sábado, 24 de junho de 2017

Detecção de Ondas Gravitacionais Vence o Prêmio Princesa das Astúrias. INPE Participou da Descoberta

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (23/06) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que com a participação deste instituto, a pesquisa internacional que detectou Ondas Gravitacionais venceu o prêmio “Princesa das Astúrias de Investigação Científica e Técnica 2017”.

Duda Falcão

Detecção de Ondas Gravitacionais Vence
o Prêmio Princesa das Astúrias.
INPE Participou da Descoberta

Sexta-feira, 23 de Junho de 2017

A pesquisa internacional em torno do Observatório Interferométrico de Ondas Gravitacionais LIGO (do inglês Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory) foi a vencedora do Prêmio Princesa de Astúrias de Investigação Científica e Técnica 2017.

A detecção de ondas gravitacionais, que confirmou parte fundamental da Teoria Geral da Relatividade formulada por Albert Einstein, foi realizada por um time de vários países, entre eles cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

Promovido pela Fundação Princesa de Astúrias, da Espanha, o prêmio foi concedido neste mês aos físicos Rainer Weiss, Kip Thorne e Barry Barish, e todo o grupo LIGO, por “responder a um dos desafios mais importantes da física em toda sua história”.

A Colaboração Científica LIGO possui seis membros na Divisão de Astrofísica do INPE: Odylio Denys Aguiar, César Augusto Costa, Márcio Constâncio Jr, Elvis Camilo Ferreira, Allan Douglas dos Santos Silva e Marcos André Okada.

O grupo do INPE trabalha no aperfeiçoamento da instrumentação de isolamento vibracional e térmica do LIGO, na sua futura operação com espelhos resfriados. O principal objetivo é aumentar a sensibilidade dos detectores para observar mais fontes de ondas gravitacionais.

Além disso, o grupo atua na caracterização dos detectores, buscando determinar as suas fontes de ruído e a minimização dos seus efeitos nos dados coletados, permitindo que sinais de ondas gravitacionais fortes sejam mais facilmente localizados.

A primeira detecção de ondas gravitacionais foi realizada em 2015 e inaugurou um novo campo da astronomia. Depois disso, o LIGO fez outras duas observações diretas, a última anunciada no início deste mês.

Ondas gravitacionais carregam informações sobre suas origens e sobre a natureza da gravidade que não podem ser obtidas de outra forma. As ondulações no tecido do espaço-tempo provocadas pela colisão de buracos negros haviam sido previstas, mas nunca observadas antes do LIGO.

De acordo com a relatividade geral, um par de buracos negros orbitando entre si perde energia através da emissão de ondas gravitacionais, fazendo-os se aproximarem gradativamente ao longo de bilhões de anos e bem mais rápido nos minutos finais. Durante a fração final de segundo, os buracos negros colidem um contra o outro com velocidade aproximadamente igual à metade da velocidade da luz e formam um buraco negro mais massivo, convertendo em energia uma porção da massa total do par, de acordo com a fórmula de Einstein E=mc2.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

11º Encontro de Física do ITA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (19/06) no site do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), tendo como destaque o “11º Encontro de Física do ITA” que se realizará de 10 a 14/07.

Duda Falcão

Notícias

11º Encontro de Física do ITA

Divisão de Comunicação Social – ITA
19/06/2017


De 10 a 14 de julho, o ITA realiza o 11º Encontro de Física, coordenado pelo Departamento de Física do Instituto. O evento tem se consolidado como um importante momento de discussão e divulgação de pesquisas relacionadas às áreas de atuação do ITA, além de promover a interação científica entre pesquisadores, estudantes de pós-graduação e de graduação em Física e Engenharia.

Por meio de minicursos, seminários e apresentações de painéis, o encontro abordará temas como cosmologia, nanotecnologia, física de plasmas, bioengenharia, mecânica quântica, astrobiologia, e óptica e lasers. Os painéis serão apresentados por estudantes de pós-graduação e iniciação científica do ITA. Os participantes visitarão, ainda, laboratórios do instituto, do IEAv, do Inpe, da Embraer e Avibrás.

As inscrições para o 11º Encontro de Física do ITA já estão abertas e devem ser realizadas até o dia 23 de junho. Todas as informações estão disponíveis no site evfita.ita.br(link is external).

Confira o programa já confirmado para o evento:

Palestra de Abertura – A situação Energética Brasileira

Com José Goldemberg, professor, doutor, físico e político brasileiro, membro da Academia Brasileira de Ciências. Foi reitor da Universidade de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de Física. Também presidiu a Companhia Energética de São Paulo (CESP).

