sexta-feira, 1 de agosto de 2014

INPE Completa 53 Anos

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (01/08) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) dando destaque aos 53 anos atividades do instituto.

Duda Falcão

INPE Completa 53 anos

Sexta-feira, 01 de Agosto de 2014

Criado em 3 de agosto de 1961, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) deu ao Brasil a capacidade de desenvolver satélites, produzir ciência espacial de qualidade, monitorar nosso território, ter uma previsão de tempo moderna, entender as mudanças globais e fazer com que o Espaço seja parte da sociedade brasileira.

Para comemorar os 53 anos do INPE, um concerto da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos será realizado às 20 horas de quarta-feira, 6 de agosto, no Teatro Municipal. Com regência do maestro Marcello Stasi, o concerto terá no repertório obras de Felix Mendelssohn (Sinfonia Nº 4 em Lá Maior Op. 90 “Italiana”), Alberto Nepomuceno (Intermédio da Série Brasileira) e PiotrIlitch Tchaikovsky (Variações sobre um tema rococó Op. 33).

Ainda na quarta-feira (6), às 10 horas, será celebrada uma missa na Capela do Instituto. Na manhã de quinta-feira (7) haverá corrida e caminhada e, às 19 horas, na ADC do INPE, happy hour para a confraternização dos profissionais do instituto e seus convidados.

O destaque da programação é a cerimônia que acontece na sexta-feira (8), às 15 horas, quando serão homenageados os servidores que completaram 10, 15, 20, 25, 30, 35, 40 e 45 anos de atividades, aqueles que recentemente se destacaram nas carreiras de Pesquisa, Gestão e Desenvolvimento Tecnológico e, ainda, os aposentados durante o último ano. A solenidade deve contar com a presença de autoridades da região, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Agência Espacial Brasileira (AEB), bem como representantes de instituições e empresas do setor espacial.

A cerimônia da tarde de sexta-feira, que acontece na sede do INPE, em São José dos Campos, também marca a inauguração da expansão das instalações do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (transmissão via link com o CPTEC/INPE, no campus do instituto em Cachoeira Paulista).

Pioneirismo

A criação do INPE marca o início das atividades espaciais no Brasil e atualmente o Instituto é reconhecido no mundo todo por seus sistemas de monitoramento do meio ambiente, estudos climáticos e previsão do tempo, ciências espaciais e atmosféricas, engenharia de satélites e pela excelência de seus cursos de pós-graduação. Suas atividades começaram em 1961 como Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (GOCNAE), que em 1963 passou a ser CNAE (Comissão Nacional de Atividades Espaciais), extinta em 1971.

Principal órgão civil responsável pelo desenvolvimento das atividades espaciais no País, o INPE é ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e tem como missão contribuir para que a sociedade brasileira possa usufruir dos benefícios propiciados pelo contínuo desenvolvimento do setor espacial.

Um dos principais programas do INPE é o CBERS (sigla em inglês para China-Brazil Earth Resources Satellite), cujo quinto satélite tem previsão de lançamento para dezembro de 2014. As imagens obtidas a partir dos satélites da série CBERS permitem uma vasta gama de aplicações – desde mapas de queimadas e monitoramento do desflorestamento da Amazônia, da expansão agrícola, até estudos na área de desenvolvimento urbano.

Como executor de atividades do Programa Espacial Brasileiro, fomenta a inovação e o fortalecimento do setor aeroespacial no país. No INPE, são construídos satélites para produção de dados sobre o planeta Terra e desenvolvidas pesquisas que transformam esses dados em conhecimento, produtos e serviços para a sociedade brasileira e para o mundo.

Além da pesquisa e inovação, o INPE também se dedica à prestação de serviços, como a distribuição de imagens meteorológicas e de sensoriamento remoto, e à realização de testes, ensaios e calibrações. Além disso, o Instituto transfere tecnologia, fomentando a capacitação da indústria espacial brasileira e o desenvolvimento de um setor nacional de prestação de serviços especializados no campo espacial.

A política industrial do INPE é voltada ao estabelecimento, manutenção e aperfeiçoamento de empresas brasileiras para a área espacial, capacitando-as, também, para o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado em outros setores.

O INPE distribuiu gratuitamente, pela internet, as imagens de satélites que beneficiam o sistema de gestão do território do próprio governo, a pesquisa nas universidades e o desenvolvimento das empresas privadas, que geram emprego e renda com tecnologia espacial.

As imagens e produtos derivados do INPE são úteis em áreas como saúde, segurança pública, gerenciamento de desastres naturais e da biodiversidade. A previsão de tempo e clima garante dados a setores econômicos como o agronegócio e o planejamento energético, fundamentais para o desenvolvimento do país.

