sábado, 20 de abril de 2019

A Conquista Privada do Cosmo

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo publicado na edição de abril de 2019 da “Revista Pesquisa FAPESP” tendo como destaque a conquista privada do espaço.

Duda Falcão

ASTRONÁUTICA

A Conquista Privada do Cosmo

Cápsula da empresa SpaceX voa até a Estação Espacial Internacional e pode devolver
aos Estados Unidos a capacidade de colocar em órbita seres humanos

Por Ricardo Zorzetto
Revista Pesquisa FAPESP
Edição 278  - Abril de 2019

Foto: Joel Kolwsky/NASA
O foguete Falcon 9, pronto para ir ao espaço,
com a cápsula Crew Dragon no topo.

Eram 2 horas e 49 minutos da madrugada de 2 de março, na Flórida, Estados Unidos, quando foram acionados os motores do foguete Falcon 9, produzido pela empresa SpaceX, do bilionário e entusiasta de viagens espaciais Elon Musk. De uma base no Centro Espacial Kennedy, partia para um teste inaugural a primeira cápsula projetada e desenvolvida por uma companhia privada para levar seres humanos ao espaço. Produzida sob a supervisão da NASA, a agência espacial norte-americana, a Crew Dragon comporta sete pessoas. Naquele sábado, levava apenas um manequim portando o traje espacial da empresa com sensores para medir a aceleração a que um astronauta seria submetido no voo.

Três minutos após o lançamento, o Falcon 9 já se encontrava a 90 quilômetros (km) de altura e deixava para trás seu primeiro estágio, que pousaria para ser reutilizado em outra missão. O motor do segundo estágio impulsionou a cápsula a até 200 km de altitude e a cerca de 27 mil quilômetros por hora. Nesse momento, aos 10 minutos de voo, um globo terrestre de pelúcia passou a flutuar ao lado do manequim, apelidado de Ripley em homenagem à personagem da atriz Sigourney Weaver no filme Alien (1979). A Crew Dragon estava no espaço. No dia seguinte a cápsula se conectaria de modo autônomo à Estação Espacial Internacional (ISS), antes de retornar à Terra em 8 de março e ser resgatada no Atlântico, próximo à costa da Flórida. Após o restauro, ela deverá ser usada em outro voo-teste para avaliar os dispositivos de segurança em caso de falha no lançamento. As cápsulas Crew Dragon, depois de um voo, ainda podem servir para o transporte de carga.

O teste da Crew Dragon é um feito inédito e duplamente simbólico. Demonstra que uma empresa comercial alcançou maturidade tecnológica para realizar voos até a órbita terrestre com eficiência, segurança e um custo inferior ao de programas tradicionais das agências espaciais governamentais. Também indica que os Estados Unidos estão perto de recuperar a autonomia para levar seres humanos ao espaço por conta própria. Hoje o país depende dos foguetes russos Soyuz.

“O lançamento bem-sucedido de hoje marca um novo capítulo em excelência americana, deixando-nos mais perto de, outra vez, fazer astronautas americanos voarem em foguetes americanos a partir de solo americano”, escreveu James Bridenstine, diretor da NASA, no Twitter após o lançamento. Mais tarde, em entrevista à imprensa, ele foi mais conciliador: “Queremos ter certeza de que manteremos nossa parceria com a Rússia, forte desde a era Apollo-Soyuz, mas também queremos ter certeza de que temos capacidade própria de ir à Estação Espacial Internacional e retornar”. A parceria da NASA com a SpaceX integra o new space, modelo de negócios em que a agência espacial compra produtos e serviços de empresas privadas.

Não é a primeira vez que uma cápsula da SpaceX aporta na ISS. De 2012 a 2018, uma versão mais simples – a Dragon, destinada ao transporte de carga – realizou 15 voos e atracou 14 vezes à estação, um laboratório situado a uma altitude que varia de 330 km a 435 km, na órbita baixa do planeta, essencial para experimentos em ambiente de microgravidade e a investigação dos efeitos de longos períodos no espaço sobre o corpo humano. Sua construção e manutenção consumiram US$ 150 bilhões – um terço, em viagens para reabastecimento e troca de tripulação.

Imagem: NASA
Chegada da cápsula à Estação Espacial Internacional.

A fim de baixar os custos, a NASA contratou em 2008 os voos da SpaceX e de um consórcio concorrente, a United Launch Alliance (ULA), formado pela Boeing e pela Lockheed Martin, fabricantes de aviões comerciais e militares, satélites e mísseis. As 12 primeiras viagens da SpaceX saíram por US$ 1,6 bilhão, dinheiro que ajudou a evitar a falência da empresa espacial de Musk, também fundador da fabricante de carros elétricos Tesla (ver Pesquisa FAPESP nº 265).

Há uma grande diferença entre transportar alimentos e equipamentos ou astronautas. No segundo caso, as exigências de segurança e controle ambiental da cabine (como pressão e temperatura) são bem mais rigorosas. A aceleração do foguete pode levar o corpo dos tripulantes ao limite do suportável. No caso do Falcon 9, o empuxo equivale ao de cinco Boeing 747 com motores à plena força, capaz de pôr 22,8 toneladas na órbita baixa da Terra (até 2 mil km de altura). Além disso, mecanismos de controle e propulsão têm de ser extremamente confiáveis, com sistemas redundantes.

