quarta-feira, 24 de abril de 2019

Ministro Defende Recuperação do Orçamento Para Ciência e Tecnologia

Olá leitor!

Segue a nota postada hoje (24/04) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) destacando que o Ministro Marcos Pontes defendeu em audiência pública no Senado a recuperação do orçamento para Ciência e Tecnologia.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Ministro Defende Recuperação do
Orçamento Para Ciência e Tecnologia

Marcos Pontes participou, nesta quarta-feira (24), de audiência
pública no Senado para apresentar as prioridades do MCTIC

Por ASCOM
Publicado 24/04/2019 - 14h54
Última modificação 24/04/2019 - 15h19

Créditos: CGCS/MCTIC
O Ministro do MCTIC, Marcos Cesar Pontes.


O ministro da Ciência, Tecnologia,  Inovações e Comunicações,  Marcos Pontes,  defendeu o desbloqueio de recursos do orçamento de 2019 do ministério. "O orçamento é incoerente com a importância do setor para o desenvolvimento nacional. Recursos para ciência e tecnologia não são gastos, são investimentos. Todos os países desenvolvidos, quando estão em crise, investem mais no setor”, afirmou o ministro durante audiência pública no Senado, nesta quarta-feira (24).

Marcos Pontes reforçou aos senadores que a recuperação do orçamento é um dos desafios atuais do ministério. O MCTIC teve o orçamento para 2019 contingenciado pelo governo federal em cerca de 42%, equivalente a R$ 2,1 bilhões. “O Congresso é essencial para ajudar a desbloquear os recursos previstos para este ano e para ampliar os investimentos para o setor nos próximos anos.”

Durante a audiência, o ministro apresentou as 12 prioridades do MCTIC estabelecidas nesse início de gestão. "Ciência e tecnologia podem ajudar a resolver os problemas em praticamente todas as áreas do Brasil", afirmou. Marcos Pontes reforçou que a atuação do MCTIC é importante para impulsionar setores como inteligência artificial, gestão da água, biotecnologia e meio ambiente, entre outros.  "Todas as profissões e atividades do futuro serão baseadas em conhecimento e tecnologia. ”

Realizações

Marcos Pontes mostrou aos senadores as principais realizações nos primeiros quatro meses de sua gestão. As duas metas previstas para os 100 dias de governo foram cumpridas: o programa Ciência nas Escolas, com editais que preveem R$ 100 milhões de investimentos, e o Centro de Testes de Tecnologias de Dessalinização,  já em funcionamento em Campina Grande (PB).

O ministro também citou o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, fechado com os EUA,  que vai permitir o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara,  no Maranhão. Outro destaque, segundo Marcos Pontes, foi a conexão à internet de cerca de 2,8 mil pontos por meio do Programa Gesac. Desse total, cerca de 2 mil pontos são escolas públicas, principalmente das regiões Nordeste e Norte. "Até  agosto, vamos conectar um total de 6,5 mil escolas rurais", anunciou.

Apoio do Congresso

O ministro pediu o apoio dos senadores na aprovação de projetos relacionados ao ministério que estão em tramitação no Congresso e que podem resultar no aumento de investimentos para ciência e tecnologia. Ele apontou a liberação de recursos de fundos setoriais, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os EUA e o PLC 79, o novo marco das telecomunicações. “A gente precisa de investimentos. Precisamos de resultados práticos para aproximar ciência e tecnologia da vida das pessoas.

Marcos Pontes também destacou como um importante desafio do país manter os pesquisadores atuais e estimular a formação de novos profissionais. "Está ocorrendo uma perda de recursos humanos. Nossos pesquisadores estão se aposentando ou indo trabalhar em outros países. Precisamos recuperar esses pesquisadores”.

O ministro explicou aos senadores como funciona a atual a estrutura de secretarias do MCTIC e de entidades vinculadas. E destacou a necessidade de atuação de forma integrada com a comunidade científica e com a iniciativa privada do país. "O Brasil precisa fazer uma união geral em torno da ciência e tecnologia, com universidades, institutos de pesquisa e iniciativa privada."



Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Estação Espacial Projetada Pela China Apoiará Centenas de Experimentos

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante notícia postada hoje (24/04) no site da Agencia Chinesa “Xinhua” em português, destacando que a Estação Espacial projetada pela China apoiará centenas de experimentos de varias origens.

Duda Falcão

Estação Espacial Projetada Pela China
Apoiará Centenas de Experimentos

Por Xinhua
24/04/2019 - 13:51:47

Beijing, 24 abr (Xinhua) -- As instalações científicas da estação espacial Tiangong, desenvolvida pela China, poderão dar suporte a centenas de projetos de pesquisa espacial, após sua conclusão prevista para 2022.

