segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Conhecimento a Favor da Conquista do Espaço

Olá leitor!

Segue abaixo um interessante artigo publicado na edição de número 259 “Jan, Fev, Março de 2019” da "Revista AEROVISÃO" da Força Aérea Brasileira (FAB), o conhecimento que vem sendo adquirido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) na área de pequenos satélites (cubesats).

Duda Falcão

ESPAÇO

Conhecimento a Favor da Conquista do Espaço

Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) se destaca no desenvolvimento
de tecnologias espaciais e coloca em prática projetos
forjados no ambiente acadêmico

Por Tenente jornalista Jonathan Jayme
Revista Aerovisão
Edição 259
Jan, Fev, Março de 2019

As exigências dos tempos modernos trouxeram o consenso dos inúmeros benefícios que a ocupação do espaço proporciona à sociedade civil e militar. Atender as necessidades estratégicas das Forças Armadas e apoiar iniciativas como ações de prevenção e atuação em grandes catástrofes ambientais, por exemplo, tornam o investimento na área espacial indispensável para o desenvolvimento em todas as esferas da coletividade.

Um dos embriões do desenvolvimento da área espacial no Brasil é o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que em seus laboratórios desenvolve e aperfeiçoa competências ligadas à engenharia aeroespacial. São ambientes e ideias que permitem um ensino prático aos alunos, na graduação e na pós-graduação, e que, ao mesmo tempo, proporcionam um enriquecimento acadêmico a favor da autonomia nacional no setor.

Dentre as pesquisas que visam à aquisição da capacidade de projetar, construir e operar com autonomia instrumentos de ocupação do espaço, está o ITASAT. No final de 2018, o nanossatélite, desenvolvido pelo ITA, foi lançado da Base de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos, a bordo do foguete Falcon 9, veículo lançador. Ele levou como cargas úteis um transponder de coleta de dados desenvolvido pelo Centro Regional do Nordeste do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/CRN), em Natal (RN); um receptor GPS gerado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceira com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); uma câmera comercial com resolução de 80 metros por pixel no espectro visível; e um experimento de comunicação que permite o armazenamento e posterior envio de mensagens de radioamadores.

A finalidade primária do projeto era a formação de recursos humanos para o setor aeroespacial e qualificou pessoas que atualmente trabalham em instituições como o INPE e indústrias do setor aeroespacial.

O ITASAT, fomentado pela Agência Espacial Brasileira, foi configurado em 2012 para o padrão CubeSat - como são conhecidos esses satélites, formados a partir de cubos com arestas de 10 centímetros -, e foi totalmente integrado para voo em 2016.

O ITA foi o responsável pelo desenvolvimento da plataforma. O ITASAT é o primeiro satélite brasileiro a levar a bordo um software de controle de atitude totalmente desenvolvido no Brasil. Com ele, a equipe de desenvolvimento do ITA ganhou maturidade para propor o desenvolvimento de uma plataforma de CubeSat para aplicação em projetos futuros e conquista da autonomia do conhecimento científico.

“A grande vantagem é desenvolver e aperfeiçoar competências ligadas à engenharia aeroespacial. São conhecimentos de difícil transferência pelos seus detentores, mas que permitem ao país atingir maior autonomia nestas áreas específicas”, defende o Gerente de Projetos CubeSats do ITA, Professor Doutor Luís Eduardo Loures da Costa.

Como resultado prático do projeto ITASAT, existe hoje uma plataforma disponível que pode ser adaptada para um conjunto de missões espaciais. Além disso, foi criada uma expertise para trabalhar com sistemas embarcados complexos. “Um item importante a ser enfatizado é que, com base nessa plataforma e na experiência adquirida pela equipe, foram acordadas outras parcerias para iniciar novas missões pelo ITA”, completa o professor.

Observação

O bom resultado do ITASAT pode alavancar a missão SPORT, fruto de uma parceria entre o Brasil e os Estados Unidos para o desenvolvimento do monitoramento do clima espacial, em especial da observação de fenômenos e condições da ionosfera (parte superior da atmosfera terrestre) onde há formação de bolhas de plasma que levam à cintilação (efeitos atmosféricos que influenciam as características ópticas dos objetos celestes observados a partir da Terra). A cintilação afeta serviços importantes como comunicações e aeronavegabilidade.

