sexta-feira, 18 de abril de 2014

Campanha de Lançamento do VSB-30 Deverá Ser Iniciada Pela SSC a Partir da Próxima Semana

Olá leitor!

A Swedish Space Corporation (SSC) deve iniciar na próxima semana da Base de Esrange, na Suécia, a campanha de lançamento de mais um foguete VSB-30 brasileiro, este ligado a "Operação TEXUS-51", missão esta adiada no ano passado devido a problemas apresentados pelo lançador (plataforma de lançamento).

A previsão é de que o foguete seja lançado na primeira quinzena do mês de maio, sendo este o primeiro de três foguetes VSB-30 previstos para serem lançados dessa base sueca este ano.

Duda Falcão


Fonte: Swedish Space Corporation (SSC)

Participação do Brasil em Observatório Astronômico Trará Negócios e Novas Tecnologias Para Indústria, diz CNI

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (16/04) no “Portal da Indústria” destacando que a participação do Brasil em Observatório Astronômico trará Negócios e Novas Tecnologias para indústria, diz CNI.

Duda Falcão

Participação do Brasil em Observatório
Astronômico Trará Negócios e Novas
Tecnologias Para Indústria, diz CNI

Além das oportunidades que se abrirão para as empresas, o acordo beneficiaria
pesquisas científicas. Rede CIN promove missão ao observatório no Chile

Por Pedro Parisi
Do Portal da Indústria
16/04/2014

Fotos: ESO/H.H.Heyer
Observatório da região do Paranal, no deserto do Atacama.

O Brasil pode perder a chance de se tornar um centro de referência mundial em astronomia, se não ratificar a adesão ao Observatório Europeu do Sul (ESO), a mais completa e avançada rede de observatórios astronômicos do mundo. O convênio de R$ 850 milhões, cujos desembolsos serão feitos gradativamente ao longo de 10 anos, foi assinado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em 2011. No entanto, até agora o Brasil não fez nenhum pagamento acordado, porque o convênio está parado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados. A Comissão espera o aval do Ministério do Planejamento para liberar os desembolsos.

Mesmo assim, cientistas brasileiros foram autorizados a utilizar o conjunto de telescópios e equipamentos instalados no Deserto do Atacama, no Chile,  sem a necessidade de pagar pelas noites de observação. O custo de cada uma dessas noites varia entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. O Brasil é o primeiro país fora da Europa a receber o benefício e ser membro efetivo do Observatório Europeu do Sul.

Apesar de permitir as pesquisas, a falta de confirmação do convênio e dos pagamentos impede a participação de empresas brasileiras nas licitações para a construção de infraestrutura e compra de novos equipamentos para o complexo no Atacama. "Por estarem próximas do Chile, as empresas brasileiras têm mais chances de ganhar as concorrências para as obras e as compras do observatório. Estima-se que 75% do valor investido no consórcio retornem ao país na forma de contratos, pesquisas e nova tecnologias", diz o gerente executivo de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo. Ele falou ao Portal da Indústria. Assista:

Vídeo: José Paulo Lacerda

Os pagamentos prometidos pelo Brasil acelerariam a construção do Extremely Large Telescope (E-ELT), o maior do mundo, que custará R$ 3,34 bilhões. Com 39,3 metros de diâmetro, o instrumento multiplicará em até dez vezes a capacidade de observação de seus concorrentes e poderá ser o responsável por encontrar vida fora da terra.

RISCOS PARA O PAÍS - O atraso nas obras do telescópio preocupa a comunidade científica mundial. Se o Brasil não aderir logo ao convênio, pode ser expulso do ESO e prejudicar a construção do poderoso observatório. Além disso, pode perder a chance de ser o primeiro país a encontrar vida fora do sistema solar e entrar para o mapa dos grandes centros astronômicos do mundo.

O pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Sérgio Melendez conduz uma pesquisa justamente para encontrar planetas semelhantes à terra, que podem ter água ou vida, os chamados exoplanetas. "Nossa pesquisa é a maior do mundo e, no momento, está focada em procurar estrelas gêmeas do sol. Já temos 70 catalogadas", diz Melendez.

O Very Large Telescope é capaz de identificar os
faróis de um carro se ele estivesse na Lua.
A primeira fase do estudo ficará pronta em seis meses e só está sendo possível graças à adesão brasileira ao ESO. O segundo passo é procurar planetas orbitando essas estrelas. Por isso, a necessidade de um telescópio mais poderoso como o E-ELT. "Já publicamos artigo sobre uma estrela gêmea que é muito parecida com o sol. Descobrimos uma boa notícia: ela não tem planetas gigantes como Júpiter, por exemplo, o que aumenta as chances de ter planetas pequenos, como a terra. Agora, precisamos do E-ELT para confirmar isso. Nenhum outro telescópio no mundo é capaz de observar com tanta precisão", explica o astrônomo.

No consórcio, pesquisadores dos 15 países membros (incluindo o Brasil) enviam pedidos a um comitê, que avalia quanto tempo de observação distribuirá a cada país. Pela importância do projeto, Melendez  garantiu 88 noites até 2015, 60% do total concedido ao Brasil. De acordo com Adriana Válio, presidente da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), que representa 700 astrônomos, o Brasil conseguiu cerca de 20% do tempo que pediu para usar os grandes telescópios e 50% de tempo para usar os telescópios  menores, uma média parecida com a dos demais países.

MISSÃO EMPRESARIAL - No dia 28 de maio, a CNI organiza uma missão de empresários dos setores aeroespacial, metalmecânico, construção civil, eletroeletrônico, equipamentos óticos, além de parlamentares envolvidos na adesão do Brasil ao ESO ao observatório da região do Paranal, no deserto do Atacama. Os integrantes da missão, promovida pela Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), poderão visitar o mais avançado telescópio do mundo, o Very Large Telescope (VLT), capaz de identificar os faróis de um carro se ele estivesse na lua, um poder de observação quatro bilhões de vezes mais preciso que o olho humano. O instrumento mede 8,2 metros de diâmetro e fica a 2.635 metros de altitude.


Fonte: Portal da Indústria - http://www.portaldaindustria.com.br

Programa CBERS é Citado Como Exemplo Positivo de Cooperação Científica

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (17/04) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que o Programa CBERS foi citado como exemplo positivo de cooperação científica durante a abertura dia 16/04 do Simpósio Brasil-China para Colaboração Científica – FAPESP Week Beijing”.

Duda Falcão

Programa CBERS é Citado Como
Exemplo Positivo de Cooperação Científica

Agência FAPESP


Brasília, 17 de abril de 2014  Os bons resultados alcançados pelo programa Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS) foram citados como exemplo de parceria científica profícua entre Brasil e China no Simpósio Brasil-China para Colaboração Científica – FAPESP Week Beijing, aberto nesta quarta-feira (16), no Centro de Intercâmbio Yangjie, na Peking University, na China.

O evento, que termina amanhã (18), reúne pesquisadores brasileiros e chineses, além de cientistas de outros países com o objetivo de apresentar resultados de estudos avançados e estabelecer contatos que poderão resultar em futuras parcerias em pesquisa.

“É uma grande honra para a Peking University poder sediar a FAPESP Week Beijing, o primeiro simpósio internacional da FAPESP na China”, disse Enge Wang, presidente da instituição chinesa, na abertura do evento. “A colaboração internacional é fundamental para o futuro de nossa instituição e, nesse sentido, a parceria com a FAPESP é importante para que possamos ampliar o intercâmbio entre pesquisadores do Brasil e da China.”

Oportunidade – “Esse simpósio, organizado conjuntamente pela Peking University e pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), é uma grande plataforma para que pesquisadores dos dois países troquem ideias que poderão se mostrar importantes em suas pesquisas”, afirmou Enge Wang, presidente da instituição chinesa.

