que permite representação acurada de área apenas para eventos de tamanho superior a 100 ha.

Por isso, o INPE não recomenda que os dados de área de alertas do DETER sejam utilizados como indicativo do andamento da intensidade de desmatamento. Para medir esta intensidade o INPE produz desde 1988 o mapa de desmatamento feito com imagens de resolução de 20 a 30 m (Landsat, CCD/CBERS, LISS3/ResourceSAT, DMC e SPOT). Deste mapa o INPE calcula a taxa de desmatamento anual em km² medida pelo PRODES.

A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.

Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas com evidência de degradação decorrente de extração de madeira, preparação para desmatamento (brocagem) ou incêndios florestais, que podem ser parte do processo de desmatamento na região.

A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta ainda um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como demais dados relativos ao DETER, podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)