quinta-feira, 24 de julho de 2014

Atualização da Semana de Nossas Campanhas

Olá leitor!

Hoje é quinta-feira e sendo assim é dia de atualizar você uma vez mais sobre as nossas campanhas. Segue abaixo a atualização dessa semana.

Em relação à campanha da “Petição Online da ACS - Mudanças Já ou o Destrato do Acordo”, essa semana infelizmente não  tivemos nenhum avanço, e continuamos com as mesmas  729 assinaturas no período. O resultado continuou extremamente ruim e esperávamos um resultado bem melhor esta semana, e com a notícia de que a ACS pode está em processo de implosão correndo o risco de sofrer uma CPI, e também agora o infeliz envolvimento da SpaceMETA com essa iniciativa desastrosa para o nosso país, esta é a hora leitor de fazermos valer a nossa luta contra este acordo candiru’ e altamente prejudicial que vem literalmente boicotando o verdadeiro Programa Espacial Brasileiro. Vamos lá gente, vários profissionais do PEB já assinaram essa petição e precisamos do seu apoio nessa luta contra esse energúmenos irresponsáveis.

Já quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, continuamos essa semana com os mesmos nove grupos inscritos desde o lançamento da campanha, ou seja, os grupos Auriflama FoguetesCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoNTAITA Rocket DesignUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo). Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar?

Agora leitor, em relação á “Campanha de Manutenção do Blog”, continuamos com os mesmos 7 colaboradores que já haviam realizado as suas contribuições do mês de julho no vakinha.com.br. Foram Eles:

1 - Bogdan Czaplinski Martins Barros
2 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
3 - Diego LvM
4 - Elói Fonseca, Cap. (ITA)
5 - Fabrício de Novaes Kucinskis (INPE)
6 - Hugo Ataides
7 - José Félix Santana, Prof. (Presidente do CEFEC)

Infelizmente não há como deixar de constatar que essa foi a pior semana se todas desde que lançamos essas campanhas, pois não obtivemos qualquer apoio em nenhuma das campanhas em curso.

Além disso, é também um fato de que o número de colaboradores com a campanha de manutenção do blog diminui a cada mês, campanha esse que chegou em seus primórdios a ter pouco mais de 20 colaboradores e hoje não chega a nem a 10, o que é uma pena, pois a continuar nesta trajetória não haverá como negar o seu fracasso e um sonho desfeito.

Bom leitor por enquanto é isto, e vamos continuar aguardando que a partir dessa semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

São Paulo Integra Projeto Internacional de Megatelescópio

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (22/07) no site da “Agência FAPESP”, destacando que o estado de São Paulo integrará projeto internacional de Megatelescópio.

Duda Falcão

Especiais

São Paulo Integra Projeto
Internacional de Megatelescópio

Por Diego Freire
24/07/2014

FAPESP anuncia entrada no
consórcio internacional do
Giant Magellan Telescope
com investimento de US$
40 milhões (GMT).
Agência FAPESP – Um dos principais telescópios do mundo terá a participação de pesquisadores do Estado de São Paulo em suas operações, resultado da integração da FAPESP no consórcio internacional do Giant Magellan Telescope (GMT), que começará a ser construído em 2015, nos Andes chilenos.

O GMT, que deverá funcionar plenamente em 2021, ampliará em cerca de 30 vezes o volume de informações acessíveis aos telescópios atualmente em operação.

A FAPESP investirá US$ 40 milhões no projeto, o que equivale a cerca de 4% do custo total estimado. O investimento garantirá 4% do tempo de operação do GMT para trabalhos realizados por pesquisadores de São Paulo, além de assento no conselho do consórcio.

De acordo com Hernan Chaimovich, membro da Coordenação Adjunta de Programas Especiais e coordenador dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da FAPESP, estão sendo conduzidas negociações com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para cofinanciamento e ampliação da participação a instituições de todo o Brasil.

“Há o interesse genuíno de ambas as partes que pesquisadores de todos os estados possam usufruir do telescópio e se beneficiem das possibilidades de pesquisa abertas”, disse Chaimovich.

Foram quase três anos de análises desde a solicitação inicial para participação da FAPESP no consórcio, feita por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em outubro de 2011. Em julho de 2012, a proposta foi submetida à avaliação de assessores internacionais, e os pareceres, todos positivos, foram recebidos em janeiro de 2013.

Em novembro do mesmo ano, como parte das avaliações da proposta, a FAPESP organizou um workshop científico sobre o projeto na sede da Fundação. “O objetivo foi aferir o interesse e o potencial da comunidade científica paulista na área”, explicou Chaimovich.

Participaram do evento diretores e cientistas do GMT, astrônomos do Estado de São Paulo e pesquisadores e gestores do Laboratório Nacional de Astrofísica, do Observatório Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), entre outros.

Também foi realizado um workshop com representantes de indústrias interessadas em participar do projeto. “O Brasil tem grandes empresas capazes de atuar em diversos setores do processo, desde a produção de peças mecânicas para o telescópio até a construção civil”, disse Chaimovich.

Em junho de 2014, a Coordenação Adjunta de Programas Especiais da FAPESP deu parecer favorável e o Conselho Técnico-Administrativo (CTA) da Fundação aprovou o financiamento, assim como a continuidade do diálogo com o MCTI para obtenção de cofinanciamento. Também está sendo tratado com a USP o estabelecimento de um Centro de Gestão de Grandes Projetos de Astronomia na universidade. 

