sábado, 16 de fevereiro de 2019

Airvantis Faz Parceria Com a JAXA Para o Comercialização do Uso do Módulo Kibo da EEI

Olá leitor!

Trago essa notícia caro amigo não só para você, mas também e especialmente para equipe do nosso Ministro-Astronauta Marcos Pontes, com intuito de mostrar a todos que, apesar do setor espacial brasileiro está vivendo ainda o pior momento em toda sua história (opinião pessoal) existe esperança e luz no final do túnel, bastando para isto que o governo realmente caminhe na direção certa e não contra uma tendência já consolidada mundo afora.

O modelo atualmente adotado no mundo e que já vem apresentando resultados é o “New Space”, e eu diria que, felizmente já temos no país um pequeno grupo de empresas (startups espaciais) que seguem a risca esse novo modelo, mas que infelizmente ainda não obtiveram por parte do governo a atenção necessária para que possam mostrar o que são capazes de realizar.

Apesar deste descaso governamental, essas empresas seguem sobrevivendo e realizando seus gols, alguns deles inclusive de reconhecimento internacional e já citados aqui no Blog, e pelo que fiquei sabendo recentemente uma delas anunciará em breve mais um desses gols que divulgarei aqui em momento oportuno.

Enquanto isso caro leitor, o CEO da startup brasileira ‘Airvantis’, o Eng. Lucas Fonseca (veja como são as coisas), esteve recentemente em Tóquio, no Japão, para participar de um simpósio de utilização do Módulo Kibo, e simplesmente voltou de lá como representante exclusivo de negócios em toda América Latina para este módulo japonês da Estação Espacial Internacional (EEI).

Segundo o que disse o Eng. Lucas Fonseca em sua página oficial no Facebook, ele já havia viajado para o simpósio como parceiro oficial da América Latina, porém o anúncio ainda estava restrito aos atuantes do setor, mas que na próxima semana ele irá divulgar uma nota oficial para a mídia.


Além disso, o Eng. Lucas Fonseca finalizou sua nota fazendo uma interessante analise sobre o que significa para Airvantis, para o Brasil e para América Latina essa sua nova parceria com a JAXA japonesa. Vale a pena conferir abaixo.

Duda Falcão

“Mas afinal, o que isso significa?

Existe uma tendência da grandes agências passarem para a iniciativa privada o uso das atividades espaciais que ocorrem próxima a Terra, no que chamamos de órbita baixa terrestre (LEO em inglês). A ideia é que as grandes agências possam focar em atividades mais científicas, como missões interplanetárias, deixando para a iniciativa privada a responsabilidade de tornar atividades comerciais no espaço sustentáveis..

Nesse contexto, a JAXA (Agência Espacial Japonesa) escolheu a Startup Space BD para comercializar seus serviços. Agora a Airvantis, minha empresa, é a parceira oficial para desenvolvimento de negócios para o módulo Kibo na América Latina, sendo a contra parte para negócios da Space BD em nossa região, e podendo fazer uso total das capacidades do módulo para projetos latino americanos.

O Kibo, resumidamente, é considerado o laboratório mais avançado no espaço. Dentre os módulos acoplados na Estação Espacial, o Kibo se destaca na prestação de serviço para outras empresas, com grande quantidade de equipamentos instalados.

O ambiente de microgravidade, local que o Kibo está inserido, permite o desenvolvimento de novos medicamentos, estudos de fisiologia humana e de animais, crescimento de plantas, estudo de envelhecimento de células, entre outras coisas muito importantes para a indústria em geral.

Além disso, o Kibo lança pequenos satélites através de um compartimento de ejeção instalado nele, garantindo um meio robusto e com ótima frequência de janela de lançamento para diversas entidades envolvidas no desenvolvimento desses pequenos satélites,

Por último, o Kibo ainda permite instalação de dispositivos na parte externa dele, sendo um ótimo suporte para desenvolvimento de novos negócios que precisam ser elaborados desde o espaço. Por que não testar uma câmera instalada na parte externa do Kibo antes de gastar muito dinheiro construindo um satélite dedicado?

Enfim, são muitas oportunidades que se abrem para a América Latina, além de oficializar a Airvantis como agente que colocou o Brasil de volta na Estação Espacial Internacional. Estou realmente orgulhoso de poder trazer essa notícia para nosso país.

Eng. Lucas Fonseca"

Sonda da NASA Flagra Robôs Chineses no Lado Oculto da Lua

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (15/02) no site do jornal “O Globo” destacando que Sonda da NASA flagrou Robôs Chineses no lado oculto da Lua.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Sonda da NASA Flagra Robôs
Chineses no Lado Afastado da Lua

Equipamento americano na órbita do satélite usou câmera de alta resolução
para localizar sonda Chang’e 4 e o veículo Yutu 2 na superfície

Por Cesar Baima
O Globo
15/02/2019 - 17:00
Atualizado em 15/02/2019 - 19:45

Foto: NASA/GSFC/Arizona State University
Imagem da sonda da NASA LRO mostra o módulo de
pouso Chang’e 4 (indicado pela seta maior) e o veículo
robótico Yutu-2 (ste menor) no lado afastado da Lua.

