terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Startup Paulista Desenvolve Cubesat e o Primeiro Foguete Reutilizável Brasileiro

Olá leitor!

Você que acompanha com frequência o Blog BRAZILIAN SPACE tem ciência da nossa luta em prol de uma politica que inclua nos planos do Governo Bolsonaro as Startups espaciais do país, pois acreditamos com convicção que elas podem contribuir e fazer a diferença nas atividades do Programa Espacial Brasileiro (PEB).

Temos aqui divulgado exemplos de sucesso de algumas dessas Startups, inclusive com reconhecimento internacional de algumas delas, demonstrando com isso a capacidade e o dinamismo alcançado por essas pequenas empresas, mesmo atuando num universo completamente hostil as suas atividades.

Pois então leitor, acabamos sendo agradavelmente surpreendidos com uma interessante notícia que nos chegou na tarde do último domingo. Até então pensávamos que conhecíamos todas as Startups legalmente registradas no país, mas não podíamos está mais enganados.

Fomos contatados pelo jovem Vinicius Mendes de Azevedo, CEO da startup ‘VSAT Space Program’, empresa está com sede na capital paulista, e que nesse momento encontra-se envolvida em duas missões espaciais. A primeira delas o desenvolvendo de um projeto de Cubesat 2U, e a segunda, pasmem, o projeto de desenvolvimento do Primeiro Foguete Reutilizável do país.

Fui inclusive informado que durante a realização na semana passada da ‘Campus Party BR’, em São Paulo, integrantes da empresa estiveram reunidos com o nosso Ministro-Astronauta Marcos Pontes, quando então apresentaram esses dois projetos ao mesmo, saindo assim na frente das outras Startups que ainda aguardam serem convidadas para se reunirem com o ministro e seu escudeiro da AEB, Carlos Moura.

Integrantes da VSAT com os ministro durante
a Campus Party em São  Paulo.

Porém leitor, quem vai contar toda essa história e planos da ‘VSAT Space Programa’ é o próprio jovem Vinicius, através do release abaixo enviado ao Blog na tarde de ontem. Vale a pena conferir.

Duda Falcão

A VSAT Space Program é uma equipe brasileira de pesquisa e desenvolvimento de nano satélites e foguetes reutilizáveis atualmente sediada em São Paulo, em sua atual formação é constituída por 24 integrantes sendo sua maioria engenheiros nas áreas, aeroespacial, aeronáutica, elétrica, mecânica, mecatrônica e telecomunicações. Fundada em novembro de 2015 por seu atual CEO Vinícius Mendes de Azevedo a Startup tem o objetivo de desenvolver tecnologia no país e fomentar ainda mais o meio aeroespacial com a implantação de novas tecnologias desenvolvidas pela equipe. Após identificar a necessidade de equipes de desenvolvimento de tecnologia fora das universidades o CEO da VSAT decidiu assim fundar a Startup para atender a iniciativa privada.

Atualmente a VSAT Space Program está atuando em duas missões, uma voltada para o desenvolvimento de CubeSat e outra para o desenvolvimento do primeiro foguete reutilizável do país. Para a missão com o CubeSat, a equipe tem o objetivo primário de desenvolver o CubeSat PY2BJO (homenagem ao prefixo utilizado por Junior Torres de Castro, única pessoa física no mundo a ter lançado um satélite próprio ao espaço) para realização de transmissões de sinal por rádio frequência há uma altitude de 40Km utilizando a tecnologia LoRa, como missão secundária a equipe irá realizar o registro fotográfico de imagens da Terra, assim como medições de temperatura interna e externa, pressão e altitude a serem armazenadas em um datalogger, trazendo os dados em segurança de volta a Terra.

Figura 1 - CubeSat PY2BJO

Paralelamente a equipe também está desenvolvendo o primeiro foguete bipropelente líquido reutilizável do país chamado PANTHERA, o nome utilizado é uma homenagem a um dos animais que é um símbolo nacional do Brasil, a onça pintada. O foguete PANTHERA tem o objetivo inicial de desenvolvimento de tecnologia, segundo o núcleo de P&D de foguetes da VSAT Space Program a missão primária do foguete será pautada na estabilidade e no pouso de precisão, itens importantíssimos para um sistema de foguete reutilizável. Sua primeira missão busca realizar o lançamento do foguete a uma altura mínima de 30 metros realizando a estabilização do motor pelo sistema de controle, e logo após a estabilização a equipe busca realizar a movimentação do foguete ainda no ar do ponto A para o ponto B, concluindo assim com uma descida e um pouso vertical no local planejado. Além da ideia audaciosa do desenvolvimento do primeiro foguete reutilizável do país a equipe pretende inovar utilizando um motor aerospike, sendo um motor muito conhecido pela sua eficiência porem pouco utilizado por não haver muitos estudos em cima do projeto. A ideia proposta chamou muito a atenção do Ministro Marcos Pontes durante a reunião que a equipe esteve com ele na ultima Campus Party BR, segundo o Ministro este é um projeto audacioso e que se realizado poderá colocar o país em uma posição de destaque e gerar muitos empregos no país, comparando a equipe como a “SpaceX Brasileira”, por serem jovens engenheiros empenhados em desenvolver tecnologia. Por fim o Ministro abriu o convite a equipe para que fosse a Brasília no MCTIC realizar a apresentação dos resultados obtidos nas missões, criando um canal de comunicação forte entre o MCTIC e a VSAT Space Program.