Novos Horizontes

Para o astrofísico João Evangelista Steiner, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, o GMT abrirá novas fronteiras em quase todas as áreas da astronomia contemporânea.

“Com essa medida, a FAPESP assegura que a comunidade astronômica brasileira estará na vanguarda por muitas décadas, com grandes oportunidades de descobertas científicas, atraindo novos talentos e também levando inovação para a nossa indústria por meio de parcerias internacionais. Trata-se de um salto quantitativo e qualitativo que firmará a posição do país como participante pleno da astronomia mundial”, disse à Agência FAPESP.

De acordo com Steiner, o trabalho seguirá os moldes da participação brasileira em outros grandes projetos da área, também financiados pela FAPESP: o Gemini, em operação desde 2004 com dois telescópios “gêmeos”, um nos Andes chilenos e outro no Havaí; e o Southern Observatory for Astrophysical Research (Soar), operando nos Andes desde 2005.

“O Brasil levará ao GMT as experiências e os conhecimentos acumulados no Gemini e no Soar, que foram de extrema importância para os pareceres positivos da comunidade científica internacional nas avaliações feitas pela FAPESP sobre o projeto”, disse Steiner.

O acesso a um telescópio das proporções do GMT será decisivo na formação da comunidade acadêmica brasileira, segundo Steiner. “Participar de pesquisas em instalações de classe mundial será essencial para atrair estudantes e para manter a qualidade da investigação científica na área no mais alto nível”, disse.

Para o pesquisador, o cenário já está em transformação. “Antes de o Brasil ingressar no Gemini e no Soar, os programas de pós-graduação em astronomia não eram muito atraentes. Mas, com a perspectiva de ter acesso a essas instalações internacionais, o interesse dos alunos aumentou, tanto em quantidade como em qualidade. Os jovens, em geral, têm anseio pelo desafio. A chance de atuar com um telescópio de 25 metros de diâmetro, como o GMT, certamente oferece um futuro desafiador”, disse.

O Brasil tem 19 programas de pós-graduação em astronomia, seis deles no Estado de São Paulo.

O Megatelescópio

O GMT será instalado no Observatorio Las Campanas, na região do Atacama, na Cordilheira dos Andes, próximo à cidade chilena de Vallenar – região privilegiada para observações astronômicas por conta da altitude de mais de 2.500 m, da escuridão do céu do hemisfério Sul e do clima seco.

Os equipamentos permitirão aos astrônomos investigar a formação de estrelas e galáxias logo após o Big Bang, medir a massa de buracos negros e mapear o ambiente imediato em torno deles. Com o GMT será possível descobrir e caracterizar planetas em torno de outras estrelas, com possibilidade de detecção de exoplanetas semelhantes à Terra, e estudar a natureza da matéria e da energia escuras.

“Embora a descoberta de novos exoplanetas esteja crescendo exponencialmente, questões relevantes sobre como são formados os sistemas planetários e o quanto eles são estáveis requerem grande abertura e alta resolução espacial. Os estudos no GMT poderão mostrar, por exemplo, se planetas gasosos se formam como o nosso”, estima Steiner.

O GMT usará sete dos maiores espelhos ópticos já construídos para formar um único telescópio de 25,4 metros de diâmetro. Lasers potentes serão usados para medir e corrigir distorções induzidas pela atmosfera da Terra, produzindo imagens de objetos celestes distantes com clareza sem precedentes.

A área coletora de fótons será cem vezes maior que a do telescópio espacial Hubble e a nitidez das imagens, no infravermelho, será dez vezes melhor.

Mais de uma centena de engenheiros e cientistas dos escritórios do GMT – localizados em Pasadena, na Califórnia (Estados Unidos) e nas instituições parceiras – estão envolvidos no desenvolvimento do projeto. O primeiro espelho óptico, de 8,4 metros, já foi finalizado no Steward Observatory Mirror Lab da University of Arizona. Outros dois estão sendo lixados e polidos, e o vidro do quarto espelho deverá ser derretido no forno do laboratório em março de 2015.

Também são parceiras do projeto as instituições Astronomy Australia Limited, Australian National University, Carnegie Institution for Science, Harvard University, Korea Astronomy and Space Science Institute, Smithsonian Institution, Texas A&M University, University of Chicago, University of Texas at Austin e, com a entrada da FAPESP no consórcio, a USP.

Além do GMT, há outros dois projetos de telescópios gigantes sendo desenvolvidos internacionalmente: o European Extremely Large Telescope (E-ELT), coordenado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), e o Thirty Meter Telescope (TMT), administrado pelo California Institute of Technology e pela University of California. A participação do Brasil no E-ELT, aprovada pelo MCTI em 2010, aguarda aprovação do Congresso Nacional.

Mais informações sobre o GMT em www.gmto.org.


Fonte: Site da Agência FAPESP

Un Experimento Demuestra el Decaimiento del Bosón de Higgs en Componentes de la Materia

Hola lector!

A continuación se muestra un artículo publicado hoy (24/07) en el sítio web en español de la "Agencia FAPESP", sobre el decaimiento del Bosón de Higgs en Componentes de la Materia.

