sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Engenheiro do ITA, Joseense Dirige no DLR Mapeamento em 3D Inédito da Terra

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (19/10) no site “G1” do globo.com destacando que um engenheiro formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) nascido em São José dos Campos (SP) dirige para a Agência Espacial Alemã (DLR) o mapeamento inédito em 3D da Terra.

Duda Falcão

VALE DO PARAÍBA E REGIÃO

Engenheiro do ITA, Joseense Dirige
Mapeamento em 3D Inédito da Terra

Alberto Moreira estudou na escola João Cursino, fez a graduação no ITA e depois
conseguiu uma bolsa de mestrado na Europa. Lá, trabalho chamou
atenção da Agência Espacial da Alemanha.

Por André Luís Rosa,
G1 Vale do Paraíba e região
19/10/2018 - 11h47
Atualizado há 5 horas

Foto: Arquivo pessoal
Alberto se formou na década de 1980 no ITA em São José.

Durante um vôo solitário, em um planador, o joseense Alberto Moreira, de 56 anos, sonhou alto - fazer um mapa em três dimensões do planeta Terra. Mas na época, em 1986, o recém-formado engenheiro do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, não tinha recursos para isso.

A saída foi estudar ainda mais e obter uma bolsa pra um curso de mestrado na Alemanha. Se mudou pra lá com a esposa e o sonho começou a se tornar real.

Alberto ingressou n Agência Espacial da Alemanha. Logo integrou a equipe do instituto e o conhecimento do brasileiro chamou a atenção dos alemães.

Em pouco tempo ele se tornou diretor do centro de radares da agência. Esse foi o primeiro passo do projeto TanDEM-X. Basicamente, dois radares fazem o mapeamento do planeta. Eles estão em órbita a 500 quilômetros de altura, um ao lado do outro.

"Esses satélites têm um radar em cada um deles. Os dois transmitem ondas de microondas e a gente recebe o eco. É igual ao morcego. O morcego dá um berro e recebe o eco e com as duas orelhas ele consegue localizar o inseto com precisão de milímetros. E os radares funcionam do mesmo jeito", explica o engenheiro.

Esse mapeamento revelou detalhes do desmatamento na Amazônia Boliviana e também a comprovação em três dimensões do derretimento das geleiras.

Fotos: DLR
Desmatamento da Amazônia mapeado pelos radares.
Derretimento das geleiras.

Trajetória

Antes de ingressar no ITA, Alberto estudou na escola estadual João Cursino, em São José dos Campos. E, sempre que pode, ele procura voltar pra cidade, durante as férias. "Eu amo o Brasil. É o meu lugar preferido pra visitar durante as férias", afirmou.

E o sonho do joseense é poder ver melhor a cidade que serviu de inspiração pra esse sonho de ver o planeta em três dimensões. "Ainda vou tirar uma imagem de três dimensões de São José dos Campos e ver se eu acho alguma coisa especial. E eu tenho certeza que quando eu ver essas imagens do TanDEM-X em 3d dimensões eu vou ficar apaixonado", concluiu.

Foto: DLR/BBC
O mapa mostra variações de altitude na superfície
terrestre ao longo de mais de 148 milhões de km².
Cientista de São José chefiou projeto de mapeamento em 3D do planeta Terra.


Fonte: Site “G1” do globo.com – 19/10/2018

Comentário: Pois é leitor, desde a criação do Blog BRAZILIAN SPACE que estamos mostrando histórias como esta de brasileiros formados no ITA e em outras instituições de ensino do país que, após deixaram o Brasil, chegaram ao sucesso em suas carreiras trabalhando para sociedades de nações que conduzem seus programas espaciais com mais seriedade e compromisso. Os exemplos são inúmeros, e alguns desses profissionais até resolveram voltar (colocando em risco as suas trajetórias profissionais) para assim dar retorno a Sociedade Brasileira, numa clara demonstração de consciência cidadã (Ex: Eng. Lucas Fonseca da startup Airvantis), mas a grande maioria continua lá fora trabalhando firme nas pesquisas em diversas áreas que envolve o desenvolvimento espacial. Imagine você leitor se esses profissionais estivessem aqui no Brasil trabalhando em prol do desenvolvimento espacial do país com o total apoio de um governo comprometido e cobrando por resultados, onde estaríamos hoje? Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio do vídeo que acompanha esta matéria.

