segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Reforma no LIT Ampliará Sua Capacidade de Atendimento

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (24/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que a reforma do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do instituto ampliará a capacidade de atendimento deste laboratório.

Duda Falcão

Reforma no LIT Amplia
Capacidade de Atendimento

Agência Gestão CT&I

Foto: Divulgação/INPE
Técnicos em atividades no LIT.

Brasília, 24 de novembro de 2014 – O Laboratório de Integração e Testes (LIT), unidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), passa por uma reforma para ampliação de suas instalações, segundo seu diretor geral Leonel Perondi. Na reforma serão aplicados R$ 185 milhões, sendo que cerca de R$ 45 milhões deste montante são provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

O LIT é tido como “a menina dos olhos” do Programa Espacial Brasileiro (PEB), por ter alto grau de confiabilidade no exterior, comprovados pela recepção e testes do satélite americano-argentino SAC-D/Aquarius.

“A ampliação está em andamento. Nesta primeira fase, já foram aprovados recursos da ordem de R$ 30 milhões. Vale ressaltar que desde a sua inauguração, em 1988, o LIT já teve diversas atualizações. Esta, agora, permitirá comportar mais de um grande projeto”, destaca Perondi.

O projeto consiste na construção de uma capacidade de montagem, integração, testes funcionais e ambientais para satélites de todos os portes, especialmente os com aplicações para telecomunicações e radar, com até seis toneladas e seis metros de dimensão. Com a nova configuração, o laboratório pode receber um satélite com as características do CBERS-4.

O novo espaço terá um vibrador de até 320 quiloNewtons (kN) – o dobro da capacidade atual -, um sistema de medidas de antenas em campo próximo/campo compacto e uma sala limpa classe 10 mil com pé direito de 16 metros – também duas vezes maior que a atual -, para montagem, integração e testes de satélites de grande porte. “Queremos colocar o LIT de tal maneira que consiga atender o programa espacial, desde os pequenos satélites até os geoestacionários”, diz o diretor.

A previsão de encerramento da reforma é de cinco anos. Nos primeiros 24 meses, que têm aporte assegurado pela FINEP, serão realizadas as especificações dos novos meios de testes e contratados os serviços de obra civil.

CBERS-4 Com relação ao satélite CBERS-4, Perondi disse que ele está na etapa de integração ao foguete, última antes de ir ao espaço. Até o momento, o equipamento não apresentou nenhum problema nos testes e seu lançamento permanece programado para dezembro próximo na China.

“Temos uma equipe com 20 técnicos, que em conjunto com os chineses, estão finalizando esta etapa de integração, que consiste em colocá-lo na coifa e fazer todos os testes de sistemas vitais do satélite. Todas as verificações indicam o funcionamento perfeito do CBERS-4”, ressalta Perondi.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

CPTEC/INPE Comemora Hoje 20 Anos de Fundado

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (24/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do instituto completa hoje 20 anos de fundado.

Duda Falcão

CPTEC/INPE Comemora 20 Anos

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) comemora os 20 anos do seu Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) nesta segunda-feira (24/11). Pela manhã, o diretor Leonel Perondi preside cerimônia na Unidade Regional de Cachoeira Paulista (SP), onde está instalado o CPTEC/INPE, e descerra uma placa alusiva ao aniversário.

Nestes 20 anos, a qualidade e confiabilidade das previsões de tempo aumentou muito e, hoje, o CPTEC/INPE é um dos mais completos do planeta. Essa é uma área da ciência altamente vinculada ao desenvolvimento do país, em especial nos setores agrícola, energético e na conservação do meio ambiente.

Graças aos recursos computacionais do INPE, o Brasil está entre países com alta capacidade de processamento dedicado para operação e pesquisa em tempo e clima. No CTEC/INPE está instalado o Tupã, um XT6/Cray capaz de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo que está entre os mais poderosos supercomputadores do mundo para previsão de tempo e estudos em mudanças climáticas.

As informações meteorológicas geradas diariamente pelo CPTEC/INPE tornaram-se indispensáveis para os mais variados setores socioeconômicos do país, como agricultura, defesa civil, geração e distribuição de energia elétrica, transporte, meio ambiente, turismo, lazer, e também para milhões de pessoas que recebem estas informações pela mídia. Além disso, por meio do CPTEC, o INPE realiza o monitoramento de ocorrência de tempo severo e efetua o fornecimento de imagens de satélites meteorológicos e ambientais para várias instituições e usuários brasileiros e internacionais.

Workshop

Como parte da comemoração dos 20 anos de atividades operacionais do CPTEC/INPE, será realizado nos dias 27 e 28 de novembro o “Workshop de Usuários”. Representantes de instituições que utilizam dados do Centro mostrarão como o estado do tempo e do clima afetam o planejamento e suas atividades e, principalmente, como as informações de monitoramento e previsão do CPTEC/INPE as beneficiam.