Figura 2 - Foguete PANTHERA
Figura 3 - Foguete PANTHERA

Nas redes sociais a equipe da VSAT Space Program vem marcando presença tanto no Facebook, Instagram e Twitter como também no LinkedIn onde é possível acompanhar todos os acontecimentos da equipe. Vale lembrar que a equipe também foi notícia em um portal chamado "Boletim em Orbita" e algumas vezes no famoso blog “Rocket Science Brasil”.

Atualmente a equipe está realizando uma "vakinha" online para o financiamento do CubeSat PY2BJO, como uma das 3 premiações para quem realizar um investimento no projeto a equipe irá levar o nome de todos os investidores para a estratosfera dentro do CubeSat, ação bem familiar com a famosa missão Insight da NASA. Você pode conferir mais sobre a vakinha online aqui:


Ainda em 2019 a VSAT Space Program já tem dois lançamentos programados, o primeiro irá ocorrer com o Instituto Embraer em Botucatu e o segundo com a equipe TurboRocket com local a ser definido. Na parte internacional a VSAT Space Program coordena o desenvolvimento do programa espacial universitário em Serra Leoa e em Bogotá, em Serra Leoa a equipe é responsável técnica da equipe "África Space Club for Schools" o qual realiza mentoria e capacitação técnica dos alunos universitários para o desenvolvimento do primeiro CanSat de Serra Leoa. Já em Bogotá a equipe realiza a mentoria do programa de desenvolvimento de CubeSats da Instituição William Macklinley com o objetivo de capacitar os jovens a desenvolver o interesse tecnológico nas áreas espaciais.

Vocês podem acompanhar mais sobre a VSAT Space Program em suas redes sociais:

Instagram: @vsatspaceprogram

Vinicius Mendes
CEO - VSAT Space Program

OBS: Assista abaixo um vídeo produzido pelo canal do youtube "Um Pequeno Passo" tendo como tema essa inovadora Startup brasileira:


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Orçamento da NASA Aumenta e Novo Programa Lunar Avança Mais Rapidamente

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (18/02) no site do “Canaltech” destacando que Orçamento da NASA aumenta e novo Programa Lunar avança mais rapidamente.

Duda Falcão

CIÊNCIA – ESPAÇO

Orçamento da NASA Aumenta e Novo
Programa Lunar Avança Mais Rapidamente

Por Patrícia Gnipper
Canaltech
Fonte: The VergePlanetary Society
18 de Fevereiro de 2019 às 13h05

Há uma nova Corrida Espacial em andamento entre Estados Unidos, Rússia, China e Europa, com a Lua como protagonista dessa história. Agências espaciais dessas nações têm seus programas para a humanidade retornar ao nosso satélite natural, todas também almejando construir uma plataforma que possibilite manter a presença humana constante por lá. Agora, a NASA recebeu um aumento em seu orçamento (o maior em uma década) e quer impulsionar o desenvolvimento de novas naves para levar os astronautas à superfície lunar.

Com o fim da paralisação no governo dos EUA (que durou 35 dias), a legislação que determina o orçamento da NASA para o ano de 2019 finalmente foi sancionada no final da última semana. O Congresso forneceu US$ 21,5 bilhões para a agência espacial neste ano fiscal, o que representa um aumento de 3,5% em relação a 2018, sendo 8% maior do que o proposto pela Casa Branca. Sendo assim, este é o melhor orçamento que a NASA recebeu em uma década.

Entre as divisões da agência espacial que mais se beneficiam com o novo orçamento está a divisão de ciências planetárias, que conseguiu um aumento orçamentário de US$ 2,8 bilhões — o que significa que a missão Europa Clipper, que dentro de alguns anos buscará por indícios de vida (ainda que microbiana) na lua Europa de Júpiter, está mais do que garantida.

