sábado, 21 de novembro de 2009

Grupo Paulista Edge Of Space - Notícias


Olá leitor!

Como o blog já havia anunciado, o grupo paulista “Edge Of Space” (coordenado pelo engenheiro aeroespacial José Miraglia) que foi participante do Programa FAPESP-PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas) em sua primeira fase, teve também a continuação do seu projeto do motor-foguete hibrido de 150 N (o projeto envolve agora também o desenvolvimento de um novo motor de 1000 N) aprovado pela segunda fase desse programa. Abaixo segue uma pequena descrição desse projeto que teve sua continuação aprovada.

Duda Falcão



Título do Projeto: Desenvolvimento de propulsor catalítico utilizando propelentes pré-misturados.

Coordenador: José Miraglia

Beneficiário: José Miraglia

Empresa: Guatifer Usinagem e Ferramentaria Ltda


Município: São Paulo

N. do Processo: 09/52623-6

N. do Edital: 34 (julho/09)

Aprovado em: 27 out. 2009

Início: 01 dez. 2009

Término: 30 nov. 2011

Descritor(es):

Propulsão aeroespacial
Foguetes
Satélites
Etanol
FAPESP

Linha de Fomento: Pesquisa Inovativa na Pequena e Micro Empresa – PIPE

Endereço para acessar
esta página:
http://www.bv.fapesp.br/projetos-pipe/6277/desenvolvimento-propulsor-catalitico-utilizando-propelentes-pre-misturados/


Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

Comentário; O trabalho que esse grupo de engenheiros aeroespaciais da “Edge Of Space” vem realizando é sério, elogiável e merecedor de apoio financeiro mais adequado para que o mesmo possa atingir com mais rapidez a finalização de seus projetos. È verdade que são objetivos modestos (foguete suborbital Edge, foguete Lançador de picosatélites e nanosatélites “PI”), mas que ao mesmo tempo são objetivos bastantes significativos (pelo que representaria a colocação de um picosatélite ou de um nanosatélite no Espaço pelo Brasil) e básicos para que se obtenha a tecnologia de acesso ao espaço orbital, coisa ainda não atingida pelo cambaleante PEB governamental. Além disso, devido à seriedade e competência com que esse grupo trabalha, caso o mesmo tivesse a disposição recursos financeiros e humanos suficientes para o desenvolvimento de projetos maiores, certamente os mesmos seriam realizados. Devido a isso, segundo o coordenador do grupo, o engenheiro José Miraglia, o mesmo está aberto para investidores que estejam interessados em participar dessa inovadora iniciativa. Para aqueles que estiverem interessados em participar é só entrar em contato pelo site do grupo pelo endereço: http://www.edgeofspace.org/

CPTEC Completa 15 anos de Fundado


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada ontem (20/11) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando os 15 anos de aniversário do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE.

Duda Falcão

Meteorologia do País se Modernizou nos
Últimos Anos com o CPTEC/INPE

Assessoria de Imprensa/Inpe
20/11/09

Nesta terça-feira (24), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) comemora os 15 anos do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). O evento terá início às 14 horas, com a participação de diversas autoridades e cientistas na Unidade Regional de Cachoeira Paulista (SP), onde está instalado o Centro. Em 1994, a Meteorologia brasileira deu um salto de qualidade, com a introdução da modelagem numérica do tempo pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), fazendo uso de um potente supercomputador para os padrões da época. O Brasil passaria a fazer parte de um seleto grupo de países que passaria a gerar previsões de tempo a partir de modelos processados em máquinas de alto desempenho computacional.

Da inauguração do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, até hoje, a confiabilidade das previsões de tempo aumentou, ultrapassando os 90% de acerto para três dias. A qualidade das previsões também melhorou. Atualmente, é possível fazer previsões para a América do Sul com modelos regionais de alta resolução espacial, de 15 quilômetros quadrados, que detalham as condições meteorológicas para localidades próximas. O acesso crescente à homepage das previsões de tempo por cidade, com quase 30 milhões de visitas neste ano, demonstra a força dos desenvolvimentos do Centro.

Apesar desta grande evolução em tão pouco tempo, o CPTEC, bem como todo o sistema nacional de meteorologia, segundo o coordenador, Luiz Augusto Machado, enfrenta novos desafios. Os desastres naturais - relacionados ao excesso ou à escassez de chuvas, vendavais, tornados, tempestades, entre outros eventos – estão impondo uma nova demanda de recursos e produtos meteorológicos que deverão atender a uma série de necessidades, uma delas o planejamento de ações de mitigação a possíveis impactos destes eventos às populações em áreas de risco.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a estimativa é de que os prejuízos provocados por desastres naturais no mundo, relacionados ao tempo, clima e água, são da ordem de US$ 100 bilhões por ano, provocando 100 mil mortes. A entidade ligada a ONU afirma que os estragos seriam maiores sem os atuais serviços meteorológicos. A OMM calcula ainda que 30% da economia dos países desenvolvidos e industrializados são suscetíveis aos desastres naturais, índice que se amplia nos países em desenvolvimento, como o Brasil, cuja base econômica está centrada nas atividades agrícolas.