No governo federal, foi secretário da Ciência e Tecnologia, ministro da Educação e secretário do Meio Ambiente. No Estado de São Paulo, foi também secretário do Meio Ambiente. Em agosto de 2015 foi nomeado presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, cargo que ocupa até hoje.

Foi pesquisador no High Energy Physics Laboratory da Universidade de Stanford e professor das unidades de Paris (França) e Princeton (Estados Unidos).

Cursos

* Prof. Dr. Gilberto Petraconi (ITA): Física de plasmas e descargas elétricas

* Prof. Dr. Nicolau A. S. Rodrigues (ITA): Ablação a laser e separação de isótopos

* Prof. Dr. Brett V. Carlson (ITA): Reações nucleares

Seminários

* Prof. Dr. Tobias Frederico (ITA): Átomos frios e núcleos leves: uma física universal

* Prof. Dr. Rafael A. Couceiro (INPE): Sólitons: dos canais escoceses para o universo

* Prof. Dr. Manuel Malheiro (ITA): Do núcleo às estrelas

* Prof. Dr. Argemiro S. S. Sobrinho (ITA): Tecnologia de plasma aplicada a engenharia de materiais

* Prof. Dr. Gilmar P. Thim (ITA): Polietileno de alta densidade reforçado com nanotubos de carbono

* Maj. Brig. José E. Matieli (ITA): O laboratório de bioengenharia do ITA – A realidade do conhecimento compartilhado

* Prof. Dr. Érico L. Rempel (ITA): Teoria do caos aplicada a plasmas espaciais e astrofísicos

* Prof. Dr. Pedro H. R. S. Moraes (ITA): Cosmologia - A origem, evolução e composição do universo

* Prof. Dr. Sérgio Pilling (ITA/Univap): Influência de raios-x em mundos congelados do sistema solar e suas implicações nas áreas de astroquímica e astrobiologia

Visitas

* Embraer
* Avibrás
* Laboratórios do ITA
       Laboratório de Plasmas e Processos
       Laboratório de Óptica e Espectroscopia
       Laboratório de Nanotecnologia
       Centro de Competência em Manufatura (CCM)
       Laboratório de Engenharia Aeronáutica (Feng)

* Inpe (LIT)
* Laboratórios do IEAv


Fonte: Site do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Brasil e Rússia Trabalham em Conjunto Para Desenvolver Sistemas de Georreferenciamento

Olá leitor!

Pelo que foi divulgado na mídia, a pauta principal de interesse na área espacial durante à recente a visita do Presidente Temer a Moscou, na Rússia, foi à possibilidade de ampliação da parceira Russo/Brasileira no uso do Sistema de Navegação Global GLONASS, e das suas tecnologias associadas.

Vale lembrar que como fruto desta parceria, já existem quatro estações GLONASS em funcionamento no Brasil e algumas universidades brasileiras já estão envolvidas no desenvolvimento de tecnologias para este sistema, como o próprio leitor poderá observar na reportagem em vídeo abaixo. Reportagem esta exibida dia 22/06 pelo programa "REPORTER NBR" da TV NBR do Governo Federal.


Vale aqui também mais um agradecimento ao nosso incansável leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio desta matéria em vídeo.

Duda Falcão

Putin Se Oferece Para Lançar Foguetes da Base de Alcântara

Olá leitor!

Trago agora para você a matéria publicada na edição de ontem (22/06) do o jornal “O Estado do Maranhão” de São Luís, destacando que durante a visita do presidente Michel Temer a Moscou, o presidente russo, Vladimir Putin, se ofereceu para lançar foguetes da Base de Alcântara.

Duda Falcão

MUNDO

Putin Se Oferece Para Lançar
Foguetes da Base de Alcântara

Presidente russo manifestou interesse em ajudar o Brasil a desenvolver seu
lançador de satélites; Brasil e Rússia anunciaram acordo para
tentar alinhar objetivos de política externa.

Redação
O Estado Do Maranhão
22/06/2017

Foto: Reuters
Os presidentes Vladimir Putin (à esq.) e Michel Temer
se cumprimentam no Kremlin, em Moscou.

MOSCOU - Em encontro com Michel Temer, no Kremlin, em Moscou, ontem, o presidente russo Vladimir Putin se ofereceu para lançar foguetes da base de Alcântara (MA) e ajudar o Brasil a desenvolver seu lançador de satélites, programa que rasteja desde 2003. Temer, por sua vez, se disse interessado em ampliar testes do sistema GLONASS, o GPS russo, que tem quatro bases no Brasil. “Queremos novas alianças tecnológicas”, afirmou Putin.