Fazem parte desta missão, pela parte Americana, a NASA, as Universidades de Utah, do Alabama, e do Texas, além da empresa Aerospace. No Brasil, a iniciativa é representada pelo ITA e pelo INPE, com recurso também da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Neste projeto, a NASA tem a gerência geral e as instituições americanas são responsáveis pelo fornecimento dos instrumentos que farão as medidas de grandezas da ionosfera que permitem predizer o seu estado antes da formação das bolhas de plasma, que se iniciam ao entardecer e finalizam antes do amanhecer.

A experiência da equipe do ITA com o ITASAT permitiu que a instituição fosse eleita como a responsável pelo desenvolvimento da plataforma e pela integração de todo o satélite, cujo desenvolvimento tem a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) como órgão financiador. Já o INPE fornecerá infraestrutura para montagem, integração, testes, operação do satélite, infraestrutura do segmento solo e distribuição dos dados, via portal do Estudo e Monitoramento Brasileiro de Clima Espacial (EMBRACE). Atualmente, o projeto encontra-se em fase inicial.

ITASAT-2

Em discussão para definir recursos para sua execução, o satélite ITASAT-2 terá dois propósitos principais: o monitoramento do clima espacial, formando em conjunto com a missão SPORT uma constelação para realização de medidas da condição da ionosfera, e a inclusão de um sensor de COMINT (do inglês communications intelligence), de interesse para o Exército Brasileiro para monitorar e apoiar as estratégias de Guerra Eletrônica. A proposta é que no ITASAT-2 a plataforma seja desenvolvida pelo ITA, baseada nas experiências dos projetos ITASAT e SPORT, e que as cargas úteis sejam fornecidas por instituições brasileiras, como o INPE.

A área de astrobiologia (estudo da origem, evolução, distribuição e futuro da vida no universo) e medicina espacial também são elementos de pesquisa que poderão ser beneficiados em um trabalho encabeçado pelo ITA. A sonda GARATÉA-L tentará descobrir as reações da vida quando exposta a condições extremas do espaço. Para esse teste, colônias bacterianas e tecido humano devem ser submetidos a raios cósmicos.

O nanossatélite também deverá ser usado para a captura de imagens da órbita da lua, principalmente da bacia de Aiken, que é o lado afastado daquele satélite natural. O ITA participa nesse projeto como colaborador e tem utilizado a missão GARATÉA-L como caso de estudo em sala de aula para capacitação, considerando os desafios de uma missão em espaço profundo


Fonte: Revista Aerovisão - Edição nº 259 – págs. 60, 61, 62 e 63 - Jan, Fev, Março de 2019

Comentário: Pois é leitor, realmente os planos da equipe sob a coordenação do leão, o Professor Doutor Luís Eduardo Loures da Costa (vale lembrar, ex-coordenador dos projetos do SARA e também do motor S50 no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), local de onde, vale acrescentar, não deveria ter sido retirado) ajudarão muito o salto tecnológico do ITA nos próximos anos, melhorando muito a qualificação de seus jovens profissionais em formação nesta área espacial. Principalmente se o setor espacial no Governo Bolsonaro tiver o apoio político, estratégico e logístico que se espera.

Astrônomos: Planeta X Pode Ser Um Enxame Gigante de Cometas

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada hoje (21/01) no site do Sputnik News Brasil destacando que segundo astrônomos da Universidade de Cambridge britânica o ‘Planeta X’ pode ser um enxame gigante de cometas.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Astrônomos: Planeta X Pode Ser
Um Enxame Gigante de Cometas

Sputnik News Brasil
21/01/2019 - 10:25
Atualizado em 21/01/2019 - 11:29

CC BY 2.0 / Hubble ESA / Artist’s Impression of a Kuiper Belt Object

O misterioso Planeta X pode ser não um gigante gasoso, mas um anel bizarro ou nuvem composta de muitos cometas e planetas anões, dizem astrônomos em um artigo publicado no Astronomical Journal.

Nesse artigo, Antranik Sefilian, cientista da Universidade de Cambridge britânica, afirma que se substituirmos o Planeta X por um conjunto aleatório de objetos menores, espalhados por uma grande área, suas interações coletivas poderiam explicar as órbitas alongadas registradas em alguns objetos que se encontram além da órbita de Netuno.

No início de janeiro de 2016, dois pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Michael Brown e Konstantin Batygin, declararam ter conseguido calcular a localização do misterioso Planeta X, o nono planeta do sistema Solar, afastado do Sol a uma distância de 41 bilhões de quilômetros e com uma massa 10 vezes superior à da Terra.

