quarta-feira, 23 de abril de 2014

INPE e FAO Firmam Acordo Para Capacitação no Monitoramento de Florestas Por Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota da postada hoje (22/04) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o instituto e a “Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)” firmaram acordo para Capacitação no Monitoramento de Florestas por Satélites.

Duda Falcão

INPE e FAO Firmam Acordo Para Capacitação
no Monitoramento de Florestas Por Satélites

Terça-feira, 22 de Abril de 2014

Países da África, Ásia e América do Sul serão beneficiados pelo termo de cooperação firmado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em prol da capacitação na área de monitoramento de florestas a partir de satélites.

No Centro Regional da Amazônia do INPE, localizado em Belém (PA), os técnicos estrangeiros terão a oportunidade de aprender a utilizar tecnologias desenvolvidas pelo instituto brasileiro – o INPE é reconhecido internacionalmente por manter o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, capaz de calcular taxas anuais de desmatamento bruto, estimativas de degradação e monitorar em tempo quase real alterações na Amazônia brasileira.

Pelo acordo, cabe ao INPE empregar sua experiência para o ensino de técnicas de sensoriamento remoto e uso de imagens de satélites voltado para monitoramento de florestas. Os participantes conhecerão ainda as funcionalidades do TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como o PRODES e o DETER. De sua parte, a FAO garantirá a vinda dos participantes estrangeiros aos cursos, bem como equipamentos e consultoria técnica.

Serão realizados seis cursos ao longo de 2014 e 2015, em português, espanhol, francês e inglês. Participarão técnicos do Uruguai, Argentina, Chile, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé, Marrocos, Argélia, Tunísia, Congo, Filipinas, Laos, Tailândia, Miamar, Butão, Papua Nova Guiné, Sri Lanka, Nigéria, Gana, África do Sul, Quirquistão e Tajiquistão.

O acordo foi assinado nesta terça-feira (22/4) na sede do INPE, em São José dos Campos (SP), pelo diretor do instituto, Leonel Perondi, e pelo representante da FAO/Brasil, Alan Jorge Bojanic Helbingen.

Parceria com a FAO permitirá a realização de cursos no
Centro Regional da Amazônia do INPE, em Belém.
Alan Jorge Bojanic Helbingen, representante da FAO/Brasil,
e o diretor Leonel Perondi.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

terça-feira, 22 de abril de 2014

O BRICS Deve Se Lançar ao Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo publicado ontem (21/04) no site “www.defesanet.com.br“, destacando a possibilidade de uma parceria entre os países do BRICS  na área de veículos lançadores de satélites.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - ESPECIAL ESPAÇO - TECNOLOGIA

O BRICS Deve Se Lançar ao Espaço

Pedro Riopardense
Defesa.net
21 de Abril, 2014 - 13:09 ( Brasília )

FOTO: ACS
Foguete Cyclone 4 da Alcantara Cyclone Space,
que tem futuro incerto.

A cooperação na área de lançadores e de satélites poderia ser um dos pontos altos do BRICS. Os cinco sócios do bloco possuem indústrias aeroespaciais sólidas e sofisticadas e três deles, China, Índia e Rússia, realizaram disparos bem sucedidos. Herdeira da União Soviética, a Rússia se destaca. Coloca homens no espaço e realiza praticamente todas as missões de suprimento da Estação Espacial Internacional. Os feitos da República Popular da China falam por si, realizando voos tripulados e estabelecendo bases para uma instalação própria capaz de alojar homens e laboratórios em órbita da Terra em um futuro próximo. Por sua vez, a Índia realiza corriqueiramente disparos de satélites com peso superior a uma tonelada.

Os feitos do Brasil, diante desses gigantes, são relativamente modestos, mas estabelecemos um bom recorde no disparo de foguetes de sondagem suborbitais. O país apostava pesadamente na parceria tecnológica com a Ucrânia, ao integrar a Alcântara Cyclone Space (ACS), empresa binacional que pretende explorar serviços de satélites a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. No entanto, o quadro político do país coloca em dúvida a viabilidade do programa. Kiev se aproxima da União Europeia e dos Estados Unidos, que veem o esforço brasileiro com suspeita, apesar de nossa adesão clara ao MCTR, Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis.

A Agência Espacial Europeia opera o Centro de Lançamentos de Kourrou, na Guiana Francesa e não vê com bons olhos o possível surgimento de um concorrente. O governo brasileiro já investiu R$ 1 bilhão no CLA para cumprir os termos do acordo espacial assinado em 2002. Parte desse dinheiro foi empregada como contrapartida no desenvolvimento do Cyclone 4. Para o Brasil, a parceria garante a troca de experiência e de tecnologia na construção de foguetes. A Ucrânia será beneficiada pelo uso da base de lançamento de foguetes em Alcântara (MA). O local é considerado privilegiado por estar próximo à linha do Equador, o que garante boas condições climáticas e um menor custo para impulsionar o foguete até a órbita.

Segundo o cronograma original, o primeiro lançamento deveria ter ocorrido em dezembro de 2010, mas foi adiado para dezembro de 2012. Agora, não se espera um lançamento até 2015. A cooperação com Kiev poderia ser ampliada com a construção de satélites. O Brasil necessita, em médio prazo, de um satélite geoestacionário para ajudar na previsão do tempo e integrar o Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres.