Na ocasião, os dois assinaram declaração conjunta chamada “Diálogo estratégico”, na qual defendem o combate ao aquecimento global como “inadiável” e a solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina – para ficar em dois exemplos de antagonismo aTrump. “O Brasil é um parceiro chave da Rússia”, reafirmou o russo, enfatizando os “aspectos econômicos" da relação entre os países.

No campo econômico, foram assinados atos concretos que visam melhorar a corrente de comércio entre os países, que está em irrisórios US$ 4,3 bilhões anuais (R$ 14,25bi). Não houve nenhum ato concreto, além de conversas conjuntas, sobre o principal produto que Brasil exporta para a Rússia, carne bovina. “Após uma queda no ano passado, as trocas comerciais estão crescendo”, afirmou Putin, que citou interesse energético das gigantes Rosneft (petróleo) e Gazprom (gás).

“Renovamos a parceria estratégica”, disse Temer, que, como seria previsível, não citou suas dificuldades internas em declaração à imprensa. Ao contrário, exaltou “o compromisso do governo com a agenda de reformas”, ignorando a derrota de terça, 20, na tramitação da reforma trabalhista. “Tal como a Rússia, o Brasil voltou a crescer”, disse – ambos os países tentam deixar recessões.

No campo externo, não que sejam posições políticas novas para os dois países, mas inédito é o contexto político americano e a declaração conjunta em si. O isolacionismo de Trump é atacado de forma indireta, com a exortação do sistema multilateral e das instituições internacionais.

Conflitos

A resolução de conflitos por meio de organismos como a ONU é considerada “imperativa” na declaração, em oposição ao unilateralismo bélico de Trump, já demonstrado na Síria e Afeganistão.

Os países também concordaram com o processo de tentativa de solução da guerra civil síria largamente comandado pelo Kremlin, com aval da ONU. O apoio brasileiro já existia, mas foi formalizado e ocorre numa semana em que a Rússia anunciou a virtual criação de uma zona de exclusão aérea no país árabe, onde atua em favor da ditadura local desde 2015, ameaçando abater aviões americanos."Defendemos uma segurança igual, e não dividida, para todos", afirmou Putin.

Conselho de Segurança

Os russos novamente manifestaram apoio à entrada do Brasil num Conselho de Segurança reformado, o que até aqui não significou políticas objetivas.

Não deixou de ser irônico o pedido de esforço mútuo no combate à corrupção, dada a avalanche de denúncias contra Temer e seu governo e os recentes protestos em massa contra Putin na Rússia, por esse exato motivo. Os russos se comprometeram a negociar cooperação tecnológica na área nuclear, visando fazer um depósito decrementos radioativos da usina de Angra 3, paralisada no escopo dos escândalos apurados pela Operação Lava Jato, e eventual
instalação de novas unidades no Brasil.

RELAÇÃO

Presidentes Assinam 5 Atos

Três são sobre economia:

1 - Instalar mecanismos de intercâmbio alfandegário para desburocratizar o processo de liberação prévia de envios de carga.

2 - Programa de estímulo a investimentos mútuos.

3 - Intercâmbio de dados sobre sistemas alfandegários entre o Brasil e a União Euro-asiática,
bloco de seis países liderado pela Rússia.

Outros dois são políticos:

1 - Implantação de um processo de consultas políticas permanentes entre ambos os governos, criando um grupo de trabalho para isso.

2 - Estabelecimento de uma agenda comum de política externa, a ser defendida em fóruns como a ONU e o BRICS, bloco integrado pelos dois países.


Fonte: Jornal O Estado do Maranhão - 22/06/2017

Comentário: Hummm, por essa matéria o Presidente Temer não me pareceu muito interessado em aceitar esta proposta do Presidente Putin, coisa que não me surpreende. Será que a agenda do Ministro Raul Jungmann difere da do Temer???? Kkkkkkkk, tenha calma, não viaje na maionese, por enquanto muito provavelmente não. Aproveito para agradecer ao nosso leitor maranhense Edvaldo Coqueiro pelo envio dessa matéria.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

INPE e Aeronáutica Desenvolvem Motor e Combustível Sustentável para uso em foguetes e satélites

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo publicado na a edição de Junho de 2015 da “Revista Pesquisa FAPESP” destacando que a FAB e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estão desenvolvendo Motores a Combustível Sustentável para uso em Foguetes e Satélites.