“Fazer um módulo autônomo de transporte de astronautas chegar à ISS é um grande feito”, afirma o engenheiro de infraestrutura aeronáutica Carlos Augusto Teixeira de Moura, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB). “Sair do nível de transporte de cargas para o de tripulantes exige a superação de uma série de desafios técnicos, o que torna o projeto extremamente caro”, diz.

Há oito anos os norte-americanos dependem dos russos para ir à ISS, a um custo cada vez maior (US$ 80 milhões por assento). De 1981 a 2011, os astronautas da NASA chegavam lá em ônibus espaciais, mais confortáveis, sofisticados e, sobretudo, caros. Eles levavam até sete pessoas e eram mais versáteis – podiam trazer satélites de volta à Terra ou ser usados no reparo do telescópio Hubble. Em 135 voos, houve dois acidentes: a explosão do Challenger, em 1986, e a do Columbia, em 2003. Cada viagem custava de US$ 450 milhões a US$ 1,5 bilhão. Com os anos, elas consumiram boa parte do orçamento da NASA.

Imagem: NASA
Lançamento do Atlantis, o quarto ônibus espacial norte-americano,
em 3 de outubro de 1985.

“Os ônibus espaciais eram como uma Ferrari”, compara Oswaldo Loureda, doutor em engenharia aeroespacial e professor da Universidade Federal da Integração Latino-americana (UNILA), em Foz do Iguaçu, Paraná. “Seus motores eram uma obra de arte da engenharia, mas cada um custava quase US$ 1 bilhão e, após cada viagem, exigia revisões e reparos que podiam durar um ano”, conta Loureda, também fundador e diretor-técnico da Acrux Aerospace Technologies, startup brasileira especializada na produção de pequenos foguetes, drones e estruturas para microssatélites.

Os russos tiveram seu ônibus espacial, o Buran, que voou apenas uma vez. O preço levou-os a optar pelos foguetes Soyuz, robustos, confiáveis e baratos – o voo sai por US$ 50 milhões. Em diferentes versões, o Soyuz foi ao espaço 1.700 vezes desde 1966, com raros acidentes.

“As naves Soyuz nunca prezaram pelo conforto dos viajantes”, conta o engenheiro aeroespacial Lucas Fonseca. Ex-integrante da missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), Fonseca dirige a Airvantis, empresa de tecnologia aeroespacial voltada para a produção de microssatélites e apoiadora da missão brasileira Garatéa-L, que pretende levar um deles à órbita da Lua. “Na Soyuz, os tripulantes são submetidos a acelerações próximas ao limite do suportável.”

Com a Crew Dragon, a SpaceX promete mais conforto a um custo mais baixo. Em março, enquanto a cápsula permaneceu no espaço, o astronauta canadense David Saint-Jacques, o primeiro tripulante da ISS a visitá-la, descreveu-a como “uma experiência de ‘classe executiva’”.

“O voo da Crew Dragon à ISS serviu como teste de validação da tecnologia e do modelo concorrencial”, afirma o engenheiro e empreendedor brasileiro Sidney Nakahodo, cofundador e diretor-executivo da New York Space Alliance, startup sediada nos Estados Unidos que fomenta o desenvolvimento de startups espaciais e atua para facilitar a transferência de tecnologia da NASA para as empresas. “O evento é um marco na era espacial. A SpaceX mostrou ser capaz de atender os requisitos da NASA e que problemas tão complexos podem ter soluções oferecidas pelo mercado”, afirma.

Outros dois voos da Crew Dragon estão planejados para breve. No primeiro, a cápsula, sem tripulantes, simulará um abortamento de missão após o lançamento. Se os sistemas de segurança funcionarem como o esperado, em julho, os astronautas Robert Behnken e Douglas Hurley devem usá-la para ir à ISS. Ainda este ano, a cápsula de transporte de astronautas CST-100 Starliner, da Boeing, projetada para ser reutilizável, deve realizar seu primeiro voo não tripulado.

Imagem: NASA
Módulo russo Soyuz, em viagem de retorno da Estação
Espacial Internacional para a Terra em abril de 2006.

A aposta na SpaceX e na Boeing é parte do programa Commercial Crew, da NASA. Iniciado há uma década, ele visa reduzir os gastos com projetos ao comprar produtos desenvolvidos e testados por novas empresas do setor aeroespacial. Nele, a agência identifica uma necessidade a ser atendida – por exemplo, a construção de um módulo de transporte –, determina as características do produto e, em geral, um limite a ser gasto. A execução fica por conta de uma ou mais empresas vencedoras da licitação, que escolhem a tecnologia de manufatura e o modelo de negócio.

É uma estratégia diferente da seguida pelas agências espaciais desde a Guerra Fria, quando a NASA e a agência espacial da então União Soviética, a Rosaviakosmos (hoje Roscosmos), não poupavam esforços e recursos. Nos Estados Unidos, a NASA projetava um foguete ou uma cápsula do início ao fim e contratava uma empresa para construí-la, usando a infraestrutura e técnicos da agência. Nesse sistema, o old space, não havia limite de gasto. Adotando a política de preços cost-plus, a NASA pagava o custo do desenvolvimento e uma porcentagem de lucro.

