domingo, 14 de fevereiro de 2016

A Visiona de Olho na Terra

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo publicado na edição de n.º 143, de janeiro de 2016, da Revista Tecnologia e Defesa  (T&D), e postado dia (12/02) no “Blog Panorama Espacial” do companheiro André Mileski.

Duda Falcão

A Visiona de Olho na Terra

Ivan Plavetz
Revista T&D
Edição de n.º 143
Janeiro de 2016

Sensoriamento remoto através de satélites é, atualmente, um instrumento de grande valor técnico, científico e estratégico em muitas áreas da atividade humana, entre elas, cartografia plana e 3D, monitoramento e proteção ambiental, prospecção de jazidas minerais, acompanhamento da evolução urbanística das cidades, inspeção e avaliação de mananciais hídricos, chegando até aos levantamentos de interesse militar (inteligência, monitoramento marítimo e mapeamento de terrenos). De olho nesse mercado, a brasileira Visiona Tecnologia Espacial acaba de lançar um projeto de prestação de serviços nessa área.

A Demanda

A Visiona Tecnologia Espacial, uma empresa do grupo Embraer e Telebras, foi criada há três anos como integradora de satélites. Em nível mundial, como negócio, cerca de 80% dessa atividade depende e é desenvolvida com apoio governamental, sendo que no Brasil isso acontece da mesma forma. De acordo com Eduardo Bonini, seu presidente, em conversa com a reportagem de T&D, paralelamente à expectativa de oferecer soluções de construção e integração de satélites, a companhia decidiu seguir um modelo de negócio consagrado entre fabricantes espalhados ao redor do mundo. Os fabricantes de satélites também oferecem prestação de serviços usando esses veículos espaciais, sejam eles de comunicações ou de observação terrestre, entre outras aplicações.

Alinhando-se a esse modelo, a Visiona optou por entrar em um negócio que não depende de projetos esporádicos como a integração. Um projeto de satélite leva ao redor de três a três anos e meio. Como a empresa precisa de fontes contínuas de renda, ela definiu o lançamento de um serviço de fornecimento e análise de imagens com o objetivo de desenvolver grandes planos para sensoriamento remoto no Brasil e países vizinhos.

Para tanto, a Visiona estudou cuidadosamente a contratação de parceiros e suas respectivas constelações de satélites já em operação. A empresa já sabia que seus proprietários atuam de forma global, entretanto, conseguiu concessões para aplicações sobre solo brasileiro, latino-americano e algumas regiões da África. Para Bonini, desenvolver negócios nesses mercados dependerá da capacidade da empresa, contudo, ele considera o Brasil o grande foco desse nicho, pois as necessidades são muito maiores do que já está sendo feito no País e há boas chances de sucesso.

Com base em recente estimativa divulgada por fontes governamentais, o Brasil gasta por ano cerca de R$ 100 milhões em atividades de imageamento específicas para sensoriamento remoto. A despeito do ainda baixo nível de emprego dessa ferramenta por aqui, existe um crescimento mundial de 10% ao ano correspondente ao emprego dessa tecnologia, o que demonstra o significativo potencial de mercado existente e a viabilidade de explorá-lo, estimando-se que daqui a 10 anos poderá estar movimentando anualmente no País em torno de R$ 200 milhões.

A Visiona, segundo Bonini, possui uma visão de mercado que prevê uma grande demanda por sensoriamento remoto não somente por satélites dotados de sensores ópticos, mas, também por radar. A gama de aplicações é vasta, incluindo planejamento territorial, levantamentos nos campos da energia, agrícola, agropecuária e florestal e controle de fronteiras, bem como prevenção, acompanhamento e avaliação de consequências de desastres naturais. Portanto, em função desse volume de aplicações e as dimensões do território brasileiro, cabe o uso de uma ampla constelação de satélites de observação.

Parcerias e Constelação

Para desenvolver seu projeto, a empresa firmou acordos de distribuição de imagens com alguns dos principais operadores de satélites de observação da Terra: Grupo Airbus, a norte-americana DigitalGlobe, a japonesa Restec, e a sul-coreana SI Imaging Services.

Por meio dos acordos firmados com essas corporações, a Visiona formou uma constelação virtual de satélites, ou seja, cada uma das empresas parceiras possui a sua constelação de satélites, sendo que cada uma delas irá fornecer de forma independente imagens para a Visiona. Dessa forma, será possível obter um conjunto de imagens com características únicas do mesmo assunto a partir de satélites de constelações diferentes, resultando na capacidade de coletar grandes volumes de imagens com altas taxas de revisita (as quais podem ser diárias), ou seja, o cliente tem a seu dispor imagens registradas em intervalos de tempo de acordo com suas necessidades. A grande diversidade dos sensores presentes nessa constelação permitirá que a empresa forneça soluções superiores para as mais variadas aplicações de sensoriamento remoto, enfatizou Bonini.

