quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Coronel Engenheiro da FAB Assume Presidência da Agência Espacial Brasileira

Olá leitor!

Segue abaixo a nota oficial da Força Aérea Brasileira (FAB) sobre a posse do novo presidente da Agencia Espacial Brasileira (AEB) postada ontem (23/01) no site da FAB.

Duda Falcão

POSSE

Coronel Engenheiro da FAB Assume
Presidência da Agência Espacial Brasileira

Em seu discurso, novo presidente diz que entre as
prioridades está o Programa Espacial Brasileiro

Por Tenente Carlos Balbino
Revisão: Revisão: Major Alle
Edição: Agência Força Aérea
Fonte: Agência Força Aérea
Publicado: 23/01/2019 20:40

Fotos: Sgt Bruno Batista

Tomou posse nesta quarta-feira (23), em Brasília (DF), o novo Presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB). O Coronel Engenheiro da Reserva Carlos Augusto Teixeira de Moura assumiu o cargo no lugar de José Raimundo Braga Coelho, que esteve à frente da instituição durante os últimos sete anos. O engenheiro foi nomeado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Tenente-Coronel da Reserva e astronauta Marcos Pontes, que presidiu a cerimônia.

No discurso de posse, o novo presidente da AEB destacou as principais prioridades para a sua gestão e assumiu o compromisso de alavancar o Programa Espacial Brasileiro. “A meta é elevarmos o nosso programa espacial à verdadeira condição de programa de Estado. Por isso, precisamos unir a nossa ciência aplicada à tecnologia, ou seja, a toda a base tecnológica que temos de forma que possamos utilizar as aplicações possíveis para atender às necessidades da sociedade brasileira”, destacou.

Ao falar sobre o setor aeroespacial, o Coronel Moura ressaltou a importância da adoção de um novo modelo de governança do setor, conforme discutido no âmbito do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. Também falou sobre a necessidade da realização de ações em busca de parcerias e mais investimentos.

“Precisamos obter mais recursos, com o apoio dos nossos parceiros, como a Embrapa, o Ministério da Agricultura, a Agência Nacional do Petróleo. Também vamos buscar outras entidades que se beneficiam de aplicações espaciais. Chamaremos esses parceiros para compor os nossos projetos para termos um programa que traga resultados”, afirmou.


O novo presidente da AEB mencionou ainda os benefícios que o país poderá obter com o desenvolvimento de projetos coordenados pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). “É um local extremamente interessante para colocar o Brasil no mercado espacial. Por isso, nós vamos envidar todos os nossos esforços para que o CLA passe a atuar no mercado comercial, trazendo para aquela região também desenvolvimento socioeconômico”.

Além do Ministro do MCTIC, estiveram presentes autoridades do Alto-Comando da Força Aérea Brasileira (FAB), como o Ministro do Superior Tribunal Militar (STM, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Vuyk de Aquino, e o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira. Oficiais-generais, representantes de fundações de pesquisa, parlamentares e familiares também prestigiaram o evento.

Perfil

Natural de São Paulo (SP), Carlos Augusto Teixeira de Moura é graduado em Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica e Mestre em Ciências, com especialização na área de informática (engenharia de software) pelo Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA). Tem experiência em projetos aeroportuários e de centros de lançamento espacial, em desenvolvimento, qualificação e operação de sistemas computadorizados de aplicação crítica.


O novo presidente da AEB atua no segmento espacial, desde 1985, com destaque para implantação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), desenvolvimento do Veículo Lançador de Satélites (VLS), operações de lançamento e rastreio espaciais, e de intercomparação de sondas com a Organização Mundial de Meteorologia.

O Coronel Engenheiro também tem experiência em desenvolvimento do Plano Diretor para o CEA (Infraero), projeto e implantação do Complexo Terrestre do Cyclone-4 e concepção e planejamento de sistemas espaciais no âmbito do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE).

Junto à AEB, participou de diversas atividades de cooperação, como estudos prospectivos com organizações internacionais para utilização do CLA, desenvolvimento de regulamentos de segurança espacial, desenvolvimento e implantação de infraestrutura geral do CLA, programas de certificação e licenciamento espacial. E, desde o início de 2017, atua em conjunto com representantes de outros órgãos, em diversos Grupos Técnicos do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB).

O engenheiro fez carreira na Força Aérea Brasileira (FAB). Ingressou em março de 1973 e permaneceu na ativa até setembro de 2008. Atuou novamente na área de Ciência, Tecnologia, Inovação e Offset do Estado-Maior da Aeronáutica, no período entre abril de 2016 e fevereiro de 2018. Desde março de 2018, trabalhava como Analista da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), encarregada do PESE.


Futuro

A chegada do primeiro representante da Força Aérea Brasileira à presidência da AEB, após quase 25 anos de criação, foi acompanhada com otimismo pelas autoridades ligadas à pesquisa e ao desenvolvimento do setor.

O Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Brigadeiro do Ar José Vagner Vital, acredita que a experiência do novo presidente da AEB favorecerá os projetos referentes à área do espaço.

