sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Jornada de Foguetes Reúne 600 Estudantes em Barra do Piraí (RJ)

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (24/10) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que Jornada de Foguetes reúne 600 estudantes em Barra do Piraí (RJ).

Duda Falcão

Jornada de Foguetes Reúne 600
Estudantes em Barra do Piraí (RJ)

Ascom da OBA


Brasília, 24 de outubro de 2014 – Com a participação de 600 estudantes e professores começa na segunda-feira (27) e vai até o próximo dia 2 de novembro, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, a 6ª Jornada de Foguetes, organizada pela 8ª Mostra Brasileira de Foguetes (MobFog), eventos que têm o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Esse ano, os vencedores receberão não só o material didático como também um troféu no formato do foguete brasileiro VSB-30. Nos anos anteriores, foram as réplicas do Veículo Lançador de Satélites (VLS) e do foguete Sonda 3.

Os grupos foram selecionados a partir da 8ª MobFog. A edição desse ano recebeu mais de 60 mil alunos, quase 10 mil a mais do que em 2013.

Na jornada, os jovens apresentarão os seus foguetes de garrafa pet e suas bases de lançamento. Os protótipos serão movidos a combustível líquido composto de vinagre e bicarbonato de sódio. Além dos lançamentos, o programa ainda promove palestras de astrônomos e especialistas em astronomia e astronáutica.

Os vencedores serão aqueles que lançarem mais longe os foguetes. Além disso, haverá prêmios para as seis melhores apresentações. O júri, para essa avaliação, será composto pelos professores de todas as equipes presentes. Serão analisados pela banca examinadora acabamento e originalidade do foguete; acabamento e originalidade da base; segurança e apresentação da equipe participante. Os participantes também concorrem a 35 bolsas de iniciação científica júnior, oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Objetivo - Realizada pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a iniciativa é aberta aos alunos de escolas públicas e particulares do ensino fundamental e médio. A finalidade é avaliar a capacidade dos jovens de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet ou de canudo de refrigerante, conforme o nível do aluno.

Só os participantes do nível 4 (projetos de foguetes de garrafa pet movido a vinagre e bicarbonato de sódio) são convidados para a Jornada. Além da distância dos protótipos, os trabalhos também são avaliados por meio dos relatórios enviados pelos estudantes e professores à coordenação da Mostra. Caso a escola esteja dentro das regras e atinja o objetivo, é convidada para participar da Jornada de Foguetes.

A iniciativa tem como apoiadores além da AEB a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), a Fundação Marcos Pontes, o CNPq e o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Veja também: http://www.oba.org.br


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

KC-390 - Quando o Governo Deixará de Brincar de Fazer Programa Espacial e Apresentar Resultados Como Este?

Olá leitor!

Recentemente a empresa EMBRAER lançou oficialmente de suas instalações em Gavião Peixoto (SP) o primeiro protótipo do seu avião de transporte KC 390, comprovando assim uma vez mais a competência dessa gigante brasileira do setor aeronáutico mundial.

Diante desse momento histórico para o Brasil, o Blog BRAZILIAN SPACE não poderia deixar de registrar esse grande feito da Aeronáutica Brasileira e parabenizar a EMBRAER, seus profissionais e a Força Aérea Brasileira (FAB) por esta grande conquista.

Vale dizer que o KC 390 (segundo o que foi divulgado na mídia) é o maior avião já produzido no Brasil e tem como objetivo atuar em uma fatia de mercado bastante promissora,  tendo como o seu principal concorrente o famoso Lockheed Martin C-130 Hércules, que é um campeão de vendas, sendo atualmente operado em mais de 70 países, e representando hoje uma frota de aproximadamente 2.400 unidades, cuja maior parcela encontra-se em avançado processo de envelhecimento. Diante disto, a aeronave brasileira surge neste mercado como uma natural e mais avançada alternativa a esta aeronave norte-americana.

Entretanto leitor, esta luta não será nada fácil e já começou no mesmo dia do lançamento do KC 390, quando Lockheed Martin (acusando o golpe), postou uma campanha em sua página no Twiiter (veja aqui).

Apesar disso, o Blog BRAZILIAN SPACE acredita que esta batalha será vencida pela reconhecida competência da EMBRAER, como tantas outras já vencidas em sua história. Quem dera tivéssemos também resultados como este no setor espacial do país.

Avante KC 390

Duda Falcão

Fotos: Site Defesanet.com

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Brasil e EUA Podem Ampliar Cooperação Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (22/10) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que a cooperação espacial foi um dos tópicos na visita a AEB nesta quinta-feira dos representantes da embaixada e de outras instituições americanas.

Duda Falcão

Brasil e EUA Podem Ampliar
Cooperação Espacial

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)

Foto: Valdivino Jr/AEB
José Monserrat (E) e os representantes da
Embaixada dos Estados Unidos.

Brasília, 23 de outubro de 2014 – Ampliar a cooperação na área espacial entre o Brasil e os Estados Unidos foi um dos tópicos de discussão na visita que os representantes da Embaixada norte-americana London Loomis, do Departamento Comercial, e Aaron Pratt, do setor de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Saúde, fizeram à Agência Espacial Brasileira (AEB), nesta quinta-feira (23).

Recebidos pelo Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, José Monserrat Filho, eles também sugeriram alguns segmentos nos quais há interesse mútuo de avanço entre os dois países.