No total, a empresa terá acesso unificado a uma constelação composta por 22 satélites (ver box) que percorrem orbitas circulares baixas com menos de 2.000 km de altitude (LEO - Low Earth Orbit), sendo 18 deles dotados de sistemas de sensores ópticos capazes de gerar imagens pancromáticas e multiespectrais de média, alta e altíssima resolução espacial, com várias faixas de cobertura de terreno, isso com resoluções de 31 centímetros a 22 metros, e três satélites com capacidade de sensoriamento por radar SAR com resoluções de 25 cm a 95 m que funcionam nas Bandas X e L, esta última tecnologia única no mundo, particularmente importante para atendimento dos requisitos legais e técnicos do monitoramento ambiental do País. “Poucas empresas no mundo conseguiram montar uma constelação virtual com esta capacidade. Esses satélites representam o que há de mais moderno atualmente”, destacou o presidente da Visiona.

Bonini ressaltou que tão importante quanto conseguir esses acordos para a composição da constelação virtual são os investimentos feitos na equipe brasileira. Para que as imagens recebidas tenham valor agregado precisam ser trabalhadas para que forneçam exatamente as informações que o cliente necessita. Isso depende de especialistas e a Visiona foi buscá-los, trazendo o que há de melhor em experiência, não só em termos de habilidade comercial, mas também para processamento e interpretação das imagens. A equipe será composta por engenheiros, geólogos e profissionais de outras especialidades aplicáveis na atividade, graduados nos níveis de mestrado e doutorado.

Em conjunto com a Bradar, empresa do grupo Embraer voltada ao sensoriamento remoto através de equipamentos de radar SAR aerotransportados, a Visiona passará a fornecer soluções hibridas empregando sensores embarcados em aviões e satélites, entregando serviços de alto valor agregado como mapas temáticos e de detecção de mudanças. Poderá, ainda ocorrer associações com outras empresas que já atuam no Brasil com objetivo de desenvolver novas soluções e promover a adoção de tecnologias de sensoriamento de modo a fomentar o surgimento de programas de satélites nacionais.

Amazônia SAR e o CBERS

Entre os projetos que a empresa tem condições de abraçar fi gura o Amazônia SAR, que envolverá satélites dotados de sensores radar tipo SAR, mais eficiente para o monitoramento daquela região com constante presença de nuvens, e reduzem o desempenho dos sensores ópticos. Esse tipo de sensor pode não só ver o que há abaixo dessas formações atmosféricas, mas o que a vegetação esconde abaixo da copa das árvores, por exemplo. Um ponto de destaque do Projeto Amazônia SAR é a possibilidade futura de um satélite nacional empregando tecnologias já desenvolvidas no Brasil e contanto com parcerias internacionais. O emprego da constelação de satélites já existente é imediata, enquanto o desenvolvimento de um satélite brasileiro deverá levar em torno de quatro anos.

Com relação aos satélites de sensoriamento remoto sino-brasileiros da família CBERS, a Visiona poderá complementar os serviços que prestam para as instituições que se servem das imagens coletadas por esses satélites. Os CBERS são satélites dotados de sensores ópticos de baixa resolução e a complementação se daria também com imagens fornecidas pelos satélites radares da constelação virtual contratada pela Visiona durante períodos nos quais as áreas de interesse estiverem “opticamente inacessíveis”, Além disso, considera-se também a periodicidade das passagens do CBERS pelos mesmos pontos da superfície terrestre (26 dias para o CBERS-4 completar um ciclo) em comparação com os curtos ciclos de revisita disponibilizados pelo sistema de satélites empregado pela Visiona.

Em termos de integração, a empresa trabalha no sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que vai atender às necessidades de comunicação via satélite do Governo Federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e um amplo espectro de comunicações estratégicas de defesa. Ela tem também meta de atuar como integradora de satélites no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE/AEB) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE/FAB).

Expectativas

Segundo informou Bonini, no Brasil existem muitas carências em torno do desenvolvimento da soberania em relação ao espaço. Essa forma de começar a trabalhar, ou seja, fornecendo imagens e oferecendo a parte de sensoriamento, é uma primeira aproximação com os clientes brasileiros que poderiam, mais tarde, através de vários demandantes e ministérios que utilizam imagens coletadas por satélites, trabalharem em sinergia no âmbito de projetos de satélites nacionais, tanto ópticos quanto dotados de sensor-radar. “Sabemos hoje que a demanda da área de defesa por um satélite de observação com uma câmera de 1 metro de resolução é muito importante”, disse. Ele ponderou que se esse investimento é grande demais, pode ser dividido, por exemplo, entre os Ministérios da Defesa, do Meio Ambiente, da Agricultura, e outros, sendo que essa cooperação entre instituições oficiais que demandam essas imagens, incluindo compartilhamento de investimentos, iria resultar em benefícios coletivos decorrente da aplicação dessa tecnologia por meio de satélites nacionais, criando a oportunidade de elevar o Brasil para outros níveis no desenvolvimento de satélites e exploração do espaço.