FAB Participa Em Brasília da Quarta Reunião do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota interessante notícia postada ontem (18/10), no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que a FAB participou em Brasília da quarta reunião do “Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB)”.

Duda Falcão

ESPAÇO

FAB Participa de Reunião do
Comitê de Desenvolvimento do
Programa Espacial Brasileiro

Esta foi a quarta reunião do grupo que trabalha pela
potencialização do Programa Espacial

Por Ten Emília Maria
Revisão: Cap Landenberger
Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 18/10/2018 - 20:00

Fotos: Sgt Bruno Batista/CECOMSAER
O Comitê é formado por representantes de diversos órgãos.

Foi realizada, nesta quinta-feira (18), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), a quarta reunião do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB), criado pelo decreto presidencial 9.279, de 6 de fevereiro de 2018. O objetivo do colegiado, coordenado pelo Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, é fixar diretrizes e metas para a potencialização do Programa Espacial Brasileiro.

Comandante da FAB participou da reunião.

Ao se referir ao trabalho realizado ao longo de 253 dias de Comitê, o Ministro Chefe do GSI, General de Exército Sergio Westphalen Etchegoyen, ressaltou os avanços realizados e falou da relevância das discussões. “Nossas responsabilidades são enormes e já progredimos muito. Precisamos entender o mundo em que estamos vivendo e nos adequarmos a ele”, disse ao comparar a situação do Brasil com outros países da América Latina na área espacial.

Durante esta quarta reunião, foram abordados temas como o prosseguimento das negociações com os Estados Unidos a respeito do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST); o andamento do processo de criação da empresa pública ALADA; e a necessidade de implementação de políticas públicas e ações sociais no entorno do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão; entre outros.

Major-Brigadeiro Aguiar ressaltou a importância das reuniões

Na ocasião, o Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, reforçou a importância das reuniões. “É uma forma de reunir vários órgãos essenciais à nossa área espacial e facilita sobremaneira a tomada de decisões, levando a necessárias decisões multidisciplinares”, disse.

Participam do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro como membros os Ministérios da Casa Civil; da Defesa; das Relacões Exteriores; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O Comitê é formado por representantes de diversos órgãos.

Nesta reunião estiveram presentes, além do Ministro Chefe do GSI, o Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato; o Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar; o Secretário de Assuntos de Defesa e Segurança Nacional do GSI, Major-Brigadeiro do Ar Dilton José Schuck; o Subdiretor de Contratos e Convênios da Diretoria de Economia e Finanças da Aeronáutica, Brigadeiro do Ar Vincent Dang; e o Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais, Brigadeiro do Ar José Vagner Vital; entre outros oficiais-generais e oficiais superiores da FAB, além de representantes dos Ministérios que compõem o Comitê.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Pois é leitor, 253 dias de Comitê e as incertezas continuam enormes quanto à eficácia das ações deste Comitê. Por enquanto muito bla-blá-blá e nada de efetivo que se possa enxergar, há não ser o aparente isolamento da nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB) e de seu presidente incompetente. Vamos aguardar o resultado das eleições para tentarmos assim uma entrevista com o provável candidato eleito Jair Messias Bolsonaro, ou com o seu indicado para o Ministério de C& T, o Astronauta Marcos Pontes. De 01 a 03/11 será realizado na bela cidade de Foz do Iguaçu (PR) o “I Congresso Aeroespacial Brasileiro (I CAB)” com a participação entre outros do Astronauta Marcos Pontes, e seria muito importante se o presidente eleito (isto caso seja liberado pelos seus médicos) pudesse comparecer na abertura do evento, ou mesmo em seu ultimo dia, para assim não só ratificar a importância estratégica que dará a esta área em seu governo, bem como ouvir e debater com os próprios profissionais os problemas do PEB.

Militar Brasileiro é Destaque em Mestrado na Área de Engenharia Espacial na Itália

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada recentemente no site oficial do Exercito Brasileiro (EB), destacando que militar desta corporação foi destaque na Itália em Mestrado na Área de Engenharia Espacial.

Duda Falcão

Militar Brasileiro é Destaque em Mestrado
na Área de Engenharia Espacial na Itália

Roma (Itália) – A Scuola di Ingegneria Aerospaziale (Escola de Engenharia Aeroespacial) da Università La Sapienza (Universade de Roma), Itália, concluiu no ano acadêmico de 2018 a 16ª edição do Mestrado em Engenharia Aeroespacial. A Escola de Engenharia Aeroespacial forma especialistas desde 1926, sendo a mais tradicional instituição de ensino italiana na área de fomento e desenvolvimento de tecnologias para o setor aeroespacial europeu.