Ressaltou-se no encontro o fato de que universidades e centros de pesquisa norte-americanos têm formado grande número de especialistas brasileiros da área espacial. Essa tradição deve continuar evoluindo, agora com a base ampliada do Programa Ciência Sem Fronteiras (CsF) do governo brasileiro.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Leitor, isto só pode ser piada. Falar de cooperação espacial com o EUA tirando uma foto tendo ao fundo a imagem da debiloide da DILMA. Ora faça-me uma garapa. Em que mundo esse pessoal da AEB esta vivendo?  R: O político, pura palhaçada. Na verdade foi apenas uma visita de cortesia dos americanos para ressaltar que: “estamos aqui para quando vocês quiserem realmente cooperar na área espacial”, nada mais do que isto.

Leitores Levantam Duvidas Sobre o Contrato das Redes Elétricas do VLM-1 Assinado Pela FINEP

Olá leitor!

O Blog BRAZILIAN SPACE tem como objetivo desde a sua criação informar aos nossos leitores sobre as atividades espaciais brasileiras e de suas ciências correlatas, e nesses cinco anos online temos tentado realizar o nosso trabalho da melhor forma possível.

No dia de ontem publicamos aqui uma nota que em essência trazia uma luz para o nosso PEB e apresentava inicialmente uma grande notícia para um dos mais importantes projetos em curso no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

A notícia em questão apresentava um “Extrato de Contrato” (veja aqui), publicado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) no Diário Oficial da União (DOU) do dia 22/10, contrato este assinado entre a FINEP e uma empresa chamada JTDH ENGENHARIA LTDA, tendo como objetivo o desenvolvimento das Redes Elétricas do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1) - REDVLM.

Bom leitor o que parecia ser uma grande notícia acabou se tornando uma grande frustração após um de nossos leitores averiguar que a tal empresa JTDH ENGENHARIA LTDA estava sediada em uma apartamento em São José dos Campos (SP). Evidentemente esta informação por motivos óbvios (uma empresa de alta tecnologia capaz de desenvolver as Redes Elétricas de um veículo lançador de satélites jamais seria sediada em um apartamento, pelo menos não num país sério) gerou uma grande dúvida quanto à lisura deste contrato.

Logo em seguida um outro leitor averiguou que o tal contrato fazia parte do “Programa Inova AeroDefesa” e que aparentemente essa empresa era parceira da empresa líder do projeto, ou seja, a CENIC Engenharia Industria e Comércio LTDA.

Posteriormente um outro leitor de nosso Blog averiguou através do Google Map (veja aqui) que a tal empresa estava sediada em São José dos Campos entre o prédio de um tal  "Mercadinho Josefina"  e o prédio de uma tal  "Val Móveis e Cia", rsrsrsrsrsrsrs.  Este país é uma piada.

Bem leitor, após então todas essas tentativas de esclarecimento por parte de nossos leitores o Blog resolveu agir buscando a informação entre os nossos contatos e chegamos à conclusão que cabe a CENIC a FINEP explicar toda esta confusão e o mais rápido possível, evitando assim que uma nuvem de dúvidas venha pairar sobre este contrato, principalmente após termos recebido esta tarde um e-mail de uma pessoa que se apresentou como integrante desta empresa, mas que nos solicitou que não divulgássemos as informações que nos foi passada. Solicitação esta que evidentemente é muito estranha, afinal se esta pessoa não tinha autorização para falar sobre o assunto, qual então foi o objetivo do contato com o Blog? Com a palavra a CENIC e a FINEP.

Duda Falcão

Satélite CBERS-4 - MCTI Enviará em Breve Novos Servidores do INPE à China

Olá leitor!

Diário Oficial da União (DOU) de hoje (21/07) publicou três despachos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) autorizando três servidores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) a viajarem para China a fim de participarem de atividades relacionadas com o Projeto do Satélite CBERS-4. Abaixo seguem os despachos como publicados no DOU.

Duda Falcão

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

GABINETE DO MINISTRO

DESPACHO DO MINISTRO
Em 22 de outubro de 2014

Afastamentos do país autorizados na forma do Decreto nº 1.387, de 07 de fevereiro de 1995:

MARIO FERREIRA BARUEL, Tecnologista Sênior III do INPE, participar, como responsável pelo equipamento Gerador Solar do subsistema de suprimento de energia, das atividades de Integração e Testes do Gerador Solar ao satélite CBERS-4 e da Revisão de Prontidão do Satélite (SRR), em Beijing/China, no período de 29/10 a 22/11/2014, com ônus para o INPE. Art. 1º, inciso V.

ROBERTO ALFREDO MARINO, Tecnologista Sênior III do INPE, acompanhar, como responsável pela Arquitetura Mecânica do satélite CBERS-4, as atividades de montagem final do satélite em sua configuração de lançamento e da revisão de prontidão do satélite (SRR), em Pequim/China, no período de 29/10 a 22/11/2014, com ônus para o INPE. Art. 1º, inciso V.

RAFAEL LOPES COSTA, Tecnologista Pleno I do INPE, participar, como responsável pela Arquitetura de Controle Térmico do satélite CBERS-4, das atividades de instalação das baterias e das mantas superisolantes multicamadas (MLI) e da revisão de prontidão do satélite (SRR), em Beijing/China, no período de 29/10 a 22/11/2014, com ônus para o INPE. Art. 1º, inciso V.