Por outro lado, defende Machado, “os ganhos proporcionados pela boa qualidade dos produtos da meteorologia são expressivos e podem alcançar níveis mais altos com o contínuo investimento na área”. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que completa neste mês 100 anos de fundação, o uso das previsões de tempo representa atualmente um ganho de US$ 2 bilhões para a economia do país. Deste total, estima-se que US$ 650 milhões são obtidos somente na agricultura, que faz um uso intensivo das previsões para o planejamento das diferentes etapas do ciclo dos produtos agrícolas.

Segundo Eduardo Assad, chefe da Embrapa Informática Agropecuária, o acompanhamento das previsões é considerado estratégico à aplicação de defensivos agrícolas e fungicidas, implementada de acordo com condições meteorológicas específicas. De acordo com o pesquisador, as perdas na agricultura devido aos extremos meteorológicos ultrapassam os U$ 20 bilhões por ano no país.

Investimentos

Para o CPTEC, os investimentos para os próximos anos deverão ocorrer nas seguintes áreas: atualização do supercomputador; desenvolvimentos de assimilação de dados (aos modelos de previsão), com reforço de recursos humanos e desenvolvimentos computacionais; maior uso de satélites meteorológicos; e ampliação e integração de um sistema de radares meteorológicos. O Centro coordenou a elaboração de um projeto para o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) que prevê a implementação de um sistema de radares cobrindo boa parte do território brasileiro. Os radares são essenciais para o acompanhamento de sistemas convectivos e, portanto, na prevenção de desastres naturais, por excesso de chuvas.

Segundo o coordenador do CPTEC, os principais desafios colocados para os próximos anos são: aperfeiçoar a assimilação de dados; melhorar a confiabilidade das previsões climáticas sazonais para até 3 meses; desenvolver a previsão em alta resolução, incluindo a descrição da micro-física das nuvens e acoplar os modelos oceânicos, hidrológicos e químicos ao modelo de previsão de tempo.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Parabéns ao CPTEC que tem prestado um enorme e estimável serviço ao país nesses últimos anos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Brasileiros Desenvolvem Foguete a Propulsão a Laser


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje 20/11 no site “G1 do globo.com” destacando uma vez mais a tecnologia de propulsão a laser que está em desenvolvimento no Instituto de Estudos Avançados (IEAv) do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do Comando da Aeronáutica.

Duda Falcão

Cientistas Brasileiros Desenvolvem Foguete com Propulsão a Laser

De uma base na Terra, serão emitidos feixes do raio
que vão aquecer o ar.Explosão vai empurrar o veículo,
sem necessidade de combustível.

Do G1, com informações do Bom Dia Brasil
20/11/09 - 12h37

Cientistas brasileiros estão desenvolvendo uma nova tecnologia na área espacial: a propulsão a laser. Uma fonte aqui na Terra dispara um feixe de laser que atinge o foguete. Esse foguete, então, decola, sem precisar levar combustível. O projeto é coordenado por pesquisadores brasileiros, que trabalham em parceria com cientistas americanos.

No vídeo ao lado, uma simulação mostra como será o lançamento do primeiro foguete não tripulado movido a laser. De uma base na Terra, serão emitidos feixes do raio que vão aquecer o ar, provocar uma explosão e empurrar o veículo para cima.

“Colocar 1 kg em órbita custa US$ 20 mil. Com essa
tecnologia, se espera que o custo seja reduzido para US$ 200"

As experiências para transformar em realidade o que por enquanto é só uma simulação de computador estão sendo feitas em um laboratório da Aeronáutica em São José dos Campos (SP). A propulsão a laser pode deixar a viagem ao espaço mais barata.

Os EUA, parceiros do projeto, forneceram as fontes de laser. A luz segue por uma tubulação preta até o túnel de vento, que suporta temperaturas e pressão extremas. Lá dentro ocorre a explosão que vai mover a aeronave.

Pesquisas com propulsão a laser também são feitas por outros países, como Estados Unidos e Japão, mas essa é a primeira vez que a tecnologia é testada dentro de um túnel de vento, equipamento que simula todas as condições de um vôo até o espaço.

Sem precisar levar combustível, o foguete poderá carregar até 50% de seu peso em carga, no caso, satélites. Hoje a carga pode chegar a no máximo 5% do peso do foguete. Os 95% restantes correspondem à estrutura e ao combustível.

"Atualmente, para se colocar 1 quilo em órbita custa US$ 20 mil. Com essa tecnologia, se espera que o custo seja reduzido para US$ 200", explica o diretor do Instituto de Estudos Avançados, coronel Marco Antônio Minucci.

Os pesquisadores também estão desenvolvendo um foguete ultrasônico, movido a hidrogênio. Ele será chamado de 14 xis em homenagem ao 14 bis.

Veja o vídeo pelo link abaixo:



Fonte: Site G1 do globo .com

Comentário: Mais uma notícia sobre esse inovador desenvolvimento de propulsão a laser que está sendo realizado pelo IEAv. É verdade que é um tecnologia a longo prazo ainda, mas que coloca o Brasil na vanguarda dos estudos realizados no mundo atualmente nesse tipo de propulsão. Sucesso ao IEAv.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Foguetes VSB-30 Aguardam para Ser Lançados na Europa


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje 19/11 no site da Força Aérea Brasileira (FAB) destacando as missões européias TEXUS 46 e 47 que estão para acontecer nos próximos dias do Centro de Lançamento de Esrange, na Suécia, com dois foguetes brasileiros VSB-30.