Devido à enorme distância até este planeta — uma volta desse planeta ao redor do Sol, segundo os cientistas, demora 15 mil anos — nós ainda não sabemos onde ele está. Além disso, não temos quaisquer evidências de sua existência, além da estranha natureza do movimento de uma série de planetas anões e asteroides no Cinturão de Kuiper.

Até agora, o Planeta X ainda não foi encontrado, mas no final do ano passado Brown disse que sua equipe tem grandes chances de encontrá-lo nos dados obtidos a partir de observações recentes que os astrônomos realizaram com ajuda do telescópio Subaru no arquipélago do Havaí. Ao mesmo tempo, ele observou que as descobertas de novos planetas anões com órbitas incomuns não deixaram dúvidas de que ele existe.

Sefilian e seu colega Jihad Touma, da Universidade Americana de Beirute, tentaram analisar o motivo pelo qual a busca do Planeta X tem levado tanto tempo e ainda não terminou. Eles sugeriram que talvez ele não seja um único planeta gigante, mas um aglomerado de outros objetos.

"Quando observamos os mundos de outras estrelas, frequentemente estudamos suas características analisando a forma e estrutura do disco protoplanetário ao redor da estrela. Se estivéssemos dentro dele, nunca o veríamos na totalidade", afirma o astrônomo.

Com base nesta tese, Touma e Sefilian calcularam a massa mínima que um disco ou uma nuvem de planetas anões, asteroides e cometas devem ter para forçar 23 objetos transnetunianos conhecidos a se moverem nas órbitas em que se encontram hoje.

Acontece que isso requer um disco relativamente pequeno, cuja massa é aproximadamente comparável ao peso estimado do Planeta X e cuja matéria está distribuída por ele de forma extremamente desigual.

Apesar de esta estimativa superar a massa medida de todos os objetos para além da órbita de Netuno em cerca de duas ordens de grandeza, Sefilian e Touma acreditam que a existência de tal disco é mais provável que a descoberta do Planeta X.

Segundo os astrônomos, essa hipótese resolve muitos outros problemas associados às órbitas "erradas" de vários planetas anões, tais como o 2013 SY99. Por outro lado, é possível que tanto o Planeta X como um enxame de pequenos corpos celestes existam em simultâneo.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Pois é, essa historia ainda terá muitos capítulos, todos tentando explicar o que está ocorrendo para gerar essa anomalia nesta região do espaço, seja o Planeta X, seja um enxame gigante de cometas ou qualquer outra coisa, a verdade é que a briga para entrar nos livros de história continua e até que se tenha uma comprovação do que realmente está acontecendo à luta pelos louros se perpetuará.

Projeto do Motor-Foguete Líquido L5 Volta a Pauta no IAE

Olá leitor!

No início do mês de novembro do ano passado, foi publicado do Diário Oficial da União (DOU), um ‘Aviso de Licitação’, e posteriormente já no final do mesmo mês, o resultado do ‘Julgamento do Pregão Eletrônico’ que escolheu a empresa vencedora para produzir (usinar creio eu) as peças sob encomenda do Projeto do Motor-Foguete Líquido L5. Veja abaixo.

Ministério da Defesa
Comando da Aeronáutica
Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial
Grupamento Apoio de São José dos Campos

AVISO DE LICITAÇÃO
PREGÃO ELETRÔNICO Nº 123/2018 - UASG 120016

Nº Processo: 67720011576201885;
Objeto: Aquisição de peças sob encomenda do Projeto do motor L5;
Total de Itens Licitados: 2;
Edital: 06/11/2018 das 08h00 às 17h00;
Endereço: Praça Marechal do Ar Eduardo Gomes, 50 - Vila Das Acácias, - São José dos Campos/SP ou www.comprasgovernamentais.gov.br/edital/120016-5-00123-2018;
Entrega das Propostas: a partir de 06/11/2018 às 08h00 no site www.comprasnet.gov.br; e
Abertura das Propostas: 20/11/2018 às 09h00 no site www.comprasnet.gov.br.

MARCELO ANTENUZZI DE ALMEIDA
Ordenador de Despesas

(SIASGnet - 05/11/2018) 120016-00001-2018NE800008

Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Edição 213 - Seção: 3 - Página: 16 - 06/11/2018

Ministério da Defesa
Comando da Aeronáutica
Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial
Grupamento Apoio de São José dos Campos

RESULTADO DE JULGAMENTO
PREGÃO ELETRÔNICO Nº 123/GAP-SJ/2018

O Grupamento de Apoio de São José dos Campos, por intermédio do Ordenador de Despesa, torna pública, após constatar a regularidade dos atos procedimentais relativos ao PAG nº 67720.011576/2018-85, a homologação da licitação supramencionada, cujo objeto consiste na aquisição de peças sob encomendas do Projeto do motor L5, com adjudicação do seu objeto à empresa ALPHA SERVICE INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA, CNPJ 02.241.899/0001-60, itens 1 e 2 no valor global de R$ 42.998,19.