Durante o workshop, os participantes serão estimulados a apresentar seus pontos de vista, suas demandas e sugestões para melhoria das previsões, produtos e serviços oferecidos pelo CPTEC.

No primeiro dia (27/11), as apresentações serão feitas pelos usuários do setor público, como governo, agências, centros, universidades, Defesa Civil, entre outros. O segundo dia (27/11) contará com as apresentações do setor privado, como empresas ligadas a serviços meteorológicos, agricultura, indústria, setor financeiro, turismo, entre outros.

Mais informações: www.cptec.inpe.br


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Lideranças Comunitárias de Alcântara Se Reuniram no CLA

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (24/11) no site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) destacando que Lideranças Comunitárias de Alcântara se reuniram no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Duda Falcão

Lideranças Comunitárias de Alcântara
Se Reúnem no CLA

CLA/Ten Huxley
24/11/2014

Foto: CLA

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebeu, no dia 20 de novembro, 50 representantes das sete agrovilas situadas próximo à OM localizada na península alcantarense. Participaram da reunião lideranças comunitárias, presidentes das associações de moradores e ativistas das sete agrovilas construídas em torno do CLA: Cajueiro, Espera, Marudá, Peptal, Peru, Ponta Seca e Só Assim. O encontro teve por objetivo ouvir os representantes sobre as ações realizadas nos últimos três anos da gestão do atual Diretor do CLA, Coronel Engenheiro César Demétrio Santos e apresentar o Vice-Diretor e futuro Diretor do CLA, Coronel Aviador Claudio Olany Alencar de Oliveira às lideranças locais.

O encontro aconteceu no Auditório do Centro Técnico (CT) reunindo os representantes das sete agrovilas com a Direção e Vice-Direção do CLA, além dos oficiais de Comunicação Social, Assistência Social e servidores da Seção de Patrimônio do Centro. Durante a reunião o Coronel Demétrio abordou a importância das atividades desenvolvidas pelo CLA em prol do país e do município traduzida na missão de preparar, lançar e rastrear engenhos aeroespaciais. Também apresentou o Coronel Olany que deve assumir a Direção do CLA a partir do próximo dia 18 de dezembro. As lideranças apresentaram uma pauta de sugestões para reforçar a interação com o Centro a exemplo de cursos de aperfeiçoamento e qualificação, demarcação de limites territoriais e instruções relativas à extração e uso de recursos naturais, contratação de mão-de-obra local para obras e projetos do CLA e acesso à Escola Caminho das Estrelas (ECE), administrada pelo Centro e que deve ter sua capacidade triplicada após a inauguração da nova sede.

Ao longo do ano de 2014, o CLA atuou junto às comunidades locais realizando ações de saúde e cidadania, apoio a acidentados e doentes em evacuações aeromédicas até São Luís, promoveu a qualificação profissional dos militares residentes em Alcântara por meio do Projeto Soldado Cidadão, apoiou eventos sócio-culturais locais e recebeu na ECE alunos oriundos do município.


Fonte: Site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)

Comentário: Bom leitor, apesar de reconhecermos o bom, necessário e justo trabalho realizado pelo Cel. Demétrio Santos junto a essas Comunidades Quilombolas, resgatando assim promessas não cumpridas de outrora, e melhorando e regatando ao mesmo tempo uma confiança a muito perdida, que no futuro poderá ser muito útil no relacionamento entre as partes, devo dizer e lembrar que o objetivo de um centro de lançamento de foguetes é lançar foguetes, coisa que na gestão do Coronel Demétrio (como também de outras gestões recentes) ocorreu muito pouco, isto é, se não levarmos em consideração os lançamentos de foguetes de treinamento ocorridos neste centro durante sua gestão. É justo dizer também que na gestão do Coronel Demétrio muito se avançou na tecnologia de lançamento disponível hoje no centro, como também em obras de ampliação e melhoramento da infraestrutura do CLA que ainda, em alguns casos, estão em curso. Vale dizer também que pelas informações que tenho de fontes do BLOG que conhecem o Cel. Demétrio (só tive apenas uma vez contato pessoal com ele e muito rápido na oportunidade) esse militar (como esteve envolvido diretamente com a coordenação do projeto do VLS-1 no IAE, antes de assumir o cargo de diretor do CLA) deve ser hoje uma das pessoas mais decepcionadas e chateadas com o não cumprimento pelo desgoverno DILMA ROUSSEFF do cronograma de lançamento do VLS-1 estabelecido pelo IAE em 2011, apesar de, por razões obvias, não vir a público admitir isto. O Blog BRAZILIAN SPACE deseja ao Cel. Demétrio Santos sucesso em sua carreira, seja lá onde ele, a partir de dezembro, seja designado para atuar pela FAB. Sucesso sempre coronel.