Dezesseis estantes de experimento serão instaladas no módulo central e nos dois laboratórios-cápsulas da estação espacial, e uma plataforma de experimento extraveicular será construída.

Cada estante será como uma espécie de laboratório que poderá colaborar com diversos experimentos espaciais, sendo que os astronautas poderão aprimorar e substituir tais instalações.

Adicionalmente, uma cápsula equipada com um grande telescópio ótico será enviada na mesma direção orbital da estação espacial, de acordo com as informações do Centro de Tecnologia e Engenharia para a Utilização Espacial (CTEUE) da Academia Chinesa de Ciências.

As instalações apoiarão um grande número de projetos de pesquisa em áreas como astronomia, ciências da vida espacial, biotecnologia, física básica de microgravidade e ciências dos materiais espaciais.

A China está buscando uma colaboração internacional para os experimentos na estação, visando promover o desenvolvimento mundial e a cooperação sustentável.

Quase 100 propostas de cooperação internacional foram recebidas, e cerca de 30 já passaram por uma avaliação prévia, informou Zhang Wei, diretor do Centro de Desenvolvimento de Utilização da CTEUE.


Fonte: Site da Agência de Notícias chinesa Xinhua em português - http://portuguese.xinhuanet.com

Comentário: Pois é leitor, creio eu que essa notícia vai despertar o interesse de vários países do mundo e acredito que também do Brasil através da galera da ‘Missão Garatéa’, e talvez (pelo menos deveria) atrair também a atenção de nossa Agencia Espacial, afinal essas 30 propostas que já passaram por uma avaliação prévia são apenas o inicio de uma oportunidade que certamente irá se estender por anos.

USP Lidera Projeto Internacional de Construção do Radiotelescópio Bingo

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (15/04) no site do “Jornal da USP” destacando que a USP lidera o projeto internacional de construção do Radiotelescópio Bingo no Sertão da Paraíba, projeto este já abordado algumas vezes aqui no Blog.

Duda Falcão

CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA

USP Lidera Projeto Internacional de
Construção do Radiotelescópio Bingo

Além de estudar a energia escura, o “Diamante do Sertão” busca ser
o primeiro radiotelescópio a detectar, por rádio, ondas da interação
entre átomos e radiação no início do Universo

Por Redação
Jornal da USP
15/04/2019

Design: Graciele Almeida de Oliveira
O radiotelescópio que já é conhecido como “Diamante
do Sertão” está sendo construído em São Paulo e será
instalado numa área na Serra do Urubu, no sertão da Paraíba.

Nos próximos meses começa a construção civil da estrutura que vai abrigar o radiotelescópio Bingo, com medidas que se aproximam das de um campo de futebol. Longe das metrópoles e das fontes de poluição eletromagnética, o telescópio, que está sendo construído em São Paulo e será instalado na Serra do Urubu, na Paraíba, já é chamado de “Diamante do Sertão”.

O Projeto Bingo se tornou possível graças ao fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Hoje, o projeto conta também com o fomento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Estão previstas para os próximos meses as verbas internacionais da University of Manchester, do University College, do ETH e da Agência Chinesa de Pesquisas através das Universidades de YangZhou e Jiao Tong.

“Estes são os recursos [do MCTIC] com os quais vamos instalar o canteiro de obras, ligação elétrica e uma parte da construção civil necessária. Atualmente temos os projetos elétrico, hidráulico e de bombeiros já aprovados e estamos no processo de licenciamento ambiental, o que falta para começarmos a obra”, conta Luciano Barosi, investigador principal do Projeto Bingo e professor da Universidade Federal de Campina Grande.

Foto: Ana Clara Vidal de Negreiros
Luciano Barosi durante as atividades realizadas em Aguiar:
tecnologia, pesquisa e ações de educação e divulgação científica.

Elcio Abdalla, coordenador do projeto e professor do Instituto de Física (IF) da USP explica que “o impacto do projeto não fica apenas a cargo da construção do radiotelescópio e contempla os três pilares da Universidade ao unir pesquisa, ensino e extensão, que não se restringe ao Estado de São Paulo e que conta com ações também na Paraíba, além das parcerias internacionais”. O Bingo une pesquisadores da China, África do Sul, Reino Unido, Estados Unidos, Portugal, França e Uruguai, que, juntos, vêm pensando em soluções relacionadas à construção do radiotelescópio, construção civil, captação, análise dos dados e ensino.