Duda Falcão


Artículos

Un Experimento Demuestra el Decaimiento del
Bosón de Higgs en Componentes de la Materia

Por José Tadeu Arantes
24/07/2014

Esta comprobación corrobora la
hipótesis de que el bosón es el
generador de la masa de las
partículas constituyentes de la
materia. Un grupo que cuenta
con participación brasileña
anunció el descubrimiento
en Nature Physics (CMS)
Agência FAPESP – El decaimiento directo del Bosón de Higgs en fermiones –que corrobora la hipótesis de que es el generador de la masa de las partículas constituyentes de la materia– se ha comprobado en el Gran Colisionador de Hadrones (LHC, por sus siglas en inglés), el gigantesco complejo experimental de la Organización Europea para la Investigación Nuclear (CERN) ubicado en la frontera de Suiza con Francia.

El anuncio del descubrimiento, a cargo del grupo de científicos ligados al detector Solenoide Compacto de Muones (CMS, por sus siglas en inglés), acaba de salir publicado en la revista Nature Physics.

Del equipo internacional del CMS, compuesto por alrededor de 4.300 integrantes (entre físicos, ingenieros, técnicos, estudiantes y personal administrativo), forman parte dos grupos de científicos brasileños: uno con sede en el Núcleo de Computación Científica (NCC) de la Universidade Estadual Paulista (UNESP), en São Paulo, y otro en el Centro Brasileño de Investigaciones Físicas del Ministerio de Ciencia, Tecnología e innovación (MCTI) y en la Universidad del Estado de Río de Janeiro (UERJ), en Río de Janeiro.

“En el experimento se midieron por primera vez los decaimientos del Bosón de Higgs en quarks bottom y leptones tau. Y se mostró que son consistentes con la hipótesis que indica que la masa de esas partículas también se generan mediante el mecanismo de Higgs”, declaró el físico Sérgio Novaes, docente de la UNESP, a Agência FAPESP.

Novaes es líder del grupo de la universidad paulista en el experimento CMS e investigador principal del Proyecto Temático intitulado “Centro de Investigación y Análisis de São Paulo” (SPRACE), que está integrado al CMS y cuenta con el apoyo de la FAPESP.

El nuevo resultado reforzó la convicción de que el objeto cuyo descubrimiento se anunció oficialmente el 4 de julio de 2012 es realmente el Bosón de Higgs, la partícula que le confiere masa a las demás partículas, de acuerdo con el Modelo Estándar, el cuerpo teórico que describe a los componentes y a las interacciones presuntamente fundamentales del mundo material.

“Desde el anuncio oficial del descubrimiento del Bosón de Higgs se han recabado muchas evidencias que muestran que la partícula correspondía a las predicciones del Modelo Estándar. Fueron fundamentalmente estudios relativos a su decaimiento en otros bosones (las partículas responsables de las interacciones de la materia), como los fotones (los bosones de la interacción electromagnética) y el W y el Z (bosones de la interacción débil)”, dijo Novaes.

“Sin embargo, aun admitiendo que el Bosón de Higgs fuese responsable de la generación de las masas del W y del Z, no era obvio que generase también las masas de los fermiones (las partículas que constituyen la materia, como los quarks, que componen los protones y los neutrones; y los leptones, como el electrón y otros), pues el mecanismo es un tanto distinto, e involucra al llamado ‘acoplamiento de Yukawa’ entre esas partículas y el campo de Higgs”, prosiguió.

Los científicos buscaban una evidencia directa de que el decaimiento del Bosón de Higgs en esos campos de materia obedecería a la receta del Modelo Estándar. Pero ésa no era una tarea sencilla, pues precisamente debido a que confiere masa, el Higgs presenta la tendencia a decaer en las partículas más masivas, tales como los bosones W y Z, por ejemplo, que poseen masas entre 80 y 90 veces superiores a la del protón, respectivamente.

“Asimismo, existían otros factores de complicación. En el caso particular del quark bottom, por ejemplo, un par bottom-antibottom puede producirse de muchas otras maneras, más allá del decaimiento del Higgs. Se hacía entonces necesario filtrar todas esas otras posibilidades. Y en el caso del leptón tau, la probabilidad de decaimiento del Higgs en él es sumamente pequeña”, comentó Novaes.

“Para hacerse una idea, por cada billón de colisiones realizadas en el LHC, existe un evento con Bosón de Higgs. De estos, menos del 10% corresponden al decaimiento del Higgs en un par de taus. Aparte, el par de taus también puede producirse de otros modos: a partir de un fotón, y con una frecuencia mucho mayor, por ejemplo”, dijo.

Para comprobar con seguridad el decaimiento del Bosón de Higgs en el quark bottom y en el leptón tau, el equipo del CMS debió recolectar y procesar una cantidad descomunal de datos. “Por eso nuestro artículo en Nature tardó tanto tiempo para salir. Fue literalmente más difícil que procurar una aguja en un pajar”, afirmó Novaes.

Pero lo interesante, según el investigador, fue que aun en esos casos, en que se consideraba que el Higgs podría huir de la receta del Modelo Estándar, esto no sucedió. Los experimentos fueron sumamente coherentes con las predicciones teóricas.

“Resulta siempre sorprendente verificar la concordancia entre el experimento y la teoría. Durante años, el Bosón de Higgs había sido considerado un mero artificio matemático, destinado a dotar de coherencia interna al Modelo Estándar. Muchos físicos apostaban a que jamás se lo descubriría. Se buscó esa partícula durante casi medio siglo y terminó siendo admitida debido a la falta de una propuesta alternativa capaz de responder por todas las predicciones con el mismo margen de acierto. Por eso los resultados que estamos obteniendo ahora en el LHC son realmente espectaculares. Uno suele sorprenderse cuando la ciencia fracasa. Pero el verdadero asombro surge cuando sale bien”, dijo Novaes.