Vários problemas colaboraram para o atraso. Comunidades quilombolas (formadas por descendentes de escravos) vivem na região e criaram obstáculos para o projeto, que também teve de enfrentar as autoridades ambientais federais e estaduais. As obras, finalmente, tiveram início em setembro de 2010. A área de 500 hectares incluirá as estruturas do Complexo Técnico, do Complexo de Lançamento e da área de armazenamento de propelente. O governo brasileiro também construirá um porto em Alcântara, o qual, além de atender às necessidades do sítio de lançamento da ACS, para receber cargueiros de até 100 mil toneladas.

O acordo entre Brasil e Ucrânia nunca foi uma unanimidade. Sofre forte oposição de setores da Força Aérea Brasileira e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que gostariam de aplicar mais recursos no Veículo Lançador de Satélites (VLS), de concepção nacional. O Brasil já aplicou mais de US$ 2 bilhões no programa, sem nenhum resultado positivo. Depois de um grande acidente, em 25 de agosto de 2003, que dizimou a equipe que trabalhava no projeto, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) recebeu apoio de técnicos russos. Com base nessa cooperação, as falhas do foguete foram sanadas. Um novo terceiro estágio foi desenhado, usando combustível líquido em lugar de sólido, ampliando a capacidade de carga do lançador. Esse projeto, no entanto, foi substituído por outro, de tecnologia alemã.

O BRICS

O Itamaraty e a chancelaria russa são os maiores entusiastas do processo de institucionalização dos BRICS. O bloco torna-se cada vez mais importante para a formação e regulação de uma ordem multipolar. Nesse âmbito, o surgimento de uma agência espacial do grupo ofereceria uma excelente alternativa de mercado aos Estados Unidos e à União Europeia. A cooperação poderia explorar o desenvolvimento conjunto de um novo vetor na classe do Cyclone 4 (ou superior) a combustível líquido, com o possível uso dos propulsores sólidos do VLS como segundo ou terceiro estágio ou o desenvolvimento binacional de um novo lançador de pequeno porte envolvendo tecnologia brasileira de combustível sólido desenvolvida para o VLS e para a Missão Completa Brasileira.

Outro ponto interessante está no desenvolvimento de satélites de sensoriamento remoto e de comunicações. Brasil e China montaram uma parceria bem sucedida na série CBERS. Infelizmente, o último disparo não foi bem sucedido, mas os anos de experiência conjunta dão uma boa ideia das potencialidades do programa.

Para a viabilização do CLA seria interessante obter repasse de tecnologia para o gerenciamento de sítios de lançamento, de maneira a evitar potenciais problemas e minimizar danos no caso de eventual catástrofe. Outro ponto atrativo envolveria a fabricação in loco de combustível líquido em instalações montadas em Alcântara (a proposta ucraniana não abrangia essa possibilidade e estabelecia o arriscado procedimento de transportar o material preparado em navios).

Brasil e África do Sul também poderiam se beneficiar de um maior intercâmbio técnico e de pessoal com a China, a Índia e a Rússia. A verdade é que a cooperação entre os países do BRICS apresenta um potencial que vai muito além da área econômica. Explorá-lo é questão de tempo.



Comentário: Primeiramente devo dizer que o autor do artigo está completamente equivocado quando diz: “Para o Brasil, a parceria garante a troca de experiência e de tecnologia na construção de foguetes”. O acordo Brasil-Ucrania que gerou esse desatino comercial, tecnológico e ecológico chamado Alcântara Cyclone Space (ACS), jamais, em momento algum previu a troca de experiência e muito menos de tecnologia na área de construção de foguetes, nem mesmo de um simples parafuso. Dito isso, também concordo que uma parceria entre os países do BRICS ‘bem elaborada’ e motivada por objetivos sérios e técnicos e elaborada por profissionais da área e não por políticos de m... e evidentemente com o comprometimento do governo, poderia realmente ser útil. Desde que também esse descabido e irresponsável acordo com a Ucrânia seja enterrado de uma vez por todas e que também essa iniciativa não venha atrapalhar o desenvolvimento dos projetos brasileiros de veículos lançadores em curso. Entretanto essa possibilidade é puramente utópica enquanto tivermos os governos populistas que prejudica há décadas a história desse território tupiniquim, que ainda luta sem qualquer sucesso (nas vozes e ações minoritárias de verdadeiros brasileiros) para transformar essa terra de ninguém numa verdadeira nação respeitada e admirada pelo resto do mundo. Um sonho ainda muito distante de acontecer e tenho minhas duvidas se um dia acontecerá. O Brasil mesmo com seu gigantismo e poder econômico é um pais infelizmente condenado a ser um mero coadjuvante devido a cultura de seu próprio povo.

Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre é Apresentado na China

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (22/04) no site da “Agência FAPESP”, destacando que o Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM, na sigla em inglês) foi apresentado na China.

Duda Falcão

Especiais

Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre
é Apresentado na China

Por Heitor Shimizu, de Beijing
22/04/2014

(Foto: H.Shimizu)
Paulo Nobre, pesquisador do CPTEC-Inpe,
destaca a importância de gerar modelos próprios
para as particularidades do Brasil e de estimular
uma nova geração de cientistas climáticos.
Agência FAPESP – O Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM, na sigla em inglês) foi apresentado a pesquisadores chineses no Simpósio Brasil-China para Colaboração Científica – FAPESP Week Beijingrealizado na semana passada na Peking University.