O Mestrado foi realizado em língua inglesa e contou com a participação de discentes italianos e nove estrangeiros, civis e militares. Dentre estes, o 1° Ten QEM Ricardo Freire da Silva. O curso possui duração presencial de dois anos, mas o militar brasileiro realizou somente o segundo ano do Mestrado, uma vez que sua graduação no Instituto Militar de Engenharia (IME) e demais especializações realizadas na área aeroespacial lhe conferiram isenção da frequência no primeiro ano da atividade.

A tese de Mestrado defendida pelo 1º Ten Ricardo Freire apresentou o seguinte título: “Solução Brasileira de Sistema de Aumento Via Satélite” (Brazilian Satellite-Based Augmentation System Solution). O trabalho evidenciou mecanismos capazes de solucionar questões referentes à dependência brasileira de acesso aos sistemas globais de navegação e posicionamento via satélite. O sistema proposto pelo militar brasileiro cria subsídios para o processo de autonomia do Brasil perante os demais sistemas satelitais estrangeiros, conforme diretrizes contidas na Estratégia Nacional de Defesa (END).

Com a conclusão do Mestrado em outubro do corrente ano, o 1º Ten Ricardo Freire alcançou a maior média individual da Universidade de Roma na área aeroespacial, sendo laureado como o destaque da edição 2018. Por ter concluído o curso com a média máxima (110/110, conforme o sistema educacional local), o militar brasileiro também foi indicado pela Universidade para uma condecoração da República Italiana, a Premiazione Laureati Eccellenti (Prêmio de Excelência no Ensino), cuja titulação é concedida pelo Ministério da Educação do país.



Fonte: Site do Exercito Brasileiro (EB) - http://www.eb.mil.br

Comentário: Pois é caro leitor, isto demonstra a qualidade do ensino executado nos institutos militares no Brasil e neste caso específico no Instituto Militar de Engenharia (IME). Entretanto, esses jovens profissionais que estão saindo desses institutos ou das universidades brasileiras, estão há décadas sendo mal utilizados ou não utilizados de forma alguma, obrigando os mesmos a se transferirem para iniciativa privada, para o exterior afim de trabalharem em outros programas espaciais, ou até mesmo para outras áreas onde suas qualificações podem ser empregadas. Uma pena e um grande desperdício que talvez não ocorra em lugar nenhum do mundo, mas infelizmente no Brasil com esta sociedade de mentalidade egocêntrica, estupida  e corrupta não há como fugir disto. A nossa esperança é que, com a provável eleição do candidato a presidência Jair Messias Bolsonaro esta sociedade egocêntrica, estupida e corrupta venha finalmente amadurecer, e dar assim inicio a uma profunda mudança cultural e de ética. O Blog BRAZILIAN SPACE aproveita para parabenizar o 1° Ten QEM Ricardo Freire da Silva pela sua conquista. Well done.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Projeto da FAB Busca Velocidade Hipersônica

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (18/10) no site da “Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)”, dando destaque ao projeto da Força Área Brasileira (FAB) que está em busca da Velocidade Hipersônica.

Duda Falcão

SEMANA DE C&T

Projeto da FAB Busca Velocidade Hipersônica

Publicado: Quinta, 18 Outubro 2018 - 10:27
Última Atualização: Quinta, 18 Outubro 2018 - 10:29

Já pensou viajar de Brasília a Salvador em menos de meia hora? Isso já é possível se você for piloto da Força Aérea Brasileira (FAB). Os caças, modelo Gripen, que entram em operação em 2019, fazem esse trajeto em 27 minutos. Cerca de dois mil quilômetros por hora, velocidade supersônica.

E se for mais depressa ainda? Cinco vezes mais rápido? A aeronáutica desenvolve desde 2006, com o apoio da CAPES, um projeto que pretende atingir a velocidade hipersônica. A tecnologia do projeto 14X é uma vanguarda em todo o planeta

Aproximadamente 40 pessoas estão envolvidas diretamente no projeto. Os primeiros testes em voo de motor hipersônico, como o 14X, serão realizados em 2020. A máquina vai entrar em funcionamento na estratosfera, a 40 quilômetros de altura. A previsão dos pesquisadores é de que a aeronave atinja a velocidade supersônica durante cerca de cinco segundos e exploda em seguida.