Satélite CBERS durante ensaio em câmara do Laboratório
de Integração e Testes do INPE, em São José dos Campos.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: O Blog BRAZILIAN SPACE parabeniza o Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (INPE) pelos seus 53 anos de atividades. Realmente uma das poucas instituições públicas da área de ciência e tecnologia deste país com resultados significativos, mesmo essa instituição não tendo o apoio governamental que deveria e necessitava durante o seu período de existência, o que prejudicou sensivelmente o domínio completo da tecnologia de satélites que o Brasil necessita. Entretanto e apesar disso, o desenvolvimento das ciências espaciais dentro do instituto alcançou resultados bastante significativos o que trouxe para esse órgão grande reconhecimento internacional em várias áreas.  Parabéns ao INPE, mas infelizmente continuamos necessitando de governos melhores e mais comprometidos com o PEB se quisermos ter um programa espacial de verdade, consistente e que traga realmente resultados realmente significativos na área de satélites para a nossa sociedade, como já está acontecendo através do mundo.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

SpaceMETA News - Twentieth Edition

Olá leitor!

O Sr. Sergio Cavalcanti, líder da equipe brasileira SpaceMETA participante do Prêmio Google Lunar X-Prize, postou dia 27/07 em sua página no Facebook, uma nota informando que em reunião com representantes do Governo da Ucrânia, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Comando da Aeronáutica (COMAER), foi solicitado ao mesmo que intervisse junto ao Governo Federal para continuar as obras da Base de Lançamento de Foguetes em Alcântara.

Fonte: Equipe SpaceMETA
Foto divulgada da reunião em questão.

Ora, levando-se em conta que o Sr. Sergio Cavalcanti tenha realmente toda essa bola junto ao Governo DILMA ROUSSEFF (coisa que eu não acredito), porque então não utilizá-la para interferir junto a esse governo desastroso em prol dos nossos projetos de veículos lançadores? Fica a pergunta para o Comando da Aeronáutica.

A verdade leitor é que a atual postura do Sr. Sergio Cavalcanti é tremendamente decepcionante e hipócrita, já que desde o início quando começamos apoiar essa iniciativa da SpaceMETA, o Sr. Sérgio sempre defendeu o uso de tecnologias verdes, apresentando vídeos e palestras em eventos nacionais e internacionais (inclusive com material da empresa paulista Edge of Space) onde deixava muito claro a sua postura política e ecologicamente correta.

Entretanto de uma hora para outra, sabe-se lá porque, resolve manchar a imagem da Equipe SpaceMETA se aliando a essa que talvez seja a mais estúpida e desastrosa iniciativa em curso em todo o mundo na área espacial, nem mesmo levada a sério pela concorrência. Mas enfim... está ai essa infeliz notícia. Lembre-se sempre você jovem que os objetivos (sejam eles quais forem) jamais devem justificar os meios utilizados, caso contrário, você estará corrento o risco de se tornar um oportunista. Triste.

Duda Falcão


Fonte: Facebook da Equipe SpaceMETA

Palestra do Projeto COBRUF na UNIPAMPA Gera Grandes Resultados

Olá leitor!

Recebi uma solicitação do estudante de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal do ABC (UFABC), Emersson Nascimento, para que divulgássemos no Blog o release abaixo, o que fazemos com grande prazer e esperança de que a iniciativa (Projeto COBRUF) desses jovens venha de fato colaborar com o Programa Espacial Brasileiro em médio e longo prazo, e principalmente ajudar a mudar a mentalidade política reinante no Brasil na questão espacial. Entretanto, sugiro aos seus idealizadores que tenham muito cuidado com a 'ponga', pois esses energúmenos não valem nada.

Duda Falcão

Palestra do Projeto COBRUF na
UNIPAMPA Gera Grandes Resultados

No período de 24 a 26 de julho de 2014, o Coordenador Geral do Projeto COBRUF, Emersson Nascimento, esteve na UNIPAMPA, campus Bagé, em Bagé-RS, a convite do Grupo de Missilismo da UNIPAMPA e com apoio do projeto Feira de Ciências da UNIPAMPA-Bagé, para colaborar no incentivo à prática acadêmica de atividades aeroespaciais na região e demonstrar o potencial de transformação tecnológica que o foguetemodelismo universitário pode proporcionar ao Brasil.

Cerca de 80 pessoas, entre alunos e professores de diversos cursos da universidade, participaram da apresentação.

Na palestra foram construídos fortes argumentos para que a prática de foguetemodelismo fosse incentivada e apoiada pelos alunos e professores da UNIPAMPA, conforme a metodologia de excelência internacional promovida pelo Projeto COBRUF para o desenvolvimento estudantil de tecnologia aeroespacial, focada em planejamento operacional, segurança preventiva, integração tecnológica e excelência técnica.

Na manhã seguinte, uma reunião técnica foi realizada entre integrantes do GMU - Nicolas Duarte, Gabriel Ladeia, Marcos Barreto e Kaynan Maresch - alguns de seus coordenadores - Prof. Edson Kakuno e Prof. Gerson Nunes - e o Coordenador do Projeto COBRUF. Dúvidas foram tiradas e um planejamento para futuras atividades do GMU, visando consolidarem a prática de atividades aeroespaciais no campus, foi estabelecido.

Como resultado desta visita, vários professores declararam apoio à prática de foguetemodelismo na UNIPAMPA com a maturidade metodológica promovida pelo Projeto COBRUF, dentre eles destacam-se os coordenadores do Grupo de Missilismo da UNIPAMPA, o Prof. Pedro Dorneles, Coordenador do curso de Lic. em Física e colaborador do GMU, e o Prof. Paulo Duarte, Coordenador Acadêmico do campus e Diretor em exercício.