“O Brasil durante muito tempo não priorizou essa área. Por isso, acho que é o início de uma nova era no âmbito das ações referentes ao espaço. Toda a experiência de vida dele, o fato de ele conhecer as necessidades, tudo isso vai facilitar em certo ponto e poderá ser usado para alavancar o programa espacial junto com a indústria e a ciência, mantendo a parte de pesquisas”, disse o oficial-general.


Para o Chefe do Subdepartamento Técnico do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Brigadeiro Engenheiro César Demétrio Santos, a possibilidade da destinação de mais recursos necessários ao êxito de projetos que estão em desenvolvimento é outra vantagem. 

“Sua vivência e maturidade poderão proporcionar as condições para que se possa atingir o objetivo-fim do DCTA que é, por exemplo, ter sucesso no lançamento de um veículo-lançador ou de um satélite”, apontou.


Essa também é a expectativa do Diretor do Centro de Lançamento de Alcântara, Coronel Aviador Marco Antônio Carnevale Coelho, que espera ainda poder ver o Brasil figurar, entre os outros países, como uma grande potência espacial.

“O CLA tem uma aproximação grande com a AEB e ela tenderá a se ampliar. O Centro Espacial de Alcântara é o norte para o Programa Espacial Brasileiro. Acredito que nós temos todos os ingredientes na dimensão exata para o sucesso do programa. Toda a sociedade brasileira ganha na medida em que cada satélite colocado em órbita por meio de Alcântara seja um produto nacional”, finalizou.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Carlos Moura Assume AEB Com a Missão de Revitalizar a Política Espacial Brasileira

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (23/01) no site “TELETIME” tendo com destaque a posse ocorrida hoje do novo presidente da Agencia Espacial Brasileira (AEB), o Eng. Carlos Moura.

Duda Falcão

ESPAÇO

Carlos Moura Assume AEB Com a Missão
de Revitalizar a Política Espacial Brasileira

Por André Silveira
Quarta-feira, 23 de janeiro de 2019 , 16h27


O novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), coronel Carlos Moura, tomou posse do cargo nesta quarta-feira, 23, com foco em revitalizar a política espacial brasileira, como o resgate da base de lançamentos de Alcântara (MA), que vem tendo problemas após o fim da parceria com a Ucrânia. Com ações alternativas que contemplam o lançamento de minissatélites, o executivo acredita no sucesso do projeto. O presidente da AEB destaca que a diretriz geral é orientar as ações focadas em resultados que a sociedade consiga perceber. A relação com o segmento de Defesa também deverá ficar mais estreita, no sentido de unir esforços no desenvolvimento de projetos que poderão atender as demandas militares e civis.

"A ideia é podermos atender às demandas da sociedade. A população, uma vez reconhecendo a importância do segmento espacial brasileiro, vai poder dar sustentação política ao nosso programa. Com isso, os nossos políticos fortalecerão o nosso orçamento. Aí entramos em um círculo virtuoso", afirma o presidente. Ele cita como exemplo o programa desenvolvido no Peru, onde o sistema de observação da Terra por satélite teve uma forte divulgação junto à população, especialmente no que se refere ao meio ambiente e proteção contra desastres naturais. "A população de lá comprou a ideia, especialmente em relação às ações de prevenção", comenta. Para o Brasil, o desafio, segundo Moura, é fazer com que o serviço seja percebido pela população. Uma das ações é por meio da banda larga, mas outros focos a serem abordados é a telemedicina e o monitoramento do meio ambiente, por meio de um satélite-radar. "O que vai mudar agora é isso: em vez de partirmos da Pesquisa e Desenvolvimento para chegar em alguma solução que venha a atender a população, nós vamos em busca de incrementos do que temos disponível para melhor atender à demanda da sociedade".

O presidente da AEB vai além e destaca que os projetos desenvolvidos no segmento terão o viés mercadológico. "Por exemplo, queremos um lançador de foguetes em Alcântara que atenda às nossas demandas e que não tenha a necessidade de o Estado estar injetando recursos para a manutenção. A ideia é nos atender e também concorrer no mercado. A região é bem localizada, a base está totalmente disponível. Se conseguirmos dar cadência de lançamento em Alcântara, certamente teremos condições de manter a estrutura e ter retorno. Se o projeto foi viável a ponto de ter lucro, melhor ainda. É claro que não exatamente o Estado, mas as empresas que assumiriam a manutenção", afirma. A base é atrativa pela proximidade com a linha do equador, o que reduz a quantidade de combustível necessária para o lançamento.