CEL INT MARCELO ANTENUZZI DE ALMEIDA

Fonte: Diário Oficial da União (DOU) - Edição 226 - Seção: 3 - Página: 16 - 26/11/2018”

Pois então leitor, me parece que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) já está se movimentando para testar novamente em voo este motor-foguete líquido (teste este feito unicamente durante a realização da “Operação Raposa”, quando então em setembro de 2014 foi lançado do CLA um Foguete VS-30 tendo como carga útil  o “Estágio Propulsivo Líquido (EPL)” impulsionado pelo motor L5, e de dois outros experimentos espaciais do interesse na época do Programa Espacial Brasileiro) bem como, (se é que entendi bem) repassar para a empresa ALPHA SERVICE INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA o direito da industrialização deste motor.

Entretanto leitor, por mais que procurasse no DOU, infelizmente não consegui achar nenhum 'extrato de contrato' assinado relativo a esta ação do Ministério da Defesa / Comando da Aeronáutica (MD/COMAER), o que me leva a crer que o contrato não deva ter sido assinado ainda.

Vale aqui lembrar leitor que, durante a entrevista dada a TVB NBR do Governo Federal no ‘Dia do Astronauta’ em 09/01 passado (veja abaixo), o Ministro-Astronauta Marcos Pontes informou que o governo pretende para esse ano colocar já em prática, com o que nós temos, alguns lançamentos do CLA, e assim não seria nada estranho que uma missão de qualificação final deste motor esteja em pauta.


No entanto leitor, até onde sabemos a grande missão prevista para 2019 na área de foguetes é a missão que irá qualificar em voo (no final do ano) o motor-foguete sólido S50 do Foguete suborbital VS-50 e também do VLM-1, mas tudo dependerá da realização com sucesso do ‘ensaio estrutural deste motor’, ensaio este previsto para ocorrer nas instalações do “Laboratório de Ensaios Estruturais” no Hangar X-20 do IAE, isto ao longo do primeiro trimestre de 2019.

Vale lembrar também leitor que, até bem pouco tempo atrás estava também agendado para 2019 (ou mais tardar 2020) o voo de qualificação do ‘Foguete Suborbital VS-43’, este tendo a bordo uma carga útil do projeto internacional (americano, australiano e europeu) denominado HEXAFLY-INT, mas segundo o que disse em entrevista ao “Jornal do SindCT” (veja aqui) o “Brigadeiro Engenheiro Augusto Luiz de Castro Otero (diretor do IAE)”, por falta de recursos este projeto de foguete foi descontinuado, o que é uma pena, já que o lançamento seria realizado do CLA, o que traria uma enormidade de benefícios para o Centro e para toda a infraestrutura do PEB na Região.  Uma pena Ministro Marcos Pontes desperdiçamos essa oportunidade de mostramos ao mundo que o CLA e seus profissionais estão qualificados para realizar este tipo de missão, uma pena mesmo.

Duda Falcão

Com Participação Brasileira Cientistas Simulam Buraco Negro em Tanque de Água

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada dia (16/01) no site da Agência FAPESP, destacando que com participação brasileira cientistas simularam um “Buraco Negro” em um Tanque de Água.

Duda Falcão

Notícias

Cientistas Simulam Buraco Negro
em Tanque de Água

Por José Tadeu Arantes 
Agência FAPESP
16 de janeiro de 2019

Trabalho com participação de pesquisador brasileiro
reproduz padrões de oscilação de ondas gravitacionais.
Estudo foi divulgado na Physical Review Letters.

Certos fenômenos que ocorrem em buracos negros, mas não podem ser observados diretamente nas investigações astronômicas, podem ser estudados por meio de simulações em laboratório. Isso se deve a uma analogia peculiar entre processos característicos de buracos negros e processos hidrodinâmicos. O denominador comum de uns e outros é o fato de as propagações de ondas se darem de forma bastante similar.