“En 2015, el LHC funcionará con el doble de energía. Se espera llegar a los 14 teraelectrón voltios (TeV) (14 billones de electrón voltios). En ese nivel de energía, los haces de protones serán acelerados a más del 99,99% de la velocidad de la luz. Resulta fascinante imaginar qué podremos descubrir”, afirmó.

Puede leerse el artículo Evidence for the direct decay of the 125 GeV Higgs boson to fermions (doi:10.1038/nphys3005), de la colaboración, en: http://nature.com/nphys/journal/vaop/ncurrent/full/nphys3005.html.


Fuente: Sitio web de la Agencia FAPESP

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Vivemos no País do Plunct-Plact-Zum

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo escrito pelo jornalista Salvador Nogueira e postado hoje (27/07) no seu blog “Mensageiro Sideral” do site do Jornal Folha de São Paulo, destacando que vivemos no pais do Plunct-Plact-Zum.

Duda Falcão

Vivemos No País do Plunct-Plact-Zum

POR SALVADOR NOGUEIRA
23/07/14 - 06:07


Em 28 de dezembro de 2010, o então ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Sergio Rezende, assinou, em nome do governo brasileiro, o acordo para que o país fizesse parte do ESO (Observatório Europeu do Sul), a maior organização de pesquisa astronômica do mundo.

De imediato, os europeus concederam os privilégios de membro ao Brasil, e cientistas brasileiros puderam requisitar tempo nos telescópios já construídos nas mesmas condições dos astrônomos dos outros países-membros.

Para que o Brasil pudesse cumprir sua parte no acerto, contudo, era preciso que o Congresso Nacional aprovasse o acordo assinado pelo Executivo. Passou 2011. 2012. 2013. Estamos às vésperas da eleição em 2014. E o documento ainda não recebeu o selo do Legislativo para poder entrar em vigor.

Os europeus contavam com esses recursos para dar continuidade a seu plano de construir um telescópio de próxima geração, o E-ELT, de 38 metros de diâmetro. O plano está se atrasando por conta da clássica inércia do Brasil, o país do Plunct-Plact-Zum: aquele que nunca vai a lugar nenhum.

Durante esse período, Dilma Rousseff teve três ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação: Aloizio Mercadante (só esquentando a cadeira até ser alçado à mais prestigiosa pasta da Educação), Marco Antônio Raupp e Clelio Campolina Diniz. Nenhum deles fez força para buscar apoio no Congresso para o acordo. Os europeus esperam pacientemente, mas cada vez menos pacientemente. Já discutem internamente excluir o Brasil, que recebeu tudo a que tinha direito até agora, mas propiciou um calote camuflado, escondido sob a clássica (e conveniente) morosidade do Congresso (“sabe como é, teve o carnaval, depois veio a Copa e agora já estamos em ritmo de eleição, etc.”).

A verdade é que não há interesse político em empurrar o acordo. Por quê? Porque isso não gera votos. É preciso espírito de estadista para levar adiante projetos cujo objetivo imediato não é cativar corações e mentes dos eleitores, mas meramente alavancar o potencial de uma comunidade de cientistas particularmente pequena.

Muito se discutiu sobre as vantagens de o Brasil fazer parte do ESO. Há quem diga que o custo é alto demais para o tamanho da nossa comunidade astronômica e que, da forma como está posto, o país pagará sem garantia de acesso aos telescópios (os projetos de observação são julgados pelo mérito por uma comissão). Seria essa a razão dos atrasos? Falta convicção por parte do governo de uma decisão tomada na gestão anterior?

A essas perguntas se sobrepõe outra: quanto vale uma assinatura do governo brasileiro num acordo internacional? Por ora, ele está assinado. Se a atual gestão julga que ele não tem mérito, que comunique ao ESO sua desistência, e vida que segue. Empurrar com a barriga e ver no que dá, apesar de ser o clássico modus operandi da política brasileira, só coloca o nome do país na berlinda em termos internacionais. Parceiro absolutamente não confiável.

OUTROS CASOS DE PLUNCT-PLACT-ZUM

Não é novidade. Em 1998, o Brasil assinou um acordo para fazer parte da Estação Espacial Internacional. Produziria peças para o complexo orbital em troca da certificação para se tornar fornecedor em projetos espaciais da NASA, ter tempo de uso na estação e o treinamento de um astronauta brasileiro. Documento assinado entre dois presidentes, Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton.

Mas quem se importa com isso? Em 2001, o Brasil sinalizou à NASA que o custo das peças era superior ao que se podia gastar. Até aí, tudo bem, a postura foi de transparência, buscando renegociar os termos do acordo original. A partir de 2003, contudo, mudou o governo. Saiu FHC, entrou Lula. Aí, tudo que existia antes automaticamente não prestava — a hilária “herança maldita”. Em vez de comunicar à NASA a desistência da participação, o governo foi empurrando com a barriga. Os americanos cumpriram sua parte e treinaram o astronauta brasileiro, mesmo sem ver a cor das peças. E ficaram sem ver mesmo. Em 2006, não dava mais para a NASA esperar. O Brasil acabou expulso da estação espacial.

