quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Definido o Lançamento do Satélite Brasileiro Amazonia-1

Caro leitor!

Segue abaixo a nota oficial postada ontem (11/12) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que como já havíamos informado anteriormente, foi definido pelo instituto o lançamento do Satélite Brasileiro Amazonia-1.

Duda Falcão

NOTÍCIA

Definido o Lançamento do
Satélite Brasileiro Amazonia-1

Por INPE
Publicado: Dez 11, 2018

São José dos Campos-SP, 11 de dezembro de 2018

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) concluiu o processo para a contratação dos serviços que colocarão em órbita o Amazonia-1, o primeiro satélite de observação da Terra integralmente projetado, montado e testado no Brasil. A empresa norte-americana Spaceflight Inc venceu a concorrência internacional e realizará o lançamento com o foguete PSLV (Polar Satellite Launch Vehicle), a partir de uma base na Índia, em 2020.

Primeiro sistema espacial de alta complexidade totalmente brasileiro, o Amazonia-1 está atualmente em fase de ensaios pré-lançamento no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos (SP). Acompanhe aqui as atividades do Amazonia-1.

As imagens do satélite brasileiro serão usadas para observar e monitorar o desmatamento especialmente na região amazônica e, também, a diversificada vegetação e agricultura em todo o território nacional.

Com o Amazonia-1, o Brasil passa a dominar o ciclo completo de desenvolvimento deste tipo de satélite, desde o projeto até a integração e operação em órbita. O projeto impulsiona a indústria aeroespacial do Brasil, ao promover tecnologias 100% nacionais.

O lançamento do Amazonia-1 representa também a validação em voo da Plataforma Multimissão (PMM), que pode ser utilizada em diversas missões de satélites (meteorológicas, científicas e de sensoriamento remoto, entre outras). A reprodução da PMM para uso em missões futuras trará reduções significativas de prazos e custos nos próximos satélites.
Mais informações: www.inpe.br/amazonia-1


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Pois é leitor, este parece ser os capítulos finais de uma novela iniciada ainda nos primórdios da MECB (inicio dos anos 80) quando esse satélite era chamado de Satélite de Sensoriamento Remoto 1 (SSR-1) sendo atualmente a maior novela em curso dentro do Programa Espacial Brasileiro (PEB). Infelizmente o satélite não é isso tudo que o INPE tenta propagar, já que devido aos diversos problemas de desenvolvimento que o projeto deste satélite e da PMM (Plataforma Multi-Missão) tiveram de enfrentar ao longo desse período, e de uma desastrosa gestão governamental de governos subsequentes sem o menor compromisso e seriedade, o Amazônia-1 envelheceu, e já nasce com a sua tecnologia defasada. Entretanto, é preciso aqui enaltecer leitor o trabalho dos profissionais envolvidos nestes projetos, já que diante de tanta baderna é um verdadeiro milagre da persistência este satélite está saindo finalmente. Além disso leitor, a esperança agora é que se tenha aprendido algo com toda esta situação e que o previsto Amazônia-2 possa ser desenvolvido com uma tecnologia mais inovadora e dentro do que se encontra atualmente no mercado.

Novos Lançadores de Satélites e Nova Empresa Espacial Para Alcântara (AEB)

Olá leitor!

Segue um interessantíssima artigo postado dia (10/12) no site da revista “Tecnologia & Defesa” tendo como destaque os novos rumos do Programa Espacial Brasileiro (PEB) segundo os Planos do Comitê para o Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB), apresentados que foram durante Workshop Internacional no Peru.

Duda Falcão

Blog Panorama Espacial - Cenário Internacional - Defesa - Espacial - Indústria

Novos Lançadores de Satélites e Nova
Empresa Espacial Para Alcântara (AEB)

Por Roberto Caiafa
Revista T&D
Dez 10, 2018

Está garantida a continuidade do Veículo Lançador de Microssatélites
(VLM), e a seguir, a introdução do lançador Áquila I e Áquila II (Família VLX), diferentes entre si pelo peso que carregam e pela altitude a que chegam.

Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) Renovado em 2018.


Em março de 2018 aconteceu a primeira reunião do Comitê para o Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB), “novo” ambiente interministerial reunindo os principais atores envolvidos no fomento às atividades espaciais nacionais.