CLELIO CAMPOLINA DINIZ


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Seção 2 - pág. 06 - 23/10/2014

Atualizando as Nossas Campanhas

Olá leitor!

Hoje é quinta-feira e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas. Segue abaixo a atualização dessa semana.

Em relação à campanha da “Petição Online da ACS - Mudanças Já ou o Destrato do Acordo”, esta semana obtivemos um diminuto avanço, pulando de 741 para 743 assinaturas, ou seja, apenas duas assinaturas no período. O resultado continuou extremamente ruim e esperávamos algo bem melhor esta semana. A notícia de que o governo criou uma comissão (pra mim fajuta) para analisar este desastroso acordo que gerou a ACS demonstra que a empresa realmente pode está em processo de implosão e correndo o risco de sofrer uma CPI (da mesma forma para mim fajuta, mas que ajudaria pelo menos a impedir o andamento do projeto). Entretanto continuamos lamentando profundamente o infeliz envolvimento da SpaceMETA com essa iniciativa desastrosa para o nosso país, mas enfim, quem planta colhe. Leitor esta é a hora de fazermos valer a nossa luta contra este acordo candiru’ e altamente prejudicial que vem literalmente boicotando o verdadeiro Programa Espacial Brasileiro. Vamos lá gente, vários profissionais sérios do PEB já assinaram essa petição e precisamos do seu apoio nessa luta contra esses energúmenos irresponsáveis.

Já quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, esta semana continuamos com os mesmos dez grupos inscritos desde o lançamento da campanha, ou seja, os grupos Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes Educativos, Carl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoNTAITA Rocket DesignUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo). Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar?

Agora leitor, em relação á “Campanha de Manutenção do Blog”, até o momento apenas 5 colaboradores  finalizaram as suas colaborações no mês de outubro no vakinha.com.br. Foram Eles:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Diego LvM
3 - Elói Fonseca, Maj. (ITA)
4 - Fabrício de Novaes Kucinskis (INPE)
5 - José Félix Santana, Prof. (Presidente do CEFEC)

Enfim, vamos continuar aguardando que a partir dessa semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

OBS: Leitores continuam votando na campanha do VLM-1/ITASAT-1. Lembro uma vez mais aos nossos leitores que essa campanha já não está mais ativa, pois não houve a resposta necessária e assim perdeu o sentido. Afinal não há mais tempo para cumprir o prazo de lançamento estabelecido na campanha, e ela continua visível no blog apenas a título de registro. Se quiseres realmente ajudar votem na Petição da ACS, está sim é a campanha que precisa avançar para combater este desatino.

Duda Falcão

Un Grupo de la NASA Busca Evidencias Químicas de Vida Extraterrestre

Hola lector!

A continuación se muestra un artículo publicado hoy (23/10) em website en español de la "Agencia FAPESP”, señalando que un grupo de la NASA busca evidencias químicas de Vida Extraterrestre.

Duda Falcão

Artículos

Un Grupo de la NASA Busca Evidencias
Químicas de Vida Extraterrestre

Por Elton Alisson
23 de octubre de 2014

(Imagen de la sonda Maven: NASA)
Planetas con alto desequilibrio químico atmosférico
deben constituir los principales objetivos de
misiones espaciales, según señalaron integrantes del
Instituto de Astrobiología de la agencia espacial de
EE.UU. en un encuentro realizado en Brasil.

Agência FAPESP – El pasado 21 de septiembre, la sonda espacial Maven, de la NASA, la agencia espacial de Estados Unidos, entró en la órbita de Marte para realizar una misión científica específica, que consiste en entender la modificación en la atmósfera y en el clima del planeta rojo en el transcurso del tiempo.

Dos días después, el martes pasado (el 23/09), la agencia espacial de la India (ISRO) anunció a entrada del satélite Mangalyaan también en la órbita de Marte, para intentar medir la presencia de metano en la atmósfera del planeta.

Las mediciones realizadas por ambas sondas, durante un período que se extiende de seis meses a un año, serán aguardadas ansiosamente por un grupo internacional de científicos integrado también por brasileños, dedicado a estudiar el origen y la evolución de la vida en la Tierra y en otros planetas. Se trata del grupo focal sobre termodinámica, desequilibrio y evolución (TDE) del NASA Astrobiology Institute.

Integrantes de dicho grupo, fundado en 2010, se reunieron por primera vez en Brasil durante los días 24 y 25 de septiembre, en el marco del 7th International Workshop on Thermodynamics, Disequilibrium and Evolution, en el Centro Nacional de Investigaciones en Energía y Materiales (CNPEM), con sede en la ciudad paulista de Campinas.

“El objetivo del nuestro grupo consiste en intentar llenar la laguna existente entre investigadores que trabajan con aspectos teóricos experimentales, relacionados con el origen de la vida, y astrónomos del área de monitoreo remoto, que planifican misiones espaciales con el fin de definir los blancos en la búsqueda de vida extraterrestre”, dijo Eugenio Simoncini, posdoctorando en el Observatorio Astrofísico di Arcetri, del Istituto Nazionale di Astrofisica (INAF) de Italia, y vicepresidente del TDE, durante la apertura del evento.

De acuerdo con Simoncini, la búsqueda de planetas con condiciones de albergar vida estará pautada por la búsqueda de aquéllos que presentan un alto desequilibrio químico atmosférico, tal como es el caso de Marte.