Quer outro caso? Em 2003, um acidente terrível mata 21 técnicos e engenheiros em Alcântara, durante a terceira tentativa de lançar o VLS-1 — o Veículo Lançador de Satélites, foguete capaz de nos dar autonomia de acesso ao espaço. Duas tentativas anteriores de lançá-lo haviam sido feitas, em 1997 e 1999. Em seguida à tragédia, o presidente Lula prometeu que uma nova tentativa seria feita até o fim de seu mandado — 2006, portanto. Passou 2006 e nada. Mas Lula foi reeleito, ganhando nova chance de cumprir o prometido. Então veio 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014… e você acredita que esse foguete sai em 2015?

Quer mais um? No mesmo ano do acidente do VLS, 2003, o governo brasileiro assinou um acordo com a Ucrânia para lançar de Alcântara os foguetes Cyclone-4. Previsão de primeiro lançamento: 2006. Atualmente, está marcado para o segundo semestre de 2015. Será que sai?

Note que não estou debatendo a questão do mérito de todos esses planos e acordos. O cerne, para mim, é: o governo brasileiro tem o péssimo hábito de assinar papéis com parceiros internacionais e não honrar o combinado.

ENTRE MORTOS E FERIDOS

O problema desses atrasos e tropeços é que perdemos janelas de oportunidade. No caso da ISS, a desistência não comunicada do governo resultou na nossa vergonhosa expulsão, e tudo que se pôde salvar foi o voo do astronauta, contratado à parte dos russos. Mas a possibilidade de se tornar fornecedor internacional da indústria aeroespacial, assim como a perspectiva de manter um programa forte de microgravidade e voos tripulados, virou pó.

No caso dos lançadores, o Brasil perde mercado e acaba com projetos obsoletos diante de tantos atrasos. (O VLS-1, por exemplo, foi projetado na década de 1970.)

No impasse do ESO, o Brasil poderia ficar órfão da próxima geração de telescópios, tirando a competitividade da comunidade astronômica nacional. Há três projetos independentes que trabalham hoje para desenvolver telescópios gigantes. Um deles é o do ESO, o ELT (Extremely Large Telescope). Mas há outros dois consórcios internacionais, o do GMT (Giant Magellan Telescope) e o do TMT (Thirty-Meter Telescope).

Diante da letargia federal na adesão ao ESO, o governo paulista, em questão de um ano, articulou sua entrada no GMT — telescópio rival do ELT que deve começar a operar, com infraestrutura parcial, em 2021. A participação paulista, bancada pela FAPESP, será de US$ 40 milhões. A ideia da agência de fomento é dividir esse custo mais adiante com o governo federal, em troca de acesso ao telescópio para pesquisadores de fora de São Paulo. É um acordo mais modesto que o do ESO, que envolve US$ 371 milhões em onze anos e permitiu acesso imediato às instalações já existentes, além do futuro uso do ELT, que deve ficar pronto só em 2024.

Com a iniciativa paulista, pelo menos sem acesso à próxima geração de telescópios os astrônomos brasileiros não ficarão. Mas é assumidamente uma conquista muito mais modesta do que as ambições que poderíamos ter com o ESO. Até quando ainda teremos de viver no país do Plunct-Plact-Zum?


Fonte: Blog “Mensageiro Sideral“ – http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br

Comentário: Muito interessante esse artigo do jornalista Salvador Nogueira, especialmente quando o mesmo diz: “A verdade é que não há interesse político em empurrar o acordo. Por quê? Porque isso não gera votos.”. Esta me parece ser uma clara evidência de que a mídia chamada séria desse país começa a acordar de que não vivemos num país sério, e isso é muito bom, muito bom mesmo leitor e eu parabenizo ao jornalista Salvador Nogueira pela iniciativa. É isso mesmo, vivemos num país de fantasias estimuladas por uma classe política formada pela escoria da sociedade, gente que não vale nada e que tem origem nas diversas classes sociais da sociedade brasileira, especialmente e infelizmente da classe dominante que em tese deveria ser a condutora do desenvolvimento do país, mas que na verdade têm outros interesses o que torna o comportamento dessa classe política conveniente para eles, quando não, conivente com esses seus próprios interesses. Estamos na mão de bandidos travestidos de autoridades, tomando decisões inconsequentes, populistas, estúpidas e motivadas pela impunidade. Em resumo, o Brasil é uma piada como nação e continuará na mão dessa gente até que seu povo amadureça definitivamente como cidadãos e lute pelos interesses dessa terra de ninguém onde impera a impunidade. Aproveitamos para agradecer ao leitor José Ildefonso por nos ter enviado esse interessante artigo.

Empresa Brasileira Participa de Evento de Lançamentos de Foguetes nos EUA

Olá leitor!

A empresa pernambucana BANDEIRANTE, especializada em motores e foguetes educativos, esteve na pessoa do seu diretor Roberto de Paula participando de um evento de lançamentos de foguetes promovido pelo “Tripoli Houston Rocket Club” dos EUA, evento este realizado dia 12/07 no Aeroporto Municipal de Hearne, no estado americano do Texas, aproximadamente 175 km da cidade de Houston.

Segundo o Sr. Roberto o tema do evento foi o "maior impulso específico" e apesar do Club Tripoli ser um clube de foguetes de alta potencia, o diretor da BANDEIRANTE foi recebido por todos num clima de muita cordialidade e atenção.