Segundo Paulo Nobre, coordenador geral do BESM e da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima), em vez de usar outros modelos existentes, como os norte-americanos ou os europeus, a proposta de desenvolver o BESM é ter uma ferramenta que possa auxiliar nas pesquisas sobre fatores da realidade brasileira, como queimadas ou o desmatamento na Floresta Amazônica.

“Com o BESM, poderemos produzir cenários para futuras mudanças ambientais e ser capazes de representar processos importantes para o Brasil, mas que poderiam ser considerados secundários em outros modelos. Outra vantagem é a integração com grandes programas de pesquisa, como o BIOTA-FAPESP e o LBA [Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia]”, disse Nobre.

“Outros pontos positivos são poder formar uma nova geração de cientistas capazes de produzir modelos do clima, da atmosfera, dos oceanos, da superfície e químicos, além do próprio avanço da ciência climática e de poder colaborar com países com interesses semelhantes”, disse Nobre, pesquisador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O BESM é um eixo estruturante da pesquisa em mudanças climáticas no Brasil e oferece subsídios para o Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), para a Rede Clima e para o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC).

O BESM roda em um supercomputador, o Tupã, adquirido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela FAPESP, e instalado na unidade do INPE em Cachoeira Paulista (SP).

Segundo Nobre, ainda que os princípios físicos básicos que regulam os efeitos da concentração de dióxido de carbono na atmosfera sejam conhecidos desde o século 19, o conhecimento necessário para prever os efeitos detalhados do acúmulo de gases que causam o efeito estufa na atmosfera é insuficiente.

“Diferentemente de outras mudanças severas, seja de natureza local ou regional, que a humanidade enfrentou no passado – como a peste negra na Europa durante a Idade Média ou o perigo do inverno nuclear durante a Guerra Fria –, as mudanças climáticas globais representam o maior desafio já vivido pelo homem, uma vez que exigem não apenas uma compreensão profunda das leis físicas da natureza em um nível ainda não atingido, mas também o processamento de uma quantidade sem precedentes de dados e de cobertura do sistema terrestre e da sociedade”, disse.

Para lidar com tamanho desafio, pesquisadores têm criado modelos matemáticos para descrever o funcionamento aproximado do sistema terrestre, em níveis de complexidade cada vez maiores, em uma tentativa de prever as causas e as consequências do acúmulo de gases estufa na atmosfera, na biosfera e nos oceanos, explicou Nobre.

“O BESM é uma forma de incorporar conhecimento sobre as florestas e os oceanos tropicais no quebra-cabeça das mudanças climáticas globais”, disse Nobre.


Fonte: Site da Agência FAPESP

Divulgados os Resultados Finais do Festival de Minifoguetes de Curitiba 2014

Olá leitor!

Recebi finalmente os ‘Resultados Finais’ do “Festival de Minifoguetes de Curitiba 2014”, envido a mim pelo seu idealizador, o Prof. Carlos Henrique Marchi da UFPR, e presidente da Comissão Organizadora desse evento ocorrido em de 11 a 13/04 na capital paranaense.

Segundo o Prof. Marchi nos próximos dias deverão ser enviados às equipes os certificados de premiação, bem como os de participação daqueles que não pegaram durante o Festival, e ainda segundo ele também nos próximos dias deverão ser divulgados os resultados dos voos obtidos pelos altímetros de bordo.

Duda Falcão

FESTIVAL DE MINIFOGUETES DE CURITIBA 2014

RESULTADOS FINAIS
(atualizado em 20 Abr 2014)

Categoria:  Classe A

Equipes inscritas:  3 - BVM,  Greave,  UFPR-Classe A
Lançamentos realizados:  8
Terceiro lugar:  Greave Apogeu = ?
Segundo lugar:  BVM Apogeu = 36 metros Minifoguete: Básico
PRIMEIRO lugar:  UFPR-Classe A Apogeu = 152 metros Minifoguete: LAE-33
Recorde NAR (Estados Unidos):  Apogeu = 148 metros

Categoria:  Classe B

Equipes inscritas: 3 - BVM,  GFT,  UFPR-Classe B
Lançamentos realizados:  7
Terceiro lugar:  GFT Apogeu = 170 metros Minifoguete: GFT-1
Segundo lugar:  BVM Apogeu = 189 metros Minifoguete: Básico
PRIMEIRO lugar:  UFPR-Classe B Apogeu = 314 metros Minifoguete: LAE-45
Recorde NAR (Estados Unidos):  Apogeu = 264 metros

Categoria:  Classe C

Equipes inscritas:  6 - BVM,  FnaF,  Kosmos,  UFMG,  UFPR-Máximo,  UPRKT
Lançamentos realizados:  10
Terceiro lugar:  UFMG Apogeu = 160 metros Minifoguete: Pantera
Segundo lugar:  Kosmos Apogeu = 284 metros Minifoguete: KM-X5
PRIMEIRO lugar:  UFPR-Máximo Apogeu = 318 metros Minifoguete: LAE-44
Recorde NAR (Estados Unidos):  Apogeu = 496 metros