Dos grupos criados dentro do comitê*, cada um foi voltado especificamente para encontrar soluções em áreas críticas como governança (ambiente de gestão), questões fundiárias (Alcântara e outros sítios), desenvolvimento de veículo lançador (família VLX) e recomposição do quadro de pessoal técnico (fuga de mão de obra altamente qualificada).


Segundo afirmou o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Implantação dos Sistemas Espaciais (CCISE), brigadeiro-do-ar José Vagner Vital durante o Workshop Internacional Perusat-1 2018, essa atualização obteve dois destaques até o momento, o desenvolvimento de novos lançadores e a regulamentação na utilização dos centros de lançamento (leia-se Alcântara).


No primeiro destaque (lançadores), estão detalhados aqueles que atingem a órbita baixa, entre 700 e 1000 km.

Está garantida a continuidade do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), e a seguir, a introdução do lançador Áquila I e Áquila Ie (Família VLX), diferentes entre si pelo peso que carregam e pela altitude a que chegam.
A família “VLX” será composta por lançadores de três estágios, ou seja, três motores S50 no primeiro estágio (dois laterais), outro S50 impulsionando o segundo estágio e um motor foguete de propelente líquido como terceiro estágio.

A capacidade de carga ficaria em torno de 300 a 500 kg (ou até mais), dependendo da altura e da órbita a ser alcançada.

Segundo o brigadeiro Veríssimo (atualização), o proximo veículo após o Áquila 1, será denominado Áquila 1e (e = enhanced) e não Áquila 2. O Áquila 1e terá um upper stage a propulsão líquida pressurizada e não será utilizado o motor L-75. A capacidade desse estágio ainda não foi definida.

Essa nova família não inviabilizará o projeto do VLM-1, segundo o brigadeiro Vital, pois este é necessário para qualificar em voo os motores S50, entre outras coisas.

Voos de Qualificação do Motor S50


Segundo o brigadeiro Rogério Veríssimo, diretor de Transporte Espacial da AEB, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) abriu contagem regressiva para o lançamento do VS-50, veículo (foguete) que tem a missão de qualificar em voo os novos motores S50antes de findar-se o próximo ano. Já ocorreu o o teste de ruptura do motor S50, realizado nas instalações da Avibras Aeroespacial com pleno sucesso.

Outro marco importante para o Projeto será a realização do ensaio estrutural, que visa simular as cargas de voo, combinando tipos de esforços distintos ao longo das interfaces do Envelope Motor S50.

Tal ensaio (tiro em banco) ocorrerá nas instalações da Usina do IAE (UCA), ao longo do primeiro trimestre de 2019.

Se obtiverem êxito nessas etapas, será o último passo antes da construção e lançamento do 1° Veículo Lançador de Microssatélite (VLM), principal aposta da pesquisa espacial nacional na área de foguetes desde 2016.


O projeto do VLM nasceu oficialmente em 2008 como uma alternativa por veículos de menor porte. Os estudos internos prosseguiram até 2011 com vistas a produzir um projeto de menor conteúdo tecnológico, mas que pudesse ser viável em um curto prazo.

Em sua primeira idealização, o VLM seria composto pelo motor central do antigo VLS, com poucas alterações.

A partir de 2011, porém, o projeto passou a ser desenvolvido em parceria com a Deutsche Zentrum für Luft-und Raumfahrt ou DLR (Agência Espacial Alemã), de modo que o projeto do propulsor foi revisto, com a decisão do desenvolvimento do S50.

Vídeo por Roberto Caiafa.


VS-50 é um veículo com 12 metros de cumprimento, 1,46 metro de diâmetro e massa estimada em 15 toneladas.

Ele possui, em seu primeiro estágio, um motor S50 e, em seu segundo estágio, um motor S44, já utilizado anteriormente no VLS-1.

Para o VLM-1, será acrescido um segundo motor S50. Eles passarão a compor o primeiro e o segundo estágios do foguete e o S44 será o terceiro.

Os motores S50 estão em produção na Avibras Aeroespacial, por meio de contrato assinado com a Fundação de Apoio para Projetos de Pesquisa de Ciência e Tecnologia Espacial (Funcate).

No contrato está prevista a construção de seis motores, mas já há acerto para a compra de outros dois para completar a missão de lançamento do VLM.