Duda Falcão

Foguete de Sondagem Brasileiro Será Lançado na Europa

19/11/2009

O foguete de sondagem VSB-30, fabricado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) de São José dos Campos, no interior de São Paulo, deve ser lançado ainda esta semana, dependendo das condições climáticas, no campo sueco de Esrange. O segundo lançamento está previsto para o dia 23 de novembro na mesma localidade. O VSB-30 poderá se tornar o primeiro foguete de sondagem nacional a ser produzido integralmente no parque industrial brasileiro.

A missão do VSB-30 é a de impulsionar um conjunto de experimentos (carga útil) com massa de 400 quilos, em uma trajetória cujo apogeu é de 250 km, permanecendo no ambiente de microgravidade por seis minutos acima de 110 quilômetros.

A microgravidade proporciona aos experimentos um ambiente em que a única ação externa é o campo gravitacional terrestre. Durante este período, a carga útil aciona um sistema que elimina quaisquer movimentos angulares e a formação de cristais torna-se uniforme, conferindo propriedades melhores aos produtos químicos, orgânicos e inorgânicos, e a ligas metálicas.

No primeiro lançamento, previsto para acontecer nos próximos dias, a carga útil denominada TEXUS 46 realizará experimentos científicos importantes, como a determinação de alta precisão de propriedades termofísicas de ligas metálicas em estado de fusão, para fins de modelamento de solidificação das ligas em ambiente industrial; o resfriamento sob baixa temperatura de levitador eletromagnético, dentro da cadeia de produção contínua de aço; e a medição da tensão superficial e viscosidade em amostra de PdSi (paládio-silício).

Já no segundo lançamento o VSB-30 levará ao espaço a carga útil TEXUS 47 com outra série de experimentos europeus. São vários os objetivos desta missão: medir os resultados da solidificação de uma “liga transparente”; obter respostas moleculares de células vegetais sob o efeito de mudanças no campo gravitacional; investigar reações gravitrópicas primárias rápidas do fungo Phycoomyces blakesleeanus, sob o efeito de micro e hipergravidade; e, por fim, verificar a convecção vibratória em zonas de flutuação de silício.

O IAE enviou três especialistas ao campo de lançamento de Esrange para os trabalhos de integração mecânica e pirotécnica, além dos testes elétricos necessários para cobrir as atividades de lançamento. Já foram realizados com o VSB-30 um vôo de qualificação e outro operacional, ocorrido do Campo de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Alem disso, outros cinco lançamentos operacionais foram promovidos no campo sueco de Esrange.

No futuro, fábricas instaladas no espaço produzirão os produtos obtidos da experiência adquirida em vôos de foguete de sondagem e outros recursos existentes para o mesmo fim.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB)

Comentário: Como era de se esperar o tempo em Esrange tem prejudicado o cumprimento inicial do cronograma de lançamento pré-estabelecido para as missões européias TEXUS 46 e 47, que estavam marcadas para os dias 14 e 23/11 respectivamente. Leitor, eu começo a me questionar se essas missões com foguetes VSB-30 na Europa não estão atrapalhando o “Programa de Microgravidade” da AEB, devido ao modelo atual de fabricação artesanal do foguete, que talvez não permita a fabricação de um número suficiente que atenda ambos os programas simultaneamente. Vale lembrar, que desde o ultimo lançamento do foguete VSB-30 no Brasil (Operação Cumã II - 19/07/2007) já foram lançados da Europa três foguetes (Operações TEXUS 44 e 45, e Maser 11) e agora serão lançados mais dois. Enquanto isso, a missão do programa de microgravidade brasileiro que está programada para ocorrer desde 21/11/2006 (quando a AEB lançou o 3º Anúncio de Oportunidade (AO)) com esse foguete, continua na sua longa espera de três anos, na esperança de que essa longa maratona possa terminar agora em dezembro ou em janeiro do próximo ano. Sinceramente acho que isso precisa ser revisto com a máxima urgência, o PEB não pode continuar a ser prejudicado dessa forma.

Visita do Astronauta Buzz Aldrin Jr. ao Brasil


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada dia 18/11 no site do “Terra.com” destacando a visita ao Brasil do astronauta da Apollo-11, “Buzz Aldrin Jr.” durante a inauguração das novas instalações da empresa Lego Education do Brasil em São Caetano do Sul, no Grande ABC (SP).

Duda Falcão

Segundo Homem a Pisar na Lua não Sonhava em ser Astronauta

Rafael Nardini
Direto de São Paulo
18 de novembro de 2009 • 17h55


Foto: Reinaldo Marques/Terra
Buzz Aldrin participou ao lado do astronauta brasileiro
Marcos Pontes de visita às novas instalações da
empresa Lego, em São Caetano do Sul (SP)

É comum garotos sonharem em ser bombeiros, médicos ou policiais. No entanto, o sonho mais difícil de se concluir é o de se tornar um astronauta. O americano Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua na histórica viagem de 20 de julho de 1969, tinha perspectivas mais modestas quando criança. Aos 79 anos, Buzz disse nesta quarta-feira durante visita às novas instalações da empresa Lego, em São Caetano do Sul, no Grande ABC (SP), que sonhava mesmo em se tornar piloto das Forças Armadas americanas.

