segunda-feira, 18 de junho de 2018

Pesquisadores Colombianos Desenvolvem Motor-Foguete Líquido Para Veículo de Apogeu Estratosférico

Olá leitor!

Visitando a página da “7th European Conference For Aeronautics and Space Sciences  (EUCASS 2017)” descobrir um interessante ‘paper’ apresentado nesta conferencia pelos pesquisadores colombianos Florián Andrés (Engenheiro Mecânico da Universidade de los Andes), Urrego P.J. Alejandro (Professor Associado da Universidade de San Buenaventura) e Rojas Fabio (Professor Associado da Universidade de los Andes), todos eles de Bogotá, na Colômbia e ligados ao “Proyecto Uniandino Aeroespacial (PUA)” da Universidade de los Andes.

Pois é então o tal ‘paper’ em questão foi intitulado “Design, Manufacture, Assembly and Testing of a Liquid (LOX and Gasoline) Rocket Motor For a Vehicle With Stratospheric Apogee in Colombia: The SUA II Engine”, ou seja, esses pesquisadores colombianos estão trabalhando no desenvolvimento e teste de um motor-foguete líquido denominado de “SUA II” movido a oxigênio líquido (LOX) como oxidante e gasolina como combustível, para fazer parte de um mix de vários estágios de um veículo com apogeu estratosférico de propulsão sólida e líquida, fabricado e montado com um orçamento muito limitado e usando métodos locais, recursos e indústrias disponíveis na Colômbia.

Ainda segundo o ‘paper’, este Motor-Foguete SUA II é um motor líquido de segunda geração, projetado para fazer parte do primeiro estágio de um foguete de combustão química (o AINKAA VI), que consiste em duas etapas, sendo um motor de propulsão sólida e um motor de propulsão líquida respectivamente, e que está em processo de desenvolvimento, estudo e construção desde 2011 pelo “Projeto Uniandino Aeroespacial (PUA)”. Apesar deste foguete está em um estado bastante avançado de design e construção, ainda há muitos problemas pendentes a serem resolvidos em telemetria, controle, condicionamento, testes e lançamento de uma possível missão, neste caso com alcance estratosférico. Sendo assim, é neste cenário quando surge a necessidade de reprojetar uma otimização do estágio líquido do AINKAA VI, o que resulta na necessidade do desenvolvimento desse Motor-Foguete SUA II.

Vale dizer que o Motor- Foguete SUA II de segunda geração foi desenvolvido a partir do Motor-Foguete PUA-1L-6S-2000N que foi projetado e construído pela primeira vez em 2011 por pesquisadores de PUA e, posteriormente, devido a falhas e problemas de design, diferentes projetos de pesquisa propuseram mudanças construtivas.

O motor PUA-1L-6S-2000N com a sua
carcaça de revestimento de teste.

AINKAA VI

O Motor-Foguete SUA II foi projetado para ser o primeiro estágio do foguete AINKAA VI, foguete este de dois estágios com alcance estratosférico (+12 km a.s.) em desenvolvimento desde 2011 pelo PUA. O segundo estágio deste veículo será composto por um motor de combustível sólido (tipo candy) Kappa Delta Uniandes, desenvolvido pelo mesmo grupo de pesquisa.

O AINKAA VI é proposto como um veículo de baixo custo desenvolvido e montado completamente com técnicas e métodos de fabricação disponível no mercado colombiano. Este veículo também pretende tornar-se o primeiro foguete de propulsão líquida colombiano a atingir uma altitude estratosférica.

Renderização gráfica do foguete AINKAA VI com seus dois estágios.

A expectativa dos pesquisadores da PUA é de que o desenvolvimento e a otimização de seu próprio propelente líquido servirão como base para missões posteriores com maior apogeu, até que consiga consolidar um veículo capaz de colocar um objeto na órbita da Terra. Saiba mais lendo ‘paper’ pelo link acima.

Pois é leitor, enquanto o Brasil patina em sua própria estupidez, falta de visão e incompetência, mais um país sul-americano entra na briga na área de foguetes, visando com isto no futuro ter o seu próprio lançador orbital. É claro que os colombianos ainda estão no começo de um trabalho que precisará de muitos anos ainda para obter resultados significativos, porém demonstra com isso já ter uma chama acessa entre seus pesquisadores.

