sexta-feira, 31 de julho de 2015

Aldo Rebelo: “Não Tem Como Inovar Sem a Iniciativa Privada”

Olá leitor!

Segue abaixo uma entrevista com o Ministro Aldo Revelo postada hoje (31/17) no site da “Agência Brasil” onde o mesmo fala sobre o rompimento do acordo espacial com a Ucrânia e de outros projetos em curso.

Duda Falcão

Pesquisa e Inovação

Aldo Rebelo: “Não Tem Como Inovar
Sem a Iniciativa Privada”

Maiana Diniz
Repórter da Agência Brasil
Edição: Lílian Beraldo
Brasília, 31/07/2015 - 08h08

Wilson Dias/Agência Brasil
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o ministro Aldo Rebelo
fala sobre a importância da ciência e da inovação como base
para o desenvolvimento.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, aposta no papel empreendedor do governo para a construção da infraestrutura que permita o desenvolvimento de setores industriais de ponta no Brasil. Ele avalia, entretanto, que “não tem como inovar sem a iniciativa privada”.

“Ainda existe um pouco da ideia da universidade pública como uma redoma de ciência pura que não deve ser contaminada pelo mercado, mas isso está mudando, e o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação pode ajudar nesse processo”, diz Rebelo em entrevista à Agência Brasil

Para que as áreas espacial, química e nuclear possam expandir e estimular o crescimento de outros setores da economia do país, o ministro aposta em alguns caminhos, entre eles a renúncia fiscal, para que empresas invistam em inovação, e a instalação de parques tecnológicos.

“Quando o Estado renuncia a uma pequena parte de impostos para que a empresa invista em inovação, o avanço produzido por essa indústria gera um aumento de faturamento e do pagamento de tributos muito maior que a renúncia, além da criação de empregos de alta tecnologia”, afirma.

Na avaliação do ministro, o governo brasileiro já entendeu a importância da ciência para o desenvolvimento do país. Um exemplo, na avaliação dele, é a recente inclusão de obras estratégicas da pasta no orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil: A inclusão dos projetos do acelerador de partícula Sirius e do reator multipropósito no PAC, orçados em R$ 3 bilhões, sinaliza que o governo está apostando na ciência como base para o desenvolvimento?

Aldo Rebelo: Creio que o Brasil já entendeu a urgência e a prioridade de ciência, pesquisa, tecnologia e inovação quando fez o projeto estratégico do setor. O que estamos fazendo agora é dar consequência a essa decisão. Não havia obra do Ministério no PAC, o que é incompreensível. O crescimento e a competitividade dos países na economia mundial estão cada vez mais subordinados à capacidade de cada país inovar. Era uma contradição o Brasil não ter obras de infraestrutura como essas duas.

O Sirius e o reator multipropósito são instrumentos usados para diversos tipos de pesquisa, incluindo a criação de tecnologias industriais, teste de materiais, processos e produtos industriais. Para avançarmos nessas áreas, dependemos do acelerador e do reator. Agora, nós temos. Eles estão no estado da arte do mundo, gerando curiosidade e interesse científico de países como os Estados Unidos, onde pesquisadores de ponta manifestaram interesse em acompanhar o desenvolvimento e a montagem do projeto Sirius no Brasil.

Agência Brasil: No início da semana, o acordo entre o Brasil e a Ucrânia para a construção de um veículo lançador de foguetes foi oficialmente rompido. Isso distancia o Brasil da possibilidade de ter um veículo lançador?

Rebelo: O acordo com a Ucrânia era puramente comercial. De um lado, o Brasil tem uma base de lançamento próxima à linha do Equador, o que reduz o custo de lançamento. Todo mundo tem interesse em usar essa base. Do outro, a Ucrânia, um país que tem tecnologia de foguete. Eles fabricariam o foguete e procurariam interessados em colocar satélites em órbita. O serviço daria lucro para o Brasil e para a Ucrânia, pago pelo país interessado em lançar o satélite.

Agência Brasil: Quais foram as razões para o rompimento?

Rebelo: A intenção dos dois países de entrar nesse mercado promissor, de aluguel de bases, foguetes e satélites, foi contestada pelo custo. O valor do foguete ucraniano perdeu o interesse comercial. Um estudo feito no ano passado pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Defesa e das Relações Exteriores concluiu, por unanimidade, que o acordo estava inviabilizado comercialmente.

O investimento era muito alto e não havia transferência de tecnologia prevista. O foguete seria construído 100% lá, trazido ao Brasil, onde o satélite seria acoplado e lançado. Nós ainda tentamos.

Oferecemos que a Ucrânia fizesse o foguete por conta própria, usando a nossa base. Mas nós não tínhamos interesse em continuar porque não íamos ter lucro e íamos subsidiar a construção do foguete para nós mesmos lançarmos. O Brasil tem muitos acordos na área espacial. Com a China já lançamos quatro satélites e estamos construindo um com a França. Com a Alemanha estamos construindo um minifoguete lançador de pequenos satélites. Estamos tentando retomar o acordo de salvaguardas para fazer lançamentos com os Estados Unidos. Também temos acordo de assistência técnica para a construção de veículo lançador de satélite com os russos. Essa é a regra, todo mundo faz acordo com todo o mundo, porque todos têm a possibilidade de cooperar e de ganhar dinheiro.