A empresa brasileira participou do evento com o seu foguete SONDA III de apenas 65 cm de comprimento com dois estágios movidos por dois motores ESTES B6 (uma réplica do antigo SONDA III desenvolvido pelo CTA nos anos 70), e com dois motores Super Long Burn lançados através de dois foguetes SUPER BASICO INICIANTE (produzidos pela empresa) que chegaram a provocar um ‘uauuuuu’ nos espectadores quando rasgaram os céus de Hearne com o seu ronco discreto que durou 10 segundos, tempo suficiente para pousarem longe demais e não serem recuperados.

Ainda segundo o Sr. Roberto, a BANDEIRANTE espera em breve implantar no Brasil um “Clube de Foguetes Educacionais” baseado na filosofia adotada pela Tripoli Rocketry Association Inc”, mas este é um assunto para abordarmos em outra oportunidade.

Abaixo segue algumas fotos do evento e vídeos do lançamento dos foguetes brasileiros e para quem quiser ver mais fotos do evento ou conhecer melhor a empresa sugiro que faça uma visita aos seguintes links: https://plus.google.com/photos/112334706764743334788/albums/6038905394652777793?banner=pwa e http://www.boavistamodelismo.com.br/

Duda Falcão

Nesta foto o Sr. Roberto de Paula olha para cima
acompanhando o lançamento de um dos foguetes do evento
Nesta foto o primeiro estágio foguete SONDA III por
ser observado sobre a mesa entre a ogiva do
foguete do Mr. Eric (um dos integrantes do clube),
da antena de UHF e do Lap Top.
Nesta foto nota-se a bandeira dos EUA sempre
hasteada nos locais onde existem atividades, coisa
que chamou bastante atenção do Sr. Roberto.
Um dos foguetes BÁSICOS da BANDEIRANTE com o motor
Super Long Burn aguardando na rampa de lançamento.
video
Lançamento do Foguete BÁSICO com 
motor Super Long Burn.
video
Vídeo filmado pelo Mr. David, vice presidente do
clube para pegar a trajetória do foguete  BÁSICO
com o motor Super Long Burn.


Fonte: Empresa Bandeirante - Tecnologia Aeroespacial para a Educação - http://www.boavistamodelismo.com.br/

Chegada do Homem à Lua Inspirou Programa Espacial Brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada ontem (22/07) no site “R7 Notícias” destacando que a chega do homem a Lua inspirou o Programa Espacial Brasileiro.

Duda Falcão

Tecnologia e Ciência

Chegada do Homem à Lua Inspirou
Programa Espacial Brasileiro

Presidente da Agência Espacial Brasileira evita
comparações com programa nacional

Tiago Alcântara, do R7
22/7/2014 às 00h10
Atualizado em 22/7/2014 às 18h17

Reprodução/AEB
As missões da AEB são voltadas para a área civil e a
exploração do espaço do ponto de vista pacifico.

Na próxima quinta-feira (24), boa parte do mundo estará comemorando o desfecho da Apollo 11 da NASA. A missão que levou uma tripulação humana à Lua e de volta para a Terra marcou uma série de profissionais e até mesmo serviu como incentivo aos programas de países que não estavam envolvidos na disputa entre norte-americanos e russos pelo domínio do espaço.

Apesar de não haver uma ligação direta entre um projeto e outro, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, atendeu à reportagem do R7 por telefone para comentar o quanto os feitos dos norte-americanos, russos e demais potências espaciais influenciaram o programa espacial do Brasil.

Conheça todas as missões Apollo da NASA

Reprodução/NASA
Astronauta caminha sobre a Lua durante a missão Apollo 16.

— O programa espacial do mundo inteiro foi muito baseado nessas conquistas, realizadas ao final dos anos 50 e ao correr dos anos 60. Tanto do lado dos Estados Unidos quanto do lado da Rússia, é uma corrida muito forte para verificar quem desenvolvia os primeiros eventos. É claro que o mundo todo foi despertado por essas iniciativas. Daí para frente, todos foram motivados por esses grandes movimentos.

Coelho afirma que os russos tinham um programa muito forte na área de lançadores – potencial oriundo do poder bélico do país europeu. Ele ainda lembra que da importância dos alemães, especialistas em foguetes.

Vale lembrar que o Brasil criou seu Centro Técnico da Aeronáutica em 1946, hoje chamado de Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), que responde diretamente ao Ministério da Aeronáutica. Nos moldes atuais, a Agência Espacial Brasileira foi criada em 1994 e é responsável por formular e controlar a política espacial brasileira.

Absorção de Tecnologia

Presidente da AEB ainda explica que essa motivação pela conquista espacial foi assimilada pelo Brasil e inspirou o projeto de criar condições de infraestrutura necessária para ter o desenvolvimento de um programa na área espacial.

— A absorção da tecnologia se dá quando você se permite trabalhar junto com outras culturas, como por exemplo, que trabalhamos com os chineses desde os anos 80 até hoje. Naturalmente, no processo de desenvolvimento conjunto, há absorção de tecnologia de um lado e de outro.

Comparações com a NASA

Acostumado com as comparações entre o programa da agência nacional e de outros países, Coelho comenta que temos uma situação e objetivos diferentes.


Flicker/NASA HQ PHOTO
Expedição Soyuz deste ano reuniu tecnologias das
agências espaciais norte-americanas e russas.