Os princípios do new space surgiram nos anos 1970 e tomaram corpo nas duas últimas décadas com a criação de empresas como a Blue Origin, do multibilionário Jeff Bezos, dono da Amazon; a SpaceX, de Elon Musk; e Virgin Galactic, do magnata britânico Richard Branson. “Na essência, são empresas de tecnologia de gestão enxuta que propõem modelos de negócio próprios e sustentáveis, baseados em atividades de infraestrutura espacial. Elas não dependem dos ensejos governamentais, mas podem ter o governo como cliente”, explica Fonseca, da Airvantis. Essas empresas nasceram com a intenção de baratear o acesso ao espaço e já são cerca de 500 no mundo – poucas no Brasil, como a Airvantis e a Acrux.

“Há um movimento disruptivo rápido na indústria aeroespacial”, afirma Loureda, da Acrux. Caso avance, o novo modelo pode complicar a vida das agências que operam à moda antiga. Para alguns especialistas, seria uma chance de negócio para países sem tradição na área espacial. “Esse movimento permite envolver o setor privado no desenvolvimento de projetos que, a priori, não se sabe quanto vão custar e antes ficavam a cargo das agências governamentais”, comenta Luiz Gylvan Meira Filho, presidente da AEB de 1994 a 2001. “Isso pode estimular empresas brasileiras a atuarem em atividades que não são do interesse de órgãos governamentais locais.”

Moura, da AEB, também vê no new space uma oportunidade. Há no Brasil cursos de engenharia aeroespacial e uma infraestrutura que existe em poucos países, como o laboratório para a montagem de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Caso o Congresso brasileiro e o norte-americano aprovem o acordo de salvaguardas tecnológicas assinado em março, Alcântara pode despertar o interesse de países que queiram colocar satélites em órbita a custo mais atraente e, por exemplo, impulsionar o desenvolvimento de empresas que atuem no apoio a lançamentos. “O Brasil é um grande comprador de serviços espaciais. Temos de aproveitar o embalo do new space para nos tornarmos fornecedores”, afirma.

As empresas brasileiras poderiam atuar ainda no fornecimento de equipamentos de satélites, pequenos lançadores e experimentos em microgravidade. Para que isso ocorra, lembra Nakahodo, o desafio do Brasil é criar um ambiente favorável aos empreendedores. Loureda, da Acrux, afirma: “É o momento de o país decidir se vai ser ator ou espectador”.


Fonte: Revista Pesquisa FAPESP - Edição 278 - Abril de 2019

Comentário: Pois é leitor, chegou a hora, na verdade já passou da hora, e o caminho é o modelo New Space, seguido no Brasil pelas startups espaciais brasileiras como a Airvantis, Acrux, CLC Consultoria, PION Labs, VSAT Space Program entre outras, portanto temos (o governo) que tornar o caminho dessas startups mais cômodo com uma política espacial antenada com a nova realidade do setor, pra que assim possamos tirar o atraso em que nos encontramos mais rapidamente. Sarava meu pai isso possa acontecer, não há mais tempo a perder.

Brazil’s Launch Site is in a Great Location, But Will US Rocket Companies Want to Use It?

Hello reader!

It follows an article published day (03/21), in the website of THE VERGE, noting that Alcantara Rocket Base is really in a great location, but will American rocket companies want to use it?

Duda Falcão

POLICY

Brazil’s Launch Site is in a Great Location,
But Will US Rocket Companies Want to Use It?

The pros and cons of the Alcântara Launch Center

By Loren Grush
Mar 21, 2019, 1:30pm EDT
Photo: Space Imaging / Getty Images

Photo: Space Imaging / Getty Images

On Tuesday, the Trump administration signed a preliminary agreement with Brazil that could one day lead to US rockets launching from the South American country’s coastal spaceport. President Trump praised the idea of using the site, arguing that “because of the location, tremendous amounts of money would be saved.” But while the launch site offers up a few key benefits to US launch providers, it’s possible that these advantages may not be enough to draw all major rocket companies to the area.

The biggest asset of Brazil’s spaceport is its proximity to the equator. The site, known as the Alcântara Launch Center, is located at a latitude of just 2.3 degrees south. For anyone launching a rocket, that’s a juicy spot. There aren’t many options on Earth for launching that close to the equator, and the site would make it much easier for satellite operators to send payloads into an equatorial orbit. Additionally, rockets at the equator get an extra boost in speed, thanks to the Earth’s rotation, which helps rockets save on fuel.

THE BIGGEST ASSET OF BRAZIL’S
SPACEPORT IS ITS PROXIMITY
TO THE EQUATOR

However, the logistics of setting up a new launch site in Brazil could be an issue for some. The larger US rocket companies, such as SpaceX, the United Launch Alliance, and Blue Origin, already have multiple options for launching out of the US that are relatively close to the equator. A new site would need a lot of upfront investment in order to create the ground infrastructure in Brazil to support each company’s unique rocket design. It’s a lot of money and work for a small amount of benefit in flights. Plus shipping overseas to Brazil can add an extra layer of time and money that wouldn’t be an issue when launching from the US.