Quem sabe esse artigo possa interessar a diretoria da nossa Brazilian Association of Rocketry (BAR) a ponto dela fazer um convite oficial ao pessoal do "Proyecto Uniandino Aeroespacial (PUA)", para que eles participem de alguma forma do próximo Festival Brasileiro de Minifoguetes 2019.

Duda Falcão

domingo, 17 de junho de 2018

Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro Se Reúne Para Reunião Plenária

Olá leitor!

Segue abaixo uma noticia postado dia (15/06) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que o Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB) se reuniu dia 15/06 para sua segunda Reunião Plenária em Brasília.

Duda Falcão

ESPAÇO

Comitê de Desenvolvimento
do Programa Espacial Brasileiro
Se Reúne Para Reunião Plenária

Estrutura interministerial tem como objetivo
potencializar o Programa Espacial Brasileiro

Por Tenente Felipe Bueno
Revisão: Major Alle
Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 15/06/2018 20:55

Fotos: Sargento Bianca Viol/CECOMSAER.

O Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB) se reuniu pela segunda vez na tarde desta sexta-feira (15/06) no Palácio do Planalto, localizado em Brasília (DF). O grupo, conduzido pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, debateu e apresentou soluções relacionadas a área espacial no país.

O Comitê, que foi formalizado por meio do Decreto 9.279 de 6 de fevereiro de 2018, tem validade até 02 de fevereiro de 2019. A publicação criou o CDPEB que tem por objetivo criar diretrizes e metas para a potencialização do Programa Espacial Brasileiro. A coordenação dos trabalhos é feita pelo Ministro Chefe do GSI da Presidência da República e participam do Comitê como membros os Ministérios da Casa Civil; da Defesa; das Relações Exteriores; do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.


O Ministro Chefe do GSI, General de Exército Sergio Westphalen Etchegoyen, valorizou o avanço e os benefícios que o Programa Espacial Brasileiro pode trazer. "Estamos na metade da caminhada, metade das decisões que precisavam ser apresentadas pelos grupos de trabalho foram concluídas hoje e a outra metade será apresentada até agosto. Para um país tão grande como o nosso, que tem o dever de democratizar a comunicação, de dar acesso a esse maravilhoso mundo digital que vivemos, esse é um belíssimo passo. Além de tudo, vamos poder ganhar em outras questões como a preservação ambiental, áreas econômicas como agricultura, pesca, navegação, controle do espaço aéreo. Isso abrirá um leque enorme de possibilidades", disse.

Nesta segunda reunião plenária, foram discutidos temas como a nova governança, acordos de salvaguardas tecnológicas, criação de empresa pública, plano de marketing, entre outros. O primeiro encontro da cúpula foi em 1º de março deste ano.


O Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, participou da plenária representando o Ministério da Defesa e reforçou que o desenvolvimento na área espacial pode trazer, não só na área militar, mas para toda a sociedade brasileira. "O espaço para o Brasil é muito importante pelas nossas dimensões e pelo fato de termos imensas áreas com muitas riquezas sem explorações. A melhor maneira de controlar tudo isso é através do espaço, e estamos entrando nessa tecnologia. Esse Comitê de Desenvolvimento vem justamente para desatar os nós que haviam em diversas estruturas do Brasil. Nesta reunião, vimos que os esforços têm sido efetivos e estamos avançando rapidamente", concluiu.

Confira a matéria em vídeo:



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Foguete Autofágico Consome a Si Próprio Como Combustível

Olá leitor!

Segue abaixo uma noticia curiosa postada dia (15/06) no site “Inovação Tecnológica” destacando que Foguete Autofágico testado por engenheiros escoceses e ucranianos consome a si próprio como combustível

Duda Falcão

ESPAÇO

Foguete Autofágico Consome
a Si Próprio Como Combustível

Redação do Site Inovação Tecnológica
15/06/2018

Foguete Que Se Consome

Um foguete que consome a si próprio como combustível: este é o conceito que está sendo testado por engenheiros da Escócia e da Ucrânia.

Os foguetes hoje usam tanques para armazenar o combustível e o oxigênio necessários para impulsioná-los, e o peso do conjunto tipicamente é muitas vezes maior do que o peso da carga útil que o foguete leva ao espaço. Isso reduz a eficiência do veículo de lançamento e também contribui para o problema do lixo espacial.

