segunda-feira, 25 de julho de 2016

Acaba de Ser Aprovada Greve no INPE, DCTA e CEMADEN a Partir de Quinta-Feira (28/07)

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (25/07) no “Blog SindCT Espacial”, destacando que acaba de ser aprovada greve no INPE, DCTA e no CEMADEN a partir de quinta-feira (28/07).

Duda Falcão

Acaba de Ser Aprovada Greve no INPE, DCTA
e CEMADEN a Partir de Quinta-Feira (28/07)

Redação SindCT
25 de julho de 2016


Em assembleia, acaba de ser aprovada greve a partir da próxima quinta-feira (28/07) no INPE, DCTA e CEMADEN.

O projeto de lei (PLC 33/2016) que reajusta os salários em 5,5% em agosto de 2016 e 5,0% em janeiro de 2017 foi aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, e aguarda apenas sanção presidencial para entrar em vigor. 

Acontece que o projeto saiu do MPOG com erros de redação, e pode-- se nada for feito --fazer com que todos os Técnicos da carreira de C&T deixem de receber a íntegra da parcela referente à GQ nos seus vencimentos de agosto (a serem pagos no início de setembro). Assim, o que era para ser um tímido reajuste salarial de 5,5%, poderá passar a ser um profundo corte de cerca de 40% nos vencimentos destes servidores.

O Fórum de C&T vem atuando em Brasília no sentido de reverter esta lambança cometida pela área técnica do governo, mas é importante fazer mais. É fundamental a mobilização de toda a categoria no sentido de pressionar as autoridades para que estes erros sejam corrigidos a tempo de se fechar a folha de pagamento de agosto. 

Logo haverá mais informações.

Veja também:


Mais informações aqui.


Fonte: Blog SindCT Espacial - http://sindctespacial.blogspot.com.br

Comentário: Pois é leitor, caos total. 

Pesquisa da UFRN Investigará os Efeitos da Microgravidade em Plantas

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria (um pouco antiga é verdade, mas muito interessante) postada dia (07/03) no site “Nossa Ciência”, destacando que Pesquisa da UFRN que fará parte da próxima missão do “Programa Microgravidade” da AEB (creio eu a Operação Rio Verde) investigará os efeitos da microgravidade em plantas.

Duda Falcão

MEIO AMBIENTE

Pesquisa Investiga os Efeitos
da Microgravidade em Plantas

Nossa Ciência
Segunda, 7 de Março de 2016

Credito: Foto: Nossa Ciência/ IAE
Pesquisadora Kátia Castanho Scortecci da UFRN.

Para pesquisadora Kátia Scortecci, memória das plantas é sinalizada para descendentes.

Durante bilhões de anos, os seres vivos foram selecionados a crescer na presença da gravidade, que é a força que atrai os corpos em função de sua massa. Se essa força interfere no desenvolvimento de todo ser vivo, numa situação de microgravidade é possível que ocorram alterações no metabolismo das células.

Tendo à frente a pesquisadora Kátia Castanho Scortecci, pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Biologia Molecular e Genômica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) procuram entender os efeitos da microgravidade em sistemas biológicos, com foco na observação da cana de açúcar.

A pesquisadora explica que a curiosidade acerca de como as plantas se desenvolveriam em condições sem gravidade vem desde a década de 1970, no auge da era espacial. Nos diferentes experimentos realizados foi observado que dependendo da espécie de planta o desenvolvimento ocorria normal, mas para outras espécies foi observado problemas de germinação, na formação de flores ou de sementes. Mais tarde, já na década de 1990, depois de experimentos com equipamentos como clinostato, random position machine e hipercentrífuga, considerou-se a possibilidade das plantas perceberem a microgravidade e a hipergravidade e sinalizarem essa informação para seus descendentes.  “Com estes experimentos foi verificado que provavelmente as plantas perceberiam a condição de microgravidade e ou hipergravidade como um estresse oxidativo e esta percepção desencadearia uma cascata de sinalização”, afirma Katia. Esse foi o ponto de partida e a hipótese inicial da pesquisa.

Real

A observação pode ser feita com microgravidade real ou simulada. Os efeitos da microgravidade real nos sistemas biológicos podem ser observados a partir de foguetes de sondagem, queda livre em torre, voo parabólico ou na estação espacial. As pesquisas de Katia analisam dados obtidos em experimentos no foguete VSB-30, lançado no Centro de Lançamento de Alcântara, localizado no estado do Maranhão e em voos parabólicos, realizados na cidade de Bordeaux, na França.

Uma caixa hermeticamente fechada capaz de suportar a pressão da reentrada na atmosfera terrestre sem transferir nenhum estresse do choque às plantas de cana de açúcar que estavam em seu interior. Esse foi o primeiro desafio para a observação do efeito da microgravidade nas plantas. “Dois a três anos de preparação para desenvolver e validar o sistema e torná-lo apto para o voo do foguete. Foi necessária uma conversa com o pessoal de engenharia mecânica do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e do IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço). Eles desenvolveram duas caixas em alumínio, que aguentassem a pressão e que as plantas não sofressem estresse, porque a gente queria observar o efeito da microgravidade e qualquer efeito externo poderia atrapalhar isso”, explica a professora do Departamento de Biologia da UFRN.