RIO – Na Lua desde o início do ano, a sonda chinesa Chang’e 4 e o pequeno veículo robótico Yutu-2 foram flagrados na superfície do satélite desde sua órbita por uma sonda da NASA. A uma altitude de cerca de 82 quilômetros, o Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, na sigla em inglês) da agência espacial americana usou uma câmera de alta resolução para capturar uma foto dos equipamentos chineses no lado afastado da Lua no último dia 1º.

Desta distância, a câmera do LRO produz imagens com uma resolução de 0,85 metro por pixel. Na foto, o Yutu-2 aparece como um pequeno ponto escuro a cerca de 29 metros a Noroeste do módulo de pouso da Chang’e 4, mais claro e com uma sombra projetada na superfície.

Enquanto isso, a União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), “guardiã” dos nomes e classificações oficiais de objetos celestes e suas estruturas, anunciou nesta sexta-feira o “batismo” de cinco sítios marcantes da missão chinesa ao lado afastado da Lua. O local do pouso da Chang’e 4, por exemplo, agora é conhecido como Statio Tianhe (”porto Tianhe”, numa tradução livre), referência a um antigo nome em chinês para a Via Láctea, Tianhe, o rio celeste que separava o casal Niu Lang e Zhi Nu na história folclórica “O vaqueiro e a tecelã”.

Seguindo a mesma linha, as três crateras que formam um “triângulo” em torno do local de pouso da Chang’e 4 foram nomeadas Zhinyu, Hegu e Tianjin, três outros personagens do conto folclórico chinês. Já o quinto local batizado é a montanha central da cratera Von Kármán, a “superestrutura” lunar onde a sonda chinesa pousou, 46 quilômetros a Noroeste de onde ela está. A montanha recebeu a designação de Mons Tai, referência a monte de mesmo nome localizado na região de Shandong na China.


Fonte: Site do Jornal o Globo - http://oglobo.globo.com

Abertas Inscrições Para Bolsas PCI em Áreas do INPE

Caro leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (15/02) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que até o dia 28/02 estarão abertas as inscrições para o Programa de Capacitação Institucional (PCI).

Duda Falcão

NOTÍCIA

Abertas Inscrições Para Bolsas
PCI em Áreas do INPE

Por INPE
Publicado: Fev 15, 2019

São José dos Campos-SP, 15 de fevereiro de 2019

Até 28 de fevereiro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) recebe inscrições para o Programa de Capacitação Institucional (PCI). Estão disponíveis 59 bolsas que variam de R$ 1.950,00 a R$ 5.200,00, com duração de até 5 anos.

Podem se inscrever profissionais de áreas relacionadas a projetos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico do INPE, conforme a Chamada Pública nº01/2019.

Apoiar e viabilizar a execução de projetos de ciência, tecnologia e inovação nas unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) é o objetivo do PCI, programa coordenado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

No INPE, os bolsistas podem atuar em diversas de suas unidades, laboratórios e centros regionais, nas áreas de engenharia e tecnologia espacial, ciências espaciais e atmosféricas, observação da Terra, previsão do tempo e estudos climáticos, ciências do sistema terrestre, rastreio e controle, integração e testes de satélites.

Mais informações: www.inpe.br/pci


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Astrônomos Descobrem Que Planeta-Anão Ceres Pode Ter Oceano no Seu Interior

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessantíssima notícia postada hoje (15/02) pelo site “Sputnik News Brasil”, destacando que Astrônomos descobriram que o Planeta-Anão Ceres pode ter oceano no seu interior.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Astrônomos Descobrem Que Planeta Ceres
Pode Ter Oceano no Seu Interior (FOTO)

Sputnik News Brasil
15/02/2019 – 08:41
Atualizado 15/02/2019 às 08:56

© NASA . NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

As marcas da erupção de criovulcões no planeta anão Ceres ajudaram os cientistas a provar que, debaixo da superfície gelada do planeta, existe um oceano "quase eterno", comunicou a revista Geophysical Research Letters.

"Os criovulcões [vulcões que expelem substâncias como água, amoníaco ou metano em vez de lava] podem ser um dos refúgios principais da vida no Universo. Por essa razão nós tentamos entender como funcionam as fontes de água que os alimentam e se escondem debaixo da superfície gelada de planetas e como elas se comportam", declarou Marc Hesse da Universidade do Texas, EUA.

As primeiras imagens de Ceres obtidas pela sonda Dawn em 2015 mostraram duas estruturas extraordinárias inesperadas: misteriosas manchas brancas na cratera Occator, que serão vestígios salinos desse oceano, e um monte piramidal, Akhun, de 4 km de altitude.

