quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Comunicado Importante


Olá leitor!

Estarei me refugiando a partir de hoje até o dia 22/02 no belo litoral norte de Salvador para as merecidas férias, e devido a isso o blog “BRAZILIAN SPACE” entrará em recesso por esse período, já que infelizmente ainda não me foi possível adquirir a comodidade de ter um Laptop. Aproveitando a oportunidade desejo a todos os leitores um bom carnaval.

Duda Falcão
(Blog Brazilian Space)

A Corrida Espacial - Artigo


Olá leitor!

Dando seqüência à coletânea de artigos escritos pelo engenheiro mecânico “Leandro G. Cardoso”, segue abaixo o artigo sobre "A Corrida Espacial”. Em março, o blog publicará o quarto artigo (ainda sem nome) dessa coletânea que terá como tema a propulsão líquida no Brasil. Fique atento.

Duda Falcão

A Corrida Espacial

Leandro G. Cardoso*

Muito se comentou ano passado sobre o primeiro pouso de Neil Armstrong e Edwin Aldrin na lua em 20 de julho de 1969, no que teria consagrado a vitória americana sobre a União Soviética na corrida espacial. Muito poucos, porém tem uma visão clara do que acontecia durante aquela dita “corrida”, e sobre o verdadeiro significado da façanha tecnológica que foi a conclusão bem sucedida da missão Apollo 11 e das missões seguintes do programa Apollo.

Na verdade os programas espaciais das duas superpotências da época tinham naturezas diferentes e eram encarados pelos respectivos governos de formas muito distintas, e a compreensão disto coloca o assunto em uma perspectiva diferente da que normalmente é apresentada nas aulas de história e nos meios de comunicação. O objetivo deste texto é apresentar esta nova perspectiva pouco conhecida sobre este assunto tão interessante.

O início da corrida espacial pode ser traçado ao final da segunda guerra mundial, quando tanto os Estados Unidos como a União Soviética capturaram técnicos, documentos e componentes dos foguetes V-2 utilizados pelos nazistas durante a guerra.

Em ambos os países o primeiro passo foi reproduzir estes foguetes ao longo dos últimos anos da década de quarenta, e estes esforços serviram de base para todo o desenvolvimento da pesquisa espacial posterior. Nesta altura tanto os EUA quanto a URSS não davam tanta importância assim para seus programas espaciais, até porque não esperavam obter nenhuma vantagem econômica, militar ou mesmo tecnológica com eles. Então em ambos os lados os começos foram modestos.

À partir do início da década de cinqüenta a União Soviética começou a construir seu arsenal de bombas atômicas em contraposição ao arsenal americano, mas ao contrário dos Estados Unidos não possuíam uma grande força de bombardeiros estratégicos para lançá-las. Fizeram portanto grandes esforços no desenvolvimento de mísseis maiores e mais poderosos.

Na URSS de início sequer existia um programa espacial oficial, o que havia era o desenvolvimento de mísseis nucleares que pudessem equilibrar a vantagem estratégica americana em bombardeiros. A idéia de utilizar o maior destes mísseis em desenvolvimento (o R-7) para lançar um satélite artificial partiu de um dos engenheiros responsável pelo desenvolvimento dos foguetes, Mikhail Tikhonravov, tendo sido adotada entusiasticamente por seu chefe Sergei Korolev. Mas eles só conseguiram convencer o general Dmitry Ustinov, na época responsável pelo programa de mísseis (era o equivalente ao ministro da defesa), a aprovar o lançamento ao garantir que seria um bom teste do R-7 como míssil, sem afetar o andamento e o sigilo do programa militar.

Enquanto isso, nos EUA praticamente todo o esforço para o lançamento de satélites artificiais (o primeiro passo de qualquer programa espacial digno do nome) estava concentrado no programa Vanguard da US Navy, utilizando como base uma evolução do foguete Viking chamado Vanguard. Este não era o foguete mais poderoso (este seria o Atlas da USAF) e nem o que estava em estágio de desenvolvimento mais avançado (o Jupiter do US Army) à disposição dos americanos, mas foi escolhido justamente por ser o único de aplicação não-militar e portanto sem problemas de sigilo. Como se vê, os americanos tinham exatamente a mesma preocupação dos soviéticos em preservar seus mísseis militares em segredo, apenas tinham um pequeno programa “menos bélico” (embora mantido em grande parte pela US Navy) que podiam utilizar.

Os russos ganharam esta parte da corrida de forma completamente inesperada pelos americanos, que não imaginavam que eles estivessem tão avançados. Aí a coisa mudou totalmente de figura.