Memória

Da análise dos dados já foi possível identificar que houve uma alteração na organização dos tecidos nas plantas e que essa alteração gerou uma memória celular. Essa memória é explicada por Katia como modificações na fita de DNA e que foram mantidas. “Quando a gente analisou o tecido dessa planta, vimos que ela tentou voltar à condição da planta que nunca foi submetida à microgravidade, mas ela manteve características da que foi submetida por seis minutos. Ela volta, mas alguma coisa ela manteve”, garante. A professora revela em seu currículo, na Plataforma Lattes do CNPq, que neste trabalho foram utilizadas as ferramentas de sequenciamento de RNA com a plataforma Illumina e da análise dos tecidos por microscopia de varredura e microscopia óptica.

Os seis minutos a que se refere a pesquisadora, foi o tempo de permanência do foguete em ambiente de microgravidade, na Missão Maracati II. A missão, entretanto durou muito mais. Somente a espera das condições meteorológicas ideais – a chamada janela de oportunidade – consumiu 28 dias. No dia do lançamento, 12 de dezembro de 2010, o experimento de Kátia estava pronto às 3h e foi entregue aos militares da Base de Alcântara às 7h para integrar o voo, que ocorreu às 12h35. A duração total do voo foi de 35 minutos, com um apogeu de 242 quilômetros e um alcance de 145 quilômetros. Chama-se apogeu a maior distância da Terra e o alcance a distância do ponto onde o foguete foi lançado. A carga útil do foguete, composta do experimento da professora Kátia e outros nove, ficou apenas nove minutos no mar, sendo resgatada pela equipe composta por 80 pessoas, dois helicópteros, duas aeronaves patrulha e um navio patrulha, da Agência Espacial Brasileira, responsável por toda a operação.

Após o resgate, os experimentos foram levados para uma ilha próxima, chamada Ilha de Santana, e lá, os militares treinados abriram os experimentos, isolaram as partes aéreas (de folhas) e as raízes das plantas, colocaram em tubos onde havia uma substância química que tem o papel de inativar metabolicamente a planta e voltaram para Alcântara.

Parabólico


A outra experiência com cana de açúcar em microgravidade realizada pela pesquisadora ocorreu em 2013, num voo parabólico, em colaboração com um grupo de pesquisadores da Universidade de Tubinga, localizada na Alemanha. O avião tipo Zero G decolou na cidade de Bordeaux, na França.

No voo parabólico foram simuladas condições normais de gravidade; condições de hipergravidade, em que cada corpo tem o dobro do próprio peso; e condição de microgravidade, onde há flutuação, de 20 segundos cada. O mesmo movimento foi repetido 20 vezes com paradas de 20 minutos entre as decolagens, para os pesquisadores organizarem os seus experimentos, por exemplo, colocando o inativador de células. O experimento durou três dias.

Melhoramento Genético

Em campos de produção são várias as condições de estresse para as plantas. O solo nem sempre é o ideal, a radiação ultravioleta, no caso do Nordeste, é extrema e nem sempre tem água. As plantas tentam tolerar essas condições e produzir o melhor. O estudo vai na direção da compreensão dos mecanismos de funcionamento celular. Defendendo a importância da pesquisa básica, a professora afirma que se a possível identificação de marcadores para as condições de estresse a que as plantas são submetidas naturalmente, pode contribuir no melhoramento genético clássico ou pela transgenia. “Esses dados podem ser utilizados em qualquer tipo de pesquisa e dá pra ver o lado aplicado, mas não é coisa para cinco anos, vai ser a longo prazo,  vai ter que juntar outras informações”, justifica.

Morreu

As amostras das duas caixas herméticas contendo 24 e 15 plantas que estiveram no foguete foram separadas para anatomia, para ensaios de proteína e ensaios de RNA. Destas, três indivíduos foram deixados em terra para investigação do seu crescimento na gravidade, depois de submetidas à microgravidade. No transporte, porém, dois pés ou indivíduos foram perdidos e a única que ficou, viveu um ano em terra e morreu. A morte da planta não pode ser explicada pelo fato dela ser a única remanescente do experimento.

Na próxima missão, que deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2016, uma das caixas será exclusivamente para plantas que vão crescer no solo, quando retornarem à Terra, é o que garante a doutora Scortecci. Dependendo do financiamento, a ressalva é da própria pesquisadora, a cada três ou seis meses serão coletadas amostras de folha, para análises bioquímicas, anatômicas e moleculares na tentativa de entendimento do metabolismo da planta.

A pesquisadora e seu grupo querem confirmar ou não se a planta guarda uma memória de gravidade zero. “Com isso, identificar novas informações nessas modificações metabólicas para a gente conseguir formar uma via, uma interação e elencar genes que seriam alvos para essa resistência, essa tolerância a condições de estresse”, torce.

O projeto de Katia Scortecci é um subprojeto no InEspaço (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estudos no Espaço).