© FOTO: NASA/JPL-CALTECH/UCLA/MPS/DLR/IDA
Сratera Occator no planeta anão Ceres.

Posteriormente, os investigadores descobriram que o Akhun é um antigo criovulcão extinto, e que as manchas brancas são vestígios da erupção de vulcões semelhantes. Além disso, em outras regiões os cientistas encontraram depósitos de gelo "limpo", que indicam que a superfície de Ceres se renova constantemente, já que esse gelo devia se ter evaporado há muito tempo.

Tais descobertas fazem com que os cientistas suponham que no subsolo do planeta anão pode haver um oceano (congelado ou não), constituído por uma espécie de salmoura ou por água, aquecida por uma fonte ainda desconhecida.

Segundo Hesse, os planetólogos têm discutido sobre a existência de água líquida em Ceres, se acreditarmos nos cálculos, essa água duraria apenas algumas centenas de milhares de anos antes de congelar completamente. Tal não corresponde aos dados segundo os quais as manchas brancas surgiram na cratera Occator há relativamente pouco tempo, ao passo que ela mesma apareceu uns 30 milhões de anos atrás.

Hesse e seus colegas desvendaram a enigma, examinando a composição química das erupções de "magma de água" e suas caraterísticas físicas e das rochas de Ceres.

Os cientistas criaram um modelo de computador do subsolo do planeta e avaliaram o seu comportamento sob a influência do Sol e do metano no suposto oceano e nas rochas de Ceres.

Foi descoberto que o "magma de água" dos criovulcões solidificava mais lentamente do que se pensava antes: ele permanecia líquido durante 6-10 milhões de anos depois da formação. A velocidade do seu esfriamento dependia da concentração da salmoura — quanto mais água tivesse, mais lentamente ele perdia o calor.

Segundo Hesse, isso significa que, a grande profundidade debaixo da cratera Occator, existe um depósito de água. Ele não podia surgir em resultado do impacto de um asteroide, por isso a sua formação não pode ser explicada sem a presença de um grande oceano no manto do planeta.

Esse oceano, por sua vez, caso a sua água tenha a mesma composição, existirá quase eternamente graças às altas temperaturas e pressão nas profundidades de Ceres. Os cientistas esperam que as imagens obtidas pela sonda Dawn nos últimos meses da sua vida ajudem a verificar essa hipótese.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é leitor, em comentários anteriores dissemos o quanto era interessante este planeta-anão e até sugerimos que a nossa comunidade espacial ligada à astronomia e a projetos com cubesats e robótica espacial deveriam ter este planeta como alvo de suas pesquisas, colocando o Brasil na ponta antes que outros países despertassem para este fato. Pois então, tá aí mais uma razão e um fato estimulante para que um grupo brasileiro possa estabelecer uma missão robótica para este planeta-anão, colocando definitivamente o Brasil entre os grandes nesta área de pesquisas em espaço profundo. Saravá meu pai.

MD/COMAER Assina Finalmente Contrato Relativo ao Motor Foguete Líquido L5

Olá leitor!

Pois é, finalmente o Comando da Aeronáutica do Ministério da Defesa publicou no Diário Oficial da União (DOU) do dia (14/02), o Extrato de Contrato relativo à contratação da empresa ALPHA SERVICE INDÚSTRIA E COMERCIO LTDA para confecção de peças sob encomenda do Projeto do Motor Líquido L5. Veja abaixo o extrato deste contrato:

Ministério da Defesa
Comando da Aeronáutica
Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial
Grupamento Apoio de São José dos Campos

EXTRATO DE CONTRATO Nº 80/2018 - UASG 120016

Nº Processo: 67720011576201885;
Pregão SISPP: Nº 123/2018;
Contratante: COMANDO DA AERONAUTICA;
CNPJ Contratado: 02241899000160;
Contratado: ALPHA SERVICE INDÚSTRIA E COMERCIO LTDA;
Objeto: Aquisição de peças sob encomenda do Projeto do motor L5;
Fundamento Legal: Lei 8666/93;
Vigência: 31/01/2019 a 31/05/2019;
Valor Total: R$42.998,19;
Fonte: 100000000 - 2018NE803630; e
Data de Assinatura: 31/01/2019.

(SICON - 13/02/2019) 120016-00001-2018NE800007)”

Modelo de Vôo do EPL em testes
no IAE para o vôo da "Operação
Raposa - Dezembro de 2013.
Bom leitor, pelo que parece, se a vigência deste contrato for rigorosamente cumprida pela ALPHA, e a condução das atividades dentro do IAE forem aprimoradas em nível de eficiência dinâmica, pode ser que ainda este ano tenhamos um segundo voo teste deste motor e do seu “Estágio Propulsivo Líquido (EPL)”, ambos testados pela primeira vez durante o voo do foguete VS-30 V13 da Operação Raposa”, operação esta realizada no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) entre agosto e setembro de 2014, ou seja, há quase cinco anos.