Quanto ao novo projeto lunar da NASA, o Lunar Gateway (que visa construir uma base orbital na Lua, servindo como pit stop para futuras missões espaciais além de morada temporária para astronautas) recebeu uma liberação de US$ 450 milhões, o que é um pouco a mais do que havia sido solicitado, e o novo programa de exploração lunar da agência recebeu aprovação total do governo com o novo orçamento.

(Imagem: NASA)
Arte imagina a Lunar Gateway na órbita da Lua.

Sobre o Novo Programa Lunar da NASA

Agora, a NASA está pedindo à comunidade aeroespacial que crie projetos para naves capazes de transportar astronautas à Lua, pousando-os na superfície. A agência pretende testar esses novos veículos em 2024, com a volta da humanidade à Lua pelas mãos da NASA acontecendo até o ano de 2028.

Mas é possível que esse prazo seja encurtado. Jim Bridenstine, administrador da agência espacial, afirmou em coletiva de imprensa que a prioridade do momento é a velocidade do retorno do país à superfície lunar. "É importante que voltemos à Lua o mais rápido possível", declarou. Para isso, em março a agência fará um pedido formal às empresas selecionadas para os projetos de criação de novas naves com o objetivo de assinar os devidos contratos entre maio e julho, e a NASA está aberta neste caso tanto para empresas privadas (como SpaceX, Blue Origin, Boeing e Lockheed Martin) quanto para outras agências espaciais internacionais que queiram fazer parte da empreitada.

Ainda, está prevista para esta semana a divulgação de detalhes do primeiro lote de 12 instrumentos que serão enviados para a Lua pelo Commercial Lunar Payload Services (CLPS), programa que enviará pequenas plataformas robóticas ao nosso satélite natural equipados com cargas científicas. Os aterrissadores autônomos serão desenvolvidos por nove empresas já selecionadas, que competirão entre si na criação dos melhores projetos. Entre as cargas científicas, estarão coisas como ferramentas para procurar gelo e água na superfície lunar, literalmente preparando o terreno para o usufruto de futuros exploradores humanos.

Com isso, esses futuros exploradores poderão usar a água encontrada na superfície para beber e cultivar vegetações, ou ainda separar os elementos para produzir combustível. E, por esse programa CLPS ser tão vital para o futuro da exploração lunar, a NASA quer que ele comece o quanto antes, esperando que uma das empresas vitoriosas da competição já comece a levar cargas para a Lua até o final de 2019.

Quanto à construção da Lunar Gateway, que será uma estação espacial orbitando a Lua, a NASA prevê que essa estação deva funcionar por 15 anos, servindo como habitat para astronautas que, periodicamente, fariam uma curta viagem à superfície lunar para coletar amostras, levando-as à estação para estudos e também conseguindo voltar à Terra com mais facilidade. E, para essas viagens inéditas, a agência precisará de uma série de novas naves.

(Imagem: Lockheed Martin)
Concepção artística de nave de aterrissagem da Lockheed Marti.

Essas naves deverão ser capazes de viajar da estação para uma órbita lunar inferior, descer até a superfície e voltar à estação. Mas a NASA também está aberta a outras maneiras de levar pessoas à superfície da Lua mais rapidamente, caso o programa atrase, o que inclui a utilização do novo foguete Starship da SpaceX que, quando finalizado, potencialmente poderá levar uma nave para pousar em qualquer parte da superfície lunar, sem fazer o pit stop na estação Gateway. Contudo, a agência ressalta que esse seria um plano B, pois no momento está focada em procurar projetos para as plataformas de transferência contando com a nova estação espacial lunar.

E mesmo com esse foco na velocidade que está agora sendo ressaltado pela agência, é fato que 2028 ainda está um tanto quanto distante do momento atual, e o programa vem sendo criticado nos EUA, especialmente por consultores espaciais. Afinal, em quase dez anos, talvez outra agência espacial consiga levar pessoas à Lua novamente antes da NASA — lembrando que Rússia, China e Europa também têm seus projetos do tipo, isso sem considerar as empresas privadas que também estão de olho na Lua seja com ou sem a NASA.

Mas parte dessa demora em finalmente colocar o novo programa lunar em andamento vem de alguns atrasos que aconteceram nos últimos anos. Um deles é com relação à construção do Space Launch System (SLS), novo e poderoso foguete da NASA que levará a cápsula Orion (tripulada) à Lua. O foguete e a Orion precisam estar prontos e operacionais para serem usados na construção da estação espacial lunar, e também para levar astronautas para lá em primeiro lugar, mas o SLS não deve começar a ser testado com voos reais antes de 2020.