Duda Falcão

TECNOLOGIA

Propulsão Verde

INPE e Aeronáutica desenvolvem Motor e Combustível
Sustentável Para Uso em Foguetes e Satélites

YURI VASCONCELOS
Revista Pesquisa FAPESP
ED. 256 - JUNHO 2017

© LÉO RAMOS CHAVES
Sequência da reação química entre gota de
peróxido de hidrogênio e o combustível formado
por etanol, etanolamina e sais de cobre. A
temperatura chega a 900 ºC e os gases fariam a
propulsão de um satélite em órbita. O experimento
foi realizado no INPE, em Cachoeira Paulista.
Utilizar um combustível renovável para foguetes e satélites, com baixo índice de toxicidade, menos agressivo à saúde humana e mais amigável ao meio ambiente, é o objetivo de dois grupos de pesquisa brasileiros, um do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e outro no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), braço de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do Comando da Aeronáutica. No INPE, cientistas do Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP), em Cachoeira Paulista (SP), desenvolveram um novo combustível espacial, também chamado de propelente, que tem entre seus ingredientes o etanol e o peróxido de hidrogênio, a popular água oxigenada. Um diferencial do combustível é que ele não precisa de uma fonte de ignição, como uma faísca, para entrar em combustão e fazer o motor funcionar. No IAE, em São José dos Campos (SP), a pesquisa foi realizada em conjunto com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), direcionada ao desenvolvimento de um motor para veículos lançadores de satélite que funcione com etanol e oxigênio líquido.

Os principais propelentes utilizados em foguetes e satélites são a hidrazina, que é o combustível, e o tetróxido de nitrogênio, a substância que provoca a reação de queima. Essas substâncias apresentam bom desempenho em propulsores, mas têm desvantagens. Além de serem caros, a hidrazina e seus derivados são cancerígenos, o que requer um cuidado muito grande com o seu manuseio. Já o tetróxido de nitrogênio pode ser fatal após alguns minutos de exposição, em caso de vazamento ou má manipulação.

A busca por um combustível espacial alternativo, menos nocivo à saúde e ao ambiente, não é uma exclusividade de instituições brasileiras. “Agências espaciais de vários países – entre elas a NASA, dos Estados Unidos – fazem pesquisa nesse sentido”, afirma o engenheiro Carlos Alberto Gurgel Veras, diretor da Divisão de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB). “Como o Brasil não domina o ciclo de produção dos propelentes tradicionais usados em motores de foguetes, desenvolver um combustível alternativo a eles seria um avanço significativo para o setor”, destaca Gurgel. Ter um combustível de fácil aquisição no país, em grande parte renovável e a preços baixos, faz parte do pacote de desenvolvimento tecnológico a ser conquistado pela indústria aeroespacial brasileira. Há mais de 20 anos, o INPE desenvolve satélites de pequeno porte de coleta de dados ambientais e, em conjunto com a China, para sensoriamento remoto, destinados à captação de imagens da superfície terrestre. Todos foram lançados por foguetes estrangeiros.

O Brasil possui tecnologia de motores de propulsão com combustíveis sólidos para pequenos foguetes usados em experimentos científicos e tecnológicos. “Nosso principal objetivo é dominar as tecnologias necessárias para o desenvolvimento de um motor de foguete movido a propelente líquido. Para lançar satélites de grande porte é imprescindível o emprego desse tipo de propulsão”, afirma o engenheiro metalúrgico Daniel Soares de Almeida, gerente do projeto no IAE.

Especialista em combustíveis de foguetes e professora do curso de engenharia aeroespacial da Universidade Federal do ABC (UFABC), em São Bernardo do Campo (SP), a engenheira química Thais Maia Araujo considera importante que o Brasil trabalhe na criação de um propelente renovável para o setor. “O combustível em desenvolvimento no INPE, além de ser mais seguro e fácil de manusear, é mais barato do que os propelentes tradicionais e tem o apelo da sustentabilidade. O etanol é um combustível renovável e largamente disponível no Brasil”, comenta.

O esforço do INPE para criar um propelente espacial à base de etanol teve início há três anos. Coordenada pelo químico industrial Ricardo Vieira, chefe do LCP, a pesquisa teve a participação do doutorando Leandro José Maschio, da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (USP). Embora possa ser usado em foguetes, o novo combustível é indicado principalmente para satélites. “Nosso propelente pode ser mais bem utilizado nos chamados motores de apogeu, usados na transferência de órbita de satélites”, explica Vieira. Após serem lançados no espaço, esses aparelhos precisam se posicionar na órbita correta e o deslocamento é feito por propulsores existentes no próprio artefato.

© IAE
Maquete do foguete L75 desenvolvido
no IAE, que funciona com etanol
e oxigênio líquido.
Adição Estratégica

O novo propelente, segundo Vieira, tem uma eficiência próxima à dos combustíveis tradicionais. “A composição contém cerca de 30% de etanol, 60% de etanolamina [composto orgânico resultante da reação entre o óxido de etileno e amônia] e 10% de sais de cobre”, conta o chefe do LCP. “A adição de etanol foi puramente estratégica, uma vez que o Brasil é um grande produtor de álcool. Entretanto, durante o desenvolvimento, constatamos que o etanol aumentou o desempenho do motor, reduziu o tempo de ignição da mistura e barateou o combustível.”

