sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

SpaceX Adia Para Janeiro o Lançamento da Missão Que Levará ao Espaço o Cubesat AESP-14

Olá leitor!

Infelizmente uma vez mais foi adiado o lançamento da “Missão Falcon 9 - SpaceX CRS 5”, missão está que colocará no espaço (em sua primeira fase de lançamento) o Cubesat AESP-14, o primeiro cubesat integralmente desenvolvido no Brasil por uma equipe formada por alunos e professores do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Segundo o site “SpaceFlight Now” a missão foi adiada devido a problemas não especificados ocorridos durante um teste de "fogo estático", realizado na terça-feira (16/01), e agora a expectativa é que a mesma não venha ocorrer antes do dia 06/01/2015.

Credito: SpaceX
Foto de arquivo de um teste de “Fogo Estático” com o
foguete Falcon 9 realizado para um lançamento anterior.

Ainda segundo o site americano este já é o sexto adiamento desta missão e com isso (caso o IAE não venha ainda surpreender a todos com o lançamento da “Operação São Lourenço”) se encerram as expectativas do PEB de ainda realizar algo realmente marcante em 2014.

Vale lembrar leitor que o lançamento do AESP-14 será realizado em duas fases, sendo a primeira esta com a “Missão Falcon 9 - SpaceX CRS 5” que levará o nosso cubesat para a Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) de onde então deverá ser transportado para o módulo japonês Kibo, quando então evidentemente em data ainda a ser definida, será realizada a segunda fase de seu lançamento através do dispositivo  de ejeção JEM Small Satellite Orbital Deployer (J-SSOD)”.

Pois é leitor e assim se encerram as nossas aventuras no espaço no ano de 2014 e podemos dizer que com um saldo modesto em relação às expectativas fantasiosas geradas pela “Ogra” e seus energúmenos de plantão, mas até um saldo positivo se levarmos em conta o que foi feito nos últimos dez anos.

O ano de 2014 nos reservou a realização de nossa primeira missão tecnológica com um motor foguete líquido (Operação Raposa), o lançamento exitoso ao espaço de nosso primeiro cubesat (NanosatC-Br1) e o lançamento exitoso do quinto satélite do Programa CBERS (Satélite CBERS-4), mas também frustrou as expectativas daqueles ingênuos que acreditaram nas fantasias desta debiloide e seus energúmenos de plantão, quando não se concretizaram as realizações das operações de lançamento São Lourenço (SARA Suborbital-1), Santa Bárbara I (lançamento simulado do VLS-1), Santa Bárbara II (VLS-1 VSISNAV), da operação de lançamento do VSB-30 do Programa Microgravidade da AEB, e os lançamentos do Tubesat Trancredo 1, do nanosatélite do misterioso e discutível Programa SERPENS da AEB e é claro do Cubesat AESP-14, mas neste caso específico sejamos justos, não por culpa deles.

Duda Falcão

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Governo Federal Libera Mais R$ 400 Milhões Para Satélite

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (17/12) no “Portal Brasil” destacando que o Governo Federal liberou mais R$ 400 milhões para Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Duda Falcão

INFRAESTRUTURA

Telecomunicações

Governo Federal Libera Mais
R$ 400 Milhões Para Satélite

Projeto levará internet banda larga à cidades com menos de
50 mil habitantes e aprimorará comunicação de órgãos de Defesa

Por Portal Brasil
Publicado: 17/12/2014 - 16h09
Última modificação: 17/12/2014 - 16h09

O governo federal liberou R$ 404,7 milhões esta semana para a construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), projeto que levará internet de banda larga a municípios com menos de 50 mil habitantes e vai aprimorar a comunicação dos órgãos de Defesa Nacional.

O projeto, cujo orçamento total é de R$ 1,8 bilhão, está em andamento na França e conta com técnicos brasileiros no seu desenvolvimento. Parte dos recursos é do PAC 2.

“Vamos ter um satélite próprio agora. Não vamos precisar mais contratar serviços estrangeiros, o que vai gerar economia aos cofres públicos, e levaremos internet a municípios pequenos onde é inviável implantar fibra ótica”, disse o diretor de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra.

A licitação para a construção do primeiro satélite brasileiro foi vencida por uma empresa francesa, a Thales Alenia Space.

Mas ao contrário de outros satélites usados pelo Brasil, que são controlados por estações estrangeiras, o novo satélite será 100% controlado por instituições brasileiras.