Satélite CBERS-4 - MCTI Enviará Dois Novos Servidores do INPE à China

Olá leitor!

Diário Oficial da União (DOU) de hoje (24/11) publicou dois despachos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), autorizando mais dois servidores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) a viajarem para China a fim de participarem de ações técnicas relacionadas com lançamento do Satélite CBERS-4. Abaixo segue os despachos como publicados no DOU.

Duda Falcão

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

DESPACHO DO MINISTRO
Em 21 de novembro de 2014

Afastamentos do país autorizados na forma do Decreto nº 1.387, de 07 de fevereiro de 1995:

ADENILSON ROBERTO DA SILVA, Tecnologista Sênior do INPE, participar, como responsável pela arquitetura de missão e especialista do subsistema de controle de atitude e órbita (AOCS) do programa CBERS, das atividades que antecedem o lançamento do satélite CBERS-4 na base de lançamento em Taiyuan/China e das atividades de pós lançamento no Centro de Controle de Satélite,Pequim, Taiyuan e Xian/China, no período de 29/11 a 16/12/2014, com ônus para o INPE. Art. 1º, inciso V.

VALCIR ORLANDO, Tecnologista Sênior do INPE, participar, como especialista em dinâmica de voo, das atividades que antecedem o lançamento do satélite CBERS-4 na Base de Lançamento em Taiyuan/China e das atividades de pós-lançamento no Centro de Controle de Satélites, em Taiyuan, Xian, Beijing/China, no período de 29/11 a 16/12/2014, com ônus para o INPE. Art. 1º, inciso V.

CLELIO CAMPOLINA DINIZ


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Seção 2 - pág. 07 - 24/11/2014

INPE Reinicia em Seu Site Contagem Regressiva Para o Lançamento do Satélite CBERS-4

Olá leitor!

Dia 29/10 passado divulgamos aqui no BLOG que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) havia postado em seu site oficial um relógio com a contagem regressiva para o lançamento do Satélite CBERS-4.

Acontece que logo após o nosso anúncio o INPE retirou a contagem regressiva do relógio, só retornando esta contagem na manhã de hoje (24/11). Segundo esse relógio neste momento faltam 12 dias, 16 horas, 52 minutos e 40 segundos para o lançamento que está previsto para ocorrer no dia 07 de dezembro. Vamos torcer e muito para que dessa vez as coisas saiam dentro dos conformes.

Duda Falcão


Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

CONASAT: Continuidade ao SBCDA

Olá leitor!

Segue abaixo um interessantíssimo artigo escrito pelo companheiro André Mileski e postado hoje (24/11) em seu no Blog Panorama Espacial, tendo como tema o Projeto CONASAT (Constelação de Nanossatélites Ambientais) do CRN-INPE/UFRN, artigo este que traz novas informações sobre este interessante projeto já abordado aqui em nosso BLOG em diversas oportunidades.

Duda Falcão

CONASAT: Continuidade ao SBCDA

André Mileski
Blog Panorama Espacial
24/11/2014


Em setembro, na edição nº 138 de Tecnologia & Defesa, abordamos o projeto do Sistema de Coleta de Dados Hidrometeorológicos (SCD-HIDRO), lançado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em conjunto com a Agência Nacional de Águas (ANA), tendo como um de seus objetivos assegurar a continuidade do Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais (SBCDA) (veja "SCD-Hidro: Um alento à indústria espacial brasileira").

De fato, o SCD-HIDRO não é a única iniciativa brasileira em desenvolvimento visando suprir o SBCDA. Em Natal (RN), no Centro Regional do Nordeste, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRN/INPE), há alguns anos uma equipe de engenheiros e pesquisadores desenvolve o projeto CONASAT, uma missão espacial baseada no conceito “acesso rápido e barato ao espaço”, tendo por referência o padrão cubesat, tecnologia que tem "popularizado" a tecnologia espacial em todo o mundo. [Nota do blog: recomendamos a leitura do artigo "Cube e nano satélites - Um novo conceito para o setor espacial", de Otavio Durão, publicada em T&D n.º 136. março de 2014]

Acrônimo de COnstelação de NAno SATélites, o CONASAT "objetiva oferecer uma opção tecnologicamente atualizada e a custos reduzidos para garantir a continuidade do SBCDA, através de uma constelação de nano satélites, que possibilitem melhorias na qualidade do serviço, no que diz respeito à capacidade, abrangência geográfica e tempos de revisita", sintetizou ao blog Panorama Espacial Manoel Carvalho, chefe do CRN/INPE e responsável pela missão.