Bingo, acrônimo para Baryon Acoustic Oscillations in Neutral Gas Observations, será o primeiro telescópio projetado para fazer as detecções das Oscilações Acústicas de Bárions (BAOs) por meio das ondas eletromagnéticas na faixa de rádio. As BAOs são ondas geradas pela interação dos átomos com a radiação no início do Universo e por meio delas será possível medir a distribuição do hidrogênio neutro em distâncias cosmológicas, usando uma técnica chamada de mapeamento de intensidade. Elcio Abdalla explica que é possível “investigar forma e geometria do espaço, incluindo sua taxa de expansão, se soubermos a forma aparente das BAO no espaço exterior e, assim, estudar a energia escura. Em termos um pouco mais técnicos, estaremos medindo os parâmetros cosmológicos que regem a geometria do Universo”.

Estudos recentes têm apontado que o Universo é formado majoritariamente por algo ainda pouco conhecido. Apenas cerca de 5% do Universo é constituído por algo que podemos observar e detectar, a matéria bariônica. Os outros 95% compreendem a matéria escura e a energia escura.

Foto: Graciele Almeida de Oliveira
Professor Elcio Abdalla: medindo os parâmetros
cosmológicos que regem a geometria do Universo.

“A proposta principal do Bingo é estudar a energia escura, mas também por meio do telescópio iremos estudar um fenômeno ainda pouco conhecido chamado Fast Radio Bursts“, complementa Abdalla.

As Fast Radio Bursts, ou rajadas rápidas de rádio, são pulsos eletromagnéticos de alta energia com duração de apenas alguns milissegundos. Este fenômeno astrofísico que ainda têm origem desconhecida é um dos objetivos de detecção do radiotelescópio Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment, Chime. O Telescópio Bingo contribuirá para o estudo das FRB no Hemisfério Sul

Carlos Alexandre Wuensche, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e investigador principal do Projeto Bingo, explica que o radiotelescópio terá dimensões ainda maiores do que o Rádio Observatório do Itapetinga (ROI), atualmente o principal radiotelescópio do Brasil. Além das parábolas refletoras, o Bingo contará com aproximadamente 50 cornetas dando ao telescópio dimensões que poderão ser vistas de longe e o tornarão um dos maiores radiotelescópios da América Latina. Wuensche celebra: “Contamos com a contribuição de nossos parceiros internacionais, especialmente as dos pesquisadores do Reino Unido, mas a maior parte da tecnologia para a construção está sendo desenvolvida aqui no Brasil”.

Karin Fornazier, pós-doutoranda associada ao Inpe e pesquisadora do Bingo, comenta que “a construção do radiotelescópio, por si só, já é algo realmente impactante dentro do projeto, mas o trabalho dos pesquisadores vai além disso. Há vários pesquisadores, alunos de mestrado e doutorado dedicados a desenvolver a pipeline do Bingo, quer dizer, uma série de etapas e softwares pensados para os processos associados desde a captação até a análise de dados do radiotelescópio”.

Foto: Luiz Reitano
Carlos Alexandre Wuensche no interior do protótipo de
uma das 50 cornetas que equiparão o radiotelescópio Bingo.

A proposta do projeto também contempla uma ampla divulgação de informação e formação para a sociedade em geral e por isso conta com atividades voltadas para a Educação e Divulgação Científica (EDC). O professor Marciel Consani, do Departamento de Comunicação e Artes da ECA, faz parte da equipe da EDC e considera que “a importância histórica da iniciativa reside, sobretudo, em seu potencial para a EDC, tanto no sentido de divulgação científica quanto na vertente de difusão científica – aportando conhecimentos para o conjunto da sociedade”. Ele ressalta a natureza interdisciplinar do projeto ao unir especialistas em física, astrofísica, engenheiros, comunicadores e educadores para as ações voltadas para a divulgação e a educação científica.

Na USP, o Núcleo de Educação e Comunicação (NCE), que vem há mais de duas décadas promovendo o conceito de educomunicação e suas práticas em vários projetos de intervenção social, junto ao poder público e à sociedade civil, também participa do projeto. O professor Claudemir Edson Viana, coordenador do NCE e do curso de Licenciatura em Educomunicação, dá mais detalhes: “Pretendemos apoiar o Projeto Bingo com ações de produção de material para comunicação, participar da elaboração e execução de atividades educomunicativas junto aos integrantes da equipe educativa, bem como junto às comunidades a serem atendidas”.