Com tudo isso em mente, podemos tirar algumas conclusões iniciais. Uma delas é que a NASA (e o governo dos EUA) está realmente comprometida em voltar à Lua o quanto antes for possível, ainda que seu plano possa levar quase dez anos para ser concretizado. Contudo, caso a nova Corrida Espacial fique cada vez mais acirrada, com os "rivais" mostrando que conseguirão levar pessoas à Lua antes da NASA, talvez a agência espacial se veja obrigada a rever seu planejamento, de repente contando com soluções de empresas privadas como Boeing e SpaceX para sair à frente das demais nações. Outra possibilidade é de o governo continuar aumentando o orçamento anual da agência espacial para acelerar ainda mais seu novo programa lunar nos próximos anos, quem sabe reduzindo o prazo de 2028 para alguns anos antes. Resta continuar acompanhando o desenrolar dessas histórias para sabermos quando, enfim, voltaremos à superfície da Lua — "desta vez, para ficar", nas palavras de Jim Bridenstine.


Fonte: Site do Canaltech - https://canaltech.com.br

Comentário: Pois é leitor, como eu disse em comentários anteriores, a corrida para Lua já se iniciou e lendo essa matéria percebe-se como estamos (o Brasil) ainda distantes de participar desta aventura com alguma chance de destaque. Décadas desperdiçadas foram jogadas no lixo por desgovernos irresponsáveis e agora só resta à comunidade espacial fazer 20 anos em sete, se quisermos está entre as nações que dominarão o espaço na próxima década. Há muita coisa por se fazer e mudar, a começar pela mentalidade de nossa própria comunidade científica, reflexo em sua maioria do egocentrismo reinante na Sociedade Brasileira. Evidentemente que a participação governamental será crucial para fazer as coisas funcionarem direito, seja estabelecendo politicas condizentes, seja investindo em infraestrutura e educação voltada ao setor, seja estimulando a iniciativa privada, seja gerando demandas, seja fiscalizando e cobrando por resultados. O Brasil não pode ficar fora dessa corrida, pois a tecnologia espacial avança rapidamente, e já estamos muito atrasados nesta que é a corrida para a ultima fronteira da humanidade.

Empresas Russas Desenvolvem Espaçonaves Não Tripuladas Para Turistas

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (18/02) no site do Sputnik News Brasil destacando que empresas russas estão desenvolvendo espaçonaves não tripuladas para turistas.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Viagens Espaciais: Empresas Russas
Desenvolvem Espaçonave Não
Tripulada Para Turistas

Sputnik News Brasil
18/02/2019 - 03:38
Atualizado 18/02/2019 - 03:55

© Foto: Roskosmos / Oleg Artemiev

Um grupo de empresas russas está desenvolvendo uma espaçonave para levar turistas à órbita terrestre. Os primeiros voos podem decorrer já nos próximos cinco anos, declarou à Sputnik o construtor chefe da companhia NPO Tecnologias Aeroespaciais, Alexander Begak.

O desenvolvimento da espaçonave suborbital não tripulada, chamada de Iate Espacial de Selena, começou dois anos atrás, mas este é o primeiro comunicado sobre ela.

Segundo o projeto, a nova nave orbital pode levantar voo de aeroportos como se fosse um avião. O veículo deve entrar no espaço à velocidade máxima de 3.5 Mach (4.320 km por hora) à altitude de 120-140 quilômetros. A seguir, a espaçonave começa a voltar à atmosfera à velocidade de 0.85 Mach.

"Podemos aterrissar em qualquer aeroporto, o aparelho se aterrissa como um avião […] Estamos calculando o tempo adequado de estadia no espaço, a trajetória confortável de voo, visto que a experiência mostra que as pessoas não precisam obrigatoriamente estar em condições de imponderabilidade durante 10 minutos", comunicou o construtor chefe.

No total, haverá três exemplares do aparelho, tendo cada um seis lugares para passageiros. Apesar de ser não tripulado, a bordo estará presente um piloto para segurança e conforto dos turistas.

O preço da viagem à órbita será de cerca de 200-300 mil dólares (R$ 740-1110 mil).