Seu desenvolvimento ocorre de maneira gradativa, com desafios tecnológicos previstos para cada passo. "Apesar do projeto ser de uma constelação completa e todos os estudos terem sido feitos neste sentido, decidiu-se pela criação de versões de desenvolvimento gradativo, em que cada uma servirá de laboratório para avaliação de desempenho, de modo a nortear o desenvolvimento da próxima versão", detalha Carvalho.

Dentro desse processo gradual, o primeiro satélite da constelação, denominado CONASAT-0, numa estrutura 3U, servirá como prova de conceito e terá como principal missão embarcar a carga útil, um transpônder com massa inferior a 350 gramas em desenvolvimento pelo CRN, para validação de sua operação. A partir do CONASAT-1 (ilustração acima), o projeto assumirá um caráter operacional, quando utilizará uma estrutura tamanho 8U, com forma de cubo, peso máximo em torno de 8 quilos e dimensões de 20 centímetros, permitindo a redundância da carga útil e assim aumento de sua confiabilidade.

A versão seguinte, CONASAT-2, introduzirá o processamento a bordo dos sinais recebidos pela carga útil, visando otimizar a recuperação das mensagens transmitidas pelas estações de coleta de dados em solo. A CONASAT-3, por sua vez, permitirá a utilização de antenas multifocal, aumentando a capacidade de separação e a qualidade dos sinais recebidos simultaneamente das Plataformas de Coleta de Dados (PCD). Nesta versão, também será ampliada a faixa de entrada para acomodar novas aplicações compatíveis com o ARGOS-3, rede franco-americana com propósitos similares ao do SBCDA. Na versão CONASAT-4 serão introduzidos o links intersatélites com o objetivo de expandir a abrangência geográfica do sistema SBCDA, abrindo a possibilidade de acordos de cooperação com outros países.

Momento Atual

Atualmente, a missão se encontra em fase de definição detalhada do projeto, com sua revisão crítica prevista para maio do ano que vem, momento a partir do qual poderão ser produzidos e qualificados os equipamentos e subsistemas docubesat. A etapa seguinte será a revisão de qualificação, prevista para o final de 2015, e a revisão de aceitação no inicio de 2016. Desta forma, a expectativa é que o CONASAT-0 esteja disponível para lançamento no primeiro semestre de 2016, em lançador ainda não definido.

Em paralelo ao CONASAT-0, já acontecem algumas ações visando a uma constelação operacional. No final de agosto, a empresa holandesa ISIS - Innovation Solutions in Space, uma das líderes mundiais no segmento de cubesats, representada no Brasil pela Lunus Aeroespacial, firmou contrato com a FUNCATE (fundação ligada ao INPE) para o fornecimento de uma plataforma composta de uma estrutura mecânica 8U, subsistema de comunicação, computador de bordo e equipamentos de suporte por pouco menos de 200 mil euros (cerca de 600 mil reais).

Em termos de valores, aliás, estima-se que um CONASAT-1 operacional custará em torno de 2 milhões de reais, valor considerado bastante baixo. Uma constelação formada por seis modelos em órbita, contando-se o lançamento e o segmento solo, teria custo próximo ou inferior a 20 milhões de reais.


Fonte; Blog Panorama Espacial - http://panoramaespacial.blogspot.com.br/

Comentário: Devo dizer leitor que sou um admirador desse projeto CONASAT coordenado pelo Eng. Manoel J. M. Carvalho, pesquisador-chefe do “Centro Regional do Nordeste (CRN)” do INPE. Entretanto é visível como também muito preocupante a aparente dependência deste projeto das plataformas satelitais da empresa holandesa Innovation Solution in Space (ISS), representada no Brasil pela LUNUS Aeroespacial. Como brasileiro rogo ao grupo coordenado pelo Dr. Pedro Teixeira Lacava (professor e coordenador do Curso de Engenharia Aeroespacial do Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA) coordenador do Projeto do Cubesat AESP-14, projeto este que desenvolveu e produziu recentemente a primeira plataforma satelital cubesat 1U brasileira (que deve ser lançada ao espaço agora em dezembro) que trabalhem também na busca pelo desenvolvimento de plataformas de cubesats de 2U, 3U, 4U, 8U e as que forem necessárias para que assim o Brasil não necessite comprar essas plataformas na Holanda ou em qualquer outra parte do mundo. Recordo-me que em maio do ano passado, o BLOG foi procurado pela Sra. Rosemary Ceragioli Schneider, Diretora Técnica do “Grupo LUNUS”, no qual a empresa LUNUS Aeroespacial é uma das integrantes deste grupo empresarial. Naquela época a Sra. Rodemary Schneider solicitou que  divulgássemos que o Grupo LUNUS estava lançando uma empresa chamada “ARION Aeroespaço Indústria e Comércio Ltda” (reveja a nota aqui), originada da parceria firmada entre o “Grupo LUNUS” e esta empresa holandesa ISIS, tendo como objetivo atuar no Brasil na área de cubesats e nanosats. Na época após a dúvida levantada pelo nosso mais ativo leitor (Marcos Ricardo), de que pelo que parecia esta nova empresa seria apenas uma representação comercial da Empresa ISIS no Brasil, a Sra. Rosemary Schneider respondeu dizendo que a empresa  já havia formalizado e continuava a buscar parcerias com empresas nacionais visando a nacionalização de sistemas aplicados a Nanos Satelites. Ora, como a Sra. Rodemary Schneider não respondeu desde então aos meus e-mais enviados já há algum tempo, e após o que se pôde observar neste artigo do companheiro Mileski, o rumo indicado anteriormente pela diretora da LUNUS para esta nova empresa ARION, aparentemente não foi exatamente rumo seguido por esta empresa. Preocupante.