O Blog BRAZILIAN SPACE vai ficar na torcida para que esse contrato seja realmente relativo a uma tentativa do IAE em finalmente entregar a Sociedade Brasileira um motor-foguete líquido qualificado e pronto para ser usado quando assim for necessário.

Vale aqui lembrar leitor que o tal EPL foi desenvolvido pelo IAE em parceria com a empresa brasileira ‘Orbital Engenharia’, bem como a mesma empresa trabalhou conjuntamente com o instituto no desenvolvimento do Motor-Foguete Líquido L15, motor este que seria inicialmente usado conjuntamente com o EPL durante a ‘Operação Raposa’, mas por falta de verbas o projeto foi descontinuado, e assim se optou pelo uso do Motor L5 durante esta operação, pois o mesmo havia cumprido todos os testes e já se encontrava qualificado para ser testado em voo.

Assim sendo leitor, a empresa ‘Orbital Engenharia’ deteve em mãos a tecnologia deste motor semi-desenvolvido sem que pudesse prosseguir com o seu desenvolvimento, até que, em junho de 2018 esta empresa assinou um curioso contrato de cooperação (veja aqui) com a Universidade Federal do ABC (UFABC), visando com isso o desenvolvimento de  um "Foguete de Treinamento Básico a Propelente Líquido" que, pode ter como propulsor, este mesmo Motor L15, ou então um derivado do mesmo. Vamos aguardar os acontecimentos.

Duda Falcão

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Presidente da AEB Cumpre Agenda Institucional na Índia

Olá leitor!

Segue abaixo a nota oficinal da Agência Espacial Brasileira (AEB) publicada hoje (14/02) no seu site oficial tendo como destaque a viagem do presidente da agencia a Índia.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Presidente da AEB Cumpre
Agenda Institucional na Índia

Coordenação de Comunicação Social – CCS
Publicado em: 14/02/2019 18h12
Última modificação: 14/02/2019 18h12

Presidente Carlos Moura com a maior autoridade
espacial da Índia, Dr. Kailasavadivoo Sivan.

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Augusto Teixeira de Moura, está em viagem à cidade de Bengaluru, na Índia, no período de 11 a 15 de fevereiro, onde cumpre uma agenda institucional em conjunto com o Ministério da Defesa (MD), referente à área espacial.

Acompanhado de autoridades e técnicos da área espacial do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistema Espaciais (CCISE), o presidente da AEB visitou inicialmente, a empresa Centum Electronics, importante braço industrial de desenvolvimento de equipamentos e sistemas para o setor aeroespacial, indiano e internacional.

No dia 13 de fevereiro, a comitiva brasileira foi recebida pela maior autoridade espacial da Índia, Dr. Kailasavadivoo Sivan, chairman da Space Comission e secretário do Departamento de Espaço da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO). No encontro, a comitiva discutiu as possibilidades de cooperação espacial civil com especialistas indianos.

Também foi feita uma visita à Antrix Corporation Limited (ACL), empresa pública e braço comercial da ISRO, responsável pela comercialização de produtos e serviços espaciais indianos. Na oportunidade, foram apresentados, pelos representantes da Defesa, áreas e produtos que podem despertar interesse de acesso por parte do Brasil.

No dia 14, o grupo visitou as instalações do Centro de Telecomunicações e Rastreamento de Telemetria da ISRO. No mesmo dia, na sede da Agência Espacial Indiana, foi assinado o documento onde ficarão registrados os assuntos e as ações decorrentes da visita. O presidente da AEB, Carlos Augusto Teixeira de Moura, viajou a convite do Comando da Aeronáutica (COMAER).



Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Pois é leitor, está ai o que havíamos anunciado hoje pela manhã na nota com os despachos do MCTIC. Tomara mesmo que acordos realmente benéficos ao PEB estejam sendo realizados pelo novo presidente da AEB.

MCTIC Publica no DOU Curiosos Despachos Ligados ao PEB

Olá leitor!

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) publicou no Diário Oficial da União (DOU) do dia 11/02/2019 uma série de despachos do nosso Ministro-Astronauta Marcos Pontes, dos quais três deles chamaram a minha atenção. Segue abaixo os despachos em questão.

“Ministério da Ciência, Tecnologia,
Inovações e Comunicações
Gabinete do Ministro

DESPACHO DE 7 DE FEVEREIRO DE 2019

Afastamentos do País autorizados na forma do Decreto nº 1.387, de 07 de fevereiro de 1995:

CARLOS AUGUSTO TEIXEIRA DE MOURA, Presidente da Agência Espacial Brasileira - AEB, para, na qualidade de colaborador eventual do Comando da Aeronáutica, conforme Portaria nº 2039/GC4, de 06 de dezembro de 2018, publicada no Boletim do Comando da Aeronáutica nº 217, de 13 de dezembro de 2018, e retificada pelo Boletim do Comando da Aeronáutica nº 11, de 21 de janeiro de 2019, participar de missão exploratória junto às organizações indianas sobre cooperação em desenvolvimento dos veículos de acesso ao espaço do Programa Espacial Brasileiro, em Bangalore/Índia, de 09/02/2019 a 15/02/2019, trânsito incluído, com ônus limitado, conforme Processo MCTIC nº 01250.005938/2019-55.

