domingo, 16 de dezembro de 2018

Centro de Operações do SGDC Será Entregue Nesta Segunda-Feira (17/12)

Olá leitor!

Segue abaixo nota postada dia (14/12) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), destacando que o Centro de Operações Espaciais Principal (COPE-P) do trambolho espacial francês SGDC-1 será entregue nesta segunda-feira (17/12).

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Centro de Operações do SGDC Será
Entregue Nesta Segunda-Feira (17)

A entrega será da etapa operacional, que possibilitará a migração dos equipamentos satelitais. As áreas administrativas serão inauguradas em 2019.

Por ASCOM
Publicado 14/12/2018 - 10h21
Última modificação 14/12/2018 18h27.

Foto: Ascom/MCTIC

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, participa nesta segunda-feira (17), em Brasília, da inauguração da parte operacional e de monitoramento do Centro de Operações Espaciais Principal (COPE-P), estrutura que controla o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O presidente da República, Michel Temer, além de representantes do Ministério da Defesa, das Forças Armadas e da Telebras também estarão presentes à cerimônia.

O COPE-P é um conjunto de edificações construídas de forma a se tornar sustentável com aproveitamento racional de água e geração de energia solar. Servirá para operar e monitorar o SGDC que irá, além do uso estratégico militar em banda X, fornecer banda Ka para o PNBL em todo território brasileiro. O Centro foi construído na Ala 1 da Força Aérea Brasileira (FAB) em Brasilia e atuará em coordenação com o Centro de Operações Espaciais Secundário (COPE-S) do Rio de Janeiro. Caso haja alguma falha na operação do SGDC pelo COPE da capital federal, a unidade carioca fica encarregada de operar e receber dados do satélite.

Serviço

Evento: Inauguração do Centro de Operações Espaciais Principal do SGDC
Data: 17 de dezembro de 2019
Horário: 10h
Local: Ala 1 da Força Aérea Brasileira (antigo VI Comar)
Endereço: SHIS QI 5, Área Especial 12 –Lago Sul
Cidade: Brasília (DF)
Credenciamento: Portal da Secom
Credenciamento da imprensa no local: Até às 9h

Informações à Imprensa

Assessoria de Comunicação do MCTIC
(61) 2033-7515 / imprensa@mctic.gov.br


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)

Professor de Escola Técnica em Jacareí (SP) Usa Lançamento de Foguete Para Ensinar Matemática

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (14/12) no site do Ministério da Educação (MEC) destacando que Professor de escola técnica em Jacareí (SP) usa lançamento de foguete para ensinar Matemática.

Duda Falcão

TRILHAS DA EDUCAÇÃO

Professor de Escola Técnica em Jacareí (SP)
Usa Lançamento de Foguete Para
Ensinar Matemática

Assessoria de Comunicação Social
MEC
Sexta-feira, 14 de dezembro de 2018, 09h47


Motivar o aprendizado da fórmula de Bhaskara, do plano cartesiano e de tantas outras operações matemáticas lançando foguetes. Essa foi a forma que o professor Fábio Aparecido da Silva, de 44 anos, encontrou para ensinar seus alunos. Essa história você escuta no Trilhas da Educação dessa semana, programa produzido e transmitido pela Rádio MEC.

Fábio leciona na Escola Técnica Estadual Cônego José Bento, em Jacareí (SP). Para envolver os alunos em torno das questões levantadas pela matemática, o professor desenvolveu um foguete feito de garrafa pet que é fixado em uma base de tubos de PVC, num ângulo de 90º com o chão. Água e uma bomba de encher pneus de bicicleta, são o suficiente para fazê-lo ganhar os ares. A experiência, garante o professor, está diretamente ligada a teoria vista em sala de aula. “A gente vai para a parte prática. Vai resolver um problema interdisciplinar com a física e aplicando os conceitos de matemática”, destaca Fábio.

Fábio desenvolveu essa técnica há 10 anos. Após perceber os resultados positivos, ele resolveu ensinar e incentivar o uso dessa metodologia por outros educadores do país e publicou na internet um tutorial sobre como construir os foguetes.  “A minha ideia é não segurar essas coisas comigo. Eu escrevo vários artigos relatando a experiência que eu tenho com aplicações que deram certo”, afirma o docente.

Para o professor Fábio, outro aspecto importante de todo esse trabalho é o fortalecimento da turma como equipe. Ele nota que os estudantes passam a dividir as tarefas e apostam no companheirismo. “Este tipo de atividade trabalha muito o sentimento de equipe. Os alunos que têm mais experiência, ou até mesmo mais facilidade de aprendizado, trocam experiências com o colega, e acabam ajudando.

Tem grupos que conseguem fazer um bom lançamento e que ajudam outros grupos que não conseguem”, comemora.

O trabalho completo do professor Fábio Aparecido da Silva pode ser conferido em suas redes sociais.


Fonte: Site do Ministério da Educação (MEC) - http://portal.mec.gov.br

Comentário: Como é bom observar que a cada dia que passa mais e mais professores resolvem adotar o ‘Foguetemodelismo’ como meio de ensinar matemática e física aos seus alunos. Parabéns ao Prof. Fábio Aparecido da Silva da Escola Técnica Estadual Cônego José Bento, em Jacareí (SP). Quiçá fosse assim aqui na Bahia, mas infelizmente não tem sido. Uma pena e fico muito frustrado com isso. Outra coisa importante a se destacar é o interesse do MEC em divulgar esta iniciativa do Prof. Fábio Aparecido da Silva, muito bom, parabéns MEC. Aproveito para agradecer a nossa leitora Mariana Amorim Fraga pelo envio desta notícia.

Centro de Lançamento de Alcântara Tem Novo Diretor

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (13/12), no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) já tem um novo Diretor.

Duda Falcão

ESPAÇO

Centro de Lançamento de Alcântara
Tem Novo Diretor

Durante o evento autoridades civis e militares ressaltaram as
potencialidades do Centro de Lançamento brasileiro

Por Tenente Huxley
Revisão: Capitão Landenberger
Edição: por Ten Emília Maria, Agência Força Aérea
Fonte: CLA
Publicado: 13/12/2018 - 18:30

Fotos: Soldado Rodrigo
Passagem de Direção entre o Brigadeiro Luciano e Coronel Carnevale.