Essa possibilidade é explorada em um novo artigo publicado na Physical Review Letters. O físico Maurício Richartz, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), é um dos autores do artigo, produzido pelo grupo de Silke Weinfurtner, da School of Mathematical Sciences da University of Nottingham, no Reino Unido. O trabalho teve apoio da FAPESP por meio do Projeto Temático “Física e geometria do espaço-tempo”, coordenado por Alberto Vazquez Saa.

“Embora este estudo seja inteiramente teórico, temos feito também simulações experimentais no laboratório de Weinfurtner. O equipamento é, basicamente, um grande tanque de água, com dimensões de 3 metros por 1,5 metro. O tanque dispõe de um ralo no centro e de um aparato de bombeamento, que reintroduz a água que escoa. Isso possibilita que o sistema atinja um ponto de equilíbrio, no qual a quantidade de água que entra iguala a quantidade de água que sai. Dessa forma, conseguimos simular um buraco negro”, disse Richartz à Agência FAPESP.

O pesquisador explicou como isso é possível. “A água ganha velocidade à medida que escoa. Quanto mais próxima do ralo, mais rapidamente ela flui. Então, quando produzimos ondas na superfície da água, passamos a ter duas velocidades importantes: a velocidade de propagação das ondas na água e a velocidade de escoamento da água como um todo”, disse.

“Longe do ralo a velocidade das ondas é muito maior do que a velocidade do fluido. Por isso, as ondas podem se propagar em qualquer direção. Perto do ralo, porém, a situação muda: a velocidade do fluido torna-se muito maior do que a velocidade das ondas. E isso faz com que a onda seja arrastada pelo fluido, mesmo que ela se propague em sentido contrário. Dessa forma, é possível produzir, em laboratório, um simulacro do buraco negro”, prosseguiu.

No buraco negro astrofísico real, a atração gravitacional captura a matéria e impede o escape de qualquer tipo de onda – mesmo das ondas luminosas. No simulacro hidrodinâmico, são as ondas na superfície do fluido que não conseguem escapar do vórtice que se forma.

Em 1981, o físico canadense William Unruh descobriu que a similaridade dos dois processos, o do buraco negro e o hidrodinâmico, constitui mais do que uma simples analogia. De fato, feitas algumas simplificações, as equações que descrevem a propagação de uma onda nas vizinhanças do buraco negro tornam-se rigorosamente iguais às equações que descrevem a propagação da onda na água que escoa pelo ralo.

É isso que legitima investigar, no processo hidrodinâmico, fenômenos característicos de buracos negros. No novo estudo, Richartz e colaboradores estudaram o relaxamento de um simulacro de buraco negro hidrodinâmico fora do equilíbrio, levando em conta fatores que haviam sido ignorados até então. O fenômeno estudado é, em alguns aspectos, semelhante ao processo de relaxamento de um buraco negro astrofísico real que emite ondas gravitacionais após ser criado pela colisão de dois outros buracos negros.

“Uma análise cuidadosa do espectro das ondas revela as propriedades do buraco negro, como o momento angular e a massa. Em sistemas gravitacionais mais complexos, o espectro pode depender de mais parâmetros”, descreve o artigo publicado em Physical Review Letters.

(Imagens produzidas pelos pesquisadores)
Representação da onda que se forma na superfície
da água. A figura "sum" (maior) representa a onda
completa (isto é, os modos quase-normais e os
estados quase-ligados) em um dado instante. As
figuras menores representam alguns modos
específicos que compõem a onda.

Vorticidade

Um parâmetro geralmente ignorado nos modelos mais simples – e que foi considerado no estudo – é a vorticidade. Trata-se de uma grandeza empregada em mecânica dos fluidos para quantificar a rotação de regiões específicas do fluido em movimento.

Se a vorticidade é nula, a região simplesmente acompanha o movimento do fluido. Porém, se a vorticidade não é nula, além de acompanhar o fluxo, ela também rotaciona em torno de seu próprio centro de massa.

“Nos modelos mais simples, geralmente se assume que a vorticidade no fluido seja igual a zero. Isso é uma boa aproximação para regiões do fluido situadas longe do vórtice. Mas, para regiões próximas do ralo, já não é uma aproximação tão boa, porque, neste caso, a vorticidade se torna cada vez mais importante. Então, uma das coisas que fizemos em nosso estudo foi incorporar a vorticidade”, disse Richartz.

Os pesquisadores buscaram entender como a vorticidade influencia o amortecimento das ondas durante a propagação. Quando um buraco negro real é perturbado, ele emite ondas gravitacionais que oscilam com uma certa frequência. A amplitude das ondas decai exponencialmente com o tempo. O conjunto de ressonâncias amortecidas que descreve como o sistema excitado é levado de volta ao equilíbrio é caracterizado, tecnicamente, por um espectro de modos quase-normais de oscilação.

