quinta-feira, 25 de abril de 2019

'Martemotos' São Reais: Primeiros Sinais Sísmicos São Detectados no Planeta Vermelho

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada ontem (24/04) no site do Sputnik News Brasil destacando que 'Martemotos' são reais, e os primeiros sinais sísmicos foram detectados no Planeta Vermelho.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

'Martemotos' São Reais: Primeiros Sinais
Sísmicos São Detectados no Planeta Vermelho

Sputnik News Brasil
24/04/2019 – 07:04

CC BY 2.0 / Kevin Gill / Mars

A sonda InSight da NASA, que está estudando o interior do Planeta Vermelho, registrou um tremor fraco que pode ter uma natureza um tanto diferente de terremotos.

O Centro Nacional de Estudos Espaciais francês (CNES, na sigla em inglês) informou na terça-feira (23) que a sonda equipada com sismógrafo francês SEIS registrou um pequeno sinal no dia 6 de abril.

Segundo os cientistas, o abalo foi similar ao detectado na Lua pela missão Apollo.

"As primeiras leituras da InSight continuam a investigação iniciada com as missões Apollo da NASA. Temos coletado ruído de fundo até agora, mas esse primeiro evento dá início oficialmente a um novo campo: a sismologia marciana", disse o principal pesquisador Bruce Banerdt.

A InSight detectou mais três sinais entre 14 de março e 11 de abril, mas sua origem continua sendo um mistério.

A maioria dos terremotos é causada pelas partes da crosta terrestre, chamadas de placas tectônicas que colidem uma à outra, mas o Planeta Vermelha não tem placas tectônicas claramente definidas.

Bem como no caso da Lua, tremor em Marte poderia ser causado pelo arrefecimento lento e contração da crosta até que isso eventualmente quebra a crosta e causa uma fenda.

"Passamos meses esperando o nosso primeiro martemoto. É tão emocionante finalmente provar que Marte é ainda sismologicamente ativo. Nós esperamos compartilhar resultados detalhados depois de estudarmos mais precisamente e modelar nossos dados", revelou Philippe Lognonne, do Instituto de Física do Globo de Paris.

A sonda InSight pousou em Marte em novembro do ano passado para estudar o interior do Planeta Vermelho, o que deve ajudar cientistas a entender como as áreas montanhosas se formam e evoluem.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é, mais um gol dessa fantástica agencia espacial que é a NASA americana.  Quiçá a nossa Agencia Espacial fosse pelo menos um pouco mais eficiente. Caberá ao Sr. Carlos Moura mudar essa situação.

Missão Chinesa Chang'e 4 Libera Mais Imagens do Lado Oculto da Lua

Olá leitor!

Segue uma notícia postada dia (23/04) no site “Canaltech” destacando que a Missão chinesa Chang'e 4 liberou mais imagens do lado oculto da Lua.

Duda Falcão

Home - Ciência – Espaço

Missão Chinesa Chang'e 4 Libera Mais
Imagens do Lado Afastado da Lua

Por Patrícia Gnipper
Canaltech
23 de Abril de 2019 às 14h22

A missão chinesa Chang'e 4 está desde janeiro no lado afastado da Lua, com o país asiático se tornando o primeiro a pousar uma nave no hemisfério lunar que nunca pode ser visto daqui da Terra. No momento, a sonda e o rover Yutu-2 estão em modo de hibernação, até que a extremamente gelada noite lunar acabe (uma noite lunar dura cerca de duas semanas terrestres), mas a agência espacial chinesa CNSA liberou mais algumas imagens que a missão fez do lado mais misterioso do nosso satélite natural.

Enquanto a sonda estacionária está na cratera Von Kármán, o rover Yutu-2 segue caminhando pela superfície para investigar diferenças químicas e geológicas entre os hemisférios lunares. Ambos já sobreviveram a quatro dias e quatro noites lunares — como cada dia e cada noite têm duração de cerca de duas semanas, um dia inteiro, considerando dia e noite, acaba durando cerca de 30 dias terrestres. Contudo, a missão foi projetada para durar apenas três dias lunares — então a China já pode comemorar mais este sucesso da Chang'e 4, que se mostrou mais resiliente do que o imaginado.

(Foto: CLEP/CNSA)
Crateras pelo chão .