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou, na sexta-feira (07/12),  a cerimônia militar de Passagem de Direção da unidade. O Brigadeiro Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti foi substituído pelo Coronel Aviador Marco Antônio Carnevale Coelho. O Vice-Governador do Maranhão, Carlos Brandão e outras autoridades dos três poderes nas esferas federal, estadual e municipal compareceram à solenidade que foi presidida pelo Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Major-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara.

A solenidade foi iniciada com a entrega do Distintivo de Organização Militar (DOM) do CLA ao Coronel Carnevale e o descerramento da foto do Brigadeiro Luciano na galeria de Ex-Diretores, ambos no Salão Nobre do Centro. No Pátio do Centro Técnico, a tropa composta pelos efetivos do CLA, do Grupamento de Apoio de Alcântara (GAP-AK) e do Esquadrão de Saúde de Alcântara (ES-AK), organizações da Força Aérea Brasileira (FAB) que compõem a Guarnição de Aeronáutica de Alcântara (GUARNAE-AK), participaram da solenidade militar.

Passagem em revista à Tropa do novo Diretor do CLA.

Nas palavras de despedida do diretor substituído, além de destacar os feitos dos dois anos de gestão à frente do CLA, o Brigadeiro Luciano traçou as expectativas futuras do Programa Espacial Brasileiro em proveito da comunidade local. “Uma nova perspectiva de desenvolvimento para o setor espacial no Brasil é buscada, especialmente para a região de Alcântara e de São Luís, onde se espera uma dinamização nas atividades de lançamentos comerciais no CLA, com os consequentes benefícios sociais para a população local, tais como o aumento na geração de empregos diretos e indiretos, o aumento da receita oriunda da coleta de impostos pelo Estado e municípios, dentre outros benefícios”, mencionou.

O Vice-Governador do Maranhão sintetizou a importância da localização estratégica do CLA. “O Maranhão é um estado tão rico, tão agraciado por Deus, que reúne condições perfeitas até mesmo para o menor consumo de combustível para o lançamento de satélites”, disse.

Coronel Carnevale durante Desfile da Tropa em
continência ao novo Diretor do CLA.

Para o novo Diretor do CLA, o Centro tem uma grande importância no contexto das atividades espaciais e precisa estar preparado para atender às expectativas atuais e futuras. “O CLA é uma organização militar complexa e que interfaceia com diferentes atores seja na área de Defesa, Pesquisa e Desenvolvimento, Relações Internacionais e a própria área de Espaço. Nesse sentido, é importante darmos prosseguimento na melhoria constante de toda nossa infraestrutura com alta disponibilidade de todos os nossos meios, bem como o aperfeiçoamento e treinamento contínuo de todo nosso pessoal, de modo a atendermos as muitas e variadas demandas em uma escala que pode vir a se tornar global. Queremos ser uma porta da humanidade para o espaço”, concluiu o Coronel Carnevale, que nos últimos dois anos ocupou o cargo de Vice-Diretor da organização militar da FAB responsável pelo lançamento e rastreio de engenhos aeroespacias.


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

sábado, 15 de dezembro de 2018

Missão Garatéa Divulga Experimento Educacional Que Será Enviado a ISS em 2019

Olá leitor!

Pois é caro amigo, como havia sido anunciado pela galera da “Missão Garatéa”, as 14:30 horas de ontem (14/12), através de transmissão ao vivo pelo canal da missão no youtube, foi anunciado pelo Eng. Lucas Fonseca (coordenador desta missão) o experimento cientifico educacional vencedor do concurso “Missão Garatéa-ISS 2018”, experimento este que deverá ser enviado em 2019 pela NASA para a Estação Espacial Internacional (ISS em inglês).

Como já havíamos anunciado, três experimentos tinham chegado a final, ou seja:

* Projeto Plantação Interplanetária: Criado por alunos da quinta série da Escola Bosque, de São Paulo, a iniciativa busca testar a influência da microgravidade em sementes de cactus durante uma viagem à Marte;

* Projeto Fermentação na Microgravidade: Alunos da sexta e oitava série do Instituto Alpha Lumens, da cidade de São José dos Campos, criaram um experimento com o intuito de verificar como a sucrose é fermentada para a produção de álcool (sacaromisis) na microgravidade;

* Projeto Capilaridade vs Gravidade no processo de filtração: A ideia dos alunos do segundo ano do ensino médio do Instituto Federal de Santa Catarina (Campus Xanxerê) é utilizar moringas e filtros brasileiros de barro para checar se a água consegue ser filtrada em microgravidade.

Entretanto leitor , só um desses experimentos poderia ser escolhido e o Blog BRAZILIAN SPACE parabeniza a galera do “Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)”, Campus Xanxerê, por ter sido a escolhida, como o nosso leitor poderá observar no vídeo abaixo.


Ao mesmo tempo, gostaria de parabenizar aos alunos e professores da “Escola Bosque”, de São Paulo e do “Instituto Alpha Lumens”, da cidade de São José dos Campos (SP), por terem chegado a final, e dizer-lhes que não desanimem e continuem proporcionando aos seus alunos esta fantástica plataforma educacional. E quem sabe, a própria galera da “Missão Garatéa” encontre uma outra forma de levar os seus experimentos ao espaço, né verdade? Sucesso a todos vocês, e uma vez mais, parabéns a Missão Garatéa por esta grande iniciativa.

Já quanto aos vencedores, os louros, e creio que nesses momento os pais, alunos e professores do “Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)” devem estar vivendo um momento de muita alegria e satisfação por esta grande conquista, e a eles o Blog BRAZILIAN SPACE envia nossas felicitações e nossos votos de sucesso.

Detalhe, para aqueles leitores menos antenados, acreditem se quiser amigos, mas no Brasil nos temos sim uma Agencia Espacial, né verdade Sr. Braga Coelho?

Duda Falcão

De Maneira Inédita, Sonda Chinesa se Aproxima do Lado Oculto da Lua

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada no site da revista “GALILEU” no dia de ontem (14/12) destacando que de maneira inédita, a sonda chinesa “Chang'e-4” se aproxima do lado oculto da Lua.