Além disso, o contrato assinado em setembro de 2014 prevê transferência de tecnologia ao Brasil, por meio da empresa Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture da Telebrás e Embraer que atua como empresa integradora do projeto.


O satélite pesa 5,8 toneladas, tem vida útil de 15 anos e previsão de ser lançado à órbita da Terra em 2016. Participam do projeto os ministérios das Comunicações, Defesa, e Ciência e Tecnologia, além das empresas Embraer e Telebras, e a Associação Espacial Brasileira (AEB).

Cada órgão designou técnicos que foram enviados à França para adquirir capacitação tecnológica, visando o desenvolvimento futuro no Brasil de uma indústria no setor.


Fonte: Site Portal Brasil -  http://www.brasil.gov.br

Comentário: Bom leitor creio que não seja mais necessário comentar sobre este projeto e o seu custo-benefício desastroso para o país, mas enfim está aí a notícia. Aproveitamos para agradecer ao leitor André Victor pelo envio desta notícia. Aproveito também para lembrar ao Portal Brasil de que não existe nenhuma Associação Espacial Brasileira.

INPE Recebe Vice-Primeiro-Ministro da Rússia

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (18/12) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto recebeu hoje a visita do Vice-Primeiro-Ministro da Rússia.

Duda Falcão

INPE Recebe Vice-Primeiro-Ministro da Rússia

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), recebeu o vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Rogozin, na manhã desta quinta-feira (18/12). A comitiva russa foi recepcionada pelo diretor Leonel Perondi e coordenadores do Instituto.

Durante a conversa com o vice-premiê russo, Perondi apresentou as áreas do Instituto e seus principais projetos e resultados, para identificar interesses em comum e abrir caminho para possíveis cooperações. Na oportunidade, Dmitry Rogozin e sua comitiva também conheceram as instalações do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE.

Vice-premiê conheceu o Laboratório de Integração e Testes do INPE.
Leonel Perondi recebe Dmitry Rogozin. 


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Brasil e China Projetam Novos Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo escrito pelo Sr. José Monserrat Filho sobre a Carta de Intenções assinada recentemente pela AEB com a China, artigo este postado hoje (18/12) pelo companheiro André Mileski em seu no Blog Panorama Espacial.

Duda Falcão

Brasil e China Projetam Novos Satélites

José Monserrat Filho 
Blog Panorama Espacial
14/12/2014

Os Presidentes da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Administração Nacional Espacial da China (CNSA) firmaram uma Carta de Intenções, em Pequim, no dia 9 de dezembro, apenas dois dias após o lançamento bem sucedido do CBERS-4. O ato de assinatura foi prestigiado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, que assistiu ao lançamento do novo satélite, no dia 7.

O documento, embora não vinculante, confirma três itens de cooperação, que devem começar a ser executados já em 2015 como parte do Plano Decenal de Cooperação Espacial, aprovado basicamente em 2013, sendo agora desenvolvido e detalhado.

Os três itens são, em resumo:

1) Construir o CBERS-4A, a ser lançado em 2017:

2) Projetar e construir nova geração de satélites, a ser definida pelo Grupo de Trabalho encarregado de desenvolver e detalhar o Plano Decenal; e

3) Cooperar em aplicações dos dados de satélite do CBERS-4 e dos novos satélites da nova geração a ser desenvolvida; será criado um Grupo de Trabalho especial para estudar o modelo de cooperação a ser aplicado no caso.

A Carta de Intenções deixa claras as áreas definidas para a futura cooperação espacial entre os dois países.

Veja, a seguir, a íntegra da Carta de Intenções, assinado em 9 de dezembro passado, em meio às comemorações pelo sucesso do lançamento do CBERS-4 e pelo desempenho preciso em sua entrada em órbita, em seus primeiros testes e nas suas primeiras imagens enviadas à Terra.