Categoria:  Apogeu 150 metros

Equipes inscritas:  2 - BVM,  UFPR-Fixo
Lançamentos realizados: 4
Terceiro lugar: ---
Segundo lugar:  BVM Apogeu = ?
PRIMEIRO lugar:  UFPR-Fixo Apogeu = 159 metros Minifoguete: LAE-22

Categoria: Apogeu 1000 metros

Equipes inscritas:  3 - BVM, UFABC, UFPR-Livre
Lançamentos realizados:  1
Terceiro lugar: ---
Segundo lugar: ---
PRIMEIRO lugar:  UFPR-Livre Apogeu = 668 metros Minifoguete: LAE-36

Categoria: Livre

Equipes inscritas:  8 - BVM,  Edge,  FnaF,  Gincarvi Jr,  Kosmos,  PGR,  UFPR-Diego,  VPM
Lançamentos realizados:  7
Menção Honrosa 1: Gincarvi Jr Apogeu = 500 metros (estimado) Minifoguete: Gincarvi Jr
Menção Honrosa 2:  BVM Apogeu = 250 metros (estimado) Minifoguete: Sonda II
Menção Honrosa 3 : Edge Apogeu = 180 metros Minifoguete: Impresso 3D

TOTAIS DAS COMPETIÇÕES

Número de equipes concorrentes:  18
Número de instituições/empresas/grupos participantes:  14
Número de universidades participantes:  10
Número de empresas da área participantes:  2
Número de lançamentos realizados:  37
Número de testes estáticos realizados:  1
Recordes da NAR (Estados Unidos) quebrados:  2

LISTA FINAL DAS EQUIPES INSCRITAS

Equipe - Instituição Responsável – Cidade

1- UFPR-Classe A - UFPR Carlos H. Marchi - Curitiba-PR
2- UFPR-Classe B - UFPR Carlos H. Marchi - Curitiba-PR
3- UFPR-Máximo - UFPR Carlos H. Marchi - Curitiba-PR
4- UFPR-Fixo - UFPR Carlos H. Marchi - Curitiba-PR
5- UFPR-Livre - UFPR Carlos H. Marchi - Curitiba-PR
6- FnaF - UNICAMP Jônathas B. Baker - Campinas-SP
7- Kosmos - UFSC Renan E. Lorenzi - Joinville-SC
8- GFT - UTFPR-UEM-CMPA Guilherme Bertoldo - Francisco Beltrão-PR
9- BVM BVM - UFRPE José Roberto A. Paula - Recife-PE
10- Gincarvi Jr - UCS/CARVI Tânia Morelatto - Bento Gonçalves-RS
11- VPM - Vicente P. De Marino - Joinville-SC
12- UPRKT - UP Victor M. B. Motter - Curitiba-PR
13- UFMG - UFMG Glauber M. Torres - Belo Horizonte-MG
14- Greave - UP Alysson N. Diógenes – Curitiba-PR
15- UFABC - UFABC Luiz F. S. Santos - Santo André-SP
16- Edge - Edge of Space José Miraglia- São Paulo-SP
17- PGR - CEGAPA Paulo G. Ramos - Pelotas-RS
18- UFPR-Diego - UFPR Diego F. Moro - Curitiba-PR

Instituições/Empresas/Grupos participantes e citado:

UFPR - Universidade Federal do Paraná
UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná
UEM - Universidade Estadual de Maringá
CMPA - Colégio Municipal Pedro Algeri
BVM - Boa Vista Modelismo Ltda. (Bandeirante)
UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco
UCS/CARVI - Universidade de Caxias do Sul / Campus Universitário da Região dos Vinhedos
UP - Universidade Positivo
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais
UFABC - Universidade Federal do ABC
Edge of Space - Edge of Space
CEGAPA - Centro Gaúcho de Pesquisas Aeroespaciais
NAR - National Association of Rocketry (Estados Unidos)


Fonte: Universidade Federal do Paraná (UFPR)

segunda-feira, 21 de abril de 2014

ACS Divulga Fotos do Desenvolvimento de sua "Besta" Tóxica

Olá leitor!

A mal engenhada empresa binacional Alcântara Cyclone Space divulgou recentemente em seu site imagens do desenvolvimento do trambolho tóxico ucraniano Cyclone 4, que segundo consta está previsto para ser entregue no segundo semestre de 2015. Anda segundo a empresa, uma "parte significativa" da construção civil do sítio de lançamento foi completada, e a maior parte dos equipamentos de suporte em solo já foi contratada e alguns inclusive entregues em Alcântara (MA). A empresa informa também que "os eventos atuais na Ucrânia não impactaram o desenvolvimento do projeto do Cyclone 4".

Caso o leitor queira dar uma olhada nas fotos desta ‘besta’ tóxica, clique aqui

Duda Falcão


Fonte: Alcântara Cyclone Space (ACS)

sábado, 19 de abril de 2014

INPE Vai Prever Tempestade de Raios Com 24H de Antecedência

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada  hoje (19/04) no site do jornal “O VALE” destacando que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) vai prever Tempestade de Raios com 24h de antecedência.

Duda Falcão

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INPE Vai Prever Tempestade de Raios
Com 24H de Antecedência

Novas tecnologias em desenvolvimento poderão apontar, dentro de dois
anos, onde exatamente haverá tempestade de raios; meta é reduzir
acidentes no Vale, uma das regiões com maior incidência no país

Chico Pereira
São José dos Campos
April 19, 2014 - 07:00

Foto: Claudio Vieira
Raios cortam o céu de São José durante chuvas de janeiro.