Alcântara

Carlos Moura destaca que atualmente, com o movimento New Space, no qual a indústria privada espacial emerge, o mercado passa a ter uma nova dinâmica. "Em termos de tecnologia, já se consegue fazer satélites menores, com menos demanda de energia e menor peso, o que reduz a necessidade de grandes lançadores. Isso fez com que o Brasil, especialmente a região de Alcântara, passasse a ser lembrado novamente. Inclusive, já fomos procurados por algumas empresas, interessadas na base de lançamento. A vantagem é que hoje a base tem janela de tempo disponível. Não há nenhum projeto instalado atualmente, o que poderia viabilizar a implantação de um programa de microlançadores, utilizando a base com pouca interferência, diferente de outros centros, que tem lançadores de maior porte, o que acaba gerando dificuldade de tempo, entre uma operação e outra, por questões de segurança."

Para viabilizar a operação, o presidente diz que as demandas são simples para a classe de pequenos lançadores. "Alguns sistemas nem precisam de torre de lançamento. Os sistemas de proteção ao voo já existem. O que é necessário é adequar algumas situações, como reforço de equipe, para que possamos oferecer o serviço da base de forma continuada. Em termos de logística, ainda faltam algumas coisas importantes, mas estamos avançando. O aeroporto de Alcântara, era classificado como militar, o que estabelecia uso restrito. Para funcionar atendendo ao centro de lançamento, precisava de algumas melhorias. Nós em contato com a Secretaria de Aviação Civil, descobrimos que aquele órgão poderia fazer os investimentos no local, de cerca de R$ 70 milhões, desde que houvesse a reclassificação e o aeroporto passasse a ser civil e militar. Ajustamos, envolvemos a Aeronáutica no projeto e o investimento será feito".

Em uma análise geral, o presidente da AEB comenta que há alguns anos o programa espacial brasileiro era focado em Pesquisa e Desenvolvimento. "Os institutos tinham algumas linhas de pesquisa e também tinham o desafio de dominar uma tecnologia de acesso ao espaço. Com a cooperação de outros institutos e universidades, se tentava chegar a algum produto. O que percebemos é que esse modelo se esgotou, pois a capacidade de investimento do Estado se reduziu muito, as formas de contratação de especialistas também ficaram pouco flexíveis, diferente do formato no passado em que os institutos de pesquisa conseguiam contratar profissionais por projeto. Isso acabou comprometendo o desenvolvimento do programa especial brasileiro. "

PNAE

O presidente da AEB destaca que Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) vai passar por uma reformulação, agregando o Pese (Programa Estratégico de Sistemas Espaciais) da Defesa, que contempla aplicações de sensoriamento remoto óptico, radar e satélites de comunicação. "No ano passado, foi criado o Grupo de Desenvolvimento do Programa Especial Brasileiro. A ideia foi revisitar o programa espacial como um todo, identificar os gargalos e ver as principais soluções para isso".

O lançamento do SGDC foi importante para a área da Defesa, pois atendeu algumas demandas da área. Mas, nos últimos dois anos, a Agência e a Defesa trabalham para unir estas duas necessidades. A ideia é que as necessidades da Defesa façam parte de um capítulo do PNAE. "E a Defesa pensa não só em comunicação geoestacionária, mas em constelações de órbita baixa, voltada para aplicações táticas, o que irá gerar outras necessidades junto ao meio acadêmico e também se tornar uma possibilidade interessante para a indústria, uma vez que o satélite geoestacionário dura décadas e os menores têm um prazo de validade menor, mas também geram menos necessidade de investimento".

Na relação com os militares, Carlos Moura, que conhece o meio, destaca que no passado foi criado o programa estratégico de defesa no qual coube à Aeronáutica cuidar do que fosse relacionado ao segmento espacial. "Daí, foi criada a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE). Porém, o país não tem recursos para fazer muitos projetos. Então, ficou claro que nós não temos condições (AEB civil e CCISE militar) de gerenciar programas diferentes. Temos que buscar sinergias". Um exemplo citado pelo presidente é a defesa e controle do espaço aéreo brasileiro. "Neste processo, utiliza-se os mesmos meios e infraestrutura, mas trabalha-se a informação de forma diferenciada. Outro exemplo citado pelo presidente da AEB é o trabalho desenvolvido no Centro de Operações Espaciais do SGDC em que há o pessoal da Defesa trabalhando junto com os técnicos da Telebras".

Coronel Moura recorda que no ano passado foram criados 12 grupos técnicos que, de forma individual, trabalharam temas específicos. No entanto, havia momentos de interação envolvendo as Forças Armadas, Casa Civil, o antigo Ministérios das Relações Exteriores, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e o antigo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. "Ou seja, já estamos trabalhando bem juntos, com diálogo excepcional", afirma.

SGDC 2

No que se refere ao lançamento do segundo projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), o coronel Carlos Moura destaca que ainda não há o envolvimento da agência. "Tínhamos assento no comitê do primeiro projeto. Então, por questão de continuidade, a nossa equipe continuou participando do trabalho. No entanto, por conta da disputa judicial que ocorre hoje neste projeto [do primeiro satélite, por conta do contrato da Telebras com a Viasat], o trabalho do SGDC 2 foi paralisado em seu início. Esperamos que assim que for resolvida a questão judicial, o trabalho venha a ser retomado".