Duda Falcão

GALILEU - CIÊNCIA – ASTRONOMIA

De Maneira Inédita, Sonda Chinesa
se Aproxima do Lado Oculto da Lua

Missão da sonda Chang'e-4 analisará a superfície lunar para
entender a composição do satélite natural

Por Redação Galileu
14/12/2018 - 11h27
Atualizado às 11h27

(Image/Wikimedia Commons)
Cratera lunar Von Kármán, onde a sonda
chinesa deverá pousar em 2019.

A sonda chinesa Chang'e-4, destinada a analisar o lado oculto da Lua, acabou de entrar na órbita lunar, conforme informou o portal  Space News. Na madrugada de quarta-feira (12), a espaçonave completou sua jornada que saiu da Terra e levou quase cinco dias para ser percorrida.

Se a missão for bem sucedida, Chang'e-4 será o primeiro veículo a explorar o lado oculto da Lua – que não é voltado para o planeta Terra. A sonda analisará a superfície lunar para examinar a composição do satélite natural.

Para se comunicar com astronautas em solo terrestre, Chang'e-4 enviará sinais por meio de um satélite de retransmissão lançado ao espaço no início deste ano.

As autoridades chinesas não anunciaram uma data ou local para o desembarque da sonda, mas espera-se que seja no início de janeiro de 2019, provavelmente na grande cratera lunar de Von Kármán.

A China já está planejando o Chang'e-5, a próxima missão que deverá ser a primeira a  trazer as amostras do lado oculto da Lua para a Terra.


Fonte: Site da Revista Galileu - 14/12/2018 - http://revistagalileu.globo.com

Comentário: Pois é leitor, a galera ufológica que defende a crença da existência de coisas estranhas sobre a superfície do lado oculto da Lua (torres e prédios) supostamente captadas por sondas americanas da NASA na década de 60, deve está neste momento em polvorosa, pois os chineses podem acabar confirmando ou não a existências dessas edificações. Será mesmo leitor? Tenho cá as minha duvidas, não por não achar possível à existência das mesmas (onde há fumaça, sempre haverá fogo, mesmo que não seja de grandes proporções), mas por não acreditar que os chineses divulguem, isso caso encontre mesmo essas tais edificações. Vamos aguardar. Já Quanto à notícia em sí, o que se pode acrescentar a mais sobre os chineses? Povo admirável de uma nação de verdade comprometida com o seu futuro, temos muito, mas muito, muito mesmo a aprender com eles e com outros povos do planeta que seguem o mesmo exemplo. Somos ainda um bando sem rumo, formado por uma sociedade que só existe no papel, cheia de membros egocêntricos e hipócritas e sem qualquer perspectiva de mudar isto enquanto perdurar a estupidez generalizada. Acorda Brasil.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Passagem do Cometa 46P/ Wirtanen Será Transmitida Online no Domingo

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada no site da revista “GALILEU” no dia de ontem (13/12) destacando que a Passagem do cometa “Cometa 46P/ Wirtanen” será transmitida online pelo “Virtual Telescope Project” neste domingo.

Duda Falcão

GALILEU - CIÊNCIA - ASTRONOMIA

Passagem de Cometa Será Transmitida
Online no Domingo; Veja Como Assistir

O cometa será o mais brilhante deste ano e sua observação
será possível a olho nu em algumas regiões do planeta

Por Redação Galileu
13/12/2018 - 09h38
Atualizado às 09h38

(Foto: ESO/Wikimedia Commons)
Composição de imagem do cometa 46P/ Wirtanen.

O pequeno cometa46P/ Wirtanen deve se aproximar da Terra no domingo de manhã, segundo a Campanha de Observação Cometa Wirtanen, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. O objeto estará visível a olho nu em algumas partes do mundo, mas quem não puder observá-lo diretamente poderá acompanhar sua passagem pela internet. 

O Virtual Telescope Project vai transmitir online o fenômeno às 17h no Eastern Time (ET) – às 20h no horário de Brasília.

"O cometa Wirtanen é um dos mais brilhantes que já vimos nos últimos tempos e passará relativamente próximo de nós: cerca de 11 milhões de quilômetros, tornando-se o 20º cometa mais próximo que conhecemos", disse Gianluca Masi, astrofísico e diretor do Virtual Telescope Project, em entrevista à Newsweek.

De acordo com a EarthSky, o 46P/Wirtanen será o cometa mais brilhante deste ano, fenômeno raro na astronomia. "É visível a olho nu de lugares escuros e um alvo muito fácil para a fotográfica comum", afirmou Masi.

Ainda assim, astrônomos recomendam o uso de binóculos ou telescópios para ter uma visão melhor do evento. Além disso, é importante estar em um local escuro, sem interferência de prédios, árvores e luzes. A luz do cometa vai se estender sobre uma grande atmosfera, o que significa que ele vai parecer grande, difuso e escuro.


Fonte: Site da Revista Galileu - 13/12/2018 - http://revistagalileu.globo.com

Asteroide Vai Passar "Perto" da Terra Pouco Antes do Natal

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada no site da revista “GALILEU” no dia de ontem (13/12) destacando que um Asteroide vai passar "perto" da Terra pouco antes do Natal.

Duda Falcão

CIÊNCIA - ESPAÇO - ESPAÇO

Asteroide Vai Passar "Perto"
da Terra Pouco Antes do Natal

Com mais de um quilômetro de diâmetro, o objeto está
viajando a 22,5 mil quilômetros por hora.

Por Redação Galileu
13/12/2018 - 12h17
Atualizado às 12h17

(Foto: NASA / JPL-Caltech)
Concepção artística do asteroide 2003 SD220.

Um asteroide com diâmetro entre um e dois quilômetros vai passar perto da Terra no próximo dia 22 de dezembro, de acordo com dados do Centro de Estudos de Objetos da Terra da NASA. Caso se choque com nosso planeta, o 2003 SD220 teria conseqüências catastróficas para a humanidade. Além da destruição maciça resultante do impacto inicial, o clima global seria afetado nos anos seguintes, provocando um colapso da sociedade.

Por sorte os termos da astronomia são relativos, e próximo, neste caso, significa quase três milhões de quilômetros de distância, mais de sete vezes a distância da Lua, o que significa que não há nenhuma chance de impacto, algo que os pesquisadores estimam acontecer a cada milhão de anos.