Por isso, Vitaly Yemets e seus colegas estão propondo a construção de foguetes como motores "autófagos" - ou autofágicos -, que consomem sua própria estrutura à medida que sobem, permitindo levar mais carga útil e diminuindo os detritos deixados no espaço.

E não é uma ideia teórica: A equipe já construiu e fez funcionar o protótipo do motor sem tanque de combustível, demonstrando ainda que esse motor pode ser acelerado e desacelerado.

[Imagem: Vitaly Yemets et al. - 10.2514/1.A34153]
O motor-foguete autofágico, que consome a si mesmo como
combustível, já está sendo testado em escala de laboratório.

Motor-Foguete Autofágico

O motor autofágico consome uma haste de propelente que tem combustível sólido do lado de fora e oxidante no interior. O combustível sólido é um plástico forte, como o polietileno, de modo que a haste é efetivamente um tubo cheio de oxidante em pó. Quando a haste é inserida no motor quente, o combustível e o oxidante vaporizam-se, formando gases que fluem para a câmara de combustão. Isso produz impulso, bem como o calor necessário para vaporizar a próxima seção do propelente.

O motor pode ser acelerado, desacelerado e mesmo desligado simplesmente variando a velocidade na qual a haste é inserida no motor, uma capacidade rara em um motor sólido. O protótipo de motor-foguete funcionou em queimas com duração de até 60 segundos nos testes de laboratório.

"Embora ainda estejamos em um estágio inicial de desenvolvimento, temos um berço de testes no laboratório e estamos trabalhando com nossos colegas para melhorá-lo ainda mais. O próximo passo será garantir mais financiamento para investigar como o motor poderia ser incorporado em um veículo de lançamento," disse o professor Patrick Harkness, da Universidade de Glasgow.

Bibliografia:

Autophage Engines: Toward a Throttleable Solid Motor
Vitaly Yemets, Patrick Harkness, Mykola Dron, Anatoly Pashkov, Kevin Worrall, Michael Middleton
Journal of Spacecraft and Rockets
DOI: 10.2514/1.A34153


Fonte: Site Inovação Tecnológica - http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Comentário: Interessante notícia que deve ser do interesse das equipes que trabalham com propulsão de foguetes no Brasil. Isso que é inovação, sensacional, mais ainda apenas um conceito que precisa ser melhor avaliado.

sábado, 16 de junho de 2018

Pesquisador Brasileiro da NASA Realiza Palestra na Área de Astrobiologia em São Carlos-SP

Olá leitor!

O Grupo Zenith promove dia 21/06 junto com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP) e a Fundação para o Incremento da Pesquisa e do Aperfeiçoamento Industrial (FIPAI) de São Carlos-SP, uma interessante palestra na área de Astrobiologia com o Dr. Ivan Gláucio Paulino-Lima (pesquisador brasileiro do Blue Marbel Space Institute of Science (BMSIS) no AMES Research Center da NASA), palestra esta intitulada “Microrganismos, Extremófilos e Exploração Espacial”. Vale a pena conferir.


Maiores informações na página oficial do “Grupo Zenith Aerospace” no facebook.

Duda Falcão

EVENTO: Palestra Microrganismos, Extremófilos e Exploração Espacial
DIA: 21/06/2018
HORÁRIO: 19:00
LOCAL: Anfiteatro Jorge Caron
CIDADE: São Carlos-SP

Agência Espacial Brasileira Participa da Unispace +50 em Viena

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (15/06) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que a Agência irá participar da Unispace +50 em Viena.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Agência Espacial Brasileira Participa
da Unispace +50 em Viena

Coordenação de Comunicação Social
Publicado em: 15/06/2018 - 18h53
Última modificação: 15/06/2018 - 19h17


A Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTIC) fará parte da delegação que celebrará o 50º aniversário da primeira Conferência das Nações Unidas sobre Exploração e Uso Pacífico do Espaço Exterior (Unispace +50), que acontecerá de 18 a 21 de junho, na sede das Nações Unidas, em Viena, na Áustria.

A Unispace +50 inicia nos dias 18 e 19 de junho com um simpósio dirigido à comunidade espacial que na oportunidade discutirá temas da agenda Espaço 2030.