Na Paraíba, as ações de Educação e Divulgação Científica começaram por Aguiar, cidade que irá abrigar o radiotelescópio. Luciano Barosi conta que a ideia principal é usar a astronomia para o estabelecimento e o fortalecimento de uma cultura steam, ou seja, voltada para a ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática. “Certamente é muito difícil que alguém tenha como objeto do cotidiano um radiotelescópio, mas essa é exatamente a situação da população de Aguiar e desejamos aliar a curiosidade natural que a construção do equipamento causa para incentivar a formação de uma cultura científica nas escolas de Aguiar e, possivelmente, das cidades próximas”, explica o pesquisador. “Essas ações, por enquanto, vêm sendo realizadas em São Paulo e na Paraíba, mas a ideia é de que elas se propaguem pelo País. Para essa finalidade, nosso grupo vem estudando novas parcerias e buscando instituições que possam apoiar a expansão das nossas propostas”, finaliza Elcio Abdalla.


Para saber mais sobre o Telescópio Bingo acesse o site ou a página oficial do Facebook.

Graciele Almeida de Oliveira/Projeto do Radiotelescópio Bingo


Fonte: Site do Jornal da USP de 15/04/2019 - http://jornal.usp.br

Comentário:  Pois é leitor, um fantástico projeto astronômico internacional sendo conduzido sob a liderança dos pesquisadores da USP, mais um grande gol desta pequena, inovadora, surpreendente e ativa Comunidade Astronômica Brasileira.

Thai Satellite to Launch on 3D-Printed Rocket From Cape Canaveral

Hello reader!

It follows a note one published on the day (03/23), in the website "ClickOrlando.com", announcing that a Thai Satellite will be launch on a 3D-printed rocket from Cape Canaveral.

Duda Falcão

SPACE NEWS

Thai Satellite to Launch on 3D-Printed
Rocket From Cape Canaveral

Relativity Space signs second international deal to launch in 2022

Digital journalist
Posted: 10:01 AM, April 23, 2019
Updated: 10:01 AM, April 23, 2019

(Image: Relativity Space)
Mu Space CEO James Yenbamroong, left, and Relativity
Space CEO Tim Ellis in front of Relativity’s Stargate
3D printer in California. 

CAPE CANAVERAL, Fla. - The manifest for a 3D-printed rocket soon to be blasting off from the Space Coast continues to grow with the announcement Tuesday that a Thailand-based space company has selected Relativity Space's Terran 1 rocket to launch its satellite.

Based in California, Relativity Space has patented 3D printing to build its rocket in less than 60 days, cutting down hardware parts and costs to launch. The company's rocket will launch from from Cape Canaveral Air Station's Launch Complex 16, beginning at the end of 2020, company leaders say.

Relativity CEO Tim Ellis and Jordan Noone, a former SpaceX development engineer, founded the company in 2015 with the end goal of 3D printing rockets on Mars.

On April 5, the aerospace startup aiming to disrupt the way rockets are built announced its first official launch contract with the Canadian satellite operator Telesat. On Tuesday, Asian space technology company mu Space announced it also will fly a satellite on Terran 1.

To celebrate the announcement, an LED light show on the Pearl building in Bangkok displayed a 3D printed rocket, along with astronauts waving Thai and American flags and the Relativity and mu Space logos.


Mu Space is developing both Low Earth Orbit and and Geosynchronous Earth Orbit satellites to fuel smart cities through the company's Internet of Things devices. The company also makes a wearable tech, including a 360-degree security camera that could be worn by law enforcement officers, active duty military and security.

The mu Space satellite, launching sometime in 2022, will support space situational awareness of in-orbit debris, and the company's broader Internet of Things strategy.

Like Relativity Space, mu Space leaders have interplanetary goals. Company officials have said they want to colonize the moon with 100 people in the next 10 years.

(Image: Relativity Space)
Artist renderings of Relativity Space's launch site at
Cape Canaveral. The California-based space startup
entered a 20-year lease agreement with the U.S. Air
Force's 45th Space Wing for Launch Complex 16.

In January, mu Space announced it plans to participate in the Moon Race, a global competition backed by Airbus, Blue Origin and the European Space Agency, designed to develop technology for sustainable lunar explorations. Mu Space CEO and founder James Yenbamroong said the company wants to land a spacecraft on the moon by 2028.

“Mu Space is accelerating space technology development in Asia, and we consider the moon as the next explorable body in space beyond Earth,” Yenbamroong said.

“Relativity has the vision, team, and technology to deliver exceptional advantages in launching mu Space's payloads, and supporting our goal of creating an interplanetary society in the future.”

The satellite will launch from Cape Canaveral in 2022 as the primary payload into Low Earth Orbit.