"Nem existia essa perspectiva no meu tempo de criança. Lembro que tinha alguma vontade de ser piloto de avião, que era o máximo que se podia fazer naquele momento", disse. Buzz conta que voou pela primeira vez aos 21 anos e participou de uma missão mais importante para seu país durante a Guerra da Coréia, travada entre junho de 1950 e julho de 1953.

Ser astronauta foi se tornar um sonho para ele já depois de ter se formado em Engenharia e iniciado seu doutorado. "O presidente (John F.) Kennedy desafiou o nosso país a por um homem na Lua, trazê-lo de volta, e eu fui um desses homens", contou antes de ser cortado pelos aplausos.

Por sua vez, Marcos Pontes, o único brasileiro a ser tripulante em uma viagem espacial, afirmou que prometeu ao irmão que seria astronauta. "Quando vi as imagens do homem chegando à Lua ainda era garoto e não acreditei. Mas meu irmão, que era mais velho e ligado nessas coisas, disse que era verdade. Aí falei assim para ele: Se eles estão na Lua, um dia vou estar lá também", disse Pontes, que, no entanto, ainda não pisou em território lunar.

Aldrin voltou a dizer nesta manhã que o governo americano deve fazer investidas mais incisivas e tentar viagens tripuladas com maior freqüência. Para ele, o objetivo deve ser a conquista do "planeta vermelho". "Com a nova direção da Nasa, agência espacial americana, o presidente Obama (Barack Obama) e as minhas idéias pensamos não só em voltar para lá (Lua) como, gradativamente, explorar o espaço e chegar a Marte", conta Edwin Eugene Aldrin Júnior, que carrega preso à sua gravata um broche do único satélite da Terra e do primeiro caça que pilotou na vida.

Perguntado sobre como é ter um personagem de desenho animado inspirado nele (Buzz Lightyear, o brinquedo-astronauta da animação 'Toy Story'), o companheiro de Neil Armstrong na missão Apolo 11 não nega a satisfação. "Ele estabeleceu uma bela ligação minha com as crianças e gosto disso. Também me ajudou ter feito um rap com o Snoop Dogg", conta o astronauta, que chegou a gravar um vídeo em que "ensinava truques" ao personagem homônimo da Disney para uma viagem da Nasa.

Questionado se é melhor pisar na Lua ou viver entre os terrestres, o velho astronauta não teve dúvidas para responder. "Só posso dizer que depois de andar na Lua é ótimo estar de volta à Terra", completou.

Veja as Fotos:

Foto: Reinaldo Marques/Terra
Buzz Aldrin fez discurso durante visita às instalações da Lego


Foto: Reinaldo Marques/Terra
Para o velho astronauta, o maior objetivo dos Estados Unidos
deve ser a conquista do "planeta vermelho"


Foto: Reinaldo Marques/Terra
O americano Buzz Aldrin, 79 anos, foi segundo homem a
pisar na Lua na histórica viagem de 20 de julho de 1969


Foto: Reinaldo Marques/Terra
Buzz contou que, na verdade, sonhava mesmo em se
tornar piloto das Forças Armadas americanas


Fonte: Site terra.com.br

Comentário: A visita do Buzz Aldrin Jr. ao Brasil apesar de curta é muito importante não só para a promoção da Lego Education no país, mas também como um agente divulgador indireto do Programa Espacial Brasileiro. A AEB deveria utilizar desses métodos de divulgação (muito utilizado em todo mundo) trazendo ao Brasil personalidades importantes da história da astronáutica mundial, visando com isso um maior interesse da mídia nos eventos que promove e nos projetos de interesse do Programa Espacial Brasileiro. Vamos a luta, precisamos divulgar o PEB, é uma questão de sobrevivência para o próprio programa.

Criado Primeiro Doutorado em Ciências Climáticas do País


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje 19/11 no site do "Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)" destacando a criação pela "Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)" do primeiro curso de Doutorado em Ciências Climáticas do Brasil.

Duda Falcão

Rio Grande do Norte Terá Doutorado em Ciências Climáticas

19/11/2009 - 10:57

O tema mudança climática está em destaque em todo mundo e o Brasil dará um importante passo para desenvolver pesquisas sobre o tema. Em 2010, o Rio Grande do Norte terá o primeiro doutorado em Ciências Climáticas do Brasil. Autorizado em outubro último pela Coordenação de Aperfeiçoamento em Nível Superior (Capes/MEC), o curso oferece bolsas aos alunos.

As aulas serão na Universidade Federal do Rio grande do Norte (UFRN). A iniciativa é uma parceria do Centro Regional do Nordeste (CRN), instituição vinculada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), com a UFRN.

A coordenadora do Departamento de Políticas de Programas Climáticos do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Darly Silva, diz que o estado foi escolhido porque desenvolve pesquisas importantes e tem uma posição geográfica privilegiada. “Temos uma preocupação grande com a erosão costeira e com a desertificação que avança no estado. Além disso, a UFRN tem vocação para as questões de modelagem numérica, instrumentação oceonográfica e além disso o estado tem a primeira base de lançamento de foguetes do País”, lembra.

