sábado, 23 de março de 2019

1ª Escola Brasileira em Propulsão Hipersônica Aspirada

Olá leitor!

Trago agora uma interessantíssima notícia tanto para Comunidade Espacial Brasileira interessada em Propulsão Hipersônica Aspirada, como também para os leigos que se interessam por este tema.

Pois então, por iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (PPG-EM), pelo Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) e pela Escola de Ciências e Tecnologia (ECT), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(UFRN), será realizado em Natal (RN), de 13 a 17 Maio vindouro, a “1ª Escola Brasileira em Propulsão Hipersônica Aspirada”, que contará com a presença de 10 especialistas nacionais e estrangeiros.

Criada visando não só a formação de recursos humanos no Brasil, mas também para acompanhar as tecnologias críticas, em andamento ao redor do mundo, este evento em sua 1ª Edição, tem como objetivo capacitar Estudantes de Graduação e Pós-Graduação, Profissionais da Academia e da Indústria, e Recém-Doutores na área da fronteira do conhecimento em Hipersônica, aplicada em projetos aerotermodinâmicos dos atuais veículos hipersônicos aeroespaciais (motores foguetes) e de veículos hipersônicos integrados a avançados sistemas de propulsão aspirada hipersônica baseado em combustão supersônica (tecnologia scramjet).

Saiba mais visitando o site do evento pelo link: https://ebs.ect.ufrn.br/

Aproveitamos para agradecer a nossa leitora Mariana Amorim Fraga pelo envio desta notícia.

Duda Falcão

Brasil Pode Ganhar R$ 1,1 Bilhão Por Ano Com Base em Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo mais uma avaliação sobre a assinatura pelo Brasil do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) com os EUA, esta postada dia (20/03) no site Money Report.

Duda Falcão

Economia - Notícias

Brasil Pode Ganhar R$ 1,1 Bilhão
Por Ano Com Base em Alcântara

Por Pedro Hallack
Money Report
20 de março de 2019


Acompanhados pelo presidente Jair Bolsonaro, os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, assinaram na última segunda-feira (18) um acordo com representantes do governo americano que autoriza os EUA a lançarem satélites e foguetes a partir da base de Alcântara, no Maranhão. Em contrapartida, o Brasil assinou um tratado de salvaguardas tecnológicas, que protege a tecnologia usada pelos Estados Unidos em território nacional, mas terá poder para monitorar os lançamentos, a fim de garantir que os americanos não cometam irregularidades em relação à carga que será enviada ao espaço.

Para o engenheiro e empreendedor espacial Lucas Fonseca, que acompanhou a assinatura do acordo na Câmara Americana de Comércio como representante da indústria na delegação brasileira, a exploração comercial da base pode render US$ 300 milhões (R$ 1,1 bilhão) anuais ao Brasil em um primeiro momento.

“O mercado de lançamentos deve fechar 2018 com um faturamento de US$ 5,5 bilhões. Dentro desse montante, creio que cerca de US$ 3,5 bilhões vêm dos satélites de telecomunicações, mais pesados e caros para colocar na órbita terrestre. O lançamento a partir de Alcântara valeria a pena para este tipo de satélite, pois o fato de a base estar localizada perto da linha do Equador dá um impulso inicial forte e aumenta a velocidade inicial do módulo, gerando uma economia de 20% a 23% em relação à Flórida, por exemplo”, explica. “Apesar disso, Alcântara não vai suprir todo mundo. Ela vai pegar um pequeno percentual de lançadores que já existem e investiram em infraestrutura em outras bases. Acredito que vai sobrar em torno de US$ 300 milhões para o Brasil em faturamento bruto.”

Segundo Fonseca, Boeing e Lockheed são as empresas americanas com maior potencial de demonstrar interesse pela base, mas a assinatura do acordo por si só não garante que os investimentos virão imediatamente. “Para isso acontecer, é necessário que haja um interesse político genuíno. Este mercado depende muito das vontades governamentais”, afirma. “Isso também precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional, e não temos nenhuma certeza de que vai acontecer (o parlamento brasileiro já rejeitou acordo semelhante em 2000)”.

Na opinião do empresário, os ganhos que o Brasil obtém através do acordo são sobretudo geopolíticos, não comerciais. “Esses recursos não vão fazer muita diferença para a balança comercial, mas ter uma base de lançamento coloca o país em um grupo de discussões do qual ainda não fazemos parte”, diz. “É um mercado que está em crescimento.”


Fonte: Site Money Report – 20/03/2019 - https://www.moneyreport.com.br

sexta-feira, 22 de março de 2019

Ministro Marcos Pontes Foi Convidado ao CCT do Senado Para Falar Sobre Questões da Pasta

Olá leitor!