Para fazer o motor funcionar, a mistura formada por etanol, etanolamina e sais de cobre reage com o peróxido de hidrogênio. “Ele funciona como um oxidante ao fornecer oxigênio para a reação, elemento inexistente no espaço. O peróxido de hidrogênio se decompõe quando entra em contato com o combustível. A reação é catalisada pelo cobre, gera calor – em torno de 900 oC –, o que provoca a ignição do etanol da etanolamina”, explica Vieira. O resultado é a produção de grande volume de gases, responsável pela propulsão desejada. A combustão espontânea é proporcionada diretamente pelo contato dos componentes químicos. A mistura é controlada por softwares e, havendo possibilidade, pela interferência de técnicos da terra.

Outra vantagem é o baixo custo. O INPE importa hidrazina por cerca de R$ 700 o quilo (kg) e tetróxido de nitrogênio por R$ 1,3 mil/kg. “Estimamos que o combustível à base de etanol e etanolamina venha a ter um custo aproximado de R$ 35/kg e o peróxido de hidrogênio a R$ 15/kg. Como um satélite carrega mais de 100 kg de propelente, a economia é grande nesse aspecto, porém relativamente pequena em relação ao custo final do aparelho”, ressalta Vieira. “Mas se levarmos em conta sua aplicação futura em estágios de foguetes lançadores de satélites, a economia passa a ser bastante significativa.”

Para demonstrar que o propelente é viável e funciona, o INPE projetou e testou em seu laboratório um propulsor empregando o novo combustível com sucesso. De acordo com Vieira, o próximo passo seria fabricar um motor maior e realizar ensaios no vácuo, simulando as condições do espaço. “Segundo o pesquisador, a AEB já demonstrou interesse em financiar a fabricação e os testes de um motor empregando o combustível à base de etanol. “Se estabelecermos bem o ciclo para a realização do projeto e encontrarmos os parceiros certos, creio que o motor movido a etanol e etanolamina pode ficar pronto em 10 anos”, afirma Gurgel.

No IAE, a equipe encarregada do projeto de um motor de foguete alimentado por etanol deu um passo importante com a realização de testes bem-sucedidos. Os ensaios foram feitos no final do segundo semestre de 2016 nos laboratórios do Instituto de Propulsão Espacial do DLR, em Lampoldshausen, na Alemanha, colaborador do IAE no projeto. O motor L75 emprega etanol de melhor qualidade do que o automotivo e oxigênio líquido. Seu nome é uma referência ao combustível líquido (L) e empuxo do motor (a força que o empurra) de 75 quilonewtons (kN) – o suficiente para tirar do chão um caminhão de 7,5 toneladas.

© IAE
Bancada de testes de motores no IAE,
em São José dos Campos.
Desempenho Duplo

O projeto do motor L75 teve início no IAE em 2008 e cinco anos depois passou a contar com a colaboração de técnicos e cientistas do DLR. Nos ensaios feitos este ano na Alemanha, foram testados dois cabeçotes de injeção de combustível com conceitos distintos, desenvolvidos simultaneamente por pesquisadores do IAE e do DLR. O objetivo dos ensaios foi verificar parâmetros de desempenho de combustão e definir a melhor tecnologia propulsiva. Os dois cabeçotes diferem na forma como o combustível é pulverizado na câmara de combustão e misturado ao oxigênio.

“Nessa primeira série de ensaios, os principais objetivos foram atingidos”, ressaltou a engenheira aeroespacial alemã Lysan Pfützenreuter, gerente do projeto no DLR. “Foi realizado com êxito um total de 42 ignições durante um período de 20 dias. Pudemos analisar de perto, entre outras coisas, o comportamento e a estabilidade do sistema durante a ignição e o arranque na câmara de empuxo.” Análises preliminares dos resultados mostraram que os dois cabeçotes tiveram desempenho similar.

A cooperação entre o IAE e o DLR remonta o final da década de 1960, quando o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, foi usado para lançar foguetes relacionados a experimentos científicos do Instituto Max Planck para Física Extraterrestre. Por volta do ano 2000, a cooperação se fortaleceu com um acordo para o desenvolvimento conjunto de um foguete de sondagem de dois estágios, que viria a ser batizado de VSB-30 e que fez seu voo de qualificação em 2004. Mais recentemente, em 2012, os alemães empregaram um foguete suborbital brasileiro, o VS-40M, para levar ao espaço o experimento Shefex II (Sharp Edge Flight Experiment), cujo objetivo foi desenvolver tecnologias-chave, como sistemas de proteção térmica, para naves espaciais com capacidade de ir ao espaço e retornar à Terra, suportando as duras condições de reentrada na atmosfera.

