quinta-feira, 15 de novembro de 2018

ITASAT Será Lançado da Base Aérea de Vandenberg na Califórnia na Próxima Segunda-Feira

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (13/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que finalmente o Nanosatélite ITASAT-1  (este desenvolvido pelo ITA - Instituto Tecnológico de Aeronáutica ), finalmente será lançado no dia 19/11 (próxima segunda-feira) da Base Aérea de Vandenberg na Califórnia (EUA).

Duda Falcão

NOTÍCIAS

ITASAT Será Lançado da Base Aérea
de Vandenberg na Califórnia
na Próxima Segunda-Feira

Coordenação de Comunicação Social – CCS
Publicado em: 13/11/2018 - 18h38
Última modificação: 14/11/2018 - 09h53


Uma parceria entre a Agência Espacial Brasileira e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) resultou no desenvolvimento do nanossatélite ITASAT. O cubesat em formato 6U está previsto para ser lançado na próxima segunda-feira, (19.11), às 16h30 (horário de Brasília), da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia (EUA), pelo lançador Falcon 9.

O principal objetivo do projeto ITASAT é fomentar a capacitação de recursos humanos para atuar na indústria e nos institutos de pesquisas do setor aeroespacial brasileiro. O desenvolvimento do satélite e o lançamento foram integralmente custeados pela AEB.

Com dimensões de 10x20x30 centímetros, peso de 5,2 kg, o ITASAT tem como cargas úteis um transponder de coleta de dados desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais de Natal (INPE/CRN), um receptor GPS desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em parceira com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e uma câmera comercial com resolução de 80m.

O ITASAT será o quarto cubesat nacional a ser colocado no espaço. O primeiro, o NanosatC-Br1, foi desenvolvido pelo INPE e pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); o segundo, o AESP-14 foi desenvolvido pelo ITA. O terceiro, o SERPENS-1 do Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites foi desenvolvido por um consórcio de universidades e coordenado pela Universidade de Brasília (UnB). Todos esses cubesats contaram com recursos da AEB, no âmbito do programa de pequenos satélites.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Bom leitor, finalmente chegou a hora do ITASAT-1 ser lançado ao espaço. Desde que este nanosatélite era ainda um projeto de microsatélite, isto sob a coordenação do Prof. David Fernandes, e depois já na versão de nanosatélite, na coordenação do Cap. Eloi Fonseca e finalmente já na coordenação final do Prof. Dr. Luis Eduardo Loures da Costa, o Blog BRAZILIAN SPACE acompanha com grande interesse o desenvolvimento deste projeto. Vale dizer que este satélite foi o segundo ha ser desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o primeiro foi o AESP-14 que infelizmente falhou ao entrar em orbita. Entretanto leitor, pelo que sambemos, a equipe do ITA já trabalha com outras instituições nacionais e estrangeiras em dois novos projetos de pequenos satélites, são eles: o projeto do nanosatélite “SPORT” em parceria com o INPE, a NASA e três universidades americanas e o projeto da sonda Lunar “GARATEA-L”, em parceria com o consorcio Garatea. Vamos torcer leitor para que o ITASAT-1 seja um sucesso em órbita. Aproveitamos para agradecer a nossos leitores Mariana Amorim Fraga e Carlos Cássio Oliveira pelo envio desta notícia. Avante ITASAT-1.

sábado, 10 de novembro de 2018

Idade Estimada Para Oumuamua Afasta 'Hipótese Alienígena', Dizem Astrofísicos Brasileiros

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (08/11) no site “G1” do globo.com, destacando que segundo pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a hipótese do misterioso objeto  Oumuamua ser uma ‘nave espacial alienígena' é improvável devido a sua idade estimada.

Duda Falcão

CIÊNCIA E SAÚDE

Idade Estimada Para Oumuamua
Afasta 'Hipótese Alienígena',
Dizem Astrofísicos Brasileiros

Pesquisadores da UFRJ calcularam a idade do objeto com base na órbita de estrelas
ao redor da galáxias. Para eles, é improvável a hipótese de que
o Oumuamua foi enviado por extraterrestres.

Por Lara Pinheiro, G1
08/11/2018 - 15h02
Atualizado há 21 horas

Parece que não foi dessa vez que os extraterrestres estabeleceram contato. Dois cientistas brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram estimar a idade do Oumuamua, primeiro objeto interestelar a cruzar o Sistema Solar, entre 200 e 450 milhões de anos. A pesquisa será publicada neste mês na versão física da "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society".

Isso significa que a "panqueca alienígena" é jovem — para padrões estelares. Esse cálculo torna ainda mais improvável que o Oumuamua tenha sido enviado à Terra por alienígenas, como afirmaram pesquisadores de Harvard em prévia de artigo divulgada na última quinta-feira (1) e com data de publicação prevista para a próxima segunda-feira (12), na Astrophysical Journal Letters.

Quem explica é o primeiro autor do estudo, o doutorando Felipe Almeida Fernandes, que assinou a pesquisa em parceria com o orientador, Hélio Rocha Pinto, diretor do Observatório do Valongo, da UFRJ.

"Essa idade, que pode chegar a 1 bilhão de anos — considerando algumas fontes de incerteza — vai contra ele ter uma origem artificial. É muito pouco tempo para a vida surgir, evoluir, e chegar a seres vivos com capacidade para explorar o espaço. Na Terra, foram 4,5 bilhões de anos para isso", pondera.

Esses números valem para os padrões terráqueos de evolução. No entanto, se ele veio de fora do nosso sistema, poderia ser diferente se tivesse sido enviado pelos ETs?