O nosso Ministro-Astronauta Marcos Pontes foi convidado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal, para comparecer em Audiência Pública a esta comissão e prestar informações sobre as prioridades e diretrizes da pasta sob sua responsabilidade, ai incluindo as questões relacionadas com o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) com os EUA.

O convite foi feito em atenção ao REQ nº 2/2019-CCT, de autoria dos Senadores Ângelo Coronel e Chico Rodrigues e deverá ocorrer as 09:00 horas do dia 17 de abril de 2019 como mostrado no convite abaixo.

Duda Falcão



AUDIÊNCIA PÚBLICA
........................................................................................................................

Em atenção ao REQ nº 2/2019-CCT, de autoria dos Senadores Angelo Coronel e Chico Rodrigues, comunicamos que esta Comissão realizará audiência pública com o Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Sr. Marcos Cesar Pontes, que prestará informações sobre as prioridades e diretrizes da pasta sob sua responsabilidade.

Data: 17 de abril de 2019
Horário: 9h
Local: Plenário a confirmar

Atenciosamente,

Secretaria da Comissão de Ciência, Tecnologia,
Inovação, Comunicação e Informática


(61) 3303-1120 | cct@senado.leg.br | Sala 5 A, Ala Alexandre Costa, Anexo II, Senado Federal

Base de Alcântara: O Que Falta Para Decolar

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (22/09) no site da “Revista VEJA” tendo como tema a Base de Alcântara e o que falta para a mesma decolar.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Base de Alcântara: O Que Falta Para Decolar

Por Eduardo Geraque
Revista Veja
22 mar 2019, 07h00

Único resultado concreto da visita do presidente Jair Bolsonaro aos EUA, o acordo envolvendo a base espacial brasileira em Alcântara, no Maranhão, ainda tem futuro incerto. Localizada num ponto estratégico do globo, próxima da Linha do Equador, a instalação ainda carece de infraestrutura, investimentos e negociação política para que possa entrar num mercado estimado em três bilhões de dólares ao ano.

O que foi acertado em Washington — segundo relatos do embaixador Sérgio Amaral a empresários brasileiros presentes na cerimônia de assinatura — não significa uma cessão do local para os americanos, mas é um primeiro passo para que empresas do país presidido por Donald Trump possam alugar as instalações daqui para lançamentos espaciais.

O ponto principal do acordo é salvaguardar a tecnologia dos Estados Unidos. Pelo texto, não haverá transferência de conhecimento entre os dois países. O grande medo dos EUA é de que suas técnicas sejam copiadas e usadas para fins militares. Há dez anos, o programa espacial brasileiro — que incluía a montagem dos satélites Cbers, em parceria com a China — sofreu problemas de importação de peças americanas. A venda foi barrada porque havia receio de que a tecnologia caísse nas mãos dos chineses.

Foto: Adriano Machado/Reuters
Vista aérea das instalações do Centro de Lançamento
de Alcântara (CLA), no Maranhão - 14/09/2018.

Empresários e especialistas brasileiros do setor espacial avaliam que o novo acordo vai na direção certa ao tentar alavancar Alcântara, uma base subutilizada há 15 anos, desde a tragédia que matou 21 pesquisadores brasileiros (leia mais na reportagem abaixo). Mas todos são unânimes em dizer que o país ainda precisa fazer muita lição de casa até conseguir lucrar com o negócio, o que não ocorreria antes de três ou quatro anos, tempo necessário para que todos os trâmites sejam acertados — se não houver imprevistos. Passo semelhante chegou a ser dado em 2000, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, mas a iniciativa foi barrada pelo Congresso Nacional dois anos depois.

Para que o mesmo problema não se repita, o acordo assinado neste ano, que começou a ser costurado ainda no governo de Michel Temer, não prevê desta vez que os americanos tenham acesso exclusivo a determinadas áreas dentro de Alcântara. Agora, desde que respeitem a propriedade intelectual americana, brasileiros poderão acompanhar todos os processos. Com isso, o governo Bolsonaro espera que a crítica anterior, de que o texto prejudicaria a soberania nacional, não volte a ser motivo de debate entre os congressistas.

“Um acordo de salvaguardas, se bem conduzido, é, sim, de interesse do Brasil”, afirma Waldemar de Castro Leite Filho, especialista e consultor do setor espacial. Mas ele faz ressalvas: “Se não forem resolvidos os problemas que paralisaram o nosso programa espacial, dificilmente esse acordo trará algum proveito concreto”, diz.