El desequilibrio químico atmosférico, una de las condiciones para la existencia de vida en un planeta, se caracteriza por la presencia simultánea y en cantidades diferentes de gases reactivos –tales como oxígeno, hidrógeno y metano– en la atmósfera planetaria, explicó Simoncini.

“Estudiar ese estado de desequilibrio químico atmosférico resulta importante, en razón del potencial papel que puede desempeñar en la detección de vida en otros planetas”, sostuvo.

Ya se han descubierto más de mil planetas extrasolares. “Es necesario ceñir la selección de planetas [posiblemente] habitables a aquéllos que presentan un alto desequilibrio químico no relacionado con algún otro proceso, como la fotosíntesis, sino con la vida”, dijo Simoncini, durante conferencia dictada en el evento.

Evidencias Químicas

El miércoles 24 de septiembre, un grupo internacional de astrónomos anunció en un artículo publicado en la revista Nature que había detectado por primera vez vapor de agua en la atmósfera de un planeta extrasolar: el HAT-P-11b, que tiene un tamaño similar al de Neptuno.

No fue la primera vez que se encuentran evidencias químicas relacionadas con la vida. En 2005, la sonda Mars Express, de la Agencia Espacial Europea (ESA), detectó la presencia de metano en la superficie marciana. Este descubrimiento causó gran entusiasmo en la comunidad astronómica, toda vez que en la Tierra, ese gas se produce predominantemente a través de procesos biológicos tales como la descomposición de materia orgánica. La presencia de metano en Marte podría constituir una evidencia de vida en el planeta de organismos productores del gas.

Sin embargo, esa expectativa experimentó un revés luego de los descubrimientos del robot Curiosity, de la NASA, anunciados en septiembre de 2013, que apuntaron que la cantidad de gas metano en la atmósfera de Marte es mucho menor que la imaginada.

Ahora, con la entrada de las sondas Maven y Mangalyaan en la órbita de Marte, se esperan datos complementarios sobre la composición y la historia de la atmósfera del planeta, y sobre cómo eso influyó sobre las condiciones de existencia de vida.

“La existencia de metano en Marte puede indicar la presencia de vida o de un proceso geológico activo”, dijo Douglas Galante, investigador del Laboratorio Nacional de Luz Sincrotrón (LNLS) del CNPEM e integrante del TDE.

“De alguna manera, ese desequilibrio químico en Marte que estudiamos en el TDE muestra que, pese a parecer seco, el planeta está vivo de alguna manera, quizá no con vida tal como la conocemos, pero sí con procesos geológicos activos”, sostuvo.

Los investigadores del TDE desarrollan hace años una metodología destinada a calcular y comparar el desequilibrio químico de los planetas, con el fin de detectar evidencias de vida en el Universo.

Con base en un sistema de modelado computacional para simulaciones astrofísicas creado por astrónomos italianos, el grupo de científicos efectúa análisis termodinámicos (de causas y efectos de cambios de temperatura y presión y del volumen en un sistema) concernientes a cómo afecta la vida a los procesos geoquímicos en la Tierra, y verifican si otras atmósferas planetarias son habitables o presentan desequilibrios químicos similares.

“Todo el conocimiento –basado en datos experimentales y observacionales– acerca de cómo surgió la vida en la Tierra y cómo evolucionó, puede adaptarse a la búsqueda de vida en otros planetas como Marte”, dijo Galante. “De nada sirve enviar sondas espaciales a un planeta si no sabemos qué indicios, qué moléculas y qué desequilibrios químicos deben buscar.”

Astrobiología Brasileña

El encuentro de Campinas fue el séptimo que realizó el grupo de investigación en astrobiología en el mundo. Los anteriores se concretaron en Europa y en Estados Unidos, y el próximo será en Tokio, en Japón.

La idea de concretarlo en Brasil tuvo como objetivo integrar a los científicos del área en el país con el grupo TDE y fortalecer la interacción con la NASA Astrobiology Institute, que tuvo inicio en diciembre de 2011, en el marco de la São Paulo Advanced School of Astrobiology – Making Connections Spasa2011.

El evento, organizado durante la realización de la Escuela São Paulo de Ciencia Avanzada (ESPCA) –una modalidad de apoyo de la FAPESP–, reunió a 160 investigadores, docentes y estudiantes de Brasil y del exterior.

“Mediante este evento realizado ahora, procuramos rescatar y fortalecer la interacción que empezó con el Instituto de Astrobiología de la NASA a través de la Escuela São Paulo de Ciencia Avanzada en Astrobiología, concretada hace tres años con el apoyo de la FAPESP”, afirmó Galante.


Fuente: Sitio web de la Agencia FAPESP

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Chuva de Meteoros Pode Ser Vista Até Novembro

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (22/10) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que segundo a NASA americana Chuva de Meteoros pode ser vista até Novembro.

Duda Falcão

Chuva de Meteoros Pode
Ser Vista Até Novembro

NASA


Brasília, 22 de outubro de 2014 – Até o próximo dia 7 de novembro quem olhar para o céu na madrugada poderá presenciar a chuva de meteoros Orionídeas. O fenômeno ocorre todo ano nesta época, quando a órbita da Terra coincide com uma área do espaço cheia de detritos do cometa Halley.

O período em que os meteoros ficam mais visíveis começou na madrugada do último dia 2. As Orionídeas são avistadas tanto no hemisfério sul quanto no norte, de acordo com a Agência Especial Americana (NASA). Ainda segundo a agência, são esperados cerca de 20 meteoros por hora neste período de maior intensidade do fenômeno.