No dia 20 de junho, o presidente austríaco, Alexander Van der Bellen, abrirá formalmente a cerimônia do Segmento de Alto Nível da Unispace +50, a primeira cúpula do espaço global das Nações Unidas do século XXI, na presença de chefes de estado, ministros e outros dignatários de alto nível de todo o mundo.

No dia 22 de junho acontecerá a abertura da 61ª sessão do Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior (COPUOS). O Brasil foi um dos 18 países a participar do Comitê, desde sua fundação em 1957. A reunião terá o objetivo de proporcionar oportunidades para a comunidade internacional considerar o futuro curso da cooperação espacial global para o benefício da humanidade.

A Unispace +50 também contará com um espaço de exibição, que reunirá 40 expositores de todo o mundo, incluindo agências espaciais, entidades do setor privado e organizações não-governamentais (ONGs). O evento será uma oportunidade única para os visitantes conhecerem mais as atividades espaciais globais.

A AEB, o Parque Tecnológico São José dos Campos (SP) e a empresa integradora Visiona estarão presentes com um estande intitulado Brazil AeroSpace, local onde será exibido um filme sobre o Programa Espacial Brasileiro e seus benefícios para a sociedade.

Comitiva Brasileira 

Além da AEB, também fazem parte da comitiva brasileira o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Comando da Aeronáutica (Comaer), o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTIC).

Centenas de representantes da comunidade espacial são esperados na Unispace +50, incluindo Estados Membros das Nações Unidas, Observadores Permanentes, entidades das Nações Unidas, agências espaciais, organizações não-governamentais, academia, sociedade civil, estudantes, setor privado e indústria.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Cometário: Lá vai o Sr. Braga Coelho passear as custas do erário publico brasileiro.

Centro Espacial de Alcântara Uma Realidade

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado dia (12/06) no blog “Zé Reinaldo Tavares” escrito pelo Deputado Federal José Reinaldo Carneiro Tavares (PSDB- MA).

Duda Falcão

Centro Espacial de Alcântara Uma Realidade
 Zé Reinaldo Tavares
12/06/2018 às 13:00

O Maranhão ainda é atrasado e pobre, mas tudo isso pode mudar. E uma das razões para isso é o Centro Espacial de Alcântara. A localização privilegiada, próximo a linha do equador, permite enormes vantagens para o lançamento de artefatos espaciais, reduzindo brutalmente seus custos que são altíssimos. A rotação da Terra na linha do equador ajuda a dar um impulso extra aos veículos espaciais, reduzindo em 30% os custos de combustíveis.

O domínio espacial exige enorme investimento em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento científico, que serão, por sua vez, usados no desenvolvimento de novos equipamentos e processos na indústria médica, automobilística, na comunicação, na agricultura, na previsão do tempo, no controle de catástrofes, na segurança, na proteção ao meio ambiente e os Centros de Lançamento são a mola propulsora disso tudo.

O professor Klaus Schwab, fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, em seu livro intitulado “Aplicando a Quarta Revolução industrial” diz que o potencial lucrativo da utilização de recursos e da fabricação em bases espaciais deverá redefinir as rotas de comércio industriais do futuro.

Alcântara atrairá grandes investidores em tecnologia e grande parte da indústria aeroespacial brasileira. Por falar nisso, o curso de Engenharia Aeroespacial já começou na UFMA e já recebeu grande parte dos equipamentos comprados com recursos conseguidos pela bancada maranhense.

Falo tudo isso, porque um passo decisivo foi dado: o anúncio do Departamento de Estado americano de que concorda em negociar com o Brasil o acordo de salvaguardas tecnológico que protege as patentes e a tecnologia de ponta ali usada. Sem esse acordo, o Centro não funcionará plenamente, pois satélites e foguetes de quase todos os países têm componentes tecnológicos americanos e não poderiam ser lançados aqui.

Sem dúvidas houve pressão da indústria espacial privada dos EUA, da SpaceX, da Boeing e outros que já visitaram Alcântara e já estiveram comigo em Brasília. Eles sabem da grande importância trará o uso do nosso Centro para seus interesses comerciais.