Claudio José Rocha, pesquisador da FAB, afirma que o os testes do motor no túnel de vento tiveram bons resultados e que agora é preciso colocar o protótipo no ar. “A partir dos ensaios em solo, que foram feitos em túneis de vento, nós tivemos a conclusão de que o nosso motor hipersônico é viável e funciona”.

O pesquisador explica que como os tempos de teste são muito curtos no túnel de vento, são necessários ensaios em voo para que seja possível atestar que o motor é viável tecnicamente. Só assim ele poderá ser produzido e otimizado para as aplicações civis e militares. Cada teste com o motor hipersônico ligado dura cerca de 50 milissegundos, mais rápido que um piscar de olhos.

Os laboratórios de desenvolvimento ficam no Instituto de Estudos Avançados da Aeronáutica, em São José dos Campos. A evolução da tecnologia aeronáutica brasileira ajuda não só no desenvolvimento da ciência, como também melhora a economia local.

O coronel Lester Faria, diretor do Instituto de Estudos Avançados da Aeronáutica, comenta que estão se desenvolvendo municípios como São José dos Campos e cidades do seu entorno, como Campinas e a própria capital, São Paulo. “Do mesmo modo podemos falar de Alcântara e São Luís no Maranhão, de onde é lançado o produto. A gente gera emprego, faz a economia girar e incentiva as universidades dessas localidades. É um produto completo”.

Com o avanço do programa, os pesquisadores esperam captar mais recursos para desenvolver outras tecnologias. Além da CAPES, a pesquisa recebe recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da FAB e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).




Comentário: Pois é leitor, sou um grande admirador deste projeto, mas a FAB precisa mostrar a Sociedade Brasileira interessada que, a Força Aérea esta realmente comprometida em apresentar resultados concretos, já que este projeto vem se arrastando há anos com promessas que não se cumprem, repetindo assim a mesma trajetória de diversos outros projetos do PEB (não só da FAB é preciso dizer) que sugiram e desapareceram sem apresentar nada de concreto. Vamos torcer para que esta equipe de 40 pesquisadores envolvidas neste projeto possam realmente realizar o primeiro voo atmosférico deste veículo 14X em 2020, como atesta esta notícia, e que não se leve mais 10 anos para se realizar outro voo teste. Hoje leitor a esperança de todos é que, com a provável eleição do candidato Bolsonaro a presidência do Brasil, os rumos do PEB e do país como um todo serão o da competência e do comprometimento com o desenvolvimento brasileiro, porém ainda teremos de aguardar para ver. A luta continua. Agradecemos a nossa leitora Mariana Amorim Fraga pelo envio desta notícia.

Alcântara - Justiça Manda Indenizar em R$ 278 Mil Família de Vítima de Explosão

Olá leitor

Veja abaixo leitor uma notícia publicada ontem (17/09) no site “Defesanet.com” destacando que a Justiça manda indenizar em R$ 278 mil família de vítima de explosão do VLS-1 em Alcântara.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL – ESPECIAL ESPAÇO – TECNOLOGIA

Alcântara - Justiça Manda Indenizar em
R$ 278 Mil Família de Vítima de Explosão

Explosão ocasionou, 21 mortes em 2003, na base de Alcântara

Guilherme Coura
Especial para o Estado
17 de Outubro, 2018 - 23:00 ( Brasília )

Foto: Ed Ferreira/Estadão
Explosão ocasionou 21 mortes em 2003.

Funcionário do Centro Técnico Aeroespacial morreu no acidente com Veículo Lançador de Satélites, em 2003; desastre fez 21 vítimas fatais e foi provocado, segundo Ministério da Defesa, pelo acionamento súbito de um propulsor, aliado à 'degradação das condições de trabalho e segurança'.

Negligência e omissão, segundo entendimento da Justiça Federal, levaram à explosão de um Veículo Lançador de Satélites (VLS) na base de Alcântara (MA) em 2003. A decisão em primeira instância, movida pelo filho e viúva da vítima, havia sido acolhida parcialmente, com a decretação de pagamento por dano moral.

Em julgamento de recurso, o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3) determinou que as indenizações previdenciárias – que já estão sendo pagas pela União -, e material, não excluem a indenização por danos materiais, fixada em R$139 mil para cada autor do processo.