Dessa forma, e antevendo cenários, o CDPEB criou um grupo de trabalho para tratar do VLX, sucessor do VLM, configurado para usar dois motores S50 lateralmente como boosters potencializadores.


VLX é um projeto estruturante que fomenta a busca pela tecnologia necessária os próximos veículos lançadores.

Também é um programa mobilizador da indústria e seus fornecedores, permitindo obter no futuro veículos mais interessantes do ponto de vista energético, capazes de levarem cargas maiores e mais pesadas em órbitas mais elevadas.


Já no segundo destaque, aparece claramente a política de abrir oportunidades para empresas utilizarem os serviços do Centro Espacial de Alcântara (CEA).

Segundo explicou o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Implantação dos Sistemas Espaciais (CCISE), brigadeiro-do-ar José Vagner Vital, a equipe de engenheiros existente pode operacionalizar quatro lançamentos teste por ano, nas condições atuais.

Apenas a título de comparação, e segundo o brigadeiro Vital, há várias empresas surgindo no mundo que realizam lançamentos com cargas equivalentes ás manejadas em Alcântara, e uma dessas companhias já manifestou a disposição de realizar cem lançamentos em um ano, em futuro próximo.


De olho nesse mercado promissor, confirmou-se durante o Workshop Perusat-1 a criação, por parte do Ministério da Defesa, da empresa pública Alada Espacial, um instrumento destinado a viabilizar a realização de atividades comerciais no CEA.

Seu eventual papel é parte do trabalho de modelagem que está sendo desenvolvido para identificar as alternativas legais que permitam a efetiva utilização do Centro, bem como o reinvestimento dos recursos por ele arrecadados na forma de taxas e outros recolhimentos.

Alada será uma empresa pública, consequentemente sujeita à Lei de Licitações, exceto nos casos legais que a ela se sobreponham contratos específicos.


Quanto às negociações de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos, importante frisar que existem dois outros em vigor, um com a Ucrânia e outro com a Rússia, portanto, isso não é novidade na AEB.

O lado brasileiro e outras partes interessadas, sempre que necessário, entrarão em negociações com este objetivo, sejam elas organizações americanas, sejam de outras nações que utilizem tecnologias daquele país.


Adicionalmente, o acordo também permitirá que o próprio Brasil realize lançamentos de satélites que contenham tecnologia americana, já que a Agência Espacial Brasileira está desenvolvendo um lançador nacional com a participação da Aeronáutica (família VLX).

Quanto a infraestrutura do CEA, o brigadeiro Vital destacou que foram realizadas muitas obras de aprimoramento no Centro nos últimos anos, inclusive a nova torre de lançamento.

Essas obras foram financiadas diretamente pelo atual Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações  (MCTIC) por meio da AEB.

Ao longo do período de 2003 a 2017 foram investidos pela AEB cerca de R$ 545 milhões na infraestrutura geral do Centro, refletindo o modelo de cooperação vigente junto ao Ministério da Defesa e ao Comando da Aeronáutica.

Infraestrutura Terrestre: Controlando Satélites


Localizado em Brasília (DF), o Centro de Operações Espaciais Principal (COPE-P) é o lugar onde militares das três Forças Armadas e civis da Telebras se revezam na operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Essa instalação pode ser erroneamente confundida com uma grande sala. Poucos sabem o alcance que aquela “sala” possui sobre o território brasileiro.

Centro de Operações Espaciais Secundário (COPE-S), inaugurado em 19 de novembro, e localizado na Estação Rádio da Marinha do Rio de Janeiro (ERMRJ) é o back-up do sistema garantindo o funcionamento, a operação e todos os serviços prestados pelo SGDC em caso de impedimento do COPE-P.

(Imagem: Divulgação)
Estrutura reconhecida pelo Uptime Institute abriga data center do SGDC.

Em órbita desde maio de 2017, o SGDC foi concebido para efetuar a transmissão de internet banda larga para todo o Brasil, bem como auxiliar no monitoramento de todo o território nacional, especialmente zonas fronteiriças, ao permitir as Forças Armadas operarem dispondo de comunicações estratégicas via satélite.

Satélites de Observação da Terra até 2022

Carponis-1 é o primeiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto de alta resolução espacial e faz parte das constelações do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais(PESE), que integra o Programa Espacial Brasileiro.