O governo americano começou a coordenar todos os programas de foguetes para tentar superar os soviéticos, que ainda não tinham um programa espacial definido, e lançaram seu primeiro satélite com um foguete Jupiter-C. Mas o R-7 era uma realização tecnológica tão notável que mesmo com os melhores foguetes que dispunham no momento (Atlas e Delta) os americanos não conseguiram virar o jogo e os russos em rápida seqüência lançaram satélites muito maiores que os americanos, colocaram o primeiro homem no espaço, lançaram as primeiras sondas interplanetárias, colocaram o primeiro objeto humano na superfície da lua e tiraram as primeiras fotos do seu lado oculto. Os americanos conseguiam seguir os russos de perto, mas não conseguiam fazer praticamente nada antes deles. Para uma sociedade em que o marketing tinha (e ainda tem) uma importância fundamental esta era uma situação inaceitável, e já em 1958 o governo americano decidiu criar a NASA e concentrar todos os esforços da pesquisa espacial em uma única instituição, dotando-a de enormes fundos (que em certo ponto chegaram a 10% de todo o orçamento do governo americano) para tentar superar os russos na conquista do espaço. E com esta estrutura montada Kennedy lançou em 1960 o desafio da missão lunar.

Da parte dos próprios soviéticos contudo a situação também havia mudado, mas de forma diferente. O R-7 mostrou ser uma maravilha como veículo espacial, mas era um míssil muito ruim e logo ficou obsoleto. Os russos partiram para o desenvolvimento de foguetes com combustíveis estocáveis, dos quais Korolev não gostava, e a única forma que este encontrou para manter sua proeminência foi mantendo os sucessos no campo espacial, pois a propaganda para o regime advinda daí estava sendo bastante apreciada pelo Kremlin. Contudo, jamais houve uma unificação dos esforços de pesquisa como a ocorrida nos EUA, e seguindo a prática soviética para a área de tecnologia cada escritório de projeto (OKB) tinha que disputar as verbas destinadas aos programas de foguetes com os demais, levando a uma pulverização dos esforços. Então os vários OKB que trabalhavam com desenvolvimento de foguetes apresentavam propostas concorrentes para os lançamentos espaciais, e a escolha de quais delas receberiam fundos nem sempre seguia os melhores critérios técnicos ou mesmo de lógica. Em certo momento, por exemplo, chegaram a existir três programas diferentes de lançamento de cosmonautas para a lua sendo desenvolvidos ao mesmo tempo!

E como todo o desenvolvimento espacial soviético era feito pelos mesmos escritórios que desenvolviam os programas militares, tudo era mantido no mais absoluto sigilo até que houvesse boas notícias para serem divulgadas como propaganda. Qualquer outra informação podia servir ao serviço de inteligência do inimigo, e por isso era mantida a sete chaves.

No final o programa de Korolev para levar cosmonautas soviéticos à lua foi o que mais avançou (até porque seu escritório era o que tinha menos envolvimento com os novos programas militares), e por isso foi escolhido para a tentativa de vencer o desafio proposto por Kennedy. Mas cada rublo que Korolev conseguia para seu programa tinha que ser disputado com os demais chefes de OKB como Valentin Glushko, Vladmir Chelomey e Mikhail Yangel, todos trabalhando em diferentes programas de mísseis, que tinham maior prioridade.

Neste ambiente não precisava pensar muito para adivinhar quem venceria a corrida, e o resto é história. Korolev não obteve fundos nem mesmo para testar em bancada os conjuntos de motores de seu gigantesco foguete N1, e nunca conseguiu fazê-lo funcionar adequadamente, então os americanos passaram à frente na corrida espacial colocando Armstrong na lua em 1969. E os soviéticos pegaram os avanços de um outro programa espacial (o de Chelomey) e passaram a se concentrar no lançamento e estações espaciais cada vez mais complexas, acabando que por re-obter a vantagem na corrida espacial quando os americanos perceberam que não havia nada de útil a se fazer na lua após chegarem lá e iniciaram a arrojada (e afinal infeliz) aventura dos ônibus espaciais.

Depois a URSS se esfacelou, e assim chegamos aos dias de hoje.

Espero ter ajudado a colocar a corrida à lua em perspectiva para os interessados. Um grande abraço a todos,

Leandro G. Cardoso


* Leandro Guimarães Cardoso

Nascido em 26/09/1964, formado em engenharia mecânica pela Universidade de Brasília (UnB) em 1987 e com pós-graduação em análise estrutural pela COPPE entre 1988 e 1991. Trabalhou no departamento de projetos de uma fábrica de motores até 1997, e desde então é sócio de uma empresa de consultoria em projetos e engenharia, na qual ocupa o cargo de diretor técnico. Atua na implantação de novas tecnologias, como modelamento 3D e a simulação, nos mais variados segmentos da indústria. Entusiasta de história, assuntos espaciais em geral e tecnologia de foguetes em particular desde criança, lê tudo que encontra sobre o assunto. Escreve artigos de divulgação técnica e ficção científica.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

AEB Divulga Projetos Aprovados do Programa UNIESPAÇO


Olá leitor!

A Agência Espacial Brasileira (AEB) finalmente divulgou os 33 projetos aprovados ou renovados do “Programa UNIESPAÇO”. Abaixo segue a lista.