Só a SpaceX tem um ambicioso programa de lançamentos de cerca de 13 mil nanossatélites. Só para comparar, hoje no espaço temos 1.300 satélites de todos os países.

Na semana passada os Estados Unidos deram o sinal verde para renegociar com o Brasil os termos de um acordo tecnológico que pode finalmente viabilizar o uso do Centro Espacial de Alcântara. Na verdade, o aval do Departamento de Estado foi concedido há duas semanas e o governo americano abriu negociações formais com o Brasil para fechar um acordo de salvaguardas tecnológicas.

Esta é a primeira vez que os americanos aceitam retomar o assunto depois que o Congresso Nacional rejeitou, há 16 anos, uma proposta que “blindava” a tecnologia estrangeira para lançar foguetes. Em tese, esse mesmo dispositivo legal poderia abrir uma brecha para tirar do Brasil a soberania sobre áreas inteiras dentro da base de lançamento.

A retomada das tratativas formais significa que diversos organismos americanos aceitaram negociar. Como nos EUA esse tipo de acordo não precisa passar pelo Congresso, é uma carta branca para que o Departamento de estado atue. Essa etapa inicial é a mais difícil de ser obtida e, nos últimos 16 anos, os EUA se recusaram por duas vezes a chegar a esse passo.

O ministro das relações exteriores Aluísio Nunes Ferreira declarou que: “Se você não tiver um acordo que garanta a propriedade intelectual dos foguetes e dos satélites que serão usados, nenhum deles poderá ser utilizado, pois a grande maioria dos lançamentos carregam tecnologia americana. O que eles querem é a defesa de seus segredos comerciais, o que é legítimo. E nós estamos discutindo sobre como exercer esta defesa, sem que haja nenhuma violação a nossa soberania”, e informou que o assunto será tratado durante a visita ao Brasil do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, prevista para os dias 26 e 27 de Junho.

No plano espacial, a nova minuta de acordo levada pelo Brasil a Washington traz duas mudanças essenciais ao modelo que fracassou em 2002: altera como a tecnologia americana ficaria protegida em solo brasileiro e permite que o Brasil invista no setor espacial eventuais recursos arrecadados com a atividade de lançamento de satélites.

Na versão antiga, o dinheiro desta atividade só poderia ser usado em outros setores da economia. A primeira novidade é a mais relevante. Acaba com a limitação de uma área física dentro do Centro onde apenas funcionários americanos poderiam circular. A proposta agora prevê a livre circulação de brasileiros, porém com restrições rígidas ao manuseio de contêineres com equipamentos de tecnologia sensível.

Assim, creio que um novo fator de desenvolvimento, importantíssimo, finalmente passará a ser realidade para o Maranhão e o Brasil.

Os primeiros a ganhar serão os quilombolas de Alcântara, que serão beneficiados com um Fundo de Desenvolvimento, uma proposição minha ao Congresso Nacional, que receberá um percentual do arrecadado a cada lançamento.

Finalmente esse sonho está próximo de se tornar realidade!


Fonte: Blog do Deputado Federal Zé Reinaldo Tavares - http://josereinaldotavares.blogspot.com

Comentário: Bom leitor, essa é a opinião desse deputado federal pelo estado do Maranhão. Fiquem a vontade para opinarem. Aproveito para agradecer ao nosso leitor maranhense Edvaldo Raimundo de Aguiar Coqueiro pelo envio deste artigo.

Grupo Zenith é Premiado nos EUA

Olá leitor!

O "Grupo Zenith" da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC/USP) anunciou dia 13/06 em sua página oficial no Facebook ter ficado em 3º Lugar na categoria "Best Design" da competição internacional da “GSBC 2018”.


Vale esclarecer que a “Global Space Balloon Chalenge (GSBC)” é uma competição internacional que teve inicio no ano de 2014, com a organização da Stanford University, da University of Michigan e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), todos dos EUA. Assim sendo, para participar desta competição equipes de todo o mundo se inscrevem com os seus projetos de balões de alta altitude tendo como objetivo colaborar, aprender e descobrir uns com os outros. Atualmente são mais de 500 equipes registradas provenientes de 68 países de todo planeta.