Anteriormente, o engenheiro já havia construído aparelhos únicos, que foram apresentados nas exposições aeroespaciais. Em 2018, Begak criou, no espaço de um mês, um veículo capaz de se deslocar na terra, no mar e no ar, chamado Begalet HYPE.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Asteroide Eclipsará Estrela Mais Brilhante do Céu Noturno na América Latina Hoje à Noite

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (18/02) no site do Sputnik News Brasil destacando que asteroide eclipsará estrela mais brilhante do céu noturno na América Latina hoje à noite.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Asteroide Eclipsará Estrela Mais Brilhante do
Céu Noturno na América Latina Hoje à Noite

Sputnik News Brasil
18/02/2019 - 06:39
Atualizado 18/02/2019 - 06:43

© REUTERS / Jon Olav Nesvold/NTB scanpix

Na noite desta segunda-feira (18), a estrela dupla Sirius, que é o corpo celeste mais brilhante no céu noturno, poderá ser vista em algumas partes da Terra, enquanto um pequeno asteroide passará por ela, tampando seu brilho.

De acordo com pesquisadores, o fenômeno entre a estrela dupla e o asteroide se chama ocultação. O asteroide tampará a luz de Sirius por 1,8 segundo, deixando-a completamente apagada por 0,2 segundo, comunicaram os astrônomos Bill Merline, do Instituto de Pesquisas do Sudoeste (Texas, EUA), e David Dunham, da empresa KinetX Aerospace, em artigo, publicado no site dedicado ao fenômeno.

O eclipse poderá ser visto em partes do sul da Argentina e do Chile, na América Central e no Caribe no fim da noite desta segunda-feira (18).

No site se pode ver também uma série de mapas úteis que mostram o caminho da sombra. Segundo os astrônomos, uma pessoa na posição correta tem um intervalo de tempo muito pequeno para ver a ocultação completa — 1,8 segundo.

De acordo com pesquisadores, Sirius é tão brilhante que é difícil localizar seus movimentos exatos. Merline e Sunham recomendam para quem estiver interessado a acompanhar a passagem do asteroide pela estrela dupla filmar o evento 60 segundos antes e depois do tempo indicado, levando em conta possíveis erros de cálculo.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Prepare-se Para Espetacular Lua de Neve, a Maior Superlua de 2019

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada dia (16/02) no site do Sputnik News Brasil destacando que a espetacular Lua de Neve vindoura será a maior superlua de 2019.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Prepare-se Para Espetacular Lua de Neve,
a Maior Superlua de 2019

Sputnik News Brasil
16/02/2019 - 08:47
Atualizado em 16/02/2019 – 08:51

© flickr.com/ Doug Zwick

O dia 19 de fevereiro será perfeito para contemplar mais um eclipse do satélite natural da Terra, desta vez a Superlua de Neve.

Este é o nome dado no hemisfério norte à primeira Lua cheia de fevereiro, época das tempestades de neve nessa região.

O fenômeno será visível na terça-feira (19), e a Lua estará em sua plenitude enquanto estiver a uma distância de cerca de 340 mil quilômetros da Terra — 27,4 mil quilômetros mais próxima que a distância média, de acordo com o USA Today.

A superlua ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu lunar, isso faz a Lua parecer 14% maior e 30% mais brilhante que o normal.

"Quando a Lua cheia aparece no perigeu [seu ponto mais próximo da Terra] ela é ligeiramente mais brilhante e maior do que uma Lua cheia normal — e é aí que obtemos uma 'superlua'", explica a NASA.

Conhecida já há milhares de anos, a Lua de Neve também é chamada de Lua de Tempestade e Lua de Fome. Entre as tribos indígenas norte-americanas, a superlua de fevereiro era usada para acompanhar as mudanças das estações.

Uma famosa edição americana, chamada "O Almanaque do Velho Fazendeiro", indica que os povos indígenas do sudeste da América do Norte se referiam ao satélite natural de fevereiro como "Lua de Osso".

"A Lua de Osso significava que havia tão pouca comida que as pessoas roíam ossos e comiam sopa de medula óssea", explica o almanaque.

Além disso, esse novo eclipse lunar acontecerá um mês após a Superlua de Sangue, ocorrida no dia 21 de janeiro e que foi visível no mundo inteiro, dando origem a uma variedade de profecias baseadas em previsões bíblicas.

© REUTERS / MIKE BLAKE
Eclipse lunar total, chamado de "Superlua de sangue
de lobo", é visto em Encinitas, Califórnia, EUA,
em 20 de janeiro de 2019.

Espera-se que a próxima superlua ocorra no dia 21 de março, mas não será tão grande quanto a Lua de Neve.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Fonte Revela Planos Russos Sobre Exploração de Recursos da Lua

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada ontem (17/02) no site do Sputnik News Brasil destacando que fonte russa revelou planos da Rússia para a exploração de recursos da Lua.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Fonte Revela Planos Russos Sobre
Exploração de Recursos da Lua

Sputnik News Brasil
17/02/2019 - 06:07
Atualizado 17/02/2019 - 06:58

© Sputnik / Anton Denisov

A Rússia planeja lançar quatro espaçonaves automáticas à Lua em 2031-2035, comunicou à Sputnik uma fonte próxima à indústria espacial.