O desastre matou 21 pessoas e foi provocado, segundo relatório técnico do Ministério da Defesa, pelo acionamento súbito de um dos propulsores do VLS, aliado à ‘degradação das condições de trabalho e segurança’ para os técnicos envolvidos no lançamento.

A desembargadora federal relatora do processo, Diva Malerbi, enfatizou que as conclusões e recomendações da Comissão de Investigação ‘não deixaram qualquer dúvida de que a União negligenciou e se omitiu no seu dever de garantir a segurança do projeto em todos os aspectos alvo de análise pelos técnicos’.

COM A PALAVRA, A UNIÃO

A Advocacia-Geral da União ainda não foi notificada da decisão.


Fonte: Site do defesanet.com

Comentário: Pois é leitor, hoje tenho duvidas se este acidente foi provocado somente por negligencia e omissão governamental, ou se houve algo mais em toda essa história. Porém independente disto, esses 21 heróis brasileiros sacrificaram as suas vidas por este projeto e pelo Brasil por acreditarem que poderiam fazer a diferença. Entretanto, nunca foram adequadamente indenizados (se é que isso possa ser feito integralmente) bem como homenageados e reconhecidos como heróis, nem pelas Forças Armadas, e muito menos por esta sociedade desinformada e egocêntrica em que vivemos. Fico muito feliz em saber da vitória desta viúva e de seu filho nesta questão, e parabenizo a ambos por esta conquista. O nosso reconhecimento aos que fizeram e contribuíram para o desenvolvimento de meu país, e o nosso total repudio a prática de reconhecimento de órgãos públicos e militares a indivíduos carreiristas e sem serviços relevantes prestados a nação, como por exemplo, o ocorrido em outubro de 2012 (veja aqui).

Associação COBRUF Divulga Informações Preliminares Sobre as Inscrições de Suas Competições

Olá leitor!

A Associação COBRUF divulgou recentemente em sua página oficial no Facebook algumas informações preliminares sobre as inscrições de equipes nas Competições Aeroespaciais COBRUF (Foguetes Experimentais, Trajes Espaciais Planetários, CubeSats de Espaço Profundo, Drones Marcianos, Rovers Marcianos e Submarinos Robóticos de Exploração de Mundos Oceânicos)

Segundo a COBRUF, com estes resultados preliminares, esta associação torna-se a primeira a realizar uma competição internacional de exploração espacial no Brasil. E vale lembrar que, a maioria das Competições Aeroespaciais COBRUF são as primeiras de sua natureza a serem realizadas no mundo, ainda em suas edições testes, o que torna este resultado muito mais expressivo, e deixa cautelosamente otimista a diretoria da COBRUF de que estão caminhando na direção correta para as estabelecer como referências internacionais.

“Ainda há muito a ser feito, e muito a aprender, mas nossas ambições vão ainda mais longe e acreditamos ser um passo bem impactante para o avanço do acesso dos estudantes a oportunidades que venham contribuir com a exploração espacial pacífica” comenta Emersson Nascimento, presidente da Associação COBRUF.


As inscrições de equipes para todas as competições continuarão abertas até dia 20/10, e os interessados em participar como expectadores da COBRUF Rockets também podem se inscrever para este evento que ocorrerá de 1 a 7 de dezembro no CLBI, em Natal-RN.

Saiba mais pelo link abaixo:


Duda Falcão

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

INPE Está Levando Ciência e Tecnologia as Escolas e Parque de São José dos Campos

Caro leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (16/10) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que desde ontem o instituto está levando ciência e tecnologia as escolas e parque de São José dos Campos.

Duda Falcão

NOTÍCIA

INPE Leva Ciência e Tecnologia a Escolas
e Parque de São José dos Campos

Por INPE
Publicado: Out 16, 2018

São José dos Campos-SP, 16 de outubro de 2018

Cientistas e engenheiros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) realizam exposições, palestras e oficinas no Parque Vicentina Aranha e instituições de ensino, em São José dos Campos (SP), como parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2018).

As atividades servem para aproximar a ciência da sociedade, incentivar o conhecimento tecnológico para jovens e promover a pesquisa como instrumento para o desenvolvimento sustentável do país.

De terça (16) a sexta-feira (19), o INPE estará em escolas de ensino fundamental e médio para falar sobre o Sistema Solar e a influência da astronomia no cotidiano, satélites artificiais para o conhecimento da Terra, entre outros temas. Também haverá atividades práticas nas áreas de clima espacial, cubesats e mudanças ambientais globais, conforme a programação disponível aqui.