Ele terá capacidade de gerar imagens coloridas com resolução igual ou inferior a um metro, ou seja, com mais qualidade, nitidez e precisão que as imagens providas pelo satélite sino-brasileiro, o CBERS-4, que pode somente prover imagens em preto e branco com resolução máxima de cinco metros.

A previsão é que o satélite seja colocado em órbita até 2022.

Segundo o brigadeiro Veríssimo (atualização), é recomendável evitar comparações entre Carponis 1 e CBERS por serem satélites diferentes. Além disso, o Carponis não existe ainda e quando for contratado o será no exterior, usando conteúdo internacional na sua primeira encomenda, enquanto o CBERS já possui conteúdo nacional.

Para uma melhor compreensão desta temática, Veríssimo sugeriu a leitura do artigo: “Nota de esclarecimento da AEB-INPE: Características dos satélites sino-brasileiros de recursos terrestres – CBERS”, disponível no site da AEB: aeb.gov.br

No âmbito da Defesa e Segurança, o satélite proverá o apoio de inteligência nas operações militares em território nacional e internacional, sobretudo, com a identificação e monitoramento constante das áreas utilizadas para práticas ilícitas, como as áreas de fronteira e de alta criminalidade nos grandes centros urbanos.


Já como exemplos de utilização por outros órgãos governamentais, destacam-se a fiscalização mais precisa de áreas de desmatamento, o monitoramento da produção agrícola e o apoio à fiscalização fundiária.

Projeto Carponis é definido pela Força Aérea Brasileira (FAB) como um sistema de observação da Terra com sensor óptico de alta resolução espacial e possível inclusão de banda infravermelha, orbita otimizada para observação de zonas de interesse do Brasil, capaz de realizar o monitoramento hidrológico no setor elétrico (Resolução 003/2010), apto á fiscalização e monitoramento ambiental e mapeamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR), detecção de desmatamento em pequenas áreas, e observação militar de áreas de interesse das Forças Armadas brasileiras dentro e fora do território nacional.


*Grupos de Trabalho (GT) temáticos: CDPEB 2018 GT1 Governança GT2 Salvaguardas Tecnológicas GT3 Liquidação da ACS GT4 Empresa Pública (ALADA) GT5 Projeto Mobilizador GT6 VL-X GT7 Questão Fundiária em Alcântara GT8 Plano de Comunicação Social GT9 Pessoal do DCTA;AEB;INPE GT10 Políticas Públicas em Alcântara. Segundo atualização do brigadeiro Veríssimo “O CDPEB, originalmente, tinha 9 GT’s. O GT-10, 11 e 12 são novos grupos ( o GT-10 é continuação do GT-fundiario, o GT-11 trata do financiamento dos projetos mobilizadores e o GT12 trata de Lei Geral do Espaço)”


Fonte: Site da Revista Tecnologia & Defesa - http://tecnodefesa.com.br

Comentário: Bom leitor está ai os planos criados pelo Comitê para o Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB). Não vou aqui discutir mais o tal do trambolho espacial francês SGDC-1 (afinal não tem jeito mais a dar e infelizmente para nós a segurança de nossos dados foi colocada em cheque, inclusive e principalmente as militares) nem os planos, mesmo os em relação aos foguetes previstos, pois há meu ver é só uma questão politica de querer realizar o que aqui foi apresentado. E espero mesmo que o VLM-1 seja um foguete desenvolvido com o proposito de se chegar as tecnologias sensíveis para os tais Aquila 1, Aquila-1E (olha só o que houve com L75, parece está fora dos planos) e ao Aquila-2, e como realmente deve ser, ou seja, sem a presença controladora dos alemães como no VLM-1. Esta aqui me pareceu ser a razão que motivou o CDPEB em não dar continuidade ao VLM-1, até porque os nossos cientista e pesquisadores nos institutos e na indústria estão aptos para realizar esta missão, se assim forem desafiados (já basta a merda que fizeram com o SGDC-1). Agora leitor, quanto ao grande imbróglio que o CDPEB criou para a governança do PEB, estou estarrecido. Amigo leitor, a ideia era simplificar para assim facilitar esta mesma governança, tornando-a ágil, e os caras complicaram ainda mais o que já estava complicadíssimo. Sinceramente este mastodonte criado por essa gente não tem a menor chance de funcionar. É muito triste leitor observar que invés de andarmos para frente, estamos dando ainda mais passos para trás e a única esperança que nos resta é que o nosso Ministro Marcos Pontes tenha a mesma visão que a nossa, e assim venha convencer ao presidente Jair Bolsonaro em rever este sistema mastodonte governacional criado pelo CDPED, tornando-o assim mais simples e ágil. Pois caso contrario leitor, continuaremos dando murro em ponta de faca. Aproveito aqui para parabenizar ao jornalista Roberto Caiafa pela excelente reportagem, bem como ao Pe. Paulo Giovanni Pereira e ao Dr. Waldemar Castro Leite pelo envio desta matéria ao nosso Blog.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Divisão de Aeronomia do INPE Realiza Experimento Durante a Operação Mutiti