Fonte: Site Nossa Ciência - 07/03/2016 - http://www.nossaciencia.com.br

Comentário: Veja nesta matéria leitor a importância deste Programa Microgravidade para Ciência Brasileira. No entanto, o mesmo não recebe nem do Poder Executivo, nem do Congresso Nacional (um fórum politico vergonhoso e de moral discutível) a devida atenção. O Brasil hoje detém não só a tecnologia de acesso ao espaço de voos suborbitais (como os protagonizados por foguetes de sondagem), bem como toda a infraestrutura física e humana necessária para realizar os lançamentos destes foguetes. Diante disto é inadmissível que o Programa Microgravidade deste órgão inócuo chamada Agência Espacial de Brinquedo (AEB) continue realizando apenas um voo a cada quatro anos. Temos condições e podemos sim realizar pelo menos três voos por ano (dois científicos e um tecnológico) que abria portas para um desenvolvimento científico tecnológico consistente de diversas instituições se vivêssemos realmente numa nação de verdade. Leitor, não há a menor dúvida quanto a isto, não há a menor razão para não realizarmos este objetivo. Ops, há sim leitor, falta de compromisso e seriedade desses governos populistas de merda. Uma grande prova disto está neste exemplo dado por este experimento acima. O PEB tem 55 anos de atividades e para realizar um vôo parabólico deste experimento, a pesquisadora Kátia Castanho Scortecci teve de fazer uma parceria com uma Universidade Alemã. É inaceitável que após tanto tempo a FAB com o histórico que tem em atividades espacias, não tenha ainda uma aeronave disponível para estes tipos de experimento (uma ótima opção não só para o PEB, como para própria FAB e para industria do país). Veja o exemplo da Marinha, imagine se a mesma não tivesse seus navios de pesquisas para atender o PROANTAR?

domingo, 24 de julho de 2016

Astrônomos da USP Tiram Dinheiro do Próprio Bolso Para Pagar Pesquisa

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante matéria postada hoje (24/07) no site do jornal “Folha de São Paulo”, destacando que Astrônomos da USP tiram dinheiro do próprio bolso para pagar pesquisa.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Astrônomos da USP Tiram Dinheiro do
Próprio Bolso Para Pagar Pesquisa

Por GIULIANA MIRANDA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
24/07/2016 - 02h00

Foto: Marcos Leoni/ Folhapress
O professor de astronomia da USP Jorge Meléndez.

Após corte de cerca de 80% de recursos, entre bolsas e outras verbas de financiamento, pesquisadores de um dos principais grupos de astronomia do Brasil estão recorrendo a vaquinhas virtuais, “favores” de universidades estrangeiras e até ao próprio dinheiro para continuar as atividades e se manter em nível competitivo internacional.

O ramo da astronomia e da astrofísica demanda altos investimentos em instrumentos de observação, capacitação e deslocamentos, seja para observações astronômicas ou para a participação em congressos e treinamentos.

Responsável no ano passado pelo primeiro exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) descoberto por um grupo brasileiro, o professor de astronomia da USP Jorge Meléndez diz que o bom desempenho científico de seu grupo não foi suficiente para garantir os recursos necessários para tocar os trabalhos.

“Tentamos contornar do jeito que dá, mas está bem difícil. Para ajudar meus alunos, eu tenho tirado dinheiro de minha reserva técnica do meu próprio projeto. Também tentamos obter dinheiro de todos os lados, como parcerias com universidades do exterior e a própria organização dos congressos”, diz.

Aluno de doutorado em astronomia na USP, Henrique Reggiani também precisou complementar do próprio bolso para conseguir se manter na Alemanha durante um período de estágio de capacitação em espectrometria avançada para sua pesquisa.

“Era uma oportunidade muito boa, Avaliei que valia ir mesmo assim”, explica.

Colega de Henrique no doutorado, a astrônoma Marília Corrêa Carlos, tenta um financiamento coletivo virtual para tentar garantir sua participação em um congresso em Porto Alegre.

Líder do projeto Sampa (Stellar Atmospheres, Planets and Abundances), Meléndez avalia que a situação da pesquisa no Brasil se deteriorou nos últimos dois anos, Ele critica algumas políticas de financiamento, como Ciências sem Fronteiras (programa federal de intercâmbio), que em sua opinião tiveram recursos “mal empregados”.

“ O problema é que os cortes de hoje muitas vezes só vão ser percebidos lá na frente, quando os nossos equipamentos já não conseguirem dar conta do trabalho”, diz.

As verbas para pesquisa no Brasil como um todo têm sofrido sucessivos cortes.

O investimento do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico)em auxílio a pesquisa caiu 50% em 2015 em comparação com 2014. Os números preliminares já liberados sobre 2016 não mostram qualquer tendência de recuperação.

Coordenadora da pós-graduação em astronomia do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP, Silvia Rossi diz que os cortes atingiram tanto as verbas para compra de equipamentos quanto as bolsas de pesquisa.