Duda Falcão

Agência Espacial Brasileira Programa UNIESPAÇO
Listagem Final AO 01/2009 e Renovações

Gerente do Projeto: Alexandre Cabral Mota
Instituição: UFPE
Titulo do Projeto: Análise de segurança baseada em modelos para sistemas autônomos

Gerente do Projeto: Amilcar Porto Pimenta
Instituição: ITA
Titulo do Projeto: Estudo da combustão com propelentes criogênicos utilizando câmara de quatro elementos

Gerente do Projeto: Annibal Hetem Junior
Instituição: FIAP
Titulo do Projeto: Desenvolvimento de Programa Computacional para Simulação de Sistemas Propulsivos Utilizando Motores Foguete a Propelente Líquido

Gerente do Projeto: Antonio Carneiro de Mesquita Filho
Instituição: UFRJ
Titulo do Projeto: Imageador APS Digital para Aplicações Espaciais

Gerente do Projeto: Carlos Alberto Gurgel Veras
Instituição: UnB
Titulo do Projeto: Modelagem Dinâmica e Estudo Experimental das Instabilidades de Combustão em Motores Foguete com Propulsão Híbrida

Gerente do Projeto: Carlos Henrique Marchi
Instituição: UFPR
Titulo do Projeto: Simulação Numérica de Escoamento Reativo, Transferência de Calor e Termoelasticidade em Motor-Foguete

Gerente do Projeto: Cesar Albenes Zeferino
Instituição: UNIVALI
Titulo do Projeto: Uso do protocolo LIN na interconexão de sistemas em satélites artificiais

Gerente do Projeto: Clascídia Aparecida Furtado
Instituição: CDTN
Titulo do Projeto: Materiais Compósitos Baseados em Nanotubos de Carbono

Gerente do Projeto: Cláudio José Rocha
Instituição: IEAv
Titulo do Projeto: Caracterização da Combustão Supersônica em Túneis de choque pulsados

Gerente do Projeto: Eduardo Augusto Bezerra
Instituição: PUC/ RS
Titulo do Projeto: SPACE-SoC - Computador de bordo em SoC para controle embarcado de satélites artificiais

Gerente do Projeto: Eduardo Morgato Belo
Instituição: USP/EESC
Titulo do Projeto: Desenvolvimento de um Sistema de Controle de Arfagem para VLS em Decolagem Reconfigurável para o caso de Falha de um Propulsor

Gerente do Projeto: Fernanda Gusmão de Lima Kastensmidt
Instituição: UFRGS
Titulo do Projeto: Falhas de efeito transiente em FPGAs configuráveis por tecnologia SRAM, Flash e EEPROM e FPAAs configuráveis por SRAM: Modelagem, Teste e Tolerância

Gerente do Projeto: Homero Santiago Maciel
Instituição: ITA
Titulo do Projeto: Operacionalização do banco de ensaios para testes de materiais utilizados em escudo de proteção Térmica e de sistemas espaciais

Gerente do Projeto: José Antonio Gomes de Lima
Instituição: UFPB
Titulo do Projeto: Ip Core para compressão sem perdas de imagens de satélites (SILC – Satellite Losless Compression)

Gerente do Projeto: José Atílio Fritz Fidel Roco
Instituição: ITA
Titulo do Projeto: Desenvolvimento de câmaras de combustão de motor foguete com materiais ablativos

Gerente do Projeto: José Francisco Ribeiro
Instituição: UFU
Titulo do Projeto: Análise, projeto e construção de uma plataforma de simulação, em tempo-real “hardware-in-the-LOOP”, de sistemas controle de atitude de satélites artificiais baseada em computadores pessoais

Gerente do Projeto: José Leonardo Ferreira
Instituição: UnB
Titulo do Projeto: Projeto de Desenvolvimento de um propulsor a Plasma do tipo HALL para controle de atitude e orbita de Satélites - Fase III

Gerente do Projeto: Luciano Kiyoshi Araki
Instituição: UFPR
Titulo do Projeto: Simulação numérica do processo de Combustão do par propelente H2/O2 em câmaras de motores-foguete

Gerente do Projeto: Marcelo Carvalho Tosin
Instituição: UEL
Titulo do Projeto: Determinador da Atitude em Sistemas Acelerados

Gerente do Projeto: Marcelo da Silva Pinho
Instituição: ITA
Titulo do Projeto: Compressão de Imagens de Sensoriamento Remoto

Gerente do Projeto: Marcos Massi
Instituição: ITA
Titulo do Projeto: Fabricação e Caracterização de Acelerômetros mens baseados em filmes de SiC e AIN

Gerente do Projeto: Maurício Pamplona Pires
Instituição: UFRJ
Titulo do Projeto: Desenvolvimento de linha de sensores de infravermelho de InGaAs para o SWIR

Gerente do Projeto: Osamu Saotome
Instituição: ITA
Titulo do Projeto: Ambiente de Testes para Sistemas Operacionais de Tempo Real