Pesquisadores do ELAT (Grupo de Eletricidade Atmosférica), do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José, desenvolvem novas ferramentas tecnológicas que permitirão prever com 24 horas de antecedência tempestades de raios em cada cidade da Região Metropolitana do Vale do Paraíba.

A expectativa dos especialistas é que um novo programa de monitoramento de raios entre em operação em dois anos. A RMVale é uma das regiões com maior incidência de raios no Sudeste.

Atualmente, os pesquisadores do ELAT podem prever com 24 horas de antecedência se a região poderá ser atingida por raios durante uma tempestade, mas não são capazes de dizer com precisão os locais onde isso poderá acontecer.

“Estamos trabalhando para melhorar os equipamentos e modelos tecnológicos de previsão de raios”, afirmou Osmar Pinto Júnior, coordenador do ELAT.

Segundo ele, se tudo ocorrer conforme o planejado, em dois anos no máximo será possível fazer um mapeamento detalhado dos locais que poderão ser atingidos por descargas atmosféricas.

“Atualmente, podemos informar com 24 horas de antecedência, por exemplo, se o INPE será atingido por raios. Fazemos isso também para a região, mas não para cada cidade. Queremos prever para cada município”, frisou o especialista do ELAT.

Prevenção - Para Osmar, o aprimoramento tecnológico de monitoramento de raios vai contribuir para reduzir mortes e incidentes.

“As pessoas poderão se prevenir mais rapidamente e isso certamente vai contribuir para reduzir mortes, como acontece nos Estados Unidos.”

Para o coordenador do ELAT, informações antecipadas sobre raios são fundamentais para que as pessoas mudem seus hábitos para evitar acidentes.

Normalmente, a maior ocorrência de raios acontece durante o verão, porque é a estação chuvosa.

Este ano, porém, a estação foi atípica, com a redução do volume de chuvas e também possivelmente de raios.

O ELAT ainda não finalizou o mapeamento da ocorrência do número de raios durante o verão deste ano, o que deve acontecer em breve, segundo Osmar Pinto.

O Brasil é considerado um dos países de maior incidência de raios, com média anual de 50 milhões de descargas atmosféricas.

Mortes. De acordo como ELAT, no ano passado não foi registrada nenhuma morte provocada por raio na região.

No período de 2000 a 2013 foram registradas 31 mortes por raios na região. Segundo dados do ELAT, São José dos Campos, com 5 mortes, e Jacareí, com 4, foram os municípios com maior número de vítimas.

Em Taubaté, ocorreram duas mortes no período analisado pelo ELAT. “A divulgação maior de informações sobre o fenômeno na mídia e nas redes sociais deve ter contribuído para uma maior prevenção”, disse.

Índice de Mortes Diminui no País em 2013

São José dos Campos - O ELAT (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou em 2013 o menor número de mortes por raios no Brasil desde o início do levantamento, iniciado em 2000.

Segundo o ELAT, foram 79 mortes por raios, o que confirma uma tendência de diminuição das fatalidades no país.

A média anual de mortes causadas por raios também diminuiu: de 2000 a 2009, ocorreram 132 mortes por ano. De 2000 a 2013, foram 119 fatalidades por ano – uma queda de 10% no índice anual.

“Ainda estamos longe dos países desenvolvidos, que registram, em média 30 mortes por ano, mas a redução é um fato positivo”, frisou Osmar Pinto Júnior, coordenador do ELAT/INPE. Os Estados Unidos, por exemplo, também registraram o menor índice de fatalidades em 2013. Lá, ocorreram 23 mortes ao longo do ano.

A NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), responsável pela divulgação de informações sobre mortes por raios nos EUA, credita a redução de casos fatais ao maior acesso a dados de proteção e a previsão precisa.

Documentário Analisa o Fenômeno

O ELAT produziu um documentário, “Fragmentos de Paixão”, sobre raios. Osmar Pinto Junior, coordenador do ELAT, e a jornalista Iara Cardoso pesquisaram dados da história, da ciência e da literatura do Brasil e do exterior para produzir o filme, que esteve em cartaz no ano passado e pode ser visto no canal fechado Net. Ele concorre a prêmios na categoria.

Raios São Cercados de Crendices

Por ser um fenômeno que assusta, há crendices em torno dos raios. Por exemplo, de que o raio não atinge o mesmo local duas vez. Não é verdade. Uma prova é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que recebe cerca de seis raios por ano. Outra crença falsa é que espelhos atrai raios. A crença surgiu na época em que os espelhos tinham grandes molduras metálicas, que são atrativos.


Fonte: Site do jornal “O VALE” - 19/04/2014

Pesquisa Teórica de Brasileiros Prevê “Despertar” do Vácuo Com Efeitos Macroscópicos

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado dia (16/04) no site da “Agência FAPESP” destacando que pesquisa teórica coordenada por pesquisadores brasileiros prevê “despertar” do vácuo com efeitos macroscópicos.