Em síntese, a Visiona trabalha com perspectivas de longo prazo. Neste primeiro momento, conta com um banco de imagens coletadas por cada constelação dos seus parceiros internacionais, e estão sendo armazenadas independentemente se serão usadas ou não. Há também um banco de imagens gerados pela Bradar. A Visiona esta preparada para editoração desses acervos para atender potenciais clientes. O que interessa nessas imagens é o histórico nelas contidos, ou seja, a possibilidade de, por comparação com as atuais, acompanhar a evolução de desmatamentos. A empresa dispõe de ferramentas para a obtenção e arquivamento de imagens e seu processamento, acrescentando o valor das interpretações dos especialistas.

Os planos são para ir mais longe atingindo a capacidade de obter imagens diretamente das constelações, agilizando o processo e permitindo o seu controle pela Visiona, o que vai requerer infraestrutura incluindo antenas de múltiplo espectro cuja integração careceria de investimentos da ordem de R$ 15 a 20 milhões. Numa etapa mais avançada, o ideal seria integração de satélites nacionais no sistema, podendo, juntamente com organismos estatais, os quais teriam a propriedade dos mesmos, explorar a geração de imagens para um leque total de atendimento.



Fonte: Blog Panorama Espacial - http://panoramaespacial.blogspot.com.br/

INPE Participa do LIGO, Projeto Que Detectou as Ondas Gravitacionais Previstas Por Einstein

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (12/02) no site do “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)” destacando que o instituto participou do LIGO, projeto que detectou as Ondas Gravitacionais previstas por Einstein.

Duda Falcão

INPE Participa do LIGO, Projeto Que Detectou
as Ondas Gravitacionais Previstas Por Einstein

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016

Pela primeira vez, cientistas observaram ondulações no tecido do espaço-tempo, chamadas de ondas gravitacionais, chegando na Terra de um evento cataclísmico no universo distante. Isto confirma uma das principais previsões da teoria da relatividade de Einstein de 1915 e abre, sem precedentes, uma nova janela para o cosmos.


As ondas gravitacionais foram detectadas em 14 de setembro de 2015, às 6h51 (horário de Brasília) pelos detectores gêmeos do Observatório Interferométrico de Ondas Gravitacionais LIGO (do inglês Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory), localizados em Livingston, Louisiana, e Hanford, Washington, nos Estados Unidos.

Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), trabalharam na colaboração LIGO que inaugurou uma nova etapa para a ciência por meio da observação de ondas gravitacionais de buracos negros em colisão.

Ondas gravitacionais carregam informação acerca das suas origens dramáticas e sobre a natureza da gravidade que não podem ser obtidas de outra forma. Físicos concluíram que as ondas gravitacionais detectadas foram produzidas durante uma fração de segundo final da fusão de dois buracos negros que geraram um único e mais massivo buraco negro em rotação. Esta colisão de dois buracos negros tinha sido prevista, mas nunca observada.

Os observatórios LIGO são financiados pela Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NSF, na sigla em inglês) e foram concebidos, construídos e são operados pelos institutos de Tecnologia da Califórnia e de Massachusetts (Caltech e MIT, em inglês). A descoberta, aceita para publicação no jornal científico Physical Review Letters, foi feita pela Colaboração LIGO (a qual inclui a Colaboração GEO600 e o Consórcio Australiano de Astronomia Interferométrica Gravitacional) e a Colaboração Virgo utilizando dados dos dois detectores LIGO.

“O sinal de ondas gravitacionais foram detectados quase simultaneamente (a frente da onda chegou primeiro no da Louisiana e 7,3 milésimos de segundo depois no de Washington) durante cerca de 0,2 segundos de duração. Ao analisar os dados registrados em ambos observatórios utilizando tempo GPS, para haver precisão na confirmação da coincidência dos dois sinais, concluiu-se que se tratava do sinal dos últimos 0,2 segundos de órbita de dois buracos negros com massas iguais, respectivamente, a 29 e 36 vezes a massa do Sol, seguida da colisão deles e formação de um único buraco negro de massa igual a 62 vezes a massa do Sol”, explica Odylio Aguiar, pesquisador que coordena os estudos sobre ondas gravitacionais no INPE. “Os dados indicam uma maior probabilidade para que este evento tenha ocorrido em uma região do céu no hemisfério sul, a uma distância aproximada de 1,3 bilhões de anos-luz da Terra (um ano-luz é a distancia que a luz percorre em um ano, com a velocidade de 300 mil km/s)”.

De acordo com a relatividade geral, um par de buracos negros orbitando entre si perde energia através da emissão de ondas gravitacionais, fazendo-os se aproximarem gradativamente ao longo de bilhões de anos e bem mais rápido nos minutos finais. Durante a fração final de segundo, os buracos negros colidem um contra o outro com velocidade aproximadamente igual à metade da velocidade da luz e formam um buraco negro mais massivo, convertendo em energia uma porção da massa total do par, de acordo com a fórmula de Einstein E=mc2. No caso do sistema descoberto, cerca de três vezes a massa do Sol foram convertidas, de forma explosiva, em energia na forma de ondas gravitacionais. Foram estas ondas gravitacionais que o LIGO observou.