Segundo o IAE, ainda serão necessários cerca de 10 anos para que o motor L75 realize seu primeiro voo de qualificação, quando todos os parâmetros do propulsor serão testados. O projeto foi dividido em quatro etapas (estudo de viabilidade, projeto preliminar, projeto detalhado e qualificação) e encontra-se hoje na conclusão da segunda fase. “A próxima é elaborar o projeto detalhado, o que deve ocorrer entre 2017 e 2021. Depois, para o período 2022-2026, o motor L75 entrará na fase de qualificação, podendo, após esse período, realizar seus primeiros voos”, afirma Almeida.

© DLR
Teste do motor L75 realizado em 2016 no Centro Espacial
Alemão, em parceria com pesquisadores brasileiros.
Alternativas Pelo Mundo

A NASA e a ESA têm projetos de propelentes que podem substituir com vantagens a hidrazina
A agência espacial norte-americana, NASA, planeja testar ainda este ano um propelente alternativo à hidrazina, tradicional combustível de foguetes. Batizado de AF-M315E, ele é um líquido à base de nitrato de amônia, substância mais fácil de obter e menos perigosa de manipular que a hidrazina. Iniciado em 2012, o programa Green Propellant Infusion Mission (Missão de Desenvolvimento de Propelente Verde) da NASA conta com a parceria do Laboratório de Pesquisas da Força Aérea dos Estados Unidos, responsável pela criação do combustível, e das empresas americanas Aerojet Rocketdyne, que projetou o propulsor, e Ball Aerospace & Technology, gestora do projeto. Segundo a Ball, o novo propelente tem desempenho quase 50% superior ao dos sistemas que usam a hidrazina. Com isso, um mesmo tanque pode levar um volume maior de AF-M315E, ampliando, em tese, a duração de missões espaciais.

O novo propelente é considerado verde pelos norte-americanos porque tem vantagens ambientais, como a de ser menos tóxico do que a hidrazina. Ele será usado para manobrar um satélite de pequeno porte no espaço. Durante 13 meses, serão feitas alterações na altitude e inclinação orbital do artefato para demonstrar a viabilidade do sistema propulsivo.

A Agência Espacial Europeia (ESA) também tem candidatos a combustível verde. Um dos projetos  é o do monopropelente LMP-103S, desenvolvido pela empresa sueca Ecaps, parceira da ESA.  O principal ingrediente é uma substância conhecida como dinitramida de amônio (ADN), obtida por meio de processos químicos cujos resíduos são menos nocivos ao ambiente quando comparados aos de outros propelentes espaciais. Metanol, amônia e água também entram em sua formulação.

O novo combustível, segundo a Ecaps, é mais estável, eficiente e seguro de ser manuseado do que a hidrazina. Com ele é possível reutilizar componentes dos sistemas propulsivos que usam a hidrazina.

Projeto

Estudo da ignição hipergólica do peróxido de hidrogênio com etanol cataliticamente promovido (nº 14/23149-2); Modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular; Pesquisador responsável Ricardo Vieira (IINPE); Investimento R$ 156.558,58.

OBS: Veja mais nesta reportagem exibida dia 08/04/2017 pelo Jornal da Record da Rede Record de Televisão sobre este combustível desenvolvido pelo INPE.




Fonte: Revista Pesquisa FAPESP - Edição 256 – Junho de 2015

Comentário: Bom leitor eu pensei muito se deveria ou não postar essa notícia aqui, já que sinceramente não acredito que essas iniciativas do INPE e do IAE venham realmente serem uteis algum dia para o Programa Espacial Brasileiro (PEB) e muito provavelmente, se chegarem a fabricar protótipos, os mesmos acabem como peça de museu do Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB), em São José dos Campos-SP, como uma lembrança de uma sociedade que não tem comprometimento com nada. É muito facil visualizar este fim melancôlico já que exemplos não faltam e também pelos fatos aqui apresentados nesta mesma matéria. Escute bem leitor, não há razão nenhuma que justifique o emprego de mais dez anos de desenvolvimento nesses projetos, afinal ja existe um conhecimento acessível enorme sobre este tema, não é de agora que se faz motores movidos a etanol e a literatura sobre o assunto e vasta e acessível a todos. Porém se o DLR estiver conduzindo o desenvolvimento de seu projeto de motor com comprometimento, não dou nem mais tres anos para que o motor alemão faça seu voo de qualificação. Mas então porque no Brasil é assim Duda? Ora leitor, fora o problema de contingenciamento de recursos contantes que o PEB enfrenta, não há compromisso nenhum do governo em realizar nada que não venha colaborar com os seus interesses nefastos, e como não há esse compromisso, não há cobrança, e não havendo cobrança de quem quer que seja, fica cada um por si defendendo o seu, e nada melhor num universo como esse esticar o projeto e permanecer no emprego até que surja algo melhor. Triste, mas é esta a nossa realidade. Monte uma equipe de Engenheiros Aeroespaciais séria, comprometida e motivada, forneça os recursos financeiros e logísticos necessários e cobre por resultados que em três ou quatro anos esta equipe desenvolve um protótipo de voo de um motor tipo o L75. O resto é conversa fiada. Aproveito para agradecer ao leitor Cláudio André pelo envio dessa matéria e ao leitor Jahyr de Jesus Brito pelo envio do vídeo.