“Eu tento contemplar todo mundo e ajudar como dá, mas houve um corte muito expressivo dos recursos, especialmente da CAPES [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal , ligada ao Ministério da Educação] “, diz. “Eles cortaram bolsas que supostamente estavam ociosas, mas era um período em que os alunos da graduação estavam se formando e iam realizar procedimentos para avançar para a pós”, diz Rossi.

A coordenadora também afirma que houve redução de bolsas da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) – eram 44 em 2013 contra 27 em 2015 – e uma dificuldade adicional imposta pela agência.

“A FAPESP leva em consideração o histórico do aluno na graduação na hora de conceder uma bolsa de pós-doutorado. Há situações muito complicadas. Tive um aluno cujo o pai morreu no primeiro ano da faculdade e isso obviamente se refletiu no desempenho acadêmico dele. Mesmo com um bom desempenho na pesquisa hoje, ele não consegue bolsa de lá”

OUTRO LADO

O diretor-científico da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), Carlos Henrique Brito Cruz, afirmou que os cortes nas bolsas e verbas aconteceram de uma maneira ampla devido à queda da arrecadação de impostos do Estado de São Paulo, que é a fonte de financiamento da agência.

Brito Cruz diz concordar com os critérios de desempenho rígidos para a concessão das bolsas.

“Tendo em vista que essas bolsas serão pagas com dinheiro do contribuinte, elas tem mesmo de ser dirigidas a estudantes que tenham excelente históricos acadêmicos”.

“A astronomia é uma área prioritária para a FAPESP, temos grandes projetos que estão indo muito bem. O GMT (Giant Magellan Telescope) já recebeu R$ 48 milhões.”

Procurada, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) não comentou os cortes de recursos até a conclusão desta reportagem.


Fonte: Jornal “Folha de São Paulo” - 24/07/2016

sábado, 23 de julho de 2016

Ciência Sem Fronteiras (CsF) Muda e Deixa de Fora Estudantes da Graduação

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (23/07) no “Blog do Fernando Rodrigues” destacando que o programa Ciência sem Fronteiras (CsF) muda e deixa de fora Estudantes de Graduação.

Duda Falcão

UOL Notícias – Política

Ciência Sem Fronteiras Muda e Deixa
de Fora Estudantes da Graduação

Programa de intercâmbio será reformulado por ministro do MEC
Nova versão servirá como incentivo a alunos pobres do ensino médio
Pós-graduação continua com orçamento no Ciência sem Fronteiras

Fernando Rodrigues
23/07/2016 - 08:00

Dilma Rousseff e alunos do Ciência sem Fronteiras
no lançamento da 2ª etapa do programa, em 2014.

O Ministério da Educação vai deixar de financiar intercâmbios de universitários da graduação em instituições estrangeiras e passará a oferecer bolsas para estudantes do ensino médio de escolas públicas aprenderem outro idioma fora do Brasil.

“A ideia é contemplar estudantes pobres e de escolas públicas, que tenham bom desempenho e que possam passar um período no exterior, sobretudo, para o aprendizado de um outro idioma”, disse ao Blog o ministro da Educação, Mendonça Filho.

As informações são da repórter do UOL Gabriela Caesar.

Deputado federal pelo Democratas de Pernambuco, Mendonça é o único representante de sua legenda na Esplanada.

Ao acabar com o Ciências sem Fronteiras para a graduação, o ministro acredita que ajudará a destinar verbas federais para uma parcela da população que realmente aproveitará de maneira mais eficaz a experiência de passar 1 ano no exterior.

Mendonça Filho contou que ouviu relatos sobre estudantes da graduação que se dedicavam pouco aos estudos e aproveitavam o tempo para somente viajar durante o intercâmbio.

Havia também o problema da não equivalência de disciplinas entre os cursos de outros países e os do Brasil. Isso tornava o ano acadêmico internacional muitas vezes inaproveitável para efeitos curriculares.

O ministro relata também ter ficado surpreso ao saber que os gastos com as bolsas da graduação no Ciência sem Fronteiras eram iguais aos do programa de alimentação escolar para os alunos da educação básica em escolas públicas de todo o Brasil. Cada despesa custava R$ 3,7 bilhões por ano (dados de 2015).


Como se observa no quadro acima, o governo federal gastou R$ 105,7 mil por estudante do Ciência sem Fronteiras contra R$ 94,6 por aluno com merenda escolar. “Uma diferença assim me parece insustentável e não pode continuar'', disse Mendonça Filho.

Essa guinada do Ciência sem Fronteiras também está de acordo com a pretensão do presidente interino, Michel Temer, de tentar reforçar programas sociais para a população menos favorecida. Essa fórmula tem o objetivo de tentar descolar do Planalto a imagem de que o governo do peemedebista eliminará as políticas adotadas pelas administrações do PT.

Outro programa semelhante anunciado nesta semana é o Criança Feliz, vinculado ao Desenvolvimento Social e Agrário. Com custo anual de R$ 2 bilhões, 80 mil “visitadores'' farão acompanhamento presencial a filhos de até 3 anos de beneficiários do Bolsa Família.