Fonte: Site TELETIME - http://www.teletime.com.br/

Comentário: Pois é leitor, confesso que fiquei preocupado. Eu acho que a sinergia entre a AEB e a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) deva realmente existir, quando assim forem projetos de interesse mútuo, porem o PEB civil e o PEB Militar (PESE), deveriam seguir seus próprios rumos distintos como ocorre nos EUA, por exemplo. Porque continuar tentando inventar a roda? Porque não apostar no que já se provou ser o acertado? Enfim... estou preocupado.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Cerimônia de Posse do Presidente da Agência Espacial Brasileira

Olá leitor!

Segue abaixo o ‘Aviso de Pauta’ para a cerimonia de posse do novo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), o Eng. Carlos Augusto Teixeira de Moura, postado hoje (22/01) no site oficial da agencia.

Duda Falcão

Cerimônia de Posse do Presidente
da Agência Espacial Brasileira

Publicado em: 22/01/2019 18h34
Última modificação: 22/01/2019 18h38


Será realizada nesta quarta-feira (23.01), às 15h30, a cerimônia de posse do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), o engenheiro Carlos Augusto Teixeira de Moura. A solenidade ocorrerá no Auditório da sede da AEB, em Brasília (DF).

Graduado em Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica e mestre em Ciências, área de informática (engenharia de software) pelo Instituto Tecnológico Aeronáutico (ITA), Carlos Moura tem experiência em projetos aeroportuários e de centros de lançamento espacial, desenvolvimento, qualificação e operação de sistemas computadorizados de aplicação crítica.

Desde 1985, o novo presidente da AEB atua no segmento espacial com destaque para implantação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA-MA), desenvolvimento do Veículo Lançador de Satélites (VLS), operações de lançamento e rastreio espaciais, operações de intercomparação de sondas com a Organização Mundial de Meteorologia.

Serviço

Evento: Cerimônia de posse do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB)
Data: 23 de janeiro 2019
Horário: 15h30
Local: Auditório da AEB
Endereço: SPO – Setor Policial, Área 5, Quadra 3, Bloco A
Cidade: Brasília (DF)

Informações à imprensa

Coordenação de Comunicação Social – CCS
(61) 3411-5035 / ccs.imprensa@aeb.gov.br


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Mais Rápido do Que Uma Bala

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo publicado na edição de Janeiro de 2019 da “Revista Pesquisa FAPESP” tendo como destaque o projeto do Veículo hipersônico 14-X Waverider que deve realizar seu primeiro voo teste dentro de dois anos.

Duda Falcão

ENGENHARIA - INOVAÇÃO

Mais Rápido do Que Uma Bala

Pesquisadores brasileiros desenvolvem veículo aéreo que
se deslocará em velocidade hipersônica

Por Yuri Vasconcelos
Revista Pesquisa FAPESP
Edição 275  - Jan. 2019

Fotos: Léo Ramos Chaves
Modelo de laboratório do vant.

Se tudo correr como planejado, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizará dentro de dois anos o ensaio em voo do primeiro motor aeronáutico hipersônico feito no país. O teste integra um projeto mais amplo cujo objetivo é dominar o ciclo de desenvolvimento de veículos hipersônicos, que voam, no mínimo, a cinco vezes a velocidade do som, ou Mach 5. Mach é uma unidade de medida de velocidade correspondente a cerca de 1.200 quilômetros por hora (km/h). O programa é coordenado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), um dos centros de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da FAB, em parceria com a empresa Orbital Engenharia, ambos de São José dos Campos (SP).

Além do motor hipersônico, o projeto Propulsão Hipersônica 14-X (PropHiper), iniciado em 2006, prevê a construção de um veículo aéreo não tripulado (vant), onde o motor será instalado. Batizado de 14-X, em homenagem ao 14-Bis, o vant empregará o conceito de waverider, no qual uma onda de choque gerada abaixo dele, em razão de sua alta velocidade, lhe fornece sustentação. É como se, durante o voo, o veículo “surfasse” na onda induzida por ele.

VANT 14-X
Comprimento 4 m
Envergadura 1,2 m
Peso cerca de 750 kg
Velocidade 12.000 km/h
Altitude de voo 30.000m a 40.000m

“Ainda não há aeronaves hipersônicas em operação rotineira no mundo. Essa tecnologia simboliza o estado da arte mesmo para países como Estados Unidos, Rússia e China”, informa o coronel Lester de Abreu Faria, engenheiro eletrônico e diretor do IEAv. “Todos buscam esse conhecimento e, apesar do longo tempo de desenvolvimento, não estamos muito atrás dos líderes mundiais.”

De acordo com Israel Rêgo, gerente do projeto PropHiper, o motor hipersônico em desenvolvimento no país, do tipo scramjet (supersonic combustion ramjet), também poderá ser empregado como segundo ou terceiro estágio de propulsão de foguetes – esses veículos espaciais são dotados de vários estágios (ou motores), acionados sucessivamente ao longo do voo. No primeiro ensaio, previsto para 2020, o motor scramjet será instalado em um foguete de sondagem do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), unidade do DCTA voltada ao desenvolvimento de tecnologias para o setor aeroespacial. O projeto teve apoio da FAPESP.