O principal obstáculo, segundo o consultor, é a falta de investimentos. A posição geográfica de Alcântara é estratégica principalmente para o lançamento de um tipo específico de satélite, colocado no espaço em foguetes robustos. Atualmente, a estrutura da base não permite a operação. Não há estimativas orçamentárias específicas para essa adaptação, mas a FAB (Força Área Brasileira) estimou no ano passado que a área precisaria de 70 milhões de reais para ser modernizada. Sem isso, o local seria menos interessante para ser locado por empresas estrangeiras. Na última década, a União destinou em média 28 milhões de reais por ano ao programa espacial brasileiro.

Localização Estratégica


A posição privilegiada de Alcântara, por estar perto da Linha do Equador, é que gera a cobiça de outros países pelo local, como é o caso dos Estados Unidos. A situação geográfica peculiar é interessante principalmente para colocar em órbita um tipo de específico de satélite, chamado de geoestacionário, usado para comunicação. Esses equipamentos, mais pesados, precisam de foguetes robustos, que exigem controle absoluto do consumo de combustível. A partir do Maranhão a economia do líquido seria de 23% em relação a um procedimento semelhante feito pelo Cabo Canaveral, na Flórida — o local no Brasil permite usar ao máximo a rotação da Terra para impulsionar os lançamentos. No entanto, a instalação brasileira não tem condições de fazer esse tipo de operação atualmente.

“Para satélites de imageamento terrestre, Alcântara não é o melhor lugar para soltar. Estes equipamentos precisam ser colocados perto dos polos para uma cobertura global. Por isso, bases muito próximas da Linha do Equador não são as mais indicadas”, afirma o empresário Lucas Fonseca, CEO da Airvantis, empresa do setor espacial.

Porém, além da posição geográfica, Alcântara tem outras características importantes para o setor espacial. As condições meteorológicas daquele trecho do litoral do Maranhão, com ventos em níveis aceitáveis e regime de chuva definido, permitem que os lançamentos ocorram praticamente o ano todo.

Esses benefícios foram decisivos para a construção do centro espacial no Maranhão. Depois de muitas discussões e estudos detalhados sobre o litoral brasileiro, a área para implantação das instalações foi desapropriada em 1980. Chegou-se a cogitar uma ampliação da base da Barreira do Inferno, em Natal, no Rio Grande do Norte, mas limitações físicas na região impediram que a ideia prosperasse. O lugar era pequeno para ser expandido.

O Centro de Lançamento de Alcântara foi criado em março de 1983 por um decreto assinado pelo presidente João Figueiredo. O objetivo era executar e apoiar as atividades de lançamento e rastreamento de equipamentos espaciais, além de realizar e testar experimentos da Aeronáutica relacionados com a Política Nacional de Desenvolvimento Aeroespacial da época.

A base tem uma área de 620 quilômetros quadrados. Para a construção das instalações, cerca de 300 famílias foram transferidas do local. De acordo com a Força Aérea Brasileira, apenas um terço do espaço é utilizado para fins operacionais. O restante é voltado para os reassentamentos e preservação ambiental.

Hoje, Alcântara conta com uma infraestrutura tímida, que permite apenas o lançamento de foguetes com experimentos científicos a bordo, como o sub-orbital VS-30, que partiu às 13h43 do dia 9 de dezembro do ano passado. Quase 700 pessoas participaram do projeto.

Tragédias e Fracassos

Foto: Evaristo Sá/AFP
Explosão do VLS-1 (veículo lançador de satélites) matou
21 pessoas, entre técnicos, engenheiros e cientistas, no
Centro de Lançamento de Alcântara (MA) - 25/08/2003.

Em três décadas, ocorreram mais reveses do que sucessos no centro de Alcântara. No dia 22 de agosto de 2003, às 13h30, a explosão do VLS-1 (veículo lançador de satélites) entrou para a história como o pior acidente do Programa Espacial Brasileiro. Na tragédia, 21 pessoas, entre técnicos, engenheiros e cientistas, perderam a vida. As investigações mostraram que um problema em uma pequena peça que ligava o motor causou a explosão. Desde então, a base está subutilizada — não houve nenhum lançamento de satélite ao espaço no período.

Ainda em 2003, um tratado assinado entre o Brasil e a Ucrânia previa que a Alcântara não apenas seria a sede de uma empresa criada entre os dois países, como dali partiria o Cyclone-4, um foguete que seria desenvolvido pelos ucranianos. Em 2015, a parceria foi encerrada sem nada ter sido feito. As instalações da Alcântara Cyclone Space ainda existem no Maranhão, mas terão que ser readaptadas para a utilização em outros projetos. Na prática, elas não têm mais serventia. O fracasso custou mais de 500 milhões de reais aos cofres públicos.