Olá leitor!

Recebemos no dia de ontem (10/11) um pequeno release da Divisão de Aeronomia (DIDAE) do “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)”.com maiores informações sobre a Sonda de Langmuir desenvolvida pelo DIDAE para ser testada através do voo do VS-30/V14 da "Operação Muititi" realizada com êxito no ultimo domingo (09/12). Veja abaixo.

Duda Falcão

Divisão de Aeronomia do INPE Realiza
Experimento Durante a Operação Mutiti

Como parte das atividades da Operação Mutiti conduzida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) lançou, às 13h43min (horário de Brasília) do último domingo (09/12), um foguete VS-30 levando a bordo dois experimentos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dentre eles uma sonda de Langmuir  desenvolvida por sua Divisão de Aeronomia (DIDAE).

A carga útil que atingiu um apogeu de 124 km é resultado do aprimoramento das características instrumentais dos sensores para diagnóstico da ionosfera equatorial empregados em outras missões realizadas em colaboração com o IAE. Iniciada no começo dos anos 1980, esta parceria já possibilitou a execução de mais de uma dezena de experimentos de sondagem ionosférica com foguetes, uma plataforma com características únicas que permite obter medidas in situ num intervalo de altitude completamente inacessível a balões e satélites. Espera-se que a atual configuração da sonda de Langmuir proporcione uma determinação mais confiável de parâmetros físicos como a densidade numérica e a temperatura dos elétrons, necessidade imprescindível para que se possa confirmar a natureza geofísica de algumas anomalias que se tem observado na região equatorial de diferentes setores longitudinais. Adicionalmente, medidas in situ de parâmetros ionosféricos nas proximidades do eletrojato equatorial são particularmente importantes no estudo das irregularidades que surgem nesta região, o que pode vir a revelar resultados de especial interesse para a área de Aeronomia.

A DIDAE tem o domínio da construção e do processamento de dados de sondas de plasma destinadas a veículos espaciais, o que habilita esta divisão a tomar parte também em missões que envolvam a instrumentação de satélites científicos voltados ao estudo da ionosfera ou do clima espacial. O monitoramento das condições meteorológicas e ionosféricas sobre a região de lançamento contou ainda com o suporte instrumental do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), do Grupo de Estudos Ionosféricos com Rádio Equipamentos de Superfície (EIRES/DIDAE/INPE), da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), do Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE/INPE), da Universidade do Texas em Dallas e da rede AMBER de magnetômetros.

Foto: Detalhe do sensor metálico da sonda de Langmuir levada
a bordo do foguete VS-30 lançado durante a Operação Mutiti.


Fonte: Divisão de Aeronomia (DIDAE) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comando da Aeronáutica Desenvolve Motor Hipersônico com Manufatura Aditiva

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante notícia publicada pelo site da “Revista Sociedade Militar” destacando que o Comando da Aeronáutica (COMAER) está desenvolvendo o Motor Hipersônico do Veículo 14X com Manufatura Aditiva.

Duda Falcão

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Comando da Aeronáutica Desenvolve
Motor Hipersônico com Manufatura Aditiva

Instituto de Estudos Avançados (IEAv) substituiu usinagem tradicional por manufatura
aditiva (impressão 3D) para fabricar subsistemas de um motor scramjet

Por Caio Ramos
GP Comunicação 
10 de dezembro de 2018

São Paulo, Brasil — A Divisão de Aerotermodinâmica de Hipersônica (EAH) do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), organização militar científico-tecnológica ligada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do Comando da Aeronáutica, começou a utilizar uma impressora 3D Fortus 900mc, da Stratasys, para fabricar modelos de laboratório de motores aeronáuticos hipersônicos, conhecidos como scramjet (abreviação de supersonic combustion ramjet). A impressão 3D dos modelos do motor já trouxe uma economia de RS$ 250 mil ao ano nos custos de fabricação.