"Poderia ser diferente. Com certeza. A gente só sabe o único exemplo que conhece, que é a Terra. Mas aí seria mais uma 'forçação de barra' que teria que ser feita para explicar que é uma nave", analisa Felipe. Ele usou um modelo da pesquisa do doutorado — que não é sobre o Oumuamua, e sim sobre órbitas de estrelas na galáxia — para calcular a idade da "panqueca alienígena".

Para Hélio Rocha Pinto, a hipótese da sonda extraterrestre também é improvável. "Como ele foi descoberto há um ano, tem muita gente falando muita coisa. Daqui a dois anos, essas ideias estapafúrdias vão ficando de lado. Na ciência, a gente levanta muita hipótese para que alguém possa refutá-las", ressalta.

Outros pesquisadores já haviam tentado calcular a origem do Oumuamua, mas não a sua idade, afirmam os cientistas da UFRJ. Saber quantos anos o objeto tem pode, no entanto, ajudar a entender de onde ele veio, explica Felipe.

"Essa idade significa que ele veio de um sistema planetário que orbita ao redor de uma estrela jovem — que não é o Sol. Todos os asteroides que a gente observa no Sistema Solar foram formados da mesma nuvem que deu origem ao Sol. Esse, não. Foi formado junto com uma nuvem que deu origem a uma outra estrela, a outro sistema planetário. O Oumuamua ficou orbitando ali até ser expulso. Pode ser por vários motivos: pode ter sido uma interação gravitacional com outro planeta ou ele pode ter sido parte de um corpo maior que sofreu uma colisão e aí foi ejetado", explica.

Apesar de o intervalo possível para a idade do Oumuamua ser grande — Felipe considera até 1 bilhão de anos como sendo possível, apesar de menos provável — isso ajuda a eliminar estrelas mais antigas, como as que têm 13,7 bilhões de anos — a idade do Universo.

Foto: JPL/NASA
Oumuamua.

Características Naturais

Fora a idade, a “panqueca alienígena” tem algumas características que podem ser explicadas naturalmente, dizem os cientistas. Além disso, a teoria da vela solar — de que o Oumuamua teria uma espécie de motor, movido a luz solar e colocado artificialmente, também levanta dúvidas por parte dos especialistas.

Confira abaixo alguns dos (outros) motivos pelos quais o Oumuamua pode não ter sido, afinal, enviado pelos aliens:

1) A teoria dos ETs explica só uma coisa — a aceleração

"Eles pegaram somente um aspecto — de que o Oumuamua se afastou do Sol com uma velocidade maior do que a esperada", diz Hélio Rocha Pinto.

Ao se aproximar do Sol (sim, o nosso), o Oumuamua deveria acelerar, devido à força gravitacional. Isso aconteceu. Ao se afastar, ele deveria, no entanto, andar mais devagar — e andou, só que não tão devagar quanto era esperado, explica Felipe Fernandes. Isso foi o que levou os cientistas de Harvard a cogitarem a hipótese da vela solar, colocada por alguém.

2) Mesmo assim, a vela solar não explica tudo

"Para a vela solar funcionar, ele teria que ficar próximo de uma estrela para receber a propulsão, senão teria que ter um motor próprio. E, se tem um motor próprio, alguém colocou. Só que isso não foi detectado", diz Hélio Rocha Pinto. "Além do mais, não foram detectadas ondas eletromagnéticas características de sondas", pontua.

"Os cientistas que publicaram a teoria da vela solar aceitam que o Oumuamua tem uma superfície rica em carbono, e dizem que pode ser causado pelo fato de a vela acumular partículas ricas em carbono ao longo da viagem. Isso poderia acontecer, mas o problema é que poeira de carbono é muito escura, então a estrutura não iria mais refletir a luz — e é isso o que faz ela funcionar. Então não dá pra ter uma vela solar coberta de material rico em carbono", explica o astrônomo Alan Fitzsimmons, da Universidade de Belfast, na Irlanda do Norte, que publicou um artigo na revista "Nature" sobre a composição do Oumuamua.

3) A aceleração pode ter sido causada por liberação de gás

Alguns cientistas já haviam levantado a hipótese de que a aceleração misteriosa do Oumuamua tenha sido causada por liberação de gás na sua superfície — de modo similar ao que ocorre em um cometa.

"A pequena aceleração detectada é similar àquela vista em muitos cometas normais orbitando o nosso Sol, causada pela liberação do gás na direção do Sol. Isso empurra o cometa na direção oposta", explica Alan Fitzsimmons.

"A natureza dele ainda é controversa, porque ele apresenta propriedades de um asteroide, por não ter a cauda de um cometa. Quando se aproxima do Sol, o cometa apresenta uma cauda, que é o gelo sendo expulso da superfície dele. Não foi observado no Oumuamua, mas pode estar abaixo do limite de detecção do telescópio", observa Felipe Fernandes.

4) O formato dele — de panqueca — é meio estranho. (Nisso, tanto os que acreditam nos aliens quanto os que duvidam deles concordam)

"Ele é muito alongado. O comprimento dele é quase dez vezes maior que a largura. Esse formato fortalece a ideia de que ele se formou através de uma colisão, e não a partir do processo de aglutinação das partículas que existem no disco de matéria que dá origem aos asteroides, planetas e cometas do Sistema Solar", explica Felipe.

Mesmo que o Oumuamua não seja do nosso sistema, diz o cientista, "nós não esperamos que o processo de formação destes corpos em outros sistema seja muito diferente do processo que aconteceu aqui".