— As pessoas sempre tentam comparar o nosso programa espacial com o programa dos países poderosos: Rússia, EUA, China, Índia, Israel e a Europa. Todos esses países, com pequenas exceções, foram motivados por questões de problemas com suas vizinhanças e fronteiras e problemas também de se impor como grandes lideranças mundiais. Aqui no Brasil, nosso programa sempre foi voltado para a área civil, para a exploração do espaço do ponto de vista pacifico. Essa motivação não existe no Brasil.

Em suas próprias palavras, Coelho define o programa brasileiro como “humilde e modesto” se comparado com os programas de outras potências. Entretanto, ele afirma que o programa espacial brasileiro é completo: aborda tanto os satélites, lançadores e também os centros de lançamento.

— A primeira coisa que determina o nosso objetivo é o benefício que nós podemos levar ao povo brasileiro com as nossas pesquisas.


Fonte: Site R7 Notícias

Comentário: Pois é leitor, essa é a visão extremamente estreita do presidente de nossa agência espacial que só pode ser explicada por uma tremenda falta de visão ou por estar defendendo o seu emprego ou até algo mais. O mundo caminha para o espaço e até mesmo os objetivos modestos do Brasil  citados de forma indireta pelo Sr. José Raimundo Braga Coelho, não estão sendo atendidos de forma minimamente adequada. Esse senhor é um incompetente e jamais deveria estar à frente do órgão que gerencia as ações deste importante e crucial programa para o futuro de nossa sociedade, mas infelizmente estar a serviço de um desgoverno tão incompetente e irresponsável quanto, para o qual presta seu trabalho de forma exemplar. O presidente da Agência Espacial deveria de ser um homem de visão além do seu tempo, um homem que não foge a luta, e principalmente um homem que tenha compromisso com o PEB e saiba estabelecer responsabilidades, mesmo que isto venha lhe custar o emprego. Em resumo, como dizia minha vozinha: um homem com bolas, afinal quem é competente não tem medo de adversidades. A história da humanidade foi construída por pessoas com este perfil e no momento é alguém assim que precisamos a frente de nossa Agência Espacial de Brinquedo (AEB).

SpaceWorks Market Assessment: NanoSats Beginning to Outstrip Launch Capacity

Hello reader!

It follows a note published on the day (07/22) in the website “Parabolic Arc” highlighting that NanoSats beginning to outstrip Launch Capacity.

Duda Falcão

News

SpaceWorks Market Assessment: NanoSats
Beginning to Outstrip Launch Capacity

By Douglas Messier
July 22, 2014, at 12:16 pm

(Credit: NASA)
AAC Microtec CubeSats 

A note from SpaceWorks Enterprises:

We have conducted a study looking at recent trends in the launch vehicle market. With the growing popularity of nano/microsatellites, this study seeks to determine whether the current launch vehicle market can sufficiently meet this growing demand. Some of our findings include:

* The total number of launches per year has been relatively constant over the last four years despite the significant rise in number of satellites launched per year.

* Nearly half of 2013 launches experienced significant delay, an unfortunate result for secondary payloads seeking rideshare opportunities.

* Our historical analysis suggests that the current supply of launch vehicles will not sufficiently serve future nano/microsatellite market demand.

* In order to foster the dynamic growth observed in 2013, the launch vehicle market will need to provide more launches and increase the portion of launches servicing nano/microsatellites.

Download a PowerPoint briefing here.


Source: Website Parabolic Arc - http://www.parabolicarc.com/

Comentário: Veja você leitor como são as coisas. Está pequena nota demonstra como os nossos pesquisadores tem visão e sabem perfeitamente o que estão fazendo. É preciso lembrar que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) já previa desde a segunda metade da década de 90 do século passado que o mercado para esses tipos de satélites menores haveria de crescer significamente com o desenvolvimento da microeletrônica e de novas tecnologias. Para tanto e estando a frente do seu tempo, lançou já naquela época o projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), projeto este que ficou engavetado durante mais de dez anos devido à falta de apoio e de visão dos debiloides que desgovernam o país desde o desgoverno do ex-presidente Fernando Collor de Mello.  Felizmente para o Brasil a sorte (em parte) bateu a nossa porta quando no final da década passada, o IAE foi procurado pelo Centro Aeroespacial Alemão (DLR) que buscava um veículo lançador para atender o lançamento suborbital do experimento SHEFEX III.  Neste momento os pesquisadores brasileiros aproveitaram a oportunidade e rapidamente tiraram da gaveta o projeto do VLM e apresentaram como opção para a agência alemã, que prontamente aceitou a proposta mediante a promessa do IAE de fazer as modificações necessárias no projeto para atender esta missão alemã.  Modificações estas que como sabemos foram realizadas e vieram resultar no atual Veículo Lançador de Microsatélite 1 (VLM-1). Entretanto, o projeto desse veículo vem enfrentando desde então o mesmo problema que o VLS-1 tem enfrentado desde o desgoverno Fernando Collor de Mello, ou seja, a falta de apoio político, de recursos financeiros e humanos adequados e a tremenda burrocracia que o setor de ciência e tecnologia tem de enfrentar em seu dia-a-dia no Brasil. Vale lembrar também que iniciativas nessa área extremamente promissora são planejadas por pequenas empresas brasileiras (startups) como a Edge of Space, Airvantis, Acrux Aerospace Technologies entre outras, mas que infelizmente sofrem pela falta de apoio de um governo mais interessado em se manter no poder através do uso de políticas populistas ou das bananas, como queiram. BRA SIL SIL SIL SIL

Experiment Demonstrates Decay of the Higgs Boson in Components of Matter

Hello reader!