Ensaio do motor scramjet em túnel de vento.

Já o veículo aéreo hipersônico integrado ao motor scramjet poderá ser usado como avião de passageiros ou para fins militares. Em 2018, Rússia e China testaram com sucesso os mísseis hipersônicos Avangard e Xingkong-2, respectivamente. Nos Estados Unidos, a Lockheed Martin está construindo um veículo hipersônico para voo a Mach 6.

Desde o início do projeto, já foram investidos R$ 53 milhões no 14-X, programado para voar a Mach 10 (12 mil km/h) (ver infográfico). “Metade do tempo do programa destinou-se à capacitação de pessoal e à implantação da infraestrutura laboratorial, com destaque para o túnel de choque hipersônico T3 onde são feitos os ensaios aerodinâmicos [ver Pesquisa FAPESP n135]”, conta Rêgo. “O grande salto agora é ‘sair’ do laboratório e operacionalizar em voo as tecnologias do waverider e do motor.”


Alguns desafios, no entanto, ainda precisam ser superados. O primeiro é a finalização do scramjet. Assim como os motores de jatos comerciais, o scramjet usa o ar da atmosfera para a queima do combustível. No entanto, ao contrário dos motores dos aviões, o do 14-X não tem partes móveis, como compressores e turbinas. “Na combustão supersônica, o ar capturado deve ser desacelerado, pressurizado e aquecido antes de entrar na câmara de combustão, onde é injetado o combustível. E isso depende da perfeita geometria do motor”, diz Rêgo.

Outra dificuldade do projeto é fazer com que o veículo resista ao atrito gerado pelo voo à velocidade hipersônica. “As partes que sofrem maior aquecimento por fricção com o ar devem ser feitas de materiais resistentes a altas temperaturas, enquanto as mais frias devem ser de aço ou alumínio aeronáutico”, explica o coronel Marco Antônio Sala Minucci, engenheiro aeronáutico e consultor de hipersônica do projeto 14-X.

Por fim, é preciso fazer a perfeita integração entre o motor e o veículo hipersônico, já que o arrasto (força contrária ao deslocamento) no voo hipersônico é muito alto. “A parte frontal do veículo deve funcionar como entrada de ar [no motor], produzindo sua compressão, enquanto a parte traseira deve operar como uma tubeira, transformando a alta temperatura e a pressão da câmara de combustão supersônica em empuxo. Assim, o motor e o veículo tornam-se indistinguíveis, atingindo velocidades de voo extremamente altas”, conta Israel Rêgo.

Projeto

Investigação experimental preliminar em combustão supersônica (nº 04/00525-7); Modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular; Pesquisador responsável Paulo Gilberto de Paula Toro (IEAv); Investimento R$ 2.206.289,32.

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP - Edição 275 - Janeiro de 2019

Comentário: Bom leitor, parece que finalmente está chegando a hora de vermos esse troço voar, afinal agora com o Presidente Bolsonaro a frente do Governo, projetos como este deverão finalmente ter um apoio logístico estratégico condizente com as suas necessidades, aliado evidentemente por uma cobrança por resultados, tirando assim o projeto definitivamente das tão famosas apresentações em powerpoint e dos intermináveis testes de laboratórios para um real e necessário teste de voo. Será? Bom a expectativa é enorme, pois esta tecnologia de vanguarda é muito importante, tanto para o setor de defesa, como para o setor civil do Programa Espacial Brasileiro. Avante 14-X Waverider. 

Acrux é Ranqueada Entre as 25 Mais Representativas Startups do Mundo Por Empresa Inglesa

Olá leitor!

A empresa inglesa ‘New Space People’ realiza anualmente um ranking global com as empresas startups mais representativas no mundo nessa área de ‘New Space’, e no ranking 2018/2019 a nossa conhecida startup brasileira “Acrux Aerospace Technologies” terminou ranqueada na vigésima primeira posição no mundo, tornando-se assim a primeira dentre as startups brasileiras, uma grande conquista para esta pequena empresa que completou 10 anos em 2018.

Diante disso leitor, como o ranking é formado por votação, o Eng. Oswaldo Barbosa Loureda (CEO da empresa) resolveu publicar um vídeo no seu canal no youtube a título de agradecimento a todos que votaram na Acrux, bem como anunciando seus planos de realizar em 2019 dois eventos, ou seja, o teste em voo de um foguete de sondagem comercial desenvolvido pela empresa (o que é uma grande notícia para as atividades espaciais privadas realizadas no país), bem como também um evento na área de desenvolvimento humano que o próprio engenheiro explica no vídeo que trazemos abaixo na íntegra para você.