Segundo as observações do radiotelescópio Arecibo, em Porto Rico, ele está viajando a cerca de 22,5 mil quilômetros por hora, com um formato alongado, e rotação muito lenta. São 11 dias para completar uma volta completa em si mesmo.

Os asteroides são considerados possíveis restos da formação do Sistema Solar e, portanto, são objetos de interesse para futuras missões espaciais. "É de interesse para a NASA como um possível futuro alvo de missão robótica ou humana", disse Patrick Taylor, um pesquisador do Observatório de Arecibo, em comunicado.

(Foto: NASA / JPL-Caltech)
Trajetória do 2003 SD220.

Apesar de não ter chances de causar danos, ele é definido como um “objeto potencialmente perigoso próximo da Terra”. Essa classificação é dada a qualquer objeto espacial cuja órbita o leva a 7,4 milhões de quilômetros de distância e possui diâmetro de mais de 140 metros.

Uma vez que asteroides potencialmente perigosos ou outros objetos são descobertos, eles são monitorados continuamente por observatórios em todo o mundo. Com o tempo, suas órbitas podem ser interrompidas por interações gravitacionais com outros planetas ou corpos, aumentando ou diminuindo o risco de uma colisão.

Mas mesmo que as órbitas de “asteroides potencialmente perigosos” sejam incertas, “é possível estimar o tamanho dessas incertezas e colocar os limites correspondentes na distância e no tempo de aproximação”, segundo a NASA.

Existem mais de 18 mil objetos próximos da Terra, sendo que 1,8 mil são considerados potencialmente perigosos.  Nenhum está previsto para colidir com nosso planeta.


Fonte: Site da Revista Galileu - 13/12/2018 - http://revistagalileu.globo.com

Comentário: Pois é leitor, esses bólidos espaciais continuam e continuarão se aproximando de nosso planeta, até que um deles esteja em rota de colisão com o nosso planetinha azul, isso não é uma suposição, é uma certeza, e só uma questão de tempo. Porém para nossa infelicidade nem mesmo as sociedades mais antenadas com este perigo ou mesmo a ONU se movimentaram de forma efetiva para buscar uma solução antes que a mesma venha bater em nossa porta. E o Brasil nesta história? Ora leitor, além de sermos um dos maiores alvos terrestres sobre a face do planeta (não esqueça disso) e um dos países que tem uma das maiores faixas litorâneas, na verdade grande parte da nossa população ainda acredita que a Lua é a morada de São Jorge e a parte mais antenada da mesma é tão estupida, ignorante, egocêntrica, hipócrita e extremamente arrogante, que o Brasil pode acabar virando uma lenda como Sodoma e Gamorra, (ou mesmo a Atlântida - será?) dentro de uns 2000 anos. Ou se abre o olho para as questões dos asteroides e cometas, ou a sociedade humana haverá de pagar um alto preço por sua estupidez, ou quem sabe até mesmo o último. Um aviso para aqueles que fazem parte do meu ciclo de amizade e que me ridicularizam me chamado de ‘homem do Espaço’. Caso em nosso período de vida a coisa venha dá merda, por gentileza não usem seus celulares para pedir a minha pessoa conselhos do que fazer, procurem um caboclo para chorar suas magoas, e deixe-me curtir em paz meus últimos momentos. Afinal, como costuma dizer o meu amigo Prof. Alysson Diogenes da UP (Universidade Positivo de Curitiba-PR): "Mimimi não".

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Alunos do IFSC Desenvolvem Experimento Que Poderá Ser Testado no Espaço

Olá leitor!

O “Canal Ideal” do Oeste e Meio-Oeste Catarinense exibiu dia 12/12 uma interessante reportagem destacando que (como já havíamos anunciado anteriormente - veja aqui), alunos do “Instituto Federal de Santa Catariana (IFSC)”, Campus de Xanxerê, tiveram o seu experimento denominado de “Projeto Capilaridade vs Gravidade no Processo de Filtração” selecionado entre os três experimentos finalistas que poderão ter seus projetos enviados pela NASA à Estação Espacial Internacional (ISS em inglês) em 2019.

Esta iniciativa que tem a coordenação da galera da “Missão Garatéa”, através do projeto educacional “Garatéa-ISS”, contou em sua primeira fase com a participação de mais de 4.200 alunos de 175 escolas de todo o país, e agora esses três experimentos selecionados (entre eles o catarinense) passarão por um programa de qualificação pela coordenação da “Missão Garatéa”, para que assim sejam feitos os ajustes e adequações necessárias.

Veja abaixo na íntegra a reportagem em questão do Canal Ideal.

Duda Falcão

A Tal PSR-1 e o Abandono do Projeto do Foguete VS-43

Olá leitor!

Bom caro amigo, mais um ano esta acabando e as expectativas de hoje de todo povo brasileiro que quer verdadeiramente um país melhor, uma nação organizada, uma sociedade menos egocêntrica e mais comprometida com a sua cidadania e valores perdidos, giram em torno das atitudes que serão tomadas pelo novo Governo Jair Bolsonaro visando com isso (é o que se espera) dar finalmente um verdadeiro rumo desenvolvimentista a este Território de Piratas, trabalho este que será árduo, muito complicado e que será bombardeado dia após dia pela esquerdopatia nacional e internacional (a estupida alienada e a corrupta consciente), mas que precisa ser feito, ou em minha opinião estaremos fadados a nos tornarmos definitivamente um porto seguro para o crime nacional e internacional em todos os níveis. Que a Força esteja com o senhor Presidente Bolsonaro.

Mas deixando a política de lado, e entrando no assunto que me fez escrever esse artigo, eu diria leitor que duas noticias mexeram com a minha cabeça nas ultimas semanas, e ambas envolvendo as atividades do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

A primeira delas está relacionada com a tal “PSR-1” usada para alojar e dar suporte aos experimentos a bordo do foguete VS-30/V14 da recente “Operação Mutiti”. Pois então leitor, fiquei pensado com os meus botões: Que diabo é isso e de onde é que saiu? Explico. Acontece leitor que até antes desta “PSR-01” (“Plataforma Suborbital de Reentrada 01” como a sociedade brasileira ficaria sabendo através da nota oficial da FAB divulgada após o lançamento bem sucedido deste foguete) o Brasil utilizava plataformas de origem alemã fornecidas pelo DLR (Centro Aeroespacial Alemão) a base de permuta.