O Yutu-2 já explorou quase 180 metros da superfície do lado afastado da Lua, batendo o recorde do rover chinês anterior (o Yutu-1), que percorreu 114 metros antes de parar de funcionar em 2014. Contudo, o fim da missão parece estar próximo — afinal, a sonda e o rover já estão sobrevivendo há mais tempo do que o esperado. Cientistas da CNSA relatam que todos os elementos da missão (incluindo o satélite Queqiao, na órbita da Lua, responsável por retransmitir as informações da Change' 4 para a Terra) estão operacionais, mas funcionando com o mínimo necessário antes que parem de uma vez por todas.

(Foto: CLEP/CNSA)
Sombra e rastro das rodas do Yutu-2.

Por enquanto, a China liberou apenas mais imagens da missão, enquanto os dados científicos atuais ainda serão divulgados assim que as análises forem concluídas. Depois da Chang'e 4, o país pretende lançar a Chang'e 5 ainda em 2019.

(Foto: CLEP/CNSA)
Rastro das rodas do Yutu-2, e lá atrás podemos ver
uma parte da sonda estacionária da Chang'e 4 .


Fonte: Site Canaltech - https://canaltech.com.br

Comentário: Pois é leitor, fotos realmente maravilhosas, de grande qualidade, entretanto o entranho é que elas são sempre fechadas não dando uma maior panorâmica do local do pouso. Será que o equipamento não tem essa capacidade, ou existe uma outra razão para isso? Enfim... Mudando o assunto note que os Chineses estão correndo atrás e já anunciaram que também irão lançar uma sonda espacial para um asteroide e que construirão uma nova estação espacial, bem como também tem planos para uma base lunar. Os próximos 10 anos o homem sairá definitivamente da Terra, e a Lua será o seu 'backyard' desta nova aventura espacial. Estaremos nela????

Estudo Independente Afirma Que Não é Possível Enviar Humanos a Marte em 2033

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado dia (22/04) no site do “Canaltech” destacando que um estudo independente solicitado pela NASA afirma que não será possível enviar humanos para o planeta Marte em 2033.

Duda Falcão

HOME - CIÊNCIA - ESPAÇO

Estudo Independente Afirma Que Não é
Possível Enviar Humanos a Marte em 2033

Por Patrícia Gnipper
Canaltech
Fonte: Space News
22 de Abril de 2019 às 16h58

Com o governo dos Estados Unidos pressionando, a NASA aceitou o desafio e confirmou que o retorno da humanidade à Lua acontecerá em 2024, com os primeiros exploradores de Marte sendo enviados em 2033. Contudo, um estudo independente concluiu que a agência não será capaz de enviar pessoas a Marte no ano planejado, com isso somente podendo acontecer mais para o final da década de 2030 — no mínimo.

O relatório foi elaborado pelo STPI (Instituto de Política de Ciência e Tecnologia), a pedido da própria NASA, antes do discurso do vice-presidente, Mike Pence, em que a data de 2033 foi estabelecida para a ida da humanidade ao Planeta Vermelho. O instituto analisou o projeto da NASA que prevê a construção de uma estação orbital lunar (a Gateway) para o retorno da humanidade à Lua, contando com o foguete Space Launch System e a nave Orion, para depois disso ser construído o Deep Space Transport (DST), espaçonave tripulada que, aí sim, viajará entre a Lua e Marte, e vice-versa.


Só que, de acordo com a conclusão do STPI, esse trabalho levará mais tempo para ser concluído, com todo o ecossistema de estações e naves não ficando pronto até 2033. "Descobrimos que, mesmo sem restrições orçamentárias, uma missão orbital para Marte em 2033 não poderá ser realisticamente executada de acordo com os planos atuais e imaginários da NASA", afirma o relatório. O instituto também disse que "nossa análise sugere que uma missão do tipo não poderia ser realizada antes da janela orbital de 2037 sem grandes desenvolvimentos tecnológicos".

Para manter o prazo de 2033, seria necessário testar criticamente as tecnologias aplicadas no DST até o ano de 2022, o que, de acordo com o estudo, será improvável de acontecer em tempo. Além disso, a tripulação inicial do DST precisaria começar a primeira fase de envolvimento com a nave já em 2020, o que também é improvável já que os estudos sobre este projeto ainda não começaram.

Dessa maneira, o relatório conclui que "uma missão à órbita de Marte em 2033 é inviável de uma perspectiva de desenvolvimento e cronograma". Além da janela de lançamento de 2033, há uma outra possibilidade em 2035, mas o instituto também vê este ano como inviável devido ao trabalho de desenvolvimento tecnológico e seu tempo de execução, sendo que o mais cedo possível que a missão poderia ser realizada seria mesmo o ano de 2037.