A existência de ondas gravitacionais foi demonstrada pela primeira vez por Russel Hulse e Joseph Taylor Jr., que descobriram em 1974 um sistema binário composto por um pulsar em órbita em torno de uma estrela de nêutrons. Ao longo dos anos seguintes eles constataram que a órbita do pulsar estava diminuindo lentamente por causa da perda de energia na forma de ondas gravitacionais. Pelo trabalho deles, Hulse e Taylor receberam o prêmio Nobel de Física de 1993. Este sistema descoberto por eles vai também se fundir, formando um único buraco negro, mas somente daqui a cerca de 300 milhões de anos.

“Com esta descoberta, fica confirmada por detecção direta a existência de ondas gravitacionais, a existência de buracos negros e a coalescência deles em sistemas binários (formados por dois deles). Tudo isto, coincidentemente cerca de 100 anos depois da apresentação da Teoria da Relatividade Geral por Einstein e da sua previsão da existência dessas ondas gravitacionais”, diz o pesquisador do INPE.

“Esta detecção inaugura uma nova era: o campo da astronomia de ondas gravitacionais é agora uma realidade”, declarou Gabriela Gonzalez, física da Universidade da Louisiana e porta-voz da colaboração científica LIGO durante o anúncio à imprensa nesta quinta-feira (11/2), em Washington.

O pesquisador do INPE informa que a antena Schenberg (detector brasileiro de ondas gravitacionais) será transferida para o Instituto neste ano. “Pretendemos melhorar a sua sensibilidade para poder detectar. Nas últimas corrida de outubro novembro de 2015 conseguimos chegar a um fator de 5 da sensibilidade de projeto a 5K. Também estamos em entendimentos com argentinos e mexicanos para a proposta de construção na América do Sul de um interferômetro subterrâneo e de espelhos resfriados, o qual entraria em funcionamento depois de 2030”, informa Odylio Aguiar.

Também participam do projeto LIGO no INPE os pesquisadores Marcos André Okada, César Augusto Costa, Márcio Constâncio Jr, Elvis Camilo Ferreira e Allan Douglas dos Santos Silva.

A pesquisa é realizada pela Colaboração Científica LIGO (LSC), um grupo de mais de mil cientistas de universidades espalhadas nos Estados Unidos e em 14 outros países. Mais de 90 universidades e institutos de pesquisa na LSC desenvolvem tecnologia de detecção e analisam dados; aproximadamente 250 estudantes são fortes membros contribuintes da colaboração.

A rede de detecção da LSC inclui os interferômetros LIGO e o detector GEO600. Da equipe do GEO participam cientistas do Instituto Max Planck de Física Gravitacional - Instituto Albert Einstein (AEI), da Universidade Leibniz Hannover, junto com parceiros da Universidade de Glasgow, da Universidade de Cardiff, da Universidade de Birmingham, de outras universidades no Reino Unido, e da Universidade das Ilhas Baleares na Espanha.

O Brasil na Descoberta

Existem dois grupos no Brasil, ambos no estado de São Paulo, que participam oficialmente da LSC. O primeiro deles está na Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e conta com seis membros, e o outro no Instituto de Pesquisa Fundamental da América do Sul, filiado ao Centro Internacional de Física Teórica (ICTP), da UNESP, na cidade de São Paulo.

O grupo do INPE, dirigido por Odylio Aguiar e César Costa, trabalha no aperfeiçoamento da instrumentação de isolamento vibracional do LIGO, na sua futura operação com espelhos resfriados e na caracterização dos detectores, buscando determinar as suas fontes de ruído e a minimização dos seus efeitos nos dados coletados, permitindo que sinais de ondas gravitacionais fortes sejam mais facilmente localizados nos dados. Já o grupo da UNESP, dirigido por Riccardo Sturani, trabalha na modelagem e análise dos dados de sinais de sistemas estelares binários coalescentes.

Cooperação Científica

O LIGO foi originalmente proposto como meio de detectar estas ondas gravitacionais nos anos 1980 por Rainer Weiss, professor de física, emérito, do MIT; Kip Thorne, Professor Richard P. Feynman de Física Teórica da Caltech, emérito; e Ronald Drever, professor de física, emérito, também da Caltech.

A pesquisa no Virgo é realizada pela Colaboração Cientifica Virgo, um grupo de mais de 250 físicos e engenheiros pertencentes a 19 laboratórios europeus diferentes, 6 do Centro Nacional de Pesquisa Científica (sigla CNRS em francês) na França, 8 do Instituto Nacional de Física Nuclear (sigla INFN em italiano) na Itália, 2 na Holanda com o Nikhef, o Instituto Wigner RCP na Hungria, o grupo POLGRAW na Polônia e o Observatório Gravitacional  Europeu (sigla EGO em inglês), o laboratório que abriga o interferômetro Virgo, próximo de Pisa, na Itália.