Entretanto, justamente para resolver este problema e dotar definitivamente o Brasil de uma plataforma suborbital para ambiente de microgravidade, o IAE assinou em 21/12/2007 um Termo de Convênio com a empresa brasileira Orbital Engenharia visando à cooperação científica e tecnológica no desenvolvimento do projeto da “Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM)”, e de lá até 2014 diversos termos aditivos a este Convênio foram assinados, até que em 12/09/2014 um Contrato entre a nossa Agencia Espacial de Brinquedo (AEB) e a própria Orbital Engenharia, este visando a contratação de empresa para serviços de desenvolvimento e integração do "Modelo de Qualificação da Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSMMQ)" foi assinado entre as partes. Porém leitor vale aqui lembrar que, desde então pouco se falou na mídia sobre este importante equipamento para o PEB, sendo assim natural que como eu, alguns de nossos leitores mais antenados levantassem a hipótese desta PSR-1 ser a tal PSM, coisa que realmente acabou ocorrendo.

Diante disto pensei logo em entrar em contato com uma de minhas fontes para tirar esta dúvida, mas antes de seguir este caminho, por uma dessas consciências curiosas, fui contatado por uma dessas fontes que me disse que esta plataforma “PSR-01” não tinha nada haver com a PSM (apesar da mesma ter a bordo um experimento ligado a PSM, ou seja, o Sistema Ioiô e de Separação - PSM - MQ, como foi divulgado na nota oficial da FAB logo após o voo) e que a mesma era totalmente nacional, desenvolvida dentro do IAE, sendo muito similar a plataforma que foi lançada na "Operação Brasil-Alemanha" (realizada no CLBI entre novembro e dezembro de 2011), e que à mesma muito provavelmente voltaria ser utilizada (visto que atende outros objetivos) e finalizou dizendo que a PSR é na realidade uma plataforma mais simples que oferece menos serviços aos experimentos em comparação à PSM.

Pois é leitor, o que fica parecendo aqui é que, como a PSM não ficou pronta (já são 11 anos de desenvolvimento) e a “Operação Mutiti” já vinha sendo adiada desde 2016, o instituto sem fazer nenhum alarde resolveu se mexer, e desenvolveu esta Plataforma, para assim permitir a realização da “Operação Mutiti” que, além de testar em voo um dos experimentos ligados à própria PSM, e outros tão significativos quanto, já estava virando mais uma novela sem fim. E caso esta nossa observação esteja próxima da realidade, vale aqui ressaltar neste caso especifico que, com esta atitude o IAE não só demonstrou dinamismo, bem como amadurecimento, dando uma solução rápida para o problema, e principalmente sem atuar como uma agencia de publicidade. Discrição caro amigo leitor, neste setor é também e principalmente uma das bases do sucesso. A “Operaçao Muititi” que o diga.

Já a outra questão leitor que mexeu muito com a minha cabeça nas ultima semanas tem haver com o que disse em entrevista ao “Jornal do SindCT” (veja aqui) o “Brigadeiro Engenheiro Augusto Luiz de Castro Otero (diretor do IAE) quanto ao abandono pelo instituto do projeto do Foguete Suborbital VS-43.

Ora leitor, é de conhecimento publico por divulgação do próprio instituto de que a reativação deste antigo projeto de foguete suborbital VS-43 ocorreria para aproveitar o estoque de motores-foguetes S43 provenientes do antigo projeto descontinuado do VLS-1, bem como para atender as necessidades de testes em voo de experimentos científicos e de novas tecnologias a serem adotadas no PEB, e em projetos internacionais.

Inclusive leitor vale lembrar que, já estava até agendado um teste de voo do VS-43 (a ser realizado do CLA em 2019 ou no mais tardar em 2020) de um projeto internacional (americano, australiano e europeu) denominado HEXAFLY-INT, e que muito provavelmente a tal “Operação Harpia” (ensaio do motor S43veja aqui) ocorrida com sucesso em 29/06/2017 nas instalações da Usina Coronel Abner (UCA), tenha sido justamente para qualificar as modificações introduzidas no motor S43 para esta missão.

E ai fica a pergunta Brig. Augusto Otero? Os gringos desistiram de usar o foguete VS-43 nesta missão devido o risco de ser o primeiro voo de qualificação do mesmo ou por outro motivo qualquer?  Ou foi uma decisão unilateral do IAE? Caso tenha sido uma decisão do instituto, alguém se lembrou em avisar os gringos desta decisão?

Eu faço esta pergunta Brig. Augusto Otero, pois segundo um ‘paper’ ligado a este projeto internacional denominado “Multidisciplinary Design and Flight Test of the HEXAFLY-INT Experimental Flight Vehicle”, apresentado durante o evento “International Conference on High-Speed Vehicle Science & Technology”, evento este ocorrido de 26 à 29/11 em Moscou, na Rússia, os gringos não aparentaram em nada ter este conhecimento, pois na introdução do ‘paper’ em questão, aparece à clara sentença: “The HEXAFLY Experimental Flight Test Vehicle (EFTV) is planned to be launched by the Brazilian VBS43 launcher, equipped with a S43 rocket engine which will perform a suborbital trajectory having an apogee at 90 km, em tradução livre: O Veículo de Teste de Vôo Experimental HEXAFLY (EFTV) está planejado para ser lançado pelo lançador brasileiro VBS43, equipado com um motor foguete S43 que executará uma trajetória suborbital com um apogeu de 90 km.

Esta curiosa sentença Brigadeiro Augusto Otero inclusive levanta uma outra questão: Será que o autor da sentença se atrapalhou confundido o VS-43 com um foguete que não existe quando o chamou de VSB-43, ou a explicação para toda esta história do abandono do VS-43 está relacionada com a decisão de se desenvolver um novo foguete tendo em seu primeiro estagio um motor-foguete booster?

Duda Falcão

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Brasil Só Tende a Ganhar Com o Mercado de Lançamento de Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante entrevista da Rádio USP postada ontem (11/12) no site do Jornal da USP” com o embaixador Rubens Barbosa, onde o mesmo afirma que o Brasil só tende a ganhar com o mercado de lançamento de satélites.