Houve uma excelente recepção ao Projeto COBRUF e obtivemos a geração de real interesse de alunos de diversos cursos pelo setor aeroespacial brasileiro. Com a conversa após a palestra, o evento que deveria durar 45 minutos, estendeu-se para cerca de 2 horas.

O Projeto COBRUF tem contribuído significativamente para a consolidação do Grupo de Missilismo da UNIPAMPA.

Para colaborar, curtam as páginas: 

- Projeto COBRUF: http://www.facebook.com/Cobruf

Emersson Nascimento
Coordenador Geral do Projeto COBRUF

Fotos do evento:

Emersson Nascimento, Coordenador Geral do Projeto COBRUF,
apresentando as vantagens do formato internacionalmente inédito
de competição universitária projetado para a I Cobruf.
Participantes da reunião técnica realizada entre integrantes e
e o Coordenador Geral do Projeto COBRUF.
Foto com os 7 membros do Grupo de Missilismo da Unipampa,
seu orientador - Prof. Edson Kanuno - e o Coordenador Geral
do projeto COBRUF - Emersson Nascimento. Na foto, da
esquerda para a direita: Guilherme Brinker Willrich,
Prof. Edson Kanuno, Kaynan Maresch, Felipe Fernandes
Corrêa, Emersson Nascimento, Marcos Barreto Mendonça,
Duarte Nicolas, Vinícius Turchetti e Gabriel Ladeia Costa.


Fonte: Coordenação Geral do Projeto COBRUF

Atualizando as Campanhas do Blog

Olá leitor!

Hoje é quinta-feira e sendo assim é dia de atualizar você mais uma vez sobre as nossas campanhas. Segue abaixo a atualização dessa semana.

Em relação à campanha da “Petição Online da ACS - Mudanças Já ou o Destrato do Acordo”, essa semana tivemos um pequeno avanço pulando de 729 para 732 assinaturas, ou seja, 3 assinaturas neste período. O resultado continuou extremamente ruim e esperávamos um resultado bem melhor esta semana, e com a notícia de que a ACS pode está em processo de implosão correndo o risco de sofrer uma CPI, e também agora o infeliz envolvimento da SpaceMETA com essa iniciativa desastrosa para o nosso país, esta é a hora leitor de fazermos valer a nossa luta contra este acordo candiru’ e altamente prejudicial que vem literalmente boicotando o verdadeiro Programa Espacial Brasileiro. Vamos lá gente, vários profissionais sérios do PEB já assinaram essa petição e precisamos do seu apoio nessa luta contra esses energúmenos irresponsáveis.

Já quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, obtivemos a inscrição de mais um interessado e assim agora são dez grupos inscritos desde o lançamento da campanha, ou seja, os grupos Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes Educativos, Carl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoNTAITA Rocket DesignUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo). Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar?

Agora leitor, em relação á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas 10 colaboradores já realizaram as suas contribuições do mês de julho no vakinha.com.br. Foram Eles:

1 - Bogdan Czaplinski Martins Barros
2 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
3 - Diego LvM
4 - Elison Gustavo (idealizador da campanha)
5 - Elói Fonseca, Cap. (ITA)
6 - Fabrício de Novaes Kucinskis (INPE)
7 - Hugo Ataides
8 - José Félix Santana, Prof. (Presidente do CEFEC)
9 - Leo Nivaldo Sandoli
10 - Roberto de Paula (BANDEIRANTE – Novo Colaborador)

Gostaríamos de agradecer publicamente a BANDEIRATES Foguetes Educativos e ao seu diretor, o Sr. Roberto de Paula, pela significante colaboração dada ao Blog neste mês de julho, e lembrar que a BANDEIRANTE já é a segunda empresa a colaborar com o Blog desde o lançamento desta campanha (a primeira foi a ORBITAL Engenharia).

Bom leitor por enquanto é isto, e vamos continuar aguardando que a partir dessa semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Equipe do ITA Participa da 66ª Reunião da SBPC, no Acre

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (30/07) no site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) destacando que Equipe do ITA participou da “66ª Reunião da SBPC”, no Acre.

Duda Falcão

Equipe do ITA Participa da
66ª Reunião da SBPC, no Acre

Ten Gabrielli
30/07/2014

Entre os dias 22 e 27 de julho, uma equipe de nove colaboradores do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), entre pesquisadores e divulgadores científicos, estiveram na Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco, para participar da 66ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

O ITA, que ocupou um dos estandes da Expot&c, um espaço dedicado à ciência e tecnologia, apresentou três projetos: um deles relacionado à radiometria óptica, que estuda a aplicação de espectros de luz em sensores; o outro, relacionado à inteligência de imagem, em que o sistema em desenvolvimento é capaz de, a partir de catalogação visual, reconhecer pontos que não estão descritos e completar a informação. O terceito projeto, que atraiu maior número de visitantes ao estande da instituição, foi o satélite educacional ITASAT, cuja previsão de lançamento é o segundo semestre de 2015.