O curso, com duração de quatro anos, terá ênfase em três temas: atmosfera oceânica, modelagem numérica e instrumentação oceanográfica. A coordenadora destaca que o curso é aberto para qualquer profissional da área de ciências exatas. “Nosso objetivo é ter uma opção multidisciplinar para os profissionais brasileiros. Qualquer pessoa formada em física, química, biologia e outras áreas relacionadas podem fazer o curso. Precisamos de pessoal cada vez mais qualificado no mercado”, avalia.

Para auxiliar nas pesquisas, o MCT liberou R$ 4 milhões para auxiliar na construção de um laboratório de calibração de equipamentos de meteorologia e oceonografia. O processo de seleção dos alunos do Doutorado em Ciências Climáticas ainda não está marcado, mas deve ocorrer no primeiro semestre de 2010.


Fonte: Site do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentário: Bom, muito bom mesmo, que essas iniciativas sejam ampliadas através de outras universidades do país em outras áreas importantes, principalmente nas áreas mais diretamente ligadas ao Programa Espacial Brasileiro.

3º Anúncio de Oportunidade da AEB - Situação Atual


Olá leitor!

Como você que acompanha com freqüência o Programa Espacial Brasileiro deve saber, o "Programa Microgravidade" da AEB encontra-se no momento em seu "(3º AO) Terceiro Anúncio de Oportunidade" lançado pela agência em 21/11/2006 (veja o documento pelo link: http://www.aeb.gov.br/download/PDF/microgravidade/microgravidade_3AO_Final.pdf ) e que consiste no lançamento de duas missões espaciais com experimentos da comunidade científica brasileira. A primeira com um foguete VSB-30 do Centro de Lançamento de Alcântara (essa missão esta prevista para ocorrer agora em dezembro ou no mais tardar no inicio de 2010) e a segunda de Baikonur (provavelmente ocorrerá em 2010) por uma espaçonave Soyuz visando que os mesmos sejam experimentados na parte russa da Estação Espacial Internacional (ISS).

É verdade que para essa missão será necessário o acompanhamento dos experimentos por um astronauta/cosmonauta, mas isso não significa que será necessariamente o astronauta Marcos Pontes como gostaríamos. Segundo consta, um cosmonauta russo será treinado pra essa missão.

Abaixo segue o cronograma que estava previsto para os experimentos na ISS e a lista dos experimentos selecionados pela AEB para participar dessa missão a ISS, sendo que alguns deles participarão também da missão com o foguete VSB-30.

Duda Falcão

CRONOGRAMA 3° AO - ISS

· Curso de nivelamento dos pesquisadores selecionados para vôo na ISS, INPE/SJCampos - SET/2007

· Apresentação preliminar dos experimentos para a parte russa, RSC Energia/Moscou - MAR/2008

· Primeira revisão: avaliação do projeto, Instituição do pesquisador - MAI/2008

· Reunião com a parte russa para verificação dos projetos, INPE/SJCampos - JUL/2008

· Segunda revisão: analise do desenvolvimento do experimento, Instituição do pesquisador - OUT/2008

· Entrega dos experimentos, INPE/SJCampos - MAR/2009

· Testes de qualificação dos experimentos (AT1), INPE/SJCampos - ABR/2009

· Transporte dos experimentos para a RSC Energia/Moscou - MAI/2009

· Testes de aceitação dos experimentos (AT2), RSC Energia/Moscou - JUN/2009

· Processo de embarque dos experimentos na Soyuz, Baikonur - AGO/2009

· Vôo e acompanhamento durante o período de permanência na ISS, Baikonur - SET/2009

· Transporte dos dados e amostras para a AEB/Brasília - OUT/2009


Experimento: Avaliação cinética da enzima invertase e desenvolvimento do dispositivo MEK II
Pesquisador Responsável: Alessandro La Neve
Instituição: Centro Universitário da FEI - Departamentos de Engenharia Elétrica - Mecânica - Química
Link: http://www.las.inpe.br/~microg/Apresentacao%20Pesquisadores%20ISS/FEI-La%20Neve.ppt


Experimento: Influência da microgravidade na solidificação de liga eutética de baixo ponto de fusão (SOL)
Pesquisador Responsável: Chen Ying Na
Instituição: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) (Centro de Tecnologias Especiais (CTE) Laboratório Associado de Sensores e Materiais (LAS))
Link: http://www.las.inpe.br/~microg/Apresentacao%20Pesquisadores%20ISS/INPE-Chen.ppt


Experimento: Análise experimental de um sistema de bombeamento capilar com elemento poroso cerâmico em ambiente de microgravidade
Pesquisador Responsável: Edson Bazzo
Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina - Departamento de Engenharia Mecânica - Laboratório de Combustão e Eng. de Sistemas Térmicos
Link: http://www.las.inpe.br/~microg/Apresentacao%20Pesquisadores%20ISS/UFSC-Bazzo.ppt


Experimento: Análise de expressão gênica e protéica de plantas em condições de microgravidade utilizando a Estação Espacial Internacional
Pesquisadora Responsável: Katia Scortecci
Instituições: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e USP
Link: http://www.las.inpe.br/~microg/Apresentacao%20Pesquisadores%20ISS/UFRN-Katia.ppt