A descoberta se tornou possível pelas capacidades aprimoradas do LIGO Avançado, uma versão aperfeiçoada do instrumento com uma sensibilidade muito maior que a primeira geração de detectores LIGO, permitindo um grande aumento do volume do universo pesquisado—e a descoberta de ondas gravitacionais durante a sua primeira corrida observacional. A Fundação Nacional de Ciências dos EUA lidera o suporte financeiro do LIGO Avançado. Organizações financeiras na Alemanha (Sociedade Max Planck), no Reino Unido (Conselho de Ciência e Facilidades Tecnológicas (sigla STFC em inglês) e na Austrália (Conselho Australiano de Pesquisa) também fizeram contribuições significativas ao projeto. Várias das tecnologias-chave que fizeram do LIGO Avançado tão mais sensível foram desenvolvidas e testadas pela colaboração GEO alemã-britânica. Recursos computacionais significativos vem sendo feitos pelo cluster Atlas do AEI, pelo laboratório LIGO, pela Universidade de Syracuse e pela Universidade de Wisconsin Milwaukee. Várias universidades projetaram, construíram e testaram componentes-chave para o LIGO Avançado: A Universidade Nacional Australiana,  a Universidade de Adelaide, a Universidade da Flórida, a Universidade de Stanford, a Universidade Columbia de Nova York e a Universidade Estadual da Louisiana.




Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - http://www.inpe.br/

Nova Atualização de Nossas Campanhas

Olá leitor!

Devido as minhas férias no período de Carnaval estou postando somente neste Domingo (14/02) as atualizações de nossas campanhas em curso da Quinta-Feira (11/02).

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até esta semana 11 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto JupiterUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo). Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS: Continuo esperando que os 11 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Agora leitor, em relação á “Campanha de Manutenção do Blog”, infelizmente apenas quatro colaboradores finalizaram as suas contribuições no mês de fevereiro no vakinha.com.br. Eles foram:

1 - Antonio Carlos Foltran
2 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
3 - Fabrício Kucinskis (INPE)
4 - Leo Nivaldo Sandoli

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelolink: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir dessa semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

Situação do Setor Aeroespacial Será Debatida na Comissão de Ciência e Tecnologia

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (11/02) no site da “Agência Senado” destacando que a situação do Setor Aeroespacial será debatida na próxima Terça-feira (16/02) na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT).

Duda Falcão

Home - Matérias – Comissões - Tecnologia

Situação do Setor Aeroespacial Será
Debatida na Comissão de Ciência e Tecnologia

Agência Senado
Da Redação
11/02/2016 - 15h48
Atualizado em 12/02/2016 - 17h50

Foto: Embraer

A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) fará na próxima terça-feira (16) sua primeira audiência pública do ano. A pedido dos senadores Lasier Martins (PDT-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF), autoridades e especialistas da área vão debater a situação do setor aeroespacial brasileiro, a partir das 9h.

Os parlamentares querem saber como a crise econômica tem impactado o segmento, que foi responsável em 2014 por receitas de US$ 6,4 bilhões e pela geração de 24 mil empregos diretos.

"É preciso examinar quais programas do governo federal relacionados ao setor precisam ser estimulados. É preocupante, por exemplo, a situação do veículo lançador nacional de satélites, que se encontra em compasso de espera há vários anos", dizem os senadores no requerimento que deu origem à audiência.

Para eles, é necessário fortalecer as empresas já existentes, bem como estabelecer estímulos para que novas companhias se instalem e passem a funcionar no Brasil.

Foram convidados o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho; o diretor-presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), Walter Bartels; o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); Leonel Fernando Perondi; o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Herbert Claros da Silva; e um representante do Ministério da Defesa.


COMO ACOMPANHAR E PARTICIPAR


Portal e-Cidadania: www.senado.gov.br/ecidadania

Alô Senado (0800-612211)


Fonte: Site da Agência Senado - http://www12.senado.leg.br/

Comentário: Pois é, vamos para mais uma palhaçada infrutífera e custosa para os nossos bolsos, protagonizada por esse vendedores de ilusão. Fazer o que? Aproveitamos para agradecer ao leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio desta notícia.

Brasileiros Integram Consórcio Que Observou Ondas Gravitacionais e Buracos Negros

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo postado hoje (11/02) no site da “Agência FAPESP” destacando cientistas brasileiros integraram Consórcio que observou Ondas Gravitacionais e Buracos Negros.

Duda Falcão

Notícias

Brasileiros Integram Consórcio Que Observou Ondas Gravitacionais e Buracos Negros

Elton Alisson
Agência FAPESP
11 de fevereiro de 2016

(Imagem: LIGO)
Descobertas abrem novas perspectivas para o estudo do Universo.
Projeto de colaboração internacional teve apoio da FAPESP.