Projeto Colóquio do CBPR Receberá Dia 25/11 Cosmólogo Britânico

Olá leitor!

Tom Theuns
O Projeto Colóquio do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) receberá nesta terça (25/11), o pesquisador Tom Theuns, do Instituto de Cosmologia Computacional da Universidade de Durhan (Reino Unido).

Segundo o que foi divulgado, o pesquisador britânico abordará em sua palestra a evolução das galáxias ao longo do tempo cósmico.

Theuns é professor do Departamento de Física da instituição e um cientista líder na área de simulações de um supercomputador da formação de galáxias, aglomerados de galáxias, estrutura em grande escala do universo, e da evolução do meio intergaláctico.


Duda Falcão


Fonte: Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF)

domingo, 23 de novembro de 2014

A TV Senado e a Audiência Pública da CCT Sobre o SGBC

Olá leitor!

Lembra da tal audiência pública sobre o “Satélite SGDC” realizada dia 18/11 pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT)” do Senado Federal?

Pois então, a TV Senado exibiu no mesmo dia uma reportagem sobre esse evento que trago agora para você.


Chamo a sua atenção leitor para que note como estava cheia a sala onde foi realizada a audiência (os players do PEB compareceram em massa), exceto, a primeira fila que é reservada aos senadores desta comissão (a segunda também é, mas estava cheia de profissionais do PEB, já que o único Senador presente aparentemente era o Senador Anibal Diniz (PT-AC), presidente da mesa diretora, da CCT e o requerente desta audiência) que não compareceram a tal audiência caracterizando assim uma vez mais este evento como apenas um debate entre aqueles que fazem parte do programa e o requerente desta audiência. Em resumo mais uma reunião infrutífera e uma tremenda palhaçada paga pelo erário público brasileiro.

Caro leitor se essa gente realmente quisesse (classe política) resolver os problemas que aflige o Programa Espacial Brasileiro há décadas, isto já teria sido feito há muito tempo, bastava seguir o que foi apontado por diversos estudos sérios realizados por vários órgãos, inclusive um profundo estudo conduzido pela própria Câmara Federal pelo então Deputado (hoje Senador, que alias também não estava presente) Rodrigo Rollemberg.

Sem compromisso caro leitor, nada na vida anda e esse infelizmente tem sido a máxima desde o Governo Fernando Collor de Mello, tanto na Presidência da República, quanto neste vergonhoso e corrupto fórum político brasileiro.

Duda Falcão

Fonte: TV Senado

UNESP Promove Sua 19ª Edição da Escola de Verão em Dinâmica Orbital e Planetologia

Olá leitor!


A Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) irá promover de 23 a 27 de janeiro de 2015 a 19ª Edição de um evento intitulado,  "Escola de Verão em Dinâmica Orbital e Planetologia".

A Dinâmica Orbital e Planetologia engloba estudos da dinâmica do movimento orbital e rotacional de corpos do Sistema Solar (planetas, satélites, anéis planetários, asteróides, cometas...), de satélites artificiais e sondas espaciais. Dentre os vários aspectos estudados estão os efeitos das várias etapas de formação do Sistema Solar, o comportamento caótico das órbitas e as manobras e transferências orbitais de veículos espaciais.

A Escola de Verão é oferecida anualmente pelo Grupo de Dinâmica Orbital e Planetologia da UNESP (GDOP) e tem como público alvo professores da região, graduados e graduandos na área de ciências exatas, incluindo alunos de cursos de licenciatura.

Sua realização tem como objetivos a difusão e divulgação de conceitos básicos e temas atuais da área de pesquisa, contribuindo com a formação dos alunos, facilitando o contato com pesquisadores na área de astronomia e astronáutica e observando a aplicação de conceitos matemáticos e físicos aprendidos em aula nas atividades científicas atuais, também espera-se que a Escola faça parte no processo de atualização do conhecimento dos professores da região, oferecendo um ganho de conteúdo nas aulas de Física e ciências nas escolas das quais os professores participarem da Escola de Verão.