Carta de Intenções entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Administração Nacional Espacial da China (CNSA) sobre a Cooperação em Novos Satélites

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Administração Nacional Espacial da China (CNSA), doravante denominadas “Partes”,

Recordando o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Popular da China sobre Cooperação no Uso Pacífico da Ciência e Tecnologia Espaciais, assinado em Pequim no dia 8 de novembro de 1994;

Recordando o Protocolo sobre Cooperação em Tecnologia Espacial entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Popular da China, assinado em Brasília no dia 21 de setembro  de 2000;

Recordando a Política de Parceria Estratégica Global adotada pelos dois países, de acordo com a Declaração Conjunta assinada pela Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e pelo Primeiro Ministro da China, Wen Jiabao, no Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 2012;

Recordando o Plano de Cooperação Espacial 2013-2022 entre a AEB e a CNSA, assinado em Guangzhou, no dia 6 de novembro de 2013;

Considerando a intenção das Partes de promover o papel da tecnologia espacial no desenvolvimento social, econômico e cultural dos dois países;

Considerando o significado e a influência do Plano Decenal Sino-Brasileiro de Cooperação Espacial no futuro da parceria espacial entre os dois países;

Tendo em vista o propósito de manter a continuidade do Programa CBERS de Satélites

e

levando em conta o sucesso dos lançamentos do CBERS-1, CBERS-2, CBERS-2B e CBERS-4,

As Partes concordam no que se segue:

1. Cooperação para o Satélite CBERS-4A

As Partes concordam em desenvolver em conjunto o Satélite CBERS-4A. O desenvolvimento do CBERS-4A terá como base os seguintes princípios:

(a) A participação de cada Parte no esforço de desenvolvimento e no investimento necessário permanecerá idêntico à ocorrida nos Satélites CBERS-3 e CBERS-4, ou seja, 50% para o Brasil e 50% para a China;

(b) A montagem, integração e teste do Satélite CBERS-4A serão realizados no Brasil;

(c) O lançamento do Satélite CBERS-4A terá lugar na China.

A decisão final sobre a cooperação para o desenvolvimento do Satélite CBERS-4A deverá basear-se na conclusão dos procedimentos internos de aprovação em cada país.

2. Cooperação para a Nova Geração de Satélites

(a) As Partes concordam em realizar estudos para desenvolver nova geração de satélites, incluindo a definição das missões, com base nos respectivos planos espaciais estratégicos de cada país.

(b) O Grupo de Trabalho do Plano Decenal de Cooperação Espacial será responsável pelos estudos sobre o plano de cooperação dedicado à nova geração de satélites e deverá reportar prontamente os resultados de seu trabalho para permitir a assinatura de acordos no momento necessário.

3. Cooperação em Aplicações de Dados de Satélite

(a) As Partes concordam em promover a cooperação em aplicações dos dados do Satélite CBERS-4 e da nova geração de satélites, bem como levar adiante a expansão da distribuição internacional dos dados do CBERS e executar a política de aplicações.

(b) As Partes concordam em organizar um Grupo de Trabalho para estudar o modelo de cooperação para aplicações dos dados de satélite.

Esta Carta de Intenções entra em vigor na data de sua assinatura.

Esta Carta de Intenções não cria obrigações legais para as Partes, tanto no direito interno quanto no direito internacional.

Assinado em Pequim, no dia 9 de dezembro de 2014, nas versões em inglês e chinês, ambas igualmente autênticas. Em caso de qualquer divergência de interpretação, prevalecerá a versão em inglês.

              Pela Agência Espacial Brasileira   Pela Administração Nacional Espacial da China
José Raimundo Braga Coelho                             Xu Dazhe


Fonte: Blog Panorama Espacial - http://panoramaespacial.blogspot.com.br/

Comentário: Bom leitor, sem comentários, pois a atitude do governo DILMA ROUSSEFF nos últimos quatro anos perante ao PEB demonstra por si só como essas metas serão conduzidas. Talvez a exceção seja CBERS-4A, já que muito provavelmente boa parte seus equipamentos e subsistemas já foram produzidos quando da produção do CBERS-3 e 4, mas mesmo assim ainda haverá outros equipamentos que terão de ser produzidos para o seu upgrade, e, portanto o governo terá de ter ‘COMPROMISSO’ se quiser realmente atingir a meta de lançar este satélite em 2017, como foi estabelecido nesta carta de intenções. Entretanto algo me chamou atenção nesta carta, ou seja, o não estabelecimento dos tipos de missões satelitais que interessam a ambos os países, principalmente a já discutida continuidade do Programa CBERS com o desenvolvimento do CBERS 5 e 6 e o fato da não citação do interesse em desenvolvimento conjunto na área de lançadores de satélites divulgada pelo Ministro Campolina quando ainda estava na China. Será que a China esta usando essa carta de intenções e o projeto do CBERS-4A para estabelecer definitivamente qual é o real compromisso brasileiro com o seu Programa Espacial?