5) A órbita

A órbita do Oumuamua, explica Felipe, é circular. Se o objeto tivesse sido lançado por ETs, essa seria a opção que gastaria menos energia. Mas, ao mesmo tempo, a origem do objeto teria que ser ainda mais específica. "Teria que ser uma estrela de origem que está à mesma distância do centro da galáxia que o Sol. É um grande salto de raciocínio", diz.

Fora isso, diz Alan Fitzsimmons, o Oumuamua não está somente girando.

"Nossos dados telescópicos mostram que o Oumuamua não estava simplesmente girando, mas caindo pelo espaço, como pode ser esperado de objetos que foram ejetados de seus sistemas planetários originais", explica.

A Solução Está Próxima, Dizem os Pesquisadores

Os cientistas acreditam que, em pouco tempo, será possível determinar a frequência com que objetos semelhantes ao Oumuamua aparecem no espaço — até lá, não se pode afirmar nem mesmo se ele é raro ou não.

A observação desses objetos não era feita antes porque não havia instrumentos poderosos o suficiente para olhar o céu à procura deles, explicam os astrônomos. O telescópio que detectou o Oumuamua começou a fazer observações somente em 2010. Um novo telescópio, em construção no Chile, é um exemplo de novas possibilidades — assim como o observatório Gaia, da Agência Espacial Europeia, que já está em operação.

"Não vai demorar para acontecer. Vamos ter mais precisão para determinar a velocidade das estrelas e descobrir qual delas deu origem ao Oumuamua", acredita Felipe Fernandes.


Fonte: Site “G1” do globo.com – 08/11/2018

Comentário: Pois é leitor, agora foi à vez dos astrofísicos brasileiros se posicionarem contrários a hipótese dos pesquisadores de Harvard e assim vai.

SGDC - Telebras Recebe “Oscar” da Indústria de Data Centers Pelo Centro de Operações Espaciais

Olá leitor

Veja abaixo leitor uma notícia publicada dia (08/11) no site “Defesanet”, destacando que Telebras recebeu “Oscar” da indústria de data centers pelo Centro de Operações Espaciais do SGDC-1.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL – ESPECIAL ESPAÇO – TECNOLOGIA

SGDC - Telebras Recebe “Oscar” da
Indústria de Data Centers Pelo
Centro de Operações Espaciais

A obra, que atende ao projeto SGDC e conta com selo internacional
de confiabilidade, competiu com importantes obras de
empresas do Brasil e do exterior.

Defesanet
08 de Novembro, 2018 - 16:46 ( Brasília )

SGDC - Telebras recebe “Oscar” da indústria de
data centers pelo Centro de Operações Espaciais.

A maior premiação do setor na América Latina foi realizada, 06NOV2018, em São Paulo. A obra, que atende ao projeto SGDC e conta com selo internacional de confiabilidade, competiu com importantes obras de empresas do Brasil e do exterior.

A TELEBRAS recebeu o prêmio de Melhor Prestação de Serviço Digital do Setor Público na edição latino-americana do DataCenter Dynamics Awards 2018 pela obra do Centro de Operações Espaciais - Principal (COPE-P), em Brasília. A estrutura abriga o centro de operações e monitoramento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), sendo parte integrante do segmento terrestre do projeto SGDC. A premiação, realizada na terça-feira, 6, em São Paulo, é conhecida como “Oscar” da indústria e destaca iniciativas de inovação, eficiência e os melhores projetos de engenharia.

Ao levar o troféu da categoria, a TELEBRAS ficou à frente de conceituados projetos do Banco do Brasil, da SABESP, e do Instituto Mexicano de Seguro Social.

Com uma área construída de aproximadamente 14 mil m², o COPE-P já se posiciona como referência nacional e internacional pela complexidade e modernidade de suas instalações. Dotado de dupla abordagem óptica e redundância de todos os seus sistemas de infraestrutura crítica (energia, climatização, segurança e conectividade), o projeto é o único do setor de telecomunicações do Brasil a ter certificação TIER IV – que atesta a confiabilidade dos serviços.

Foram investidos cerca de R$200 milhões nesta etapa que compreende o COPE-P, utilizando a ferramenta BIM (Building Information Modelling), que proporcionou maior transparência nos custos, no controle das implantações e na gestão, assim como no monitoramento da obra – atributos cada vez mais relevantes para execução de obras públicas.

Ao final, serão entregues aos órgãos de controle da Administração Pública as informações referentes ao acompanhamento físico-financeiro da obra, ao orçamento e informações sobre ciclo de vida, manutenção e garantias de todos os equipamentos do data center.

“A união desses fatores coloca a TELEBRAS, empresa governamental atuando no setor estratégico do Governo Federal, como uma das melhores provedoras de serviços digitais protegidos do Brasil e detentora tecnologia de alto desempenho e confiabilidade”, comemorou o diretor administrativo-financeiro da TELEBRAS, Paulo Ferreira. Ele acompanhou a cerimônia ao lado dos engenheiros Rodrigo Botelho Machado e João Luiz Ramalho de Castro, responsáveis pela condução das obras do COPE-P.

A obra foi dividida em duas etapas. A primeira etapa possibilitará a migração dos equipamentos satelitais necessários para operação do SGDC para suas instalações definitivas. A segunda etapa, por sua vez, consistirá na entrega das áreas administrativas do complexo, não impeditivas para o início da operação do satélite, e está prevista para o primeiro semestre de 2019.