O Grupo Zenith foi premiado devido ao bem sucedido lançamento da sonda “Garatéa 3”, missão esta realizada no mês de abril deste ano e que, com esta premiação receberá vários itens de balonismo que auxiliarão em futuros projetos do grupo.

O Blog BRAZILIAN SPACE parabeniza uma vez mais o “Grupo Zenith” por mais esta conquista.

Duda Falcão

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Enceram-se Hoje as Inscrições Para Submissões de Artigos do I CAB

Olá leitor!

Para aqueles que ainda querem participar do “I Congresso Aeroespacial Brasileiro (I CAB)”, hoje (15/06) é o ultimo dia para as submissões de artigos dos interessados. As submissões podem ser feitas pelo link: http://uniamerica.br/hotsites/2018/congressoaeroespacial/

Duda Falcão

Monitoramento Por Imagem é Destaque no Simpósio de Observação da Terra

Olá leitor!

Segue abaixo uma noticia postada ontem (14/06) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que Monitoramento por Imagem foi destaque no último dia do Simpósio de Observação da Terra.

Duda Falcão

TECNOLOGIA ESPACIAL

Monitoramento Por Imagem é Destaque
no Simpósio de Observação da Terra

Forças Armadas e representantes de órgãos do Governo Federal participaram do evento

Por Aspirante Balbino
Revisão: Major Alle
Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 14/06/2018 - 18:00

Fotos: Sargento Bianca Viol

A aplicação real do uso de satélites de monitoramento por imagens foi o destaque do último dia do Simpósio de Observação da Terra, realizado no auditório do Grupamento de Apoio do Distrito Federal (GAP-DF), em Brasília.

Nessa quarta-feira (13), representantes da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB), da Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Defesa, da Agência Espacial Brasileira e especialistas da Comunidade Acadêmica, entre outros, viram na prática como esse tipo de tecnologia pode ser empregada, não só no meio militar, como também em atividades realizadas por civis.

Entre as diversas possibilidades de emprego apresentadas, o mapeamento de oscilações térmicas e de incêndios em áreas florestais afetadas pelo desmatamento foi o que despertou o interesse do professor de Engenharia Aeroespacial da Universidade de Brasília (UnB), Giancarlo Santilli. “É de fundamental importância acompanhar de perto a evolução do mundo industrial nessa área diante dos benefícios que são gerados para a sociedade”, afirmou o acadêmico.

O professor, que defende mais investimentos no sistema de sensoriamento remoto ótico, avalia que a aposta nessa tecnologia trará resultados, assim como a Tecnologista da Diretoria de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB), Fernanda Lima. Para ela, é preciso haver um alinhamento estratégico de todos os setores envolvidos na área para que os esforços sejam concentrados numa mesma direção. “Há espaço para investimentos e o Brasil tem capacidade de competir nessa área”, acrescentou.

Desde o início do Simpósio, foram levantadas as necessidades de investimentos, a viabilidade de implantação e os benefícios do uso dos satélites de monitoramento por imagens para o desenvolvimento do setor espacial brasileiro. Os organizadores do evento também apresentaram as formas possíveis de uso do sistema de observação. Segundo o Diretor-Geral da Airbus Defesa do Brasil, Rodrigo Fanton, hoje, há a possibilidade de fazer isso de três formas.  “Hoje, é possível importar as informações desejadas de outro país onde a estação de recebimento das imagens está instalada. Também dá para receber as imagens fornecidas por um centro instalado no próprio território, sem ter um satélite próprio. Outra maneira é adquirir o próprio satélite e ser dono da estação de recebimento”, garantiu.


A parceria firmada com as instituições civis e governamentais vai definir a forma como o Brasil irá adotar e gerenciar o Sistema de Observação da Terra. A ideia é que o país tenha o domínio do próprio satélite e também da estação de recebimento das imagens capturadas do espaço.

Todo o processo, desde o lançamento do primeiro equipamento de sensoriamento remoto até o controle do satélite, será comandado pelo Centro de Operações Espaciais (COPE), em parceria com a Telebras.

A Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) considerou positivo o debate durante o Simpósio, realizado antes do início do processo de aquisição, pela FAB, do Carponis-1 (primeiro satélite brasileiro de monitoramento de imagens em alta resolução). “O evento atingiu o objetivo: atraiu a atenção de setores que não entendiam o que era o projeto, e verificamos as possibilidades de mercado que são inúmeras e, ainda, não foram exploradas”, disse o Vice-Presidente da CCISE, Brigadeiro do Ar José Vagner Vital.