Doutorado em Astrofísica Promove Seleção Extra. Candidatos Podem se Inscrever Até 16 de Janeiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (18/12) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o Programa de Doutorado em Astrofísica do instituto promove seleção extra.

Duda Falcão

Doutorado em Astrofísica Promove Seleção Extra. Candidatos Podem se Inscrever
Até 16 de Janeiro

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

Excepcionalmente, o Programa de Pós-graduação em Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) abre novo processo de seleção de candidatos para o curso de Doutorado. Há oito bolsas Capes disponíveis com vigência a partir de março de 2015.

Inscrições de candidaturas serão aceitas até 16 de janeiro. A documentação digitalizada deve ser enviada diretamente ao email pg.ast@inpe.br e da documentação original para o endereço abaixo, aos cuidados do Dr. Odylio Aguiar.

INPE - Divisão de Astrofísica
Av. dos Astronautas 1758, Prédio CEA I
Jd. da Granja
São José dos Campos, SP, Cep 12.227-010, Brasil

Informações sobre a documentação necessária estão na página:

A Prova de Física e a Arguição Oral estão marcadas para o dia 21 de janeiro na sede do INPE, em São José dos Campos (SP).  Candidatos de outros estados podem requerer a realização do processo à distância - cada caso será analisado individualmente. A divulgação dos aprovados será no dia 23 de janeiro.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

AEB Publica no DOU Estranho Contrato

Olá leitor!

Foi publicado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) no “Diário Oficial da União (DOU)” de hoje (18/12), um estranho “Extrato de Contrato” supostamente ligado ao projeto do Satélite CBERS-4. Veja abaixo o extrato em questão como publicado no DOU.

AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA

EXTRATO DE CONTRATO Nº 26/2014 - UASG 203001

Nº Processo: 01350000147201404;
Dispensa: Nº 27/2014;
Contratante: AGENCIA ESPACIAL BRASILEIRA – AEB;
CPF Contratado: ESTRANGEIRO;
Contratado: INSTITUTE OF SPACECRAFT SYSTEM ENGINEERING;
Objeto: Contratação da Chinese Academy of Space Tecnology para fornecimento de dois transpondes para uso no Satélite CBERS-4;
Fundamento Legal: Art. 24, inciso XIV da Lei nº 8.666/93;
Vigência: 27/10/2014 a 26/10/2015;
Valor Total: R$2.210.000,00;
Fonte: 100000000 - 2014NE800190;
Data de Assinatura: 27/10/2014.

(SICON - 17/12/2014) 203001-20402-2014NE800036

Ora leitor, note a vigência do contrato. Como pode ser isto se o Satélite CBERS-4 já está no espaço operando? Será que houve erro na grafia (como sugerido por um pesquisador da área consultado pelo BLOG) e o extrato trata na realidade do projeto do Satélite CBERS-4A? E caso seja, como pode se contratar partes de um satélite que ainda está em discussão? Enfim, como Cidadão Brasileiro espero que a AEB venha a público explicar este assunto.

Duda Falcão


Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Seção 3 - pág. 12 - 18/12/2014

Atualizando as Campanhas do BLOG

Olá leitor!

Hoje é quinta-feira e assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas. Segue abaixo a atualização dessa semana.

Em relação à campanha da “Petição Online da ACS - Mudanças Já ou o Destrato do Acordo”, esta semana obtivemos outro diminuto avanço, pulando 752 para 754 assinaturas, ou seja, apenas duas assinaturas no período.  O resultado continuou extremamente ruim e esperávamos algo bem melhor esta semana. A notícia de que o governo criou uma comissão (pra mim fajuta) para analisar este desastroso acordo que gerou a ACS demonstra que a empresa realmente pode está em processo de implosão e correndo o risco de sofrer uma CPI (da mesma forma para mim fajuta, mas que ajudaria pelo menos a impedir o andamento do projeto). Entretanto continuamos lamentando profundamente o infeliz envolvimento da SpaceMETA com essa iniciativa desastrosa para o nosso país, mas enfim, quem planta colhe. Leitor esta é a hora de fazermos valer a nossa luta contra este acordo candiru’ e altamente prejudicial que vem literalmente boicotando o verdadeiro Programa Espacial Brasileiro. Vamos lá gente, vários profissionais sérios do PEB já assinaram essa petição e precisamos do seu apoio nessa luta contra esses energúmenos irresponsáveis.

Já quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, esta semana continuamos com os mesmos dez grupos inscritos desde o lançamento da campanha, ou seja, os grupos Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes Educativos, Carl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoNTAITA Rocket DesignUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo). Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar?