Os Benefícios do SGDC

O SGDC cobrirá 100% do território brasileiro, incluindo áreas de fronteira, localidades isoladas e de difícil acesso, assim como regiões do Oceano Atlântico conhecida como Amazônia Azul. O principal objetivo desse projeto é fornecer internet banda larga de alta qualidade a preços acessíveis para milhões de brasileiros em todo o país, utilizando a banda Ka para cumprir o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), incluindo a execução de políticas públicas como o Programa Internet para Todos que irá conectar escolas, postos de saúde e localidades em todo o Brasil. O projeto SGDC também conta como parte importante o atendimento aos projetos estratégicos de defesa nacional, onde a área militar opera serviços em banda exclusiva (banda X).


Fonte: Site do defesanet

Comunidade Espacial da América Latina e Caribe Deseja Maior Envolvimento das Universidades nos Programas Espaciais

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (09/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que a “Comunidade Espacial da América Latina e Caribe” deseja maior envolvimento das universidades nos programas espaciais.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Comunidade Deseja Maior Envolvimento
das Universidades nos Programas Espaciais

Coordenação de Comunicação Social – CCS
Publicado em: 09/11/2018 - 18h05
Última modificação: 09/11/2018 - 18h07


Representantes da comunidade espacial da América Latina e Caribe reuniram-se no dia 1º de novembro em Buenos Aires (Argentina), no 3º Fórum Espacial Internacional 2018. A delegação brasileira teve como chefe o diretor de Satélite, Aplicações de Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Gurgel, que participou pela primeira vez das discussões sobre a oportunidade de maior envolvimento das universidades latino-americanas e caribenhas nos programas espaciais.

As discussões resultaram na Carta de Buenos Aires, documento que enfoca uma compreensão mais profunda sobre os desafios da América Latina e Caribe na área espacial para os próximos anos. A AEB apresentou iniciativas já em curso que atendem aos anseios do evento, como a seleção de candidatos pela AEB para mestrado, doutorado e treinamento de curta duração na Universidade de Beihang, na China com apoio do Centro Regional de Educação em Ciência e Tecnologia Espacial filiado às Nações Unidas; seleção e apoio a candidatos para o programa NASA I2; suporte financeiro para conferências e feiras realizadas este ano.

Outro destaque da AEB foi a implantação e operação do Centro Vocacional Tecnológico (CVT-Espacial), que com menos de um ano de funcionamento já recebeu mais de mil alunos do ensino médio da cidade de Parnamirim (RN), região onde encontra-se instalado o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), uma das bases de lançamento e rastreio do Brasil.

O processo de transferir para o Brasil a secretaria do Centro Regional de Educação em Ciência e Tecnologia Espacial para a América Latina e o Caribe (CRECTEALC) e a proposta da AEB de criar um Conselho Diretor ampliado com representantes da região, também fazem parte dos tópicos discutidos no evento.


Satélites

Os dois satélites de sensoriamento remoto – o CBERS-4A (parceria Brasil-China) e o Amazônia 1 – previstos para entrarem em órbita em 2019, também foram objetos de discussão. Os dois satélites seguem as políticas de dados livres abertos para imagens de resolução moderada de alta qualidade, contribuindo assim para aumentar a resolução temporal do Sentinel e do Landsat.

No que se refere à Ciência Espacial, a AEB está discutindo com a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE), o desenvolvimento do segundo satélite da missão SABIÁ-MAR 2, a ser desenvolvido pelo Brasil com base na Plataforma Multimissão. A Argentina e o Brasil estão comprometidos com o sucesso da missão que analisará os oceanos, em escala global, e as áreas costeiras do Brasil e da Argentina, fornecendo dados de alta qualidade.

O diretor da AEB Carlos Gurgel concluiu as iniciativas da AEB, enfatizando o compromisso do Brasil com o uso pacífico do espaço e seu apoio a todas as iniciativas que aumentarão a qualidade de vida dos povos da América Latina e do Caribe com base em ciência e tecnologias espaciais.

Promovido pela Federação Internacional de Astronáutica (JAF), da Agência Espacial Italiana (ASI) e da CONAE, o Fórum contou com discussões abertas e produtivas e buscou as melhores soluções para os desafios da América Latina.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Oumuamua, o Asteroide Visitante

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo do blogueiro colunista Cássio Barbosa postado hoje (09/11) no site “G1” do globo.com tendo como destaque o misterioso objeto Oumuamua.

Duda Falcão

CIÊNCIA E SAÚDE – BLOG DO CÁSSIO BARBOSA

Oumuamua, o Asteroide Visitante

Por Cássio Barbosa, G1 *
09/11/2018 - 09h37
Atualizado há 7 horas

Foto: JPL/NASA
Oumuamua.

Então, essa semana nós ficamos sabendo que a Terra teria sido visitada por uma nave espacial alienígena. Dois eminentes astrônomos de Harvard anunciaram em um artigo científico que o asteroide 1I/2017 U1, mais conhecido como Oumuamua (mensageiro, em língua nativa havaiana) que passou a 30 milhões de km da Terra e atualmente está deixando o Sistema Solar não era um asteroide, mas sim uma nave espacial. Um artefato alienígena capaz de viajar pelo espaço movido pelo empurrão da luz das estrelas.

O rebuliço causado por essa revelação foi intenso, e ainda continua reverberando, mas será que é isso mesmo? Porque está publicado então é isso mesmo?

Vem comigo que eu explico.