“O IEAv decidiu apostar numa manufatura “híbrida” para desenvolver o motor, por meio da combinação de processos de usinagem convencional e de fabricação aditiva”, explica Israel Rêgo, Chefe da Subdivisão de Ensaios em Solo da Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAv. O objetivo, afirma, é otimizar o ciclo de pesquisa e desenvolvimento, e também acelerar eventuais atualizações e adaptações, bem como reduzir os custos de manufatura.

“Em um primeiro momento, o motor scramjet poderá ser utilizado como estágio de propulsão aspirado de foguetes rumo ao espaço. Em um período de tempo maior, ele terá aplicações na propulsão de aeronaves civis ou militares hipervelozes”, diz Israel.

Atualmente, o Instituto utiliza a impressora 3D para produzir três subsistemas do motor scramjet para ensaios em túnel de vento hipersônico: i. O estágio de compressão que captura o ar atmosférico para o combustor; ii. O próprio combustor, dentro do qual ocorre a combustão supersônica, que estão sendo impressos em 3D, com o uso da resina ULTEN 9085, de elevada resistência e durabilidade mecânica e térmica; e iii. A tubeira de aceleração dos produtos da reação de combustão, que está sendo impressa em 3D com a utilização da resina PC-10, de resistência e durabilidade moderada.

Já em 2019, o IEAv utilizará a manufatura aditiva para fabricar um modelo de engenharia do motor scramjet, funcional e em escala real. “É um antecessor do modelo utilizado para a qualificação de voo, o chamado protoflight. Sua impressão em 3D vai nos possibilitar rever planos de fabricação e montagem dos subsistemas do motor e validar a funcionalidade de suas partes móveis (bypass), de modo ágil e econômico”, diz Israel.

A impressora 3D Fortus 900mc foi importada pelo IEAv em dezembro de 2015, com o apoio da FINEP, e seu emprego na fabricação aditiva dos subsistemas do motor scramjet começou em fevereiro de 2016. “Ela foi escolhida porque, além das vantagens associadas à economia de tempo e redução de custos, possui o maior envelope de impressão disponível no mercado, o que satisfaz nossos requisitos de fabricação rápida de subsistemas do motor scramjet em escala real”, detalha Israel.

Ele conta que a ideia de utilizar a tecnologia de manufatura aditiva no IEAv surgiu em 2013, durante a Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (FEIMAFE). “Ali, logo identificamos a grande vantagem competitiva da tecnologia de prototipagem 3D para nossa atividade de pesquisa e desenvolvimento aqui na EAH”, explica Israel. Dois anos depois, o Instituto, com apoio da FINEP, importou o equipamento a um custo de cerca de US$ 400 mil. “Desde então, economizamos os custos da usinagem convencional realizada por terceiros, serviço que foi substituído por nossa impressora 3D”.


O sucesso do trabalho com a impressora 3D Fortus 900mc levou o IEAv a apresentar o artigo “Preliminary Studies on Hypersonic Flows Over 3D Printed Models” durante o Fórum de Aeronáutica e Espaço, realizado pelo American Institute of Aeronautics and Astronautics (AIAA) em Orlando, Estados Unidos, em setembro deste ano. O objetivo da apresentação foi mostrar como o Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAv tem utilizado a tecnologia FDM para acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias hipersônicas. A equipe do IEAv apresentou processos de fabricação de sistemas hipersônicos com o uso da impressora 3D Fortus 900mc.

“A manufatura aditiva está revolucionando as indústrias aeronáutica e de defesa, e essa revolução já está no Brasil. Ficamos satisfeitos por nossa solução impulsionar e facilitar a pesquisa e o desenvolvimento de projetos avançados como este em território nacional, afirma Anderson Soares, Territory Manager da Stratasys no Brasil.