There are some launch providers on the smaller end of the rocket scale that see big opportunities in Brazil. Companies like startup Vector, which are focused solely on launching small satellites, have openly advocated for the chance to launch out of Alcântara. It would allow them to launch missions that they simply cannot do in the United States because of their smaller size. Since the company’s hardware isn’t as big as that of a Falcon 9 or an Atlas V rocket, very little investment is needed to make the launchpad infrastructure. “I think it’s really going to be the domain of the future small rockets that go there,” Jim Cantrell, CEO and co-founder of Vector, tells The Verge.

WHY BRAZIL?

Rockets launching again from Alcântara would reinvigorate what was once a major national resource for Brazil. Numerous sounding rockets took flight from the area throughout the 1990s. But in 2003, a rocket intended for orbit exploded on the site’s launchpad during some ground tests, killing 21 people nearby and leveling the pad’s launch tower. The accident halted Brazil’s efforts to launch two planned satellites, and the country’s space efforts have had difficulty recovering.

Photo: AFP / Getty Images
Wreckage at the Alcântara Launch Center,
following the 2003 explosion.

Since then, Brazil has been looking for international partnerships to bring other countries’ vehicles to Alcântara. The country even courted the Bush administration back in 2000 to bring commercial launches to the site, but those efforts were met with opposition from Brazilian lawmakers. Now, Brazil is trying again. In 2018, the government invited two major US players in aerospace, Boeing and Lockheed Martin, to visit Alcântara, according to a report in Reuters. The goal is to offer up a cheaper location than the nearby Guiana Space Centre in South America’s French Guiana where all of Europe’s rockets take flight.

Alcântara boasts a few impressive geographic benefits that are needed for a spaceport. It’s on the coast of Brazil, with the Atlantic Ocean to the east. That’s key for a launch site, as many rockets launch eastward to match the direction of Earth’s orbit. Launching over a large body of water is important for safety, as it reduces the risk of a falling rocket part hitting someone on the ground or damaging someone’s property. It’s the reason why US launches occur in coastal areas, such as Cape Canaveral, Florida, or the Vandenberg Air Force Base in California.

BRAZIL HAS A SLIGHT ADVANTAGE
OVER CAPE CANAVERAL

Brazil has a slight advantage over Cape Canaveral, which is located at around 28.5 degrees north. Being near the equator is great for sending satellites into a type of orbit known as a geostationary orbit. This is a path 22,000 miles above the Earth’s equator where satellites are traveling at the same speed as the Earth’s rotation. The result is that satellites basically hover over the same patch of Earth at all times. It’s a perfect spot to deposit a communications satellite or a surveillance probe that needs to look at the same region of the planet at all times.

Photo: NASA / Getty Images
A SpaceX Falcon 9 takes off from Cape Canaveral, Florida.

Getting to geostationary orbit from Florida takes a little extra work, though. Rockets must deposit a satellite on a path that’s slightly askew from the equator (at a 28.5-degree tilt), and the satellites then need to change their direction in orbit by burning an onboard engine. That requires fuel, which takes up space on a satellite and influences the vehicle’s design. At a spot like Alcântara or the Guiana Space Center, such a plane change would be minuscule, requiring less fuel.

Additionally, the Earth is actually moving faster at the equator than other points on the planet, which is good news for rockets. The Earth’s equator is its widest section, so it has a long way to travel each time the planet makes a full 24-hour rotation. One spot on the equator has to go a much greater distance than a spot near the poles, for instance. So a rocket launching on the equator gets an extra speed boost, making it easier for the vehicle to reach the extra high velocities needed to achieve orbit. The rocket doesn’t need as much fuel, making launches more efficient and potentially allowing companies to pack in more cargo on a flight.

“You can use a less powerful rocket to launch the same satellite, or you can launch a bigger satellite using the same launch vehicle,” Lakshmi Kantha, a professor of aerospace engineering at the University of Colorado Boulder, tells The Verge.

WHO ACTUALLY WANTS TO LAUNCH FROM BRAZIL?

Are all of these benefits enough to lure major US companies to Brazil? It’s not an enormous inconvenience to ship rockets over water. In fact, Arianespace ships its rockets by boat from Europe and Russia to French Guiana. The ULA also ships parts of its Delta IV Heavy by boat, and NASA used to ship the Space Shuttle’s external tank from New Orleans to Florida. “Large ships are used to accommodate oversized hardware,” Dennis Jenkins, an aerospace engineer at the California Science Center who used to work on the Space Shuttle, tells The Verge. “Most large rockets throughout history have been shipped at least partially by sea.”

THE PERFORMANCE BENEFIT OF
MOVING EVEN FARTHER SOUTH
ISN’T GOING TO BE AS
CONSEQUENTIAL FOR US
COMPANIES

However, moving by boat is time-consuming and somewhat costly, especially when traveling to Brazil via the Panama Canal. “That, of course, is one of the problems with ships — they’re very slow,” says Jenkins. Having a launch site closer to where a rocket is built does make things more efficient. Recently, SpaceX CEO Elon Musk noted that the company’s next-generation rocket, the Starship, would be built in Texas and Florida, next door to two of SpaceX’s launch sites. Plus, locations like Texas and Florida are still quite far south, so the performance benefit of moving even farther south isn’t going to be as consequential for US companies, as it would be for Russia or European nations.