Agora leitor, em relação á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas 5 colaboradores  já realizaram suas colaborações no mês de dezembro no vakinha.com.br. Foram Eles:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Diego LvM
3 - Elison Gustavo (idealizador da campanha)
4 - José Félix Santana, Prof. (presidente do CEFEC)
5 - Fabrício de Novaes Kucinskis (INPE)

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir dessa semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

OBS: Leitores continuam votando na campanha do VLM-1/ITASAT-1. Por favor, peço uma vez mais aos nossos leitores que não votem nessa campanha, pois a mesma não está mais ativa, já que não houve a resposta necessária e assim perdeu o sentido. Afinal não há mais tempo para cumprir o prazo de lançamento estabelecido na campanha, e ela continua visível no blog apenas a título de registro. Se quiseres realmente ajudar votem na Petição da ACS, está sim é a campanha que precisa avançar para combater este desatino.

Duda Falcão

Pesquisadores da Faculdade de Tecnologia da UnB Se Destacam na Área Aeroespacial

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (17/12) no site da “Universidade de Brasília (UnB)” destacando que pesquisadores da Faculdade de Tecnologia desta universidade se destacam na Área Aeroespacial.

Duda Falcão

INOVAÇÃO

Pesquisadores da Faculdade de Tecnologia
Se Destacam na Área Aeroespacial

Estudantes de Engenharia Elétrica realizam mestrados bem-sucedidos
e são contemplados com doutorado na Agência Espacial Alemã
e em universidades do Japão e da Alemanha

Ana Beatriz Machado
Da Secretaria de Comunicação da UnB
UnB Agência
17/12/2014

Isa Lima/UnB Agência

A Universidade de Brasília, por meio do trabalho de seus pesquisadores, conquistou méritos importantes na área aeroespacial neste ano. Alunos de Engenharia Elétrica, Marco Marinho, Ricardo Kehrle e Stanley Ramalho são nomes promissores da área. Os três concluíram o mestrado e já estão a caminho do doutorado fora do país.

Marco, Ricardo e Stanley fazem parte do grupo do Laboratório de Processamento de Sinais em Arranjos de Sensores (LASP) da UnB. Os três são orientados pelo professor João Paulo Lustosa, do departamento de Engenharia Elétrica.

No ano passado, Marco Marinho teve a oportunidade de trabalhar na Agência Aeroespacial Alemã (DLR). O estudante, que à época fazia mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UnB, foi convidado a realizar sua pesquisa em Munique.

Após nove meses no país, Marco voltou ao Brasil e já tem data para retornar à Alemanha para realizar doutorado. “Sinais de posicionamento GPS” é o tema da pesquisa, que está sendo apoiada pela UnB e pela Agência Aeroespacial Alemã. A intenção é desenvolver uma solução de GPS mais segura. Em janeiro de 2015, o aluno embarcará para o país europeu.

“É um reconhecimento importante para a universidade, pois mostra que a instituição forma engenheiros tão bons quanto os que são formados fora”, avalia Marco Marinho.

A cooperação com a DLR foi iniciada em 2012, quando o professor João Paulo foi docente visitante na Universidade Técnica de Munique. Essa parceria gerou outros frutos, como a atuação do pesquisador alemão Felix Antreich como professor visitante especial na UnB. Antreich, que chefiou o trabalho de Mario Marinho em Munique, recebeu bolsa do programa Ciências Sem Fronteiras para lecionar no Brasil.

INOVAÇÃO - Ainda na área aeroespacial, recentemente a UnB fechou um acordo de cooperação com a Universidade de Wakayama do Japão na área de construção de microsatélites e nanosatélites. O representante dessa cooperação é Ricardo Kehrle, que foi aceito pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pelo CNPq para desenvolver microsatélites no Japão pelo período de um ano.

Ricardo é coorientado pelos pesquisadores da agência alemã e, dessa forma, seu doutorado é parte de um projeto ainda maior, envolvendo Brasil, Alemanha e Japão.

O aluno explica que os microsatélites podem ser aplicados na detecção de queimadas pelo globo terrestre. “Por serem pequenos, eles geralmente têm a missão mais específica e um desenvolvimento mais rápido, então são ideais para estudo e para uso das universidades” afirma.