Fonte: Revista Sociedade Militar - https://www.sociedademilitar.com.br

Carreira - Saiba Tudo Sobre Engenharia Aeroespacial

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo postado ontem (10/12) no site do Educa Mais Brasil (E+B Educação) tendo como destaque o que você precisa saber para cursar e atuar na área de Engenharia Aeroespacial.

Duda Falcão

CARREIRA

Saiba Tudo Sobre Engenharia Aeroespacial

O curso forma engenheiros com habilidades para construir veículos aeroespaciais

Por Gabriele Silva
Fonte: E+B Educação 
10/12/2018


A Engenharia Aeroespacial é um campo pouco difundido da engenharia. Por isso, é comum surgirem dúvidas nos estudantes entre a Engenharia Aeroespacial ou Aeronáutica. A primeira está mais relacionada aos veículos que operam no espaço do universo não ocupado por corpos celestes, para além da camada atmosférica, enquanto a Engenharia Aeronáutica tem como ênfase as aeronaves de voos atmosféricos. Como forma de trazer mais informações sobre essa importante área da engenharia, criamos essa postagem com tudo sobre Engenharia Aeroespacial. Confira:

Curso Engenharia Aeroespacial

A graduação em Engenharia Aeroespacial forma engenheiros com amplos conhecimentos e habilidades para a construção de veículos aeroespaciais, como satélites, foguetes, lançadores, entre outros. O curso tem duração média de cinco anos, sendo ofertado com a titulação de bacharelado. De acordo com o MEC (Ministério da Educação), essas são as faculdades de Engenharia Aeroespacial:

- Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)
- Centro Universitário União das Américas (UNIAMÉRICA)

A formação do aluno é dividida em dois grandes momentos: conhecimentos básicos e específicos: Ao longo dos dois primeiros anos do curso, o estudante tem acesso a disciplinas das ciências básicas para a formação em engenharia, como física, química e matemática. Durante os três últimos anos do curso, o aluno estuda matérias específicas da área. Propulsão, Mecânica Estrutural, Materiais, Controle, Mecânica de Voo são conteúdos desse momento da grade curricular da Engenharia Aeroespacial. O programa do curso é completado pelas disciplinas optativas, estágio obrigatório e o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). 

Mercado de Trabalho e Área de Atuação Engenharia Aeroespacial

engenheiro aeroespacial é um profissional com uma formação multidisciplinar, o que lhe possibilita atuar em diferentes áreas da engenharia. Dessa forma, terá habilidades para projetar, controlar e testar sistemas do setor aeroespacial, atuar com o desenvolvimento e avaliação desses sistemas, sejam eles de propulsão, mecânico, energia, etc.

A graduação também permite trabalhar com pesquisas que ampliem os conhecimentos na área, em universidades, institutos de pesquisa e empresas do setor aeroespacial. Além disso, a carreira na Engenharia Aeroespacial pode ser desenvolvida no setor industrial, e em institutos e órgãos do Setor Aeroespacial e de Defesa. O perfil do engenheiro aeroespacial exige do profissional habilidades para projetar sistema aeroespacial, aplicar os conhecimentos matemáticos, químicos e físicos na engenharia aeroespacial, analisar custos de projetos, entre outras.


Fonte: Site da E+B Educação - https://www.educamaisbrasil.com.br

Nanosatélite VCUB-1 no Agronegócio Brasileiro: VISIONA e EMBRAPA

Olá leitor!

Segue uma matéria postada dia (07/12) no site da revista “Tecnologia & Defesa” tendo como destaque o Projeto do Nanosatélite VCUB-1 e o seu futuro uso no agronegócio brasileiro.

Duda Falcão

Blog Panorama Espacial - Cenário Internacional - Espacial – Indústria

Nanosatélite VCUB no Agronegócio
Brasileiro: VISIONA e EMBRAPA

Por Roberto Caiafa
Revista T&D
Dez 7, 2018


Embrapa e a Visiona Tecnologia Espacial assinaram um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento de sistemas inteligentes que combinam tecnologia espacial com sistemas informatizados aplicados à agricultura.

O acordo abre perspectivas para novos modelos de negócios e apresenta grande potencial de impacto e inovação para a agricultura brasileira. A cerimônia de assinatura aconteceu na sexta-feira (07) na sede da Embrapa, em Brasília (DF).


O objetivo é disponibilizar serviços inteligentes para a agricultura, por meio da identificação de oportunidades e de soluções baseadas em tecnologias espaciais integradas a programas computacionais.