“A ciência é cada vez mais o resultado do trabalho e do esforço conjuntos de pesquisadores espalhados por todo o mundo e é um papel de instituições como a FAPESP criar formas de reuni-los e promover o processo de internacionalização da ciência”, disse Celso Lafer, presidente da FAPESP.

Ele lembrou que 2014 marca os 40 anos do restabelecimento das relações diplomáticas entre o Brasil e a China. Desde então, o país asiático se tornou o principal parceiro comercial do Brasil.

“Há muitas oportunidades de colaboração entre Brasil e China e este evento é uma oportunidade para que cientistas possam debater em quais áreas poderão desenvolver tais parcerias. Governos podem encorajá-los, mas depende dos cientistas, encontrarem áreas de interesse comum em que seja estabelecido o intercâmbio científico”, afirmou Valdemar Carneiro Leão, embaixador do Brasil em Beijing.

Hoje, há cerca de 1,5 mil brasileiros estudando na China, dos quais 300 com bolsas do governo chinês. Cerca de 1,5 milhão de chineses estudam no exterior, dos quais quatro mil estão no Brasil.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Planetário Tem Programação Especial no Aniversário de Brasília

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (17/04) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que o Planetário de Brasília tem programação especial de aniversário.

Duda Falcão

Planetário Tem Programação
Especial no Aniversário de Brasília

Ascom da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação

Foto:Valdivino Jr/AEB

Brasília, 17 de abril de 2014  O Planetário de Brasília preparou uma programação especial para comemorar os 54 anos da Capital do país nesta segunda-feira (21). O espaço também estará de portas abertas no feriado da Sexta-feira Santa (18) e todos os horários de sessões agendadas sem marcação serão transformados em sessões abertas. Com isso, o planetário disponibiliza sete sessões abertas.

No feriado de segunda (21), o centro astronômico oferece sessões comentadas na cúpula de projeção. O tema das apresentações será o Céu de Brasília. Nestas, também será possível ver imagens diferenciadas do espaço e fazer perguntas para a equipe do Planetário. O filme Origens da Vida volta à grade de exibição

Caso as condições do tempo sejam favoráveis, os visitantes poderão observar o Sol com equipamentos especiais e o acompanhamento de membros do Clube de Astronomia de Brasília (CAsB).

A Agência Espacial Brasileira (AEB) disponibiliza, novamente, a réplica da roupa de astronauta. A princípio, a peça, que fez grande sucesso entre crianças e adultos na reabertura do centro de Astronomia no final de 2013, fica em exibição até o final de maio próximo. O público também poderá visitar a Exposição Universo Incrível, parceria entre o Planetário e o Observatório Europeu do Sul (ESO).

OBA – Pela primeira vez, o Planetário aplicará as provas da 17ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e da 8ª Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog) no dia 16 de maio. Para esclarecer a população e os interessados (crianças e adolescentes), a equipe responsável pela atividade estará presente, ao longo de todo o dia.

A OBA é organizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a AEB.  Trata-se de um evento aberto à participação de escolas públicas ou privadas, urbanas ou rurais, sem exigência de número mínimo ou máximo de alunos. O Planetário se coloca na missão de apoio e fomento desta iniciativa e aplicará a prova para todas as crianças e adolescentes que queiram participar, mas não estão estudando em escolas já participantes.

Ao longo do ano, o centro astronômico promove outras atividades neste projeto. A partir de segunda (21), os interessados podem se inscrever para a prova da OBA no Planetário e solicitar informações pelo e-mail oba.planetario@gmail.com


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB) 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nova Atualização das Campanhas do Blog

Olá leitor!

Mais uma quinta-feira e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas. Segue abaixo a atualização dessa semana.