A Reunião da SBPC deste ano, que teve como tema “Ciência e Tecnologia em uma Amazônia sem Fronteiras”, teve recorde de inscritos, mais de 5 mil, sendo que os organizadores estimam que passaram pelos pavilhões do evento, durante os cinco dias, mais de 20 mil pessoas.

Fotos: Assessoria de Comunicação do ITA


Fonte: Site do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)

Comentário: Sinceramente sou um dos que estão na torcida para que a equipe coordenada pelo Cap. Eloi Fonseca possa vir a cumprir o cronograma de lançamento do nanosatélite ITASAT-1 em 2015, como também torço pelos cronogramas de lançamento apresentados pelos recentes entrevistados pelo Blog dos projetos NanosatC-BR, Tubesat Tancredo-1, CONASAT e 14-BISat, já que os anos de 2014 e 2015, em nossa opinião, serão cruciais para o nosso programa espacial, um verdadeiro divisor de águas, caso o Brasil realmente adote um programa e deixe de brincar de fazer programa espacial. É claro que para isso acontecer precisaremos de pessoas realmente competentes, comprometidas com o PEB e que sejam transparentes e saibam estabelecer responsabilidades e principalmente que sejam “GENTE QUE FAZ”. Chega de pessoas como o Sr. José Raimundo Braga Coelho e outros que passaram pela nossa Agência Espacial de Brinquedo (AEB), meros fantoches desses energúmenos que militam no Governo. Mesmo tendo notícias de que as coisas não vão nada bem pelo lado de SJC, tenho que ser otimista e espero que essas iniciativas aqui apresentadas e outras que possam surgir nesse biênio venham resultar em algo realmente positivo e significativo para o nosso país, mas tá difícil, tá realmente muito difícil, tem muito "coelho" pelo caminho.

ACS Um Desatino Que Precisa Ser Combatido

Olá leitor!

Na tentativa uma vez mais de mostrar o desatino que é esse acordo com a Ucrânia que gerou a mal engenhada empresa Alcântara Cyclone Space (ACS), venho hoje mostrar a você um motor-foguete movido a Hidrazina. (veja abaixo).

Fonte: INPE
Motor Foguete Monopropelente de 200N do INPE

Este motor monopropelente de 200N de empuxo foi desenvolvido e testado com sucesso em setembro do ano passado pelo Laboratório de Combustão e Propulsão (LCP) em Cachoeira Paulista (SP), laboratório este que pertence ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE),  e tem como objetivo a aplicação do mesmo como motor de apogeu ou em controle de rolamento de veículos lançadores.

Já a substancia Hidrazina utilizada em pequenas quantidades por este motor brasileiro e que também será utilizada em grandes quantidades (toneladas) nos estágios do foguete ucraniano Cyclone-4 a cada lançamento, é sabidamente um agente cancerígeno e de alta periculosidade.

Gente, esse trambolho tóxico irá jogar na atmosfera sobre as cabeças de pessoas humildes, ignorantes e indefesas, toneladas desse agente cancerígeno a cada lançamento, e a própria empresa já anunciou que em uma ou duas horas após o lançamento haverá “chuva acida” na região.

Não podemos permitir que um desatino desses (fruto de uma decisão política irresponsável de compensação partidária capitaneada por um debiloide, por um ex-presidente humorista e endossada por uma presidentA inconsequente e tão debiloide quanto) venha ocorrer em Território Brasileiro. Veja abaixo o tanque de combustível que será utilizado pelo primeiro estágio do trambolho tóxico Cyclone-4.

Fonte: Alcântara Cyclone Space
Tanque de Combustível do Primeiro Estágio do Cyclone-4.

Só para você leitor ter uma ideia, eu recordo de que poucos meses antes da tentativa do lançamento do VLS-1 da “Operação São Luiz” (que resultou no acidente que todos nós lembramos), partiu do DCTA de São José dos Campos (SP) uma caravana transportando a pequena quantidade de Hidrazina que seria utilizada nos três motores (creio eu) de 400N de empuxo do sistema de rolamento do VLS-1 desta operação.

Devido à alta periculosidade desta substancia, foi montada uma verdadeira “Operação de Guerra” para esta caravana que percorreu por terra o percurso de SJC até a Base de Alcântara no Maranhão. Foram utilizados todos os meios possíveis pela Aeronáutica (hoje Comado da Aeronáutica - COMAER) para fazer o transporte dessa substância com segurança.  Além disso, o carregamento desses motores de rolamento de veículos lançadores ou de motores de satélites, são realizados com uma vestimenta especial que lembra as roupas utilizadas pelos astronautas.

É verdade pelo que sei (não estamos aqui para esconder nada como fazem esses energúmenos) que a operação de carregamento dos motores do Cyclone-4 será feita através de um sistema automático, mas isso não diminui em nada o risco, até porque num eventual erro o estrago já terá acontecido e nada mais poderá ser feito. Fora o risco de uma explosão do foguete ainda na plataforma ou até mesmo a pouco metros depois do lançamento, como ocorreu em julho de 2013 com um foguete PROTON russo (veja aqui).