A parceria busca fortalecer e ampliar o desenvolvimento de sistemas que demandem dados e informações fornecidos por satélites.

As tecnologias vão permitir avanços no mapeamento e monitoramento de áreas de produção agrícola e pecuária, além de áreas de conservação e ecossistemas ambientais.


A Visiona é uma empresa dos grupos Embraer e Telebras voltada inteiramente à concepção de sistemas espaciais e está desenvolvendo atualmente o projeto VCUB, o primeiro satélite concebido pela indústria nacional.

O VCUB deverá servir para validar tecnologias espaciais e estará equipado com uma câmera de alta resolução e alta qualidade radiométrica voltada primariamente para os mercados agrícolas e de proteção ambiental.

Adicionalmente, o satélite também contará com um sistema de coleta de dados capaz de servir o mercado de Internet das Coisas (IoT) em localidades com pouca infraestrutura.

Caberá à Embrapa aplicar seus conhecimentos e tecnologias em agricultura, geotecnologias, automação, internet das coisas (IoT) e sistemas de tecnologia da informação (TI) aplicados à agricultura e inovação.


A Empresa vai desenvolver algoritmos especializados para tratamento e processamento de imagens espaciais, além de fornecer pesquisadores e técnicos especialistas em programas computacionais aplicados à agricultura, pecuária e meio ambiente para a disponibilização de serviços inteligentes e a criação de bancos estratégicos de imagens.

Já a Visiona fará o aporte de conhecimentos, tecnologias e insumos na área espacial para o desenvolvimento conjunto de sistemas inteligentes para o mercado agrícola. Em particular, através da parceria, as empresas poderão utilizar o projeto VCUB como ferramenta para o desenvolvimento de soluções avançadas.

O acordo ainda possibilita identificar e discutir outras oportunidades de atuação conjunta utilizando outras tecnologias espaciais.


Essa iniciativa envolve a Embrapa Informática Agropecuária, localizada em Campinas (SP), e a Secretaria de Inovação e Negócios (SIN) da Embrapa, que vão atuar no desenvolvimento de tecnologias e novas modelagens de negócios junto à Visiona e parceiros.

Com o acordo geral de cooperação, a Embrapa poderá contribuir também em outros temas de interesse da área agrícola, envolvendo inclusive mais centros de pesquisa da Empresa e diversas tecnologias.

O uso combinado de sensores, satélites, aplicativos e inteligência artificial caracteriza a atual fase de evolução da agricultura – denominada de agricultura 4.0, fortemente apoiada  pela TI.

Toda a cadeia produtiva tem buscado essas soluções para suporte aos processos de produção e de tomada de decisão, visando melhorar o desempenho e aumentar a sustentabilidade socioeconômica e ambiental do setor.


O mapeamento e o monitoramento, com alta precisão e em tempo real, das áreas de produção agrícola e pecuária, áreas de conservação e dos ecossistemas ambientais como um todo, estão entre os grandes desafios da agricultura atual que podem ser fortemente beneficiados pela integração dessas soluções tecnológicas inovadoras.

“Com o aperfeiçoamento dos sistemas, pode-se melhorar tanto o desempenho como os resultados alcançados, além de otimizar o uso de insumos e de recursos humanos e ambientais”, conta Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária.



Para o diretor de Inovação e Negócios da Embrapa, Cleber Soares, “a parceria tem grande potencial de desenvolvimento técnico que poderá ser aplicado na oferta de novos modelos de negócios a serem explorados pelas duas empresas ou junto a terceiros, gerando benefícios para toda a cadeia produtiva, em seus processos de produção e de tomada de decisão”.

A expectativa é que, posteriormente, outras Unidades da Embrapa também se envolvam no desenvolvimento de soluções com alto potencial de inovação.

O presidente da Visiona, João Paulo Rodrigues Campos, acredita que “a possibilidade de conjugar imagens com alta qualidade e coletar dados de sensores no campo faz do VCUB uma plataforma poderosíssima para aplicações agrícolas, e a parceria com a Embrapa será fundamental para transformar esse potencial em soluções concretas voltadas para o mercado brasileiro.”



Fonte: Site da Revista Tecnologia & Defesa - http://tecnodefesa.com.br