Nova Atualização de Nossas Campanhas

Olá leitor!

Mais uma quinta-feira  do mês de junho e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até agora 16 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCEFABCEFEC, Grupo Carl Sagan, Grupo CEPAGrupo GREAVE, Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial (GDAe) da UFC, Grupo Pionners,  Grupo Supernova Rocketry, Infinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTA,, PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Projeto Jupiter  e UFABC Rocket Design. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS: Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, até o momento apenas três colaboradores realizaram as suas contribuição no mês de junho no vakinha.com.br. Eles foram:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Leo Nivaldo Sandoli
3 - Sérgio de Melo Moraes

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

Brasil é Uma das Prioridades da Rússia, diz Pútin a Temer

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante e esclarecedora matéria postada ontem (21/06) no site da versão em português da “Gazeta Russa” tendo como destaque a visita do Presidente Temer a Federação Russa. Vale a pena conferir.

Duda Falcão

POLÍTICA

Brasil é Uma das Prioridades
da Rússia, diz Pútin a Temer

Declaração conjunta, assinada entre presidentes nesta quarta-feira (21)
em Moscou, abrange desde política externa a cooperação espacial.
Chefes de Estado se comprometeram a somar esforços para
combater ameaças latentes, como terrorismo.

Por PÁVEL RÍTSAR,
GAZETA RUSSA
21 de junho de 2017

Foto:Kremlin.ru
Ano de 2018 marcará 190 anos do estabelecimento relações
diplomáticas entre Brasil e Rússia, enfatizou Pútin.

O Brasil “é, sem dúvidas, uma das prioridades da Rússia e um dos parceiros mais importantes na América Latina”, disse o presidente russo Vladímir Pútin, nesta quarta-feira (21), ao iniciar a conversa no Kremlin com seu homólogo brasileiro, Michel Temer.

Apesar do declínio do comércio bilateral em 2016, “o crescimento já ultrapassou a marca dos 30% nos primeiros quatro meses deste ano”, acrescentou o chefe de Estado russo.

Durante as conversações em Moscou, os dois líderes discutiram sobre status atual das relações bilaterais, situação na Síria e no Oriente Médio, iniciativas planejadas para combate à corrupção e ao terrorismo, cooperação no espaço, e, ao fim, assinaram uma declaração conjunta que estabelece um diálogo estratégico na área de política externa.

“Ele [o documento] prevê maior nível de coordenação de nossos países na luta contra novos desafios e ameaças, como terrorismo, manutenção da estabilidade, medidas de não proliferação nuclear e no controle dos armamentos”, explicou Pútin.

O presidente observou que ambos os países “cooperam construtivamente no âmbito das Nações Unidas, G20, Organização Mundial do Comércio”, e ainda operam juntos no Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

De acordo com a declaração, a Rússia e o Brasil irão empreender esforços “para construir um sistema de relações internacionais mais justo, democrático e multipolar baseado no papel central das Nações Unidas, na supremacia do direito internacional e em atividades conjuntas dos membros da comunidade global”. As partes enfatizaram ainda a importância de medidas destinadas a promover a reforma da ONU.

Um acordo sobre a visita oficial de Pútin ao Brasil também foi incluído no comunicado conjunto. Mas o porta-voz do Kremlin, Dmítri Peskov, adiantou que a viagem do presidente russo dificilmente ocorrerá antes do final do ano. “As datas não foram definidas. Elas [serão especificadas] por meio de canais diplomáticos”, disse Peskov, a um repórter da TASS.

Na noite anterior, Pútin e Temer compareceram ao Teatro Bolshoi, na capital russa, para assistir a um espetáculo com os vencedores da 13ª Competição Internacional de Bailarinos e Coreógrafos.