Em relação à campanha da “Petição Online da ACS - Mudanças Já ou o Destrato do Acordo”, essa semana lamentavelmente tivemos outro diminuto avanço, pulando de 708 para 710 assinaturas, ou seja, apenas 2 assinaturas no período. O resultado foi extremamente ruim e esperávamos um resultado bem melhor esta semana, e com a notícia de que a ACS pode está em processo de implosão correndo o risco de sofrer uma CPI, este é o momento para de fazer valer a nossa luta contra este acordo desastroso que vem literalmente boicotando o verdadeiro Programa Espacial Brasileiro. Vamos lá gente, vários profissionais do PEB já assinaram essa petição e continuamos contando com o seu apoio.

Já com relação à “Petição Online da Missão VLM-1/ITASAT-1”, essa semana tivemos um pequeno avanço, pulando de 741 para 743 assinaturas, ou seja, 2 assinaturas no período. Infelizmente para nós como na petição da ACS, continuamos com um número bem aquém do que necessitamos para pressionar o Governo e o Congresso Nacional nesse que talvez seja o melhor momento para isso. Vale dizer que para essa petição específica o tempo está se esgotando e pouco tempo ela não terá mais sentido. Vamos lá gente, contamos com a sua ajuda assinando e divulgando ambas petições.

Já quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, continuamos essa semana com os mesmos nove grupos inscritos desde o lançamento da campanha, ou seja, os grupos Auriflama FoguetesCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoNTAITA Rocket DesignUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo). Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar

Agora leitor, em relação á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas 7 colaboradores já finalizaram as suas contribuições do mês de abril, no vakinha.com.br. Foram Eles:

1 - Daniël Konrad Link
2 - Diego LvM
3 - Elison Gustavo (Idealizador da Campanha)
4 - Fabrício de Novaes Kucinskis (INPE)
5 - Hugo Ataides
6 - Jaime Gustavo Veras Alves
7 - José Félix Santana, Prof. (Presidente do CEFEC)

E um colaborador já se encontra em processo de confirmação de sua colaboração do mês de abril pelo vakinha.com.br. É ele:

1 - Carlos Alberto Barbosa de Oliveira

Bom leitor por enquanto é isto, e vamos continuar aguardando que a partir dessa semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

Artigo Destaca a Inovação Tecnológica nas Unidades do MCTI

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota da postada ontem (16/04) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que artigo destaca a Inovação Tecnológica nas unidades do MCTI.

Duda Falcão

Artigo Destaca a Inovação Tecnológica
nas Unidades do MCTI

Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Desenvolver pesquisas práticas e objetivas e promover a transferência do conhecimento produzido para toda a sociedade brasileira é uma das principais atribuições das unidades vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (INPE). Artigo de Arquimedes Diógenes Ciloni e Carlos Oití Berbert  apresenta algumas das contribuições dos institutos de pesquisa que ajudam a garantir ao Brasil um lugar de destaque no cenário internacional.

No artigo “As Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação no Contexto da Ciência Brasileira”, Arquimedes Ciloni e Carlos Oití apontam que os investimentos governamentais em inovação permitiram o desenvolvimento da urna eletrônica, por exemplo, uma das realizações do INPE, entre outros vários casos de sucesso das unidades do MCTI.

Os autores ressaltam que, no Brasil, a inovação tecnológica geralmente se faz no âmbito de órgãos públicos, visto que “grande parte do setor privado ainda prefere adquirir a tecnologia no exterior a desenvolvê-la no país”.

O artigo destaca o papel dos cursos de mestrado e doutorado das unidades do MCTI e traz ainda resultados de avaliações da CAPES que mostram, em geral, a evolução da pós-graduação oferecida pelos institutos.



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Divulgada pelo INPE a Relação de Candidatos Isentos de Taxa de Inscrição no Concurso da Carreira de Pesquisa

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota da postada ontem (16/04) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que foi divulgada pelo instituto a relação de candidatos isentos de taxa de inscrição no Concurso da Carreira de Pesquisa.

Duda Falcão

Divulgada Relação de Candidatos Isentos
de Taxa de Inscrição no Concurso
da Carreira de Pesquisa

Quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Foi publicada nesta quarta-feira (16/4) a relação dos candidatos que tiveram seus pedidos de isenção do pagamento da taxa de inscrição deferidos para o concurso público da carreira de Pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Confira aqui a relação.