Gerente do Projeto: Paulo Celso Greco Júnior
Instituição: EESC/USP
Titulo do Projeto: Desenvolvimento de ferramentas de Projeto aerodinâmico e termo-estrutural de motores-foguetes

Gerente do Projeto: Paulo Gilberto de Paula Toro
Instituição: IEAv
Titulo do Projeto: Caracterização da Combustão Supersônica em Túnel de Choque Hipersônico

Gerente do Projeto: Pedro Teixeira Lacava
Instituição: ITA
Titulo do Projeto: Controle de instabilidade de Combustão em Motores Foguete a propelente Líquido - Etapa II

Gerente do Projeto: Ricardo de Oliveira Duarte
Instituição: UFMG
Titulo do Projeto: Desenvolvimento de metodologia para validação de um dispositivo de determinação de atitude para satélites artificiais com tolerância falhas

Gerente do Projeto: Ricardo Poley Martins Ferreira
Instituição: UFMG
Titulo do Projeto: Simulador de missões espaciais baseado em sistemas multiagentes

Gerente do Projeto: Ronilson Rocha
Instituição: UFOP
Titulo do Projeto: Desenvolvimento de um sistema para estimação e controle de atitude de um satélite artificial utilizando painéis fotovoltáicos e câmeras como sensores

Gerente do Projeto: Sérgio da Silva Cava
Instituição: UFP
Titulo do Projeto: Desenvolvimento de fibras cerâmicas para reforço de materiais compósitos e proteção térmica a altas temperaturas

Gerente do Projeto: Sérgio Henrique Pezzin
Instituição: UESC
Titulo do Projeto: Nova geração de compósitos multifuncionais com nanotubos de carbono para aplicações espaciais – Parte 2 - “UP-SCALING” e desenvolvimento de produtos

Gerente do Projeto: Tiago Cavalcanti Rolim
Instituição: IEAv
Titulo do Projeto: Análise estrutural e configuração interna do Veículo Hipersônico 14-x

Gerente do Projeto: Vanderlei Cunha Parro
Instituição: EEM
Titulo do Projeto: Sistema de controle tempo real reconfigurável de experimento em Astrobiologia


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Muito interessante essa lista que conta com vários projetos relacionados a tecnologia de motores-foguetes, satélites, o propulsor iônico da UnB entre outros. Parabéns a todos os pesquisadores selecionados e aos pesquisadores que tiveram seus projetos renovados.

Satélite SCD-1 Completa 17 Anos no Espaço


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (09/02) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o satélite brasileiro SCD-1 completou hoje 17 anos no espaço.

Duda Falcão

Primeiro Satélite Brasileiro Completa 17 Anos em Operação

09/02/2010

Primeiro satélite projetado, construído e operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o SCD-1 completa 17 anos em órbita neste dia 9 de fevereiro. Quando lançado pelo foguete norte-americano Pegasus, em 1993, a expectativa era de apenas um ano de vida útil. Contudo, o SCD-1 (Satélite de Coleta de Dados) se mantém operacional e retransmitindo informações para a previsão do tempo e monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações.

O lançamento do SCD-1 foi o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, que consiste em uma rede de satélites em órbita baixa que retransmite as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados espalhadas pelo território nacional. Atualmente, o Sistema de Coleta de Dados é composto pelos satélites SCD-1, SCD-2 (lançado em 1998), e CBERS-2B (2007), sendo que suas informações são distribuídas a diversas instituições no Brasil e no exterior.

O satélite capta e retransmite os sinais das plataformas para a estação de recepção e processamento do INPE em Cuiabá (MT) e depois os dados são transmitidos para a unidade de Cachoeira Paulista (SP), onde ficam à disposição das empresas e instituições usuárias do sistema. Os dados coletados pelo satélite SCD-1 são utilizados em diversas aplicações, como previsão de tempo, estudos sobre correntes oceânicas, marés, química da atmosfera, planejamento agrícola, entre outras. Uma aplicação de grande relevância é o monitoramento das bacias hidrográficas, que fornecem dados fluviométricos e pluviométricos.

Os dados estão disponíveis no endereço: http://satelite.cptec.inpe.br/PCD/


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Fruto de uma razoavelmente condução administrativa do PEB a época da antiga “MECB - Missão Espacial Completa Brasileira” (pelo menos na área de satélites), o SCD-1 fazia parte de uma esquadra planejada de quatro satélites que desses só mesmo ele e o SCD-2 foram desenvolvidos (O SCD-2A não fazia parte do planejamento inicial) e os outros dois não (os SSR-1 e SSR-2). Infelizmente, após a mudança de objetivos com a criação do PNAE devido à falta de foco, a falta de recursos financeiros e humanos adequados, de apoio político e por sucessivas más gestões do programa, não foi dada a seqüência que se esperava para o continuo aprendizado de como se fazer satélites no país. Com exceção do Programa CBERS, esse sim bem sucedido, apesar de vários projetos terem surgidos nenhum deles até o momento obteve qualquer sucesso. Devido a isso se deve olhar os 17 anos de funcionamento do SCD-1 no espaço como um marco da alta competência e qualificação profissional dos pesquisadores do INPE que a época participaram do desenvolvimento do mesmo. Bem diferente do que se pode dizer dos gestores e dos governos que militaram e ainda militam nos bastidores do programa após a era MECB.