Para maiores informações e inscrições visitem o site do evento pelo link: https://sites.google.com/site/evdop2015/Home

Duda Falcão


Fonte: Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)

A China Diante do Direito Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo escrito pelo Sr. José Monserrat Filho e postado ontem (22/11) no Blog Panorama Espacial do companheiro André Mileski, tendo como destaque a posição da China diante do Direito Espacial.

Duda Falcão

A China Diante do Direito Espacial

José Monserrat Filho*
22/11/2014

“Os Estados-Partes do Tratado têm a responsabilidade internacional das atividades nacionais realizadas no espaço cósmico, inclusive na Lua e demais corpos celestes, quer sejam elas exercidas por organismos governamentais ou por entidades não-governamentais, e de velar para que as atividades nacionais sejam efetuadas de acordo com as disposições anunciadas no presente Tratado. As atividades das entidades não-governamentais no espaço cósmico, inclusive na Lua e demais corpos celestes, devem ser objeto de autorização e vigilância contínua pelo respectivo Estado-Parte do Tratado.” Artigo 6º do Tratado do Espaço de 1967

A China sempre respeitará o Direito Espacial Internacional e planeja adotar sua própria legislação nacional sobre as atividades espaciais até 2020, declarou o Diretor da Administração Nacional Espacial da China (CSNA), Xu Dahze¹, que também é Vice-Ministro da Indústria e figura de peso em áreas estratégicas da economia chinesa.

A Declaração foi feita na sessão de abertura do Workshop sobre Direito Espacial, organizado em conjunto pelo Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (United Nations Office for Outer Space Affairs – UNOOSA), pela CSNA e pela Organização Ásia-Pacífico de Cooperação Espacial (Asia-Pacific Space Cooperation Organization – APSCO)². O evento de cinco dias (17-21 de novembro) teve como tema central “O Papel da Legislação Espacial Nacional no Fortalecimento do Estado de Direito”.

Xu Dahze acrescentou que a China já adotou diretrizes políticas e regulamentos nacionais nas áreas de lançamentos espaciais civis, registro de objetos espaciais, bem como de redução e prevenção de detritos espaciais. O Secretário Geral da CNSA, Tian Yulong, por sua vez, informou que o Direito Espacial Nacional está incluída no plano nacional de leis a serem criadas.

O workshop abordou os mais recentes desenvolvimentos em política e Direito Espacial Internacional, as questões jurídicas sobre as atividades comerciais envolvendo o espaço, a formação de especialistas e a divulgação de informações no setor. Participaram do evento mais de 30 países e organizações internacionais, em especial da região Ásia-Pacífico. A Diretora do UNOOSA, Simonetta Di Pippo, salientou que o seminário vem ajudar os países a cumprirem as normas do Direito Espacial Internacional, a utilizarem melhor o espaço e a manterem a segurança espacial.

Os seminários da UNOOSA sobre Direito Espacial vem sendo promovidos há mais de uma década. Já foram realizados na Holanda, em 2002, na Coreia do Sul, em 2003, no Brasil, em 2004 (por iniciativa da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial – SBDA), na Nigéria, em 2005, na Ucrânia, em 2006, no Irã, em 2009, na Tailândia em 2010, e na Argentina, em 2012.

A China e os Tratados Internacionais

A China ratificou quatro dos cinco grandes tratados elaborados e aprovados pelas Nações Unidas sobre o espaço e as atividades espaciais:

1) Tratado sobre Princípios Reguladores das Atividades dos Estados na Exploração e Uso do Espaço Cósmico, Inclusive a Lua e Demais Corpos Celestes ("Tratado do Espaço"), de 1967;

2) Acordo sobre o Salvamento de Astronautas e Restituição de Astronautas e de Objetos Lançados ao Espaço Cósmico ("Acordo de Salvamento e Restituição"), de 1968;

3) Convenção sobre Responsabilidade Internacional por Danos Causados por Objetos Espaciais ("Convenção de Responsabilidade"), de 1972; e

4) Convenção Relativa ao Registro de Objetos Lançados ao Espaço Cósmico ("Convenção de Registro"), de 1976.

A China não ratificou, nem assinou, o Acordo que Regula as Atividades dos Estados na Lua e Outros Corpos Celestes ("Acordo da Lua"), de 1079. Não se conhecem os motivos dessa decisão.