As dificuldades operacionais para o lançamento de satélites de grande porte também impuseram limitações a uma parceria com a China, batizada como China-Brazil Earth Resources Satellite (Cbers). As cinco operações, feitas entre 1999 e 2014, não ocorreram no Brasil, mas no Centro de Lançamento de Taiyuan (TSLC), que fica a aproximadamente 750 quilômetros de Pequim, na província chinesa de Shanxi.

No caso do lançamento do Cbers-3, em 2013, uma falha no foguete durante o voo fez com que o satélite não entrasse em órbita e se perdesse. Cada equipamento custou por volta de 50 milhões de dólares.

Futuro Espacial

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foguete é visto nas instalações do Centro de Lançamento
de Alcântara (CLA), no Maranhão - 14/09/2018.

Mesmo com o recente acordo assinado entre Brasil e Estados Unidos, não há nenhuma garantia de que os americanos usarão o centro de Alcântara. Como atualmente os lançamentos de satélites são negócios movidos principalmente pelo setor privado, sem empresas do setor interessadas nas instalações brasileiras não haverá lançamentos no local.

“Este acordo é muito importante para um mercado que ainda não existe. É uma tendência”, analisa Lucas Fonseca, CEO da Airvantis, empresa do setor espacial. “A importância de se usar a base brasileira é posicionar geopoliticamente o país como um ator da área espacial.”

Para isso, o local precisaria receber adaptações e modernizações necessárias para o lançamento de qualquer tipo de foguete, com plataformas específicas para cada equipamento.

As salas de comando e vários outros tipos de serviços também precisam ser atualizados. Se conseguir fazer as implantações, pelas estimativas do setor privado, o Brasil poderia abocanhar 10% do mercado mundial de lançamentos espaciais em 5 anos, algo em torno de 1 bilhão de reais anualmente. “As empresas de pequeno porte, as enxutas startups, estão elaborando projetos de negócios que envolvem desde os satélites convencionais até turismo espacial, passando por um conjunto de produtos que poderão ser oferecidos em até dez anos, como a exploração de asteroides”, diz Fonseca.

Foto: Evaristo Sá/AFP
Vista interna de torre de lançamento de foguetes, localizada
no CLA - Centro de Lançamento de Alcântara (MA) - 14/09/2018.

No caso das viagens espaciais para pessoas comuns, deslocamentos em voos suborbitais — que atingem o limite entre a atmosfera e o espaço — podem ser uma realidade trivial em uma década. Nestes casos, os turistas poderão experimentar, por até 17 minutos, como é sentir o efeito da falta de gravidade.

“Alcântara tem um potencial imensurável, mas para se tornar o que se pretende é preciso um investimento massivo do governo, inclusive para atrair novos investidores para a região”, afirma o empresário.


Fonte: Site da Revista VEJA - 22/03/2019

Comentário: Pois é leitor, como venho dizendo, há uma excessiva e exagerada ansiedade sobre o AST assinado pelo Brasil com os EUA, porém o mesmo ainda não foi divulgado para Sociedade e só peru morre de véspera. Sendo assim, vamos aguardar a divulgação para que possamos fazer uma analise embasada sobre o mesmo. Não se discute aqui o mérito da questão, ou seja a necessidade do Acordo, e muito menos se deve colocar a carroça na frente dos cavalos, portanto vamos aguardar caro leitor. Entretanto, vale dizer que as questões aqui levantadas pelo Dr. Waldemar Castro Leito Filho e pelo Eng. Lucas Fonseca devem ser consideradas na futura analise a ser feita sobre o teor desse acordo. Saravá meu pai.

quinta-feira, 21 de março de 2019

As Polêmicas Sobre o Acordo Entre Brasil e EUA Para Uso do Centro Espacial de Alcântara

Olá leitor!

Segue abaixo mais matéria postada ontem (20/03) no site “BBC News Brasil” tendo como destaque a assinatura pelo Brasil do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) com os EUA. Vale a pena conferir.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

As Polêmicas Sobre o Acordo Entre Brasil e
EUA Para Uso do Centro Espacial de Alcântara

Por João Fellet
BBC News Brasil em São Paulo
20 março 2019

Foto: Ministério da Defesa
Localização de Alcântara, próxima à linha do Equador, permite
economia de 30% no combustível usado para lançar foguetes.

Um dos principais resultados da visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos nesta semana, o acordo que prevê o uso pelos EUA do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, divide especialistas e gera temores em comunidades da região.

O governo Bolsonaro afirma que o acordo - cujo conteúdo ainda não foi divulgado - estimulará o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro e poderá gerar investimentos de até R$ 1,5 bilhão na economia nacional.

Críticos do pacto apontam, porém, possíveis entraves à transferência de tecnologias para o Brasil, riscos à soberania nacional e efeitos nocivos para moradores de Alcântara, entre os quais remoções de comunidades quilombolas.