Para ver a chuva de meteoros, não é preciso usar nenhum equipamento especial. Regiões afastadas das luzes das cidades terão visibilidade melhor. Os brasileiros devem olhar para o céu em direção ao Nordeste e aguardar o surgimento dos meteoros. Eles aparecem a partir da meia-noite, mas o melhor horário de observação é antes do amanhecer.

“A Terra está passando por uma corrente de detritos do cometa Halley, a origem das Orionídeas”, diz o pesquisador Bill Cooke, da NASA. “Pedaços da poeira do cometa batendo na atmosfera devem proporcionar a visão de cerca de duas dúzias de meteoros por hora”, informa.

Efeitos - Apesar de serem vistas a olho nu, sem a necessidade do uso de aparelhos astronômicos, a chuva de meteoros não causa nenhum efeito prejudicial para a Terra. Os detritos celestes passarão pelo céu a uma altura em torno de 80 a 100 km em relação à superfície da Terra.

O Cometa Halley passa nas regiões do Sistema Solar próximas da Terra a cada 75 anos. Ele foi o primeiro corpo celeste a ser reconhecido como periódico e foi descoberto pelo astrônomo e matemático Edmond Halley em 1696.

Halley percebeu que as descrições de um cometa visto em 1682 eram idênticas aos registros feitos de cometas que também haviam passado pela Terra em 1531 e 1607. Ele percebeu que todos eram na verdade o mesmo corpo e previu que poderia ser visto novamente em 1758, previsão que se comprovou correta.

A última aparição do Halley foi em 1986 e a previsão é de que esteja de volta ao céu terrestre em 28 de julho 2061.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

INPE Comemora 10 Anos de Observações na Interface Oceano-Atmosfera no Oceano Atlântico Sul

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (22/10) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto comemora este ano 10 anos de observações na Interface Oceano-Atmosfera no Oceano Atlântico Sul.

Duda Falcão

INPE Comemora 10 Anos de Observações
na Interface Oceano-Atmosfera
no Oceano Atlântico Sul

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Nesse ano, o INPE comemora 10 anos realizando experimentos observacionais tomados a bordo de navio acerca da interface oceano-atmosfera no Oceano Atlântico Sudoeste. O programa INTERCONF (Interação Oceano-Atmosfera na região da Confluência Brasil-Malvinas), coordenado por Ronald Buss de Souza (Centro Regional Sul) e Luciano Ponzi Pezzi (Coordenadoria de Observação da Terra) é atualmente fomentado pelo INCT da Criosfera dentro do Programa Antártico Brasileiro e realiza observações sobre o sistema acoplado oceano-atmosfera numa das regiões mais dinâmicas do Oceano Global, a região da Confluência Brasil-Malvinas. Nessa região, considerada o extremo do Oceano Austral, há o encontro de águas quentes, de origem tropical, provenientes do Equador e que se deslocam para sul ao longo da costa do Brasil com águas subantárticas, frias, provenientes da região da Passagem de Drake que separa a América do Sul da Antártica.

Resultados recentes do grupo, reconhecidos internacionalmente através de publicações em revistas científicas especializadas, demonstram que a região de estudo é muito importante para a modulação da atmosfera e, consequentemente, para o tempo (meteorológico) das regiões sul-sudeste do Brasil. Processos oceanográficos típicos da região, como a alta variabilidade espacial dos campos de temperatura da superfície do mar, modulam na escala sinótica local os sistemas atmosféricos transeuntes, imprimindo sinais importantes do oceano, através dos fluxos de calor, momentum e gases, nas características da atmosfera inferior. Esse ano, o grupo do INTERCONF partiu do porto de Rio Grande (RS) dia 16 de outubro a bordo do Navio Polar Almirante Maximiano (NPo MAX) da Marinha do Brasil. O grupo é composto de pesquisadores e bolsistas do INPE, UFSM e UFRGS, e está coletando dados sobre a atmosfera e o oceano a partir de radiossondas atmosféricas, equipamentos oceanográficos e uma torre micro-meteorológica de fluxos que tem a capacidade de medir as transferências de calor e de dióxido de carbono (CO2) entre o oceano e a atmosfera ao longo da derrota do navio entre o Brasil e a Antártica.

Como reconhecimento à importância do projeto, o Brasil, através do PROANTAR, instalou no NPo MAX, pela primeira vez em um navio de pesquisas um sistema receptor de dados de radiossondas para apoio ao processo de coleta de dados. Os dados estão sendo recolhidos em parceria com o Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) e tem grande relevância para a melhoria das previsões de tempo dos modelos atualmente em uso no Brasil. Dados inéditos sobre os fluxos de dióxido de carbono entre o oceano e a atmosfera estão sendo recolhidos para auxiliar no entendimento dos processos físicos e biológicos do ciclo do CO2 e seu papel nas mudanças climáticas globais.

Navio Polar Almirante Maximiano no porto de Rio Grande (RS).
Torre de fluxos do INTERCONF.
Coordenadores do Programa INTERCONF, Dr. Ronald Souza, Dr. Luciano Pezzi e o
doutorando Marcelo Santini com o Comandante Benoni, comandante do NPo MAX.
Mapa de temperatura da água do mar.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Divulgado o Resultado Final do Concurso da Carreira de Desenvolvimento Tecnológico, Exclusivamente Para os Cargos TJ03, TJ07, TJ11 e TJ14

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (22/10) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto divulgou o resultado final do Concurso da Carreira de Desenvolvimento Tecnológico, exclusivamente para os cargos TJ03, TJ07, TJ11 e TJ14.