O STPI também estimou os custos de realizar a missão a Marte m 2037: no total, incluindo o SLS, a Orion, a Gateway, o DST e outras logísticas, o custo seria de US$ 120,6 bilhões. Desse total, US$ 33,7 bi já foram gastos até o momento no desenvolvimento do SLS e da nave Orion. Para o DST, está previsto o gasto de outros US$ 29,2 bilhões — mas esse valor ainda é um tanto quanto incerto, já que o projeto ainda tem poucos detalhes concretos para que uma estimativa real de custo seja feita. Já o custo para a Gateway ficará em menos de US$ 6 bi para seus vários módulos — em parte porque alguns dos módulos serão fornecidos por parceiros internacionais, sem nenhum custo para a NASA.



Fonte: Site do Canaltech - https://canaltech.com.br

Comentário: Pois é leitor, se eu já não acreditava que estaria por aqui quando isso ocorresse, agora então, caso esse estudo esteja correto, não creio que venha contemplar esse grande salto da humanidade. Espero que antes disso, possa pelo menos surgir alguém como eu aqui no Brasil para dar sequencia a este meu trabalho. Sarava meu pai, que assim seja.

Vídeo da JAXA Mostra Momento Exato em Que Asteroide Ryugu é Atingido Por Bomba Explosiva

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada ontem (24/04) no site do Sputnik News Brasil destacando que vídeo da JAXA japonesa mostra momento exato em que uma carga explosiva, lançada da sonda espacial Hayabusa 2, impactou a superfície do asteroide Ryugu.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

VÍDEO Mostra Momento Exato em Que
Asteroide Ryugu é Atingido Por Bomba

Sputnik News Brasil
24/04/2019 – 08:49

© Foto: Universidade de Tóquio

A sequência de imagens mostra o momento exato do impacto de uma carga explosiva, lançada da sonda espacial Hayabusa 2, sobre a superfície do asteroide Ryugu.

O vídeo foi filmado por uma câmera infravermelha da nave espacial, localizada a 500 metros de distância do asteroide, tendo as imagens sido divulgadas pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA).

A agência espacial detalha que a bomba pesa dois quilos e é do tamanho de uma bola de beisebol. O projétil foi lançado no dia 5 de abril, mas apenas recentemente o vídeo foi divulgado.

O objetivo desta missão, iniciada em 2014, é criar uma cratera artificial para obter amostrar de solo do Ryugu e trazê-las de volta para a Terra.

Através do estudo das amostras será possível analisar mais a fundo a origem e evolução do Sistema Solar e a matéria na qual a vida se baseia.


No início de maio está previsto que seja lançada a próxima missão da nave espacial japonesa, que deverá coletar detritos das partes do asteroide que ainda não foram expostas à radiação solar.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Simplesmente sensacional , parabéns a JAXA, uma agencia espacial que vem se destacando há anos, seja abordo da ISS, através de seu modulo KIBO e o seu Corpo de astronautas, ou através de explorações espaciais como essa. Fantástico.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Ministro Defende Recuperação do Orçamento Para Ciência e Tecnologia

Olá leitor!

Segue a nota postada hoje (24/04) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) destacando que o Ministro Marcos Pontes defendeu em audiência pública no Senado a recuperação do orçamento para Ciência e Tecnologia.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Ministro Defende Recuperação do
Orçamento Para Ciência e Tecnologia

Marcos Pontes participou, nesta quarta-feira (24), de audiência
pública no Senado para apresentar as prioridades do MCTIC

Por ASCOM
Publicado 24/04/2019 - 14h54
Última modificação 24/04/2019 - 15h19

Créditos: CGCS/MCTIC
O Ministro do MCTIC, Marcos Cesar Pontes.


O ministro da Ciência, Tecnologia,  Inovações e Comunicações,  Marcos Pontes,  defendeu o desbloqueio de recursos do orçamento de 2019 do ministério. "O orçamento é incoerente com a importância do setor para o desenvolvimento nacional. Recursos para ciência e tecnologia não são gastos, são investimentos. Todos os países desenvolvidos, quando estão em crise, investem mais no setor”, afirmou o ministro durante audiência pública no Senado, nesta quarta-feira (24).