Source: Website ClickOrlando - https://www.clickorlando.com

Comentário: Pois é leitor, trago aqui essa notícia para endossar ao nosso Ministro Marcos Pontes e ao presidente da AEB, o Sr. Carlos Moura, a extrema urgência de se apoiar os esforços das startups espacias do país na busca por um veiculo lançador competitivo que atenda as nossas e as necessidades do mercado. Ministro Pontes, este é o melhor é o mais rápido caminho para se chegar a um veículo competitivo, e tenho certeza que o senhor concorda com esta minha colocação. No entanto, não quero dizer com isso que os esforços do Comando da Aeronáutica devam ser encerrados, longe disso, até porque precisamos que as nossas forças armadas tenha o seu acesso independente ao espaço, é estratégico para o país e até creio que esse deveria ser um esforço conjunto dos Comandos das três armadas, e não só da Aeronáutica. Entretanto, no lado civil e comercial, precisamos urgentemente acelerar esse processo através do apoio, politico, logístico e financeiro as startups como a Acrux, Airvantis, PION Labs, CLC Consultoria, VSAT Space Program entre outras. Essas empresas estão suficientemente maduras para dotar rapidamente o país de veículos lançadores de satélites e precisam que o governo faça a sua parte. Sendo assim ministro, a minha sugestão a criação de um programa semelhante ao criado pela NASA anos atras para dotar o EUA de uma frota de naves espacias privadas (tripuladas e de cargas) que viesse atender as necessidades orbitais americanas na ISS. É claro ministro que temos consciência das dificuldades financeiras que o país enfrenta, entretanto estamos falando de algo crucial para o futuro do país e que precisa ter o apoio incondicional do Governo Bolsonaro, é uma questão estratégica e precisa ser vista dessa forma. O primeiro passo foi dado com a assinatura do AST, mas agora precisamos acelerar o processo, mesmo antes da sua aprovação no Congresso, ou iremos correr o risco de nos tornamos um player coadjuvante neste mercado, e até mesmo perder os profissionais, o conhecimento (know how) e as empresas para outros países. A bola é sua Ministro Pontes, e saravá o senhor consiga colocar embaixo das três traves.

Universidade Chinesa Testa Foguete Supersônico

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (24/04) no site do Sputnik News Brasil destacando que Universidade Chinesa realizou teste com foguete supersônico.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Universidade Chinesa Testa Foguete
Supersônico (FOTOS, VÍDEO)

Sputnik News Brasil
24/04/2019 - 05:44
Atualizado 24/04/2019 - 05:50

© REUTERS / Michael Berrigan

Universidade de Xiamen chinesa testou um foguete hipersônico construído na mesma universidade, se tornando a primeira entidade desse tipo no mundo a projetar e lançar um foguete capaz de superar a velocidade de Mach 5.

Os pesquisadores da Universidade de Xiamen, situada na província de Fujian, realizaram um voo de teste de um foguete hipersônico no deserto de Gobi em 23 de abril, informou a universidade, citada pelo jornal South China Morning Post.



A equipe batizou o foguete Jiageng-1, em homenagem a Chen Jiageng, também conhecido como Tan Kah Kee, um filantropo chinês que fundou a Universidade de Xiamen em 1921.


O desenvolvimento do foguete começou em 2008. O projeto foi parcialmente financiado pelo Exército da China.



O Jiageng-I tem um comprimento de 8,7 metros, envergadura de 2,5 metros e uma massa à decolagem de 3.700 quilogramas. O foguete reutilizável viajou a uma altitude máxima de 26,2 quilômetros e foi recuperado no lugar de aterrissagem previsto, informou a agência Xinhua.

"Chamamos [o design] de waverider duplo", disse Zhu Chengxiang, professor assistente da universidade e membro da equipe que trabalhou no projeto.

Em comparação com outros veículos hipersônicos experimentais, como o X-51 Waverider da Boeing que voa em uma camada de gás extremamente quente, chamada "onda de choque", o Jiageng-1 voa em duas camadas de ondas de choque – uma por baixo da barriga e outra no duto de entrada de ar para seu motor ramjet.

Essa inovação pode fazer a transição de velocidades supersônicas a hipersônicas mais suavemente, criar mais sustentação e permitir ao veículo voar a maiores distâncias usando menos combustível.