Antes, o governo Michel Temer já havia anunciado o reajuste médio de 12,5% no Bolsa Família —equivalente a R$ 295,1 milhões a mais para os favorecidos pelo programa.

NOVA GRADE DO ENSINO MÉDIO

O ministro da Educação afirmou também que pretende fazer mudanças no ensino médio já em 2017. O objetivo da reforma é dar ao estudante autonomia para eleger as matérias pelas quais tem mais interesse.

Mendonça Filho disse que a flexibilização da grade tende a diminuir a evasão escolar e a tornar o ensino médio mais técnico. Segundo o MEC, 15,7% dos jovens de 15 a 17 interromperam os estudos.

Essa mudança na grade depende da aprovação de uma lei ordinária pelo Congresso. O assunto já foi tratado por Mendonça Filho com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que estaria a favor da flexibilização.

Para o ministro, o assunto não enfrentará resistência no Legislativo.

CUSTOS DO ENEM

O Exame Nacional do Ensino Médio não terá alterações durante a gestão de Mendonça Filho embora o ministro enxergue alguns problemas na prova.

O Enem de 2017 deve ser o único que ficará sob seu comando. Em 2018, ele deve disputar algum cargo eletivo e pode ter de se desincompatibilizar da função.

Indagado sobre o que gostaria de ver aperfeiçoado no Enem, Mendonça é cauteloso. Cita o custo total aproximado desse exame anual que serve para selecionar interessados em ingressar na maioria das universidades brasileiras.

“O Enem custa aproximadamente R$ 600 milhões. Seria bom se pudéssemos ter mais de 1 Enem por ano, mas seria necessário tentar reduzir esse custo. E é importante dizer que, desse valor total, o gasto com a correção da prova de redação consome perto de R$ 200 milhões'', disse.

Mendonça acha que seria necessário amadurecer um debate sobre a conveniência de ter ou não a prova de redação. Mas reconhece que haverá sempre muitas resistências a respeito. Prefere deixar isso para um momento no futuro –e talvez não seja possível concluir tal mudança na sua gestão.


Fonte: Blog do Fernando Rodrigues do UOL - http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br

Comentário: Pois é leitor, quando CsF foi lançado por esta debiloide petista, o Blog disse que apesar de ser uma boa ideia (ao mesmo tempo em que parabenizava à o governo da Ogra), avisamos aos nossos leitores que dificilmente esta iniciativa daria certo. É preciso entender que para qualquer programa governamental ou não, venha ser exitoso, o mesmo precisa partir do compromisso sério de obter resultados, ou seja, ter qualidade em todo seu processo, coisa que não interessa aos populistas de merda. Para um populista que se preze, quanto mais eleitores sejam beneficiados pelas suas irresponsáveis atitudes (o que eles chama de Programas Sociais), melhor, principalmente numa sociedade onde a ética, o compromisso, a falta de cidadania e de vergonha na cara imperam, e, portanto, esses vermes se valem destes tipos de programas para atingir seus objetivos nefastos na luta pelo poder.  Veja você o que o TEMER está fazendo, pense um pouquinho e você entenderá o que estou falando.

Um Pioneiro da Privatização das Riquezas do Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo mais um interessante artigo escrito pelo Sr. José Monserrat Filho e postado pelo companheiro André Mileski dia (20/07) em seu no Blog Panorama Espacial.

Duda Falcão

Um Pioneiro da Privatização
das Riquezas do Espaço

“A regra universalmente aceita é de que o que é bom para os negócios é bom para os Estados Unidos e para todo o mundo.” Veríssimo, Desperdício, 17 de julho de 2016

José Monserrat Filho *

A revista Science, de 11 de julho, publica o segundo personagem da série “Carreiras clandestinas”, assinada pela jornalista de ciências Alaina G. Levine, que destaca cientistas norte-americanos que tomaram “rumos especialmente incomuns”.

O personagem é Chris Lewicki, de 42 anos, com Mestrado em Engenharia Aeroespacial pela Universidade de Arizona, ex-diretor de voo dos carros robôs Spirit e Opportunity e ex-gestor da Missão Phoenix, das operações da Nasa em Marte. Naquela época, aprendeu a lidar com ampla gama de problemas técnicos, habilitou-se em guidance espacial, telemetria e comunicações, e desenvolveu uma visão de negócios em gerenciamento de projetos, formação de equipes e liderança.

Menino fissurado pelo Cosmos, passava noites digitalizando o céu limpo de sua terra natal, no norte de Wisconsin. Seu primeiro sonho, claro, foi ser astronauta. Mas isso, reconhece ele agora, foi bem mais “um investimento” para o que viria a ser “um tiro de longo alcance”.

Hoje é Presidente e Engenheiro-Chefe da Planetary Resources Inc., fundada em 2010 e renomeada em 2012, uma das empresas norte-americanas de mineração espacial que fizeram intenso lobby e foram beneficiadas pela lei HR 2262 (U.S. Commercial Space Launch Competitiveness Act), sancionada pelo Presidente Barack Obama em 25 de novembro de 2015, estabelecendo, entre outras coisas, o direito de propriedade privada para as empresas dos Estados Unidos (EUA) sobre os recursos naturais (sobetudo minerais) que elas extraírem de corpos celestes, como a Lua e asteroides. Parece querer acelerar o processo de privatização das riquezas espaciais.