Then there’s the cost of outfitting Alcântara to meet a launch provider’s needs. For larger rockets, companies will have to add concrete pads, towers, and fuel storage tanks to the surrounding area to support flights of their vehicles. Creating all of that in the Brazilian jungle, where there is minimal infrastructure in place already, will require a lot of work and investment. Plus, all of this would be in service to booking more missions to geostationary orbit, which is a type of flight that has seen a recent downturn in the market.

Photo: Vector
A Vector rocket, which stands about 40 feet tall.

SpaceX already told Reuters that it was not interested in building at Alcântara and declined to comment to The Verge. Boeing and Lockheed Martin, which oversee the United Launch Alliance, confirmed they had looked at the site but haven’t made any major plans to invest there yet. “While we have made no concrete plans at this time, the potential for a new launch site is an encouraging development given the global interest in fast and efficient launch opportunities,” a representative for Lockheed Martin said in a statement to The Verge. Boeing declined to comment.

Ultimately, Alcântara may be a better investment for rocket companies that don’t look like SpaceX or ULA, ones that are chasing another market entirely. Companies like Vector are only capable of launching smaller satellites to low Earth orbit, and these types of probes are incapable of changing their directions significantly in space. So if a small satellite operator wants to go into a lower orbit over the equator, they basically have to launch at the equator. “Virtually nobody is launching any rockets to low Earth orbit equatorial orbits,” says Cantrell. “Virtually nobody.” Vector hopes to be one of the first companies to offer that option, claiming that around 10 customers have asked for it.

“ALL WE REALLY NEED
THERE IS A CONCRETE PAD.”

An extra boost in speed for a small launcher like Vector means much more than for SpaceX or the ULA. It could be the difference between launching 200 pounds and 300 pounds, opening up the company to different types of missions. Plus, the infrastructure and transportation costs for Vector’s smaller rockets are less of an inconvenience. “All we really need there is a concrete pad like we built already in Alaska, and we need permission to launch,” Cantrell says, adding that the company’s rocket can fit inside of an airplane.

Alcântara is nowhere close to being open for the US rocket business yet. The US signed what is known as a technology safeguards agreement with the company, which is the same kind of agreement Bush signed back in 2000. The deal needs to be approved by the Brazilian Congress, and if that happens, there are still a lot of regulatory hurdles to go through. But if it is allowed someday, the site seems much more suited for smaller rockets than bigger ones.


Source: Website THE VERGE - https://www.theverge.com

Comentário: Um interessante artigo deste site THE VERGE, porém leitor de minha parte não acreditamos que a SpaceX ou qualquer outra grande empresa do mercado (americana ou não) venha se interessar pela Base de Alcântara, pelo menos não num primeiro momento, isto deve ser sim objeto de desejo de pequenas startups espaciais brasileiras (caso o governo seja eficiente e gere demandas) e estrangeiras, como bem colocou recentemente o Eng. Lucas Fonseca da startup brasileira 'Airvantis' em sua entrevista para o “Canal Money Report” do youtube (veja aqui). Aproveitamos para agradecer publicamente ao nosso leitor Markus Wirz pelo envio desse interessante artigo.

Marcos Pontes Visitou o CLA em Sua Passagem Pelo Maranhão

Olá leitor!

Em 14/04 passado, durante a sua viagem ao estado do Maranhão, o nosso ministro-astronauta ‘operário’ Marcos Pontes, dentre as diversas visitas e palestras que realizou no estado e na região de Alcântara, esteve também participando de uma visita oficial ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

“A visita ao Centro de Lançamento de Alcântara proporcionou uma visão mais ampla do potencial desta região, onde se pode conhecer mais sobre o CLA e entender os projetos de consolidação e uso comercial por empresas e países que queiram lançar satélite e foguetes no Maranhão.”, postou o ministro na sua página oficial no Facebook.

Veja abaixo as fotos dessa visita do ministro ao CLA no dia 14/04:

 

O Blog BRAZILIAN SPACE quer aqui parabenizar publicamente o Ministro Pontes pelas suas ações e pelo seu trabalho ardo (um verdadeiro operário) em prol do PEB e da Ciência brasileira nesses 100 primeiros dias de governo, o senhor está de parabéns ministro.

Entretanto há muito ainda por se fazer, seja em prol do PEB ou da Ciência como um todo ministro, inclusive na questão orçamentaria, educacional e política. Assim sendo, tenha certeza de que a sua tarefa e a de sua equipe não será nada fácil, pois as forças contrarias ainda são poderosas e nefastas (capazes de qualquer coisa), a começar pela própria cultura política que não ajuda em nada. Enfim... seja forte, continue determinado, visionário, simplório e competente que as forças do ‘bem’ haverão de lhe iluminar. Saravá meu pai, e boa sorte ministro.

Duda Falcão

Alcântara Cyclone Space - Promulgada Lei Que Extingue a ACS

Olá leitor

Veja abaixo leitor uma matéria  publicada dia (19/04) no site “Defesanet”, destacando que foi promulgada a lei que extinguiu a mal engenhada empresa bi-nacional “Alcantara Cyclone Space (ACS)”.