It follows an article published today (07/23) in the english website of the Agência FAPESP noting that experiment demonstrates decay of the Higgs Boson in components of matter.

Duda Falcão

Articles

Experiment Demonstrates Decay of the
Higgs Boson in Components of Matter

By José Tadeu Arantes
July 23, 2014

(Image: CMS)
Evidence corroborates the hypothesis
that the boson generates the mass of
the particles that constitute matter.
The discovery was announced in Nature
Physics by a group that included Brazilians.
Agência FAPESP – The direct decay of the Higgs boson to fermions – corroborating the hypothesis that the Higgs boson generates the mass of the particles that constitute matter – has been proven at the Large Hadron Collider (LHC), the giant experimental complex maintained by the European Organization for Nuclear Research (CERN) on the border between Switzerland and France.

An announcement of the discovery has just been published in the journal Nature Physics by the group of researchers associated with the Compact Muon Solenoid (CMS).

On the CMS international team, composed of nearly 4,300 members (including physicists, engineers, technical personnel, students and administrative staff), there are two groups of Brazilian scientists: one headquartered at the Center for Scientific Computing (NCC) at São Paulo State University (Unesp) in São Paulo and another at the Brazilian Center for Physics Research of the Ministry of Science, Technology and Innovation (MCTI) and the State University of Rio de Janeiro (UERJ), in Rio de Janeiro.

“For the first time ever, the experiment measured the decay of the Higgs boson to bottom quarks and tau leptons. And it showed that they are consistent with the hypothesis that the masses of these particles are also generated through the Higgs mechanism,” said physicist Sérgio Novaes, professor at Unesp, to Agência FAPESP.

Novaes heads up the Unesp group in the CMS experiment and is the principal investigator in the thematic project “São Paulo Research and Analysis Center” (Sprace), which is associated with the CMS and supported by FAPESP.

The new finding strengthened the conviction that the object whose discovery was officially announced on July 4, 2012, is indeed the Higgs boson. The Higgs boson is the particle that confers mass to other particles, according to the Standard Model, which is the theoretical framework that describes the components and the interactions that are supposedly the basis of the material world.

“Since the official announcement of the discovery of the Higgs boson, a lot of evidence has been collected that shows that the particles generated correspond to the predictions in the Standard Model. The studies basically involved its [the putative Higgs boson’s] decay to other bosons (particles responsible for the interactions of matter), such as photons (bosons that interact electromagnetically) and the W and the Z (weak interaction) bosons,” Novaes said.

“However, even after accepting that the Higgs boson was responsible for generating the masses of W and Z, it was not clear if it would also generate the masses of fermions (particles that constitute matter, such as quarks, which make up protons and neutrons, and leptons such as electrons) because the mechanism is slightly different, involving what’s called the ‘Yukawa coupling [interaction]’ between these particles and the Higgs field,” he went on to say.

The researchers looked for direct evidence that the decay of the Higgs boson in these fields of matter obeyed the formula in the Standard Model. However, this was no easy task: because the Higgs boson confers mass, it has the tendency to decay to the more massive particles, such as the W and Z bosons, which have masses nearly 80 and 90 times greater than protons, respectively.

“Besides this, there are other complicating factors. In the case of the bottom quark, for example, a bottom-antibottom quark pair can be produced many other ways in addition to the decay of the Higgs. So these other possibilities needed to be filtered. And in the case of the tau lepton, the probability of decay of the Higgs to this particle is very small,” Novaes explained.

“Just to get an idea, for every trillion collisions conducted at the LHC, there is one Higgs boson event. Of these, fewer than 10% correspond to the decay of the Higgs to a pair of taus. Furthermore, a pair of taus could also be produced much more frequently in other ways, such as from a photon,” he said.

To convincingly prove the decay of the Higgs boson to a bottom quark and tau lepton, the CMS team needed to collect and process an immense amount of data. “That is why our article in Nature took so long to be published. It was literally harder than finding a needle in a haystack,” Novaes said.

But what was interesting, according to the researcher, was that even in cases such as these, when it was thought that the Higgs might contradict the Standard Model, this did not occur. The experiments were very much in agreement with the theoretical predictions.

“It’s always surprising to find agreement between experiment and theory. For years, the Higgs boson was considered to be nothing more than a mathematical artifice that would provide internal coherence to the Standard Model. Many physicists never even thought it would be discovered. They searched for this particle for nearly half a century and ended up accepting it only due to the absence of an alternative theory to account for all the predictions with the same margin of error. So these results we’re now obtaining at the LHC are really spectacular. We’re usually surprised when science goes wrong. But the real surprise is when it goes right,” Novaes said.

“In 2015, the LHC is expected to run with twice as much energy. The expectation is that it will reach 14 teraelectronvolts (TeV) (14 trillion electronvolts). At this level of energy, the proton bunches will accelerate at more than 99.99% of the speed of light. It’s exciting to think about what we may discover,” he said.

The article “Evidence for the direct decay of the 125 GeV Higgs boson to fermions”(doi:10.1038/nphys3005), with collaboration from the CMS, may be read at http://nature.com/nphys/journal/vaop/ncurrent/full/nphys3005.html.


Source: English WebSite of the Agência FAPESP