“Em nosso trabalho, investigamos como a vorticidade influencia os modos quase-normais no análogo hidrodinâmico do buraco negro. E nosso principal resultado foi o fato de termos encontrado algumas oscilações que decaem muito lentamente, isto é, que permanecem ativas por muito tempo, e que ficam localizadas espacialmente nas proximidades do ralo. Essas oscilações já não constituem modos quase-normais, mas um outro padrão denominado estados quase-ligados”, disse Richartz.

Um desenvolvimento futuro da pesquisa é produzir experimentalmente esses estados quase-ligados em laboratório.

O artigo Black Hole Quasibound States from a Draining Bathtub Vortex Flow (doi: https://doi.org/10.1103/PhysRevLett.121.061101), de Sam Patrick, Antonin Coutant, Maurício Richartz e Silke Weinfurtner, está publicado em: https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/PhysRevLett.121.061101. O texto também pode ser lido em https://arxiv.org/pdf/1801.08473v2.pdf.


Fonte: Site da Agência FAPESP

Comentário: Pois é leitor, a engenhosidade humana é fantástica, e às vezes se vale de ideias simples para solucionar problemas complexos. Além disso, a comunidade científica começar a aceitar a ideia de que os processos naturais parecem se repetir em diversas escalas e complexidade, seja na física, na química, na biologia e até mesmo no comportamento de certos seres vivos, sendo assim um caminho para talvez tentar solucionar mais facilmente os mistérios do universo em que vivemos, e até desenvolver novas tecnologias inovadoras. Parabéns aos pesquisadores deste estudo, simplesmente fantástico.

sábado, 19 de janeiro de 2019

No Apagar da Luzes AEB Publica no DOU Portaria Para Investigar Servidores

Olá leitor!

Você tá lembrado de denunciamos no Blog tempos atrás que servidores da Agência Espacial Brasileira (AEB) estavam sendo perseguidos por denunciarem supostas irregularidades na gestão do incompetente Sr. José Raimundo Braga Coelho?

Pois então leitor, no apagar das luzes, um dia após a sua exoneração (14/01) do cargo de presidente deste órgão, foi publicada a portaria abaixo no Diário Oficial da União (DOU) pelo então presidente substituto, o Dr. Petrônio Noronha de Souza.

“Ministério da Ciência, Tecnologia,
Inovações e Comunicações
Agência Espacial Brasileira/Presidência

PORTARIA Nº 9, DE 15 DE JANEIRO DE 2019

O PRESIDENTE DA AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA SUBSTITUTO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Decreto nº 8.868, de 4 de outubro de 2016, e pela Portaria MCTIC nº 4.893, de 23 de agosto de 2017, bem como tendo em vista o disposto na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, resolve:

Art. 1º Designar os servidores Cristiano Augusto Trein, Tecnologista, matrícula SIAPE nº 1787566, e Arthur Pullen Sousa, Analista em Ciência e Tecnologia, matrícula SIAPE nº 1643222, do quadro de pessoal da Agência Espacial Brasileira; e Cleide Maria de Oliveira Passos, Técnica em Comunicação Social, matrícula SIAPE nº 1479912, do quadro de pessoal do Ministério do Esporte, para, sob a presidência do primeiro, constituírem Comissão de Processo Administrativo Disciplinar para, no prazo de 60 dias, prorrogável por igual período, apurar eventuais responsabilidades administrativas, relativas aos fatos de que tratam os Processos nº 01350.000267/2017-46 e nº 01350.000281/2018-21, bem como dos atos e fatos conexos que emergirem no decorrer dos trabalhos.

Art. 2º. Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

PETRÔNIO NORONHA DE SOUZA

Pois então amigo leitor, infelizmente por ser um processo sigiloso não podemos divulgar os nomes dos servidores envolvidos, mas solicito como cidadão brasileiro, ao novo presidente desta Agência, o Eng. Carlos Augusto Teixeira de Moura que, antes de punir servidores que apenas tentaram proteger o serviço publico de práticas duvidosas, procure averiguar melhor, para assim punir os verdadeiros culpados por toda essa história.

Duda Falcão

Projeto do Cais Flutuante São Luís-Alcântara Avança Para Ser Transformado em Realidade

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (18/01) no portal do agencia de notícias do Governo do  Maranhão (Maranhão de Todos Nós) destacando que o “Projeto do Cais Flutuante São Luís-Alcântara” avança para ser transformado em realidade.