Experimento: Controle térmico de um equipamento eletrônico em situação real (TCE)
Pesquisadora Responsável: Márcia Barbosa Mantelli
Instituição: Universidade Federal de Santa Catarina - Departamento de Engenharia Mecânica - Laboratório de Tubos de Calor
Link: http://www.las.inpe.br/~microg/Apresentacao%20Pesquisadores%20ISS/UFSC-Marcia.ppt


Experimento: Efeito da radiação ultravioleta (375nm) e da radiação ambiental em Escherichia coli em ambiente de microgravidade
Pesquisador Responsável: Nasser Ribeiro Asad
Instituições: UERJ - Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes - Departamento de Biofísica e Biometria), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Fiocruz
Link: http://www.las.inpe.br/~microg/Apresentacao%20Pesquisadores%20ISS/UERJ_INPE-Nasser.ppt


Experimento: Validação do coletor de sangue arterializado do lóbulo da orelha para uso em avaliações médicas de astronautas durante missões espaciais
Pesquisadora Responsável: Thais Russomano
Instituição: Centro de Microgravidade FENG / PUCRS
Link: http://www.las.inpe.br/~microg/Apresentacao%20Pesquisadores%20ISS/PUC_RS-Thais.ppt


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Sou um entusiasta desse Programa Microgravidade da AEB e ao mesmo tempo um crítico ferrenho com relação a sua condução pela mesma. A idéia básica para a criação desse programa era permitir a comunidade científica brasileira um meio de acesso ao ambiente de microgravidade do espaço por meio de foguetes de sondagens brasileiros visando que a comunidade pudesse fazer suas experiências científicas e tecnológicas nesse tipo de ambiente, coisa que não vem acontecendo como deveria. Veja o caso do 3º AO, que foi lançado em novembro de 2006 e está para completar três anos no próximo dia 21/11, sem que as missões relativas ao mesmo tenham ocorrido. A última missão relativa a esse programa foi a “Operação Cumã II”, ocorrida em 19/07/2007 do Centro de Lançamento de Alcântara, ou seja, há quase dois anos e meio. Não questiono a competência da AEB com relação a missão para ISS, pois esta não lhe cabe, no entanto, questiono o atraso da missão do VSB-30 desse anuncio de oportunidade que já deveria ter ocorrido a muito tempo. Leitor, com essa freqüência de vôos, fica muito difícil levar um programa como esse com a consistência necessária que o mesmo exige. Lamentável!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ministro Rezende Viaja aos EUA para Falar Sobre Acordos


Olá Leitor!

Segundo informações do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) a revisão de diversos acordos científicos e tecnológicos entre o Brasil e os Estados Unidos que estão em andamento e o estabelecimento de novos convênios são temas da agenda que o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, cumpre amanhã (19) e sexta-feira (20) em Washington (EUA).

Acompanhado de delegação de dirigentes do setor de ciência e tecnologia do Brasil, ele também participa da 2ª. Reunião da Comissão Mista de Cooperação Científica e Tecnológica Brasil-Estados Unidos na manhã de sexta-feira.

O objetivo da visita é reforçar os vínculos de cooperação entre os dois países em pesquisa, desenvolvimento e inovação, no contexto do Acordo relativo à Cooperação em Ciência e Tecnologia, firmada em Brasília, em fevereiro de 1984, e renovado e modificado por Protocolo de Emenda e Prorrogação, firmado em Brasília, em março de 1994.

Entre os temas em pauta para a reunião de sexta-feira (20), constam cooperação em observação da Terra e mudança do clima e em aeronáutica e espaço exterior entre outros.

Integram a comitiva brasileira entre outros dirigentes os secretários de Política e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Luiz Antonio Barreto de Castro, e de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Ronaldo Mota, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT); Jorge Guimarães, presidente da Capes; Carlos Ganem, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT); Lucia Melo, presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCT) e Luis Manuel Fernandes, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT).


Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)

Comentário: Em uma visita como esta, já abordada aqui no blog (veja a nota Cooperação Espacial Brasil-EUA), onde serão discutidos assuntos como observação da terra e espaço exterior, muito provavelmente será abordado a acordo de "Salvaguardas Tecnológicas" entre os dois países que não foi aprovado pelo Congresso Brasileiro. Para a operacionalização economicamente viável da ACS, é imperiosa e urgente a necessidade de se fazer um tratado/acordo nesse sentido, pois caso contrário, num mercado tão competitivo como esse se não houver a possibilidade da empresa participar de missões de satélites americanos ou de satélites de outras nações que possuam equipamentos americanos abordo, estará certamente correndo um risco enorme de falência, como já ocorreu com várias empresas desse mercado. A ACS não pode contar somente com o mercado sul-americano e mesmo que pudesse, esse mercado não é diferente do resto do mundo, pois quando um satélite é construído para uma nação dessa região do globo o mesmo é de origem americana ou conta com equipamentos americanos abordo.

Buzz Aldrin Defende o Investimento do Brasil no Espaço


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia em inglês publicada dia 17/11 pela “Agence France Presse - AFP” destacando a visita ao Brasil do astronauta da Apollo-11, “Buzz Aldrin Jr.” e a posição dele de que o Brasil deve investir no Espaço.