Duda Falcão

Especiais

Pesquisa Teórica Prevê “Despertar”
do Vácuo Com Efeitos Macroscópicos

Por José Tadeu Arantes
16/04/2014

(ilustração de uma colisão de
estrelas de nêutrons: NASA)
Modelo, proposto por brasileiros em 2010, vem
recebendo sucessivos aperfeiçoamentos e poderá
contribuir para uma explicação da “energia escura”
Agência FAPESP – O vácuo, para os físicos, é muito diferente daquele concebido pelo senso comum. O espaço vazio possui estrutura e apresenta intensa atividade, na forma de flutuações quânticas, que se explicitam por meio da produção e do aniquilamento de partículas virtuais. Tal concepção, que decorre diretamente da teoria quântica, é bastante familiar para os cientistas da área. E uma das consequências das flutuações do vácuo, o Efeito Casimir, já foi, inclusive, observada e mensurada em laboratório (veja o quadro 1: O Efeito Casimir).

A novidade é que há uma possibilidade teórica de que essas flutuações, antes consideradas muito pequenas para exercer qualquer efeito macroscópico, possam ser amplificadas ao ponto de sua energia exceder a energia dos corpos materiais e produzir resultados como a destruição de uma estrela, por exemplo.

A descoberta, realizada a partir de uma abordagem puramente matemática da teoria e ainda sem comprovação observacional, é um dos principais saldos do projeto temático recém-concluído “Física em espaços-tempos curvos”, coordenado por George Emanuel Avraam Matsas, professor titular do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (IFT-Unesp), e apoiado pela FAPESP.

“Bem no meio do período de vigência do projeto, por volta de 2010, Daniel Augusto Turolla Vanzella, professor doutor do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), e William Couto Corrêa de Lima, na época seu aluno de doutorado, descobriram que, se existir uma certa classe de campos quânticos, a densidade da energia de vácuo desses campos crescerá exponencialmente nas vizinhanças de um corpo material muito denso”, disse Matsas à Agência FAPESP.

O trabalho de Vanzella e de Lima foi publicado na Physical Review Letters, com o título Gravity-Induced Vacuum Dominance e estabeleceu as bases desse processo de forma tão geral que tornava possível a aplicação de tal conhecimento em várias área de investigação científica, como cosmologia, astrofísica etc.

“Posteriormente, eu me juntei aos dois, quando aplicamos esse efeito no caso particular de um campo gravitacional criado por uma estrela de nêutrons. Isso nos permitiu entender o fenômeno com maior clareza”, acrescentou Matsas. Um novo artigo, Awaking the Vacuum in Relativistic Stars, desta vez assinado por Lima, Matsas e Vanzella, foi publicado na Physical Review Letters em seguida.

Estrela de Nêutrons

São conhecidas atualmente cerca de 2 mil estrelas de nêutrons na Via Láctea (a galáxia da qual o Sistema Solar faz parte) e nas Nuvens de Magalhães (que são duas galáxias próximas da nossa). Elas consistem em objetos extremamente densos, com massas superiores a uma vez e meia a massa solar, comprimidas em corpos esféricos com raios de apenas algumas dezenas quilômetros. Seus campos gravitacionais são tão intensos que curvam fortemente o espaço-tempo nas regiões em que se encontram, conforme a predição da teoria geral de relatividade. É esse encurvamento que perturba o vazio quântico, fazendo com que a densidade da energia de vácuo cresça de forma exponencial.

“Se existisse o campo hipotético no qual baseamos nosso modelo, quando a estrela de nêutrons se tornasse suficientemente densa as flutuações do vazio cresceriam tanto que, em pouquíssimo tempo, haveria, ponto a ponto, mais energia de vácuo do que energia da própria estrela. E essa energia do vazio curvaria ainda mais o espaço-tempo, podendo, no limite, levar à destruição da estrela”, afirmou Matsas.

Por que a deformação do espaço-tempo amplifica as flutuações do vácuo, a ponto de elas produzirem efeitos macroscópicos e até mesmo catastróficos? “Não temos uma boa resposta e acredito que ninguém a tenha”, respondeu Vanzella. “Se houvesse uma maneira intuitiva de entender esse efeito, outras pessoas teriam antecipado sua descoberta há anos. Quando a gente faz as contas, o efeito aparece. Foi um tratamento estritamente matemático das equações que nos levou a descobrir essa possibilidade teórica”, prosseguiu.

O pesquisador relatou que o primeiro resultado matemático que sinalizou tal efeito apareceu em um cálculo lateral feito no trabalho realizado por ele na época de seu doutorado. Esse achado intrigante ficou, por assim dizer, hibernando na gaveta, até que, uma década mais tarde, ele conseguisse aplicá-lo e perceber que uma de suas consequências era o crescimento das flutuações de vácuo.

Aos dois primeiros artigos na Physical Review Letters seguiu-se um terceiro artigo, desta vez publicado na Physical Review D, escrito com a colaboração de Andre Gustavo Scagliusi Landulfo, atualmente professor adjunto na Universidade Federal do ABC (UFABC), intitulado Particle creation due to tachyonic instability in relativistic stars.