Além disso, não podemos descartar um eventual acidente com o depósito desse combustível que será construído no sítio de lançamento desse trambolho tóxico ucraniano. Isto representaria uma catástrofe difícil nesse momento de ser mensurada, já que segundo informações colhidas pelo Blog BRAZILIAN SPACE junto a profissionais responsáveis da área, um eventual acidente como esse poderia levantar uma enorme nuvem tóxica estando o sítio apenas a 50 km em linha reta de São Luís, capital do Maranhão.

Diante disso leitor volto a insistir que nos ajude nessa luta assinando e divulgando a nossa Petição Pública da ACS  que visa a reformulação desse acordo para torná-lo vantajoso para nós ou então o fim definitivo do mesmo, caso não seja possível reformulá-lo.

Para o leitor que queira conhecer mais sobre a Hidrazina sugiro que busque informações no Google e leia um artigo publicado pela própria revista da AEB (Espaço Brasileiro, falando nela, cadê a revista Sr. José Raimundo Braga Coelho?) e postado aqui no blog. (veja aqui).

Duda Falcão

Blog Entrevista Responsável Pelo Projeto Ubatubasat

Olá leitor!

Uma vez mais o Blog se esforça para trazer para você outra entrevista da série “Personalidades do Programa Espacial Brasileiro (PEB)” desta vez com um profissional exemplar que merece todo nosso respeito e admiração.

Trata-se do professor de ensino médio da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves (ETEC) da cidade de Ubatuba-SP, Prof. Cândido Moura, responsável pelo projeto do Tubesat Tancredo 1.

Nessa terceira entrevista ao Blog BRAZILIAN SPACE o Prof. Cândido Moura nos fala sobre o “Tubesat Tancredo 1” que está sendo preparado para ser lançado até o final do ano, e também e em primeira mão, sobre os novos projetos de seu grupo que incluem um PocketQub e um Cubesat científico, este em conjunto com o INPE e a Universidade Berkeley (EUA).

Desde já agradecemos ao Prof. Cândido Moura e a ETEC pela atenção dispensada ao Blog BRAZILIAN SPACE, e ficamos aqui na torcida pelo sucesso e continuidade do Projeto Ubatubasat.

Duda Falcão

Prof. Cândido Moura
BRAZILIAN SPACE: Prof. Cândido, a Agência Espacial Brasileira (AEB) tem divulgado através da mídia que o Tubesat Tancredo-1 desenvolvido pelo grupo de vocês será lançado ainda esse ano. Como e quando o lançamento desse tubesat será realizado?

PROF. CÂNDIDO MOURA: É verdade, nos entregaremos o modelo de voo para a JAXA, a Agencia Espacial Japonesa, com quem a AEB contratou o lançamento, no fim de outubro e o voo para a estação Espacial Internacional deverá acontecer até o fim do ano a bordo de um foguete da Space X.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Cândido, quais as dimensões desse satélite e quais serão as suas cargas úteis?

PROF. CÂNDIDO MOURA: O Tancredo 1 tem 8,9 cm de diâmetro e 12,5 de altura. Ele é um hexadecagono, tem 16 faces, é quase cilíndrico.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Cândido, quantas pessoas entre professores, alunos e colaboradores participaram no desenvolvimento desse satélite?

PROF. CÂNDIDO MOURA: A lista é grande, mesmo levando em consideração só as pessoas mais diretamente envolvidas. Temos a equipe do INPE formada por pesquisadores da ETE como o Auro, o Brito o Cassiano e o Lincoln, do LAC como o Dr. Walter Abrahão que desenvolveu o software de bordo e é o coordenador da equipe por parte do INPE, e do LIT, onde ocorrerão os testes. Na nossa escola temos seis professores diretamente envolvidos, mas contamos com o auxílio de diversos outros professores, funcionários e da direção. Participam do projeto atualmente mais de 100 alunos, doze dos quais construirão o modelo de voo. Além disso temos os patrocinadores, a equipe da prefeitura de Ubatuba, uma lista enorme de colaboradores, desde cidadãos comuns aqui de Ubatuba até pesquisadores como a Dra Chantal da Gauss e o Dr. Bob Twiggs da Morehad University que estão desenvolvendo o mecanismo de ejeção do nosso satélite. É impossível citar todo mundo.


Modelo de Engenharia do Tubesat Tancredo 1 em teste no INPE.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Cândido, é sabido que todo satélite precisa de uma Estação de Solo para a sua monitoração e controle. Já existe uma infraestrutura montada e operacional para o monitoramento do Tubesat Tancredo-1 ?

PROF. CÂNDIDO MOURA: Nós ganhamos uma estação de TT&C da AEB, mas ela ainda não está instalada, a previsão é de que isto ocorra nos próximos 60 dias. Nos também pretendemos montar uma estação “artesanal” com os alunos e contamos com a parceria de radioamadores para fazê-lo.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Cândido, recentemente uma equipe do CRS/INPE em parceria com a UFSM colocou exitosamente no espaço o Primeiro Cubesat Brasileiro, ou seja, o NanosatC-Br1. Segundo esta equipe o apoio da “Comunidade Brasileira de Radioamadores” tem sido muito importante para a missão. A sua equipe também espera contar com este apoio?