Novas Ameaças

No documento, os líderes corroboraram a necessidade de “melhorar a coordenação para combater novas e velhas ameaças” e manifestaram apoio às atividades da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). “A Rússia e o Brasil irão considerar a possibilidade de ampliar a parceria no campo do uso pacífico da energia nuclear”, lê-se na declaração.

O documento aponta para o terceiro reator da Usina Nuclear de Angra, concluído recentemente, bem como para a construção de novas usinas nucleares no Brasil. 

Além disso, menciona a importância de “reforçar os esforços globais na luta contra a corrupção, com a ONU desempenhando um papel central”.

“A cooperação anticorrupção deve se concentrar na obtenção de resultados práticos, com base nos sistemas jurídicos nacionais e realizados em atmosfera despolitizada, sem qualquer pressão sobre os Estados soberanos”, continua o comunicado.

Síria e Oriente Médio

De acordo com a declaração assinada por Pútin e Temer, o acordo na Síria deve ser alcançado “com base na Resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU e no processo político conduzido pelos sírios para preservar a independência, a integridade e a soberania da Síria, e a estima pelos interesses legítimos do povo sírio”.

Moscou e Brasília confirmaram o apoio às negociações de paz de Genebra e destacaram o acordo alcançado em Astana para criar zonas de ‘desescalada’ na Síria.

Ambos os líderes expressaram preocupação com os desenvolvimentos no Oriente Médio e no Norte da África e defenderam a solução do conflito palestino-israelense sob o princípio de coexistência pacífica.

Cooperação Espacial

Rússia e Brasil também estão estudando as possibilidades de ampliar a cooperação na esfera espacial, disse Pútin após negociações com Temer.

“Estão sendo estudadas as possibilidades de lançamentos conjuntos a partir do cosmódromo brasileiro e a produção conjunta de foguetes portadores de pequeno e médio porte”, disse o presidente russo. Também “há ideias para o desenvolvimento da cooperação na esfera de monitoramento remoto da Terra”, acrescentou Pútin.

No início de abril passado, a agência espacial russa Roscosmos lançou um sistema optoeletrônico para detecção de lixo espacial no Observatório do Pico dos Dias, no sudoeste de Minas Gerais. Além disso, quatro estações terrestres do sistema de navegação global russo Glonass já estão em operação no território brasileiro.

Nesse aspecto, Temer manifestou interesse em expandir a rede de estações Glonass, uma alternativa ao GPS, no Brasil. “Nós avaliamos positivamente a experiência de criar as estações do sistema russo Glonass no Brasil”, disse o presidente.

As partes debateram ainda outras oportunidades de interação no setor de alta tecnologia. “Consideramos promissor o trabalho para (...) criação de novas alianças tecnológicas. Uma delas foi estabelecida pela Fundação Skôlkovo [perto de Moscou] e pelo Vale do Silício Brasileiro [na região de Campinas]”, disse Pútin.

Mercosul Mais União Eurasiática

Na manhã desta quarta-feira, o presidente brasileiro também manteve negociações com o primeiro-ministro russo, Dmítri Medvedev, e exortou os empresários locais a investir ativamente na economia do país.

“Nossa principal tarefa é oferecer novas ideias sobre a necessidade de impulsionar os investimentos mútuos nos dois países”, disse Temer, antes de acrescentar que “há mais de 50 setores, incluindo indústria elétrica, e setores de gás e petróleo que podem ser interessantes para Rússia.”

A expectativa é que os países contribuam para antecipar a assinatura de um Memorando de Cooperação sobre questões comerciais e econômicas entre a União Econômica Eurasiática e os países-membros do Mercosul.


Fonte: Site da versão em Português da Gazeta Russa - http://gazetarussa.com.br/

Comentário: Pois é Presidente PUTIN, não é só o senhor que parece esta interessado no Brasil e em sua posição estratégica no Planeta. Infelizmente para nós brasileiros (esclarecidos ou não) o nosso país é uma 'Casa de Mãe Joana' sob o comando de debiloides, corruptos e irresponsáveis, e se eu estivesse em seu lugar correria, pois a feira já está aberta e a demanda é enorme, basta para isso ter bala na agulha. Bom falando da área espacial, além do GLONASS parece que o Brasil poderá desenvolver foguetes com os russos (ou compra-los), bem como participar de missões espaciais conjuntas na área de monitoramento remoto da Terra, enfim ... Bom, ninguém morre de véspera leitor, só piru, mais na atual conjuntura não vejo como possa sair realmente algo de positivo nesta cooperação espacial com a Rússia. Na verdade tendo essa gente à frente e os interesses russos estratégicos, o mais provável é que essas negociações sejam desastrosas para o Brasil. Uma vez mais agradecemos ao nosso leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio dessa notícia, e vamos aguardar o comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores (MRE).