“Esse terceiro trabalho partiu da consideração de que o crescimento da densidade de energia de vácuo desencadeado por uma estrela de nêutrons não pode continuar indefinidamente, pois, como essa energia retroage no espaço-tempo, curvando-o cada vez mais, isso, no limite, levaria ao colapso do universo. Em algum momento, alguma coisa deve acontecer para estabilizar o sistema. Verificamos teoricamente que, quando o processo é interrompido e uma nova situação de equilíbrio ocorre, parte da energia de vácuo excedente é liberada na forma de partículas reais, que escapam do sistema. Aconteceria então, nesse caso, uma produção em profusão de partículas”, explicou Vanzella.

Segundo Matsas, no caso concreto da colisão de duas estrelas de nêutrons, por exemplo, o balanço energético dessa produção de partículas proporcionaria uma condição observacional para a eventual confirmação do modelo proposto (veja o quadro 2: Campos escalares).

Dadas as grandes dificuldades de cálculo, o modelo foi construído com base em várias simplificações: o espaço-tempo foi concebido como uma realidade estática; a retroação da energia de vácuo no espaço-tempo não foi computada; e a estrela foi idealizada como um objeto perfeitamente esférico e sem rotação. Sabe-se que, na realidade, nada disso é assim. Mas os pesquisadores verificaram que, mesmo nesse cenário ultrassimplificado, o efeito já se manifestava. Trabalhos posteriores, que contaram com a colaboração de Raissa Mendes, aluna de doutorado de Matsas, procuraram aproximar um pouco mais o modelo da situação real, investigando teoricamente o que ocorreria no caso de a estrela não ser perfeitamente simétrica ou apresentar rotação.

Dois artigos dessa etapa da pesquisa já foram publicados na Physical Review D: Awaking the vacuum with spheroidal shells e Quantum versus classical instability of scalar fields in curved backgrounds. E um terceiro está passando por revisão matemática para publicação.

Contexto Cosmológico

A tarefa de analisar esse efeito no contexto cosmológico como uma possível explicação para a expansão acelerada do universo, que constitui atualmente um dos maiores enigmas da cosmologia, é algo que está no rol de prioridades de Vanzella. “Comecei a pensar nisso quando fiz meu pós-doutorado sob a supervisão de Leonard Parker, na Universidade de Wisconsin em Milwaukee, nos Estados Unidos. Parker foi quem fundou a área de teoria de campos em espaços-tempos curvos, na qual trabalhamos. E considerava que a chamada ‘energia escura’, responsável pela expansão acelerada do universo, poderia ser uma energia de vácuo."

A eventual aplicação do efeito descoberto pelos brasileiros no cenário cosmológico seria uma façanha espetacular. Mas o efeito em si já é uma descoberta notável. “A possibilidade de a curvatura do espaço-tempo exacerbar as flutuações do vácuo não é nada trivial, nem intuitiva. Ficamos surpresos ao descobri-la”, comentou Matsas.

“Apesar de a energia total do vácuo ser zero e manter-se em zero, as flutuações fazem com que, localmente, essa energia apresente variações extremas, crescendo ou decrescendo de forma exponencial. Efeitos de vácuo quântico eram esperados, mas com expressão muito sutil. O que Vanzella e Lima mostraram foi que esses efeitos podem assumir proporções catastróficas”, disse o pesquisador.

Quadro 1

O Efeito Casimir

O Efeito Casimir foi previsto teoricamente em 1948, a partir de uma abordagem matemática da teoria quântica. No cenário ideal de um sistema isolado, esvaziado de toda matéria e energia, o físico holandês Hendrik Casimir (1909-2000) imaginou duas placas metálicas paralelas, sem carga elétrica e com massas desprezíveis.

Se suas massas eram desprezíveis e se as placas estavam descarregadas, haveria algum motivo pelo qual elas devessem se atrair? Nos marcos da física clássica, a resposta para essa pergunta seria “não”.

Mas, levando em consideração a Física Quântica, Casimir constatou que aparecia entre as placas uma força por área inversamente proporcional à quarta potência da distância, e proporcional à Constante de Planck (o que mostrava sua natureza quântica) e à velocidade da luz (o que mostrava sua natureza relativística). A fórmula é F/A = ħ.c / 240 d4 .

“Isso ocorre porque o vácuo, que é o estado de mínima energia, ainda assim possui energia, que se expressa na forma de partículas virtuais. Embora surjam e desapareçam aos pares, em velocidades tão altas que a própria teoria quântica diz ser impossível observá-las, essas partículas exercem um efeito colateral. Pois, pelo princípio de minimização de energia, fazem com que as placas se aproximem, uma vez que, quanto mais próximas as placas, menor a energia de vácuo existente entre elas”, explicou Matsas.

Uma maneira menos sofisticada de descrever o fenômeno é dizer que a pressão das partículas virtuais externas às placas é maior do que a pressão das partículas confinadas entre elas. E que essa diferença de pressão empurra as placas uma de encontro à outra.

O Efeito Casimir foi confirmado experimentalmente em laboratório. E medido no final dos anos 1990. “Ele demonstra a estrutura do vácuo. Mas seu valor é diminuto. Nossa pergunta foi se existiria alguma condição em que o vácuo quântico pudesse ter efeitos macroscópicos e até mesmo catastróficos”, comentou Matsas.

Quadro 2

Campos Escalares

O modelo que prevê o “despertar do vácuo” pressupõe a existência de uma classe específica de campos quânticos chamados de “campos escalares não minimamente acoplados à gravitação”.