A lei também é incomum. Nesta lei nacional dos EUA, a parte dedicada aos recursos naturais do espaço foi adotada para ser aplicada em asteroides e outros corpos celestes, que não são território nem jurisdição norte-americana – são bens comuns da humanidade. Mas sobre a polêmica e crucial questão jurídica nada mencionam nem o personagem, nem a jornalista.

Alaina Levine compara Chris Lewicki aos pioneiros que vieram explorar a América do Norte, trazendo “serras, sabres e picaretas para derrubar árvores, erguer abrigos, caçar comida e minerar a terra”. Por seu vez, “Chris Lewicki, em veia similar, conduz sua própria equipe de vagões cobertos – através do espaço, para minerar recursos que sobraram do nascimento do sistema solar.” A jornalista não fala em aventura e heroismo, mas tais imagens ficam bem sugeridas.

Alaina afirma que tarefa de Chris Lewicki é “identificar como os materiais de asteroides próximos da Terra – ou seja, metais e água – poderão ser usados um dia para facilitar missões e viagens espaciais de longa distância, e até mesmo para salvar os recursos sobreutilizados da Terra”.

Há controvérsias: os minerais dos asteroides virão salvar, substituir ou concorrer com os minerais da terra? O assunto já começa a preocupar empresas mineradoras de vários países. Afinal, os minerais extraídos do espaço poderão pousar aqui como um negócio altamente competitivo. Eles têm chance de dominar o mercado terrestre? Quem engulirá quem?

Conta Alaina que “Lewicki e sua equipe operam dentro do movimento emergente chamado 'Novo Espaço', no qual as empresas aeroespaciais trabalham para desenvolver serviços de turismo espacial ou tecnologias subjacentes a baixo custo. A mineração de recursos de asteroides é um aspecto importante desse esforço.” Não seria seu aspecto mais importante, já que seu resultado está estimada em trilhões de dólares? Quando o turismo espacial poderá alcançar essa fortuna?

Para Lewicki, "em toda nossa história de exploração do espaço, sempre trazemos tudo o que é preciso na viagem”. Daí que, frisa ele, o aproveitamento dos recursos abundantes de asteroides próximos da Terra permitirá “a criação de infraestrutura e indústrias no espaço, sem depender das remessas contínuas da Terra”. Ou seja, um negócio bem mais econômico e rentável.

Aliás, Lewicki responde não só por buscar novas tecnologias e avanços científicos para sua empresa minerar asteroides, mas sobretudo por convencer investidores a apostarem no negócio. A participação de poderosos financistas é vital para o êxito do ambicioso projeto. Eles são considerados os donos do mundo atual, pois compõem o 1% mais rico, como informa Joseph E. Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, em seu novo livro O Grande Abismo – Sociedades Desiguais e o que Podemos Fazer sobre Isso, recém publicado no Brasil.

Os empresários Peter Diamandis e Eric C. Anderson, fundadores e donos da Planetary Resources Inc., que conhecem Lewicki desde o curso secundário, contrataram-no “para levar a empresa adiante na próxima década”. Diamandis elogia Lewicki como “um grande misto de engenheiro de classe mundial, líder inspirador e pensador estratégico”. Que Lewicki tem todo o jeito de “pensador estratégico”, não parece haver dúvida. Resta saber em que tipo de interesses e ambições essa cabeça privilegiada está empregando o seu talento.

Diz a jornalista: A tarefa de Lewicki é “monumental”, mas ele é “destemido”. Além de cuidar das operações do dia a dia da Planetary Resources Inc., ele angaria investimentos, negocia com governo e o Congresso dos EUA e de outros países, com a Nasa, com outras companhias de mineração e empresas de software. Ele conversou várias vezes com deputados e senadores norte-americanos, fortalecendo o lobby para lograr a aprovação da Lei que acabou assinada por Obama, no final de 2015. Neste ano, concluiu acordo com o Governo de Luxemburgo para abrir um escritório também naquele país europeu, que está muito interessado em criar uma lei similar a dos EUA em favor das empresas de mineração no espaço. Em suma, ele também faz muita política, “para desenvolver um quadro político que começa a antecipar o avanço deste setor”.

Em outras palavras, ele se empenha em convencer os governo de muitos países ao redor do planeta que a mineração de asteroides por empresas privadas é um bom negócio para todo o mundo.

“Apesar de toda sua carreira ter se concentrado em olhar o céu e perseguir grandes ambições, Lewicki tem boa parte de suas motivações sediada aqui na terra mesmo”, destaca a jornalista. Ele ousa sustentar uma tese em causa própria: na Terra, “há tantos recursos para sair por aí, que devemos parar de usá-los” (“there are only so many resources [on Earth] to go around, and we have to stop using them”). Não é preciso dizer que, com essa declaração, mesmo que não o queira, ele está recomendando o uso de recursos do espaço, que empresas como a dele pretendem extrair dos asteroides e trazer para vender aqui na Terra.