PROF. CÂNDIDO MOURA: Nós temos já de algum tempo o apoio de radioamadores de Ubatuba como o Celestino que é o radioamador responsável pela nossa estação, e de fora do município que estão desenvolvendo a estação que pretendemos montar com os alunos. Mais recentemente esta parceria aumentou ainda mais pois temos recebido apoio para a obtenção das licenças necessárias. Ainda estamos planejando em conjunto cursos para que nossos alunos se tornem radioamadores e possam operar a estação, com certeza a parceria vai longe.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Cândido, o Tubesat Tancredo-1 transmitirá alguma mensagem do espaço, e caso sim, qual?

PROF. CÂNDIDO MOURA: Sim levará uma mensagem gravada que será escolhida em um concurso na rede municipal de ensino agora em agosto, além disso uma funcionalidade que foi incluída no software desenvolvido pelo Dr Walter Abrahão do INPE é a possibilidade de fazer uplink de novas mensagens, deveremos operar isto com o satélite em orbita.

BRAZILIAN SPACE: Professor, é sabido que durante o desenvolvimento do Tancredo-1 uma espécie de subprojeto surgiu como parte integrante do desenvolvimento desse satélite, ou seja,  o “Projeto Ubatubino”. Para aqueles que ainda desconhecem este projeto professor nos faça uma descrição sobre a sua função e objetivos?

PROF. CÂNDIDO MOURA: Nós iniciamos o treinamento dos alunos construindo uma versão do arduino desenvolvida para nós pela Globalcode, foi o primeiro contato dos nossos alunos com a eletrônica.


O Prof. Cândido Moura na companhia do Tancredo-1
e de pesquisadores do INPE.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Cândido, é sabido que uma nova equipe formada pelo senhor já trabalha no desenvolvimento de um outro satélite, ou seja, o Tancredo-2. Como anda o desenvolvimento desse novo satélite?

PROF. CÂNDIDO MOURA: Na realidade todo ano damos início ao treinamento de uma nova turma, o Tancredo 1 será construído por um grupo formado por alunos da primeira e da segunda turma. Temos planos para dois novos satélites , um PocketQub  um novo padrão desenvolvido pelo Dr. Twiggs em 2009 e um CubeSat com um payload cientifico do pesquisadores da Astrofísica do INPE em conjunto com a Universidade Berkeley, nós identificamos a demanda e o empresário que patrocinou o início do nosso projeto, pagando a Interorbital, se dispôs a pagar um terço do custo estimado por eles para o desenvolvimento do projeto, mas tudo isto é para o ano que vem. Hoje todo o nosso esforço está 110% direcionado para o término do Tancredo 1. 

BRAZILIAN SPACE: Prof. Cândido, neste novo projeto quantos professores, alunos e colaboradores participarão do desenvolvimento do satélite?

PROF. CÂNDIDO MOURA: Ainda iremos montar a equipe, mas especialmente o CubeSat de que me referi acima, é algo bem mais complexo, envolve por exemplo um subsistema de controle de atitude e precisaremos de mais gente.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Cândido, as dimensões e cargas úteis do Tancredo-2 serão as mesmas do Tancredo-1?

PROF. CÂNDIDO MOURA: Nos dois casos pretendemos ter um payload diferente, e as dimensões também serão outras.



BRAZILIAN SPACE: Prof. Cândido, a origem da plataforma desse novo satélite será a mesma do anterior, ou seja, a empresa americana Interorbital Systems?

PROF. CÂNDIDO MOURA: O modelo de voo do Tancredo 1, ou seja o satélite que será efetivamente lançado já é bem diferente do projeto que compramos da Interorbital. O projeto deles tinha vários problemas não resolvidos que foram aparecendo conforme fomos montando e testando o kit, além disso apareceram novas exigências por parte da JAXA e da NASA quando contratamos o lançamento pela ISS de modo que temos praticamente um projeto novo desenvolvido pela equipe do INPE, especialmente pelo engenheiro Auro Tikami como parte de sua dissertação de mestrado. Poderemos aproveitar alguns dos subsistemas especialmente no CubeSat, mas teremos que incluir várias outras funcionalidades.

BRAZILIAN SPACE: Prof. Cândido, já existe uma previsão para o lançamento desse novo satélite?

PROF. CÂNDIDO MOURA: Talvez a gente consiga lançar o PocketQub no fim do ano que vem mas o CubeSat demora pelo menos dois anos pois implica em desenvolver coisas que o Brasil ainda não testou no espaço como o subsistema de controle de atitude, será um desafio e tanto e vamos precisar de muita ajuda.

BRAZILIAN SPACE: Finalizando professor Cândido, o senhor teria algo a mais a dizer para os nossos leitores?

PROF. CÂNDIDO MOURA: Mais uma vez agradecer a atenção o apoio e carinho que nossos alunos tem recebido durante todo este tempo por parte de todos aqueles que tem tomado conhecimento do nosso projeto. Não fosse este apoio e com certeza muito do que já foi feito não teria sido realizado. É este apoio que nos dá confiança de que os novos desafios que pretendemos enfrentar serão igualmente vencidos.