Todos os editais e informações sobre o concurso público da carreira de Pesquisa, destinado ao provimento de vagas em cargos de Assistentes de Pesquisa, podem ser acessados a partir da página:



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Brasil Pode Ficar de Fora de Consórcio Astronômico

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo publicado no jornal O Globo e postada ontem (16/04) no site “www.defesanet.com.br“, destacando que o Brasil pode ficar de fora de Consórcio Astronômico.

Duda Falcão


Brasil Pode Ficar de Fora
de Consórcio Astronômico

Demora na ratificação de acordo de adesão ao ESO
prejudica cientistas e empresas

Eliane Oliveira
Para O GLOBO
Colaborou Cesar Baima
Postado no Defesanet em
16 de Abril, 2014 - 15:03 – (Brasília)

A demora na ratificação de tratados internacionais no país pode levar o Brasil a perder a chance de se juntar a um centro de referência mundial em astronomia. Até o momento, o Congresso não ratificou e, portanto, o Executivo não sancionou o acordo para adesão do país ao Observatório Europeu do Sul (ESO), maior consórcio de observatórios astronômicos do mundo.

O acordo, assinado em dezembro de 2010 pelo então ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Sergio Rezende, prevê o desembolso total de € 270 milhões (cerca de R$ 830 milhões) ao longo de dez anos. No entanto, até o momento não saiu um único tostão dos cofres públicos, já que o texto está parado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

Apesar da lentidão e da situação de "inadimplência" do Brasil - o primeiro país fora da Europa a concordar em se juntar ao ESO como Estado membro -, desde o fim de 2010 os astrônomos brasileiros foram autorizados a propôr projetos de utilização do conjunto de telescópios e equipamentos instalados no Chile em igualdade de condições com os cientistas dos atuais Estados membros do consórcio. Por outro lado, a não ratificação do acordo poderá impedir a participação de empresas brasileiras nas licitações para a construção de infraestrutura e compra de novos equipamentos pela instituição.

- Por estarem próximas do Chile, as empresas brasileiras têm mais chances de ganhar as concorrências para as obras e as compras do observatório. Estima-se que 75% do valor investido no consórcio retornem ao país na forma de contratos, pesquisas e nova tecnologia - disse o gerente executivo de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo.

Busca Por Vida Fora da Terra

Bonomo destacou, por exemplo, que os pagamentos prometidos pelo Brasil acelerariam a construção do European Extremely Large Telescope (E-ELT), que será o maior telescópio do mundo e está orçado em € 1 bilhão (R$ 3,07 bilhões). Com um espelho de 39 metros de diâmetro, o instrumento poderá captar 100 milhões de vezes mais luz que o olho humano e será ao menos dez vezes mais poderoso que os principais telescópios hoje em operação. Com ele, os cientistas esperam estudar a atmosfera e encontrar os primeiros sinais de vida em planetas extrassolares, isto é, que orbitam outras estrelas que não o Sol, além de ajudar a responder mistérios sobre a origem do Universo e a natureza da matéria e da energia escuras. Ficar de fora destas importantes pesquisas preocupa a comunidade científica brasileira.

- Não quero nem pensar nessa possibilidade, pois chegamos tão perto. Das quatro comissões que estão na Câmara, o texto já foi aprovado em três delas - disse a presidente da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), Adriana Válio.

Para o astrofísico José Leonardo Ferreira, do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB), a entrada do Brasil no ESO vai permitir um salto de qualidade do país no que se refere à utilização de grandes observatórios e laboratórios. Ele lembrou, porém, que o governo brasileiro já tem acordos em outros projetos com os Estados Unidos e nações europeias.

- Esse seria mais um passo importante para a comunidade científica brasileira. O Brasil não pode perder esse filão - ressaltou Ferreira.