O Blog BRAZILIAN SPACE aproveita para parabenizar o Eng. Oswaldo Barbosa Loureda por essa conquista, bem como pelos 10 anos da Acrux, pois sabemos do grande esforço que esse jovem teve desde a fundação de sua pequena empresa, para agora está sendo reconhecido e colhendo frutos do seu trabalho. Ministro Marcos Pontes, olha aí, vamos apoiar essas startups, desafiá-las, pois é isto que elas querem e precisam para mostrar o que podem fazer.

Duda Falcão

ESA Se Une Com Empresas Privadas e Vai Enviar Missão Para Minerar Solo Lunar

Olá leitor!

Segue um interessante artigo postado ontem (21/01) no site “Canaltech” destacando que a Agencia Espacial Europeia (ESA) se uniu a empresas privadas (entre elas uma startup) e vai enviar missão para Minerar Solo lunar.

Duda Falcão

Home - Ciência – Espaço

ESA Se Une Com Empresas Privadas e Vai
Enviar Missão Para Minerar Solo Lunar

Por Patrícia Gnipper
Canaltech
21 de Janeiro de 2019 às 18h37

A agência espacial europeia (ESA) firmou uma parceria com o ArianeGroup, empresa privada com sede em Paris, para que, em uma parceria público-privada, uma nova missão com destino à Lua seja enviada antes de 2025. A ideia, dessa vez, não é enviar pessoas ao nosso satélite natural, mas sim estudar a possibilidade de minerar o regolito — camada solta de material que recobre a superfície da Lua.

Na Lua, o regolito é resultado da erosão cósmica, decorrente de fatores como grande amplitude térmica, choque com meteoritos e outros processos do tipo. O ArianeGroup diz que "o regolito é um minério a partir do qual é possível extrair água e oxigênio, permitindo assim uma presença humana independente na Lua, capaz de produzir o combustível necessário para missões exploratórias distantes".

Outra empresa que faz parte da empreitada é a PTScientists, startup espacial cujo objetivo é ser a primeira empresa privada a pousar uma nave na Lua, além de explorar o local de pouso da missão Apollo 17, da NASA. O consórcio totalmente europeu será capaz de fornecer serviços para toda a missão, desde planejamento científico, desenvolvimento de naves, robôs e foguetes, criação de softwares e de sistemas de comunicação.

"O uso de recursos espaciais pode ser a chave para a exploração lunar sustentável, e nosso estudo faz parte do plano abrangente da ESA para tornar a Europa parceira na exploração global da próxima década — um plano que vamos apresentar aos nossos ministros para decisão ainda este ano, na Conferência Space19", acrescentou Dr. David Parker, diretor de exploração humana e robótica na ESA.


Fonte: Site Canaltech - https://canaltech.com.br

Comentário: Olhem ai Ministro Marcos Pontes e presidente Carlos Moura (AEB), olhem o exemplo que esta sendo dado por uma das maiores e mais exitosas agencia espacial do mundo. Será que somos diferentes e não precisamos de um exemplo como esse? Será que seguiremos tentando inventar a roda? Pois então Ministro, não querendo ser chato, mas sendo sem constrangimento, pois é necessário, insisto como cidadão brasileiro que, o senhor e a sua equipe se reúnam o mais breve possível com os ‘CEOs’ das startups brasileiras, para assim juntos discutirem uma politica para o setor, bem como também discutir como essas pequenas empresas podem ajudar para um rápido e consistente desenvolvimento do setor espacial brasileiro. Acredite nisso Ministro Pontes, pois suas ações de agora refletirão muito no PEB no próximo decênio e, portanto, elas não podem ser equivocadas indo de encontro ao modelo de agora adotado mundialmente. Em outras palavras, basta fazer o feijão com o arroz, ponto. Parabéns a ESA.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Conhecimento a Favor da Conquista do Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo publicado na edição de número 259 “Jan, Fev, Março de 2019” da "Revista AEROVISÃO" da Força Aérea Brasileira (FAB), o conhecimento que vem sendo adquirido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) na área de pequenos satélites (cubesats).

Duda Falcão

ESPAÇO

Conhecimento a Favor da Conquista do Espaço

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) se destaca no desenvolvimento
de tecnologias espaciais e coloca em prática projetos
forjados no ambiente acadêmico

Por Tenente jornalista Jonathan Jayme
Revista Aerovisão
Edição 259
Jan, Fev, Março de 2019

As exigências dos tempos modernos trouxeram o consenso dos inúmeros benefícios que a ocupação do espaço proporciona à sociedade civil e militar. Atender as necessidades estratégicas das Forças Armadas e apoiar iniciativas como ações de prevenção e atuação em grandes catástrofes ambientais, por exemplo, tornam o investimento na área espacial indispensável para o desenvolvimento em todas as esferas da coletividade.

Um dos embriões do desenvolvimento da área espacial no Brasil é o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que em seus laboratórios desenvolve e aperfeiçoa competências ligadas à engenharia aeroespacial. São ambientes e ideias que permitem um ensino prático aos alunos, na graduação e na pós-graduação, e que, ao mesmo tempo, proporcionam um enriquecimento acadêmico a favor da autonomia nacional no setor.