O asteroide Oumuamua foi descoberto em 2017 por Robert Weryk usando o observatório PANSTARS em Haleakala, Havaí. Esse observatório faz parte da rede de monitoramento do céu que cataloga asteroides buscando aqueles possam trazer algum risco de colisão. Depois de descoberto, um alerta foi enviado à vários pesquisadores cadastrados na rede de com alguns elementos de sua órbita já conhecidos. Foi aí que se percebeu que tinha algo, digamos, diferente nele.

Ele vinha muito rápido, com uma velocidade em torno de 110 mil km/h. Também vinha de uma direção pouco comum para os asteroides. Ele entrou fazendo um ângulo de quase 90 graus com o plano da eclíptica, o plano onde se alinham as órbitas dos planetas. Juntando as duas informações, ficou evidente que a origem do objeto não poderia ser a Nuvem de Oort, o reservatório de cometas de longo período do Sistema Solar. Outro fato que ajudava nessa certeza de sua origem era o fato de que ele não exibia uma cauda como os cometas. Um asteroide quase não tem água ou materiais voláteis, ao contrário dos objetos de vêm da Nuvem de Oort, ou mesmo do Cinturão de Kuiper, o reservatório de cometas de curto período. Ou seja, ele teria mesmo que vir de fora do nosso sistema planetário.

Essa sempre foi uma possibilidade muito aguardada pelos astrônomos. Receber e estudar um objeto vindo de outro sistema estelar. O problema é que a gente não estava preparado para tão ilustre visitante. Só conseguimos estudá-lo daqui da Terra mesmo. Ou com o Hubble, o que dá quase na mesma. Ainda não temos capacidade de resposta tão rápida (e talvez de tecnologia também) a ponto de lançar uma sonda para ao menos passar a poucos quilômetros do asteroide para estuda-lo em detalhes. Mas com nossos equipamentos conseguimos alguns resultados interessantes.

Por exemplo: sabemos que os milhões de anos vagando pelo espaço sendo bombardeado por raios cósmicos o deixaram com uma crosta avermelhada. Sabemos também que ele é alongado como um charuto, a proporção comprimento/largura é algo como 10 para 1, ou seja, ele é 10x mais comprido do que largo. Outra coisa é sua rotação bizarra. Ele gira no sentido do seu comprimento além de rodar para o lado. Esse é um comportamento típico de objeto que tenha sofrido uma colisão. Mesmo tendo passado a apenas 30 milhões de km, um quinto da distância Sol-Terra, não pudemos ver nenhum detalhe de sua superfície, mas estudos cuidadosos das imagens não mostraram nenhuma emissão de gás ou mesmo poeira, mostrando que o bicho não poderia ser cometa mesmo.

Mas a treta começou por outros motivos.

Sempre que se tentava observar o Oumumua, os cálculos de suas coordenadas nunca batiam com sua posição no céu; ele sempre estava mais adiantado. Quando um objeto entra no Sistema Solar ele é acelerado pela gravidade do Sol, e, ao passar pelo periélio, a menor distância entre o objeto e o Sol, ele pega o caminho de saída do sistema. Aí o papel da gravidade é o de desacelerar o objeto. Sua velocidade vai caindo gradativamente até que o cometa ou o asteroide volte para o espaço profundo, em geral, com a mesma velocidade com que entrou.

Foto: JPL/NASA
Órbita do Oumuamua.

Só que com o Oumuamua a história está diferente: ele sempre está mais adiantado que o esperado, ou seja, ele vai mais rápido do que o previsto. Isso significa que ou ele não está desacelerando de acordo com a teoria, ou tem alguma coisa acelerando-o. Como a primeira opção é impossível, pois a gravidade de Newton já foi testada e aprovada em escalas muito maiores do que o Sistema Solar, tem que ser a segunda opção.

De fato, alguns fatores podem mesmo ser responsáveis por dar um empurrão em objetos no espaço. Por exemplo, jatos de gás podem empurrar e até fazer o núcleo de um cometa girar. A própria luz do Sol pode empurrar um objeto no espaço. Quando a luz (ou qualquer radiação) atinge um objeto, ela o empurra levemente — mas levemente mesmo: é a chamada pressão de radiação. Só que, no espaço, esse leve empurrão pode ser percebido ao longo do tempo e faz mesmo os objetos desviarem de seu comportamento esperado.

Veja o caso do recém-aposentado telescópio espacial Kepler: quando uma de suas rodas de inércia pifou definitivamente, o que daria um fim ao seu sistema de posicionamento, a NASA conseguiu dar uma sobrevida a ele usando apenas 2 rodas e a luz do Sol para mantê-lo na posição desejada. A pressão da luz solar conseguia manter o Kepler estável, sempre apontado na direção desejada com um leve, mas contínuo, empurrão solar.

Isso tudo foi levado em conta na história do Oumuamua, mas ainda assim as contas nunca fechavam. Nesta hora é que entram Shmuel Bialy e Abraham Loeb, do Centro de Astrofísica de Harvard.

Segundo a dupla, Oumuamua é um artefato construído por seres de outro sistema estelar para cruzar o espaço aproveitando a luz das estrelas para empurrá-lo, ou seja, um clássico veleiro estelar! Bialy e Loeb passam o artigo inteiro discutindo a origem da tal da aceleração “anômala” e que tipo de objeto natural poderia aproveitar tão bem esse empurrãozinho. Somente na conclusão do trabalho é que eles sugerem que só um objeto construído e mandado deliberadamente para o espaço na rota observada para o Oumuamua poderia se encaixar nas características observadas.

A tá.