Missão Empresarial

A presidente da SAB explicou que é preciso incluir alguma verba, mesmo que simbólica, no texto do acordo que está na Câmara. Todavia, consultado pelo GLOBO, o Ministério do Planejamento informou que desembolsos só serão previstos no Orçamento quando o acordo, ainda apenas um protocolo de intenções, for ratificado pelo Congresso e sancionado pela Presidência.

Procurado, o relator da matéria na Comissão de Finanças da Câmara, deputado Afonso Florence (PT-BA), não retornou as ligações até o início da noite de ontem.

Enquanto aguarda uma definição do processo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) está de olho nos potenciais negócios gerados pela adesão do Brasil ao ESO e organiza uma missão de empresários dos setores aeroespacial, construção civil, eletroeletrônico e equipamentos óticos, além de parlamentares envolvidos no processo, a um dos observatórios do consórcio na região de Paranal, no Deserto do Atacama.

Um dos objetivos é ver de perto equipamentos avançados como o Very Large Telescope (VLT). O VLT é formado por quatro telescópios com espelhos de 8,2 metros de diâmetro cada que podem atuar de forma independente ou em conjunto, sendo capaz de ver o equivalente a faróis de um carro na Lua.



Comentário: Olha, que me desculpem pela franqueza, mas se há alguém envolvido com essa iniciativa que ainda acredita que o governo desastroso dessa debiloide petista vai apoiar esse projeto, sinceramente não passa de um ingênuo que continuará sendo manipulado a bel prazer por esses energúmenos do Governo DILMA e da classe política que milita nos bastidores de Brasília. Esqueçam isso e procure focar suas iniciativas em parcerias independentes como já vinham sendo feitas, já que enquanto este governo estiver no poder vocês jamais terão ratificado esse acordo e duvido muito que qualquer outro governo o faça.

AEB Publica no DOU Extrato de Contrato do SARA Suborbital

Olá leitor!

Foi publicado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), no “Diário Oficial da União (DOU)” de hoje 17/04, o “Extrato de Contrato” relativo ao “Extrato de Dispensa de Licitação” do projeto SARA Suborbital I postado dia 15/04 aqui no blog. Veja abaixo o extrato em questão como publicado no DOU.

Duda Falcão

AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA

EXTRATO DE CONTRATO 17/2014
UASG 203001

Processo: 01350000207201308;
Dispensa Nº: 14/2014;
Contratante: AGENCIA ESPACIAL BRASILEIRA – AEB;
CNPJ Contratado: 96238134000114;
Contratado: CENIC ENGENHARIA INDÚSTRIA E  - COMERCIO LTDA;
Objeto: Contratação de empresa para realização de serviços técnicos especializados de engenharia voltados à integração e testes do veículo SARA Suborbital ao veículo de lançamento VS-40 e acompanhamento da missão de lançamento e resgate da carga útil.
Fundamento Legal: Art. 24,inciso XXXI da Lei nº8.666/93;
Vigência: 16/04/2014 a 13/02/2015;
Valor Total: R$1.616.307,65;
Fonte: 100000000 - 2014NE800102;
Data de Assinatura: 16/04/2014.

(SICON - 16/04/2014) 203001-20402-2014NE800001


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Seção 3 - pág. 11 - 17/04/2014

Comentário: Olha leitor, eu temia que isso pudesse acontecer, mas se não houve erro na publicação do período de vigência desse contrato, isto significa que mais uma vez trataram a opinião pública brasileira (aquela que acompanha o programa espacial com interesse) com total desprezo, fazendo da gente de palhaços. Extremamente revoltante e lastimável. A partir de agora passarei a tratar as notícias sobre o PEB e seus projetos com outro tipo de abordagem.

MCTI Envia Novos Servidores do INPE a China

Olá leitor!

Diário Oficial da União (DOU) de hoje (17/034) publicou três despachos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), autorizando um pequena “Força Tarefa” formada por três servidores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) a viajarem para China afim de participarem de ações técnicas relacionadas com o Satélite CBERS-4. Abaixo segue os despachos como publicados no DOU.