O Que o Brasil Busca no Espaço?


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (08/02) pelo companheiro jornalista André Mileski no seu blog “Panorama Espacial” destacando que a revista “Tecnologia & Defesa” (como já havia sido previsto pelo blog "BRAZILIAN SPACE", veja a nota Tecnologia & Defesa Lança em Breve Edição Sobre o PEB) lança essa semana uma edição sobre o Programa Espacial Brasileiro.

Duda Falcão

T&D: “O Que o Brasil Busca no Espaço”

08/02/2010


Até o final desta semana, deve chegar às bancas de todo o Brasil a mais recente edição especial da revista Tecnologia & Defesa, intitulada “O que o Brasil busca no Espaço”. Elaborada desde o final do ano passado, esta edição busca abordar os principais projetos nacionais associados à área espacial, não apenas do Programa Espacial Brasileiro (coordenado pela Agência Espacial Brasileira - AEB), mas também de iniciativas e atividades menos conhecidas do público, como o Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS), do Ministério da Defesa, uso de imagens de satélites pelo governo (que vai muito além do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE), entre outros tópicos.

O blog voltará a tratar deste número muito em breve, compartilhando parte do conteúdo com os leitores, e também fazendo os devidos agradecimentos a todos que de alguma forma tornaram possível a sua viabilização e concretização.

Abaixo, um breve descritivo sobre os artigos e reportagens que integram este número da revista:

- Apresentação: artigo ("A Importância do Programa Espacial Brasileiro") do Deputado Federal Rodrigo Rollemberg, um dos mais atuantes congressistas no setor espacial e relator dos estudos sobre o Programa Espacial Brasileiro no Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados.

- Entrevista com Carlos Ganem, presidente da AEB, com abordagem de temas como a revisão do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), avanços no programa brasileiro, cooperação internacional, orçamento, entre outros.

- Programa CBERS: reportagem sobre o Programa do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS), tratando de sua história, atualidade e futuro.

- "A caminho do Espaço": reportagem sobre os esforços brasileiros na busca de autonomia no lançamento de satélites.

- "Celeiro de Tecnologias": artigo sobre a atuação da Opto Eletrônica, indústria de São Carlos (SP), no setor Aeroespacial.

- "Comunicações Militares por Satélite - O panorama brasileiro": a reportagem trata do SISCOMIS e suas perspectivas e planos para o futuro, abordando também o projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).

- "Perspectivas para o Programa Espacial Brasileiro": artigo de Otávio Durão, tecnologista-sênior do INPE, e membro do conselho deliberativo da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB).

- "Spin-offs - Os benefícios derivados das atividades espaciais": pequena reportagem sobre os benefícios indiretos da tecnologia espacial, em que tratamos de casos brasileiros (diamantes CVD para aplicações odontológicas, produtos ortopédicos, motores a etanol, materiais para calçados, etc).

- "Olhando de cima": reportagem analítica sobre o uso de imagens de sensoriamento remoto geradas por satélites pelo governo brasileiro.

- "Desafios do Programa Espacial Brasileiro: 1980-2010": artigo de Gilberto Câmara, diretor do INPE.


Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tecnologia e Estratégia Marcam Relação Brasil-Ucrânia


Olá leitor!

Segue abaixo uma reportagem postada ontem (07/02) no site “R7 Notícias” destacando que a tecnologia e a estratégia política marcam a relação Brasil-Ucrânia..

Duda Falcão

Tecnologia e Estratégia Política Marcam Relação Brasil-Ucrânia

Ucranianos marcam posição frente à Rússia
e Brasil quer aproveitar tecnologia barata

Maurício Moraes, do R7
07/02/2010 às 12h45


Foto por 11.fev.1997/Radiobrás
Lançamento de foguete na base de Alcântara, no Maranhão;
empresa binacional ACS quer explorar comercialmente a base
com tecnologia ucraniana e investimento brasileiro,
aproveitando localização privilegiada.

País que até 1991 fazia parte da antiga União Soviética, a Ucrânia não parece ter grande importância na agenda externa brasileira. Mas os dois países mantêm uma relação estratégica: Brasília tira proveito da avançada tecnologia nuclear e espacial ucraniana (herança soviética), enquanto os ucranianos procuram diversificar suas relações para marcar posição frente à Rússia, que ainda tenta dar as cartas no país 18 após sua independência.