Às 19 horas desta terça-feira (16), uma palestra aberta ao público deve estimular a participação da mulher no desenvolvimento da ciência e tecnologia. Será no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).

No Parque Vicentina Aranha, “O que são buracos negros” será o tema do encontro “Astronomia para Todos” às 19h30 de quinta-feira (18). Haverá observação de astros se o céu estiver limpo.

Na quinta-feira (18), das 14h às 17h, o Parque receberá diversas instituições científicas e da área de educação para apresentações acerca do tema da SNCT 2018: “Ciência para a Redução das Desigualdades”. O INPE levará maquetes do SCD, o primeiro satélite desenvolvido pelo Brasil, e do CBERS, resultado da parceria com a China que permitirá ao País lançar, em 2019, o satélite de observação da Terra CBERS-4A.

Também será exposta uma réplica do Tancredo-1, um microssatélite construído por alunos de uma escola pública de Ubatuba (SP) com o suporte de engenheiros do INPE, além do aplicativo Space-Time Quest, que simula a construção de um detector de ondas gravitacionais.

As atividades abertas ao público no Parque Vicentina Aranha, na tarde de quinta-feira, são promovidas em parceria pelo INPE, Sociedade de Especialistas Latino-Americanos em Sensoriamento Remoto (SELPER Brasil), Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (ICT Unesp), Associação para o Fomento de Arte e Cultura (AFAC) do Parque Vicentina Aranha, Projeto Ciência no Parque, Secretaria de Educação e Cidadania de São José dos Campos e Visiona Tecnologia Espacial.

Mais informações: www.inpe.br/snct2018


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Por Que os Balões Despontam Como Futuros Substitutos dos Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo postado ontem (14/10) no site “BBC Brasil” fazendo uma analise do porque os balões estão despontando como futuros substitutos dos satélites.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Por Que os Balões Despontam Como
Futuros Substitutos dos Satélites

David Hambling
BBC Future
14 outubro 2018

Imagem: World View/ Randy Metcalf
Os balões já oferecem tecnologia para
comunicação e monitoramento.

O futuro próximo: turistas animadamente espiam a Terra por uma pequena janela, encantados com a vista da escuridão estrelada, acima; e do horizonte azul curvado, abaixo. Eles não estão, no entanto, a bordo de uma espaçonave, e sim de um "balão de quase-espaço". Ele foi lançado da Mongólia, e não de Houston, nos Estados Unidos. E os turistas são chineses.

Tais balões são a nova "alta fronteira". Em 1958, a Rússia impressionou o mundo ao lançar o Sputnik, o primeiro satélite a entrar em órbita. Os americanos rapidamente criaram sua agência espacial, a NASA, para entrar nessa corrida até se tornarem a maior potência espacial.

Hoje satélites são essenciais para comunicação, monitoramento, navegação e outras áreas. Mas após 60 anos de seu lançamento, o Sputnik está sendo desafiado pelo balão de altitude elevada.

Para comunicação e monitoramento, os balões já oferecem uma boa posição a 30 quilômetros de altura, muito mais perto que os satélites. Eles custam uma fração do preço e, ao contrário dos satélites, podem facilmente voltar à Terra para atualizações e reparos.

A NASA foi pioneira no lançamento de balões estratosféricos, nos anos 1950. Hoje, a agência os utiliza para realizar pesquisa atmosférica, observar a Terra e explorar raios cósmicos. Os balões são enormes, alguns têm sete vezes o tamanho da Catedral de Saint Paul, em Londres, que mede 111 metros. São feitos de um plástico da espessura de um sanduíche e inflados com gás hélio. Entre seus pontos fracos, só podem flutuar com vento. Por isso, o grande avanço dos últimos anos tem sido aprender a orientá-los.

"Estamos explorando uma área totalmente nova da navegação", diz Jeffrey Manber, CEO da Nanoracks, companhia espacial dos EUA. "Para mim, o que está acontecendo agora remonta ao tempo da navegação por estrelas e ventos, de volta para o futuro".

A estratosfera tem esse nome porque é uma camada da atmosfera "estratificada", ou seja, com subdivisões por onde sopram ventos de várias altitudes e direções. Em princípio - e seguindo a informação meteorológica -, um balão pode trafegar em qualquer direção, basta colocá-lo na altitude e nos ventos certos.