Após uma série de rumores nos últimos meses, um consórcio internacional de cientistas, integrado por pesquisadores do Brasil, confirmou ontem (11/02) ter feito a primeira detecção direta de ondas gravitacionais – oscilações do espaço-tempo previstas por Albert Einstein (1879 –1955) há um século – geradas pela colisão e fusão de dois buracos negros.

O anúncio foi feito por cientistas do projeto Ligo (sigla em inglês de Laser Interferometer Gravitacional-wave Observatory) em uma coletiva de imprensa promovida pela National Science Foundation (NSF) em Washington, nos Estados Unidos, e publicado em um artigo na revista Physical Review Letters.

A colaboração científica reúne mais de mil cientistas de mais de 90 universidades e instituições de pesquisa de 15 países, além dos Estados Unidos.

Entre os participantes do projeto estão Odylio Denys de Aguiar, Marcio Constâncio Júnior, César Augusto Costa, Allan Douglas dos Santos Silva, Elvis Camilo Ferreira e Marcos André Okada, todos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e Riccardo Sturani, pesquisador do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (IFT-UNESP).

Os pesquisadores do Brasil participam da colaboração científica Ligo por meio de projetos apoiados pela FAPESP.

“Senhoras e senhores, nós detectamos ondas gravitacionais. Nós conseguimos”, anunciou David Reitze, diretor executivo do projeto Ligo, durante o evento.

Usando detectores gêmeos do projeto Ligo, situados um em Livingston, em Louisiana, e o outro em Hanford, em Washington, nos Estados Unidos – a três mil quilômetros de distância um do outro –, os pesquisadores afirmaram ter observado, pela primeira vez, ondas gravitacionais a partir de um evento cataclísmico, denominado GW 150914, em uma galáxia distante mais de 1 bilhão de anos-luz da Terra.

As ondas gravitacionais foram detectadas em 14 de setembro de 2015, às 6h51 no horário de Brasília, pelos detectores do Ligo.

Os pesquisadores afirmaram que as ondas gravitacionais foram produzidas durante os momentos finais da fusão de dois buracos negros que giraram um em torno do outro, como dois piões, irradiando energia como ondas gravitacionais.

Essas ondas gravitacionais têm um som característico, chamado de sinal sonoro, que pode ser usado para medir as massas de dois objetos.

Após girarem em torno um do outro, os dois buracos negros se fundiram em um único e mais massivo buraco negro em rotação.

Eles estimam que a energia de pico liberada sob a forma de ondas gravitacionais durante os momentos finais da fusão dos buracos negros foi dez vezes maior do que a luminosidade combinada (a taxa na qual a energia é liberada como luz) de todas as galáxias no Universo observável.

“Foi a primeira vez que isso foi observado”, afirmou Reitze. “Os buracos negros têm apenas 150 quilômetros de diâmetro, mas 30 vezes a massa do Sol. Quando se fundem há uma grande explosão de ondas gravitacionais”, explicou.

Sistema de Detecção

Causadas por alguns dos fenômenos mais violentos do Cosmos, como colisões e fusões de estrelas massivas compactas, a existência das ondas gravitacionais foi prevista por Einstein, em 1915, em sua Teoria da Relatividade Geral.

O cientista postulou que objetos massivos acelerados distorciam o espaço-tempo, produzindo mudanças no campo gravitacional – as ondas gravitacionais – que se deslocam para fora da massa e viajam à velocidade da luz através do Universo, levando informações sobre suas origens, além de pistas valiosas sobre a natureza da própria gravidade.

Essas ondas gravitacionais, contudo, têm amplitude um milhão de vezes menor do que o diâmetro de um próton e chegam à Terra com uma amplitude muito pequena.

A fim de tentar detectar e localizar fontes de ondas gravitacionais, os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como interferometria a laser, que utiliza detectores distantes entre si para medir as diferenças das observações.

Dessa forma, por meio dos detectores do Ligo – que foram desenvolvidos e são operados pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e o California Institute of Technology (Caltech), ambos dos Estados Unidos –, eles conseguiram observar as ondas gravitacionais produzidas pela colisão e fusão de dois buracos negros há cerca de 1,3 bilhão de anos-luz da Terra que foram convertidas em trechos de som.

“Essa primeira observação das ondas gravitacionais abre uma nova janela de observação do Universo e marca o início de uma nova era na pesquisa em Astronomia e Astrofísica”, avaliou César Augusto Costa, pesquisador do INPE.

O grupo de pesquisadores do INPE, liderado por Aguiar, trabalha no aperfeiçoamento da instrumentação de isolamento vibracional do Ligo, que irá operar com espelhos resfriados, e na caracterização dos detectores, buscando determinar fontes de ruído.

Já o grupo do IFT-UNESP, dirigido por Sturani, trabalha na modelagem e análise dos dados de sinais de sistemas estelares binários coascentes.

A modelagem é particularmente importante porque as ondas gravitacionais têm interação muito fraca com toda a matéria, tornando necessários, além de detectores de alto desempenho, técnicas de análises eficazes e uma modelagem teórica precisa dos sinais, explicou Sturani.