Segundo o pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Pedro Silva Barros, professor da PUC-SP, a Ucrânia é um dos países que mais desenvolveram a tecnologia espacial e nuclear. Ele diz que boa parte da energia usada no país vem de usinas nucleares. Mas, mais que importância econômica, a tecnologia tem um forte apelo político no país, que vive em constante tensão:

- Em alguns momentos, o país pende para o leste, para a Rússia. Em outros, para o oeste, para a União Européia. Para manter uma certa autonomia em relação à Rússia, faz-se necessário manter o desenvolvimento da tecnologia espacial e nuclear, o que para eles é quase uma questão de identidade nacional, de não submissão à Rússia.

Segundo o professor de Relações Internacionais da PUC-SP, Paulo Edgar Resende, o desenvolvimento nuclear da Ucrânia aconteceu junto com o da Rússia, no tempo da União Soviética:

- Para o Brasil, a aproximação da Ucrânia é um jeito de tirar proveito de uma alta tecnologia. O Brasil poderia ter escolhido a Rússia, mas talvez uma aliança com os russos fosse despertar mais atenção de países como os Estados Unidos.

Lula Visitou o País em Novembro

Em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Ucrânia para discutir o futuro da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), responsável por boa parte do programa espacial brasileiro.

A ACS foi criada em 1996, mas só foi saiu do papel em 2006. O investimento inicial de cada país foi de R$ 8,5 milhões (US$ 4,5 milhões). E o plano dos dois governos é aumentar seu capital para até R$ 709 milhões (US$ 375 milhões), segundo a própria empresa.

Lula foi à Ucrânia justamente para não deixar o programa naufragar, oferecendo financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para os ucranianos manterem seus investimentos. O país europeu foi atingido em cheio pela crise global e viu sua economia derreter, com a queda de 15% de seu PIB (Produto Interno Bruto) em 2009.

Em linhas gerais, a Ucrânia entra com a tecnologia e o Brasil cede sua base de lançamento de foguetes em Alcântara, no Maranhão - o que não é pouca coisa. A base está situada próxima à linha do Equador, onde a rotação terrestre facilita, por questões de física, a chegada dos satélites em órbita. Só por causa da localização privilegiada, a ACS prevê gastar 30% menos combustível nos veículos aeroespaciais. Com isso, espera ganhar competitividade e operar o lançamento de satélites de outros países.

Além disso, o comércio entre Brasil e Ucrânia cresceu dez vezes entre 2002 e 2008, enquanto que o fluxo comercial com o resto do mundo cresceu em 3,5 vezes no período, segundo dados do Ipea. O pesquisador Pedro Silva Barros lembra, no entanto, que os negócios despencaram com a crise:

- A corrente de comércio (exportações mais importações) entre os dois países em 2002 foi de US$ 111 milhões (R$ 210 milhões), já em 2008 foi de US$ 1,175 bilhões (R$ 2,221 bilhões). Mas a crise bateu forte no comércio Brasil-Ucrânia e a corrente caiu para US$ 400 milhões (R$ 756,4 milhões).


Fonte: Site R7 Notícias

Comentário: Essa reportagem deixa entender segundo a visão do Professor Paulo Edgar Resende da PUC-SP, que a tecnologia espacial da Ucrânia seria independente e autônoma, o que na realidade não é verdade. A tecnologia espacial ucraniana na realidade depende muito do setor industrial da Rússia e de sua tecnologia, o que em minha opinião é mais um complicador entre tantos que já foram apresentados aqui para esse mal engenhado acordo.

Missão Centenário - Documentário


Olá leitor!

A “Missão Centenário” foi até o momento em minha opinião o maior marco histórico alcançado pelo “Programa Espacial Brasileiro”, apesar de ter sido vista como um grande desperdício de recursos tanto pela “Comunidade Científica Brasileira (CCB)” como também pela mal informada sociedade.

Colocado através da mídia por grande parte dos integrantes da CCB que o valor científico da missão era discutível, refletiu de forma negativa junto à sociedade o não entendimento por parte de todos dos reais benefícios da missão.

É claro que a mesma poderia ter sido mais bem planejada, inclusive com objetivos científicos que justificassem o investimento. No entanto, esperar um planejamento eficiente e bem coordenado com o atual nível de gestão da “Agência Espacial Brasileira (AEB)” é algo utópico que chega as raias da comicidade.

Entretanto, não se pode negar os méritos da agência pela decisão de realizar a missão e pela escolha do momento certo de realizá-la. Infelizmente, grande parte da CCB não entendeu que a missão tinha um único grande objetivo, que era o de fazer propaganda (chamar a atenção), seguindo o exemplo bem sucedido de todos os programas espaciais através do mundo. Ou seja, divulgar para o país e para o mundo que o Brasil tinha um programa espacial significativo.

Alguns objetivos foram alcançados é verdade, pois a missão ocupou grande parte da mídia e das discussões de muitos brasileiros e estrangeiros por vários dias que certamente refletirão no futuro na formação de novos pesquisadores para o PEB.