Duda Falcão

Moon-Man Buzz Aldrin Urges Brazil to Invest in Space

17/11/2009
(AFP) - 13 hours ago


RIO DE JANEIRO - The second man to set foot on the moon, former US astronaut Buzz Aldrin, urged Brazil to start investing in manned space flights if it doesn't want to miss out on their huge economic potential.

It would be an "unforgivable mistake" if a country in full development like Brazil failed to plan for its future in space, Aldrin, 69 told Globo.com in a telephone interview Tuesday shortly after arriving here for a visit with his wife.

Aldrin said human space flight holds enormous potential, and Brazil should put its money into beneficial ventures such as monitoring its jungles and climate from space.

The former astronaut has been invited to attend a commemoration of his visit to the moon aboard Apollo 11 40 years ago in Campos de Goytacazes, in northern part of Rio de Janeiro state.

During his visit, Aldrin was accompanied by Marcos Pontes, who became Brazil's first astronaut in 2006 during a joint US-Russian space mission.

Aldrin also said the orbiting International Space Station should increasingly serve as a technology cooperation platform with developing countries like Brazil and South Korea.

He criticized US plans to send people again to the moon, saying "we've already done that."
On July 20, 1969, Aldrin became the second human being to set foot on the moon after Neil Armstrong.

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Fonte: Agence France Presse (AFP)

Comentário: De que o astronauta “Buzz Andrin Jr.” está certo quanto à necessidade de o Brasil investir no espaço, não resta dúvida, infelizmente só para aquelas pessoas sem visão, que não enxergam um palmo diante do nariz e que não percebem o que está acontecendo nessa área através do mundo, não deveríamos fazer esse investimento. E pra complicar as coisas, essa gente é maioria em nosso país. Ignorantes que são com relação aos benefícios da tecnologia espacial para qualquer sociedade em nosso planeta. Devido a isso, existe uma necessidade imperiosa de que a AEB divulgue cada vez mais o Programa Espacial Brasileiro. É verdade que a mesma ver realizando um bom trabalho com o Programa AEB Escola, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), em parceria com a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e a Jornada Espacial. No entanto, a necessidade de um meio de divulgação de massa como um canal de TV exclusivo de sinal aberto (AEB TV), seria um passo enorme para a massificação do tema em todo território nacional e um passo gigantesco na busca para o apoio político que o programa necessita. A curto prazo, fica a pergunta: Porque não seguir o exemplo da Lego Education do Brasil (a empresa responsável pela vinda ao Brasil do astronauta Buzz Aldrin Jr.) e trazer personalidades importantes da história da astronáutica (Astronautas, Cosmonautas, Taikonautas, cientistas, etc...) mundial em eventos programados pela AEB? Fica a sugestão. Aproveito a oportunidade para agradecer ao leitor “Ricardo Melo” pelas sugestões de notícias enviadas ao blog sobre a visita do astronauta Buzz Aldrin Jr. ao Brasil.

Brasil Cometerá Erro se Não Investir no Espaço


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia 17/11 no site da “G1 do globo.com” com uma entrevista do astronauta americano da Apollo-11 “Buzz Aldrin Jr.” destacando sua visita ao Brasil entre outras coisas.

Duda Falcão

'Brasil Cometerá Erro se não Investir em Missões ao Espaço', diz Buzz Aldrin

Segundo homem a pisar na Lua visita o Brasil nesta terça-feira (17).G1 conversou com o astronauta sobre o futuro da exploração espacial.

Marília Juste
Do G1, em São Paulo
17/11/2009 - 05h00


O astronauta americano Buzz Aldrin, segundo
homem a pisar na Lua, chega ao Brasil nesta
terça-feira (17). (Foto: Divulgação)

O Brasil deveria investir na exploração tripulada do espaço e os Estados Unidos não deveriam voltar à Lua. A opinião tem peso -- vem do astronauta Buzz Aldrin, o piloto do módulo lunar da Apollo 11 e o segundo homem, depois de Neil Armstrong, a pisar na Lua.

Aldrin chega ao Brasil para uma visita de dois dias em comemoração aos 40 anos da Apollo 11 nesta terça-feira (17). Antes de embarcar no vôo que o trará ao país, ele conversou com o G1 por telefone sobre exploração espacial e sobre o papel que ele acredita que cabe ao Brasil e aos Estados Unidos nas futuras missões ao espaço.

O astronauta fez críticas aos planos da Nasa. Para ele, os americanos não deveriam mais voltar à Lua. "Já fizemos isso antes", afirma.

Para Aldrin, os Estados Unidos deveriam ajudar outras nações a ir à Lua enquanto ampliam sua presença no espaço para outros lugares, como asteróides, cometas e, é claro, Marte.

Além disso, ele é contra a aposentadoria dos ônibus espaciais, prevista pela Nasa para 2010. "Não deveríamos fazer tudo às pressas desse jeito, para encerrar no ano que vem e ficarmos tendo que assinar cheques para os russos para pegar carona em suas Soyuz", critica.

Aldrin sugere que as missões do Atlantis, do Discovery e do Endeavour deveriam ser estendidas por mais cinco anos até que uma "verdadeira" substituta, uma nave que pouse em pista como eles, seja desenvolvida.