Estudo Liderado Por Pesquisador da UNESP Explica Caráter Atípico de Família de Asteroides do Sistema Solar

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (30/07) no site da “Agência FAPESP”, destacando que estudo liderado por pesquisador da UNESP explica caráter atípico de Família de Asteroides do Sistema Solar.

Duda Falcão

Especiais

Estudo Explica Caráter Atípico de
Família de Asteroides do Sistema Solar

Por José Tadeu Arantes
30/07/2014

(Ilustração: NASA)
Trabalho liderado por pesquisadores
da UNESP de Guaratinguetá foi
comunicado em conferência na
Finlândia e será publicado
em artigo na revista
The Astrophysical Journal.
Agência FAPESP – O caráter atípico da família de asteroides de Eufrosina – uma das várias situadas entre os planetas Marte e Júpiter, que durante anos intrigou os astrônomos – acaba de ser explicado pela equipe liderada por Valerio Carruba, professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Guaratinguetá. A explicação, apresentada na conferência Asteroids, Comets, Meteors 2014, em Helsinque, na Finlândia, é tema de um artigo que será publicado em breve pela revista The Astrophysical Journal (ApJ).

O trabalho faz parte da pesquisa “Famílias de asteroides em ressonâncias seculares”, apoiada pela FAPESP.

A peculiaridade dessa família, composta por mais de 2,5 mil objetos, vem do fato de que – exceto pelo asteroide principal, Eufrosina, que dá nome ao grupo – ela tem poucos asteroides grandes ou médios, com diâmetros entre 8 e 12 quilômetros. O Eufrosina concentra 99% da massa da família. Os demais objetos são muito pequenos.

“Isso faz com que a linha que descreve a distribuição em tamanho dos objetos seja extremamente inclinada”, disse Carruba à Agência FAPESP. “A inclinação dessa curva é indicada por um parâmetro denominado alfa. Um valor de alfa da ordem de 3,8 caracteriza as famílias de asteroides do mesmo tipo. O valor de alfa para Eufrosina, porém, é bem maior: da ordem de 4,4”.

Mais de meio milhão de asteroides fazem parte do chamado “cinturão principal”, situado entre as órbitas de Marte e Júpiter. Em razão das descobertas, esse número aumenta constantemente.

Alguns asteroides são agrupados em famílias, cada uma das quais supostamente originada a partir de um corpo progenitor, fragmentado após colisões com outros corpos. A antiga ideia de um corpo único originando todo o cinturão principal está hoje descartada, até porque a composição química das diversas famílias é bastante diferente.

“Reconhecemos, atualmente, dois tipos de formação de famílias. Um, quando o objeto progenitor é totalmente quebrado. Outro, quando ele é apenas ‘craterizado’ [isto é, quando crateras são formadas em sua superfície]. A família de Eufrosina faria parte desse segundo grupo. É muito provável que todos os objetos pequenos que a compõem tenham se originado do material arrancado de uma cratera existente na superfície do asteroide principal”, afirmou Carruba.

Mesmo assim, o fato de a família apresentar bem poucos corpos grandes ou médios era considerado estranho. “Isso porque, usualmente, as famílias tendem a perder, com muito mais facilidade, os objetos pequenos, desgarrados do grupo durante sua evolução dinâmica”, explicou o pesquisador. “Então, uma família com tantos objetos pequenos, poucos corpos de tamanho médio, e um único objeto grande constituía, realmente, uma situação bastante original.”

Uma explicação para isso foi proposta por outros grupos de astrônomos tempos atrás. “Imaginou-se que o material formador da família havia sido arrancado de Eufrosina por um impacto tangencial. Em função disso, os objetos maiores teriam se formado muito perto dela, caindo depois de volta no corpo principal”, disse Carruba.

O problema com tal explicação é que esse tipo de impacto, se existiu, constituiria um evento extremamente raro. Diante disso, Carruba e colegas decidiram buscar uma explicação alternativa. “O que nos chamou de imediato a atenção foi o fato de Eufrosina ser a única família de asteroides cruzada no meio pela ressonância nu6”, comentou o pesquisador.

Uma ressonância de movimento médio ocorre quando dois corpos que orbitam um terceiro têm seus períodos orbitais relacionando-se na razão de dois números inteiros pequenos.

“Exemplo clássico de ressonância é a que existe nas lacunas de Kirkwood, no cinturão de asteroides. Quando o período de revolução do asteroide [o tempo que leva para dar uma volta completa ao redor do Sol] é igual a duas vezes o período de revolução de Júpiter, as perturbações deste planeta sobre o asteroide se repetem periodicamente, e podem causar aumentos na excentricidade da órbita do asteroide, levando a instabilidades”, informou Carruba.

Simulação Computacional

O fato de a família de Eufrosina ser atravessada pela ressonância nu6 influencia fortemente o movimento de seus objetos.

O pericentro da órbita de um planeta, cometa ou asteroide é o ponto no qual a trajetória do corpo mais se aproxima do Sol. O pericentro, porém, não é fixo. Ele muda de posição periodicamente em razão da perturbação gravitacional causada pelos demais planetas. Esse movimento periódico é chamado de precessão do pericentro.