Dentre as pesquisas que visam à aquisição da capacidade de projetar, construir e operar com autonomia instrumentos de ocupação do espaço, está o ITASAT. No final de 2018, o nanossatélite, desenvolvido pelo ITA, foi lançado da Base de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos, a bordo do foguete Falcon 9, veículo lançador. Ele levou como cargas úteis um transponder de coleta de dados desenvolvido pelo Centro Regional do Nordeste do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/CRN), em Natal (RN); um receptor GPS gerado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceira com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); uma câmera comercial com resolução de 80 metros por pixel no espectro visível; e um experimento de comunicação que permite o armazenamento e posterior envio de mensagens de radioamadores.

A finalidade primária do projeto era a formação de recursos humanos para o setor aeroespacial e qualificou pessoas que atualmente trabalham em instituições como o INPE e indústrias do setor aeroespacial.

O ITASAT, fomentado pela Agência Espacial Brasileira, foi configurado em 2012 para o padrão CubeSat - como são conhecidos esses satélites, formados a partir de cubos com arestas de 10 centímetros -, e foi totalmente integrado para voo em 2016.

O ITA foi o responsável pelo desenvolvimento da plataforma. O ITASAT é o primeiro satélite brasileiro a levar a bordo um software de controle de atitude totalmente desenvolvido no Brasil. Com ele, a equipe de desenvolvimento do ITA ganhou maturidade para propor o desenvolvimento de uma plataforma de CubeSat para aplicação em projetos futuros e conquista da autonomia do conhecimento científico.

“A grande vantagem é desenvolver e aperfeiçoar competências ligadas à engenharia aeroespacial. São conhecimentos de difícil transferência pelos seus detentores, mas que permitem ao país atingir maior autonomia nestas áreas específicas”, defende o Gerente de Projetos CubeSats do ITA, Professor Doutor Luís Eduardo Loures da Costa.

Como resultado prático do projeto ITASAT, existe hoje uma plataforma disponível que pode ser adaptada para um conjunto de missões espaciais. Além disso, foi criada uma expertise para trabalhar com sistemas embarcados complexos. “Um item importante a ser enfatizado é que, com base nessa plataforma e na experiência adquirida pela equipe, foram acordadas outras parcerias para iniciar novas missões pelo ITA”, completa o professor.

Observação

O bom resultado do ITASAT pode alavancar a missão SPORT, fruto de uma parceria entre o Brasil e os Estados Unidos para o desenvolvimento do monitoramento do clima espacial, em especial da observação de fenômenos e condições da ionosfera (parte superior da atmosfera terrestre) onde há formação de bolhas de plasma que levam à cintilação (efeitos atmosféricos que influenciam as características ópticas dos objetos celestes observados a partir da Terra). A cintilação afeta serviços importantes como comunicações e aeronavegabilidade.

Fazem parte desta missão, pela parte Americana, a NASA, as Universidades de Utah, do Alabama, e do Texas, além da empresa Aerospace. No Brasil, a iniciativa é representada pelo ITA e pelo INPE, com recurso também da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Neste projeto, a NASA tem a gerência geral e as instituições americanas são responsáveis pelo fornecimento dos instrumentos que farão as medidas de grandezas da ionosfera que permitem predizer o seu estado antes da formação das bolhas de plasma, que se iniciam ao entardecer e finalizam antes do amanhecer.

A experiência da equipe do ITA com o ITASAT permitiu que a instituição fosse eleita como a responsável pelo desenvolvimento da plataforma e pela integração de todo o satélite, cujo desenvolvimento tem a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) como órgão financiador. Já o INPE fornecerá infraestrutura para montagem, integração, testes, operação do satélite, infraestrutura do segmento solo e distribuição dos dados, via portal do Estudo e Monitoramento Brasileiro de Clima Espacial (EMBRACE). Atualmente, o projeto encontra-se em fase inicial.

ITASAT-2

Em discussão para definir recursos para sua execução, o satélite ITASAT-2 terá dois propósitos principais: o monitoramento do clima espacial, formando em conjunto com a missão SPORT uma constelação para realização de medidas da condição da ionosfera, e a inclusão de um sensor de COMINT (do inglês communications intelligence), de interesse para o Exército Brasileiro para monitorar e apoiar as estratégias de Guerra Eletrônica. A proposta é que no ITASAT-2 a plataforma seja desenvolvida pelo ITA, baseada nas experiências dos projetos ITASAT e SPORT, e que as cargas úteis sejam fornecidas por instituições brasileiras, como o INPE.

A área de astrobiologia (estudo da origem, evolução, distribuição e futuro da vida no universo) e medicina espacial também são elementos de pesquisa que poderão ser beneficiados em um trabalho encabeçado pelo ITA. A sonda GARATÉA-L tentará descobrir as reações da vida quando exposta a condições extremas do espaço. Para esse teste, colônias bacterianas e tecido humano devem ser submetidos a raios cósmicos.