Confira abaixo a íntegra da entrevista:

O astronauta Buzz Aldrin na imagem que é uma das
mais famosas da missão Apollo 11 (Foto: Divulgação)

"O Brasil cometeria um erro imperdoável se não
investisse em missões tripuladas ao espaço."

G1 - No evento desta terça, o senhor vai estar ao lado do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes. Na época em que ele viajou ao espaço, em 2006, Pontes foi alvo de críticas de muitos que acreditam que um país com tantas desigualdades sociais como o Brasil não deveria gastar dinheiro com exploração espacial. O que o senhor acha dessa avaliação?

Buzz Aldrin – O Brasil cometeria um erro imperdoável se não investisse em missões tripuladas ao espaço. O potencial para desenvolvimento da exploração humana é imenso e um país em crescimento como o Brasil não pode ignorar isso.

O Brasil deve investir nas aplicações comerciais, como monitoramento de florestas e do clima. É essencial.

A Estação Espacial Internacional, também, poderia e deveria ser usada sempre e cada vez mais como um projeto de cooperação tecnológica com países em desenvolvimento, como o Brasil e a Coréia do Sul.

A famosa foto da pegada na Lua, feita por Buzz Aldrin.
(Foto: Divulgação)

G1 - Recentemente, a Nasa lançou com sucesso o foguete Ares I-X, que será usado para futuras missões à Lua e a Marte. Qual sua opinião sobre esse projeto? Os astronautas deveriam voltar para a Lua ou os esforços deveriam ser direcionados para Marte?

Aldrin – Antes de chegarmos a esse ponto, acredito que o Estados Unidos ainda têm muito o que fazer.

Primeiro, ainda temos cinco missões dos ônibus espaciais no próximo ano. Acredito que nós devemos expandir essas missões para uma por ano pelos próximos cinco anos. Não deveríamos fazer tudo às pressas desse jeito, para encerrar no ano que vem e ficarmos tendo que assinar cheques para os russos para pegar carona em suas Soyuz para ir à Estação Espacial.

Outra coisa que podemos fazer é investir em naves que pousam em pistas, como os ônibus espaciais, que todas as nações, incluindo o Brasil, poderiam usar para missões à órbita da Terra.

Os Estados Unidos voltarem à Lua em 2020 ou 2025 ou depois seria um grande erro. Nós já fizemos isso antes."

Nós somos os líderes e deveríamos usar essa experiência de liderança que temos para montar uma iniciativa comercial e internacional e ajudar outros a irem à Lua. Precisamos de cooperações comerciais internacionais lunares -- não governamentais, mas comerciais -- para trabalhar no desenvolvimento de infraestrutura para as missões lunares internacionais.

Enquanto isso os Estados Unidos enviam seus astronautas progressivamente para mais e mais longe da órbita da Terra. Outras pessoas irão à Lua enquanto nós iremos a cometas, asteróides, depois para as luas de Marte e, depois que já tivermos ido lá várias vezes, chegaremos em Marte para montarmos uma base permanente.

G1 - O senhor mencionou a futura aposentadoria dos ônibus espaciais. Eles serão substituídos por um veículo muito parecido com o projeto das naves da missão Apollo. Qual sua avaliação das novas naves Orion?

Aldrin – O projeto original das naves Orion é voltado à missão de ir à Lua e depois muito além. É um bom e razoável ponto de partida desenhar uma nave que tem a missão de lançar pessoas e trazê-las de distâncias muito grandes de volta à Terra -- mesmo as distâncias das luas de Marte e de Marte mesmo.

Mas para missões à órbita baixa da Terra nós precisamos de naves capazes de pousar em uma pista. Assim que possível, portanto, precisamos de um substituto de verdade para o ônibus espacial, que faça o que ele faz.

G1 - O que você espera de sua visita ao Brasil?

Aldrin – Vou conversar com algumas pessoas envolvidas em astronomia, com empresários e com estudantes. Vou fazer um discurso e conversar sobre o futuro da exploração espacial. Espero conhecer pessoas interessantes. Conheço o Brasil e gosto muito do Brasil. Já visitei o Rio, São Paulo, Brasília e Manaus e já pesquei nos rios da Amazônia, onde naveguei até São Luís. Gosto muito do Brasil.


Fonte: Site G1 do globo.com

Comentário: No entender do blog, fica claro que o astronauta Buzz Aldrin ainda está vivendo a época da corrida espacial com a antiga URSS, onde a competição era muito acirrada entre as duas nações e, portanto o mesmo não consegue se desligar na questão da liderança, de achar que são os EUA que deve coordenar o esforço das nações no espaço e que seu país está cometendo um erro ao retornar a Lua. No entanto, não posso deixar de concordar com o mesmo quando fala da aposentadoria precoce dos ônibus espaciais, de que realmente é necessário substituir os ônibus espaciais por outras naves mais modernas, mais que tenham a mesma capacidade de ir a orbita da terra e pousar de volta como um avião e de que Brasil precisa investir em missões comerciais e tripuladas para estação espacial. Agora, não há como negar que essa nova corrida para a Lua entre americanos, russos, chineses, europeus, japoneses e indianos será altamente benéfica a humanidade. É necessário sim retornar a Lua, pois não há como negar que o satélite terrestre é um excelente laboratório para se testar tecnologias que serão usadas na conquista de outros lugares no espaço.