Duda Falcão

Divulgado o Resultado Final do Concurso da
Carreira de Desenvolvimento Tecnológico,
Exclusivamente Para os Cargos
TJ03, TJ07, TJ11 e TJ14

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Nesta quarta-feira (22/10), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) publicou o resultado final do Concurso Público da Carreira de Desenvolvimento Tecnológico, exclusivamente para os cargos TJ03, TJ07, TJ11 e TJ14, em conformidade com o Edital nº 09/2014, publicado no Diário Oficial da União em 5/9/2014.


Todos os editais e informações sobre o concurso público da carreira de Desenvolvimento Tecnológico também podem ser acessados a partir da página:



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

FINEP Assina Contrato Para Desenvolvimento das Redes Elétricas do VLM-1

Olá leitor!

Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) publicou no Diário Oficial da União (DOU) do dia de hoje (22/10) um importante “Extrato de Contrato” assinado com a empresa JTDH ENGENHARIA LTDA, tendo como objetivo o “Desenvolvimento das Redes Elétricas para o VLM-1 - REDVLM". Abaixo segue o extrato como publicado no DOU.

Duda Falcão

FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS

EXTRATOS DE CONTRATOS

Espécie: Contrato de Concessão de Subvenção Econômica Ref.0248/14;
Data da Assinatura: 13/10/2014;
Partes: FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS – FINEP - CNPJ n.º 33.749.086/0001-09 e JTDH ENGENHARIA LTDA EPP - CNPJ n.º 08.966.287/0001- 10;
Objeto: "Desenvolvimento das Redes Elétricas para o VLM - REDVLM";
Valor: R$ 5.637.498,00;
Empenho: 2014NE002790;
Programa de Trabalho: 64595;
Natureza da Despesa: 31.60, 33.60 e 44.60;
Fonte: SUBVENÇÃO ECONÔMICA (0172024307);
Contrapartida: R$ 600.000,00;
Prazo de Utilização dos Recursos do Projeto: 30 (trinta) meses, a partir da data da assinatura do Contrato.

SHEILA MARTINS FONSECA
Equipe de Apoio

Bom leitor o curioso sobre esse contrato é que pelo que parece por alguma razão (boa ou não, não tenho dados para avaliar) a empresa brasileira MECTRON (responsável pelas Redes Elétricas do VLS-1) foi preterida neste contrato, talvez devido ao grande atraso causado pela mesma para a entrega das Redes Elétricas do VLS-1 VSISNAV, não sei, mas é uma possibilidade. Seja como for está é uma grande notícia para o Projeto do VLM-1.


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Seção 3 - pág. 12 - 22/10/2014

INPE Promove Seminário Conjunto da Geofísica Espacial e Astrofísica

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada ontem (21/10) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto promoverá no dia de hoje (22/10) Seminário conjunto da Geofísica Espacial e Astrofísica.

Duda Falcão

INPE Promove Seminário Conjunto
da Geofísica Espacial e Astrofísica

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

A Coordenação Geral de Ciências Espaciais e Atmosféricas (CEA) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) promoverá o seminário conjunto Geofísica Espacial e Astrofísica - Perspectivas de Alta Altitude no México, para colaboração com o projeto LEONA, uma parceria entre o INPE e a FAPESP.

O seminário acontecerá nesta quarta-feira (22) às 15h e receberá como palestrante Dr. Eduardo Mendonza. Será possível acompanhar o seminário ao vivo pelo site do INPE (clique aqui).

Mais informações confira aqui.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Eficiência Monumental

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo publicado na edição de outubro de 2014 da “Revista Pesquisa FAPESP” destacando que estudo de astrofísico brasileiro em conjunto com um astrofísico americano sugere que Buracos Negros Gigantes consomem menos energia do que se pensava, mas impulsionam os maiores jatos de gás e radiação do Universo.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Eficiência Monumental

Buracos negros gigantes consomem menos energia do que se pensava,
mas impulsionam os maiores jatos de gás e radiação do Universo.

IGOR ZOLNERKEVIC
Edição 224
Outubro de 2014

© NASA / DOE / FERMI LAT COLLABORATION /
CAPELLA OBSERVATORY
Jatos de partículas e radiação emitidos
pelo buraco negro da galáxia Centauro A,
distante 12 milhões de anos-luz da Via Láctea.
Continua justa a reputação de os buracos negros serem imensos glutões ou aspiradores de pó de escala cósmica, capazes de sugar inexoravelmente tudo o que estiver a seu redor – em geral consomem o gás do meio interestelar, embora não sejam raros os buracos negros maiores, encontrados nos centros das galáxias, engolirem estrelas inteiras de uma vez. Esses buracos negros gigantes, entretanto, não consomem tanto gás quanto se pensava. Viu-se agora que, na verdade, eles expulsam para bem longe de sua vizinhança quase tanto gás quanto arrastam para lá. Mesmo com uma dieta menos calórica do que os astrofísicos supunham até pouco tempo atrás, esses buracos negros ainda têm energia suficiente para disparar jatos de gás acelerado a velocidades comparáveis com a da luz que se estendem por milhões de anos-luz para fora de suas galáxias. Esses jatos são os maiores e mais poderosos aceleradores de partículas do Universo (ver Pesquisa FAPESP nº 200). “É completamente contraintuitivo”, diz Rodrigo Nemmen, pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP). “Como o gás que estava caindo no buraco negro passa a escapar dele profusamente?”