Município com 22 mil habitantes a cerca de 100 km de São Luís, Alcântara fica numa península com localização privilegiada para o lançamento de foguetes e satélites. Próximo à linha do Equador, o centro - inaugurado pela Força Aérea Brasileira (FAB) em 1983 - possibilita uma economia de até 30% no combustível usado nos lançamentos.

No entanto, como o setor é pouco desenvolvido no Brasil e tentativas anteriores de parcerias não prosperaram, a instalação jamais foi utilizada para lançamentos de satélites.

Foto: Acervo Pessoal
Erica Resende, professora adjunta da Escola Superior
de Guerra, diz que Alcântara tem condições de rivalizar
com o principal centro de lançamentos da Agência Espacial Europeia.

Proteção de Patentes

Em nota, o Ministério de Ciência e Tecnologia afirma que o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas firmado por Bolsonaro e pelo presidente americano, Donald Trump, permitirá aos EUA e outras nações lançarem satélites a partir de Alcântara.

Segundo o órgão, acordos semelhantes são adotados por países como China, Rússia e Índia, e buscam "a proteção de patentes e tecnologias".

O ministério diz que o acordo também prevê o desenvolvimento de satélites com participação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), entre outras entidades ligadas ao órgão. Não foram divulgados detalhes de como será essa participação e se os órgãos brasileiros terão acesso a tecnologias americanas.

Para vigorar, o acordo terá de ser aprovado pelo Congresso brasileiro.

Acordo Brasil-EUA nos Anos FHC

Em 2000, o governo Fernando Henrique Cardoso negociou uma parceria sobre Alcântara com os EUA, mas o pacto foi rejeitado por parlamentares brasileiros. Na época, políticos contrários à parceria argumentaram que o documento feria a soberania nacional.

Um dos pontos polêmicos do acordo tratava da entrada dos componentes americanos no Brasil. O texto definia que os itens poderiam ingressar em contêineres lacrados, sem qualquer inspeção. Outro ponto proibia o uso de recursos gerados pelo centro de Alcântara no desenvolvimento de foguetes lançadores brasileiros.

Segundo o embaixador brasileiro nos EUA, Sérgio Amaral, as críticas que levaram à rejeição do acordo em 2000 foram solucinadas no novo pacto. Mas as mudanças também não foram detalhadas.

A negociação entre os dois países foi retomada no governo de Michel Temer. Em 2017, o Brasil enviou uma sugestão de texto para os EUA, que responderam em 2018.

Salvaguardas Tecnológicas

Para Erica Resende, professora adjunta de Relações Internacionais da Escola Superior de Guerra, Alcântara tem o potencial de rivalizar com o Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, principal base de lançamentos da Agência Espacial Europeia.

Ela diz, no entanto, que o acordo com os EUA apresenta pontos problemáticos. Um deles é a adoção de salvaguardas (proteções) tecnológicas - o que, segundo ela, impedirá a transferência de tecnologias para o Brasil.

Foto: FAB
Centro de Lançamento de Alcântara foi inaugurado
em 1983, mas jamais foi plenamente utilizado.

Resende diz que, na prática, o Brasil alugará o centro para os Estados Unidos, que decidirão quais países poderão usá-lo e quem terá acesso às tecnologias. É improvável, segundo ela, que os EUA autorizem o uso do centro para lançamentos da China, país que tem investido muito no setor aeroespacial e poderia se interessar em utilizar Alcântara.

"A base tem um custo de manutenção muito alto, e o ônus será do Brasil. Não está claro qual será o ganho econômico do acordo com os EUA", diz Resende.

Parceria Com Ucrânia

Em 2004, após a rejeição do acordo fechado por FHC, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociou uma parceria com a Ucrânia para explorar o centro. O país da Europa Oriental herdou tecnologias espaciais dos tempos em que integrava a União Soviética. A parceria foi anulada em 2015 em meio a críticas aos altos custos e poucos resultados da iniciativa.

Antes da parceria com a Ucrânia, o Brasil passou anos tentando desenvolver um foguete Veículo de Lançamento de Satélites (VLS). Houve três tentativas frustradas de lançá-lo de Alcântara - na última delas, em 2003, o foguete explodiu em solo, causando 21 mortes.

Desde então, o governo decidiu focar o desenvolvimento do Veículo Lançador de Microsatélite (VLM). Mais baratos, os satélites menores têm ganhado mercado na produção de imagens de vigilância, navegação por GPS e comunicação por internet.

Segundo Resende, diferentemente do acordo firmado com os EUA, a parceria com a Ucrânia previa a transferência de tecnologias para o Brasil.