EDER TEODORO CARDOZO, GLAUBER PAZ MIRANDA, JOSÉ TEIXEIRA DA MATTA BACELLAR, Tecnologistas, FERNANDO HENRIQUE GAMA DE ALMEIDA, Analista em C&T, e LUIZ EDUARDO BOA SORTE CARNEIRO, Técnico, todos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, para participarem dos Testes de Aceitação em Fábrica (FAT) e de treinamento em equipamentos e softwares nas instalações da empresa americana VIASAT, em atendimento ao Contrato nº 01.14.074.0/17 de fornecimento de um sistema de antena Bandas S e X, a ser utilizado para o rastreio e controle dos Satélites Amazonia-1 e CBERS-4A, em Duluth, Georgia/EUA, de 16/02/2019 a 01/03/2019, trânsito incluído, com ônus para o INPE, conforme Processos nºs 01340.014611/2018-84; 01340.014664/2018-03; 01340.014646/2018-13; 01340.000230/2019-07 e 01340.014308/2018-81.

THELMA KRUG, Pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, para participar, na qualidade de Vice-Presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), da Quarta Reunião de Autores do Relatório Especial do IPCC sobre Mudança do Clima e Sistema Terrestre (Special Report on Climate Change & Land - SRCCL), em Cali/Colômbia, de 09/02/2019 a 17/02/2019, trânsito incluído, com ônus limitado, conforme Processo nº 01340.000182/2019-49.

MARCOS CESAR PONTES”

Bom leitor, sobre o primeiro despacho, sempre defendi que missões exploratórias como essa agora que o novo presidente da AEB irá participar junto com a FAB, fossem realizadas para identificar boas oportunidades de cooperação, porém desde que as mesmas fossem para cooperação em tecnologias ainda não dominadas pelo Brasil, já que temos profissionais e empresas que podem atender perfeitamente as nossas necessidades a partir do momento que assim forem desafiadas e cobradas a fazê-lo. Se este for o caso, por exemplo, com relação à propulsão criogênica para foguetes que a Índia vem desenvolvendo, será uma iniciativa muito bem vinda.

Bem leitor, já em relação ao segundo despacho, já era sabido que a VIASAT americana iria fornecer esses equipamentos de solo para atender o SGDC-1, mas não havia nada, (pelo menos que eu saiba) que essa situação seria estendida para os Satélites Amazonia-1 e CBERS-4A. Fica a pergunta: Será que empresas brasileiras não poderiam fornecer estes equipamentos e softwares? Caso sim, porque comprar isso na mão dos americanos?

Finalmente já em relação à viagem da Dr. Thelma Krug para participar do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), da Quarta Reunião de Autores do Relatório Especial do IPCC como a sua Vice-Presidente, demonstra o reconhecimento alcançado pelo INPE e por esta grande pesquisadora brasileira nesta área de Mudança Climática.

Duda Falcão


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) – Edição: 29 - Seção 2 - pág. 04 - 11/02/2019

Quer Morar em Marte? Não Vai Rolar Tão Cedo, Diz Brasileiro da NASA

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante entrevista postada hoje (14/02) no site “UOL Notícias”, com os cientista brasileiro do JPL da NASA, Dr. Ivair Gontijo. Vale a pena conferir.

Duda Falcão

ASTRONOMIA

Quer Morar em Marte? Não Vai Rolar
Tão Cedo, Diz Brasileiro da NASA

Gabriel Francisco Ribeiro
Do UOL, em São Paulo
14/02/2019 04h00

Imagem: Divulgação
Cenas de "Perdido em Marte' estão longe
de ocorrer, diz brasileiro.

Se a humanidade já conseguiu de alguma forma desvendar alguns aspectos de Marte, o brasileiro Ivair Gontijo é um dos responsáveis. O cientista da Nasa, formado pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), foi um dos líderes do projeto que culminou com a ida do veículo Curiosity para o planeta vermelho no início da década. Hoje ele mora na Califórnia (EUA) e trabalha no projeto que levará a próxima sonda para o planeta vizinho, então aproveitamos uma rápida passagem dele pelo país para perguntar ao físico: quanto tempo falta para podermos morar em Marte?