Nemmen juntou-se ao astrofísico Alexander Tchekhovskoy, da Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos, para comparar com mais precisão a quantidade de energia que, na forma de gás quente, alimenta os buracos negros gigantes com a quantidade de energia que emana deles na forma de jatos. A dupla analisou dezenas de buracos negros gigantes no centro de galáxias observadas pelo telescópio espacial de raios X Chandra. O estudo sugere que a energia dos jatos é quase sempre maior do que a fornecida pelo gás quente absorvido pelo buraco negro. Em muitos casos, os jatos são mais que três vezes mais energéticos do que o gás que o buraco sorve. Nemmen compara o absurdo da situação com a de um motor imaginário que fornecesse ao automóvel três vezes mais energia do que a contida em seu combustível. “Tem alguma coisa errada, pois a conservação da energia é a lei da física mais fundamental que existe”, diz.

Apenas uma solução para o paradoxo não viola as leis da física. Os jatos disparados pelo buraco negro só podem ser tão energéticos se houver uma fonte extra de energia, muito mais poderosa do que o gás quente. Embora a análise de Nemmen e Tchekhovskoy não esclareça definitivamente que fonte é essa, os números que encontraram favorecem uma teoria discutida desde o final dos anos 1970 pelos astrofísicos: a ideia de que os jatos são criados por campos magnéticos moldados e fortalecidos por uma energia que vem de dentro do próprio buraco negro.

Um buraco negro, Nemmen explica, é uma região esférica do espaço com uma força de atração gravitacional tão forte que uma espaçonave – ou qualquer outro objeto – precisaria alcançar uma velocidade maior do que a da luz para escapar dele. A fronteira do buraco é chamada de horizonte de eventos. “Se nem a luz escapa, e ela é a coisa mais rápida do Universo, uma vez ultrapassado o horizonte de eventos, nada escapa”, ele diz.

Os astrônomos não fazem ideia do que existe dentro dos buracos negros, que surgiram primeiro como solução matemática de uma das equações da teoria da relatividade geral, publicada por Albert Einstein em 1915. Mas desde os anos 1960 os pesquisadores acumulam evidências indiretas de que buracos negros de vários tamanhos existem em abundância no Universo.

Rodízio Gaúcho

Há provas suficientes, por exemplo, de que no centro da Via Láctea reside um objeto escuro consideravelmente menor que o Sistema Solar, com uma massa 4 milhões de vezes maior que a do Sol. “Levando em conta tudo o que sabemos sobre gravitação e astrofísica, tem de haver um buraco negro ali”, diz Nemmen. “As observações astronômicas, especialmente as do telescópio espacial Hubble, estabeleceram que a maioria das galáxias possui um buraco negro em seu centro.”

O buraco negro no centro da Via Láctea, porém, é diferente dos encontrados no centro de outras galáxias. Ele permanece tranquilo a maior parte do tempo – engolindo um pouco de gás ou uma estrelinha de vez em quando –, enquanto os localizados no centro de algumas galáxias são muito mais ativos e brilham milhares de vezes mais do que todas as estrelas das galáxias que os abrigam.


Esse brilho vem da radiação emitida pelo gás do meio interestelar que cai copiosamente em direção ao centro galáctico. “Esses buracos negros ficam como eu em um rodízio de churrasco, se alimentando vorazmente”, diz Nemmen, que nasceu na cidade gaúcha de Passo Fundo, fez graduação e doutorado em Porto Alegre, na Universidade Federal do Rio Grande de Sul, e assumiu o cargo de professor na USP em abril, depois de realizar um estágio de pós-doutoramento na NASA.

Vivendo nesse regime de rodízio gaúcho, esses buracos negros também chamados de núcleos ativos de galáxias (AGNs, na sigla em inglês) fazem outra coisa extraordinária: emitem um par de imensos jatos de gás brilhante para fora de suas galáxias. O gás desses jatos viaja pelo espaço intergaláctico, emitindo radiação de altíssima energia.

Os pesquisadores ainda debatem a origem desses jatos. Uma das possibilidades envolve o disco de gás que gira bem próximo ao horizonte de eventos. “O gás gira com muita energia e poderia ser desviado e canalizado em jatos”, diz Nemmen. Outra possibilidade, segundo ele, envolve os campos magnéticos gerados pelo gás quente eletricamente carregado bem próximo ao horizonte de eventos. “Esses campos conseguiriam extrair energia do próprio buraco negro e transferi-la ao gás”, explica.

Essa transferência de energia seria possível porque, além da força de atração para dentro do horizonte de eventos, os buracos negros possuem grande energia de rotação, que obriga tudo a sua volta a girar em um mesmo sentido. Esse redemoinho espacial arrastaria as linhas do campo magnético do gás em volta do horizonte de eventos, como fios de lã enrolados em um novelo. Já em 1977, cálculos dos astrofísicos Roger Blandford e Roman Znajek sugeriram que a energia dessas linhas poderia esculpir e impulsionar os jatos. Desde então, simulações em computador dos AGNs, algumas realizadas por Tchekhovskoy, colega de Nemmen, confirmam que o mecanismo de Blandford-Znajek é a fonte de energia mais provável para os jatos.