Duda Falcão

COBERTURA ESPECIAL - ESPECIAL ESPAÇO - TECNOLOGIA

Alcântara Cyclone Space -
Promulgada Lei Que Extingue a ACS

DEFESANET
19 de Abril, 2019 - 18:20 ( Brasília )


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), promulgou a lei 13.814/2019 (íntegra abaixo), que extingue a empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), que era uma parceria entre os governos do Brasil e Ucrânia. A norma, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 18, estabelece que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) será responsável por fazer o inventário sobre os bens, direitos e obrigações da empresa extinta.

A empresa havia sido criada após um acordo entre Brasil e Ucrânia, de 2003. O objetivo do acordo era o uso da Base de Lançamentos de Alcântara (MA) para o lançamento de satélites comerciais. No entanto, nenhum lançamento ocorreu. Os dois governos juntos investiram cerca de R$ 1 bilhão no projeto. A extinção da empresa foi aprovada na Câmara e no Senado.

Agora, a medida abre caminho para que o Congresso Nacional decida se aprova o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), que permite aos EUA (mas também outros países que utilizam tecnologia norte-americana) lançar satélites a partir do Centro de Lançamento na base maranhense.


Publicado em: 18/04/2019 | Edição: 75 | Seção: 1 | Página: 1

Órgão: Atos do Poder Legislativo

LEI Nº 13.814, DE 17 DE ABRIL DE 2019

Dispõe sobre a extinção da empresa binacional Alcântara Cyclone Space.

Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida Provisória nº 858, de 2018, que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Davi Alcolumbre, Presidente da Mesa do Congresso Nacional, para os efeitos do disposto no art. 62 da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, combinado com o art. 12 da Resolução nº 1, de 2002-CN, pro mulgo a seguinte Lei:

Art. 1º Fica declarada a extinção da empresa binacional Alcântara Cyclone Space, em razão da denúncia do Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003, nos termos do Decreto nº 8.494, de 24 de julho de 2015.

Parágrafo único. Ficam encerrados os prazos de gestão dos membros do Conselho de Administração e da Diretoria e ficam extintos os mandatos dos membros do Conselho Fiscal.

Art. 2º A União sucederá a extinta Alcântara Cyclone Space em seus bens, seus direitos e suas obrigações contraídos e situados no território brasileiro.

§ 1º O cronograma de pagamento das obrigações da extinta Alcântara Cyclone Space respeitará os limites da programação orçamentária e financeira anual.

§ 2º A União, por meio da Advocacia-Geral da União, sucederá a extinta AlcântaraCyclone Space nas ações em tramitação no Poder Judiciário brasileiro em que for autora, ré, assistente, oponente ou terceira interessada.

§ 3º Os bens, os direitos e as obrigações da extinta Alcântara Cyclone Spacesituados fora do território brasileiro poderão ser inventariados pela Ucrânia e, ao fim do processo de inventariança, serão objeto de compensação entre a República Federativa do Brasil, representada pela União, e a Ucrânia.

Art. 3º Os bens, os direitos e as obrigações da extinta AlcântaraCyclone Spacelocalizados no território brasileiro serão inventariados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

§ 1º Caberá ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações indicar o inventariante.

§ 2º A conclusão do processo de inventariança ocorrerá até 29 de março de 2019.

§ 3º O prazo de inventariança de que trata o § 2º deste artigo poderá ser prorrogado por ato do Poder Executivo.

§ 4º Ato do Poder Executivo disporá sobre as atribuições do inventariante e as medidas para o encerramento da inventariança da extinta Alcântara Cyclone Space.

Art. 4º Caberá ao inventariante:

I - rescindir os contratos de trabalho remanescentes;

II - gerir e destinar os bens, inclusive a alienação, além de zelar pelos direitos e pelas obrigações existentes no território brasileiro;

III - submeter à aprovação do Ministro de Estado da Fazenda as demonstrações contábeis de extinção da Alcântara Cyclone Space; e

IV - desempenhar as demais atividades estabelecidas em ato do Poder Executivo federal.

Art. 5º As despesas com a inventariança da extinta Alcântara Cyclone Spacecorrerão à conta das dotações orçamentárias consignadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, observados os limites de movimentação, de empenho e de pagamento da programação orçamentária e financeira anual.

Art. 6º Fica restituída à União a área atualmente ocupada pela extinta AlcântaraCyclone Space no Centro de Lançamento de Alcântara, Estado do Maranhão.
Parágrafo único. Ato do Poder Executivo disporá sobre a gestão temporária da área de que trata o caput deste artigo e sobre as condições para sua posterior  transferência ao Comando da Aeronáutica.

Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Congresso Nacional, em 17 de abril de 2019; 198 o da Independência e 131 o da República

Senador DAVI ALCOLUMBRE
Presidente da Mesa do Congresso Nacional


Fonte: Site do defesanet.com

Comentário:  Pois é leitor, esse é o fim de uma grande desatino, de um acordo que jamais deveria ter sido feito, e felizmente chega ao fim, mas com um prejuízo enorme para o erário público. O Blog BRAZILIAN SPACE foi um dos que lutaram muito, inicialmente para que o mesmo não fosse realizado, e posteriormente através de uma petição pública (assinada por pouco mais de 1000 profissionais do setor) para que já que tinha sido, que fosse então aprimorado visando trazer reais benefícios ao país. Entretanto a verdade é que ele já nasceu morto, com um foguete de tecnologia ultrapassada, extremamente tóxica, e cara e sem qualquer possibilidade de transferência tecnológica, fora o fato de que para que o mesmo pudesse competir do mercado, dependeria de qualquer forma deste Acordo hoje assinado com os EUA, acordo que dificilmente seria assinado tendo os esquerdopatas no governo. Pelo menos leitor o esqueleto das obras do sitio de lançamento do trambolho tóxico Cyclone-4 poderão ser aproveitadas pelo primeiro país que assinar com o Brasil para o uso da Base de Alcântara após a aprovação do AST que pode até ser, quem sabe, o Japão. Saravá meu pai.

Asteroide do Tamanho de Uma Casa Passou Perto da Terra

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada ontem (19/04) no site do Sputnik News Brasil destacando que Asteroide do tamanho de uma casa passou perto da Terra.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Asteroide do Tamanho de Casa
Passou Perto da Terra

Sputnik News Brasil
19/04/2019 - 12:46
Atualizado 19/04/2019 - 12:48

© flickr.com/ UFO Mania

O corpo celeste passou a uma distância quase duas vezas menor que a distância até à Lua. Felizmente tudo correu bem.

A NASA afirmou que um asteroide do tamanho de uma casa passou hoje (18) perto da Terra. O corpo celeste passou à distância de 219.000 km da Terra, o que é quase duas vezes menos que a distância entre a Terra e Lua, que fica a 384.403 km da Terra.

Os cientistas dizem que este asteroide passou tão perto como nenhum outro o vai fazer até ao fim do ano, segundo o que se sabe até agora. Segundo o Jet Propulsion Laboratory da NASA, ele viajava com a velocidade de 20.300 km/h. A NASA avaliou o diâmetro do asteroide em 15 metros, o que significa que poderia ter um comprimento de 30 metros.

O asteroide foi descoberto pelo programa Catalina Sky Survey da NASA, perto de Tucson, Arizona, na segunda-feira (9). Essa rocha gigante se aproximou da Terra às 6h41 GMT (3h41 no horário de Brasília) à distância de 219.000 km, ou seja, a pouco mais de metade da distância entre a Terra e a Lua.

Ele foi descoberto pelo programa Catalina Sky Survey da NASA, localizado perto de Tucson, Arizona, na segunda-feira (9), nove dias antes de ele passar perto da Terra. O corpo celeste foi batizado de 2019 GC6.

NASA designou o 2019 GC6 como "ameaça potencial", contudo isso não significa que a Terra estivesse em perigo enquanto ele passava.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é, e a natureza continua avisando, ouve que tem juízo. Espero mesmo que a raça humana sobreviva para que possamos chegar a um estagio de desenvolvimento espiritual mais elevado e uma melhor compreensão do universo onde vivemos.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Com Chamada de R$ 100 Milhões, MCTIC e Ministério da Educação Lançam Programa Ciência na Escola

Olá leitor!

Segue a nota postada hoje (18/04) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) destacando que com chamada de R$ 100 milhões, MCTIC e o Ministério da Educação lançaram ‘Programa Ciência na Escola’.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Com Chamada de R$ 100 Milhões, MCTIC
e Ministério da Educação Lançam
Programa Ciência na Escola

Documento assinado na solenidade autoriza o lançamento da chamada pública
 para instituições; outras três ações do programa que integra as Metas
dos 100 Dias já foram lançadas

Por ASCOM
Publicado 18/04/2019 - 10h18
Última modificação 18/04/2019 - 10h37

Créditos: ASCOM/MCTIC

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Astronauta Marcos Pontes e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, participaram nesta quarta-feira (17), em Brasília, da cerimônia de lançamento do programa Ciência na Escola. O programa é uma iniciativa dos dois ministérios para aprimorar o ensino de ciências nas escolas públicas de ensino fundamental e médio.


Na cerimônia, os ministros do MCTIC e do MEC assinaram documento que autoriza a chamada pública para instituições, com recursos de R$ 100 milhões provindos do MEC, a ser publicada nos próximos dias. Outras três iniciativas já foram lançadas dentro do programa Ciência na Escola – uma chamada pública para pesquisadores, a Olimpíada Nacional de Ciências e a plataforma “Ciência é 10!”, para especialização de professores. Todas as etapas do programa serão acompanhadas por meio de uma plataforma desenvolvida pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que inclui mecanismos de gestão, monitoramento e avaliação das ações.

Durante o evento de lançamento do programa, o ministro Marcos Pontes falou da importância de encorajar alunos e professores e ajudar as crianças a realizarem seus sonhos. “Temos milhões de crianças que necessitam apenas de um empurrãozinho para se tornarem professores, empresários, cientistas e cidadãos produtivos,” disse o ministro. “Ciência e tecnologia são a ponta de lança do desenvolvimento de qualquer país e são coisas apaixonantes, que podem motivar a garotada para o estudo.”