Depois de ler o artigo, eu fiquei com a certeza de que, se eu tivesse escrito aquilo, nunca seria publicado. Eu ou qualquer outro astrônomo de um país menos influente, por assim dizer, que os EUA. Bialy e Loeb, apesar de computar o efeito do empurrão da luz solar, esqueceram de computar o efeito do aquecimento dela. É bem sabido que o Sol esquenta a face do objeto que está virado para ele e quando gira fazendo a parte quente ficar na sombra, essa face emite o calor de volta para o espaço. Isso também gera um impulso leve no objeto. Pequeno, mas suficiente para alterar uma órbita ao longo do tempo. Esse efeito é chamado de efeito Yarkovsky. Ele é bem complicado de se calcular, pois exige que saibamos os coeficientes de absorção (e de emissão) do objeto, a área iluminada, a massa total do objeto e suas dimensões, entre outras coisas, mas é algo real e mensurável.

Esqueceram também que isso já foi observado antes nas sondas Pioneer e Voyager. O caso ficou conhecido como a gravidade anômala da Pioneer 11, que insistia em estar à frente de sua posição esperada, tal qual Oumuamua. Esse é um problema que sempre atiçou minha curiosidade e procurei muita coisa a respeito. Li um trabalho recentemente que dizia que a melhor explicação estava realmente no efeito Yarkovsky, mas que era impossível calculá-lo com precisão. Cada parte das naves tem um formato e composição diferentes, absorvendo e emitindo calor de forma diferente, sem mencionar o calor que se propaga para dentro da nave. É simplesmente impossível modelar e calcular a contribuição de cada peça. Veja que ninguém quis usar isso para dizer que era um raio trator alienígena puxando as naves para as profundezas do espaço.

Eu não sou um estraga prazer ranheta que fica reclamando do trabalho dos outros. Eu adoraria que o Oumuamua fosse mesmo um artefato construído para estudar a galáxia e tivesse passado por aqui — mas como dizia Carl Sagan: “afirmações extraordinárias requerem evidências extraordinárias” e neste caso está tudo muito fraco. O objeto foi monitorado também em rádio para saber se havia alguma emissão suspeita e nada, até o limite da radiação emitida por um aparelho de celular, nada foi detectado. Na boa, tá difícil de engolir.

E então por que a dupla de Harvard fez um negócio desses?

Bom, difícil dizer. Alguns cientistas gostam de causar tumulto no meio acadêmico com a intenção de começar ou incendiar uma discussão. Isso não é de todo ruim, mas às vezes pode dar um rebu que em nada ajuda no progresso da ideia, tipo agora.

Tem outra coisa tão importante quanto o efeito Yarkovsky que ninguém está levando em consideração. Loeb é o presidente do conselho consultivo e diretor de teoria científica do Breakthrough Initiatives, bem como da Fundação que confere um prêmio de mesmo nome. E o que isso tem a ver? Quase nada: essa iniciativa envolve um bilionário russo e teve até mesmo Stephen Hawking em seus quadros e uma de suas iniciativas é justamente construir uma frota de veleiros estelares aproveitando a luz do Sol e um laser de alta potência emitido da Terra para chegar em Alfa Centauri em 25-30 anos. Coincidência, né?

Depois de tudo isso, me vem à cabeça aquela peça de Shakespeare: “Muito barulho por nada”. Não concorda?

* Colunista Cássio Barbosa – É doutor e pós-Doutor em Astronomia, leciona na Universidade do Vale do Paraíba.


Fonte: Site “G1” do globo.com - 09/11/2018

Comentário: Pois é leitor, este colunista é mais um dos que defende que o artigo dos pesquisadores da Universidade de Harvard foi equivocado, mas insisto que, na verdade tanto um lado como o outro estão especulando, pois são apenas observações preliminares, onde cada um puxa a farinha para o seu saco. Sendo assim eu aqui também poderia fazer as minhas especulações. Enfim... Agradecemos ao nosso leitor Rui Botelho pelo envio deste artigo.

AEB e INPE Divulgam Esclarecimentos Sobre Satélites CBERS

Caro leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (09/11) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o instituto e a Agência Espacial Brasileira (AEB) divulgaram esclarecimentos sobre Satélites CBERS.

Duda Falcão

NOTÍCIA

AEB e INPE Divulgam Esclarecimentos
Sobre Satélites CBERS

Por INPE
Publicado: Nov 09, 2018

São José dos Campos-SP, 09 de novembro de 2018

Em razão da nota publicada no Jornal da Força Aérea Brasileira (NoTaer), Ano XLI, No. 10, Outubro de 2018, que contém o artigo intitulado “Carponis-1 desperta interesse de órgãos públicos federais — Primeiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto está previsto para entrar em órbita em 2022”, que se refere comparativamente às características técnicas do satélite CBERS-4, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) vêm a público esclarecer alguns aspectos dessa e de outras missões de sensoriamento remoto conduzidas pelo Programa Espacial Brasileiro.

O Programa CBERS nasceu de uma parceria inédita entre Brasil e China no setor técnico- científico espacial firmada em 1988 e que completou 30 anos em julho deste ano. Com ela, o Brasil ingressou no seleto grupo de Países detentores da tecnologia de geração de dados primários de sensoriamento remoto, tão importante em um país com as dimensões do nosso. Os satélites com as características dos da família CBERS inseriram Brasil e China na categoria dos países detentores dos satélites mais utilizados em todo o mundo, como Estados Unidos (Programa Landsat — atualmente Landsat-8 — da NASA/USGS, Índia (Resourcesat) e União Europeia (satélites SENTINEL 2A e 2B do programa Europeu Copernicus). Suas especificações refletem o compromisso técnico entre resolução espacial, espectral e ciclo de revisita que atende à maioria das aplicações de satélites em todo o mundo.