“Os estudos teóricos têm sugerido fortemente isso, mas as observações ainda não testaram essas ideias muito bem”, diz Nemmen. Para comparar melhor as observações com a teoria, ele e Tchekhovskoy resolveram pensar nos AGNs como máquinas. “Imagine um motor que não podemos examinar por dentro”, Nemmen compara. “Pode-se tentar entender como a máquina funciona medindo o seu rendimento, comparando quanto combustível o abastece com a energia que sai dele.”

Esfera Imaginária

Vasculhando dados do telescópio espacial Chandra, a dupla selecionou 27 AGNs que foram observados com detalhe suficiente para determinar quanta energia entra em uma esfera imaginária em volta do buraco negro com um raio de cerca de 1 ano-luz e quanta sai dela. Para estimar a energia que abastece essa máquina, eles calcularam quanto gás entra nessa região, qual sua velocidade e temperatura. Nem todo o gás que adentra essa esfera cai direto no buraco negro. O gás é tão quente, tão turbulento e gira tão depressa que boa parte dele acaba ganhando força para escapar antes que seja tarde demais. “Estudos anteriores estimaram esse abastecimento de forma inadequada”, afirma Nemmen. “Observações do centro da Via Láctea e da galáxia NGC3115 feitas nos últimos dois anos mostram uma perda enorme de gás.”

Já a energia que escapa da máquina, os astrofísicos mediram observando como os raios X emitidos pelos jatos inflam duas enormes cavidades de gás quente abaixo e acima das galáxias (ver Pesquisa Fapesp nº 144). “Sai mais energia do que entra”, conclui Nemmen. “Fazendo as contas, fomos capazes de explicar esse rendimento assumindo que a energia extra deve vir da rotação do buraco negro.”

A conclusão coincide com a de outro estudo de Tchekhovskoy, publicado em junho na Nature. Ele e seus colegas encontraram uma relação entre os campos magnéticos dos jatos e a luz emitida pelos discos de gás. Essa relação só faz sentido se os jatos tiverem sido criados por linhas magnéticas alimentadas pelos buracos negros. Nemmen lembra, porém, que há incertezas nas observações. Dados mais consistentes exigirão medições mais precisas dos jatos. “Para observarmos a formação dos jatos diretamente”, explica, “precisaremos de um telescópio de raios X com resolução milhares de vezes melhor que a do Chandra”.

Duas ou Três Formas de Ser Morto Por Um Buraco Negro

Cair em um buraco negro é fatal. Ultrapassado o horizonte de eventos, não é possível escapar nem pedir socorro. O destino de uma pessoa que conseguisse atravessar essa região é ser desintegrada por forças gravitacionais antes de alcançar o centro do buraco negro, a dita singularidade, que os físicos não sabem ao certo o que é.

O que muita gente não imagina, porém, é que buracos negros podem ser mortais mesmo a vários anos-luz de distância. “Os fenômenos mais energéticos do Universo acontecem na vizinhança de buracos negros”, informa o astrofísico Rodrigo Nemmen, da USP, à plateia de suas palestras de divulgação científica. Nas apresentações feitas neste ano em São Paulo Nemmen usou as diferentes formas de ser exterminado por um buraco negro para introduzir ao público a astronomia e a física desses objetos cuja existência até hoje só foi inferida por observações indiretas. “É a didática do fatalismo”, conta Nemmen.

Ser frito por radiação é uma das maneiras de ser morto por um buraco negro. Quando uma estrela com uma massa centenas de vezes maior que a do Sol colapsa, seu núcleo se transforma em um buraco negro. Esse buraco negro se alimenta do material restante de modo tão explosivo que lança um jato de partículas e radiação conhecido como explosão de raios gama, capaz de incinerar tudo o que estiver no caminho.

Não é só no início de sua vida que os buracos negros lançam para o espaço tempestades de radiação. Buracos negros, grandes ou pequenos, costumam atrair para suas proximidades nuvens de gás que compõem o disco de acreção. A rotação do disco aquece o gás a tal ponto que ele passa a emitir níveis de radiação que causariam câncer em alguém a vários anos-luz de distância.

Tão ruim quanto se aproximar desse disco pode ser ficar no caminho de um jato de gás e partículas expelido pelo buraco negro de um núcleo galáctico ativo. Em 2007 astrônomos observaram uma galáxia ser atingida em cheio pelo jato de sua vizinha, que recebeu o nome de galáxia da morte. Os planetas da galáxia atingida devem ter sofrido uma chuva de radiação.

Mesmo que sobrevivesse à radiação, alguém próximo a um buraco negro correria o sério risco de ter seu corpo esticado como um espaguete – a essa morte alla italiana os físicos chamam de espaguetificação. Na vizinhança do horizonte de eventos, a diferença da força gravitacional entre os pés e a cabeça de uma pessoa caindo em direção ao buraco negro pode ser suficiente para esticar e espremer seu corpo até transformá-lo em espaguete.

Quanto mais próximo do horizonte de eventos, maior a probabilidade de que o turbilhão criado pela rotação do buraco negro também espaguetifique o corpo de quem estiver por ali, fazendo-o girar de uma maneira que Nemmen compara a uma roda de tortura medieval.


Fonte: Revista Pesquisa FAPESP - Edição 224 – Outubro de 2014