"O complexo de pouso Luna-30 transportará à superfície da Lua um nave espacial de uso múltiplo para apoiar as missões pilotadas. O complexo de pouso Luna-31 fará chegar à Lua um rover lunar pesado, de 5 toneladas, equipado com os meios necessários para extrair recursos lunares", explicou o interlocutor da Sputnik.

Além disso, o complexo de pouso Luna-32 transportará ao satélite natural da Terra módulos com cerca de 6 toneladas de peso para construir um polígono lunar. O lançamento do aparelho orbital Luna-33 garantirá a comunicação e navegação, acrescentou ele.

O chefe da Roscosmos, Dmitry Rogozin, disse na semana passada que a exploração da Lua é uma tarefa prioritária para a corporação espacial russa. A meta foi estabelecida pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Anteriormente, Rogozin informou que em 2021-2023 serão enviados à Lua os complexos de pouso Luna-25, Luna-26 e Luna-27. Será a primeira missão russa após um intervalo de 40 anos, já que a última estação soviética foi lançada em 1976.

O Luna-25 vai buscar água em forma de gelo no polo sul do satélite da Terra e testar as tecnologias de aterrissagem suave. O Luna-26 deverá examinar a superfície lunar e cartografá-la, enquanto o Luna-27 vai pegar amostras do solo.

Segundo os dados da Roscosmos, a primeira missão pilotada russa deve se dirigir à Lua em 2031, devendo posteriormente tais voos virar anuais.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é leitor, essa notícia é mais uma prova de que os Russos não estão para brincadeira e entraram de vez nessa corrida lunar, querendo inclusive colher frutos da mesma explorando comercialmente os seus recursos naturais. Espero sinceramente leitor que a nossa sociedade acorde, e que a partir desse governo haja responsabilidade com questão espacial, o Brasil não pode ficar fora dessa corrida.

Canal Futura Exibe Entrevista Sobre a "Missão Dragão do Mar" do Grupo G.D.Ae da UFC

Olá leitor!

Tá lembrado da “Missão Dragão do Mar” do Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial  (G.D.Ae.) da Universidade Federal do Ceará (UFC)? Pois então, como anunciamos no ano passado esse grupo e sua universidade assinaram um convenio com a Sistema FIEC - Federação das Indústrias do Estado do Ceará (veja aqui) para construção do foguete espacial HERMES-1, foguete este previsto agora para ser lançado do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) no final deste ano.

Segundo o que foi divulgado na época, o objetivo da parceria seria o desenvolvimento de tecnologia aeroespacial e a interação e colaboração tecnológica entre as duas entidades, ficando a UFC responsável pela pesquisa e engenharia e o SENAI Ceará pela execução e construção colaborativa das peças que compõem foguete. Os estudantes de cursos técnicos do SENAI Ceará e os acadêmicos de engenharia da universidade estariam envolvidos em todas as etapas do projeto, desde a concepção até o lançamento do CLBI, em Parnamirim (RN).

Pois então, para entender melhor essa missão, o programa “Conexão” do Canal Futura do Grupo Globo realizou uma interessante entrevista com o Sr. Paulo André Holanda (diretor do SENAI Ceará) que pode ser acessado por você leitor pelo link abaixo.

Duda Falcão

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Airvantis Faz Parceria Com a JAXA Para o Comercialização do Uso do Módulo Kibo da EEI

Olá leitor!

Trago essa notícia caro amigo não só para você, mas também e especialmente para equipe do nosso Ministro-Astronauta Marcos Pontes, com intuito de mostrar a todos que, apesar do setor espacial brasileiro está vivendo ainda o pior momento em toda sua história (opinião pessoal) existe esperança e luz no final do túnel, bastando para isto que o governo realmente caminhe na direção certa e não contra uma tendência já consolidada mundo afora.

O modelo atualmente adotado no mundo e que já vem apresentando resultados é o “New Space”, e eu diria que, felizmente já temos no país um pequeno grupo de empresas (startups espaciais) que seguem a risca esse novo modelo, mas que infelizmente ainda não obtiveram por parte do governo a atenção necessária para que possam mostrar o que são capazes de realizar.

Apesar deste descaso governamental, essas empresas seguem sobrevivendo e realizando seus gols, alguns deles inclusive de reconhecimento internacional e já citados aqui no Blog, e pelo que fiquei sabendo recentemente uma delas anunciará em breve mais um desses gols que divulgarei aqui em momento oportuno.