Graças ao programa CBERS mais de 4.000.000 (quatro milhões) de imagens foram baixadas gratuitamente pelos usuários, pela Internet, junto ao Centro de Dados de Sensoriamento Remoto do INPE em Cachoeira Paulista, o que faz do Brasil um dos maiores distribuidores de imagens de satélite dessa categoria em todo o mundo. Essas imagens são usadas em importantes campos, como o controle do desmatamento e queimadas na Amazônia Legal, O monitoramento de recursos hídricos e de áreas agrícolas, o acompanhamento do crescimento urbano e da ocupação do solo, em educação e em inúmeras outras aplicações. Em particular são fundamentais para grandes projetos nacionais estratégicos, como o PRODES, de avaliação do desflorestamento na Amazônia, o DETER, de avaliação do desflorestamento em tempo real, e o monitoramento das áreas canavieiras (CANASAT), entre outros.

No caso específico do satélite mais recente da família (o CBERS-4 citado no artigo em referência), a partir de dados de distribuição de imagens de julho de 2018, verifica-se que órgãos de governo solicitaram cerca de 14.000 imagens (2,5% do total demandado), enquanto unidades de ensino cerca de 31.000 imagens (5,6%). O dado mais interessante é que empresas dos setores agrícola, florestal e de mineração, solicitaram mais de 490.000 imagens (mais de 90% do total de aproximadamente 541.000 imagens baixadas). Essa forte demanda do setor privado é uma inequívoca demonstração de como imagens de satélite CBERS agregam valor a seus negócios, como fonte de informações estratégicas.

Vale a pena recapitular um pouco da história até que esses números fossem alcançados: o Programa CBERS contemplou num primeiro momento apenas dois satélites de sensoriamento remoto, os CBERS-1 e 2. O sucesso do lançamento pelo foguete chinês Longa Marcha 4B e o perfeito funcionamento do CBERS-1 (lançado em outubro de 1999) e CBERS-2 (outubro de 2003) produziram efeitos imediatos. Brasil e China decidiram expandir o acordo e incluir outros três satélites da mesma categoria, os satélites CBERS-2B (setembro de 2007) e os CBERS-3 (dezembro de 2013, que não alcançou a órbita designada) e CBERS-4 (dezembro de 2014).

O CBERS-4, atualmente em operação em órbita e citado no artigo em referência, é um satélite de classe mundial, levando a bordo duas câmeras brasileiras (MUX e WFI) e duas chinesas (PAN e IRS). A câmera MUX possui resolução de 20 metros, revisita de 26 dias, quatro bandas no visível e infravermelho próximo, produzindo imagens coloridas RGB de alta qualidade, comparáveis às produzidas pelos melhores satélites de sua classe em todo o mundo. A câmera WFI, de campo largo de 900km, possui resolução de 63m, imagens também coloridas RGB e uma revisita de 5 dias, o que faz dela a mais utilizada em aplicações como o monitoramento em tempo real de desmatamento. A câmera chinesa PAN possui resolução em RGB de 10m e de 5m quando usada no modo pancromático. Já a IRS possui bandas no infravermelho médio e termal, com suas aplicações específicas.

Com o sucesso do CBERS-4, pela demanda das aplicações e pela qualidade das imagens geradas, Brasil e China, representados pelas respectivas agências espaciais, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a China National Space Administration (CNSA), assinaram um novo protocolo complementar para o desenvolvimento e fabricação de mais um satélite do Programa CBERS: o CBERS-4A. Esse satélite está sendo integralmente montado no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), onde são realizadas todas as operações de integração mecânica e elétrica, os testes funcionais, as verificações e os ensaios ambientais.

O CBERS-4A levará a bordo duas câmeras brasileiras similares às do CBERS-4 (MUX e WFI) e uma chinesa (WPM). A câmera MUX (com a nova altitude do satélite) irá gerar imagens de 16m de resolução, e revisita de 31 dias. A câmera WFI terá resolução de 55m e uma revisita de 5 dias. A câmera chinesa WPM terá resolução de 2m em modo pancromático e de 8m em RGB. Este satélite seguirá para a China em maio de 2019, com lançamento previsto para outubro de 2019. Com o início de suas operações previsto para os primeiros meses de 2020, o CBERS-4A atenderá tanto a demanda por imagens de média resolução — a da clientela tradicional do Programa, quanto a parcela relevante da demanda nacional por alta resolução.

A despeito de sua enorme relevância, o Programa CBERS sozinho não esgota todas as iniciativas nacionais. Enquanto os satélites dessa série são desenvolvidos em parceria com outra nação (China), cabendo ao Brasil a responsabilidade por 50% do artefato a partir do CBERS-3, o Programa Espacial Brasileiro, coordenado pela Agência Espacial Brasileira, não descuidou da busca por desenvolvimentos plenamente nacionais. Como resultado, diferentemente do Projeto Carponis-1 da Força Aérea Brasileira que será adquirido no exterior, está em integração no momento, também no LIT, o satélite Amazonia-1, de sensoriamento remoto, um desenvolvimento nacional para imageamento de média resolução voltado para a área ambiental, com lançamento previsto para maio de 2020. As soluções de engenharia desse satélite deverão servir de base para uma série de outros desenvolvimentos na área de aplicações de sensoriamento remoto (inclusive em alta resolução), e na área científica.