Ricardo, como representante da UnB, irá trabalhar em Tóquio em conjunto com a Agência Espacial Japonesa, a Universidade de Tóquio e a Universidade de Wakayama, bem como vários outros parceiros internacionais.

Já o estudante Stanley Ramalho conclui mestrado em Engenharia Elétrica neste ano e, em fevereiro de 2015, embarca para o doutorado na Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha. Lá ele será bolsista da Agência Espacial Brasileira.

A bolsa é fruto de uma parceria entre o CNPq e a AEB, que se uniram para o desenvolvimento de atividades espaciais. Stanley explica que a linha de pesquisa é a construção de um Middleware SOA, programa de computação que faz mediação entre outro software, para comunicação entre satélite e uma base terrestre.

O aluno conta que a sua expectativa para o doutorado é de grande crescimento pessoal e profissional. “Poderei partilhar conhecimentos com excelentes pesquisadores alemães em tecnologias espaciais, e voltar para o Brasil para aplicar o conhecimento adquirido no exterior”, afirma. “Será uma forma de retribuir à universidade e ao país o investimento na minha formação”, completa Stanley.

O professor João Paulo Lustosa destaca que os projetos tiveram aspectos bastante positivos. “O primeiro deles na parte tecnológica; vemos que qualquer desenvolvimento que se faz no Brasil é altamente importante, ainda mais sendo na área aeroespacial, que é uma área bastante sensível”.

Além disso, o docente conta que há esforço para formar alunos no nível próximo ao dos alemães. “Tentamos manter o nível alto para que seja igual ou até melhor que dos lugares de ponta no mundo todo”. Para João Paulo, a cooperação é importante para a visibilidade da UnB e abre portas para a contratação de alunos da instituição.


Fonte: Site da Universidade de Brasília (UnB)

Comentário: Bom leitor apesar do envolvimento da UnB com o discutível e misterioso Programa SERPENS da AEB, como pode se notar na notícia acima esta universidade vem realizando um exemplar programa de formação de profissionais para o setor espacial do país. A nossa esperança é que outras universidades brasileiras possam trilhar o mesmo caminho.

Índia Testa Com Sucesso Foguete Espacial Com Módulo Para Astronautas

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (18/12) no “Portal TERRA” destacando que a Índia testou com sucesso foguete espacial com módulo para astronautas.

Duda Falcão

ESPAÇO

Índia Testa Com Sucesso Foguete Espacial
Com Módulo Para Astronautas

EFF
18 de dezembro de 2014 - 06h29

A Índia testou com sucesso nesta quinta-feira o maior foguete desenvolvido até agora no país asiático, com capacidade para transportar quatro toneladas e um módulo para astronautas, o que abre as portas para a primeira viagem tripulada indiana ao espaço, informaram fontes oficiais.

O foguete GSLV MK-III, de 630 toneladas e 42,4 metros de comprimento, começou seu voo às 9h30 locais (2h de Brasília) no Centro Espacial Satish Dhawan, em Sriharikota, no estado de Andhra Pradesh, sul do país.

As emissoras locais de televisão mostraram como o foguete se elevava rumo ao espaço em uma nuvem de fumaça, enquanto os cientistas da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, sigla em inglês) comemoravam efusivamente.

"É um dia muito significativo na história espacial da Índia", disse o presidente da Isro, K Radhakrishnan, em discurso transmitido pela emissora "NDTV".

O primeiro dos objetivos da missão era testar o voo do foguete com quatro toneladas de peso, o que duplica a capacidade de transporte atual e permitirá colocar em órbita satélites mais pesados.

O segundo objetivo era estudar os detalhes de uma hipotética reentrada na Terra do módulo para astronautas, que tem o tamanho de um "pequeno quarto" e pode acolher "duas ou três" pessoas, e sua aterrissagem com um paraquedas.

Porta-vozes do ISRO afirmaram que a cápsula "caiu de maneira segura na baía de Bengala, perto das ilhas Andamão e Nicobar" após se desprender do foguete.

O primeiro-ministro, Narendra Modi, parabenizou os cientistas pelo sucesso da missão. "O bem-sucedido lançamento do GSLV MK-III é outro triunfo do brilhantismo e dos duros esforços de nossos cientistas. Parabéns por seus esforços", tuitou o chefe de governo.

A Índia comemorou em 2012 os 50 anos do início de seu programa espacial, um dos mais ativos do mundo.

O país asiático colocou em setembro a sonda Mangalyaan na órbita do planeta Marte, um feito tecnológico que não foi alcançado por nenhum outro país asiático e apenas foi conseguido por Estados Unidos, Rússia e Europa.