Documentos diplomáticos divulgados pelo WikiLeaks revelam que os EUA viam com preocupação a parceria entre Brasil e Ucrânia.

Em 2009, o Departamento de Estado americano expressou à Embaixada dos EUA em Brasília a posição do órgão diante do pedido da Ucrânia para que os americanos reconsiderassem sua recusa em apoiar a parceria de Alcântara.

"Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil", dizia a mensagem do Departamento de Estado.

Para Resende, o documento levanta dúvidas sobre a disposição dos EUA em colaborar com o Brasil no desenvolvimento do setor. "É estranho que, passados dez anos, os americanos tenham mudado tanto que agora venham com uma retórica de cooperação", ela diz.

Foto: Ciência e Tecnologia
O chanceler Ernesto Araújo (esq.) assina o acordo de
Salvaguardas Tecnológicas ao lado do ministro Marcos Pontes.

Extraterritorialidade

Outro ponto questionável do acordo, segundo a professora, é a restrição de acesso a partes da base, que estaria prevista numa cláusula de extraterritorialidade. Segundo Resende, os americanos argumentam que a medida busca minimizar os riscos de espionagem tecnológica.

Mas ela diz que a cláusula criaria um espaço no qual o Estado brasileiro não teria soberania, cenário que sempre foi rejeitado por autoridades nacionais.

Resende afirma que após o 11 de Setembro, por exemplo, o Brasil não cedeu às pressões dos EUA para criar espaços extraterritoriais em portos brasileiros onde americanos pudessem vistoriar as cargas que seriam exportadas para o país.

O Brasil também sempre se opôs à instalação de bases americanas em países vizinhos, diz ela.
Segundo Resende, as bases costumam provocar impactos indesejáveis onde são instaladas, como aumento no consumo de álcool, violência e prostituição.

Ela afirma que em países que abrigam bases dos EUA, como as Filipinas e o Japão, muitos militares americanos que praticam atos ilícitos escapam de punições por causa da cláusula de extraterritorialidade - o que gera revolta entre moradores locais.

No caso de Alcântara, diz Resende, o centro agregará mais civis do que militares, mas ainda assim a presença estrangeira deve provocar impactos.

Elogios ao Acordo

Em entrevista à BBC News Brasil na terça-feira, o embaixador aposentado Roberto Abdenur - que chefiou a Embaixada do Brasil nos EUA entre 2004 e 2006 - elogiou o acordo com os EUA e criticou a parceria com a Ucrânia.

"O entendimento com a Ucrânia era precário, a Ucrânia não teria condições plenas de cumprir com tudo que seria necessário. Perdeu-se tempo, perdeu-se dinheiro e não se conseguiu nada."

Segundo ele, como os EUA detêm 80% do mercado global de componentes de satélites, é difícil explorar o setor sem o aval do país.

"Eu realmente acho muito positivo esse acordo porque vai se viabilizar pela primeira vez, ainda que com muito atraso, a base de Alcântara. Como disse o ministro de Ciência e Tecnologia (Marcos Pontes), com esse entendimento com os EUA será fácil seguirmos com entendimento com outros países. Não queremos que apenas os Estados Unidos usem a base", disse Abdenur.

O embaixador afirmou ainda que, segundo pessoas que conduziram as negociações, foram resolvidos "os problemas de prejuízo à nossa soberania que existiam na primeira versão do acordo, do ano 2000".

Quilombolas de Alcântara

O acordo com os EUA também gera críticas e temores entre moradores de Alcântara.

Lideranças locais dizem que no município há mais de 200 comunidades quilombolas, agrupadas em três territórios. As áreas ainda não tiveram os processos de titulação finalizados.

O centro de lançamentos fica dentro de um dos territórios pleiteados, que ocupa uma área equivalente a 78 mil campos de futebol - e abriga 108 comunidades.

Dessas, mais de 40 teriam de ser despejadas caso a ampliação do centro estudada desde os anos 2000 seja levada a cabo, diz à BBC News Brasil Servulo Borges, militante do movimento quilombola de Alcântara. Ele diz acreditar que o acordo com os EUA acelerará os planos de ampliação.

Foto: CONAQ
Alcântara é o município brasileiro com maior númer
de comunidades quilombolas, segundo lideranças locais.

Convenção 169 da OIT

Borges afirma ainda que os moradores não foram consultados sobre o acordo com os EUA - o que, segundo ele, fere a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Povos Indígenas e Tribais.

Ratificada pelo Brasil em 2002, a convenção determina que esses grupos devem ser consultados sobre medidas governamentais que tenham impacto sobre eles.