Também é fundamental observar que em todos os casos citados, os satélites da série CBERS e o Amazonia-1, houve forte envolvimento da indústria nacional, em parceria com a Agência Espacial Brasileira e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Estes programas têm sido um importante indutor da inovação no parque industrial brasileiro, que se qualifica e moderniza para atender aos desafios do Programa Espacial Brasileiro. Neste contexto, O desenvolvimento dos satélites CBERS-3 e CBERS-4 propiciou cerca de R$ 400 milhões em investimentos na indústria nacional. A política industrial adotada pelo INPE e AEB tem permitido a qualificação de fornecedores e a contratação de serviços, partes, equipamentos e subsistemas junto a empresas nacionais.

Finalmente, um aspecto relevante a ser pontuado na cronologia aqui apresentada, é que, para todos os efeitos práticos, a primeira missão de sensoriamento remoto que contou com desenvolvimento e controle nacional, foi lançada há 19 anos. Tão importante quanto, seu sucesso deveu-se também à longa experiência do INPE nessa disciplina do conhecimento, iniciada com a recepção dos dados Landsat em 1973, portanto há 45 anos.

Com esses projetos a AEB, órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), juntamente com o INPE, um de seus órgão executores, buscam atender tanto ao objetivo de oferecer soluções para as demandas nacionais públicas e privadas por imagens, quanto desenvolver a engenharia e a indústria nacionais, única forma de alcançar soberania no setor e incentivar o seu crescimento econômico.

Quase meio século de experiência na área; centenas de profissionais formados e atuando neste mercado; milhões de imagens distribuídas; uma indústria que, embora relativamente pequena, subsiste e teima em crescer; trinta anos de cooperação na área espacial com uma das nações mais desenvolvidas na área espacial. Tudo isso alcançado, a despeito das dificuldades e dos desafios para o desenvolvimento de ciência e tecnologia em nosso País — esta sim é uma história da qual devemos nos orgulhar, e nela, as futuras iniciativas do governo brasileiro na área espacial, especialmente nas aplicações de sensoriamento remoto, devem buscar exemplos e inspiração.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Pois é leitor veja ai a visão do INPE e da nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB). Agradecemos a nossa leitora Mariana Amorim Fraga pelo envio desta notícia.

Engenharia Aeroespacial: O Que Você Precisa Saber

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo postado ontem (08/11) no site do Educa Mais Brasil (E+B Educação) tendo como destaque  o que você precisa saber para cursar e atuar na área de Engenharia Aeroespacial.

Duda Falcão

CARREIRA

Engenharia Aeroespacial:
O Que Você Precisa Saber

Saiba mais sobre o curso e a área de atuação desse profissional

Por Adriele Oliveira
Fonte: E+B Educação 
08/11/2015


O curso de Engenharia Aeroespacial tem como objetivo formar profissionais capacitados a projetar, construir e realizar manutenção e inspeções necessárias em veículos espaciais: satélites, lançadores suborbitais, foguetes, helicópteros e aviões. Essa área também está relacionada ao gerenciamento das atividades que ocorrem no espaço e aos sistemas de coordenação do tráfego aéreo. 

Nos anos iniciais da graduação, o aluno tem uma formação básica comum aos cursos de Engenharia, como Física, Química e Computação. Nos anos seguintes, o foco é para as disciplinas específicas da Engenharia Aeroespacial, como Mecânica de Voo, Estruturas Aeroespaciais, Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos e Sistemas de Propulsão. Além do conteúdo teórico, o aluno tem contato com muitas atividades práticas em laboratórios, onde ele projeta, constrói e testa sistemas e protótipos.

A graduação em Engenharia Aeroespacial tem duração média de 5 anos, distribuídos em 10 semestres letivos. Como ainda é um campo em desenvolvimento no Brasil, somente algumas instituições de ensino públicas oferecem essa graduação, entre elas: Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, em São José dos Campos, São Paulo; Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte; Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Joinville. 

O Mercado de Trabalho Para Engenharia Aeroespacial

O aquecimento da indústria aérea e de comunicação tem contribuído para a expansão do mercado de trabalho para o Engenheiro Aeroespacial. Ainda são necessários mais investimentos no setor aeroespacial no Brasil, no entanto, há uma demanda por profissionais capacitados, devido ao elevado grau de conhecimento exigido dos Engenheiros Aeroespaciais.

O curso de Engenharia Aeroespacial prepara o profissional para atuação na indústria aeroespacial, na projeção de satélites e foguetes, desde o seu lançamento até a operação. Assim como na manutenção de aviões em grandes companhias aéreas. Outra área possível de atuação é em institutos de pesquisa, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE.


Fonte: Site da E+B Educação - https://www.educamaisbrasil.com.br

Comentário: Pois é leitor acho que estas informações serão uteis para quem quiser cursar e trabalhar nesta área de Engenharia Aeroespacial. Boa sorte a todos.

Jovem PAN News Entrevista o Eng. Lucas Fonseca do Consorcio Garatéa

Olá leitor!

O programa “Perguntar Não Ofende” da Jovem PAN News, apresentado pelo jornalista Augusto Nunes, entrevistou no dia de ontem (08/11) o Eng. Lucas Fonseca (coordenador do consórcio Garatéa, o maior consórcio espacial brasileiro na atualidade).

Nesta entrevista o Eng. Lucas Fonseca fala de sua trajetória profissional entre outros assuntos, como o New Space e as próprias atividades do consórcio Garatea e de sua missão lunar. Vale a pena conferir.

Duda Falcão