Marcos Pontes reforçou aos senadores que a recuperação do orçamento é um dos desafios atuais do ministério. O MCTIC teve o orçamento para 2019 contingenciado pelo governo federal em cerca de 42%, equivalente a R$ 2,1 bilhões. “O Congresso é essencial para ajudar a desbloquear os recursos previstos para este ano e para ampliar os investimentos para o setor nos próximos anos.”

Durante a audiência, o ministro apresentou as 12 prioridades do MCTIC estabelecidas nesse início de gestão. "Ciência e tecnologia podem ajudar a resolver os problemas em praticamente todas as áreas do Brasil", afirmou. Marcos Pontes reforçou que a atuação do MCTIC é importante para impulsionar setores como inteligência artificial, gestão da água, biotecnologia e meio ambiente, entre outros.  "Todas as profissões e atividades do futuro serão baseadas em conhecimento e tecnologia. ”

Realizações

Marcos Pontes mostrou aos senadores as principais realizações nos primeiros quatro meses de sua gestão. As duas metas previstas para os 100 dias de governo foram cumpridas: o programa Ciência nas Escolas, com editais que preveem R$ 100 milhões de investimentos, e o Centro de Testes de Tecnologias de Dessalinização,  já em funcionamento em Campina Grande (PB).

O ministro também citou o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, fechado com os EUA,  que vai permitir o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara,  no Maranhão. Outro destaque, segundo Marcos Pontes, foi a conexão à internet de cerca de 2,8 mil pontos por meio do Programa Gesac. Desse total, cerca de 2 mil pontos são escolas públicas, principalmente das regiões Nordeste e Norte. "Até  agosto, vamos conectar um total de 6,5 mil escolas rurais", anunciou.

Apoio do Congresso

O ministro pediu o apoio dos senadores na aprovação de projetos relacionados ao ministério que estão em tramitação no Congresso e que podem resultar no aumento de investimentos para ciência e tecnologia. Ele apontou a liberação de recursos de fundos setoriais, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA e o PLC 79, o novo marco das telecomunicações. “A gente precisa de investimentos. Precisamos de resultados práticos para aproximar ciência e tecnologia da vida das pessoas.

Marcos Pontes também destacou como um importante desafio do país manter os pesquisadores atuais e estimular a formação de novos profissionais. "Está ocorrendo uma perda de recursos humanos. Nossos pesquisadores estão se aposentando ou indo trabalhar em outros países. Precisamos recuperar esses pesquisadores”.

O ministro explicou aos senadores como funciona a atual a estrutura de secretarias do MCTIC e de entidades vinculadas. E destacou a necessidade de atuação de forma integrada com a comunidade científica e com a iniciativa privada do país. "O Brasil precisa fazer uma união geral em torno da ciência e tecnologia, com universidades, institutos de pesquisa e iniciativa privada."



Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Estação Espacial Projetada Pela China Apoiará Centenas de Experimentos

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante notícia postada hoje (24/04) no site da Agencia Chinesa “Xinhua” em português, destacando que a Estação Espacial projetada pela China apoiará centenas de experimentos de varias origens.

Duda Falcão

Estação Espacial Projetada Pela China
Apoiará Centenas de Experimentos

Por Xinhua
24/04/2019 - 13:51:47

Beijing, 24 abr (Xinhua) -- As instalações científicas da estação espacial Tiangong, desenvolvida pela China, poderão dar suporte a centenas de projetos de pesquisa espacial, após sua conclusão prevista para 2022.

Dezesseis estantes de experimento serão instaladas no módulo central e nos dois laboratórios-cápsulas da estação espacial, e uma plataforma de experimento extraveicular será construída.

Cada estante será como uma espécie de laboratório que poderá colaborar com diversos experimentos espaciais, sendo que os astronautas poderão aprimorar e substituir tais instalações.

Adicionalmente, uma cápsula equipada com um grande telescópio ótico será enviada na mesma direção orbital da estação espacial, de acordo com as informações do Centro de Tecnologia e Engenharia para a Utilização Espacial (CTEUE) da Academia Chinesa de Ciências.

As instalações apoiarão um grande número de projetos de pesquisa em áreas como astronomia, ciências da vida espacial, biotecnologia, física básica de microgravidade e ciências dos materiais espaciais.

A China está buscando uma colaboração internacional para os experimentos na estação, visando promover o desenvolvimento mundial e a cooperação sustentável.

Quase 100 propostas de cooperação internacional foram recebidas, e cerca de 30 já passaram por uma avaliação prévia, informou Zhang Wei, diretor do Centro de Desenvolvimento de Utilização da CTEUE.