Enquanto isso caro leitor, o CEO da startup brasileira ‘Airvantis’, o Eng. Lucas Fonseca (veja como são as coisas), esteve recentemente em Tóquio, no Japão, para participar de um simpósio de utilização do Módulo Kibo, e simplesmente voltou de lá como representante exclusivo de negócios em toda América Latina para este módulo japonês da Estação Espacial Internacional (EEI).

Segundo o que disse o Eng. Lucas Fonseca em sua página oficial no Facebook, ele já havia viajado para o simpósio como parceiro oficial da América Latina, porém o anúncio ainda estava restrito aos atuantes do setor, mas que na próxima semana ele irá divulgar uma nota oficial para a mídia.


Além disso, o Eng. Lucas Fonseca finalizou sua nota fazendo uma interessante analise sobre o que significa para Airvantis, para o Brasil e para América Latina essa sua nova parceria com a JAXA japonesa. Vale a pena conferir abaixo.

Duda Falcão

“Mas afinal, o que isso significa?

Existe uma tendência da grandes agências passarem para a iniciativa privada o uso das atividades espaciais que ocorrem próxima a Terra, no que chamamos de órbita baixa terrestre (LEO em inglês). A ideia é que as grandes agências possam focar em atividades mais científicas, como missões interplanetárias, deixando para a iniciativa privada a responsabilidade de tornar atividades comerciais no espaço sustentáveis..

Nesse contexto, a JAXA (Agência Espacial Japonesa) escolheu a Startup Space BD para comercializar seus serviços. Agora a Airvantis, minha empresa, é a parceira oficial para desenvolvimento de negócios para o módulo Kibo na América Latina, sendo a contra parte para negócios da Space BD em nossa região, e podendo fazer uso total das capacidades do módulo para projetos latino americanos.

O Kibo, resumidamente, é considerado o laboratório mais avançado no espaço. Dentre os módulos acoplados na Estação Espacial, o Kibo se destaca na prestação de serviço para outras empresas, com grande quantidade de equipamentos instalados.

O ambiente de microgravidade, local que o Kibo está inserido, permite o desenvolvimento de novos medicamentos, estudos de fisiologia humana e de animais, crescimento de plantas, estudo de envelhecimento de células, entre outras coisas muito importantes para a indústria em geral.

Além disso, o Kibo lança pequenos satélites através de um compartimento de ejeção instalado nele, garantindo um meio robusto e com ótima frequência de janela de lançamento para diversas entidades envolvidas no desenvolvimento desses pequenos satélites,

Por último, o Kibo ainda permite instalação de dispositivos na parte externa dele, sendo um ótimo suporte para desenvolvimento de novos negócios que precisam ser elaborados desde o espaço. Por que não testar uma câmera instalada na parte externa do Kibo antes de gastar muito dinheiro construindo um satélite dedicado?

Enfim, são muitas oportunidades que se abrem para a América Latina, além de oficializar a Airvantis como agente que colocou o Brasil de volta na Estação Espacial Internacional. Estou realmente orgulhoso de poder trazer essa notícia para nosso país.

Eng. Lucas Fonseca"

Sonda da NASA Flagra Robôs Chineses no Lado Oculto da Lua

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (15/02) no site do jornal “O Globo” destacando que Sonda da NASA flagrou Robôs Chineses no lado oculto da Lua.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Sonda da NASA Flagra Robôs
Chineses no Lado Afastado da Lua

Equipamento americano na órbita do satélite usou câmera de alta resolução
para localizar sonda Chang’e 4 e o veículo Yutu 2 na superfície

Por Cesar Baima
O Globo
15/02/2019 - 17:00
Atualizado em 15/02/2019 - 19:45

Foto: NASA/GSFC/Arizona State University
Imagem da sonda da NASA LRO mostra o módulo de
pouso Chang’e 4 (indicado pela seta maior) e o veículo
robótico Yutu-2 (ste menor) no lado afastado da Lua.

RIO – Na Lua desde o início do ano, a sonda chinesa Chang’e 4 e o pequeno veículo robótico Yutu-2 foram flagrados na superfície do satélite desde sua órbita por uma sonda da NASA. A uma altitude de cerca de 82 quilômetros, o Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, na sigla em inglês) da agência espacial americana usou uma câmera de alta resolução para capturar uma foto dos equipamentos chineses no lado afastado da Lua no último dia 1º.

Desta distância, a câmera do LRO produz imagens com uma resolução de 0,85 metro por pixel. Na foto, o Yutu-2 aparece como um pequeno ponto escuro a cerca de 29 metros a Noroeste do módulo de pouso da Chang’e 4, mais claro e com uma sombra projetada na superfície.