O projeto tem como objetivo tentar quintuplicar a velocidade atual dos aviões civis para chegar a qualquer parte do mundo em duas horas. Este teste é “um marco importante para atingir o objetivo final do projeto”, sublinhou a universidade em sua conta oficial de WeChat, uma plataforma de mensagens instantâneas chinesa.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é leitor, pelo menos é um projeto que saiu da prancheta e foi efetivamente testado em voo. No Brasil ainda continuamos aguardando o teste de voo do nosso veículo 14X ou de algum de seus derivados. Enquanto isso, academicamente o nosso Polo Aeroespacial de Propulsão Hipersônica foi duplicado, e vem realizando pesquisas e apresentações power point no Brasil e no exterior sobre as suas atividades, tendo como nova data para o seu primeiro teste hipersônico o ano de 2021, quando então se espera finalmente mostrar algo de concreto a sociedade nesta área. Tomara mesmo, sarava meu pai.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Palestra Sobre Programa Apollo Será Ministrada no IFNMG em Pirapora-MG

Olá!

Em ano de comemoração pelos 50 anos do voo da espaçonave Apollo 11 que levou pela primeira vez a raça humana a superfície da LUA, durante a realização do ‘Seminário de Iniciação Científica’ do “Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG)”, será ministrada a palestra “Programa Apollo – Como Fomos à Lua!”, palestra essa que será ministrada pelo Prof. Júlio César Guedes Antunes desta instituição de ensino.


Sobre:

Evento:  Seminário de Iniciação Científica do IFNMG
Palestra: Programa Apollo - Como Fomos à Lua!
Ministrante: Prof. Júlio César Guedes Antunes
Dia: 24/04/2019
Horário: 16h
Local: IFNMG - Campus Pirapora
Cidade: Pirapora-MG

Duda Falcão

Cientista da NASA Ministra Palestra Sobre Geodésia Espacial no INPE

Caro leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (22/04) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que Cientista da NASA irá ministrar palestra sobre Geodésia Espacial no INPE.

Duda Falcão

NOTÍCIA

Cientista da NASA Ministra Palestra
Sobre Geodésia Espacial no INPE

Por INPE
Publicado: Abr 22, 2019

São José dos Campos-SP, 22 de abril de 2019

Stephen Merkowitz, cientista do NASA Goddard Space Flight Center, ministrará palestra sobre a rede de geodésia espacial da agência norte-americana nesta quinta-feira (25/04) no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).  O evento será no auditório do prédio Lambda das 15h às 16h.

A visita de Merkowitz ao INPE faz parte dos esforços da NASA e da Agência Espacial Brasileira (AEB) para estender a cooperação na área de pesquisa em geodésia espacial com ênfase em GPS.



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

A Plataforma PHiLO, Um Projeto de Acesso ao Espaço Orbital Para o CLBI

Olá leitor

Com a proximidade da realização da “1ª Escola Brasileira em Propulsão Hipersônica Aspirada” (veja aqui), a ser realizada em Natal-RN, de 13 a 17 Maio desse ano,  me lembrei de um interessante projeto que desde que soube de sua existência me despertou grande curiosidade.

Um dos frutos de um acordo tripartite envolvendo o “Instituto de Estudos Avançados (IEAv)”, o “Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)” e a “Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)”, o projeto em questão ‘creio eu’ faça parte de uma iniciativa visionaria (de vanguarda) e estratégica do Comando da Aeronáutica (COMAER) visando transformar o estado do Rio Grande do Norte num novo Polo Aeroespacial de Desenvolvimento em ‘Propulsão Hipersônica Aspirada’, dando assim, um destino funcional ao CLBI, já que o CLA caminha pra ser transformado num Centro Espacial estritamente comercial e exclusivamente para foguetes de propulsão solida e liquida.

Entretanto leitor, o projeto em questão, ou seja ,o ‘Projeto PHiLO (Plataforma de Lançamento Orbital)’ teve até então muito pouca divulgação na mídia, e não se conseguia sequer qualquer informação sobre sua configuração ou como essa plataforma iria ser usada para lançamentos orbitais.

Bom leitor, diante disso e do anuncio da presença do Ministro Marcos Pontes neste evento hipersônico em Natal, por vias das dúvidas (afinal o ministro talvez não tenha ainda conhecimento desta iniciativa), resolvi então voltar a fuçar na net em busca de novas informações sobre este curioso ‘Projeto PHiLO’, foi quando então dessa vez acabei encontrando um paper em arquivo pdf intitulado: “PD&I Aeroespacial: Analise da Implementação de Uma Plataforma Hipersônica de Lançamento Orbital, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno”, paper este que foi  apresentado durante o ‘9th Innovation Dialogues to Accelerate industry Application (9th ISTI)’, evento realizado de 19 a 21/09 de 2018, em Aracajú-SE.