Agência Brasil: Qual é o lugar do Brasil nesse mercado?

Rebelo: O Brasil tem dois objetivos. Um deles é ter a missão espacial completa, ou seja, termos condição de lançar um satélite projetado e fabricado pelo Brasil, com um foguete e a base de lançamento nacional.

O outro é emprestarmos a nossa base para o foguete de um país e o satélite de outro, que devem nos pagar aluguel por isso. Outro tipo de acordo é o Brasil ter um satélite, outro país ter um foguete e lançarmos daqui. Tudo isso é possível com acordos de salvaguardas, que são acordos comerciais, sem objetivo de transferir tecnologia.

Agência Brasil: O que falta para termos a missão espacial brasileira completa?

Rebelo: Já temos satélites com chineses e franceses. Falta agora nosso veículo lançador. O veículo lançador de pequeno porte está sendo construído com a Alemanha e está previsto para 2018. O veículo médio é o VLS, que explodiu em 2004 no acidente da base de Alcântara. Mas nós fizemos acordo de cooperação com os russos e já temos a tecnologia para desenvolver o veículo médio, só precisamos de recursos e tempo para fazer, lembrando que nessa área tudo é atualizado muito rápido.

A capacidade do combustível usado, o peso dos materiais, tudo é aperfeiçoado a cada ano, e quem não atualiza fica menos competitivo. É preciso pesquisar o tempo inteiro.

Agência Brasil: Qual é o papel da iniciativa privada na inovação no país?

Rebelo: Não tem como inovar sem a iniciativa privada. A inovação é sempre para uma determinada finalidade, econômica ou social, o resto é ciência pura. Se o Butantã desenvolve uma vacina, por exemplo, traz um benefício social. Mas para produzi-la em larga escala, precisa da indústria. Também não existe um projeto espacial sem indústria espacial. Sem dinheiro público não se faz, então o governo tem que liderar e criar a indústria. Além da geração de empregos de alta tecnologia e tributos, os desdobramentos das pesquisas podem ter utilidade muito vasta para fins industriais, civis e médicos. Tem uma grande gama de avanços e produtos que surgem como resultados de pesquisas na área espacial, na área nuclear. O governo lidera e as empresas participam.

Agência Brasil: Nos últimos anos tivemos no Brasil muita renúncia fiscal para promover a venda de produtos, mas pouco para inovação. Isso vai mudar?

Rebelo: Está mudando. Já existe uma presença do governo nesse sentido, desde incentivos como a Lei do Bem, o Inova Empresas, o Inovar Auto, entre outros. Isso já estimulou várias empresas. A renúncia é 10%, 15%, o resto é a empresa que faz. Quando incentivada, a empresa faz. A instalação de parques tecnológicos também é uma aposta. Os parques reúnem as condições para a economia de alta tecnologia, ao colocar no mesmo passo empresas, incubadoras, startups e mão de obra qualificada.

Agência Brasil: As empresas também estão em crise. Elas estão recuando desse planejamento?

Rebelo: Pelo contrário. Pelos locais que tenho visitado no Brasil, tenho visto investimentos nesse setor. As empresas sabem que precisam olhar para o futuro.

Agência Brasil: Sobre a formação de profissionais de ponta, como está o orçamento para bolsas de pesquisa no país?

Rebelo: Estamos recuperando o orçamento do Ministério, principalmente do Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico, mesmo compreendendo as restrições orçamentárias do momento.

Agência Brasil: Como o senhor avalia os primeiros resultados do Ciência sem Fronteiras? O programa já conseguiu formar uma “elite científica” no Brasil?

Rebelo: Isso não se forma do dia para a noite. Precisamos aguardar o retorno dos bolsistas, principalmente doutores e pós-doutores, que têm condições de constituir uma espécie de vanguarda e levar adiante o esforço de pesquisa no país.

Agência Brasil: As Olimpíadas de Matemática já provocaram uma mudança no número de pessoas que se interessam pela disciplina no Brasil? Terão um efeito rápido, por exemplo, no aumento do número de engenheiros?

Rebelo: Já provocou, já dá pra sentir os resultados em números e em casos que são acompanhados. Mais que a competição, deu-se a valorização do ensino e da aprendizagem da matemática. Elevou-se o nível geral e a motivação dos estudantes. Permitiu que instituições como o Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e as universidades públicas tivessem acesso aos talentos negligenciados ou esquecidos nas escolas. As olimpíadas nos permitem descobrir talentos. São aplicados testes em 18 milhões de crianças. Aos 6 mil melhores colocados, o Impa dá uma bolsa. Dos municípios brasileiros, 99,9% participam.


Fonte: Site da Agência Brasil

Comentário: Primeiramente devo lembrar ao ministro Rebelo que a “Ogra” debiloide continua covardemente em silencio sobre o destrato do acordo com a Ucrânia e devendo uma explicação pública a Sociedade Brasileira, utilizando de seus escudeiros para falarem por ela e servirem de escudo político. Além disso, gostaria de lembrar ao incompetente ministro do MCTI e sua assessoria de merda, que o acidente com o VLS-1 não correu em 2004 como dito por ele nesta entrevista, e sim em 22 de agosto de 2003, sendo uma tremenda falta de respeito as famílias dos 21 heróis brasileiros que deram suas vidas pelo país, enquanto vermes como este senhor estavam na política contribuindo para os desmandos desta classe de vagabundos. Outra coisa, inovação Sr. Rebelo? O senhor tem certeza mesmo de que sabe o que é isto? Ora, faça-me uma garapa.

INPE e CAF Lançam Videoaulas Sobre Monitoramento de Áreas Florestais Via Satélite

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (31/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) lançaram hoje Videoaulas Sobre Monitoramento de Áreas Florestais Via Satélite.

Duda Falcão

INPE e CAF Lançam Videoaulas Sobre
Monitoramento de Áreas Florestais Via Satélite

Sexta-feira, 31 de Julho de 2015

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o banco de desenvolvimento da América Latina (CAF) lançaram nesta sexta-feira (31/7), em Brasília, a frente de videoaulas do Projeto Capacitree - Capacitação e Monitoramento de Florestas por Satélite. A ação complementa as atividades do Centro Regional da Amazônia, do INPE, que em dois anos já preparou em cursos presenciais mais de 250 pessoas da América Latina, Ásia e África nas práticas brasileiras de monitoramento por satélite da Amazônia Legal Brasileira.

Todas as 24 aulas estarão disponíveis em português, inglês, espanhol e francês a quaisquer interessados pelo endereço eletrônico www.inpe.br/cra, a partir de 15 de agosto. Os quatro primeiros vídeos trazem noções básicas de sensoriamento remoto, geoprocessamento e processamento digital de imagens, além de informações sobre o Programa Amazônia do INPE, que utiliza o sistema TerraAmazon em suas atividades de monitoramento, como o PRODES, que contabiliza a taxa anual de desmatamento na Amazônia, e o DETER, que  serve de alerta para a fiscalização.

O conteúdo especificamente ligado às aulas sobre o sistema TerraAmazon, dividido em 20 vídeos, poderá também ser acessado via Youtube, no canal INPE-CRA.

"Com as videoaulas, abrimos mais uma importante frente de nosso programa de capacitação, que agora poderá ser acessado por pessoas que não podem vir ao Brasil para os cursos presenciais", explica Alessandra Gomes, chefe do Centro Regional da Amazônia do INPE. O instituto brasileiro é procurado com frequência para repassar a tecnologia e métodos em monitoramento ambiental por satélites, considerados os mais avançados do mundo. O INPE realiza atividades baseadas em dados orbitais sobre florestas desde a década de 1970, quando foi lançado o primeiro satélite de observação da Terra (Landsat, dos Estados Unidos).

Um dos legados dessa experiência é o PRODES, que já completa27 anos de fornecimento ininterrupto de dados precisos sobre o desmatamento na maior floresta tropical do planeta.  Com o passar dos anos, o monitoramento da Amazônia tem se beneficiado das novas tecnologias e satélites e, em 2004, o INPE desenvolveu o DETER, cujas informações diárias são passadas para o Ibama  e órgãos estaduais de meio ambiente, que podem intensificar a fiscalização em campo.

É com base nos dados fornecidos pelo PRODES e DETER que o governo brasileiro tem formulado as políticas e ações de comando e controle do desmatamento que surtiram efeitos positivos na redução da taxa de desmatamento da Amazônia Brasileira, passando de mais de 27 milkm², em 2004, para cerca de 5 mil km².

Com o Projeto Capacitree, o INPE espera também se tornar referência mundial em capacitação no monitoramento de florestas por satélites. Assim, todos os países interessados em proteger suas florestas poderão ter os seus próprios sistemas de monitoramento. Para produzir as videoaulas, o INPE contou com recursos do CAF e apoio da FUNCATE (Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais).

Ligia Castro, diretora da Direção de Ambiente e Mudanças Climáticas do CAF, avalia que esse tipo de iniciativa corrobora a política da instituição de disseminar conhecimentos entre os países, fortalecer as instituições nacionais, regionais e locais de meio ambiente e, ainda, complementa o trabalho conjunto que vem realizando o CAF junto com o Brasil e a Itália na conservação e uso sustentável das florestas por meio do Projeto Amazônia sem Fogo na Bolívia e Equador, que se ampliará no próximo ano também para o Peru. O representante do Banco no Brasil, Victor Rico, avalia que a iniciativa faz parte de um conjunto de ações de cooperação técnica que o CAF mantém no Brasil para promover o desenvolvimento sustentável alinhado com as prioridades do governo brasileiro.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Instituto de Estudos Avançados Realiza Workshop Sobre Tecnologias

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo publicado hoje (31/07) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que o Instituto de Estudos Avançados (IEAv) irá realizar de 12 a 14/08 um workshop sobre tecnologias.

Duda Falcão

Instituto de Estudos Avançados
Realiza Workshop Sobre Tecnologias

Estudo sobre consequências da radiação em tripulações
e aeronaves é um dos temas a ser discutido


IEAv
31/07/2015 - 09:12h

O Instituto de Estudos Avançados (IEAv), do Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA), realiza de 12 a 14 de agosto a 15ª edição de seu Workshop Anual de Pesquisa e Desenvolvimento.

Sob o tema “A missão da Força Aérea Brasileira como fator determinante na pesquisa tecnológica do IEAv”, o evento tem como objetivo divulgar as atividades desenvolvidas pelo instituto para a comunidade científica e para o público interno, estimulando a interação entre as divisões e grupos de pesquisa.

Outra intenção é abrir discussões para que os palestrantes externos possam fornecer diferentes perspectivas e experiências sob o ponto de vista de outras instituições.

Estudo Sobre Radiação - Entre os temas a serem discutidos, estão os experimentos realizados por pesquisadores do IEAv no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN), para teste e caracterização de equipamentos que medem a radiação a bordo de aeronaves. Em maio, os cientistas estiveram na fronteira entre França e Suíça para utilizar o Campo de Referência de Alta Energia do CERN.


Segundo o Dr. Cláudio Antonio Federico, que participou dos experimentos, esse campo é o único no mundo que reproduz com bastante proximidade a radiação ionizante de altas energias à qual as tripulações e instrumentação de aeronaves estão submetidas em altitudes de voo comercial.

Iniciado em 2009, o estudo pretende dar embasamento para que os órgãos reguladores da aviação possam tomar medidas que previnam falhas e possíveis consequências.  “Essa pesquisa serve para termos mais conhecimentos sobre as consequências da radiação ionizante para os tripulantes e para os instrumentos de voo, já que existem relatos no exterior de alterações provocadas por essa radiação”, explicou o pesquisador.

O Laboratório de Dosimetria do IEAv é o único na América Latina instrumentado e capacitado para a realização deste tipo de medição de radiação ionizante a bordo de aeronaves. “Essa capacitação é crucial para se avaliar os possíveis efeitos da radiação nas tripulações e na instrumentação que voam na região sob a influência da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, a qual abrange boa parte do território Brasileiro”, ressaltou o Dr. Federico.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Os Foguetes de Sondagem e a Falta de Uma Verdadeira Política Para o Setor

Olá leitor!

Enquanto aguardarmos por notícias relevantes sobre as nossas atividades espaciais (a agência do Sr. Braga Coelho só divulga em seu site as atividades espaciais de outros países) resolvi escrever esta nota para falarmos de um sucesso alcançado pelo PEB (mais especificamente pelos pesquisadores do IAE- Instituto de Aeronáutica e Espaço) que considero de estrema importância, mas que está sendo relegado ao descaso por parte não só deste desgoverno de irresponsáveis, bem como também pela própria Sociedade Brasileira.

Trata-se da tecnologia de foguetes de sondagem brasileira, tecnologia esta que teve início com o desenvolvimento pela Avibrás do pequeno foguete SONDA I (lançado pela primeira vez em dezembro de 1965 e tendo um histórico de 223 lançamentos) que era basicamente uma cópia do foguete norte-americano Arcas, utilizado na época pelo Grupo Executivo e de Trabalho e Estudos de Projetos Espaciais (GETEPE) do governo.

Desde então de lá pra cá foram desenvolvidos diversos foguetes de sondagem (veja abaixo) que levaram o reconhecimento internacional desta tecnologia brasileira (barata e confiável), culminado com o desenvolvimento e certificação internacional do mais conhecido foguete de sondagem brasileiro, o VSB-30, foguete este desenvolvido numa parceria entre o IAE e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

Foguetes de Sondagem desenvolvidos no Brasil

Acontece leitor que apesar deste sucesso e da certificação internacional do VSB-30, bem como o VS-30, VS-40M e o VS-30/Orion (este também desenvolvido em parceria com o DLR), estes foguetes continuam sendo produzidos de forma artesanal nos laboratórios do IAE e nas instalações de empresas contratadas (como a FAUTEC) diante da falta de uma verdadeira política industrial para o setor que já deveria está estabelecida por esses energúmenos debiloides e irresponsáveis do desgoverno da “Ogra” e do Congresso Nacional (cadê os honoráveis senadores e deputados que deveriam estar debruçados sobre este problema?), o que coloca em risco todo o esforço de gerações de profissionais que se dedicaram no desenvolvimento desta importante tecnologia brasileira reconhecida internacionalmente.

O descaso é tão grande (sabe-se lá quais as razões) que já foram postados aqui no Blog até comentários jocosos por parte de alguns leitores, chamando nossos foguetes de foguetes juninos, o que não é só um tremendo desrespeito a todos profissionais que se dedicaram por décadas para alcançamos hoje a excelência brasileira nesta área, bem como uma tremenda ignorância histórica sobre o assunto, já que graças ao uso dos foguetes de sondagens é que a tecnologia e as pesquisas em ciências espaciais se desenvolveram e continua se desenvolvendo pelo mundo (um grande exemplo foi o Projeto APOLLO da NASA).

Vale dizer leitor que este é mais um exemplo de como o nosso Patinho Feio foi conduzido com descaso pelos desgovernos civis desde Fernando Collor de Mello, não sendo assim unicamente um descaso do desgoverno da “Ogra”, mas não resta duvida que a contribuição desta debiloide irresponsável foi fundamental para estamos hoje no estágio em que nos encontramos, afinal em cinco anos de seu desgoverno o PEB só fez andar para trás e continuamos sem uma verdadeira política para o setor, pior, desmontando sua infraestrutura ano após ano, seja ela humana, física e industrial.

Apesar disso e do risco de perdermos todo o conhecimento desenvolvido no país nesta área de foguetes de sondagem, curiosamente a demanda gerada internacionalmente para esses foguetes continuam aumentando como se pode notar abaixo na lista de operações de lançamento previstas:

Em 2015:

* OPERAÇÃO O-STATES: 2 S-31/Imp Orion – Lançamento previsto para agosto da Base de Esrange (Suécia).
OBS: Aparentemente foi desenvolvido um novo foguete para esta missão)

* OPERAÇÃO MASER 13: 1 VSB-30 - Lançamento previsto para novembro da Base de Esrange (Suécia).

* OPERAÇÃO MAIUS: 1 VSB-30 - Lançamento previsto para dezembro da Base de Esrange (Suécia).

* OPERAÇÃO TEXUS 53: 1 VSB-30 - Lançamento previsto para dezembro da Base de Esrange (Suécia).

OBS 2: Sete operações de lançamentos de foguetes brasileiros já foram realizadas este ano das Bases de Esrange, na Suécia, e Andoya,  na Noruega. Foram elas: Operação ICI-4, Operação Cryofenix, Operação Wadis-2, Operação HIFIRE 7, Operação TEXUS 51, Operação TEXUS 52, Operação MAPHEUS-5.

Em 2016:

* OPERAÇÃO SPIDER/LEEWAVES: 1 VS-30 - Lançamento previsto para janeiro/fevereiro da Base de Esrange (Suécia).

* OPERAÇÃO MAPHEUS-6: 1 VSB-30 - Lançamento previsto para maio da Base de Esrange (Suécia).

* OPERAÇÃO TEXUS 54: 1 VSB-30 - Lançamento ainda a ser confirmado para novembro da Base de Esrange (Suécia).

Em 2017:

* OPERAÇÕES TEXUS 55/56: 2 VSB-30 - Lançamento ainda a serem confirmados para abril da Base de Esrange (Suécia).

* OPERAÇÃO MAIUS 2: 1 VSB-30 - Lançamento ainda a ser confirmado para maio da Base de Esrange (Suécia).

* OPERAÇÃO MAPHEUS-7: 1 VSB-30 - Lançamento ainda a ser confirmado para maio da Base de Esrange (Suécia).

Em 2018

* OPERAÇÃO TEXUS 57: 1 VSB-30 - Lançamento ainda a ser confirmado para abril da Base de Esrange (Suécia).

* OPERAÇÃO MAIUS 3: 1 VSB-30 - Lançamento ainda a ser confirmado para abril da Base de Esrange (Suécia).

Em 2019

* OPERAÇÕES TEXUS 58/59: 2 VSB-30 - Lançamento ainda a serem confirmados para abril da Base de Esrange (Suécia).

* OPERAÇÃO MAPHEUS-8: 1 VSB-30 - Lançamento ainda a ser confirmado para maio da Base de Esrange (Suécia).

Além dessas estão previstas ainda este ano também outras operações de lançamento com foguetes brasileiros do Centro Espacial de Andoya, na Noruega, e talvez da Base de Woomera, no sul da Austrália.

Vale lembrar leitor que há algum tempo atrás houve discussões entre o IAE e o DLR para o desenvolvimento de um novo foguete de sondagem (mais poderoso que o VS-40M) visando atender o maior programa europeu de microgravidade, ou seja, o Programa MAXUS de Foguetes de Sondagem de Longa Duração (uma joint-venture entre a EADS e Swedish Space Corporation - SSC), programa este iniciado em 1990 tendo como objetivo ampliar para 13 minutos a capacidade europeia de experimentos em ambiente de microgravidade no espaço. Até hoje este programa é atendido pelo foguete Castor-4B de origem norte-americana, capaz de lançar uma carga útil bruta de 800 kg, em um apogeu de cerca de 715 km, sendo que o próximo lançamento, o MAXUS-9, está previsto para acontecer em dezembro de 2016 através deste foguete, e a ideia do IAE/DLR seria desenvolver um outro foguete para substituí-lo a partir do lançamento seguinte a este de 2016.

Para tanto, se estabeleceu entre o IAE/DLR o desejo pelo desenvolvimento de um novo foguete de sondagem denominado de VS50 baseado no motor S50 do projeto do Veículo Lançador de Microsatélites (VLM-1), projeto este já em desenvolvimento por ambas as instituições. No entanto, como sabemos, devido à falta de ação da “Ogra” debiloide e de sua trupe de energúmenos, não só essa boa oportunidade para tecnologia brasileira pode estar ameaçada, bem como todo o projeto do VLM-1.

É preciso lembrar leitor que o mercado internacional para esses foguetes de sondagem (dinheiro que poderia ser aplicado no próprio PEB) tende a se ampliar significamente nos próximos anos, e pecar por estupidez e falta de ação por culpa desses vermes é algo inadmissível, principalmente quando sabemos que a nossa tecnologia nesta área é extremamente competitiva.

Não é possível que um instituto de pesquisa continue se envolvendo na industrialização de produtos já prontos e testados, esta não é a função de um órgão como este. Isto cabe à indústria, cabe sim ao instituto de pesquisa pesquisar e desenvolver tecnologias para serem repassadas para esta mesma indústria, que então fará a industrialização e a adequação para o mercado da tecnologia desenvolvida.

Para tanto o Brasil precisa de uma verdadeira política espacial e industrial para o setor, não esta droga que eles chamam de Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), uma verdadeira piada e muito menos o tal Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), um livro de fantasias que segundo minha sobrinha de sete anos não serve nem mesmo como livro de desenho e eu acrescentaria, nem mesmo como papel higiênico.

Pois é leitor, até mesmo onde temos competência o país é prejudicado por esses vermes e temo que continuará assim ainda por muito tempo, seja no desgoverno dos PETRALHAS, seja no dos TUCANODUTOS, seja nos dos PMDEBISTAS ou qualquer outro grupo político de merda que vier assumir o poder neste país, afinal são todos farinha do mesmo saco.

Duda Falcão

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Atualizando Nossas Campanhas

Olá leitor!

Mais uma quinta-feira e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom, em relação à campanha da “Petição Online da ACS - Mudanças Já ou o Destrato do Acordo”, esta semana não obtivemos nenhum avanço, permanecendo com as mesmas 787 assinaturas da semana passada.  Como este desatino teve o acordo oficialmente denunciado pelo Governo Brasileiro tendo confirmado o seu destrato através de um Decreto Presidencial publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 27/07, não há mais motivo de continuarmos com esta campanha. Diante disto, encerramos a campanha agradecendo aos 787 verdadeiros brasileiros que nos ajudaram na luta contra este desatino protagonizado por esses PETRALHAS que estão no poder. No entanto, manteremos no site o link da campanha para que fique registrado a nossa luta de mais de três anos contra este desastre pré-anunciado. Entretanto leitor, vale lembrar que devido a bestialidade, corrupção, irresponsabilidade e estupidez relativa a estes ‘companheiiiiiros’, tudo é possível se esperar e estaremos atentos para iniciarmos uma nova campanha caso isto seja necessário.

Já quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até esta semana mais 11 os grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto Jupiter, UFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo). Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS: Continuo esperando que os 11 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Agora leitor, em relação á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas dez colaboradores finalizaram até o momento as suas contribuições no mês de julho no vakinha.com.br. São eles:

1 - Antonio Carlos Foltran
2 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
3 - Diego Fernando Moro
4 - Elison Gustavo (idealizador da campanha)
5 - Elói Fonseca, Maj. (ITA)
6 - Fabrício de Novaes Kucinskis (INPE)
7 - José Félix Santana, Prof. (presidente do CEFEC)
8 - Leo Nivaldo Sandoli
9 - Mariana Fraga
10 - Rodrigo dos Santos Godoy (Digotorpedo)

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha já esta disponível na nova plataforma do vaquinha.com.br e pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir dessa semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

OBS: Leitores continuam votando na campanha do VLM-1/ITASAT-1. Por favor, peço uma vez mais aos nossos leitores que não votem nessa campanha, pois a mesma não está mais ativa, já que não houve a resposta necessária e assim perdeu o sentido. Afinal não há mais tempo para cumprir o prazo de lançamento estabelecido na campanha, e ela continua visível no blog.

Duda Falcão

Estudo Coordenado Por Pesquisador da UNESP Explica Origem e Evolução de Menor Grupo de Asteroides do Sistema Solar

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (30/07) no site da Agência FAPESP, destacando que um estudo de grupo internacional coordenado por professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP), explica origem e evolução de menor Grupo de Asteroides do Sistema Solar.

Duda Falcão

Notícias

Estudo Explica Origem e Evolução
de Menor Grupo de Asteroides

Elton Alisson
30 de julho de 2015

(Imagem: NASA/JHUAPL)
Asteroide Eros em imagem capturada pela missão NEAR
(Near Earth Asteroid Rendezvous) da NASA em 2000.

Agência FAPESP – Na borda do cinturão principal de asteroides, entre as órbitas de Marte e Júpiter, há uma classe de objetos astronômicos chamada Cybele.

Essa classe de asteroides intriga os astrônomos por ter um baixo número de integrantes, a despeito de estar situada em uma região bastante estável do Sistema Solar, sem registro de grandes perturbações após as migrações planetárias.

Um grupo internacional de pesquisadores, coordenado por Valerio Carruba, professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Guaratinguetá, pode ter encontrado agora uma explicação para esse mistério.

Resultado do projeto “Família de asteroides em ressonâncias seculares”, realizado com apoio da FAPESP, a hipótese dos pesquisadores sobre como ocorreu a evolução dinâmica dos asteroides Cybele foi relatada em um artigo publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (MNRAS).

A pesquisa será apresentada na próxima assembleia geral da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), prevista para ocorrer no início de agosto no Havaí, nos Estados Unidos.

“Nós mostramos, por meio de simulações numéricas, que asteroides, como os Cybele, não podem ser primordiais, mas que chegaram à região onde estão hoje após o fim da última fases de migração planetária, durante o bombardeamento lunar tardio há, aproximadamente, 4 bilhões de anos [quando inúmeros asteroides impactaram a Terra e demais objetos do Sistema Solar]”, disse Carruba à Agência FAPESP.

“Isso poderia explicar porque há apenas 1,5 mil corpos Cybele conhecidos contra mais de meio milhão de objetos no cinturão principal de asteroides”, afirmou.

Os pesquisadores fizeram as simulações numéricas da evolução dinâmica dos Cybele com base em cenários de migrações planetárias como o “jumping-Jupiter”.

Estabelecido por David Nesvorný, pesquisador do Departamento de Estudos Espaciais do Southwest Research Institute, dos Estados Unidos, e um dos autores do artigo na MNRAS, o cenário “jumping-Jupiter” estima que o planeta Júpiter se encontrou com um quinto planeta gigante e gasoso entre 3,8 e 4,2 bilhões de anos atrás.

O choque teria feito com que o planeta gigante gasoso fosse ejetado e Júpiter “pulasse” para a região onde está localizado hoje.

Essa migração planetária fez com que toda a região onde a classe de asteroides Cybele está situada fosse afetada por uma série de ressonâncias de movimento médio entre corpos celestes – quando dois ou mais corpos em órbita exercem influência gravitacional um sobre o outro – que desestabilizaram e deixaram poucos objetos naquela área.

“Os objetos que estavam na atual região onde estão situados os asteroides Cybele hoje não poderiam ter sobrevivido a essa fase de migração planetária”, afirmou Carruba.

“Isso reforça nossa hipótese de que os objetos que estão hoje na região do Cybele chegaram muito depois dessa fase de migração planetária. Por isso são tão poucos em comparação com o número de objetos que há no cinturão principal de asteroides”, estimou.

Os mapas dinâmicos da região ocupada hoje pelo Cybele – entre as ressonâncias de movimento médio 2J:-1A e 5J:-3A com Júpiter – mostram que a área tornou-se dinamicamente estável após o posicionamento dos planetas, depois da migração planetária.

Essa constatação afasta a hipótese de que há um número relativamente baixo de asteroides na região do Cybele em comparação com outras do cinturão principal porque a região estaria perdendo objetos nos últimos milhões de anos, apontou Carruba.

“A região onde está situada a classe de asteroides Cybele poderia ter muito mais objetos”, afirmou.

Maior Extensão

De acordo com o pesquisador, os objetos da classe Cybele são, em sua maioria, asteroides escuros, de baixa densidade e associados a grupos taxonômicos primitivos.

Muitos dos objetos são do tipo C – o tipo de asteroide mais comum –, com pouca capacidade de refletir luz, baixa densidade e associados a regiões mais externas do Sistema Solar.

“Os objetos do tipo C são menos evoluídos do ponto de vista químico e de composição e originam de corpos menos diferenciados ao longo de sua evolução”, explicou Carruba.

Segundo o pesquisador, diversos asteroides binários e triplos – quando dois ou três asteroides “companheiros” possuem tamanhos similares – também foram identificados na região de Cybele.

Entre eles o 87 Sylvia – um asteroide triplo associado com a família dinâmica de asteroides mais numerosa da região –, contou Carruba.

“Reidentificamos as famílias de asteroides na região do Cybele e conseguimos constatar, com algumas dúvidas, que uma nova família de asteroides, chamada Helga – proposta por um grupo de pesquisadores russos em 2014 –, é a que está situada mais longe na área do Cybele e pode ser o grupo mais externo do cinturão principal de asteroides”, explicou.

“Dessa forma, os Cybele podem se estender para mais longe do que se pensava”, afirmou.

Outra conclusão feita a partir das simulações realizadas pelos pesquisadores é que nenhum dos grupos de asteroides observados na região do Cybele poderia ter uma idade superior a 3 bilhões de anos.

O artigo “Dynamical evolution of the Cybele asteroids” (doi: 10.1093/mnras/stv997), de Carruba e outros, pode ser lido por assinantes da Monthly Notices of the Royal Astronomical Society em mnras.oxfordjournals.org/content/451/1/244.abstract.


Fonte: Site da Agência FAPESP

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Resultados da Primeira Missão no Navio Vital de Oliveira Devem Auxiliar no Alerta a Eventos Extremos

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (29/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que resultados da primeira missão no navio Vital de Oliveira devem auxiliar no alerta a Eventos Extremos.

Duda Falcão

Resultados da Primeira Missão no Navio
Vital de Oliveira Devem Auxiliar no
Alerta a Eventos Extremos

Quarta-feira, 29 de Julho de 2015

Dados coletados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) durante a primeira missão científica do Navio de Pesquisa Hidroceanográfico (NPqHo) Vital de Oliveira contribuirão para o aprimoramento dos sistemas de previsão do tempo e clima do Brasil. As informações, que impactam principalmente a região costeira e podem auxiliar na prevenção e alerta de eventos extremos, como temporais e secas, foram obtidas natravessia da embarcação entre Cape Town, na África do Sul, e Arraial do Cabo (RJ), realizada entre os dias 27 de junho e 15 de julho.

Para estudar os processos de interação oceano-atmosfera, os pesquisadores do INPE lançaram balões com radiossondas (sondas atmosféricas que medem variáveis como umidade, temperatura, velocidade e direção do vento) simultaneamente ao lançamento de sondas oceânicas. A equipe do INPE montou ainda uma torre micrometeorológica na proa do navio para o cálculo de estimativa dos fluxos de CO2, momentum, calor latente e sensível.

“É a primeira vez que um experimento desse tipo é realizado nessa região do Oceano Atlântico, o que permite compreender o papel dos vórtices oceânicos, que se propagam no Corredor das Agulhas em direção à costa brasileira, nos processos de troca de gases de efeito estufa (CO2, H2Og). Essas coletas foram realizadas de forma contínua entre a África do Sul e o Brasil”, explica Marcelo Santini, doutorando da UFSM que integra a equipe de pesquisadores do Programa Antártico do INPE. “Durante o cruzeiroforam lançados três perfiladores para o monitoramento da evolução da estrutura oceânica durante a migração dos vórtices”.

Os pesquisadores do INPE integraram a expedição liderada por Moacyr Araújo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que contou ainda com participantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

As medidas meteoceanográficas tomadas durante a travessia servirão para analisar a vizinhança e o interior de vórtices de mesoescala que se propagam dentro do Corredor das Agulhas, que se estende do sul da África para oeste, em direção ao interior do Atlântico Sul. Essas estruturas influenciam a dinâmica das correntes e do clima e características bioquímicas que afetam a distribuição de organismos marinhos (fitoplâncton, entre outros).

“Medições de diversas variáveis físicas, químicas e biológicas da água do mar foram obtidas, principalmente nas regiões oceânicas onde se localizavam os vórtices. Do lado atmosférico foram obtidas estimativas dos fluxos de CO2, quantidade de movimento, calor sensível, calor latente, além da realização de radiossondagens para observação dos perfis termodinâmicos”, conclui o pesquisador do INPE.

Lançamento de derivador/perfilador.
Lançamento de balão meteorológico com radiossonda atmosférica
para obter um perfil de várias propriedades da atmosfera como
temperatura do ar, umidade e outras importantes para se conhecer o
papel do Oceano Atlântico Sul na modulação da camada limite atmosférica.
Montagem e operação da torre micrometeorológica
na proa do navio.
Pesquisadores do INPE/UFSM que participaram do cruzeiro científico inaugural.
Da esquerda para direita: Marcelo Santini, Isabel Porto, Rose Freitas,
Luís F. Mendonça e Pablo S. de Oliveira.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

INPE e ECMWF Formalizam Convênio

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (28/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto e o Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo (ECMWF) formalizam convênio de cooperação.

Duda Falcão

INPE e ECMWF Formalizam Convênio

Terça-feira, 28 de Julho de 2015

O conselho do Centro Europeu de Previsão de Tempo de Médio Prazo (ECMWF, na sigla em inglês) comunicou a aprovação do convênio de cooperação proposto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O acordo garante a continuidade da parceria entre o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE e o ECMWF que, entre outras atividades, desenvolveram em conjunto o Metview, um software livre para acesso, processamento e visualização de dados meteorológicos.

A cooperação é importante em termos científicos, especialmente nas áreas de desenvolvimento da modelagem, da assimilação dos dados e desenvolvimento conjunto de softwares meteorológicos.

Além disso, reforça o interesse comum dos órgãos em desenvolver pesquisa para melhoria da modelagem nos trópicos. O convênio garante ainda ao INPE o acesso aos cursos oferecidos pelo ECMWF.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)