O Brasil pretende colocar o Carponis-1 em órbita entre 2021 e 2022. Para o Presidente da CCISE, Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, a partir de agora começa uma nova etapa. “Já colocamos na proposta orçamentária a partir de 2019 e esperamos que sejamos contemplados com o valor necessário para iniciarmos esse projeto de aquisição de satélite ótico para o Brasil”, complementou o oficial-general.

Confira como foi o último dia do evento.



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Equipes do ITA se Preparam Para Participar de Competições no Exterior

Olá leitor!

Segue abaixo uma noticia postada ontem (13/06) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que Equipes do ITA se preparam para participar de competições no Canadá e nos EUA.

Duda Falcão

TECNOLOGIA

Equipes do ITA se Preparam Para
Participar de Competições no Exterior

As disputas vão ocorrer no Canadá e nos Estados Unidos

Por Tenente João Elias
Revisão: Cap. Oliveira
Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 13/06/2018 18:00


Alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado em São José dos Campos (SP), estão se preparando para participar de duas grandes competições internacionais. Uma é a RoboCup, competição de futebol de robôs com inteligência artificial, que ocorrerá em Montreral, no Canadá, no período de 18 a 22 de junho; já a outra é a Spaceport America Cup, disputa universitária de foguetes, a ser realizada de 19 a 23 de junho, no Novo México, nos Estados Unidos.

A ITAndroids é a equipe que vai participar da copa mundial de robótica. O ITA é a única escola brasileira a se classificar em três categorias: Soccer 2D Simulation, Soccer 3D Simulation e Humanoid Soccer KidSize. A equipe já soma mais de 20 troféus nos últimos seis anos, sendo uma das mais conceituadas da América Latina. “O projeto desenvolve a capacidade dos alunos de integrar diversas áreas diferentes da engenharia, aproximando do ambiente industrial”, ressaltou o orientador, professor Marcos Máximo.


Já a equipe que vai participar da disputa de foguetes é a ITA Rocket Design. Em 2015, a equipe já conquistou a 2ª posição no ranking mundial, além de contar outros dois títulos mundiais, desde que começou em 2011. Para o presidente da equipe, Luis Gonçalinho, do 5º ano de engenharia aeroespacial, o maior aprendizado na competição passada foi sobre a importância de planejamento das atividades. “A equipe aprimorou alguns pontos do projeto do foguete, como, por exemplo, a mecânica de voo e a escolha do motor foguete sólido. Estamos otimistas”, destacou Gonçalinho.

O reitor do ITA, professor Anderson Ribeiro Correia, afirma que as conquistas são fruto da qualidade do Instituto, mas, principalmente, do esforço dos alunos que se dedicam aos projetos. “A participação nessas competições proporciona aos alunos desenvolver habilidades e competências profissionais, ainda durante o tempo de graduação”, conclui.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Simpósio de Observação da Terra Promove Troca de Conhecimento Sobre Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada ontem (12/06) no site da “Força Aérea Brasileira (FAB)” destacando que o “Simpósio de Observação da Terra” promove troca de conhecimento sobre satélites.

Duda Falcão

TECNOLOGIA ESPACIAL

Simpósio de Observação da Terra Promove
Troca de Conhecimento Sobre Satélites

O evento reúne militares e civis interessados no setor espacial

Por Aspirante Carlos Balbino
Revisão: Maj Alle
Edição: Agência Força Aérea
Publicado: 12/06/2018 20:30

Fotos: Cabo Feitosa/Cecomsaer

Compartilhar conhecimento, trocar experiências, gerar cooperação e sinergia na área espacial. Isso foi o que motivou a realização do Simpósio de Observação da Terra, iniciado nesta terça-feira (12) no Grupamento de Apoio do Distrito Federal (GAP-DF), em Brasília (DF).

O evento, que vai até esta quarta-feira (13) e é organizado pela Airbus Space, teve como convidados militares da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB), além de civis integrantes de instituições governamentais interessadas na implantação de projetos de sensoriamento remoto ótico.