Pois então amigo leitor, segundo este paper, o Projeto PHiLO consistirá na construção de uma estrutura de concreto no CLBI que abrigará um Acelerador Hipersônico (AH) que lançará cargas úteis e nanossatélites ao espaço, permitindo também a realização do voo atmosférico de um modelo (veículo) de 100 mm de diâmetro. Vale dizer que o aumento do diâmetro do modelo permitirá maior disponibilidade para o transporte de carga útil e melhor acomodação da eletrônica embarcada.

Também faz parte do Projeto a transferência do atual AH, inclusive com um laboratório certificado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do IEAv para a UFRN (a ser instalado no CLBI), visando à formação dos futuros profissionais que trabalharão para o desenvolvimento do setor hipersônico brasileiro Certamente no futuro, a PHiLO permitirá construir um outro acelerador com capacidade para lançamentos de veículos com maior diâmetro, permitindo maior disponibilidade para transporte de carga útil e melhor acomodação de eletrônica embarcada

Complementando caro leitor, vale lembrar que o Brasil vem atuando no desenvolvimento da tecnologia do Acelerador Hipersônico (AH) desde a década de 1990, com o projeto e construção de uma unidade no IEAv, em São José dos Campos/SP. Ao longo desses anos, foram feitas modificações e ampliações até chegar à atual estrutura laboratorial, ou seja, um Acelerador de 45 m de comprimento, que é capaz de acelerar um veículo de 0,16 kg e de 47 mm de diâmetro a uma velocidade de 3.300 m/s, dito de outra forma, na saída do acelerador, é atingida a velocidade de Mach 10. Por se tratar de um laboratório, ao sair do Acelerador Hipersônico, o modelo realiza um voo confinado, no interior de um tanque de aço (tanque de recuperação), e incide no absorvedor de impacto, que o desacelera.

Pois então Ministro Pontes, tá ai mais um opção tecnológica para obtermos a nossa  autossuficiência espacial no que diz respeito ao acesso ao espaço por nossos próprios meios, uma tecnologia viável e que se tiver recursos, boa gestão e cobrança por resultados, nos dará uma outra opção tecnológica trazendo também grande desenvolvimento ao estado do Rio Grande do Norte.

Duda Falcão

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Marte en El Nordeste de Brasil

Hola lector!

El sitio uruguayo "El Observador" destacó el día 03/03 a la iniciativa (ya abordada aquí en el blog - vea aquí) del Prof. Julio Rezende que creó un hábitat marciano en la región semiárida del Nordeste brasileño.

Duda Falcão

CIENCIA – INVESTIGACIÓN

Marte  en El Nordeste de Brasil

En un paisaje semiárido se construyó Hábitat Marte, la primera estación
de investigación sobre el planeta del Sur que también busca
combatir el cambio climático en la Tierra

Por María de los Ángeles Orfila
03 de marzo de 2019 a las 05:00

Hábitat Marte.

Julio Rezende arma su itinerario – por ahora –imaginario: las cuevas de las Siete Hermanas en las laderas de Arsia Mons, el Valles Marineris, el Monte Olimpo y los polos sur y norte. No habla de su país – Brasil – ni de su planeta, sino de uno que desearía (y se prepara para) visitar: Marte. “Al llegar realizaria atividades extravehiculares y turismo marciano”, dijo com seguridade a Cromo.

Este professor de la Universidad de Rio Grande do Norte (UFRN) ya pisó um terreno similar. Pasó dos semanas en la Mars Desert Research Station (MDRS, la pioneira, ubicada em Utah, EEUU), un hábitat de simulación para la exploración superficial de Marte. De ahí salió com una idea: construir la primera en su tipo em América Latina. Y lo hizo. ¨En breve la espécie humana habitará más de un planeta”, afirmo. Más vale entonces estar preparado.

Rezende llegará a Uruguay en marzo para participar de la Campus Party, un festival de innovación y tecnologia que tendrá lugar en Punta del Este, donde contará la historia de Hábitat Marte.

Esta estación está ubicada en la zona rural de Caiçara do Rio do Vento, a 100 kilómetros de Natal. No obstante, el paisaje es muy distinto al de esse destino de playa: allí es un terreno semiárido, salpicado com cactos y arbustos, com una média pluviométrica de 520 milímetros al año, repartidos, fundamentalmente entre marzo y abril. Como referencia, la precipitación media de Montevideo es de 933 milímetros.

Hábitat Marte.

“La región há vivido una severa sequía em los últimos siete años, condición que há motivado la creación del Hábitat Marte, para investigar el desarrollo de hábitats autosostenibles que se ocupan de las amenazas del cambio climático”, explico Rezende en entrevista con Cromo.