Atraiu de tal forma a atenção de crianças e jovens que serviu como grande impulsionador do programa “AEB Escola”, fazendo com que o interesse em pesquisa espacial se multiplicasse de forma avassaladora nas escolas de todo o país.

No entanto, também não se pode negar que a falta de um melhor planejamento por parte da AEB impediu que os resultados necessários em curto prazo (maior apoio político para o programa e recursos financeiros), se realizassem efetivamente, o que é muito frustrante, já que vivemos no país de dois dos cinco maiores marqueteiros do mundo (Nizan Guanaes e Duda Mendonça) que certamente poderiam ter sido usados para desenvolver uma campanha de divulgação que traria melhores resultados.

Abaixo convido o leitor a assistir um interessante documentário sobre a “Missão Centenário” que foi recentemente lançado pela “Agência Espacial Brasileira (AEB)”.

Duda Falcão

video
Missão Centenário - Documentário

Programa CBERS - Contrato de Lançamento Assinado


Olá leitor!

O contrato relativo ao serviço de lançamento do satélite "CBERS-3" do "Programa CBERS" foi assinado no final de dezembro do ano passado. Abaixo segue o extrato desse contrato.

Duda Falcão

EXTRATO DE CONTRATO Nº 1320/2009

Nº Processo: 01340000647200990.
Contratante: MINISTERIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA
CNPJ do Contratado: Estrangeiro.
Contratado: CGWIC CHINA GREAT WALL INDUSTRY CORPORATION.
Objeto: Prestação de Serviços de Lançador pela CGWIC para o lançamento do Satélite CBERS-3, conforme o Acordo I, Acordo II e Protocolo Complementar assinados, em veículo lançador a ser fornecido pela CGWIC e Local de Lançamento de acordo com os termos e condições do Contrato (R.D. 01.06.132.0/2009).
Fundamento Legal: Inciso XIV do Artigo 24, da Lei nº 8.666/93.
Vigência: 30/12/2009 a 30/12/2014.
Valor Total: R$ 27.000.000,00.
Fonte: 100000000 - 2009NE903050.
Data de Assinatura: 30/12/2009.


Fonte: Diário Oficial da União edição 06 de 11/01/2010

Comentário: Notem o valor do contrato e o tempo de vigência. Será que o INPE está esperando mais atrasos no desenvolvimento desse satélite? Só resta esperar para ver.

Tecnologia Brasileira na Lua


Olá leitor!

Segue abaixo uma pequena nota postada dia 13/10/2009 no site do “Jornal Correio Braziliense” destacando que uma pesquisa da "Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)" que contribuirá para o desenvolvimento em conjunto com a "Missouri University of Science and Technology" dos EUA de um vidro especial para ser usado na criação de uma base lunar.

Duda Falcão

Tecnologia Brasileira na Lua

Pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora
contribui para o desenvolvimento de vidro especial
que ajudará na criação de uma base do satélite natural da Terra


Ricardo Beghini
Publicação:
13/10/2009 - 09:28


Belo Horizonte — Professores do Departamento de Física da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) tornaram-se parceiros na pesquisa de um simulador do solo lunar a partir de cinzas vulcânicas encontradas no Arizona (EUA). O estudo, em conjunto com a Missouri University of Science and Technology, foi encomendado pela agência espacial americana (Nasa) e resultará no desenvolvimento de uma plataforma de vidro que possibilite o pouso de espaçonaves sem que a poeira se espalhe.

As partículas suspensas nessas ocasiões podem causar problemas para as vestimentas dos astronautas e para as naves, já que o composto é altamente abrasivo. De acordo com a professora Zélia Ludwig, coordenadora do projeto na UFJF, o fenômeno ocorre devido à baixa gravidade da Lua, que é de 1,62m por segundo ao quadrado (muito inferior à da Terra, de 10m/s²). “A poeira não se dispersa”, ressalta.


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http://www.correiobraziliense.com.br/files/app/noticia182/2009/10/13/147940/20091013092834690758o.jpg

A parceria entre a UFJF e a Missouri University ocorreu porque a universidade norte-americana conta em seus quadros com o professor brasileiro Signo Reis, colega de Zélia no curso de pós-doutorado em novos materiais pela Universidade de São Paulo (USP).

As duas instituições têm papéis distintos no trabalho e trocam informações freqüentemente durante o desenvolvimento. Enquanto a de Missouri sintetiza os materiais idênticos aos encontrados em solo lunar, a mineira faz a caracterização ótica e térmica dos vidros por meio do espectroscópio Raman, equipamento que proporciona, em poucos segundos, informação química e estrutural de um número muito grande de material composto, orgânico ou inorgânico, permitindo sua identificação com certa facilidade.

“Vamos estudar, por exemplo, a capacidade do vidro como isolante térmico”, revela o professor Virgílio de Carvalho dos Anjos, que coordena o Laboratório de Espectroscopia de Materiais do Instituto de Ciências Exatas (ICE), que ficará responsável, especificamente, por descobrir as características do vidro lunar, composto por várias substâncias, entre elas fosfato, ferro, carbonato de cálcio e dióxido de silício.