O documento também postula que "os povos interessados deverão ter o direito de escolher suas próprias prioridades no que diz respeito ao processo de desenvolvimento na medida em que ele afete as suas vidas, crenças, instituições e bem-estar espiritual, bem como as terras que ocupam ou utilizam de alguma forma".

Em 2007, ao analisar uma disputa envolvendo o próprio centro de Alcântara, a Justiça Federal reconheceu a aplicação da Convenção 169 para comunidades quilombolas.

Na ocasião, o juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara Federal do Maranhão, determinou que a direção do centro não poderia impedir que 47 quilombolas fizessem roças em áreas de onde foram expulsos para a instação do centro.

A BBC News Brasil questionou a Presidência da República, o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Força Aérea Brasileira sobre possíveis impactos do acordo para quilombolas de Alcântara, mas não recebeu respostas até a publicação desta reportagem.

Expulsão de Famílias

O conflito na região remonta à década de 1980, quando uma área onde viviam 312 famílias foi desapropriada para a construção da base. As famílias foram realojadas para sete "agrovilas" concebidas por militares.

Segundo Borges, a transferência "descaracterizou o modo de organização social" das comunidades, impondo-lhes condições "completamente diferentes da vida no quilombo" e semelhantes às de assentamentos de reforma agrária.

O quilombola Nonato Masson, advogado do Centro de Cultura Negra do Maranhão, diz que os quilombos de Alcântara viveram sem interferências externas de 1700 até o fim da década de 1970, quando o governo se moveu para construir o centro de lançamentos.

Ele diz que, além da consulta sobre o uso do centro e a conclusão da titulação dos terriórios, as comunidades exigem ser indenizadas pelos impactos do desalojamento nos anos 1980 - que, segundo ele, representou "a destruição de uma experiência positiva da diáspora africana num processo extremamente violento".


Fonte: Site do BBC News  Brasil - http://www.bbc.com/portuguese

Comentário: Só um detalhe, o Acordo com a Ucrânia que gerou a mal engenhada empresa bi-nacional Alcântara Cyclone Space em momento algum previa a transferência de tecnologias, nem sequer de um simples parafuso como dito pela professora Erica Resende, inclusive esse era na época um dos pontos negativos do Acordo defendido pela Comunidade Espacial, apesar do mesmo ser apenas um acordo comercial de uso da base de Alcântara muito mal engenhado desde o seu início e motivado por questões politicas de interesse da esquerdopatia petista.

NASA Seleciona 16 Projetos Para Novos CubeSats, os Satélites em Miniatura

Olá leitor!

Segue um interessante notícia postada dia (19/03) no site “Canaltech” destacando que a Agencia Espacial Americana (NASA) selecionou 16 projetos de novos CubeSats.

Duda Falcão

Home - Ciência – Espaço

NASA Seleciona 16 Projetos Para Novos
CubeSats, os Satélites em Miniatura

Por Patrícia Gnipper
Canaltech
Fonte: NASA
19 de março de 2019 às 19h50

A Iniciativa CubeSat foi anunciada há nove anos, e segue firme e forte, especialmente depois do sucesso dos Mars Cube One (ou MarCO) A e B, que serviram como plataforma de testes para esta nova tecnologia de satélites em miniatura e foram enviados a Marte. A missão da dupla acabou oficialmente em fevereiro. Agora, a NASA anunciou que selecionou 16 projetos para novos CubeSats que serão lançados entre 2020 e 2022.

Os CubeSats permitem a realização de pesquisas no espaço a um baixo custo, sendo úteis para áreas científicas diversas, e também contribuem para com o avanço tecnológico. Os chamados nanossatélites em forma de cubo e são disponíveis para os centros da NASA, além de organizações sem fins lucrativos dos Estados Unidos e organizações educacionais credenciadas ao projeto.

(Foto: Embry-Riddle Aeronautical University, Prescott)
CubeSat em construção.

Entre os projetos escolhidos pela NASA para o envio dos próximos CubeSats, estão missões para implantar uma antena inflável no espaço e testar novas velas solares. Abaixo, você confere os 16 projetos selecionados:

* Star-Planet Activity Research CubeSat (SPARCS) da Universidade do Arizona: para o monitoramento de explosões solares e atividades de estrelas anãs vermelhas para estudar o potencial de habitabilidade de seus planetas;

* BeaverCube, do MIT: projetado para que alunos do ensino médio aprendam a desenvolver CubeSats com o objetivo de estudar o clima da Terra ao medir as propriedades das nuvens, além de monitorar a temperatura e a cor dos oceanos;

* SigNals of Opportunity P-band Investigation (SNoOPI) da Purdue University: para medir a umidade da neve e do solo no que diz respeito à segurança alimentar e gerenciamento de recursos hídricos;