Encerrando a entrevista, Lewicki proclama que seu negócio chegou para salvar o planeta: “O que há logo ali nos asteroides próximos da Terra pode sustentar o resto da civilização humana durante toda a vida do Sol... Esta é a nossa oportunidade de proteger o nosso planeta, o único lugar que vai ser a nossa nave espacial ainda por muito, muito tempo.”

Em honra a Lewicki, já se conseguiu nos EUA dar seu nome a um asteroide.

Será justa essa homenagem? Será real o que ele proclama? Qual é sua efetiva contribuição à ciência e à tecnologia espaciais em benefício da humanidade? Isso importa mesmo ou esta é apenas a construção de uma celebridade conveniente (e nada clandestina) no país mais rico e poderoso do mundo?

* Vice-Presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, Membro Pleno da Academia Internacional de Astronáutica (IAA) e ex-Chefe da Assessoria Internacional do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). E-mail: jose.monserrat.filho@gmail.com.


Fonte: Blog Panorama Espacial - http://panoramaespacial.blogspot.com.br/

Olimpíada Brasileira de Matemática é Porta de Entrada Para Conquistas Internacionais

Olá leitor!

Segue agora uma interessante nota postada dia (22/07) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) destacando que a Olimpíada Brasileira de Matemática é porta de entrada para Conquistas Internacionais.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Olimpíada Brasileira de Matemática é Porta
de Entrada Para Conquistas Internacionais

Criada em 1979, competição tem revelado talentos no país, como Artur Avila,
vencedor da Medalha Fields em 2014, e a equipe nacional que garantiu o
melhor resultado do Brasil na Olimpíada Internacional, em Hong Kong.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 22/07/2016 | 17:29
Última modificação: 22/07/2016 | 17:41

Crédito: Divulgação
Brasileiros que participaram da Olimpíada Internacional
de Matemática, em Hong Kong, tiveram o melhor resultado
com seis medalhas.

O Brasil conquistou este mês seu melhor resultado em 75 edições da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), realizada em Hong Kong. A equipe brasileira trouxe para casa cinco medalhas de prata e uma de bronze e garantiu o 15º lugar na colocação geral, a frente de países tradicionais como Alemanha, França e Romênia. Em comum entre os estudantes, além do interesse pela matemática, está o início da trajetória de sucesso nas competições pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM).

Criada em 1979 por iniciativa da Sociedade Brasileira de Matemática, a OBM tem o objetivo de estimular o estudo da disciplina nas escolas, aperfeiçoar a capacidade dos professores e descobrir novos talentos. A partir do 6º ano do ensino fundamental já possível a qualquer estudante de escola pública ou privada participar da competição. Os alunos que se destacam são escolhidos para representar o país em competições internacionais.

"Boa parte dos jovens matemáticos brasileiros de talento foi descoberta pelas Olimpíadas, como o Artur Avila, que em 2014 ganhou a Medalha Fields, o prêmio de maior prestígio da matemática internacional, comparado ao Nobel", afirma o coordenador da OBM e pesquisador Carlos Gustavo Moreira, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Ele acrescenta que as competições têm sido decisivas na escolha dos jovens por uma carreira científica.

Alunos

Andrey Shan Chen, 16 anos, de Campinas (SP), foi medalhista de prata nesta edição da IMO. Ele participou da OBM pela primeira vez em 2010 e afirma que as competições abriram para ele a chance de novas perspectivas. "A matemática é um mundo à parte. Entrar nesse mundo te dá uma rede de relações e oportunidades que podem te ajudar pelo resto da vida", diz.

Gabriel Toneatti Vercelli, 18, de Osasco (SP), não foi muito bem na sua primeira participação na OBM, mas não se deixou abater. "Utilizei esse pequeno fracasso como força propulsora para estudar mais, porque foi a primeira vez que senti o quanto ainda tinha a aprender mesmo na área que mais dominava", ressalta o medalhista de prata.

Já Pedro Henrique Sacramento, 17, de Vinhedo (SP), que também ganhou a medalha de prata, relata que um mundo novo se abriu para ele graças às competições. "Conheci lugares que nunca sonhei como Romênia, Porto Rico, Tailândia, Hong Kong. Fiz amigos, conheci outras culturas e tenho oportunidades com as quais nem ousava sonhar. As olimpíadas me abriram portas, e sei que abrirão muitas outras", conclui.

Em 2017, a Olimpíada Internacional de Matemática vai ser sediada pela primeira vez no Brasil. O calendário da OBM e das competições internacionais podem ser vistos no site www.obm.org.br.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Queda de Meteoro Assusta Cidade do Sul da Argentina

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma notícia postada ontem (22/07) no site “G1” do globo.com, destacando que queda de meteoro assustou cidade do sul da Argentina.