Fonte: Site da Agência de Notícias chinesa Xinhua em português - http://portuguese.xinhuanet.com

Comentário: Pois é leitor, creio eu que essa notícia vai despertar o interesse de vários países do mundo e acredito que também do Brasil através da galera da ‘Missão Garatéa’, e talvez (pelo menos deveria) atrair também a atenção de nossa Agencia Espacial, afinal essas 30 propostas que já passaram por uma avaliação prévia são apenas o inicio de uma oportunidade que certamente irá se estender por anos.

USP Lidera Projeto Internacional de Construção do Radiotelescópio Bingo

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (15/04) no site do “Jornal da USP” destacando que a USP lidera o projeto internacional de construção do Radiotelescópio Bingo no Sertão da Paraíba, projeto este já abordado algumas vezes aqui no Blog.

Duda Falcão

CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA

USP Lidera Projeto Internacional de
Construção do Radiotelescópio Bingo

Além de estudar a energia escura, o “Diamante do Sertão” busca ser
o primeiro radiotelescópio a detectar, por rádio, ondas da interação
entre átomos e radiação no início do Universo

Por Redação
Jornal da USP
15/04/2019

Design: Graciele Almeida de Oliveira
O radiotelescópio que já é conhecido como “Diamante
do Sertão” está sendo construído em São Paulo e será
instalado numa área na Serra do Urubu, no sertão da Paraíba.

Nos próximos meses começa a construção civil da estrutura que vai abrigar o radiotelescópio Bingo, com medidas que se aproximam das de um campo de futebol. Longe das metrópoles e das fontes de poluição eletromagnética, o telescópio, que está sendo construído em São Paulo e será instalado na Serra do Urubu, na Paraíba, já é chamado de “Diamante do Sertão”.

O Projeto Bingo se tornou possível graças ao fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Hoje, o projeto conta também com o fomento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Estão previstas para os próximos meses as verbas internacionais da University of Manchester, do University College, do ETH e da Agência Chinesa de Pesquisas através das Universidades de YangZhou e Jiao Tong.

“Estes são os recursos [do MCTIC] com os quais vamos instalar o canteiro de obras, ligação elétrica e uma parte da construção civil necessária. Atualmente temos os projetos elétrico, hidráulico e de bombeiros já aprovados e estamos no processo de licenciamento ambiental, o que falta para começarmos a obra”, conta Luciano Barosi, investigador principal do Projeto Bingo e professor da Universidade Federal de Campina Grande.

Foto: Ana Clara Vidal de Negreiros
Luciano Barosi durante as atividades realizadas em Aguiar:
tecnologia, pesquisa e ações de educação e divulgação científica.

Elcio Abdalla, coordenador do projeto e professor do Instituto de Física (IF) da USP explica que “o impacto do projeto não fica apenas a cargo da construção do radiotelescópio e contempla os três pilares da Universidade ao unir pesquisa, ensino e extensão, que não se restringe ao Estado de São Paulo e que conta com ações também na Paraíba, além das parcerias internacionais”. O Bingo une pesquisadores da China, África do Sul, Reino Unido, Estados Unidos, Portugal, França e Uruguai, que, juntos, vêm pensando em soluções relacionadas à construção do radiotelescópio, construção civil, captação, análise dos dados e ensino.

Bingo, acrônimo para Baryon Acoustic Oscillations in Neutral Gas Observations, será o primeiro telescópio projetado para fazer as detecções das Oscilações Acústicas de Bárions (BAOs) por meio das ondas eletromagnéticas na faixa de rádio. As BAOs são ondas geradas pela interação dos átomos com a radiação no início do Universo e por meio delas será possível medir a distribuição do hidrogênio neutro em distâncias cosmológicas, usando uma técnica chamada de mapeamento de intensidade. Elcio Abdalla explica que é possível “investigar forma e geometria do espaço, incluindo sua taxa de expansão, se soubermos a forma aparente das BAO no espaço exterior e, assim, estudar a energia escura. Em termos um pouco mais técnicos, estaremos medindo os parâmetros cosmológicos que regem a geometria do Universo”.

Estudos recentes têm apontado que o Universo é formado majoritariamente por algo ainda pouco conhecido. Apenas cerca de 5% do Universo é constituído por algo que podemos observar e detectar, a matéria bariônica. Os outros 95% compreendem a matéria escura e a energia escura.