Duda Falcão

ATUALIDADES

Brasil Só Tende a Ganhar no Mercado
de Lançamento de Satélites

O Brasil deverá retomar o projeto do Centro de Lançamento de
Satélite de Alcântara, um mercado cujo valor é de US$ 5,5 bilhões

Por Redação
Jornal da USP
11/12/2018



O embaixador Rubens Barbosa traça algumas observações sobre o Centro de Lançamento de Satélite de Alcântara (CLA), no Maranhão. A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados fez uma discussão sobre o CLA e ligado a isso há o Acordo de Salvaguarda Tecnológica com os EUA, que, se for assinado, irá viabilizar esse centro de lançamentos no Brasil. “Com a intenção do novo governo de se aproximar dos EUA, esse projeto terá um grande impacto econômico e empresarial”, observa Barbosa.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Diplomacia e Interesse Nacional.


Fonte: Site do Jornal da USP de 06/07/2018 - http://jornal.usp.br

Comentário: Pois é, aproveitamos para agradecer com a nossa leitora Mariana Amorim Fraga pelo envio desta entrevista. 

Definido o Lançamento do Satélite Brasileiro Amazonia-1

Caro leitor!

Segue abaixo a nota oficial postada ontem (11/12) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que como já havíamos informado anteriormente, foi definido pelo instituto o lançamento do Satélite Brasileiro Amazonia-1.

Duda Falcão

NOTÍCIA

Definido o Lançamento do
Satélite Brasileiro Amazonia-1

Por INPE
Publicado: Dez 11, 2018

São José dos Campos-SP, 11 de dezembro de 2018

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) concluiu o processo para a contratação dos serviços que colocarão em órbita o Amazonia-1, o primeiro satélite de observação da Terra integralmente projetado, montado e testado no Brasil. A empresa norte-americana Spaceflight Inc venceu a concorrência internacional e realizará o lançamento com o foguete PSLV (Polar Satellite Launch Vehicle), a partir de uma base na Índia, em 2020.

Primeiro sistema espacial de alta complexidade totalmente brasileiro, o Amazonia-1 está atualmente em fase de ensaios pré-lançamento no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do INPE, em São José dos Campos (SP). Acompanhe aqui as atividades do Amazonia-1.

As imagens do satélite brasileiro serão usadas para observar e monitorar o desmatamento especialmente na região amazônica e, também, a diversificada vegetação e agricultura em todo o território nacional.

Com o Amazonia-1, o Brasil passa a dominar o ciclo completo de desenvolvimento deste tipo de satélite, desde o projeto até a integração e operação em órbita. O projeto impulsiona a indústria aeroespacial do Brasil, ao promover tecnologias 100% nacionais.

O lançamento do Amazonia-1 representa também a validação em voo da Plataforma Multimissão (PMM), que pode ser utilizada em diversas missões de satélites (meteorológicas, científicas e de sensoriamento remoto, entre outras). A reprodução da PMM para uso em missões futuras trará reduções significativas de prazos e custos nos próximos satélites.
Mais informações: www.inpe.br/amazonia-1


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: Pois é leitor, este parece ser os capítulos finais de uma novela iniciada ainda nos primórdios da MECB (inicio dos anos 80) quando esse satélite era chamado de Satélite de Sensoriamento Remoto 1 (SSR-1) sendo atualmente a maior novela em curso dentro do Programa Espacial Brasileiro (PEB). Infelizmente o satélite não é isso tudo que o INPE tenta propagar, já que devido aos diversos problemas de desenvolvimento que o projeto deste satélite e da PMM (Plataforma Multi-Missão) tiveram de enfrentar ao longo desse período, e de uma desastrosa gestão governamental de governos subsequentes sem o menor compromisso e seriedade, o Amazônia-1 envelheceu, e já nasce com a sua tecnologia defasada. Entretanto, é preciso aqui enaltecer leitor o trabalho dos profissionais envolvidos nestes projetos, já que diante de tanta baderna é um verdadeiro milagre da persistência este satélite está saindo finalmente. Além disso leitor, a esperança agora é que se tenha aprendido algo com toda esta situação e que o previsto Amazônia-2 possa ser desenvolvido com uma tecnologia mais inovadora e dentro do que se encontra atualmente no mercado.

Novos Lançadores de Satélites e Nova Empresa Espacial Para Alcântara (AEB)

Olá leitor!

Segue um interessantíssima artigo postado dia (10/12) no site da revista “Tecnologia & Defesa” tendo como destaque os novos rumos do Programa Espacial Brasileiro (PEB) segundo os Planos do Comitê para o Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB), apresentados que foram durante Workshop Internacional no Peru.

Duda Falcão

Blog Panorama Espacial - Cenário Internacional - Defesa - Espacial - Indústria

Novos Lançadores de Satélites e Nova
Empresa Espacial Para Alcântara (AEB)

Por Roberto Caiafa
Revista T&D
Dez 10, 2018

Está garantida a continuidade do Veículo Lançador de Microssatélites
(VLM), e a seguir, a introdução do lançador Áquila I e Áquila II (Família VLX), diferentes entre si pelo peso que carregam e pela altitude a que chegam.

Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE) Renovado em 2018.


Em março de 2018 aconteceu a primeira reunião do Comitê para o Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB), “novo” ambiente interministerial reunindo os principais atores envolvidos no fomento às atividades espaciais nacionais.

Dos grupos criados dentro do comitê*, cada um foi voltado especificamente para encontrar soluções em áreas críticas como governança (ambiente de gestão), questões fundiárias (Alcântara e outros sítios), desenvolvimento de veículo lançador (família VLX) e recomposição do quadro de pessoal técnico (fuga de mão de obra altamente qualificada).


Segundo afirmou o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Implantação dos Sistemas Espaciais (CCISE), brigadeiro-do-ar José Vagner Vital durante o Workshop Internacional Perusat-1 2018, essa atualização obteve dois destaques até o momento, o desenvolvimento de novos lançadores e a regulamentação na utilização dos centros de lançamento (leia-se Alcântara).


No primeiro destaque (lançadores), estão detalhados aqueles que atingem a órbita baixa, entre 700 e 1000 km.