Durante dois dias os participantes terão a oportunidade de analisar o panorama nacional das capacidades de sensoriamento remoto ótico, comparar a situação do país com o restante da América do Sul, analisar os benefícios da aquisição de um satélite nacional para o monitoramento de imagens e esclarecer dúvidas relacionadas à viabilização do projeto.


A abertura do simpósio contou com a presença do Ministro Extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, que participou da implementação do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) quando ainda integrava o Ministério da Defesa. O Ministro falou sobre a importância de se investir em um sistema de sensoriamento remoto ótico de alta definição no Brasil. “Esse sistema, a exemplo do SGDC [Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas], tem que ser dual, ou seja, tem que ser militar e civil. Essa é a fórmula que gera resultados e que permite uma utilização plena da capacidade e possibilidade de um equipamento tecnológico como esse”, defendeu.

Ao garantir apoio ao desenvolvimento do projeto, Raul Jungmann lembrou que a falta de um sistema como esse causa impacto financeiro no país. Segundo ele, atualmente, o gasto anual com a importação de imagens de alta definição feitas no exterior é de cerca de 100 milhões de dólares. “Se nós observarmos pelo prisma que seria a aquisição de um sistema como o Carponis-1 isso teria um custo inicial de aproximadamente 80 ou 90 milhões de reais”, complementou.


Autoridades do setor aeroespacial apontaram, além da economia, outros benefícios como a qualidade das imagens e o sigilo de informações, essenciais para a garantia da soberania nacional. O Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar que preside a Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), no entanto, frisou que o projeto necessita de parcerias para que se torne viável. “Hoje não temos um satélite bom para imagem. É preciso que haja entendimento dos demais órgãos públicos da importância dessa tecnologia para inverter o processo: fornecer a imagem e não comprá-la”, afirmou.

Experiências Internacionais

Para exemplificar as vantagens do uso do sistema, durante as palestras, a experiência de outros países na exploração de satélites de monitoramento de imagens foi compartilhada por integrantes de agências espaciais internacionais, que já investem no uso da própria tecnologia. O representante da Agência Espacial Francesa (CNES), Henri Roquefuil, destacou as características do satélite usadas para subsidiar áreas que envolvem serviços de segurança e organizações nucleares. “O programa dual ajudou a compartilhar custos e ter economia em escala. É um instrumento também de cooperação e permite integrar tecnologias”, explicou.


Para o representante da Agência Espacial Peruana (CONIDA), Gustavo Henriquez Camacho, a tecnologia empregada no sistema satelital peruano, provavelmente, é o que há de mais avançado no país. “Usamos as imagens para detectar deslizamentos de terras, para identificar locais vulneráveis em rodovias, simular a atividade de vulcões, identificar áreas de cultivo. Tudo isso gera um impacto social. Houve muitos questionamentos durante a implementação pela falta de informação, mas, ao explicarmos o funcionamento do satélite, 99,1% das pessoas ouvidas em pesquisas encomendadas reconhecem que o uso é muito importante”, garantiu.

A previsão é de que o satélite ótico brasileiro entre em operação em 2021. O acesso ao banco de dados será gratuito. Apenas 10% das imagens serão de uso restrito. 

Durante o evento, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o Centro de Operações Espaciais (COPE), unidade onde futuramente ficarão as instalações definitivas de controle e monitoramento dos novos satélites.

Carponis-1 

O Carponis-1 é o primeiro satélite de sensoriamento remoto de alta resolução espacial brasileiro. O Brasil pretende colocá-lo em órbita entre 2021 e 2022. O satélite faz parte de uma das constelações do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), que integra o Programa Espacial Brasileiro.

Atualmente, o Brasil dispõe de imagens providas pelo satélite sino-brasileiro CBERS-4, no qual o melhor instrumento a bordo é uma câmera chinesa que pode somente prover imagens preto e branco com resolução máxima de cinco metros. O satélite Carponis-1 tem capacidade de gerar imagens coloridas com resolução igual ou menor a um metro. Isso quer dizer que o equipamento tem capacidade para gerar imagens com mais qualidade, nitidez e precisão. Imagens de alta resolução são essenciais para atender as demandas de diversos órgãos públicos brasileiros que, por vezes, devem recorrer a aquisição de imagens de satélites comerciais estrangeiros de maneira individual.



Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB)