sábado, 25 de junho de 2016

Cadastre-se Como Sócio da BAR

Olá leitor!

O Prof. Carlos Henrique Marchi postou uma nota hoje (25/06) no Blog “Minifoguete”, informando que já está aberto o cadastros para sócios da Associação Brasileira de Minifoguetes (ABmF) ou Brazilian Association of Rocketry (BAR). Inscrevam-se.

Duda Falcão

Cadastre-se Como Sócio da BAR

Está aberto o cadastro de sócio da BAR através do formulário disponível em


Quem deve fazer este cadastro?

·         Todas as pessoas que já manifestaram interesse em integrar a BAR no dia 24 de abril durante o Festival de Minifoguetes de Curitiba
·         Todas as pessoas que já manifestaram interesse em integrar a BAR por e-mail
·         Outras pessoas que tenham interesse em integrar a BAR

No momento, não é necessário pagar nenhuma taxa de inscrição ou cadastro.


Após a aprovação do Estatuto da BAR, que deverá ocorrer no segundo semestre de 2016, será iniciada a cobrança de uma taxa semestral ou anual, conforme for definido no Estatuto. Quem discordar do valor da taxa, não precisará pagá-la e será automaticamente desligado da BAR.

O Estatuto da BAR será votado por todos os sócios que estiverem cadastrados na ocasião.

A Associação continua aberta a todas pessoas com interesse em minifoguetes. Para se tornar sócio basta fazer o cadastro disponível no link acima.

Para esclarecer dúvidas entre em contato através do e-mail minifoguete@gmail.com

Grato

Atenciosamente,

Carlos Henrique Marchi
Associação Brasileira de Minifoguetes (ABmF)
Brazilian Association of Rocketry (BAR)


Fonte: Blog “Minifoguete“ - http://minifoguete.blogspot.com.br

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Palestra Aborda Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (24/06) no  site do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) destacando que na última quarta-feira (22/06) ocorreu neste instituto uma Palestra Sobre o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Duda Falcão

Notícias

Palestra Aborda Marco Legal
da Ciência, Tecnologia e Inovação

Assessoria de Comunicação Social
24/06/2016


Na última quarta-feira (22), ocorreu no ITA a palestra sobre o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, ministrada pela presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Helena Nader.

Durante a palestra, Helena Nader abordou a produção científica indexada no Brasil; a distribuição da ciência e inovação; os impactos e financiamentos de ciência, tecnologia e inovação no país; e os vetos, regulamentação e novas propostas do Marco Legal.

A atividade contou com a presença de aproximadamente 50 pessoas, entre eles representantes de institutos do DCTA, IEAv, IFI, IAE e IPEV, além de representantes do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT). Para o Pró-reitor de Extensão e Cooperação do ITA, professor Ernesto Cordeiro Marujo, “o tema é importante, e deve ser discutido. O marco terá impacto direto nos acordos de cooperação, relativos a investimento em pesquisa”.

O Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação foi sancionado em janeiro deste ano (Lei 13.243/16) e vem, entre outros pontos, incentivar as atividades de pesquisa científica; isenção e redução de impostos para exportação de insumos nas empresas do setor; desburocratizar os sistemas de licitação, compra e importação de produtos destinados à pesquisa científica e tecnológica; e ampliar o tempo máximo que os professores universitários poderão se dedicar a projetos de pesquisa e extensão. "A palestra da SBPC trouxe os necessários esclarecimentos quanto ao processo de transformação que está ocorrendo na gestão de CT&I no Brasil. Para o DCTA, berço de expressivas inovações, é crucial compreender tais mudanças e preparar-se para o futuro”, diz o Coronel Aviador César Augusto O’Donnell, diretor do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), instituição responsável pelo Núcleo de Inovação Tecnológica do DCTA.

Sobre a SBPC

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) é uma entidade civil sem fins lucrativos ou posição político-partidária, voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico, e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Desde sua fundação, em 1948, a SBPC exerce um papel importante na expansão e no aperfeiçoamento do sistema nacional de ciência e tecnologia, bem como na difusão e popularização da ciência no Brasil.


Fonte: Site do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)

Satélite de Alta Resolução Será Usado na Segurança dos Jogos Rio 2016

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (20/06) no site da “Agência Brasil” destacando que Satélite de Alta Resolução israelense será usado na segurança dos Jogos Rio 2016.

Duda Falcão

Geral

Satélite de Alta Resolução Será Usado
na Segurança dos Jogos Rio 2016

Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil
Edição: Nádia Franco
20/06/2016 - 20h19 – Brasília

O Brasil terá o apoio de um satélite de alta resolução para reforçar a segurança durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. O anúncio foi feito no último fim de semana pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Segundo o ministro, o satélite possibilitará fiscalizações bastante detalhadas da cidade durante os eventos esportivos.

"Trata-se de um satélite israelense de baixa altitude, com capacidade de definição em até 50 centímetros em um espaço de 450 quilômetros. O satélite é capaz de visualizar e identificar objetos, pessoas, carros, mercadorias”, explicou Jungmann.

O equipamento será usado de forma experimental por seis meses, como complemento da segurança e. futuramente, servirá de apoio na fiscalização fronteiriça, acrescentou o ministro.

Forças Armadas nos Jogos

As Forças Armadas vão designar 38 mil militares para cuidar da segurança dos Jogos Olímpicos do Rio, de 5 a 21 de agosto deste ano. Desse total, 20 mil atuarão na cidade-sede e o restante do efetivo será distribuído entre mais cinco cidades que receberão partidas de futebol masculino e feminino: Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Salvador e São Paulo.
A previsão era empregar o efetivo na segurança de fronteiras, instalações dos eventos e escolta de autoridades, deixando o patrulhamento da cidade a cargo das polícias locais.

No entanto, o governador interino do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, pediu ao presidente interino Michel Temer que as Forças Armadas também atuem no no policiamento ostensivo nas linhas Vermelha e Amarela, na Avenida Brasil e no Aeroporto Internacional Tom Jobim.


Fonte: Site da Agência Brasil

Comentário: Pois é leitor após 55 anos de Programa Espacial está é mais uma clara demonstração do fracasso do Programa Espacial Brasileiro. Recebo esta notícia com extrema tristeza, pois tenho certeza que se tivéssemos os recursos que o país teve para investir e se recursou nos últimos trinta anos, e se mudanças na legislação, na operacionalidade e na mentalidade desses governos civis de merda fosse outra, o Brasil hoje não estaria passando por esta situação que inclusive é potencialmente perigosa. Dados leitor, sempre serão dados que na mão de um país tão ligado aos americanos, é um prato cheio que certamente será oferecido sem qualquer cerimonia aos patrícios do TIO SAM. Cada vez mais informações sobre nossas cidades, nossa infraestrutura, nossas fraquezas e por ai vai são oferecidos sem qualquer controle por gente que não enxerga um palmo diante do nariz, ou estão sendo beneficiados com estas ações estapafúrdias e irresponsáveis. Dessa forma quem precisa temer um SGDC da vida???? Kkkkkkkkkk, só mesmo o erário publico do país. Triste.

CARTA ABERTA de Servidores do INPE ao Ministro Gilberto Kassab Sobre a Sucessão na Direção do Instituto

Olá leitor!

Segue abaixo uma ‘Carta Aberta’ dos servidores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) enviada ao Ministro Gilberto Kassab e publicada dia (21/06) no “Blog SindCT Espacial”, tendo como tema o conturbado e polêmico processo de sucessão de diretor deste instituto

Duda Falcão

CARTA ABERTA de Servidores do INPE
ao Ministro Gilberto Kassab Sobre a
Sucessão na Direção do Instituto

Movimento Processo Sucessório Transparente
21 de junho de 2016


Atualmente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) passa por um processo de sucessão para a escolha de seu novo diretor, que administrará o Instituto pelos próximos quatro anos. O Movimento Processo Sucessório Transparente, criado por servidores da instituição com o objetivo de discutir o processo que culminará na escolha do próximo diretor(a), à luz dos problemas e necessidades por que passa o órgão, reuniu-se no dia 21 de junho de 2016 e aprovou a presente CARTA ABERTA ao ministro Gilberto Kassab e à sociedade em geral, com o objetivo de apontar as falhas e vícios de origem que deram vez à instalação do comitê de busca responsável por elaborar a lista tríplice de nomes a ser submetida ao ministro para que este escolha, dentre os nomes apresentados, o próximo diretor do INPE.

O processo sucessório para escolha do novo diretor do INPE teve início com a Portaria nº 073/2016, de 22/01/2016, do então Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), instituindo Comitê de Busca para elaboração da lista tríplice. Compuseram este comitê, como presidente, Marco Antonio Raupp, presidente da Organização Social (OS) que administra o Parque Tecnológico de São José dos Campos; Rogério Cezar de Cerqueira Leite, professor da Unicamp e criador da OS que administra o Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM); Luiz Bevilacqua, da UFRJ, Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); e Reginaldo dos Santos, da empresa binacional Alcantara Cyclone Space (ACS).

Desde o momento em que o comitê de busca foi tornado público, em janeiro de 2016, tanto o sindicato ligado aos servidores do INPE (SindCT), quanto a própria comunidade inpeana, por meio de um abaixo-assinado, passaram a questionar a falta de representatividade daquele colegiado, uma vez que o mesmo não possuía um único representante da instituição entre os seus membros.

Outro problema, ainda mais grave, foi o fato de que quatro dos cinco membros que constituíram o comitê de busca fazem parte do Conselho de Administração e Diretoria da OS que administra o CNPEM, enquanto um dos três nomes escolhidos para compor a lista tríplice faz parte da Comissão de Avaliação do Contrato de Gestão desta mesma OS, a quem cabe avaliar e aprovar os atos e as contas do Conselho de Administração, configurando, se não um conflito de interesses entre as partes, ao menos um aparente desvio de finalidade por parte do comitê.

Outro fato que chamou atenção na lista tríplice elaborada pelo comitê de busca diz respeito à indicação de um candidato do meio empresarial, com o agravante do mesmo ter criado uma empresa que atende ao INPE na área de engenharia espacial e que, mesmo tendo vendido a empresa a uma multinacional do setor, continua atuando como representante desta empresa em contratos junto ao INPE. Inclusive, o Diário Oficial da União.

(DOU) publicou no último dia 2 de junho extrato de um contrato celebrado entre a Funcate/INPE e este candidato, no valor de 3.928.000,00 (três milhões novecentos e vinte e oito mil) euros, para o fornecimento de equipamentos para o satélite Amazonia-1, em desenvolvimento no INPE. Ainda que se leve em conta a obrigatoriedade deste candidato vir a se desincompatibilizar de suas atividades privadas caso seja indicado para assumir a direção do Instituto, há que se questionar até que ponto o mesmo defenderá os interesses do INPE ou das empresas que prestam serviços ao mesmo, em particular nos casos em que houver interesses divergentes ou litígio entre as partes.

Por todo o exposto, o Movimento Processo Sucessório Transparente vem denunciar a falta de isenção, representatividade e transparência do comitê de busca instituído para conduzir a sucessão na direção do INPE, bem como se manifestar pela imediata anulação, por parte do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), de todos os atos praticados por este colegiado. Entendemos que a melhor maneira de se constituir a nova lista tríplice seja, por exemplo, por meio de consulta direta entre os próprios servidores do INPE, em processo análogo ao que a instituição já está acostumada a fazer na escolha de seus gestores em algumas coordenações e chefias de unidades. Um processo de consulta direta junto aos servidores, seja para a formação da lista tríplice, seja para a formação de novo Comitê de Busca constituído também por representantes da comunidade inpeana, tornaria a escolha da nova direção um momento privilegiado para se aprofundar nas reais necessidades e desafios por que passa o Instituto, favorecendo a escolha de um diretor(a) realmente compromissado com o futuro da instituição.

O INPE é uma instituição sólida, com quase 55 anos de relevantes serviços prestados ao Brasil, possuindo, portanto, maturidade suficiente para contribuir, de forma democrática e participativa, no processo de escolha de seu dirigente máximo.

São José dos Campos, 21 de junho de 2016.


Fonte: Blog SindCT Espacial - http://sindctespacial.blogspot.com.br

Desvendando o Mistério da Máquina de Anticítera

Olá leitor!

Trago agora para você uma interessante vídeo reportagem exibida de 22/06 em português pelo “Canal EURONEWS” sobre o esclarecimento do que eu considero um dos maiores mistério da humanidade, ou seja, a pura e simples existência da Máquina de Anticítera, maquina mecânica com mais de 2000 mil anos que hoje se sabe foi desenvolvida pelos gregos para o uso astronômico, descoberta que foi num naufrágio há mais de um século, perto da ilha grega que lhe deu o nome. Vale a pena conferir esta interessante reportagem.


Aproveitamos para agradecer ao leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio desta reportagem.

Duda Falcão

Comandante da Aeronáutica Define CLBI Como Organização de Referência

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante nota sobre a recente visita do Tenente Brigadeiro do Ar Luiz Nivaldo Rossato ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) postada dia (22/06) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Duda Falcão

Comandante da Aeronáutica Define CLBI
Como Organização de Referência

Coordenação de Comunicação Social (CCS)
22/06/2016

Foto: CLBI

Em recente visita à Guarnição de Aeronáutica de Natal, em maio, o Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Luiz Nivaldo Rossato visitou o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, onde conheceu as instalações do Centro de Cultura Espacial e Informações Turísticas (CCEIT) e as novas instalações do Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT Espacial).

O Centro de Cultura Espacial é um local destinado e adequado a disseminar a história do Programa Espacial Brasileiro e, sobretudo, do legado histórico do CLBI ao longo dos 50 anos de atividades voltados ao Programa Espacial Brasileiro. No local acontece exposição estática de veículos espaciais, apresentação de filmes institucionais e de atividades operacionais, além de acervos diversos à disposição do público, tais como aeronave de caça AT-26 Xavante e o Projeto Tamar.

Durante a visita também foram apresentadas ao Comandante as propostas sugeridas para melhor integração do Centro de Cultura ao Projeto do Governo do Estado do Rio Grande do Norte para construção da ciclovia na Rodovia RN 063 – Rota do Sol.

Também participaram da comitiva o Comandante Ten Brig Ar Egito – Diretor-Geral do DCTA, Maj Brig Ar Damasceno – Chefe do GABAER, Brig Ar Farcic – Comandante da FAE 1 e Brig Ar Walcyr – chefe da Quinta Subchefia do EMAER.

A comitiva visitou ainda o canteiro de obras do Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT Espacial). O projeto financiado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), já está com 90% da execução concluída, e destina-se à difusão do acesso ao conhecimento científico e tecnológico, de conhecimentos práticos na área de serviços técnicos e de transferência de conhecimentos tecnológicos na temática espacial.

No CVT também serão conduzidas as atividades de educação, cultura, capacitação tecnológica e inserção digital. Haverá também um espaço projetado e customizado na temática espacial, e outro que simula um ambiente de desenvolvimento e condução de atividades típicas de uma missão espacial.

Parceria - O Acordo de Mútua Cooperação entre a AEB e o CLBI permite, além de atender à demanda da Agência na estimulação vocacional à atividade espacial aos jovens estudantes, dispor de um espaço voltado à pesquisa e utilizar também o acervo tecnológico que comporá o CVT.

Ao registrar sua passagem pelo CLBI, o Ten Brig Ar Rossato destacou o reconhecimento ao trabalho realizado pelos servidores do Centro, bem como a relevância da Organização para o Programa Espacial: “Sempre é um grande prazer visitar o CLBI, organização de referência na área espacial brasileira. Possui um grupo seleto de engenheiros e técnicos dedicados.

Certamente, é uma questão de tempo para que nos coloquem no patamar que todos almejamos”. E ressaltou: O Brasil, com sua dimensão continental de mais de 12 milhões de quilômetros quadrados, não pode prescindir do uso do espaço”. No dia subsequente à visita ao CLBI, o Comandante da Aeronáutica ministrou palestra à audiência composta por oficiais da Guarnição de Natal.

Ele falou sobre a concepção estratégica da “Força Aérea 100” para os próximos 25 anos, prevista na diretriz do Comando da Aeronáutica (DCA) nº 11-51/2016, que trata da reestruturação organizacional da Força Aérea Brasileira – mudanças administrativas que visam modernizar e otimizar o trabalho em todas as áreas, primando pela excelência na administração dos recursos financeiros, patrimoniais, materiais e humanos, bem como atuando na modernização dos meios operacionais.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: A única coisa em nossa visão que torna essa nota realmente interessante leitor é a informação de que as obras do Centro Vocacional Tecnológico Espacial (CVT Espacial) já estão com 90% da sua execução concluída, um projeto que costumava ser (não sei se ainda é) a grande bandeira da gestão do Diretor da Área de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, o Sr. Carlos Alberto Gurgel Veras, que em agosto de 2015, em resposta a alguns questionamentos feitos na época pelo BLOG em decorrência da participação que ocorreria em janeiro de 2016 deste projeto educativo no evento do "AIAA -American Institute of Aeronautics and Astronautics", nos enviou um e-mail que publicamos na íntegra em 28/08 daquele ano (veja aqui). Este caro leitor é realmente um Projeto que consideramos de valor e multiplicador de possibilidades difíceis de serem mensuradas neste momento. Caso realmente venha a ser conduzido com a competência e seriedade necessária o "CVT Espacial" poderá ajudar muito na formação de novos profissionais para o setor espacial estimulando o Espaçomodelismo entre os jovens do ensino médio e creio que também entre nossos universitários. Se tivéssemos realmente um Programa Espacial de verdade e comprometido, esses Centros Vocacionais já deveriam está funcionando no CLBI, CLA e em São José dos Campos e com perspectivas de serem instalados em Santa Maria-RS, em Brasília-DF, em Manaus-AM (só citando alguns exemplos), evidentemente cada um explorando as características e interesses espaciais de cada região. Enfim, caminhamos a passos de tartaruga para concluirmos apenas o primeiro, esta é a nossa realidade, a realidade de um Programa que não conta com o apoio incondicional do seu governo de merda como deveria. Já quanto à notícia da visita do Comandante da Aeronáutica ao CLBI, leitor, vamos falar serio, este militar foi apenas passear em Natal, capital nordestina muito agradável, diga-se de passagem. No dia em que um destes comandantes chegar em um desses centros ou mesmo no DCTA e dizer: Acabou a brincadeira, temos de construir um lançador de satélites e eu vou a Brasília ‘EXIGIR’ da Presidência da Republica recursos financeiros e humanos e o apoio politico para as mudanças na legislação necessárias que permita atingirmos este objetivo”, então algo que não seja 'jogo de cena' sairá destas visitas, por enquanto são apenas passeios a custa do erário público. Triste.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Estado do Rio Ganha Nova Equipe de Fogueteiros

Olá leitor!

Apesar do caos que o nosso “Patinho Feio” vem enfrentando desde a chegada destes desgovernos civis populistas de merda, o Espaçomodelismo no Brasil é uma área das atividades espaciais no país que de cinco anos pra cá vem em franco desenvolvimento dentro das universidades brasileiras, como já sinalizamos em outras oportunidades aqui no BLOG.

Logo da equipe.
São grupos de estudantes fogueteiros universitários apaixonados que estão surgindo pelos quatro cantos do Brasil e agora também em um instituto técnico do Estado do Rio de Janeiro.

Trata-se leitor do “Grupo de Foguetes Rocket Wolf (GFRW)” do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET) vinculado ao Ministério da Educação (ME), centro este localizado na capital carioca.

Com isso o Estado do Rio que já contava com três equipes, ou seja, o “Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro (GFRJ)” da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), a equipe “Minerva Rockets” da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a equipe do “Programa CEOS” do Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exercito Brasileiro, passa agora também a contar com esta quarta equipe carioca, o que é muito bom para o Espaçomodelismo no Brasil, principalmente por ser esta a primeira equipe em atividade (que temos conhecimento) dentro de um instituto técnico federal.

Alguns integrantes da equipe GFRW do CEFET.

É verdade que anos atrás o Instituto Federal Fluminense (IFI) de Campos dos Goytacazes (RJ) sob a coordenação do Prof. Cedric Salloto, iniciou e concluiu um projeto de um Foguete Experimental de Sondagem Atmosférica denominado de AAT/IFFv1, mas até onde eu sei este projeto não sofreu continuidade.

Vale aqui também registrar o grande e inovador esforço que vem realizando o GFRJ da UERJ em aglutinar todos os interessados em Espaçomodelismo no Estado do Rio, visando com isto o desenvolvimento desta atividade neste estado do sudeste brasileiro. Fala-se até na criação de uma “Associação Aeroespacial do Estado do Rio de Janeiro” não só para atuar na área de foguetes e minifoguetes, como também na área de cubesats, e que se associaria a nossa associação nacional recentemente criada (ABMF) para assim representá-la no Estado do Rio e na luta em prol desta importante atividade educacional do país.

Voltando ao GFRW do CEFET, alguns integrantes desta equipe estiveram na última sexta-feira (17/06) participando ao lado de integrantes do GFRJ e da equipe Minerva Rockets, de uma “Oficina de Minifoguetes” na UERJ ministrada pelo Prof. Dr. João Batista Canalle. Abaixo segue algumas fotos desta oficina.

Oficina de Minifoguetes na UERJ.

O Blog BRAZILIAN SPACE deseja boas vindas à equipe GFRW do CEFET e espera que outras equipes possam continuar surgindo no Estado do Rio, bem como em todo Brasil.

Duda Falcão

NanosatC-Br1 Completa Dois Anos e Segue Transmitindo Dados Científicos do Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo a nota oficial postada ontem (22/06) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando os dois anos completados no Espaço do nanosatélite NanosatC-Br1.

Duda Falcão

NanosatC-Br1 Completa Dois Anos e Segue
Transmitindo Dados Científicos do Espaço

Quarta-feira, 22 de Junho de 2016

Com dois anos em órbita completados no dia 19 de junho, o cubesat brasileiro NanosatC-Br1 continua transmitindo os dados dos susbsistemas de suas plataformas e de seus experimentos.

Esta é a primeira missão brasileira com o uso de cubesats e, também, a primeira a gerar dados do meio espacial, no caso do campo magnético da Terra, inclusive na Anomalia Magnética do Atlântico Sul.

Radioamadores estão participando do rastreio e coleta de dados do NanosatC-Br1 desde o seu lançamento. Na data do segundo aniversário, informações do cubesat (figuras abaixo) foram recebidas na Alemanha e retransmitidas à estação de cube/nanosats do Centro Regional Sul do INPE, em Santa Maria (RS), pelo radioamador Paulo Leite (PV8DX), em Boa Vista (RR).

Resultados

Em 8 de junho, os resultados do terceiro experimento a bordo do NanosatC-Br1, um FPGA tolerante a falhas, foram apresentados em simpósio internacional de cubesats promovido em Brasília pelo Núcleo de Controle de Projetos Espaciais do Comando da Aeronáutica (NuCOPE). Responsável pelo experimento, Fernanda Kastensmidt, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mostrou o desempenho do FPGA desenvolvido para suportar radiações no espaço.

Os outros dois experimentos a bordo do NanosatC-Br1, um magnetômetro e um circuito integrado tolerante à radiação, já tiveram os seus resultados apresentados e divulgados em eventos no Brasil e no exterior.

Desenvolvido pelo INPE em cooperação com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o cubesat é resultado de projeto voltado à capacitação de recursos humanos para a área espacial. "Pelo lado de formação, dois dos ex-alunos da UFSM participantes do projeto são hoje servidores da Coordenação de Engenharia Espacial do INPE e outros seguem doutorado na área no INPE e em outras universidades no Brasil e no exterior, tendo participado de outros projetos de cubesats brasileiros", informam Nelson Jorge Schuch e Otávio Durão, pesquisadores do INPE que coordenam o desenvolvimento de cubesats.

O mesmo grupo trabalha agora no NanosatC-Br2, com o dobro de capacidade para experimentos. Serão seis: sonda de Langmuir e magnetômetro (desenvolvidos pelo INPE), subsistema de determinação de atitude com tripla redundância (UFMG/UFABC/INPE), circuito ASIC (UFSM), hardware FPGA TF (UFRGS) e comunicação de dados (AMSAT-Br/LABRE).

Os softwares de bordo de gerenciamento de dados e de controle e o de solo estão sendo desenvolvidos pelo INPE em parceria com pequenas empresas fundadas por ex-alunos da pós-graduação do próprio Instituto. O lançamento do NanosatC-Br2 está previsto para o primeiro semestre de 2017.

Mais informações: www.inpe.br/crs/nanosat

Acima, um dos frames transmitidos pelo NanosatC-Br1
na data de seu segundo aniversário.
A figura acima aponta a estação na Alemanha que captou dados do NanosatC-Br1, retransmitidos para a estação do CRS/INPE pelo radioamador Paulo Leite (PV8DX).


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Simplesmente maravilhoso o que esse grupo de pesquisadores vem realizado e vem mais por ai. Avante Programa NanosatC-BR.

Nova Atualização de Nossas Campanhas

Olá leitor!

Mais uma quinta-feira do mês e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores, até esta semana 13 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto JupiterUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Grupo Pionners Grupo: GREAVE. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS:Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, até o momento apenas três colaboradores finalizaram suas contribuições no mês de junho no vakinha.com.br. Eles foram:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Fabrício Kucinskis (INPE)
3 - Leo Nivaldo Sandoli

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

quarta-feira, 22 de junho de 2016

ITA Rocket Design Lança Foguete no IREC - Veja o Vídeo

Olá leitor!

Há horas atrás a equipe “ITA Rocket Design” do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) postou em sua página oficial no Facebook uma nota com o vídeo do lançamento do seu Foguete RD-06 durante as atividades do  “Intercollegiate Rocket Engineering Competition (IREC 2016)” em Green River, nos EUA. Veja o vídeo abaixo.

video

Segundo a nota, com este lançamento a equipe obteve excelentes resultados, ou seja, a propulsão do foguete funcionou perfeitamente além de sua aviônica e a aquisição de dados pela carga útil.

Entretanto infelizmente o RD-06 alcançou apenas a altura de 5800 pés, devido a um erro inesperado durante a subida, o que causou a ejeção prematura do paraquedas principal.

Ainda segundo a nota simulações a partir dos dados do voo revelaram que o apogeu que seria alcançado seria de 10.200 pés, altitude almejada na competição. Além disso, o foguete foi encontrado praticamente intacto, apesar da falha ocorrida.

A nota finaliza dizendo que apesar da falha a equipe ficou satisfeita com os resultados alcançados com o projeto deste ano, e para a próxima edição da competição, os erros serão corrigidos e inovações serão implementadas.

Duda Falcão

LNA Desenvolve Instrumento Astronômico Para Observatório Internacional no Chile

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada hoje (22/06) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) destacando que o “Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA)” desenvolve instrumento astronômico para Observatório Internacional no Chile.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

LNA Desenvolve Instrumento Astronômico
Para Observatório Internacional no Chile

Primeiro espectrógrafo de alta resolução construído no Brasil será enviado
para o Telescópio Soar, no Chile. Instrumento, que promete aperfeiçoar
pesquisas astronômicas, recebeu R$ 2,5 milhões em investimentos.

Por Ascom do MCTIC
Publicação: 22/06/2016 | 08:00
Última modificação: 22/06/2016 | 08:35

Crédito: Laboratório Nacional de Astrofísica
Telescópio Soar, no Chile, vai receber equipamento
astronômicos produzido no Brasil.

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em Itajubá (MG), vão entregar em julho o primeiro espectrógrafo de alta resolução construído no Brasil. Chamado STELES (Soar Telescope Èchelle Spectrograph), o equipamento será instalado no telescópio Soar, no Chile, um consórcio internacional que reúne parceiros brasileiros, norte-americanos e chilenos.

"Esse instrumento pega a luz de uma estrela, de uma galáxia e separa em comprimentos de onda. O diferencial é que ele é capaz de observar numa única imagem desde o ultravioleta até próximo do infravermelho", explica o diretor do LNA, Bruno Castilho.

Segundo ele, o STELES irá aperfeiçoar as pesquisas astronômicas permitindo uma medida mais acurada da matéria que compõe os objetos celestes. "Dá muita vantagem para os astrônomos que poderão observar vários aspectos do mesmo objeto numa única observação. Ele coletará informações como a temperatura, a gravidade da superfície, a rotação e a composição química das estrelas com uma observação apenas. Poucos instrumentos instalados no mundo são capazes disso."

O equipamento é composto por mais de cinco mil peças, a maior parte projetada por engenheiros e pesquisadores do LNA. Os investimentos para a conclusão do STELES somam cerca de R$ 2,5 milhões, dos quais R$ 1,3 milhão são do MCTIC, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). O restante dos recursos são da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

"O projeto, a construção, a montagem e toda a parte mecânica foram feitos no Brasil. O que não existia no país nós projetamos no LNA e produzimos em fábricas da região. Tentamos nacionalizar ao máximo o projeto, importando poucos componentes, como os elementos ópticos", informa Castilho.

Para o diretor do LNA, isso comprova a capacidade brasileira em inovar e capacitar pessoas para atuar em ciência, tecnologia e inovação. "A gente conseguiu construir o equipamento. Isso gera uma capacitação que é a gente poder construir instrumentos para o Brasil e até para o mercado internacional. Podemos fabricar no Brasil", ressalta.

Aparelho de Fotografar as Cores da Luz

A espectroscopia é uma técnica que permite captar a luz do corpo celeste que está sendo observado e separá-la em seus diversos comprimentos de onda. É o efeito similar ao que ocorre com as gotas d'água na nossa atmosfera, que dispersam a luz do sol e a separa em seus diversos comprimentos de onda, resultando em um arco-íris.

O estudo das linhas de absorção da luz permite o cálculo da quantidade de elementos existentes na atmosfera de um corpo celeste, como cálcio ou ferro, por exemplo, além de descobrir sua massa, temperatura, gravidade, raio, e velocidade de rotação.

"Além de mostrar as linhas, o espectro das estrelas com muitos detalhes, o STELES também consegue observar na região do ultravioleta, e com isso a gente pode, por exemplo, observar as linhas de berílio, elemento químico formado no início do universo, durante o Big Bang, daí pode-se determinar a idade das estrelas e encontrar respostas sobre a evolução estelar. O STELES vai suprir essa lacuna para pesquisadores brasileiros e para a comunidade internacional", prevê Castilho.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicações (MCTIC)

Astrônomos Brasileiros Observam Explosões Solares em Frequências Inéditas

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (22/06) no site da Agência FAPESP, destacando que Astrônomos Brasileiros observam Explosões Solares em Frequências Inéditas.

Duda Falcão

Notícias

Astrônomos Brasileiros Observam
Explosões Solares em Frequências Inéditas

Elton Alisson
Agência FAPESP
22 de junho de 2016

Pesquisadores da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em colaboração
 com colegas do país e do exterior, fizeram a primeira observação
de explosões solares em 3 e 7 terahertz.

Pesquisadores do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM), da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), em colaboração com colegas do Brasil e do exterior, conseguiram fazer a primeira observação de explosões solares nas frequências de 3 e 7 terahertz (THz).

O anúncio foi feito durante a Reunião Anual da Divisão de Física Solar da American Astronomical Society, realizada entre os dias 31 de maio e 3 de junho em Boulder, no Colorado, nos Estados Unidos.

“Conseguimos provar que é possível detectar explosões solares nessas faixas de frequências de terahertz. Isso abre novas perspectivas observacionais”, disse Pierre Kaufmann, pesquisador do CRAAM-UPM e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

A observação foi feita por meio do experimento espacial Solar-T – um telescópio fotométrico duplo, projetado e construído no Brasil por pesquisadores do CRAAM-UPM, em colaboração com colegas do Centro de Componentes Semicondutores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Desenvolvido por meio de um Projeto Temático e de um Auxílio Regular, apoiados pela FAPESP, o Solar-T foi acoplado a um balão estratosférico lançado pela agência espacial norte-americana – a Nasa –, em 19 de janeiro, na base MacMurdo dos Estados Unidos na Antártica, em uma missão voltada a observar o Sol (Leia mais em: agencia.fapesp.br/22605/).

Durante os 12 dias de duração de um voo de circunavegação a 40 mil metros de altitude na Antártica, o Solar-T coletou ininterruptamente a energia que emana das explosões solares nas frequências de 3 e 7 THz, correspondentes a uma faixa da radiação infravermelha distante.

As observações nessa faixa de radiação situada no espectro eletromagnético entre a luz visível e as ondas de rádio permitem fazer diagnósticos inéditos sobre a ocorrência de explosões associadas aos campos magnéticos das regiões ativas do Sol, que muitas vezes lançam em direção à Terra jatos de partículas de carga negativa (elétrons) aceleradas a grandes velocidades.

A radiação das explosões nessa faixa do infravermelho distante também torna possível uma nova abordagem para investigar fenômenos que produzem energia em regiões ativas que ficam entre a superfície do Sol, a fotosfera, onde a temperatura não passa dos 5,7 mil graus, e as camadas superiores e mais quentes: a cromosfera, onde as temperaturas alcançam 20 mil graus, e a coroa, que está a mais de 1 milhão de graus.

O problema, contudo, é que essas frequências de terahertz são impossíveis de serem medidas a partir do nível do solo porque são bloqueadas pela atmosfera, explicou Kaufmann. “É necessário ir ao espaço para medi-las e, para isso, uma nova tecnologia de detecção em THz teve que ser desenvolvida”, afirmou.

Por meio do Solar-T, os pesquisadores conseguiram finalmente observar pela primeira vez uma explosão solar nas frequências de 3 e 7 THz.

O telescópio fotométrico registrou no dia 28 de janeiro, exatamente às 12:12:10 (GMT), um evento solar impulsivo (que cresce rapidamente no decorrer do tempo) nas frequências de 3 e 7 THz.

O evento foi coincidente com uma explosão solar impulsiva detectada pelo telescópio terrestre Solar Submillimeter (SST), também da UPM, instalado no Complexo Astronômico El Leoncito, nos Andes argentinos, nas frequências de 0,2 e 0,4 THz, nas quais o equipamento opera.

Explosões simultâneas no mesmo dia e horário foram observadas com um abrilhantamento no visível (linha de emissão específica de hidrogênio, chamada de H-alfa, no vermelho) pelo telescópio HASTA, também instalado na Argentina, e em ultravioleta extremo (EUV) pela sonda não tripulada Solar Dynamics Observatory (SDO), da NASA.

“É possível ver pela observação em ultravioleta extremo que, antes do início da explosão solar, é formada uma grande estrutura, com um arco magnético com uma ponta brilhante que cai em direção à mancha solar”, descreveu Kaufmann.

“O momento em que a ponta brilhante do arco magnético se choca com a superfície da mancha solar coincide exatamente com a explosão solar impulsiva detectada nas frequências de 3 e 7 terahertz, subterahertz <[0,2 e 0,4 THz] e no visível”, detalhou.

Perspectivas

De acordo com Kaufmann, existiam muitas dúvidas e questionamentos na comunidade de pesquisa em radioastronomia e astrofísica se era possível detectar explosões solares na faixa de frequência de 3 e 7 THz.

Nos últimos dez anos, por meio do radiotelescópio SST, o pesquisador e sua equipe já tinham conseguido registrar explosões solares nas frequências de 0,2 e 0,4 THz.

Já nos últimos quatro anos, conseguiram monitorar explosões solares na frequência de 30 THz – correspondente ao infravermelho médio – por meio de um telescópio também instalado na Argentina e de outro telescópio situado na cobertura de um dos prédios da UPM, no centro de São Paulo.

Mas havia dúvidas se as explosões solares em 30 THz eram da mesma natureza das que observaram em 0,2 e 0,4 THz. Além disso, não se sabia se ocorriam explosões solares entre essas frequências e se era possível observá-las, ponderou Kaufmann.

“Agora, com a detecção de explosões solares em 3 e 7 terahertz, conseguimos provar que há explosões solares nessas frequências, que é possível observá-las e que elas continuam apresentando intensidade crescente de acordo com a frequência, que também era outro questionamento que havia”, afirmou.

“Aparentemente, as explosões solares em 3 e 7 terahertz são relativamente intensas para sinais muito fracos e também são observadas em frequências mais baixas, de 0,2 e 0,4 terahertz, embora sejam bem detectadas”, explicou.

Segundo o pesquisador, a detecção das explosões solares em 3 e 7 THz agora deverá ter implicações na interpretação dos mecanismos do fenômeno, tais como se são os mesmos conhecidos para explosões solares que ocorrem em outras frequências mais baixas.

Além disso, poderá abrir novas perspectivas observacionais de explosões solares em duas frentes.

A primeira delas deverá ser o aumento das frequências de observação de um novo telescópio, o Hats (High Altitude Terahertz Solar Telescope), que será instalado em um observatório a 5,5 mil metros de altitude em Famantina, nos Andes argentinos, previsto inicialmente para operar nas faixas de 0,85 e 1,4 THz.

“Já tomamos a decisão de operá-lo em frequências ainda mais altas do que as que tinham sido planejadas”, afirmou Kaufmann.

A segunda perspectiva observacional aberta pela detecção é a instalação no módulo russo da Estação Espacial Internacional (ISS) de uma versão melhorada do Solar-T com maior número de frequências.

A UPM possui um convênio com o Instituto Lebedev de Física de Moscou para instalar telescópios de detecção de frequências em terahertz na ISS. O sucesso da missão do Solar-T era uma precondição para qualificar a tecnologia que os pesquisadores brasileiros desenvolveram.

“O telescópio que será instalado na ISS deverá ter, provavelmente, entre 5 e 6 frequências terahertz diferentes. Nossa ideia é cobrir cada vez mais o espectro de observação de explosões solares em terahertz”, disse Kaufmann.


Fonte: Site da Agência FAPESP