Está garantida a continuidade do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), e a seguir, a introdução do lançador Áquila I e Áquila Ie (Família VLX), diferentes entre si pelo peso que carregam e pela altitude a que chegam.
A família “VLX” será composta por lançadores de três estágios, ou seja, três motores S50 no primeiro estágio (dois laterais), outro S50 impulsionando o segundo estágio e um motor foguete de propelente líquido como terceiro estágio.

A capacidade de carga ficaria em torno de 300 a 500 kg (ou até mais), dependendo da altura e da órbita a ser alcançada.

Segundo o brigadeiro Veríssimo (atualização), o proximo veículo após o Áquila 1, será denominado Áquila 1e (e = enhanced) e não Áquila 2. O Áquila 1e terá um upper stage a propulsão líquida pressurizada e não será utilizado o motor L-75. A capacidade desse estágio ainda não foi definida.

Essa nova família não inviabilizará o projeto do VLM-1, segundo o brigadeiro Vital, pois este é necessário para qualificar em voo os motores S50, entre outras coisas.

Voos de Qualificação do Motor S50


Segundo o brigadeiro Rogério Veríssimo, diretor de Transporte Espacial da AEB, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) abriu contagem regressiva para o lançamento do VS-50, veículo (foguete) que tem a missão de qualificar em voo os novos motores S50antes de findar-se o próximo ano. Já ocorreu o o teste de ruptura do motor S50, realizado nas instalações da Avibras Aeroespacial com pleno sucesso.

Outro marco importante para o Projeto será a realização do ensaio estrutural, que visa simular as cargas de voo, combinando tipos de esforços distintos ao longo das interfaces do Envelope Motor S50.

Tal ensaio (tiro em banco) ocorrerá nas instalações da Usina do IAE (UCA), ao longo do primeiro trimestre de 2019.

Se obtiverem êxito nessas etapas, será o último passo antes da construção e lançamento do 1° Veículo Lançador de Microssatélite (VLM), principal aposta da pesquisa espacial nacional na área de foguetes desde 2016.


O projeto do VLM nasceu oficialmente em 2008 como uma alternativa por veículos de menor porte. Os estudos internos prosseguiram até 2011 com vistas a produzir um projeto de menor conteúdo tecnológico, mas que pudesse ser viável em um curto prazo.

Em sua primeira idealização, o VLM seria composto pelo motor central do antigo VLS, com poucas alterações.

A partir de 2011, porém, o projeto passou a ser desenvolvido em parceria com a Deutsche Zentrum für Luft-und Raumfahrt ou DLR (Agência Espacial Alemã), de modo que o projeto do propulsor foi revisto, com a decisão do desenvolvimento do S50.

Vídeo por Roberto Caiafa.


VS-50 é um veículo com 12 metros de cumprimento, 1,46 metro de diâmetro e massa estimada em 15 toneladas.

Ele possui, em seu primeiro estágio, um motor S50 e, em seu segundo estágio, um motor S44, já utilizado anteriormente no VLS-1.

Para o VLM-1, será acrescido um segundo motor S50. Eles passarão a compor o primeiro e o segundo estágios do foguete e o S44 será o terceiro.

Os motores S50 estão em produção na Avibras Aeroespacial, por meio de contrato assinado com a Fundação de Apoio para Projetos de Pesquisa de Ciência e Tecnologia Espacial (Funcate).

No contrato está prevista a construção de seis motores, mas já há acerto para a compra de outros dois para completar a missão de lançamento do VLM.

Dessa forma, e antevendo cenários, o CDPEB criou um grupo de trabalho para tratar do VLX, sucessor do VLM, configurado para usar dois motores S50 lateralmente como boosters potencializadores.


VLX é um projeto estruturante que fomenta a busca pela tecnologia necessária os próximos veículos lançadores.

Também é um programa mobilizador da indústria e seus fornecedores, permitindo obter no futuro veículos mais interessantes do ponto de vista energético, capazes de levarem cargas maiores e mais pesadas em órbitas mais elevadas.


Já no segundo destaque, aparece claramente a política de abrir oportunidades para empresas utilizarem os serviços do Centro Espacial de Alcântara (CEA).

Segundo explicou o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Implantação dos Sistemas Espaciais (CCISE), brigadeiro-do-ar José Vagner Vital, a equipe de engenheiros existente pode operacionalizar quatro lançamentos teste por ano, nas condições atuais.

Apenas a título de comparação, e segundo o brigadeiro Vital, há várias empresas surgindo no mundo que realizam lançamentos com cargas equivalentes ás manejadas em Alcântara, e uma dessas companhias já manifestou a disposição de realizar cem lançamentos em um ano, em futuro próximo.


De olho nesse mercado promissor, confirmou-se durante o Workshop Perusat-1 a criação, por parte do Ministério da Defesa, da empresa pública Alada Espacial, um instrumento destinado a viabilizar a realização de atividades comerciais no CEA.

Seu eventual papel é parte do trabalho de modelagem que está sendo desenvolvido para identificar as alternativas legais que permitam a efetiva utilização do Centro, bem como o reinvestimento dos recursos por ele arrecadados na forma de taxas e outros recolhimentos.

Alada será uma empresa pública, consequentemente sujeita à Lei de Licitações, exceto nos casos legais que a ela se sobreponham contratos específicos.


Quanto às negociações de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos, importante frisar que existem dois outros em vigor, um com a Ucrânia e outro com a Rússia, portanto, isso não é novidade na AEB.

O lado brasileiro e outras partes interessadas, sempre que necessário, entrarão em negociações com este objetivo, sejam elas organizações americanas, sejam de outras nações que utilizem tecnologias daquele país.


Adicionalmente, o acordo também permitirá que o próprio Brasil realize lançamentos de satélites que contenham tecnologia americana, já que a Agência Espacial Brasileira está desenvolvendo um lançador nacional com a participação da Aeronáutica (família VLX).

Quanto a infraestrutura do CEA, o brigadeiro Vital destacou que foram realizadas muitas obras de aprimoramento no Centro nos últimos anos, inclusive a nova torre de lançamento.

Essas obras foram financiadas diretamente pelo atual Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações  (MCTIC) por meio da AEB.

Ao longo do período de 2003 a 2017 foram investidos pela AEB cerca de R$ 545 milhões na infraestrutura geral do Centro, refletindo o modelo de cooperação vigente junto ao Ministério da Defesa e ao Comando da Aeronáutica.