Duda Falcão

AÇÕES DO GOVERNO

Projeto do Cais Flutuante São Luís-Alcântara
Avança Para Ser Transformado em Realidade

Maranhão de Todos Nós
18/01/2019 - 16h13

(Foto: Divulgação)
Governador durante aprovação do projetodo
Cais Flutuante São Luís-Alcântara.

Mais um importante passo foi dado para a construção do Cais Flutuante São Luís-Alcântara: o projeto de viabilidade técnica da obra foi aprovado esta semana. O governador Flávio Dino destacou a importância da obra que permitirá a realização de viagens em qualquer momento da maré, atualmente o embarque e desembarque só é possível durante o período de preamar no Cais da Praia Grande.

“Vamos, agora, obter as licenças e licitar a execução, visando melhorar o acesso àquela belíssima cidade histórica, visto que, com as obras, barcos poderão operar com maré alta ou baixa, o dia inteiro”, destacou Flávio Dino.

O Cais Flutuante São Luís-Alcântara será construído pelo Governo do Maranhão, por meio da Agência Executiva Metropolitana (AGEM) que está articulando parceria com as Prefeituras de São Luís e de Alcântara uma vez que a obra envolve os dois municípios. O prazo de execução da obra será de aproximadamente 18 meses.

Atualmente, o Cais da Praia Grande é o único terminal hidroviário da capital. Conta com quatro embarcações, três iates e um catamarã realizando duas viagens por dia, são transportados 398 passageiros por e 11.935 por mês; além das embarcações do Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA) que realizam o transporte diário de 246 militares.

Localizado na Avenida Senador Vitorino Freire, no Centro de São Luís, o Cais da Praia Grande somente oferece condições de navegabilidade durante o período de preamar, para manobras de acostagem e atracações das embarcações que realizam o transporte de passageiros e pequenas cargas para Alcântara e outras cidades da região da Baixada Maranhense, ficando inoperante durante a baixamar

“Com as quantidades de viagens diárias reduzidas, o potencial turístico de Alcântara é pouco explorado pelos visitantes”, afirmou o presidente da AGEM, Lívio Jonas Mendonça Corrêa.

Com a implantação do Terminal Portuário na Ponta d’Areia, estima-se a realização de 24 viagens por dia, com embarcações saindo a cada 1 hora, transportando 3.312 passageiros diariamente.


Fonte: Portal do Governo do Maranhão - 18/01/2019 - http://www.ma.gov.br

Comentário: Bom leitor, não há como negar que essa obra irá beneficiar toda a população da região, bem como o Turismo e, inclusive o Centro da Lançamento de Alcântara (CLA). Entretanto caro leitor, sendo esse governador Flávio Dino comunista e apoiador do ladrão presidiário de nove dedos, é difícil, mas muito difícil de acreditar, pois nem sempre esses esquerdistas de merda adotam as melhores práticas de gestão. Enfim...

NASA Divulga Vídeo do Objeto Mais Distante Já Explorado

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada ontem (18/01), no site da "Revista GALILEU" destacando que a NASA divulgou vídeo do objeto mais distante já explorado.

Duda Falcão

CIÊNCIA - ESPAÇO

NASA Divulga Vídeo do Objeto
Mais Distante Já Explorado

Equipe usará imagens de Ultima Thule, oficialmente chamado
2014 MU69, para entender melhor sua natureza e origem

Por Redação Galileu
18/01/2019 – 12h34
Atualizado 12h35

Foto: NASA
A Ultima Thule é o objeto mais distante da Terra.

Já é possível ver o objeto celeste mais distante já explorado em movimento: a seis bilhões de quilômetros de distância da Terra, a Ultima Thule, oficialmente chamada 2014 MU69, foi registrada pelo satélite New Horizons.

Durante esta sessão de fotos do espaço profundo — parte do voo planetário mais distante da história — a distância da New Horizons para Ultima Thule diminuiu de 500 mil quilômetros (mais longe que a distância da Terra à Lua) para apenas 28 mil quilômetros, o que fez com que as imagens ficassem cada vez mais detalhadas.

Foto: NASA
Ultima Thule.

Segundo a NASA, as fotos mais precisas usadas no vídeo foram transmitidas para a Terra ainda no início de janeiro, e as últimas imagens foram recebidas entre os dias 12 e 14, quando a New Horizons reestabeleceu a comunicação com a Terra. Todas as imagens foram editadas usando técnicas científicas que aprimoram os detalhes.