E as notícias não são animadoras. Ele jogou um balde de água fria em quem já planejava juntar um dinheirinho para comprar uma passagem no foguete de Elon Musk:

Ainda existem problemas técnicos gigantescos, como produzir
oxigênio. É uma viagem que demora entre oito e nove meses.
Não sei dizer quanto tempo falta, mas imagino umas duas
ou três décadas. Depende muito do investimento”

Imagem: Arquivo Pessoal
Ivair Gontijo, ao lado da Curiosity: brasileiro ajudou a projetar robô.

Além de achar um jeito de produzir oxigênio para a longa viagem, o brasileiro cita como empecilhos técnicos a dificuldade de armazenar comida para os astronautas fazerem o longo percurso até chegar a Marte e o espaço pequeno destinado a humanos dentro dos foguetes já usados para ir ao planeta vermelho. 

Gontijo sequer arrisca uma data para pisarmos em solo marciano, até por não estar diretamente ligado ao projeto que visa levar humanos ao planeta. O que ele sabe, por trabalhar no grupo que vai lançar um novo robô para o planeta "vizinho", é que estamos muito mais preparados para descobrir vida por lá.

“Estamos muito mais preparados para procurar por vida. Temos equipamentos melhor. Temos equipamentos melhores,
técnicas mais sofisticadas e entendemos mais de sequenciamento
de DNA. O equipamento de hoje é completamente diferente do
de vinte, trinta ou cinquenta anos atrás...”

A pesquisa vai coletar amostras e procurar por material orgânico em Marte, algo vital para descobrirmos se há ou houve vida ali em algum momento.

Confira a entrevista completa com o cientista que esteve no Brasil para a Campus Party 2019:

UOL: O que você está fazendo atualmente na NASA? Em qual projeto está trabalhando?

Ivair Gontijo: Estou trabalhando no projeto Mars 2020, a próxima missão que vai para Marte entre julho e agosto do ano que vem. É parecida com a Curiosity --um veículo parecido, mas com um conjunto diferente de instrumentos e um sistema coletor de amostras. A ideia é mandarmos a melhor tecnologia e os melhores instrumentos para procurar material orgânico em Marte. Quando acharmos rochas com material orgânico dentro, vamos coletar amostras e colocar em tubos metálicos, que serão deixados na superfície de Marte para em uma missão futura robotizada trazer para a Terra.

Imagem: NASA 
Ivair Gontijo foi um dos líderes do projeto que culminou
na ida do robô Curiosity para Marte.

UOL: Por que precisa trazer para a Terra? Não pode ser analisado por lá?

Gontijo: Aqui temos o sequenciamento de DNA e técnicas de biologia e física que enchem um edifício inteiro. Não dá para fazer uma versão miniatura disso e mandar para Marte, por isso temos que trazer as amostras para estudar aqui. Sou o engenheiro responsável pelas interfaces entre o veículo e os instrumentos, como o laser para vaporizar rocha em Marte e fazer medidas de elementos químicos. São esses instrumentos que nos permitem fazer medidas remotas e saber quais materiais interessantes trazer para cá. Toda forma de vida na Terra que a gente conhece é feita de carbono, então buscamos material orgânico que indique se Marte já teve ou tem vida. Se a gente continuar insistindo, uma hora vamos responder essa pergunta.

UOL: Quando falta para irmos para Marte?

Gontijo: Ainda existem problemas técnicos gigantescos, como produzir oxigênio e comida para uma viagem que demora entre oito e nove meses. O Curiosity foi para Marte em um foguete onde só cabia uma coisa de quatro metros e meio, é espaço é muito pequeno para humanos. Coube apenas um veículo de 900 kg dentro. Mas os problemas técnicos, se continuarmos insistindo, vamos resolver. Só não sei dizer quanto tempo falta, mas imagino umas duas ou três décadas. Depende muito do investimento.

Imagem: Arquivo Pessoal 
Ivair Gontijo, cientista brasileiro que trabalha na NASA.

UOL: Por que é tão importante chegarmos lá? O que a humanidade pode ganhar com isso?

Gontijo: O que a gente sabe é que o ser humano é um bicho curioso. Buscamos o conhecimento científico, interessa saber porque Marte se modificou tanto. Em um passado distante era um planeta muito parecido com a Terra e hoje é super frio e árido. O que aconteceu? A gente não sabe. Não sabemos o resultado que uma tecnologia vai produzir. Há pouco mais de 100 anos tinha um brasileiro que era rico, morava em Paris e gastou dinheiro fazendo uma máquina pesada que se mantinha no ar. Para que serve isso? Não acho que Santos Dumont poderia ter investido melhor, é o maior investimento da humanidade. As coisas evoluem dessa forma. As aplicações vêm depois, desenvolvemos primeiro ideias e conceitos científicos.

UOL: Qual vai ser nosso primeiro passo em Marte? O que poderemos fazer que os robôs ainda não fizeram?