Imagem: Getty Images
Antes de aeronaves pioneiras como Sputnik 3, balões
ajudaram a abrir caminho para a corrida espacial.

Projeto Loon, da empresa de tecnologia Alphabet, vinculada ao Google, é um dos primeiros a desbravar os ventos dos balões de altitude elevada para oferecer comunicação em áreas remotas ou afetadas por desastres. O plano original era uma corrente de balões seguindo o vento predominante, mas pesquisadores descobriram que eles poderiam permanecer no lugar usando ventos contrabalançados em alturas diferentes. Algoritmos sofisticados de aprendizagem mecânica mudam a altura do balão para que ele pegue o vento certo.

O Projeto Loon garantiu acesso à internet a 300 mil pessoas em Porto Rico depois que o furacão Maria destruiu a infraestrutura local em 2017. O caso provou que o conceito funciona, embora ainda esteja em fase experimental.

Plataformas de Vigilância

Já o World View, com base em Tucson, nos Estados Unidos, planeja usar seus balões, conhecidos como Stratollites, não apenas como dispositivo de comunicação, mas também como plataformas de vigilância. A BBC Future visitou suas instalações em 2016 (em inglês).

"As aplicações são intermináveis, e vão da fiscalização constante de florestas, passando pelo envio de alertas de incêndio, vigilância de áreas remotas do oceano para combater a pirataria marítima até o monitoramento em tempo real de equipes de resgate", lista Angelica DeLuccia Morrissey, do World View.

Há três anos, o World View parecia apenas um sonho, mas depois de uma série de testes de voo cada vez mais ambiciosos, a companhia fechou contratos com o governo americano e clientes comerciais. A comunidade da área de defesa enxerga os Stratollites como os novos olhos no céu.

Imagem: Getty Images
Balões do Projeto Loon já foram usados em
operações de resgate em desastres.

"Achamos que isso tem o potencial de ser um divisor de águas para nós", afirma Kurt Tidd, comandante do Comando do Sul dos Estados Unidos, após um teste bem-sucedido com o Stratollite. "Uma grande plataforma de vigilância de longa duração".

Esse balão poderia contribuir para o monitoramento do clima em tempo real, a exemplo da aproximação de um furacão pela parte de cima. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA se mostrou interessada na tecnologia.

Os Stratollites transportam uma carga útil de até 50kg e, graças a painéis solares, operaram por tempo indeterminado, com energia suficiente para acionar radares ou dispositivos poderosos de comunicação.

Balões maiores capazes de transportar cargas mais pesadas estão sendo desenvolvidos. Planos de longo prazo incluem o turismo perto do espaço e o transporte de produtos. Quando sua missão termina, o Stratollite vai até um lugar pré-determinado e abre um paraquedas para voltar ao solo. A mesma técnica poderia ser usada para entregar suprimentos de emergência ou outras cargas em áreas remotas em qualquer parte do mundo.

Competição Chinesa

Há uma competição crescente, e ela vem da China. A KuangChi Science (KC), fundada em Shenzhen em 2010, é especializada em dirigíveis e tecnologia de comunicação. A empresa está desenvolvendo seu balão Traveller e sua própria versão de navegação por vento na estratosfera.

"O foco principal da China é o sensoriamento remoto e as telecomunicações, com clientes que incluem prefeituras interessadas em integrar o Traveller a seus sistemas de Smart City (conceito para a aplicação da tecnologia ao desenvolvimento urbano)", diz Zhou Fei, diretor da equipe de P&D da KC Space. Ele estima que o custo ficará entre um décimo e um centésimo de um sistema comparável de satélite.

O Traveller também abrigará cápsulas para transportar seis passageiros até a estratosfera. Em outubro, a KuangChi lançou, a uma altitude de 21 quilômetros, um balão com uma tartaruga, que depois voltou em segurança para o solo. Estima-se ter voos com passageiros em 2021, ao custo de cerca de £70 mil (R$ 345 mil) por assento.

Imagem: World View
A World View conduziu uma série de ambiciosos
testes de voo nos últimos três anos.

Fei diz que o Traveller também pode ser uma plataforma de "lançamento secundário". Isso significa transportar um foguete até uma determinada altitude na atmosfera, de onde ele seria lançado. Assim seria mais fácil colocá-lo em órbita do que do nível do mar, como ocorre hoje. O método seria útil, por exemplo, para o crescente mercado de CubeSats - um tipo de satélite em miniatura usado na pesquisa espacial.