A ISRO, que conta com 16 mil cientistas e um orçamento de US$ 1 bilhão, também põe em órbita, através de seu braço comercial, satélites estrangeiros desde 1999.


Fonte: Portal Terra - 18/12/2014 - http://noticias.terra.com.br/

Comentário: Pois é leitor a Índia caminha a passos largos para se tornar a quarta nação do mudo a colocar astronautas no espaço por seus próprios meios, e curiosamente saindo na frente do Japão e da poderosa Europa. Isto caro leitor só se faz com “COMPROMISSO” que, no Brasil, deixou de existir no setor espacial desde que esses governos civis populistas e corruptos de merda assumiram o poder (e olha que os objetivos de nosso PEB são extremamente modestos para um pais com mais de 50 anos de atividades espacias), mas enfim estou cansado de falar deste assunto e cada vez mais entediado e sem qualquer esperança de mudança, fora o fato do meu tempo está cada vez mais restrito o que dificulta a minha possibilidade de escrever comentários longos. Diante disso encerro aqui estes comentários e me limitarei a falar no assunto esporadicamente nos artigos a que venha escrever. Afinal eles não acrescentam nada, pois ninguém está interessado, sendo uma pura perda de tempo, tempo este que já não disponho para ser gasto sem sentido. Como última contribuição para as paredes vejam aqui um exemplo (além dos diversos exemplos de corrupção que assolam o país) do Brasil que vocês estão construindo.

Físicos Brasileños Proponen Un Modelo Experimental Para Detectar el Fermión de Majorana

Hola lector!

A continuación se muestra un artículo publicado hoy (18/12) em website en español de la "Agencia FAPESP”, señalando que Físicos Brasileños proponen un Modelo Experimental para detectar el Fermión de Majorana.

Duda Falcão

Artículos

Físicos Proponen Un Modelo Experimental
Para Detectar el Fermión de Majorana

Por José Tadeu Arantes
18 de diciembre de 2014

(Imagen: Antonio Carlos Ferreira Seridonio)
El Journal of Applied Physics publica un artículo en el que
se describe un posible experimento cuyo objetivo es detectar la
partícula postulada por el físico italiano Ettore Majorana, a quien
Enrico Fermi lo comparó con Isaac Newton.

Agência FAPESP – En 1938, Ettore Majorana, un físico italiano de 31 años, desapareció sin dejar rastros. Su director, Enrico Fermi, quien ese mismo año ganó el premio Nobel de Física, lo comparó con el inglés Isaac Newton (1643-1727), y lo ubicó varios peldaños arriba de los mayores exponentes de una época fértil en genios científicos.

Las habilidades matemáticas de Majorana eran prodigiosas. Solía esbozar propuestas teóricas sofisticadas en atados de cigarrillos, a los cuales después hacía un bollo y los arrojaba al cesto, tras lo cual calificaba a aquellos escritos como pueriles. En marzo de 1932, algunos meses antes de que lo hiciera el alemán Werner Heisenberg (1901-1976), postuló un modelo del núcleo atómico constituido por protones y neutrones. Pero, pese a la insistencia de Fermi, se rehusó a publicar cualquier artículo al respecto.

Cuando desapareció, se sospechó que había sido secuestrado por el régimen fascista de Benito Mussolini, pues sabía demasiado. Luego se verificó que había planeado meticulosamente su desaparición.

Y surgieron otras hipótesis: huyó pues al saber del potencial destructivo de la energía nuclear, no quería verse obligado a trabajar para los fascistas en la producción de la bomba atómica; huyó pues, impulsado por una intensa aspiración mística, decidió aislarse en un monasterio o transformarse en trashumante. Hay sospechas de que se haya refugiado en Argentina, pasando a ganarse la vida como ingeniero. Pero no existe una prueba conclusiva sobre cualquiera de esas suposiciones.

De los pocos trabajos que publicó, el más famoso fue Teoria simmetrica dell’elettrone y del positrone (Teoría simétrica del electrón y del positrón), que data de 1937. En él planteó la hipótesis de una partícula cuya antipartícula sería ella misma. La existencia del neutrino había sido postulada poco antes por Fermi y Wolfgang Pauli, y Majorana sugirió que el neutrino podría ser esa partícula.