O Livro Branco das Atividades Espaciais

A China já produziu três edições do “Livro Branco” sobre suas atividades espaciais, em 2000, 2006 e 2011. Na edição mais recente, o governo chinês afirma que “cada um e todos os países do mundo têm direitos iguais para explorar livremente, desenvolver e utilizar o espaço exterior e seus corpos celestes, e que as atividades espaciais de todos os países devem ser benéficas ao desenvolvimento econômico, o progresso social das nações, à segurança, à sobrevivência e ao desenvolvimento da humanidade”.3

E mais: “A cooperação espacial internacional deve respeitar os princípios fundamentais estabelecidos na 'Declaração sobre a Cooperação Internacional na Exploração e Uso do Espaço Exterior em Benefício e no Interesse de todos os Estados, Levando em Especial Consideração as Necessidades dos Países em Desenvolvimento'".4

No documento, a China sustenta também que “o intercâmbio e a cooperação internacionais devem ser fortalecidos para promover o desenvolvimento espacial inclusivo, com base na igualdade e benefício mútuo, uso pacífica e desenvolvimento comum”.

Princípios Políticos Fundamentais

O “Livro Branco” diz ainda que “o governo chinês adotou as seguintes políticas fundamentais sobre o desenvolvimento de intercâmbios espaciais internacionais e de cooperação:

1) Apoiar as atividades espaciais de uso pacífico no âmbito das Nações Unidas, bem como todas as ações das organizações intergovernamentais e não-governamentais, que promovem o desenvolvimento da indústria espacial;

2) Enfatizar a cooperação espacial regional na área Ásia-Pacífico, e apoiar outras organizações regionais de cooperação espacial ao redor do mundo;

3) Fortalecer a cooperação espacial com os países em desenvolvimento e valorizar a cooperação espacial com países desenvolvidos;

4) Incentivar e endossar os esforços dos centros nacionais de pesquisa científica, as empresas industriais, as instituições de ensino superior e organizações sociais para o desenvolvimento espacial internacional, o intercâmbio e a cooperação em diversas formas e em vários níveis, sob a orientação dos respectivos estados, políticas, leis e regulamentos;

5) Usar de forma apropriada tanto o mercado interno quanto o externo – os dois tipos de recursos – e participar ativamente da prática da cooperação espacial internacional.

Instituto de Direito Espacial da China

Cabe frisar ainda que a China tem seu Instituto de Direito Espacial (CISL), fundado em 1992 por cinco ministérios e hoje patrocinado pela CNSA e pela Corporação Chinesa de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (China Aerospace Science and Technology Corporation – CASC), além de contar com a contribuição de seus sócios fundadores e sócios regulares.

O Instituto de Direito Espacial chinês, que busca ligar a área acadêmica com o Governo e a indústria, forma especialistas, promove eventos e estudos em escala nacional e internacional. Suas atividades científicas incluem consultas ao serviço diplomático do país, contribuem no preparo de leis e regulamentos, em particular sobre o desenvolvimento industrial, defendendo a filosofia do Estado de Direito na indústria espacial. A entidade também se empenha em atrair jovens juristas para programas de formação profissional em outros países.

Destaque-se, igualmente, que o CISL organiza, desde 2003, a participação de crescente número de universitários chineses no Juri Simulado Manfred Lachs, criado em 1993 pelo Instituto Internacional de Direito Espacial (IISL). Foi ele que coordenou a organização local do 64º Congresso Interacional de Astronáutica (IAC), realizado em Pequim, no mês de setembro de 2013.

O Precursor

Pioneiro do Direito Espacial na China, na etapa de sua especialização (1982-1992), foi o Prof. He Qizhi, membro da Consultoria Jurídica do Ministério das Relações Exteriores de seu país e autor dos livros “Direito do Espaço Exterior” (“Outer Space Law”) e “O Progresso Jurídico do Espaço na China” (“Legal Progress of Space na China”), lançados, respectivamente, em 1992 e 1993., além de dezenas de artigos publicados em várias revistas e anais de circulação internacional.  Prof. He Qizhi foi Diretor e Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial. E recebeu importantes Prêmios da Federação Internacional de Astronáutica (FIA) e da Academia Internacional de Astronáutica (AIA) por sua obra.

Estas informações básicas revelam que a China já está muito bem alicerçada e aparelhada para se lançar à relevante tarefa de erigir sua legislação geral sobre as atividades espaciais.5

Notas & Referências

1) Xu Dahze esteve em Brasília em meados de julho deste ano. Na mesma época o Presidente da China, Xi Jinping, participou da Conferência de Cúpula do Fórum dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizada em Fortaleza, Ceará, e encontrou-se com a Presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Ambos prestigiaram a assinatura de 32 atos de parceria entre os dois países, inclusive um memorando de entendimento sobre cooperação em dados de sensoriamento remoto por satélite. Outros 13 documentos foram também firmados durante a visita presidencial.