Gontijo: Com seres humanos, podemos fazer mais. Podemos ter mais informações sobre o planeta, informações quase subjetivas que o robô não teria como captar para nós. E também podemos começar a desenvolver todo um processo de colonização, podemos começar a plantar e fazer coisas que o robô não faz.

UOL: Quais as próximas fronteiras? O que vem de novo por aí que nos permitirá mais conhecimento?

Gontijo: Muita coisa. Tem exploração robótica do Sistema Solar, tem Marte, tem a lua de Júpiter. Europa é uma lua coberta de gelo cheio de fratura. Se tem fratura, é porque tem movimento. A gente tem indícios de que esse gelo tem 30 km de espessura e abaixo tem um oceano global, existe mais água em Europa do que na Terra, então o lugar é interessante para procurar vida. São várias missões acontecendo e vários outros corpos no Sistema Solar sendo estudados. E tem a astronomia em geral, estudo das estrelas, estudo das galáxias... Têm muitas perguntas a serem respondidas, por exemplo os pulsos de raio gama no Espaço que não se sabe de onde vêm. Tudo isso é estudado, a estrutura do universo inteiro, como as estrelas evoluem.

UOL: Estamos mais preparados para encontrar alguma forma de vida fora da Terra?

Gontijo: Com certeza, melhorou demais. Estamos muito mais preparados para procurar por vida, temos equipamentos melhores e técnicas mais sofisticadas. Entendemos mais de sequenciamento de DNA. Os equipamentos de hoje são completamente diferentes do que havia vinte, trinta ou cinquenta anos atrás.

UOL: Buscamos uma forma de vida que já existe na Terra ou algo diferente?

Gontijo: A gente faz medidas de estrelas em galáxias inteiras e planetas, por exemplo de Marte, e encontramos os mesmos elementos químicos da Terra. É magnésio, silício, carbono... os elementos da tabela periódica. O carbono é quase mágico. Nós temos uma química inteira só do carbono, a orgânica, e a química inorgânica que trata dos outros. O carbono junta com oxigênio, hidrogênio e forma moléculas enormes que são o DNA e dá para decodificar a vida. Se esses elementos são abundantes, é muito mais fácil pensar que são por elementos parecidos. Não precisa ser humanoide com dois braços e pernas, mas uma vida baseada em molécula de DNA. Pode ser que não seja DNA também, mas é uma boa apostar no carbono. O silício também forma moléculas grandes, mas o carbono tem suas vantagens. Agora, se existe outra forma de vida completamente diferente, é baseada no quê? Se não for matéria, se não for químico, não teria nem como se comunicar. Não é científico. Eu acho que apostar em vida formada de carbono é a melhor aposta.


Fonte: Site do Uol Notícias - https://noticias.uol.com.br

A Paixão Pelo Conhecimento Inspira Jovens Medalhistas em Olimpíadas de Astronomia, Astrofísica e Astronáutica

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada ontem (13/02) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) destacando que o Ministro-Astronauta Marcos Pontes recebeu ontem em Brasília o grupo de estudantes brasileiros medalhistas em Olimpíadas de Astronomia, Astrofísica e Astronáutica.

Duda Falcão

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A Paixão Pelo Conhecimento Inspira Jovens
Medalhistas em Olimpíadas de Astronomia,
Astrofísica e Astronáutica

Grupo de estudantes foi recebido pelo ministro e astronauta Marcos Pontes,
que defendeu a união entre educação e ciência para alavancar a produção de
conhecimento e a geração de riquezas para o país.

Por ASCOM
Publicado 13/02/2019 19h12.
Última modificação 13/02/2019 19h28.

Fotos: Ascom/MCTIC
Representantes do Brasil em olimpíadas internacionais
de astronomia foram recebidos pelo ministro nesta quarta-feira (13).

Com medalhas de ouro, prata e bronze estampadas no peito, dez jovens chegaram nesta quarta-feira (13) ao MCTIC – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em Brasília para um encontro com o ministro e astronauta Marcos Pontes. Eles fazem parte de um time que conquistou grandes resultados em competições internacionais de astronomia, astrofísica e astronáutica em 2018.

A estudante Katarine Klitzke, de 17 anos, por exemplo,  levou o ouro na 10ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica - OLAA, no Paraguai, onde também recebeu uma condecoração por ter desenvolvido o melhor protótipo de foguete de garrafa PET movido à água pressurizada. “A OBA [Olimpíada Brasileira de Astronomia] e a OLAA foram uma oportunidade enorme na minha vida. Pude conhecer muita gente, fazer grandes amigos e me desafiar a buscar mais conhecimentos. E também me mostrou o que eu amo, que são os telescópios. Meu objetivo agora é começar o curso de engenharia mecânica e, depois, fazer uma especialização em instrumentação para poder desenvolver a nova geração de telescópios”, afirmou.