Foto: Graciele Almeida de Oliveira
Professor Elcio Abdalla: medindo os parâmetros
cosmológicos que regem a geometria do Universo.

“A proposta principal do Bingo é estudar a energia escura, mas também por meio do telescópio iremos estudar um fenômeno ainda pouco conhecido chamado Fast Radio Bursts“, complementa Abdalla.

As Fast Radio Bursts, ou rajadas rápidas de rádio, são pulsos eletromagnéticos de alta energia com duração de apenas alguns milissegundos. Este fenômeno astrofísico que ainda têm origem desconhecida é um dos objetivos de detecção do radiotelescópio Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment, Chime. O Telescópio Bingo contribuirá para o estudo das FRB no Hemisfério Sul

Carlos Alexandre Wuensche, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e investigador principal do Projeto Bingo, explica que o radiotelescópio terá dimensões ainda maiores do que o Rádio Observatório do Itapetinga (ROI), atualmente o principal radiotelescópio do Brasil. Além das parábolas refletoras, o Bingo contará com aproximadamente 50 cornetas dando ao telescópio dimensões que poderão ser vistas de longe e o tornarão um dos maiores radiotelescópios da América Latina. Wuensche celebra: “Contamos com a contribuição de nossos parceiros internacionais, especialmente as dos pesquisadores do Reino Unido, mas a maior parte da tecnologia para a construção está sendo desenvolvida aqui no Brasil”.

Karin Fornazier, pós-doutoranda associada ao Inpe e pesquisadora do Bingo, comenta que “a construção do radiotelescópio, por si só, já é algo realmente impactante dentro do projeto, mas o trabalho dos pesquisadores vai além disso. Há vários pesquisadores, alunos de mestrado e doutorado dedicados a desenvolver a pipeline do Bingo, quer dizer, uma série de etapas e softwares pensados para os processos associados desde a captação até a análise de dados do radiotelescópio”.

Foto: Luiz Reitano
Carlos Alexandre Wuensche no interior do protótipo de
uma das 50 cornetas que equiparão o radiotelescópio Bingo.

A proposta do projeto também contempla uma ampla divulgação de informação e formação para a sociedade em geral e por isso conta com atividades voltadas para a Educação e Divulgação Científica (EDC). O professor Marciel Consani, do Departamento de Comunicação e Artes da ECA, faz parte da equipe da EDC e considera que “a importância histórica da iniciativa reside, sobretudo, em seu potencial para a EDC, tanto no sentido de divulgação científica quanto na vertente de difusão científica – aportando conhecimentos para o conjunto da sociedade”. Ele ressalta a natureza interdisciplinar do projeto ao unir especialistas em física, astrofísica, engenheiros, comunicadores e educadores para as ações voltadas para a divulgação e a educação científica.

Na USP, o Núcleo de Educação e Comunicação (NCE), que vem há mais de duas décadas promovendo o conceito de educomunicação e suas práticas em vários projetos de intervenção social, junto ao poder público e à sociedade civil, também participa do projeto. O professor Claudemir Edson Viana, coordenador do NCE e do curso de Licenciatura em Educomunicação, dá mais detalhes: “Pretendemos apoiar o Projeto Bingo com ações de produção de material para comunicação, participar da elaboração e execução de atividades educomunicativas junto aos integrantes da equipe educativa, bem como junto às comunidades a serem atendidas”.

Na Paraíba, as ações de Educação e Divulgação Científica começaram por Aguiar, cidade que irá abrigar o radiotelescópio. Luciano Barosi conta que a ideia principal é usar a astronomia para o estabelecimento e o fortalecimento de uma cultura steam, ou seja, voltada para a ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática. “Certamente é muito difícil que alguém tenha como objeto do cotidiano um radiotelescópio, mas essa é exatamente a situação da população de Aguiar e desejamos aliar a curiosidade natural que a construção do equipamento causa para incentivar a formação de uma cultura científica nas escolas de Aguiar e, possivelmente, das cidades próximas”, explica o pesquisador. “Essas ações, por enquanto, vêm sendo realizadas em São Paulo e na Paraíba, mas a ideia é de que elas se propaguem pelo País. Para essa finalidade, nosso grupo vem estudando novas parcerias e buscando instituições que possam apoiar a expansão das nossas propostas”, finaliza Elcio Abdalla.


Para saber mais sobre o Telescópio Bingo acesse o site ou a página oficial do Facebook.