* Daily Atmospheric Ionospheric Limb Imager Mission (DAILI) da The Aerospace Corporation: estudará processos de propagação e transporte de ondas na baixa termosfera;

* CatSat, da Universidade do Arizona: implantará uma antena inflável de um metro que transmitirá vídeos HD em tempo real;

* Compact Total Irradiance Monitor Flight Demonstration (CTIM FD) da Universidade do Colorado: para medir a irradiação solar e, com isso, descobrir como isso altera nosso clima;

* CubeSat Inner Radiation Belt Experiment (CIRBE) da Universidade do Colorado:projetado para determinar a fonte, intensidade e outros detalhes dos elétrons nos cinturões de radiação internos de Van Allen;

* Drag De-Orbit Device CubeSat (D3) da Universidade da Flórida: missão de demonstração para validar um novo dispositivo de modulação de arrasto de órbita baixa para futuras naves espaciais;

* Hyperspectral Thermal Imager (HyTI) da Universidade do Havaí: a ideia é mostrar como várias resoluções de dados de imagens podem ser usadas para monitorar recursos hídricos;

* Polar Radiant Energy in the Far Infrared Experiment (PREFIRE) da Universidade de Wisconsin-Madison: dois satélites para monitorar a radiação do infravermelho distante e, assim, determinar seu papel no aquecimento do Ártico;

* CapSat-1 da Weiss School na Flórida: missão educacional destinada a coletar dados para o estabelecimento de um programa STEM na instituição;

* Bouchet Low-Earth Alpha/Beta Space Telescope (BLAST) da Universidade de Yale:mapeará a distribuição da radiação cósmica no céu noturno, visando entender melhor a origem do universo;

* Advanced Composite Solar Sail System (ACS3) do Ames Research Center na NASA:o projeto demonstrará tecnologias de uma vela solar implantável para futuras missões no espaço profundo;

* BurstCube do Goddard Space Flight Center na NASA: fornecerá mais informações sobre os estágios finais da evolução estelar;

* Geosynchronous Transfer Orbit Satellite to Study Radiation Belt Dynamics (GTOSat) do Goddard Space Flight Center na NASA: reunirá dados para aumentar nossa compreensão da aceleração e perda de elétrons relativísticos no cinturão externo de radiação da Terra;

* Plasma Enhancement in The Ionosphere-Thermosphere Satellite (petitSat) do Goddard Space Flight Center na NASA: para monitorar aprimoramentos de plasma que podem interferir nas ondas de rádio usadas para comunicação e navegação.

Todos esses projetos serão lançados para a Estação Espacial Internacional, em missões espaciais da NASA e também em lançamentos liderados por outras agências governamentais, contando também com empresas privadas.


Fonte: Site Canaltech - https://canaltech.com.br

Comentário: Pois é leitor, como eu sei que o nosso ministro Marcos Pontes é um dos leitores do Blog, algo que me deixa muito satisfeito e convencido de está realizando um trabalho relevante, resolvi trazer essa notícia, já que bons exemplos devem ser seguidos, né verdade ministro? Pois então ministro, por que não criar um programa brasileiro semelhante a este criado pela NASA que estimule o surgimento de projetos científicos e tecnológicos baseados em plataforma cubsats, assim além de possibilitarmos demandas para o nosso lançador VLM-1, motivaríamos o desenvolvimento de novas pesquisas e de novas tecnologias espaciais além de estimularmos o desenvolvimento de nossos jovens profissionais dentro das universidades, institutos técnicos e de pesquisas.

INPE Alerta Candidatos Para os Prazos da Chamada PCI

Caro leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (20/03) no site oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o instituto alerta candidatos para os prazos da chamada do Programa de Capacitação Institucional (PCI).

Duda Falcão

NOTÍCIA

INPE Alerta Candidatos Para
os Prazos da Chamada PCI

Por INPE
Publicado: Mar 20, 2019

São José dos Campos-SP, 20 de março de 2019

A partir de 29 de março, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) inicia a publicação dos resultados preliminares da Chamada Pública 01/2019 do Programa de Capacitação Institucional (PCI). A data está prevista no novo cronograma, divulgado nesta quarta-feira (20/03).

Os candidatos precisam estar atentos às publicações na página do PCI/INPE, pois os resultados não serão divulgados de uma única só vez. Nesta chamada, estão disponíveis 59 bolsas em várias áreas do INPE.

O PCI é um programa coordenado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para apoiar e viabilizar a execução de projetos de ciência, tecnologia e inovação nas unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), como o INPE.

Todas as informações sobre o PCI no INPE, bem como as publicações sobre a Chamada Pública 01/2019, estão disponíveis na página www.inpe.br/pci


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)