"Todos ao redor do mundo buscam reduzir o custo de lançamento de um CubeSat", afirma Jeffrey Manber, da Nanoracks, empresa que trabalha com a KC no projeto Traveller.

Balões também devem soltar veículos em direção ao solo. Em 2017, uma equipe da Academia Chinesa de Ciências lançou dois pequenos drones de um balão estratosférico, que funcionou como uma base aérea flutuante. Essa infraestrutura poderia conduzir buscas e missões de resgate, em que sensores nos balões identificariam uma localização provável e drones seriam lançados para se ter uma visão mais próxima da área. Eles acreditam que o balão poderia carregar centenas de drones.

Imagem:  NASA Image Collection / Alamy Stock Photo
Balões poderiam ser uma forma barata de lançar pequenos CubeSats.

O Exército chinês também tem demonstrado interesse no "quase-espaço". Ninguém controla esse domínio - ainda - e balões estratosféricos oferecem meios baratos para vigilância militar e outras aplicações. Isso poderia resultar em uma série de contratos militares.

Depois que o Sputnik russo mostrou ao mundo o que os satélites poderiam fazer, os Estados Unidos os superaram na corrida espacial. Cada vez mais os balões estratosféricos devem aparecer num futuro próximo para funções como o turismo (quase) espacial, a comunicação e vigilância. A corrida do "quase-espaço" está em curso, com os Estados Unidos em primeiro lugar, e a China perto de alcançá-los.


Fonte: Site do BBC Brasil - http://www.bbc.com/portuguese

Comentário: Pois é leitor, e a tecnologia não deixa de avançar encontrando novas soluções de acesso ao espaço. Enquanto isso no Brasil, continuamos brincando de fazer programa espacial. A esperança de mudança de rumo hoje se resume as promessas feitas pelo candidato Jair Messias Bolsonaro que, pelas pesquisas até agora divulgadas, muito provavelmente será o próximo presidente do Brasil. Aproveito aqui para agradecer publicamente ao nosso leitor Rui Botelho pelo envio deste interessante artigo.

Observatório Astronômico da UFSCar Realiza Atividade no Dia C da Ciência

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (14/10) no site “São Carlos Agora” destacando que o Observatório de São Carlos realizará atividade durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2018.

Duda Falcão

PALESTRA, OBSERVAÇÃO DO CÉU E EXPOSIÇÕES

Observatório Astronômico da UFSCar
Realiza Atividade no Dia C da Ciência

Por REDAÇÃO
14 OUT 2018 - 07h13

Crédito: Divulgação

Na próxima quarta-feira, 17, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) se junta a outras universidades no Dia C da Ciência, mobilização nacional do Colégio de Pró-Reitores de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação das Instituições Federais de Ensino (Copropi) e do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop). A mobilização integra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2018, que acontece em todo o Brasil de 15 a 21 de outubro, com o tema "Ciência para a redução das desigualdades".

Na UFSCar, as atividades acontecem no Observatório Astronômico, na área Norte do Campus São Carlos. Inicialmente, às 18h30, será proferida palestra sobre o papel da Astronomia na sociedade, pelo astrônomo Gustavo Rojas, da equipe do Observatório. Em seguida, acontecerá observação astronômica no terraço do Observatório, quando poderão ser observados os planetas Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, além de nebulosas e aglomerados de estrelas. Além da palestra e da observação, as pessoas visitantes poderão conhecer exposições de fotografias astronômicas e de meteoritos.

O evento é gratuito, sem necessidade de inscrição prévia e aberto a todas as pessoas interessadas. Para a palestra, o público é limitado à capacidade do auditório, de cerca de 40 pessoas. O acesso ao Observatório é feito pelo estacionamento do Departamento de Computação (DC). A observação acontecerá até as 20h30 e pode ser cancelada em caso de tempo nublado ou chuvoso. A organização do evento não recomenda a participação de crianças menores de seis anos. Mais informações pelo e-mail grojas@ufscar.br ou na página do Observatório no Facebook (em www.facebook.com/observatorio.ufscar).


Fonte: Site São Carlos Agora - http://www.saocarlosagora.com.br

Comentário: Pois é galera, uma boa pedida para quem mora em São Carlos ou para quem estará de passagem pela cidade no dia 17/10.