Graciele Almeida de Oliveira/Projeto do Radiotelescópio Bingo


Fonte: Site do Jornal da USP de 15/04/2019 - http://jornal.usp.br

Comentário:  Pois é leitor, um fantástico projeto astronômico internacional sendo conduzido sob a liderança dos pesquisadores da USP, mais um grande gol desta pequena, inovadora, surpreendente e ativa Comunidade Astronômica Brasileira.

Thai Satellite to Launch on 3D-Printed Rocket From Cape Canaveral

Hello reader!

It follows a note one published on the day (03/23), in the website "ClickOrlando.com", announcing that a Thai Satellite will be launch on a 3D-printed rocket from Cape Canaveral.

Duda Falcão

SPACE NEWS

Thai Satellite to Launch on 3D-Printed
Rocket From Cape Canaveral

Relativity Space signs second international deal to launch in 2022

Digital journalist
Posted: 10:01 AM, April 23, 2019
Updated: 10:01 AM, April 23, 2019

(Image: Relativity Space)
Mu Space CEO James Yenbamroong, left, and Relativity
Space CEO Tim Ellis in front of Relativity’s Stargate
3D printer in California. 

CAPE CANAVERAL, Fla. - The manifest for a 3D-printed rocket soon to be blasting off from the Space Coast continues to grow with the announcement Tuesday that a Thailand-based space company has selected Relativity Space's Terran 1 rocket to launch its satellite.

Based in California, Relativity Space has patented 3D printing to build its rocket in less than 60 days, cutting down hardware parts and costs to launch. The company's rocket will launch from from Cape Canaveral Air Station's Launch Complex 16, beginning at the end of 2020, company leaders say.

Relativity CEO Tim Ellis and Jordan Noone, a former SpaceX development engineer, founded the company in 2015 with the end goal of 3D printing rockets on Mars.

On April 5, the aerospace startup aiming to disrupt the way rockets are built announced its first official launch contract with the Canadian satellite operator Telesat. On Tuesday, Asian space technology company mu Space announced it also will fly a satellite on Terran 1.

To celebrate the announcement, an LED light show on the Pearl building in Bangkok displayed a 3D printed rocket, along with astronauts waving Thai and American flags and the Relativity and mu Space logos.


Mu Space is developing both Low Earth Orbit and and Geosynchronous Earth Orbit satellites to fuel smart cities through the company's Internet of Things devices. The company also makes a wearable tech, including a 360-degree security camera that could be worn by law enforcement officers, active duty military and security.

The mu Space satellite, launching sometime in 2022, will support space situational awareness of in-orbit debris, and the company's broader Internet of Things strategy.

Like Relativity Space, mu Space leaders have interplanetary goals. Company officials have said they want to colonize the moon with 100 people in the next 10 years.

(Image: Relativity Space)
Artist renderings of Relativity Space's launch site at
Cape Canaveral. The California-based space startup
entered a 20-year lease agreement with the U.S. Air
Force's 45th Space Wing for Launch Complex 16.

In January, mu Space announced it plans to participate in the Moon Race, a global competition backed by Airbus, Blue Origin and the European Space Agency, designed to develop technology for sustainable lunar explorations. Mu Space CEO and founder James Yenbamroong said the company wants to land a spacecraft on the moon by 2028.

“Mu Space is accelerating space technology development in Asia, and we consider the moon as the next explorable body in space beyond Earth,” Yenbamroong said.

“Relativity has the vision, team, and technology to deliver exceptional advantages in launching mu Space's payloads, and supporting our goal of creating an interplanetary society in the future.”

The satellite will launch from Cape Canaveral in 2022 as the primary payload into Low Earth Orbit.