“A ressonância nu6 acontece quando a frequência da precessão dos pericentros dos asteroides é igual ou bem próxima à frequência da precessão do pericentro do planeta Saturno”, disse Carruba.

Segundo o pesquisador, a ressonância nu6 é uma das ressonâncias mais poderosas do Sistema Solar. “Muitos objetos que interagem com essa ressonância são rapidamente perdidos, porque ela aumenta a excentricidade de suas órbitas, fazendo com que se choquem com os planetas ou com o Sol”, afirmou.

Como a ressonância nu6 atravessa a família de Eufrosina praticamente no meio, a região central é a que sofre maior influência. E essa região é justamente aquela onde se encontram os objetos maiores.

“Fizemos uma simulação computacional da evolução dinâmica da família de Eufrosina. Partimos de uma família fictícia, com o alfa característico para um grupo do mesmo tipo. E calculamos a variação desse parâmetro em uma escala de um bilhão de anos”, relatou o pesquisador.

“Verificamos que o valor de alfa, que informa a distribuição em tamanho dos objetos da família, aumenta com o passar do tempo. Em um intervalo de 500 milhões de anos, ele alcançou o valor atual medido na família da Eufrosina”, disse.

Isso significa que não é necessário supor um impacto tangencial, extremamente raro, para explicar a distribuição atípica dos tamanhos dos objetos de Eufrosina. “Ela pode ter-se formado naturalmente, em função da dinâmica local, adquirindo a configuração observada”, completou Carruba.


Fonte: Site da Agência FAPESP

Observatório Nacional Reformula Atividade Educacional

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (29/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que o Observatório Nacional (ON) irá reformular Atividade Educacional.

Duda Falcão

Observatório Nacional
Reformula Atividade Educacional

Ascom do ON


Brasília, 29 de julho de 2014 – Neste ano a Escola de Inverno do Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro, evento já tradicional da Coordenação e Astronomia e Astrofísica, traz como novidade uma programação específica voltada para alunos do ensino médio de escolas públicas da cidade: Astronomia para a Escola.

Essa nova atividade, que ocorre no dia 8 de agosto, e a primeira edição recebe uma turma de 40 alunos do Colégio Estadual Professor Ernesto Farias, do bairro São Cristóvão.

A programação inclui palestras com os pesquisadores Jailson Alcaniz e Daniela Lazzaro além de uma visita ao campus e às cúpulas, monitorada pelo pesquisador Dalton de Faria Lopes.

Astronomia para a Escola será realizada periodicamente no ON. Professores e colégios interessados em participar do próximo evento devem enviar mensagem por e-mail.


Fonte: Agência Espacial Brasileira (AEB)

terça-feira, 29 de julho de 2014

Estudantes Brasileiros Participam da 8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

Olá leitor!

Segue agora uma nota postada hoje (29/07) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) destacando que estudantes brasileiros irão participar na Romênia da “8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA)”.

Duda Falcão

Estudantes Participam de Olimpíada
de Astronomia e Astrofísica

Ascom da OBA
29/07/2014 - 13:16

Estudantes brasileiros vão viajar para a Romênia para participar da 8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês). O evento acontece entre sexta (1º) e o dia 11, na cidade de Suceava.

Esta edição vai reunir 183 estudantes de 42 países. Eles terão de fazer provas práticas e teóricas. O Brasil será representado pelos estudantes do ensino médio Allan dos Santos Costa (Bauru, SP), Daniel Charles Heringer Gomes (Mogi das Cruzes, SP), Daniel Mitsutani (São Paulo), Felipe Vieira Coimbra (Teresina, PI) e Pedro Guimarães Martins (Belo Horizonte).

Os líderes da equipe serão os astrônomos Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), e Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST/MCTI).

Antes da viagem para a Europa, os estudantes participaram de dois treinamentos intensivos com astrônomos e especialistas, na cidade de Passa Quatro, Sul de Minas Gerais. A programação foi dividida em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com e sem instrumentos, resolução de exercícios e realização de provas simuladas.

O grupo também contou com um planetário digital móvel cedido pelo MAST para estudar o céu do Hemisfério Norte por meio de projeções. Os participantes aprenderam, ainda, a montar e a manusear dois diferentes tipos de telescópios. Antes de embarcar, revisarão lições sobre o céu do hemisfério no Planetário de Santo André (SP).

Como Participar

Para estar na IOAA, o candidato precisa de uma excelente pontuação na prova nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em seguida, participar das provas seletivas realizadas online, na plataforma desenvolvida pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) em parceria com o MAST. Os que obtêm melhor classificação fazem, então, uma prova presencial que indicará a seleção final.

A OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI). O Brasil já teve a oportunidade de sediar a Olimpíada Internacional em 2012, no Rio de Janeiro. A IOAA é reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), e sua organização exige que cada país membro se comprometa a sediar uma edição da olimpíada, arcando com todas as despesas relativas ao evento, podendo receber apoio de diferentes setores da sociedade.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)