A pesquisa pode ocorrer na UFJF porque os laboratórios da instituição ganharam investimentos recentemente. Desde novembro do ano passado, o Laboratório de Espectroscopia de Materiais conta com um espectroscópio. Já o Laboratório de Produção de Novos Materiais e Filmes Finos (Lapromav), por meio do projeto Estudo de Propriedades Óticas e Térmicas de Vidros Especiais — aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) —, recebeu R$ 70 mil. “A parceria com a Missouri University ocorreu no momento oportuno”, destaca Zélia.

Os investimentos permitiram a compra de quatro equipamentos: um forno para altas temperaturas (até 1.600ºC), usado para testes que requerem muito calor, sinterização e outras aplicações; um forno Mufla (até 1.200ºC), indicado para os mais variados processos de aquecimento realizados em laboratórios e indústrias; uma máquina para produzir filmes finos, semelhante ao pesquisado, e a capela de exaustão, que protege o operador do contato direto com produtos químicos em análise. “O vidro sintetizado na Missouri University of Science and Technology poderá ser refundido e ter sua composição alterada, pois dispomos de fornos que têm essa capacidade”, salienta a professora.

Além da pesquisa envolvendo o solo lunar, o maquinário, que será instalado até dezembro, poderá ser utilizado, futuramente, em estudos sobre fibra ótica. A expectativa é que a parceria entre a UFJF e a Missouri University seja transformada em convênio pelos reitores a partir do ano que vem, permitindo o intercâmbio de professores e alunos.

Corrida Espacial

Os pesquisadores salientam que o modo como a plataforma final, criada a partir do vidro lunar, será desenvolvida não está previsto na primeira etapa do projeto, que deve ser concluído em até cinco anos. “Essa é uma questão que ainda será avaliada pela Nasa, abrindo inúmeras possibilidades de novos estudos”, explica Zélia.

A necessidade de se buscar recursos energéticos em solo lunar é o que motiva a nova corrida espacial. A primeira, nas décadas de 1960 e 1970, que culminou com a chegada do homem à Lua, em 1969, foi motivada pela disputa geopolítica durante a Guerra Fria, entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética. A intenção futura, depois de seis aterrissagens bem sucedidas, é construir uma base permanente, capaz de desenvolver produtos que farão as operações lunares auto-sustentáveis.


Fonte: Site do Jornal do Correio Braziliense - 13-10-2009

Comentário: Achei essa matéria muito interessante leitor e resolvi postar aqui no blog, pois a mesma comprova a qualificação profissional de nossos pesquisadores a nível internacional. Se assim não fosse, a NASA jamais aceitaria a participação a UFJF nesse projeto. Para a infelicidade do Brasil, somente o governo brasileiro não acredita na potencialidade de nossos pesquisadores nessa área, pois se assim fosse o PEB não estaria nesta situação que se encontra. Entretanto, existe um problema para a execução desse projeto, já que dias atrás o presidente Obama cancelou o projeto “Constellation” e com isso os planos da NASA de voltar a Lua.

Programa VLS - Novos Contratos Assinados


Olá leitor!

Novos contratos de serviços relacionados com o "Programa VLS" foram assinados no final de dezembro do ano passado. Abaixo segue os extratos desses contratos.

Duda Falcão

EXTRATO DE CONTRATO Nº 31/2009

Nº Processo: 67720009375200927.
Contratante: COMANDO DA AERONAUTICA.
CNPJ Contratado: 10172846000162.
Contratado: CRITICAL SOFTWARE BRASIL - DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE.
Objeto: Serviços para Elaboração do Plano de Verificação do Software Aplicativo de Bordo do VLS-1.
Fundamento Legal: Lei 10.520.
Decreto: 5.450.
Vigência: 30/12/2009 a 30/01/2011.
Valor Total: R$ 206.000,00.
Data de Assinatura: 30/12/2009.

EXTRATO DE CONTRATO Nº 35/2009

Nº Processo: 67720010722200964.
Contratante: COMANDO DA AERONAUTICA.
CNPJ Contratado: 04727085000165.
Contratado: QUALYMASTER MECANICA INDUSTRIAL - LTDA-ME.
Objeto: Serviços de usinagem na tubeira 6º tiro em banco 2º estágios VLS-1.
Fundamento Legal: parágrafo II do art. 22 da Lei 8666/93.
Vigência: 23/12/2009 a 23/05/2010.
Valor Total: R$ 16.467,30.
Data de Assinatura: 23/12/2009.


Fonte: Diário Oficial da União edições 23 e 26 de 03 e 08/02/2010

Comentário: É o programa do VLS-1 seguindo sua trajetória em direção do primeiro vôo teste no segundo semestre de 2011. Agora só resta aguardar e torcer que dê tudo certo.