Duda Falcão

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

DESPACHOS DO MINISTRO
Em 11 de abril de 2014

Afastamentos do país autorizados na forma do Decreto nº 1.387, de 07 de fevereiro de 1995:

LUCAS DOS REIS RAIMUNDI, Tecnologista Júnior I do INPE, participar dos testes dos subsistemas de radiofrequência de responsabilidade brasileira do satélite sino-brasileiro CBERS-4 durante as atividades de integração e testes elétricos do modelo de voo, no Centro Espacial, em Pequim/China, no período de 15.04.2014 a 30.05.2014, com ônus para o INPE. Art. 1º, inciso V.

GUILHERME VENTICINQUE, Tecnologista Sênior III do INPE, participar do planejamento e execução dos testes elétricos do satélite CBERS 4, como membro da equipe brasileira de Integração e Testes do Laboratório de Integração Testes do INPE, em Beijing/China, no período de 15.04.2014 a 30.05.2014, com ônus para o INPE. Art. 1º, inciso V.

RODOLFO ANTONIO DA SILVA ARAUJO, Tecnologista Sênior III do INPE, participar, na qualidade de responsável pelo subsistema MWT - Transmissor de Dados das Câmeras MUX e WFI do programa CBERS, das atividades dos testes elétricos do Estado B do satélite CBERS-4 nas instalações da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (CAST), em Beijing/China, no período de 15.04.2014 a 01.05.2014, com ônus para o INPE. Art. 1º, inciso V.

CLELIO CAMPOLINA DINIZ


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Seção 2 - pág. 07 - 17/04/2014

Já Está a Disposição Online a 1ª Edição de 2014 da Revista JATM

Olá leitor!

Informo que a versão online do Volume 6 - número 1 (Jan. – Março. de 2014) do “Journal of Aerospace Technology and Management (JATM)”, já está à disposição e pode ser acessada pelo site www.jatm.com.br.

Essa revista é uma publicação cientifica e tecnológica editada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) com artigos que são selecionados por uma comissão composta por pesquisadores do IAE e membros da Comunidade Científica Brasileira.

A revista tem como objetivo principal divulgar os resultados de pesquisas científicas e tecnológicas relacionadas com o setor aeroespacial no país e fora dele, como também promover uma fonte adicional de interação e difusão com a comunidade científica.

Vale dizer que entre diversos artigos técnicos com assuntos variados e interessantes (Motor Foguete Hibrido, Balanço para Plataforma Baseada em Família de Satélites, entre outros) esta edição traz um artigo que chamou a minha atenção e creio eu, possa ser interessante para os pesquisadores brasileiros que atuam na área de nanossatélites. Trata-se do artigo intitulado “Disaster Monitoring Constellation Using Nanosatellites” de autoria dos pesquisadores argelinos Mohamed Kemeche, Haider Benzeniar, Ayhane Bey Benbouzid, Redha Amri e Nadir Bouanani do Centro de Desenvolvimento de Satélites da Agência Espacial Argelina (AEA).

Duda Falcão


Fonte: Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

AEB Firma Contratos Industriais Para Montagem do CBERS-4

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (16/04) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que a agência firmou contratos industriais para montagem do Satélite CBERS-4.

Duda Falcão

AEB Firma Contratos Industriais
Para Montagem do CBERS-4

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)


Brasília, 16 de abril de 2014 – A Agência Espacial Brasileira (AEB) firmou oito contratos com empresas nacionais do setor aeroespacial visando à integração e montagens de diversos equipamentos do CBERS-4, quinto exemplar da série do programa de satélites Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres.

Os contratos com as empresas Equatorial Sistemas, AEL Sistemas Mectron Engenharia, Orbital Engenharia, Omnisys Engenharia e Opto Eletrônica, englobam em sua maioria equipamentos das áreas de eletrônica, conversores de energia e câmeras para imageamento.