Enquanto isso, a União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), “guardiã” dos nomes e classificações oficiais de objetos celestes e suas estruturas, anunciou nesta sexta-feira o “batismo” de cinco sítios marcantes da missão chinesa ao lado afastado da Lua. O local do pouso da Chang’e 4, por exemplo, agora é conhecido como Statio Tianhe (”porto Tianhe”, numa tradução livre), referência a um antigo nome em chinês para a Via Láctea, Tianhe, o rio celeste que separava o casal Niu Lang e Zhi Nu na história folclórica “O vaqueiro e a tecelã”.

Seguindo a mesma linha, as três crateras que formam um “triângulo” em torno do local de pouso da Chang’e 4 foram nomeadas Zhinyu, Hegu e Tianjin, três outros personagens do conto folclórico chinês. Já o quinto local batizado é a montanha central da cratera Von Kármán, a “superestrutura” lunar onde a sonda chinesa pousou, 46 quilômetros a Noroeste de onde ela está. A montanha recebeu a designação de Mons Tai, referência a monte de mesmo nome localizado na região de Shandong na China.


Fonte: Site do Jornal o Globo - http://oglobo.globo.com

Rússia Planeja Enviar Sistema de Decolagem Para a Lua em 2029

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada dia (14/02) no site do Sputnik News Brasil destacando que a Rússia planeja enviar Sistema de Decolagem para a Lua em 2029.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Rússia Planeja Enviar Sistema de
Decolagem Para a Lua em 2029

Sputnik News Brasil
14/02/2019 - 00:22
Atualizado em 14/02/2019 – 00:23

© Sputnik / Vladimir Sergeev

A Rússia planeja lançar o foguete super-pesado Don em 2029 para entregar um complexo de pouso e decolagem à Lua, disse uma fonte da indústria espacial à Sputnik.

"O objetivo da missão será entregar um complexo de pouso e decolagem à Lua para testar a aterrissagem em sua superfície, a fim de garantir o futuro pouso de cosmonautas russos no satélite natural da Terra", disse a fonte.

O prospectivo foguete transportador de classe super-pesado Don será capaz de entregar uma carga útil de até 130 toneladas métricas a uma órbita baixa da Terra, e uma carga útil de até 32 toneladas métricas para a órbita lunar.

Chefe da Roscosmos, Dmitry Rogozin disse na semana passada que a exploração da Lua é uma tarefa prioritária para a corporação espacial russa. A meta foi estabelecida pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Em 28 de novembro, o conselho científico de Roscosmos e a Academia Russa de Ciências deliberaram sobre o conceito de exploração e exame da Lua. A primeira missão lunar tripulada da Rússia é esperada para 2031. Segundo a Roscosmos, a Rússia espera firmar uma base no satélite entre 2036 e 2040.

No ano passado, a imprensa reportou sobre a descoberta de grandes reservas de água congelada nas regiões polares da Lua. O achado facilitará não só a construção da base lunar, como também ajudará os cientistas a descobrir de que forma a água apareceu no satélite.

Em janeiro, Rogozin anunciou que Roscosmos poderia criar novas naves espaciais da Federação e, ao mesmo tempo, atualizar a espaçonave Soyuz para voos lunares. Além disso, ele afirmou que a Rússia estava esperando novas posições de negociação com a NASA na estação de órbita da Lua.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Bom leitor, não há mais como negar que uma nova corrida para LUA já se iniciou e em minha opinião o sucesso da nave chinesa sonda Chang'e 4 vai acelerar ainda mais esse processo. A próxima sonda a chegar à superfície lunar será a sonda israelense ‘Barefeet’ nas próximas semanas, tornando Israel o quarto pais do mundo a realizar esse feito, e o primeiro a fazê-lo com uma nave privada. Outras nações também já preparam missões lunares para os próximos anos (inclusive tripuladas) e entre elas o Brasil com a sonda orbital ‘Garatéa-L’ da startup Airvantis, e creio em breve outras possam surgir, até mesmo missões lunares ainda mais significativas ou mesmo de espaço profundo para outros objetos do sistema solar. Nas próximas horas divulgarei uma notícia que deixará a comunidade espacial positivamente em choque, abrindo (em minha opinião) em médio e longo prazo, oportunidades para muitas missões espacias brasileiras. Notícia essa que inclusive, pelo que sei, já foi passada pelos seus idealizadores para o nosso Ministro-Astronauta Marcos Pontes. Galera, começa a surgir uma luz no final do túnel.