Genéricamente, esa partícula hipotética que es su propia antipartícula recibe el nombre de fermión de Majorana. Ocho décadas después de su postulación, el fermión de Majorana sigue suscitando un gran interés en el seno de la comunidad de los físicos. Las investigaciones actuales referentes al mismo se enfocan no solamente en el neutrino, sino también en las cuasipartículas, constituidas por excitaciones en superconductores.

“En el contexto de la materia condensada [donde la cantidad de constituyentes del sistema (átomos, electrones etc.) es sumamente elevado y se producen interacciones muy intensas entre ellos], los fermiones de Majorana podrían manifestarse no como partículas reales, a ejemplo de los protones o de los electrones, sino como cuasipartículas o partículas aparentes, que describen el estado del superconductor”, declaró el físico Antonio Carlos Ferreira Seridonio, docente del Departamento de Física y Química de la Universidade Estadual Paulista (UNESP), en el campus de Ilha Solteira (São Paulo), a Agência FAPESP.

Ferreira Seridonio es coautor del artículo intituladado “Probing the antisymmetric Fano interference assisted by a Majorana fermion”, que fue el tema recientemente estampado en la portada del Journal of Applied Physics.

En ese artículo se plantea un modelo experimental para la obtención del fermión de Majorana. Dicho modelo fue concebido por un grupo de investigadores y posgraduandos de la Unesp en Ilha Solteira y en la localidad de Rio Claro, y de la Universidad Federal de Uberlândia (UFU, Minas Gerais), encabezados por Ferreira Seridonio, Valdeci Mariano de Souza (UNESP-Rio Claro) y Fabrício Macedo de Souza (UFU).

El primer autor del artículo, Fernando Augusto Dessotti, es doctorando bajo la dirección de Ferreira Seridonio. Y el segundo, Luciano Henrique Siliano Ricco, que actualmente cursa su maestría, cuenta con el apoyo de la FAPESP en una investigación que aborda el tema del estudio publicado.

Un sistema que está considerado como un fuerte postulante a exhibir los fermiones de Majorana como cuasipartículas es el llamado “hilo de Kitaev”, propuesto por el físico ruso Alexei Kitaev (nascido en 1963), actualmente docente del California Institute of Technology (Caltech), en Estados Unidos.

“En 2001, mientras trabajaba en Microsoft, Kitaev se abocó al objetivo de hallar una unidad fundamental para la computación cuántica [el qubit o bit cuántico], que fuese capaz de resistir a las perturbaciones externas del medio y así hiciera posible la construcción de una computadora cuántica. El modelo que presentó consistió en un hilo finito superconductor. Cuando dicho hilo se encuentra en una condición específica denominada fase topológica, sería posible aislar un majorana en cada una de sus puntas. Y ese par de cuasipartículas compondría el bit cuántico”, sostuvo Ferreira Seridonio.

El artículo que publicaron Ferreira Seridonio y su grupo en el Journal of Applied Physics describe una vía experimental para la detección de esas cuasipartículas. “Los componentes del aparato experimental que proponemos ya han sido elaborados experimentalmente. Falta integrarlos. Creemos que es una cuestión de tiempo para que eso suceda. Y nuestro trabajo apunta un camino para llegar a ello”, afirmó.

El aparato se vale de un interferómetro de electrones (empleado en el estudio del comportamiento ondulatorio de los electrones) similar al interferómetro de Bohm-Aharonov [ideado a finales de la década de 1950 por el físico estadounidense naturalizado brasileño David Bohm (1917-1992) y por el físico israelí Yakir Aharonov (1932), en ese entonces bajo su dirección].

“Nuestra idea consistió en acoplar ese interferómetro a un hilo de Kitaev en la fase topológica. El transporte de electrones en el interferómetro quedaría afectado por los majoranas presentes en las puntas del hilo de Kitaev. Mediante la alteración producida en los espectros de las ondas electrónicas, sería posible caracterizar a los majoranas”, explicó Ferreira Seridonio.

“En el futuro emplearemos el interferómetro propuesto para explorar otro tipo de majoranas, aquéllos que generan una corriente de cuasipartículas en los bordes de un superconductor”, añadió el investigador.

El artículo intitulado Probing the antisymmetric Fano interference assisted by a Majorana fermion (doi: 10.1063/1.4898776), de F.A. Dessotti y otros, puede leerse en: http://scitation.aip.org/content/aip/journal/jap/116/17/10.1063/1.4898776.


Fuente: Sitio web de la Agencia FAPESP