O nanossatélite também deverá ser usado para a captura de imagens da órbita da lua, principalmente da bacia de Aiken, que é o lado afastado daquele satélite natural. O ITA participa nesse projeto como colaborador e tem utilizado a missão GARATÉA-L como caso de estudo em sala de aula para capacitação, considerando os desafios de uma missão em espaço profundo


Fonte: Revista Aerovisão - Edição nº 259 – págs. 60, 61, 62 e 63 - Jan, Fev, Março de 2019

Comentário: Pois é leitor, realmente os planos da equipe sob a coordenação do leão, o 'Prof. Dr. Luís Eduardo Loures da Costa' (vale lembrar, ex-coordenador dos projetos do SARA e também do motor S50 no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), local de onde, vale acrescentar, não deveria ter sido retirado) ajudarão muito o salto tecnológico do ITA nos próximos anos, melhorando muito a qualificação de seus jovens profissionais em formação nesta área espacial. Principalmente se o setor espacial no Governo Bolsonaro tiver o apoio político, estratégico e logístico que se espera.

Astrônomos: Planeta X Pode Ser Um Enxame Gigante de Cometas

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (21/01) no site do Sputnik News Brasil destacando que segundo astrônomos da Universidade de Cambridge britânica o ‘Planeta X’ pode ser um enxame gigante de cometas.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Astrônomos: Planeta X Pode Ser
Um Enxame Gigante de Cometas

Sputnik News Brasil
21/01/2019 - 10:25
Atualizado em 21/01/2019 - 11:29

CC BY 2.0 / Hubble ESA / Artist’s Impression of a Kuiper Belt Object

O misterioso Planeta X pode ser não um gigante gasoso, mas um anel bizarro ou nuvem composta de muitos cometas e planetas anões, dizem astrônomos em um artigo publicado no Astronomical Journal.

Nesse artigo, Antranik Sefilian, cientista da Universidade de Cambridge britânica, afirma que se substituirmos o Planeta X por um conjunto aleatório de objetos menores, espalhados por uma grande área, suas interações coletivas poderiam explicar as órbitas alongadas registradas em alguns objetos que se encontram além da órbita de Netuno.

No início de janeiro de 2016, dois pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Michael Brown e Konstantin Batygin, declararam ter conseguido calcular a localização do misterioso Planeta X, o nono planeta do sistema Solar, afastado do Sol a uma distância de 41 bilhões de quilômetros e com uma massa 10 vezes superior à da Terra.

Devido à enorme distância até este planeta — uma volta desse planeta ao redor do Sol, segundo os cientistas, demora 15 mil anos — nós ainda não sabemos onde ele está. Além disso, não temos quaisquer evidências de sua existência, além da estranha natureza do movimento de uma série de planetas anões e asteroides no Cinturão de Kuiper.

Até agora, o Planeta X ainda não foi encontrado, mas no final do ano passado Brown disse que sua equipe tem grandes chances de encontrá-lo nos dados obtidos a partir de observações recentes que os astrônomos realizaram com ajuda do telescópio Subaru no arquipélago do Havaí. Ao mesmo tempo, ele observou que as descobertas de novos planetas anões com órbitas incomuns não deixaram dúvidas de que ele existe.

Sefilian e seu colega Jihad Touma, da Universidade Americana de Beirute, tentaram analisar o motivo pelo qual a busca do Planeta X tem levado tanto tempo e ainda não terminou. Eles sugeriram que talvez ele não seja um único planeta gigante, mas um aglomerado de outros objetos.

"Quando observamos os mundos de outras estrelas, frequentemente estudamos suas características analisando a forma e estrutura do disco protoplanetário ao redor da estrela. Se estivéssemos dentro dele, nunca o veríamos na totalidade", afirma o astrônomo.

Com base nesta tese, Touma e Sefilian calcularam a massa mínima que um disco ou uma nuvem de planetas anões, asteroides e cometas devem ter para forçar 23 objetos transnetunianos conhecidos a se moverem nas órbitas em que se encontram hoje.

Acontece que isso requer um disco relativamente pequeno, cuja massa é aproximadamente comparável ao peso estimado do Planeta X e cuja matéria está distribuída por ele de forma extremamente desigual.

Apesar de esta estimativa superar a massa medida de todos os objetos para além da órbita de Netuno em cerca de duas ordens de grandeza, Sefilian e Touma acreditam que a existência de tal disco é mais provável que a descoberta do Planeta X.

Segundo os astrônomos, essa hipótese resolve muitos outros problemas associados às órbitas "erradas" de vários planetas anões, tais como o 2013 SY99. Por outro lado, é possível que tanto o Planeta X como um enxame de pequenos corpos celestes existam em simultâneo.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é, essa historia ainda terá muitos capítulos, todos tentando explicar o que está ocorrendo para gerar essa anomalia nesta região do espaço, seja o Planeta X, seja um enxame gigante de cometas ou qualquer outra coisa, a verdade é que a briga para entrar nos livros de história continua e até que se tenha uma comprovação do que realmente está acontecendo à luta pelos louros se perpetuará.