“Esses campos ainda não foram observados. Mas são uma possibilidade teórica. E podem estar presentes na natureza. Lembremos que 95% da matéria/energia do universo é desconhecida”, disse Matsas.

As “partículas escalares”, que expressam esse campo, seriam semelhantes aos fótons (as partículas associadas ao campo eletromagnético), porém não teriam spin. Tais partículas interagiriam muito pouco com a matéria, por isso sua detecção seria dificílima, e precisaria ser feita por meios indiretos.

O conceito de campo é dominante na teoria quântica. “Genericamente, campo é qualquer entidade que possibilite associar a cada ponto do espaço-tempo um valor (ou conjunto de valores). Nos marcos da teoria quântica, as partículas não são corpúsculos diminutos, tais como foram concebidas na Física Clássica. Partículas são apenas excitações do campo, isto é, maneiras de descrever o comportamento do campo. Diferentes observadores extraem em geral diferentes conteúdos de partículas do mesmo campo”, explicou Matsas.

A existência dos campos escalares não minimamente acoplados à gravitação poderia ser comprovada observacionalmente no caso específico do choque entre duas estrelas de nêutrons.

“Se ocorresse tal evento e as medições de energia das emissões resultantes ficassem muito abaixo do esperado pelas teorias convencionais, então poderíamos explicar esse diferencial pelo fato de uma parte da energia ter sido codificada nessas partículas escalares, que, por interagirem muito pouco com a matéria, não seriam detectadas”, disse Matsas.

Glossário

Vácuo Quântico / Partículas Virtuais

Na Física Quântica, o vácuo é o estado de mínima energia. Mas sua energia não é necessariamente nula e manifesta-se na produção e aniquilamento de partículas, ditas virtuais. Estas surgem e desaparecem tão rapidamente que não podem ser observadas de modo direto. Deve-se levar em conta que a concepção de partícula da Física Quântica não corresponde à de corpúsculos diminutos da Física Clássica. Partículas são excitações do campo.

Flutuações Quânticas

Flutuações quânticas são variações no valor das grandezas físicas, que flutuam ao redor de valores médios. Em decorrência do chamado Princípio da Incerteza, de Werner Heisenberg (recebedor do Prêmio Nobel de Física de 1932), tais flutuações são consideradas inevitáveis pela teoria quântica.

Espaço-Tempo / Deformação do Espaço-Tempo

Nas teorias especial e geral da relatividade, espaço-tempo é o conjunto de todos os eventos – presentes, passados e futuros. Cada evento, que corresponde a um ponto do espaço-tempo, é definido por quatro coordenadas: x, y, z, ct. As três primeiras (x, y, z) definem a posição espacial do evento. E a quarta (ct), que é o produto do tempo (t) pela velocidade da luz no vácuo (c), define o instante temporal. O conceito relativístico de espaço-tempo substituiu o conceito clássico de éter, como uma espécie de pano de fundo para todos os entes e fenômenos da natureza. Matéria e energia distorcem, em geral, o espaço-tempo. E a ação gravitacional entre os corpos, que na Física Clássica é explicada por meio de uma força atrativa, foi reinterpretada pela teoria da relatividade como decorrência da distorção ou curvatura do espaço-tempo.

Constante de Planck

A Constante de Planck, representada pela letra h, é uma das constantes fundamentais da Física, associada ao quantum de energia. Sua dimensão é de “energia X tempo”. E seu valor, diminuto, é de 6,62606957 × 10−34 J.s, com uma incerteza de 0,00000029 × 10−34 J.s (sendo J símbolo de Joule, unidade de medida de energia, e s símbolo de segundo, unidade de medida de tempo). Por uma conveniência de notação, algumas equações da física quântica, ao invés da Constante de Planck, utilizam a chamada Constante Reduzida de Planck, representada por ħ (agá cortado), e igual a h/2π.

Campos Quânticos / Campos Escalares / Campos Escalares Não Minimamente Acoplados à Gravitação

O conceito de campo, que surgiu na Física Clássica, foi incorporado pela Física Quântica. Mas as equações variam de um contexto teórico para o outro. O campo será dito clássico ou quântico dependendo se for estudado no contexto da Física Clássica ou da Física Quântica, respectivamente. Um campo escalar é uma estrutura na qual um número – isto é, uma grandeza escalar (e não vetorial, tensorial etc.) – é atribuído a cada ponto do espaço-tempo. Exemplo simples de campo escalar é um campo de temperaturas, no qual a cada ponto está associada uma temperatura. Dependendo de como o campo se relaciona com a gravitação, ele será minimamente acoplado ou não. “Campos escalares não minimamente acoplados à gravitação” são campos teóricos, cuja existência ainda não foi comprovada pela observação. A “partícula” que descreve a excitação desse campo é semelhante ao fóton (a partícula do campo eletromagnético), mas sem spin.

Spin

A ideia de que as partículas sejam corpúsculos diminutos, tais como os concebeu a Física Clássica, faz com que o spin seja interpretado como o momento angular intrínseco que define a rotação da partícula em torno de seu próprio eixo. Mas, sendo a partícula apenas uma representação da excitação do campo, como afirma a Física Quântica, o conceito de spin torna-se bem mais abstrato. Pode-se dizer que spin é um dos números que define o estado quântico dessa excitação.


Fonte: Site da Agência FAPESP