“Essa primeira observação de ondas gravitacionais pelo Ligo é resultado de uma tomada de dados que ocorreu entre agosto e setembro do ano passado. A última tomada de dados terminou agora em janeiro e a análise completa deverá ser publicada em abril”, disse.

Além do artigo na  revista Physical Review Letters, os pesquisadores devem publicar nos próximos meses mais doze outros resultados da colaboração.

O artigo Observation of Gravitational Waves from a Binary Black Hole Merger (doi: http://dx.doi.org/10.1103/PhysRevLett.116.061102), da LIGO Scientific Collaboration e Virgo Collaboration, pode ser lido em http://link.aps.org/doi/10.1103/PhysRevLett.116.061102.

(imagem: NASA Ames Research Center/PRL)
Simulações numéricas das ondas gravitacionais emitidas pela
fusão de dois buracos negros. Os contornos coloridos em torno
de cada buraco negro representam a amplitude da radiação
gravitacional, as linhas azuis representam as órbitas
dos buracos negros  e, as setas verdes, suas rotações.
(Foto: NSF)
Vista aérea do detector LIGO em Hanford, Washington.
Veja abaixo a reportagem da Agência AFP de 11/02:




Veja abaixo as reportagens da TV Brasil de 11 e 12/02:



Veja abaixo as reportagens do Canal Euronews de 12/02 em Português:



A TV Publica Argentina Vision 7 também apresentou uma reportagem sobre esta descoberta em 12/02:


Fonte: Site da Agência FAPESP

Comentário: Simplesmente fantástico. Há anos que se tenta comprovar a existência dessas Ondas Gravitacionais previstas por Albert Einstein, inclusive aqui no Brasil, como se pode notar pela matéria acima. Aproveito para agradecer ao leitor Jahyr Jesus Brito pelo envio dos vídeos acima.

INPE, FAPESP e FINEP Apresentam Detalhes de Edital de Subvenção Para o Setor de Aplicações Espaciais

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (10/02) no site do “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)” destacando que o instituto, a FAPESP e a FINEP apresentaram detalhes do Edital de Subvenção Para o Setor de Aplicações Espaciais.

Duda Falcão

INPE, FAPESP e FINEP Apresentam
Detalhes de Edital de Subvenção
Para o Setor de Aplicações Espaciais

Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

Os conceitos, propósitos, metodologia e processos de avaliação dos projetos submetidos à chamada “PIPE/PAPPE Subvenção para o Desenvolvimento de Tecnologias e Produtos para Aplicações Espaciais”foram apresentados a empresários e profissionais do setor, no dia 3 de fevereiro, durante reunião na sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). As regras do edital foram detalhadas por Lúcio Angnes, coordenador da FAPESP.

A programação incluiu também apresentação do analista da área de Produtos Financeiros Descentralizados da FINEP, Renato Cislaghi, sobre o programa Inovacred, destinado a financiar empresas para aplicação no desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços, bem como no aprimoramento dos já existentes, inovação em marketing ou inovação organizacional, no ambiente produtivo ou social. As apresentações foram precedidas de breve explicação do Dr. Milton Chagas, do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do INPE, sobre os desafios tecnológicos e o método de trabalho da chamada PIPE/PAPPE.

O evento, que teve a participação de 80 convidados, teve como objetivo facilitar o acesso dos interessados ao edital, esclarecer dúvidas e oferecer aos candidatos melhores condições para apresentar propostas bem estruturadas e com todas as informações necessárias para uma tramitação ágil.

Os principais temas do PIPE/PAPPE Subvenção são: instrumentos embarcados da missão EQUARS; eletrônica e óptica espacial; propulsão; transponder digital e antena; suprimento de energia; integração de sistemas; controle de atitude e órbita.

Os recursos alocados para financiamento são da ordem de R$ 25 milhões, sendo 50% com recursos da FINEP e 50% com recursos da FAPESP. Essa Fase 3 do Programa PIPE visa ao desenvolvimento industrial e à comercialização pioneira. O apoio tem duração de 24 meses e o valor máximo previsto por projeto é de até R$ 1,5 milhão. O investimento não é reembolsável.

Como resultado, a FAPESP e a FINEP esperam proporcionar às empresas participantes: a criação de novas tecnologias e novos conhecimentos com aplicações e objetivos práticos; contribuição para formar recursos humanos qualificados na área do projeto; possibilidade de assegurar ao produto viabilidade técnica para produção em escala; melhorias na qualidade do produto; garantia de adequação do produto a normas, certificações técnicas e comprovações de desempenho.

Podem participar da chamada as microempresas, empresas de pequeno porte, pequenas e médias empresas, sediadas no Estado de São Paulo que: tenha objeto social que contemple atividade compatível com a que será desempenhada no projeto; tenha sede no Estado de São Paulo e realize a pesquisa no Estado de São Paulo; garanta o oferecimento de condições adequadas ao desenvolvimento comercial e industrial dos produtos; demonstre contrapartida economicamente mensurável em itens de despesa relacionados com a execução de atividades de P&D, os quais devem ser descritos no projeto. O Pesquisador Responsável deverá dedicar um mínimo de 30 horas semanais à execução da pesquisa.