Todas estas empresas já foram fornecedoras de peças e equipamentos para a família de satélites CBERS, desenvolvida em parceria entre Brasil e China. Os contratos também estão em concordância com o preceituado no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) de “recorrer à indústria para reproduzir equipamentos já desenvolvidos e qualificados, capazes de atender a parte da demanda corrente a um custo menor, com prazos menores, além de manter a base industrial ativa”.

O lançamento do CBERS-4, inicialmente programado para 2015, foi antecipado para a segunda semana de dezembro próximo da China, conforme entendimento entre os dois países após a falha ocorrida com o veículo chinês lançador do CBERS-3, no final de 2013.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é leitor, como já vínhamos anunciado e apresentado, inicialmente através dos Extratos de Inexigibilidade de Licitação, e posteriormente através dos Extratos de Contratos Assinados (até agora cinco, faltam três serem publicados) está aí a notícia oficial.

Encontro na AEB Analisa Adoção de Sistema de Satélites Para Recursos Hídricos

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (16/04) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que um encontro realizado ontem (15/04) na sede da agência em Brasília analisou a adoção de sistemas de satélites para recursos hídricos.

Duda Falcão

Encontro Analisa Adoção de Sistema de
Satélites Para Recursos Hídricos

Coordenação de Comunicação Social (CCS-AEB)

Fotos: Valdivino Jr/AEB

Brasília, 16 de abril de 2014 – A viabilidade e alternativas de configuração de microssatélites para contribuir na missão da Agência Nacional de Águas (ANA) em sua coleta de dados hidrometeorológicos, com a cooperação gerencial e técnica da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foram debatidas nesta terça-feira (15) na sede da AEB.

O encontro, que teve também a participação de representantes de empresas do setor aeroespacial, foi aberto pelos presidentes da AEB, José Raimundo Coelho, e da ANA, Vicente Andreu Guillo. Para eles, é de vital importância que o país obtenha cada vez mais ferramentas que permitam não só ampliar o planejamento de recursos naturais, como mitigar os efeitos em maior escala de fenômenos como seca e chuva.

Os primeiros entendimentos para um serviço de satélites para coletar dados e reforçar a rede hidrometeorológica nacional se iniciaram em 2012, quando foi criado um grupo de trabalho formado pelas duas agências e o INPE. Para as instituições, o uso de sistemas espaciais é imprescindível para coletar dados em áreas geográficas em que se têm dificuldades de acesso.

Com o uso de satélites pode-se avaliar, com rapidez e razoável precisão, eventos dependentes das mudanças meteorológicas relativas à variação do tempo, especificando-se com precisão sua localização geográfica.

Iniciativas - O presidente da AEB disse ser muito importante que os usuários dos serviços de satélites apresentem suas necessidades e sugestões para o corpo técnico das instituições encarregadas do desenvolvimento de tecnologias espaciais e que dessa iniciativa faça parte o segmento industrial.

Guillo, por sua vez, lembrou ser necessário atrair outros parceiros para a proposta, o que ajudaria a robustecer os projetos. Para ele, a atual rede de coleta de dados presta um bom serviço ao país, mas poderia ser mais completa, evitando que fenômenos mais intensos como a atual seca no Nordeste e as enchentes no Sul tenham seus sinais detectados e avaliados com antecedência.

O encontro discutiu ainda algumas propostas de configurações de satélites, cargas úteis, tecnologias e órbitas. Todo esse conjunto de questões será formatado num relatório a ser analisado em breve num próximo encontro.



Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Bom leitor essa boa iniciativa da AEB/ANA surgiu quando o Raupp era ainda presidente da agência em 2012, e se deixarmos de lado o ‘enchimento de linguiça’ da nota acima, poderemos notar que de lá para cá (na maioria do tempo na gestão do Sr. José Raimundo Braga Coelho) pouco ou nada se avançou nessa parceria com a ANA, o que é extremamente lamentável, já que a ideia além de boa é necessária, e surge além de tudo como uma fonte de recursos alternativa para o desenvolvimento dessa tecnologia no país.