Em 2018 se duplicaron las estaciones marcianas en la Tierra. Ya existían la MDRS, la Hawaii Space Exoloration Analog Simulation y la HI-Seas and Flashline Mars Arctic Research Station (en Nunavut, Canadá). A estas se sumaron Hábitar Marte, la Desert Mars Analog Ramon Station (ubicada en el desierto del Néguev, Israel) y la AMADEE-18 (en Omán).

“Los hábitats lunares y en Marte necesariamente tendrán que funcionar de modo autosustentable. Esto significa: reciclar los resíduos, reaprovechar el alcantarillado, generar energia y almacenarla y producir alimento. La preparación implica mucha investigación y em esse sentido los h´bitats análogos a Marte, como el Hábitat Marte, pueden ser muy útiles”, señaló.

Aquí las misiones se realizan durante 48 horas con equipos de entre três y cinco participantes. Las misiones en Utah, Hawaii o Canadá duran hasta 80 días, pero un proyecto  em la islã se prolongó hasta un año.

Hábitat Marte.

En cada misión se recolectan muestras de suelo y minerales, se practican observaciones astronómicas, se evalúan los sistemas de apoyo a la vida, se prueban los trajes espaciales – en Hábitar Marte se usan unos cascos de moto adaptados – y se analizan los aspectos de comportamiento y humor de los integrantes, entre otras tareas.

Los miembros de la tripulación no pueden abandonar el recinto sin trajes espaciales, se enfrentan a un bloqueo total de las comunicaciones con el exterior, el agua es limitada y la alimentación es, en parte, “experimental”. Así lo indicó Rezende: “Son nuevos alimentos que estamos probando. Alimentos hechos con plantas como la moringa – un árbol originário de India que es una de las fuentes naturales más importantes de vitaminas y minerales – y alimentos liofilizados – es decir, deshidratados -.

Desde el inicio de la operación de Hábitat Marte, en diciembre de 2017, se desarrollaron varias tecnologias: un traje espacial con un módulo autónomo de enfriamiento sostenible, un sistema hidropônico de irrigación, un invernadero, una câmara de descompresión; además de protocolos sanitários y de seguridad y rutinas espaciales.

El Viaje

¿Qué opina Julio Rezende sobre los planes de ELON Musk para colonizar Marte? “El emprendedor presenta el escenario de que pronto nos convertiremos en una espécie multiplanetaria. Y eso es algo paradigmático”, dijo a Cromo. Tal como el CEO de SpaceX, Rezende sostiene que la espécie humana habitará Marte en las próximas décadas. La idea de Musk incluye una flota de naves espaciales reutilizables que transportarán a los humanos a un costo de US$ 100 mil por persona.

El equipo de la estación tiene previsto realizar 12 misiones durante este año. Pero la más difícil no implica ninguna tarea en el laboratório, sino que se trata de conseguir financiamiento. Una inversión hasta ahora postergada es la instalación de paneles solares.

“El desafío es tener un ambiente vibrante con la participación del Estado y de la sociedad, con uno cooperando con el outro para el desarrollo de una sociedad enfocada en innovación, teniendo el espacio como un área como puerta de entrada para importantes carreras académicas y profesionales”, dijo Rezende.

Hábitat Marte.

También Para Este Planeta

Desde la segunda misión, realizada en enero de 2018, se há investigado como el Hábitat Marte podría colaborar con los Objetivos del Desarrollo Sostenible, en particular los relacionados con el agua potable y el saneamiento. Y eso no es para el planeta rojo, sino para las regiones semiáridas y áridas que no tienen el mismo color que el planeta azul. En este aspecto, las misiones se concentran en desarrolhar técnicas, procedimientos  y tecnologias de reutilización del agua. Por ejemplo, en  la estación se utiliza tambien la moringa para limpiar el agua. Un protótipo de purificador será probado en marzo. Además, la tripulación debe seguir un estricto protocolo que indica usar toallitas húmedas o de papel para lavar los platôs o no afeitarse todos los días.


Fuente: Website El Observador - https://www.elobservador.com.uy

Comentário:  Pois é leitor, o Professor Julio Rezende está de parabéns pelo seu esforço e iniciativa, e por este reconhecimento internacional. Agora a nossa Agencia Espacial precisa tomar conhecimento desse projeto, bem como apoia-lo no que for possível, não só pelo seu aspecto educativo e científico, bem como também pelo fato de que num futuro (quem sabe em médio prazo) espaços como esses serão muito uteis para formação de nosso Corpo de Brasonautas.