Duda Falcão

CIÊNCIA E SAÚDE

Queda de Meteoro Assusta
Cidade do Sul da Argentina

População se assustou com barulhos inesperados de explosões.
Cientista do Observatório Astronômico de Neuquén revelou mistério

Da France Presse
22/07/2016 - 12h16
Atualizado em 22/07/2016 - 12h16

Explosões inesperadas provocaram medo entre os habitantes da cidade de General Roca, no sul da Argentina, até ser revelado que a origem do fenômeno era um meteoro que se desintegrou antes de atingir o solo.

O incidente ocorreu na tarde de quarta-feira (20) e devido à potência dos estrondos, que fizeram vários edifícios tremerem e quase quebraram os vidros, alguns moradores pensaram que se tratava de um terremoto.

"Tremeu tudo", resumiu o prefeito da cidade, Martín Soria, mas nada foi encontrado na zona por bombeiros, policiais e funcionários da Defesa Civil que buscavam rastros que explicassem o fenômeno. General Roca está 1.100 km a sudoeste de Buenos Aires.

Finalmente o mistério foi revelado: o causador dos estrondos havia sido um meteoro que entrou na atmosfera a uma velocidade de 2.400 quilômetros por hora, entre 8.000 e 10.000 metros de altura.

"Surpreendeu porque caiu na atmosfera sobre uma zona habitada. Se caísse no deserto, no mar, na Antártica, não saberíamos", explicou o astrônomo Roberto Figueroa, responsável pelo Observatório Astronômico de Neuquén (perto de General Roca), que revelou o mistério à imprensa local.

O cientista estimou que o meteorito tinha 12 metros de diâmetro e se dilatou até se romper em três fragmentos.


Fonte: Site “G1” do globo.com – 22/07/2016

Comentário: Pois é a natureza continua avisando.

Charge do Dia - Brincando Com o Futuro do PEB

Olá leitor!

O presidente do CEFAB (Centro Experimental de Foguetes Aeroespaciais da Bahia), Carlos Cássio Oliveira, além de ser uma pessoa extremamente comprometida como o que faz, ainda arranja tempo para atuar como chargista. Veja abaixo.

Duda Falcão

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Missão SHEFEX-3 Muda de Nome e Será Agora Lançada em 2019

Olá leitor!

Lembra da "Missão SHarp Edge Flight EXperiment III (SHEFEX – III)" , projeto este do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) que estava inicialmente prevista para ser lançada de Alcântara, em 2016, através do voo de qualificação do VLM-1?

Pois então, após divulgamos que esta missão não ocorreria mais do Brasil (coisa que o Governo e o IAE já sabiam provavelmente desde 2013, mas mantiveram a mentira até a nossa nota ser publicada), isto devido a falta de compromisso do país com o projeto do veículo lançador (VLM-1), descobrimos que a missão mudou de nome e agora foi remarcada para ser lançada em 2019.

Bom leitor, com relação a está nova Missão que agora passou a se chamar de RE-usability Flight Experiment (REFEX), não há ainda informações sobre qual o lançador será usado, mas parece-me que ‘dependendo do peso deste experimento’, o foguete utilizado poderá ser o futuro SMILE europeu. Além disso, parece-me que com esta nova missão, tudo indica a Missão SHEFEX-III não será mais realizada. Vamos aguardar.

Vale dizer que algumas mudanças estão sendo implementadas (especialmente pelo Andoya Space Center - ASC) no que diz respeito a foguetes, e essas mudanças me parece colocam em risco o mercado dos foguetes brasileiros neste centro espacial norueguês. É só observar os planos da ASC, não só na questão do SMILE, bem como em relação a novos foguetes de sondagem.

Foguete Improved Malemute da
"Operação MaxiDusty".
Até mesmo o DLR, que já ratificou sua participação no Projeto do SMILE - Small Innovative Launcher for Europe (dando um recado claro ao IAE/Brasil), andou recentemente testando um novo foguete de sondagem no próprio centro de lançamento do ASC. Tratou-se do lançamento de qualificação de um novo foguete denominado  ”Improved Malemute”, quando da realização bem sucedida da “Operação MaxiDusty”.

Vale lembrar, que apesar disto, o DLR também andou testando em outubro de 2015, durante a realização da “Operação O-STATES”, um novo foguete denominado VS-31/Orion, este composto pelo motor-brasileiro S-31 e pelo motor de origem norte-americana Improved Orion, mas isto foi em 2015.

Será que a falta de compromisso brasileiro dos últimos anos tem mudado a forma de pensar do DLR alemão? Na questão do VLM-1 tudo indica já haver um grande estremecimento entre o IAE/DLR, afinal não faria sentindo nenhum (se assim não fosse), o DLR ratificar o projeto do SMILE, mesmo ele tendo uma capacidade de carga inferior ao VLM-1 (apenas algo em torno de 50 kg). Além disso, e os foguetes de sondagens? Será que serão afetados? Aparentemente já estão sendo, mas vamos aguardar os acontecimentos para termos uma maior certeza quanto a isto.

Seja como for leitor, o caso do VLM-1 é uma prova de que o problema básico do Programa Espacial Brasileiro é a falta de compromisso do Governo para com o que ele denomina fantasiosamente de "Projeto Estratégico".

Duda Falcão