Source: Website ClickOrlando - https://www.clickorlando.com

Comentário: Pois é leitor, trago aqui essa notícia para endossar ao nosso Ministro Marcos Pontes e ao presidente da AEB, o Sr. Carlos Moura, a extrema urgência de se apoiar os esforços das startups espacias do país na busca por um veiculo lançador competitivo que atenda as nossas e as necessidades do mercado. Ministro Pontes, este é o melhor é o mais rápido caminho para se chegar a um veículo competitivo, e tenho certeza que o senhor concorda com esta minha colocação. No entanto, não quero dizer com isso que os esforços do Comando da Aeronáutica devam ser encerrados, longe disso, até porque precisamos que as nossas forças armadas tenha o seu acesso independente ao espaço, é estratégico para o país e até creio que esse deveria ser um esforço conjunto dos Comandos das três armadas, e não só da Aeronáutica. Entretanto, no lado civil e comercial, precisamos urgentemente acelerar esse processo através do apoio, politico, logístico e financeiro as startups como a Acrux, Airvantis, PION Labs, CLC Consultoria, VSAT Space Program entre outras. Essas empresas estão suficientemente maduras para dotar rapidamente o país de veículos lançadores de satélites e precisam que o governo faça a sua parte. Sendo assim ministro, a minha sugestão a criação de um programa semelhante ao criado pela NASA anos atras para dotar o EUA de uma frota de naves espacias privadas (tripuladas e de cargas) que viesse atender as necessidades orbitais americanas na ISS. É claro ministro que temos consciência das dificuldades financeiras que o país enfrenta, entretanto estamos falando de algo crucial para o futuro do país e que precisa ter o apoio incondicional do Governo Bolsonaro, é uma questão estratégica e precisa ser vista dessa forma. O primeiro passo foi dado com a assinatura do AST, mas agora precisamos acelerar o processo, mesmo antes da sua aprovação no Congresso, ou iremos correr o risco de nos tornamos um player coadjuvante neste mercado, e até mesmo perder os profissionais, o conhecimento (know how) e as empresas para outros países. A bola é sua Ministro Pontes, e saravá o senhor consiga colocar embaixo das três traves.

Universidade Chinesa Testa Foguete Supersônico

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (24/04) no site do Sputnik News Brasil destacando que Universidade Chinesa realizou teste com foguete supersônico.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Universidade Chinesa Testa Foguete
Supersônico (FOTOS, VÍDEO)

Sputnik News Brasil
24/04/2019 - 05:44
Atualizado 24/04/2019 - 05:50

© REUTERS / Michael Berrigan

Universidade de Xiamen chinesa testou um foguete hipersônico construído na mesma universidade, se tornando a primeira entidade desse tipo no mundo a projetar e lançar um foguete capaz de superar a velocidade de Mach 5.

Os pesquisadores da Universidade de Xiamen, situada na província de Fujian, realizaram um voo de teste de um foguete hipersônico no deserto de Gobi em 23 de abril, informou a universidade, citada pelo jornal South China Morning Post.



A equipe batizou o foguete Jiageng-1, em homenagem a Chen Jiageng, também conhecido como Tan Kah Kee, um filantropo chinês que fundou a Universidade de Xiamen em 1921.


O desenvolvimento do foguete começou em 2008. O projeto foi parcialmente financiado pelo Exército da China.



O Jiageng-I tem um comprimento de 8,7 metros, envergadura de 2,5 metros e uma massa à decolagem de 3.700 quilogramas. O foguete reutilizável viajou a uma altitude máxima de 26,2 quilômetros e foi recuperado no lugar de aterrissagem previsto, informou a agência Xinhua.

"Chamamos [o design] de waverider duplo", disse Zhu Chengxiang, professor assistente da universidade e membro da equipe que trabalhou no projeto.

Em comparação com outros veículos hipersônicos experimentais, como o X-51 Waverider da Boeing que voa em uma camada de gás extremamente quente, chamada "onda de choque", o Jiageng-1 voa em duas camadas de ondas de choque – uma por baixo da barriga e outra no duto de entrada de ar para seu motor ramjet.

Essa inovação pode fazer a transição de velocidades supersônicas a hipersônicas mais suavemente, criar mais sustentação e permitir ao veículo voar a maiores distâncias usando menos combustível.

O projeto tem como objetivo tentar quintuplicar a velocidade atual dos aviões civis para chegar a qualquer parte do mundo em duas horas. Este teste é “um marco importante para atingir o objetivo final do projeto”, sublinhou a universidade em sua conta oficial de WeChat, uma plataforma de mensagens instantâneas chinesa.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é leitor, pelo menos é um projeto que saiu da prancheta e foi efetivamente testado em voo. No Brasil ainda continuamos aguardando o teste de voo do nosso veículo 14X ou de algum de seus derivados. Enquanto isso, academicamente o nosso Polo Aeroespacial de Propulsão Hipersônica foi duplicado, e vem realizando pesquisas e apresentações power point no Brasil e no exterior sobre as suas atividades, tendo como nova data para o seu primeiro teste hipersônico o ano de 2021, quando então se espera finalmente mostrar algo de concreto a sociedade nesta área. Tomara mesmo, sarava meu pai.