As empresas deverão demonstrar contrapartida economicamente mensurável em itens de despesa relacionados com a execução de atividades de pesquisa e desenvolvimento, os quais devem ser descritos no projeto. As propostas submetidas serão enquadradas e deverão seguir as normas do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

O prazo de execução do projeto deverá ser de até 24 meses. O prazo para entrega da proposta termina em 4 de abril de 2016. A seleção pública está disponível em: www.fapesp.br/9961

No encerramento do evento, o diretor do INPE, Leonel Perondi, apresentou um panorama histórico do programa espacial brasileiro, traçando um paralelo com o desenvolvimento da indústria aeronáutica nacional. Ele defendeu a consolidação de uma política de Estado na área espacial, como forma de garantir a manutenção e a continuidade dos investimentos no setor, impulsionando assim o efetivo desenvolvimento das empresas e profissionais ligados às aplicações espaciais.

O Programa

O Programa PIPE/PAPPE Subvenção visa apoiar, por meio da concessão de recursos de subvenção econômica (não reembolsáveis) do MCTI/FINEP/FNDCT e de recursos orçamentários da FAPESP, o desenvolvimento por empresas paulistas de produtos, processos e serviços inovadores, visando ao fortalecimento, à qualificação e manufatura avançada das cadeias produtivas da indústria aeroespacial e de defesa do Estado de São Paulo.

Em 2014 foram desembolsados R$ 23,4 milhões em financiamento nessa modalidade, 51% a mais do que em 2013. Desde a criação do PIPE, em 1997, 1.421projetos foram apoiados em 120 cidades do Estado, que resultaram na criação de milhares de empregos e no aumento das atividades econômicas nesses municípios. Em 2015 foram contratados 75 projetos no PIPE.

No segundo ciclo, de 2015, foram recomendados mais 44 projetos para aprovação, que foram anunciados em outubro de 2015.




Interessados no edital se reuniram no auditório do LIT-INPE.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - http://www.inpe.br/

Cientistas Repercutem no INPE o Anúncio da NSF Sobre a Busca de Ondas Gravitacionais

Olá leitor!

Bom leitor, já de volta ao batente, trago agora para você uma nota postada dia (10/02) no site do “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)” destacando que repercutiu dia 11/02, neste instituto, o anúncio da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NSF, na sigla em inglês) sobre a busca de Ondas Gravitacionais, busca esta que contou com a participação de Cientistas Brasileiros.

Duda Falcão

Cientistas Repercutem no INPE o Anúncio da NSF Sobre a Busca de Ondas Gravitacionais

Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

Cem anos depois de Einstein prever a existência de ondas gravitacionais, a Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NSF, na sigla em inglês) apresentará nesta quinta-feira (11/2), às 13h30 (horário de Brasília), as últimas notícias sobre os esforços para detectá-las.  Um grupo de cientistas acompanhará, ao vivo, o anúncio da NSF no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

O NSF reunirá cientistas da Caltech, MIT e da colaboração científica LIGO no Clube de Imprensa em Washington, nos Estados Unidos, para fornecer um relatório sobre os esforços feitos até agora para detectar ondas gravitacionais ou ondulações no espaço-tempo utilizando o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferometria Laser (sigla LIGO, em inglês).

Esta reunião será apresentada ao vivo em auditório do INPE e os seguintes pesquisadores da Divisão de Astrofísica do Instituto, que participam da colaboração LIGO, estarão presentes para perguntas e esclarecimentos: Odylio Denys de Aguiar, Marcos André Okada, César Augusto Costa, Márcio Constâncio Jr, Elvis Camilo Ferreira  e Allan Douglas dos Santos Silva.

Este ano marca o centésimo aniversário da primeira publicação da previsão de Albert Einstein sobre a existência de ondas gravitacionais. Instigado pelo centenário da relatividade geral, o grupo irá discutir o que tem sido feito até agora para observar as ondas gravitacionais cósmicas para pesquisa cientifica.

O LIGO é um sistema de dois detectores idênticos, cuidadosamente construídos para detectar vibrações incrivelmente pequenas de ondas gravitacionais, desenvolvido por pesquisadores do MIT e da Caltech e financiado pelo NSF, com contribuições significativas de outros parceiros americanos e internacionais. Os detectores gêmeos estão localizados a cerca 3.000 Km de distância entre si, em Livingston (Louisiana) e Hanford (Washington), nos Estados Unidos. A pesquisa e a análise dos dados dos detectores são realizadas por um grupo global de cientistas, como a LSC, que inclui a Colaboração GEO600 e a Colaboração VIRGO.

Para mais informações sobre o projeto, acesse:

LIGO Lab: https://ligo.caltech.edu/(Observatories: Livingston| Hanford)


LIGO Scientific Collaboration: http://www.ligo.org/



Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - http://www.inpe.br/