O ministro do MCTIC também ressaltou o fato de que o programa irá ajudar a formar a nova geração de cientistas brasileiros. “Nossos pesquisadores estão envelhecendo e formar novos cientistas leva tempo,” afirmou. “O Ciência na Escola terá parte nesse processo – em 15 ou 20 anos teremos uma nova geração de profissionais, mas precisamos dar a partida agora.”

Participaram da mesa de abertura do evento, além dos ministros, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) João Luiz Filgueiras de Azevedo, o Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Anderson Ribeiro Correia, e o Presidente do Conselho Nacional de Educação, Luiz Curi.

Após a solenidade de assinatura, foi realizada uma mesa redonda com a presença da vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader, e a coordenadora-geral da Febrace, Roseli Lopes. Em seguida, foram realizadas apresentações de experiências relacionadas ao ensino de ciências da professora Débora Garofalo, uma das dez finalistas do Global Teacher Prize, considerado o 'Nobel' da Educação, e da professora Dávila Correa, diretora adjunta do Instituto do Desenvolvimento Social Sustentável do Instituto Mamirauá.

O secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do MCTIC, Marcelo Morales, concluiu as apresentações com uma palestra sobre o funcionamento do programa.

O Programa Ciência na Escola

O programa é uma iniciativa conjunta do MCTIC, CNPq, MEC e Capes, dividido em quatro ações simultâneas.

A chamada pública institucional no valor de R$ 100 milhões, que será publicada nos próximos dias, irá selecionar propostas apresentadas por redes de instituições que envolvam escolas de educação básica, instituições de ensino superior, espaços de ciência e outras instituições de ciência, tecnologia e inovação.

As instituições serão encorajadas a apresentar propostas em consórcios, com recursos distribuídos da seguinte forma: até R$ 4 milhões de reais para o nível estadual, com uma unidade da federação de uma mesma  grande região do país envolvida, até R$ 10 milhões de reais para o nível interestadual, em que menos duas unidades da federação de uma mesma grande região do país são envolvidas, e até R$ 20 milhões de reais para o nível regional, com ao menos três unidades da federação de uma mesma grande região do país envolvidas.

“Esta é a principal ação do programa,” afirma o secretário Morales. “É o que irá levar os alunos e professores para dentro dos equipamentos de ciência das instituições.”

As demais ações já foram lançadas. Uma delas é a Chamada MCTIC/CNPq nº 05/2019 – Programa Ciência na Escola: o Ensino de Ciências na Educação Básica, com investimento previsto de R$ 10 milhões. Serão apreciados projetos que versem sobre o ensino de qualquer uma das disciplinas que fazem parte do currículo escolar dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. O objetivo é privilegiar o letramento científico, o uso de abordagens investigativas e de metodologias ativas de ensino, a aproximação entre as Instituições de Ensino Superior (IES) e as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT) com as escolas públicas, a disseminação dos métodos científicos das diferentes áreas do conhecimento, a integração entre as disciplinas e o despertar da vocação dos alunos e professores da educação básica para as carreiras científicas.

“É uma chamada para pesquisadores,” explica Morales. “Eles irão pensar em como trazer a ciência para dentro da sala de aula e as metodologias associadas.”

Também no âmbito do programa, foi lançada pela Capes, com investimentos de R$ 3 milhões, a Especialização à Distância em Ensino de Ciências - "Ciência é Dez!". Trata-se de um curso de especialização para professores graduados que estão atuando no sistema público de ensino e dando aulas de ciências nos anos finais do Ensino Fundamental, ou seja, do 6º ao 9º ano.

É um curso na modalidade ensino a distância (EAD), com garantia de qualidade da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e certificação do Ministério da Educação (MEC).

A última das ações iniciais do programa, que também já está em operação, é a expansão da Olimpíada Nacional de Ciências, promovida pelo MCTIC em parceria com a Universidade Federal do Piauí e implementado o programa de quatro Sociedades Científicas: a Sociedade Brasileira de Física (SBF) a Associação Brasileira de Química (ABQ), o Instituto Butantan e a Sociedade Astronômica Brasileira.

Com recursos no valor de R$ 1 milhão, o objetivo é atingir um milhão de participantes neste ano, com ampliação da capilaridade e do escopo de disciplinas.

O secretário Marcelo Morales também deu destaque à plataforma de gestão, monitoramento e avaliação do programa, desenvolvida pela RNP. Ela permitirá que o programa seja acompanhado em tempo real. “A cada três meses vamos extrair os impactos dessas ações, por um período de dois anos,” afirma. “De posse dessas informações poderemos então renovar nossos investimentos, totalmente baseados em uma metodologia científica.”

Mais informações sobre o programa estão disponíveis no site. www.ciencianaescola.gov.br


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Comentário: Pois é leitor, o Blog BRAZILIAN SPACE gostaria de parabenizar publicamente o ministro Marcos Pontes por esta grande iniciativa. É isso ai ministro, responda com trabalho e ações como esta, siga com esse caminho e o senhor fará história. Temos consciência das dificuldades financeiras e políticas que o governo enfrenta atualmente, mas apesar disso com seriedade, dedicação, boa gestão e visão, haveremos de chega lá´. Uma vez mais meus parabéns, mas há muito a ser feito ainda, siga em frente e boa sorte.