Para se destacar lá fora é preciso começar aqui dentro. Uma verdadeira maratona já acontece na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica – OBA que seleciona os estudantes para as competições internacionais. A primeira etapa ocorre anualmente em todo o país e envolve mais de 770 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e particulares. A cada edição, cerca de mil alunos com as melhores notas são selecionados para a fase seguinte, composta por três provas online. Cem candidatos avançam para a próxima etapa, que inclui uma semana de imersão em Barra do Piraí (RJ), onde recebem aulas com astrônomos e são capacitados para atividades de competições internacionais, como provas de observação do céu.

A etapa derradeira do processo acontece em Vinhedo (SP). Lá, os 25 estudantes selecionados na fase anterior passam por mais uma semana de capacitação, exercícios e provas ainda mais específicas. É desse grupo que saem os dez alunos que integram os times da OLAA e da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica - IOAA. São 18 meses, praticamente, de preparação para as competições internacionais.

“Depois de tudo isso, eles ainda ficam outra semana em Vinhedo com atividades focadas em cada competição. É um esforço muito grande que esses meninos e meninas fazem para chegar às competições internacionais, não só de tempo, mas de esforço. A cada fase que eles avançam, o nível de exigência e de conhecimento necessário aumenta. Os resultados que eles obtiveram são fruto dessa preparação e do esforço individual de cada um, porque eles se esforçaram muito e aprenderam muito nesse período”, ressaltou o professor Júlio César Klafke, líder da equipe brasileira na OLAA.

O universo da astronomia confirmou a vocação de Juventino José da Fonseca, de 18 anos, de Fortaleza (CE). Ele começa agora uma nova jornada: o curso de física na Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos (SP). “Sempre gostei muito de física e matemática, mas estava mais inclinado a cursar matemática. Depois que me aproximei mais da ciência, comecei a ver a perspectiva de seguir carreira em astrofísica. Agora vou começar a faculdade já com uma base sobre a linha de pesquisa que pretendo seguir”, contou Juventino, que conquistou a medalha de bronze na 12ª Olimpíada IOAA, realizada na China.


No encontro com os jovens medalhistas, o ministro Marcos Pontes defendeu a união entre educação e ciência para alavancar a produção de conhecimento e a geração de riquezas para o país. “Todo esse esforço vale a pena. Tenho certeza que cada um desses jovens estudou bastante para conseguir chegar aonde chegaram. Temos que investir na educação, com apoio da ciência e tecnologia. Esse é o tripé para o desenvolvimento do país. Temos que ajudar os talentos hoje para que, lá na frente, eles possam desenvolver novas ideias, produzir conhecimento e gerar riquezas para o país”, afirmou o ministro.

Para o professor Eugênio Reis, chefe da delegação brasileira na OLAA, as olimpíadas científicas abrem as portas das carreiras científicas e tecnológicas para as futuras gerações. “A OBA é a olimpíada do conhecimento mais popular e mais abrangente que temos no Brasil. Quando o aluno se prepara para essa prova, ele também vai atrás de conhecimento em outras áreas além da astronomia, como física e matemática. O mesmo acontece em outras competições. A questão da distribuição das medalhas também é muito importante, porque é um reconhecimento ao esforço desses jovens. E isso tudo estimula os nossos estudantes a buscarem mais conhecimento e a se interessarem por ciência”, destacou.

OBA 2019

As inscrições para a 22ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica estão abertas até 17 de março. As provas, em fase única, serão aplicadas em 17 de maio. As instituições de ensino interessadas em participar da competição científica devem efetuar a inscrição no site http://www.oba.org.br/site/.

No ano passado, participaram da 21ª OBA mais de 770 mil alunos de 8.456 escolas públicas e particulares. Ao todo, foram distribuídas 49.735 medalhas entre os participantes dos quatro níveis da prova, sendo 14.900 de ouro, 14.949 de prata e 19.886 de bronze.

A competição é coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e tem apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Universidade Paulista (UNIP).

Além da Oba outras olimpíadas de conhecimento integram o Programa Ciência na Escola, que faz parte da Agenda de 100 dias de Ações Prioritárias do Governo Federal.

Veja abaixo:



Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Comentário: Bom, bom, bom, muito bom mesmo Ministro Pontes, tenho ciência da sua atuação e preocupação com essa área da educação e o quanto o senhor tem contribuído. Agora como Ministro, o senhor poderá ajudar no fortalecimento de eventos como a da OBA, o Festival Nacional de Minifoguetes, os eventos da COBRUF, o Spacecamp da Acrux, as atividades do Garatéa-E e da Garatéa-ISS, a experiencia do CVT Espacial que tem de ser aprimorada e ampliada e tantos outros que venham surgir pelo Brasil afora. Inclusive fiquei sabendo de uma iniciativa (creio eu alagoana) muito interessante que visa criar um Festival de Minifoguetes Nordestino, porém os integrantes da sua organização ligados a uma instituição de ensino universitário estão precisando de ajuda para colocar essa ideia em prática.