2) A APSCO, fundada em Pequim, no ano de 2005, tem como países membros Bangladesh, Indonésia, Irã, Mongólia, Paquistão, Peru, Tailândia e Turquia, além da própria China.

3) Ver .

4) Resolução 51/122 da Assembleia Geral das Nações Unidas; ver texto em .

5) Coincidentemente, o Brasil tem pela frente o mesmo plano, já previsto no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE 2012-2021), editado pela Agência Espacial Brasileira (AEB). A Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), graças ao trabalho de seu Núcleo de Estudos de Direito Espacial (NEDE), já compôs um projeto de Lei Geral das Atividades Espaciais no Brasil. Com esse projeto, a SBDA presta sua contribuição ao estudo e ao debate que o país deve promover sobre a lei necessária. O projeto já foi apresentado na sessão de 2014 do Subcomitê Jurídico do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior (UNCOPUOS), em Viena, Áustria, e na Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal do Acre, em Rio Branco, em julho de 2014.

* Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, Vice-Presidente da SBDA, Diretor Honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial e membro efetivo da Academia Internacional de Astronáutica


Fonte; Blog Panorama Espacial - http://panoramaespacial.blogspot.com.br/

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Simpósio Destaca Estudos e Geotecnologias Para Gestão e Sustentabilidade do Pantanal

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (21/11) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que Simpósio destaca estudos e geotecnologias para gestão e sustentabilidade do Pantanal.

Duda Falcão

Simpósio Destaca Estudos e Geotecnologias Para Gestão e Sustentabilidade do Pantanal

Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

De 22 a 26 de novembro, a quinta edição do Simpósio de Geotecnologias do Pantanal - 5º GeoPantanal traz projetos de pesquisa nacionais e internacionais a partir do tema “Interação planalto e planície, sistema produtivo e sustentabilidade”. As palestras e apresentações acontecem nas instalações da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) em Campo Grande (MS).

O evento técnico-científico é promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Embrapa Informática Agropecuária, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e UCDB.

O objetivo do 5º GeoPantanal é promover a reunião de pesquisadores, professores, profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação que estejam envolvidos na área da geotecnologia e tenham interesse em sua aplicação no bioma, inclusive na região do território boliviano e paraguaio, delimitada pela bacia hidrográfica do alto rio Paraguai.

O simpósio também busca estimular contatos para o desenvolvimento e articulação de projetos de pesquisa e cooperação interinstitucional e internacional e promover a troca de experiências e de conhecimento sobre a aplicação de geotecnologias ao estudo de áreas úmidas.

Além de apresentarem seus trabalhos, pesquisadores e profissionais da área têm a oportunidade de discutir os estudos mais recentes sobre o Pantanal, feitos no Brasil e em outros países. Os trabalhos destacam temas como análise de paisagem, cartografia e banco de dados geográficos, conservação e uso sustentável, desenvolvimento metodológico, educação ambiental, estudos urbanos, interações entre planície e planalto, modelagem ambiental, turismo etc.

A ideia é avançar as discussões sobre a temática das geotecnologias, desenvolvendo metodologias, além de análises em diversas áreas, relacionadas a questões ambientais e socioeconômicas, por exemplo, com o intuito de tomar decisões adequadas na gestão da região do Pantanal.

Destaques Internacionais

Estudos com sensoriamento remoto realizados em zonas úmidas tropicais, incluindo o Pantanal, os Llanos no norte da América do Sul e os Everglades nos Estados Unidos, serão temas da palestra de Michael McGlue, cientista do Departamento da Terra e Ciências Ambientais da Universidade de Kentucky, Estados Unidos.

A apresentação busca alertar sobre a necessidade de se desenvolver novas pesquisas para essas regiões que são extremamente importantes para a biodiversidade global, mas que sofrem impactos ambientais agravados pela atividade humana e pelo crescimento da população. Esse conhecimento é fundamental para a conservação, segurança dos recursos e gestão sustentável.

A aplicação das geotecnologias em séries temporais de imagens de satélite para análise de dados cartográficos e hidrológicos em ambientes fluviais será abordada pelo pesquisador Carlos G. Ramonell, da Faculdade de Engenharia e Ciências Hídricas da Universidade Nacional do Litoral, de Santa Fé, na Argentina. 

Já o apoio que essas tecnologias fornecem para a tomada de decisões com relação às paisagens e sua conservação, as implicações na elaboração de políticas públicas pelos governos, além da interação com outras áreas do conhecimento, serão abordados pela pesquisadora Fabiana Graziella Arévalos González, da Guyra Paraguay.

Ela também falará sobre a importância das geotecnologias no monitoramento das mudanças de uso da terra, planejamento da paisagem, serviços ambientais, impactos das mudanças climáticas e preservação da biodiversidade.



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)