Infraestrutura Terrestre: Controlando Satélites


Localizado em Brasília (DF), o Centro de Operações Espaciais Principal (COPE-P) é o lugar onde militares das três Forças Armadas e civis da Telebras se revezam na operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Essa instalação pode ser erroneamente confundida com uma grande sala. Poucos sabem o alcance que aquela “sala” possui sobre o território brasileiro.

Centro de Operações Espaciais Secundário (COPE-S), inaugurado em 19 de novembro, e localizado na Estação Rádio da Marinha do Rio de Janeiro (ERMRJ) é o back-up do sistema garantindo o funcionamento, a operação e todos os serviços prestados pelo SGDC em caso de impedimento do COPE-P.

(Imagem: Divulgação)
Estrutura reconhecida pelo Uptime Institute abriga data center do SGDC.

Em órbita desde maio de 2017, o SGDC foi concebido para efetuar a transmissão de internet banda larga para todo o Brasil, bem como auxiliar no monitoramento de todo o território nacional, especialmente zonas fronteiriças, ao permitir as Forças Armadas operarem dispondo de comunicações estratégicas via satélite.

Satélites de Observação da Terra até 2022

Carponis-1 é o primeiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto de alta resolução espacial e faz parte das constelações do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais(PESE), que integra o Programa Espacial Brasileiro.


Ele terá capacidade de gerar imagens coloridas com resolução igual ou inferior a um metro, ou seja, com mais qualidade, nitidez e precisão que as imagens providas pelo satélite sino-brasileiro, o CBERS-4, que pode somente prover imagens em preto e branco com resolução máxima de cinco metros.

A previsão é que o satélite seja colocado em órbita até 2022.

Segundo o brigadeiro Veríssimo (atualização), é recomendável evitar comparações entre Carponis 1 e CBERS por serem satélites diferentes. Além disso, o Carponis não existe ainda e quando for contratado o será no exterior, usando conteúdo internacional na sua primeira encomenda, enquanto o CBERS já possui conteúdo nacional.

Para uma melhor compreensão desta temática, Veríssimo sugeriu a leitura do artigo: “Nota de esclarecimento da AEB-INPE: Características dos satélites sino-brasileiros de recursos terrestres – CBERS”, disponível no site da AEB: aeb.gov.br

No âmbito da Defesa e Segurança, o satélite proverá o apoio de inteligência nas operações militares em território nacional e internacional, sobretudo, com a identificação e monitoramento constante das áreas utilizadas para práticas ilícitas, como as áreas de fronteira e de alta criminalidade nos grandes centros urbanos.


Já como exemplos de utilização por outros órgãos governamentais, destacam-se a fiscalização mais precisa de áreas de desmatamento, o monitoramento da produção agrícola e o apoio à fiscalização fundiária.

Projeto Carponis é definido pela Força Aérea Brasileira (FAB) como um sistema de observação da Terra com sensor óptico de alta resolução espacial e possível inclusão de banda infravermelha, orbita otimizada para observação de zonas de interesse do Brasil, capaz de realizar o monitoramento hidrológico no setor elétrico (Resolução 003/2010), apto á fiscalização e monitoramento ambiental e mapeamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR), detecção de desmatamento em pequenas áreas, e observação militar de áreas de interesse das Forças Armadas brasileiras dentro e fora do território nacional.


*Grupos de Trabalho (GT) temáticos: CDPEB 2018 GT1 Governança GT2 Salvaguardas Tecnológicas GT3 Liquidação da ACS GT4 Empresa Pública (ALADA) GT5 Projeto Mobilizador GT6 VL-X GT7 Questão Fundiária em Alcântara GT8 Plano de Comunicação Social GT9 Pessoal do DCTA;AEB;INPE GT10 Políticas Públicas em Alcântara. Segundo atualização do brigadeiro Veríssimo “O CDPEB, originalmente, tinha 9 GT’s. O GT-10, 11 e 12 são novos grupos ( o GT-10 é continuação do GT-fundiario, o GT-11 trata do financiamento dos projetos mobilizadores e o GT12 trata de Lei Geral do Espaço)”


Fonte: Site da Revista Tecnologia & Defesa - http://tecnodefesa.com.br

Comentário: Bom leitor está ai os planos criados pelo Comitê para o Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB). Não vou aqui discutir mais o tal do trambolho espacial francês SGDC-1 (afinal não tem jeito mais a dar e infelizmente para nós a segurança de nossos dados foi colocada em cheque, inclusive e principalmente as militares) nem os planos, mesmo os em relação aos foguetes previstos, pois há meu ver é só uma questão politica de querer realizar o que aqui foi apresentado. E espero mesmo que o VLM-1 seja um foguete desenvolvido com o proposito de se chegar as tecnologias sensíveis para os tais Aquila 1, Aquila-1E (olha só o que houve com L75, parece está fora dos planos) e ao Aquila-2, e como realmente deve ser, ou seja, sem a presença controladora dos alemães como no VLM-1. Esta aqui me pareceu ser a razão que motivou o CDPEB em não dar continuidade ao VLM-1, até porque os nossos cientista e pesquisadores nos institutos e na indústria estão aptos para realizar esta missão, se assim forem desafiados (já basta a merda que fizeram com o SGDC-1). Agora leitor, quanto ao grande imbróglio que o CDPEB criou para a governança do PEB, estou estarrecido. Amigo leitor, a ideia era simplificar para assim facilitar esta mesma governança, tornando-a ágil, e os caras complicaram ainda mais o que já estava complicadíssimo. Sinceramente este mastodonte criado por essa gente não tem a menor chance de funcionar. É muito triste leitor observar que invés de andarmos para frente, estamos dando ainda mais passos para trás e a única esperança que nos resta é que o nosso Ministro Marcos Pontes tenha a mesma visão que a nossa, e assim venha convencer ao presidente Jair Bolsonaro em rever este sistema mastodonte governacional criado pelo CDPED, tornando-o assim mais simples e ágil. Pois caso contrario leitor, continuaremos dando murro em ponta de faca. Aproveito aqui para parabenizar ao jornalista Roberto Caiafa pela excelente reportagem, bem como ao Pe. Paulo Giovanni Pereira e ao Dr. Waldemar Castro Leite pelo envio desta matéria ao nosso Blog.