A equipe científica da New Horizons usará essas imagens para ajudar a determinar a forma tridimensional do Ultima Thule, a fim de entender melhor sua natureza e origem. 

A sonda continuará transmitindo imagens, incluindo suas visualizações mais próximas do Ultima Thule, e dados para os próximos meses.


Fonte: Site da Revista Galileu - 16/01/2019 - http://revistagalileu.globo.com

Comentário: Simplesmente fantástico, resultado de quem trabalha sério em busca de objetivos.

INPE Esclarece Sobre Sistemas de Monitoramento

Caro leitor!

Segue abaixo a nota oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em resposta ao que disse o Ministro do Meio AmbienteRicardo Salles (veja aqui), em relação ao Monitoramento da Amazônia, postada que foi dia (17/01) no site do instituto.

Duda Falcão

NOTÍCIA

INPE Esclarece Sobre
Sistemas de Monitoramento

Por INPE
Publicado: Jan 18, 2019

São José dos Campos-SP, 17 de janeiro de 2019

Esta nota visa esclarecer o funcionamento dos sistemas de monitoramento das alterações da cobertura vegetal desenvolvidos e operados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), complementando as informações dadas pelo ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, publicada na edição de 16/01/2019.

O programa de monitoramento do INPE conta com três sistemas operacionais: o Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES), o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER) e o sistema de mapeamento do uso e ocupação da terra após o desmatamento, TerraClass. Os sistemas são complementares e foram concebidos para atender a diferentes objetivos.

Para toda a extensão da Amazônia legal brasileira, o sistema PRODES realiza o inventário de perda de floresta primária através do uso de imagens de satélite de observação da Terra, desde 1988. A partir deste inventário, são calculadas as taxas anuais de desmatamento para os períodos de agosto a julho, considerando como desmatamento a supressão da floresta em áreas superiores a 6,25 hectares. Por depender das condições climáticas da estação seca para aquisição de imagens livres de nuvens, o PRODES é feito anualmente. A primeira apresentação dos resultados é realizada até dezembro de cada ano, na forma de uma estimativa da taxa de desmatamento. Para essa estimativa são processadas e analisadas todas as imagens das regiões que contiveram no mínimo 90% do desmatamento, no ano anterior. Os dados consolidados são apresentados no primeiro semestre do ano seguinte, quando é concluído o processamento das imagens necessárias para cobrir toda a Amazônia. Para as áreas onde a cobertura de nuvens não permitiu o mapeamento, é feito um cálculo que estima a área desmatada sob nuvem, usando a hipótese de que a proporção da ocorrência de desmatamento em áreas sob nuvens é igual a das áreas não cobertas por nuvens. Destaca-se que a estimativa do desmatamento sob nuvens corresponde em média a apenas 5% da taxa de desmatamento calculada pelo PRODES.

O DETER, lançado em 2004, é um sistema de apoio à fiscalização e controle do desmatamento e degradação na Amazônia. O DETER produz diariamente alertas de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares. Os alertas indicam áreas totalmente desmatadas (corte raso) bem como áreas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras). Esses alertas são enviados automaticamente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), sendo insumo para o planejamento das ações de fiscalização. As informações ficam ainda disponíveis na internet para as Secretarias Estaduais de Meio Ambiente, bem como para toda a sociedade.

O TerraClass, realizado com frequência bienal, numa parceria entre o INPE e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), tem por objetivo a identificação do uso e cobertura das áreas apontadas como desmatadas pelo PRODES. Com os resultados do TerraClass é possível fazer uma avaliação da dinâmica do uso e ocupação dessas áreas, nas classes mapeadas pelo projeto (agricultura, pastagens, regeneração entre outras). São classificadas áreas superiores a 6,25 ha.

Os sistemas de monitoramento operados pelo INPE utilizam imagens com resolução espacial entre 20 e 30 metros, pois esta classe de imagens permite uma adequada identificação das alterações da cobertura vegetal na escala da Amazônia, considerando fatores como a disponibilidade de imagens, recobrimento frequente e extensivo do território monitorado e capacidade de processamento para a produção célere de resultados. Os resultados do PRODES fornecem uma série histórica anual e ininterrupta desde 1988, permitindo análises comparativas neste período.

O INPE monitora constantemente a qualidade desses produtos e os resultados mais recentes indicam um nível de precisão superior a 95% para os dados do PRODES. Além desse controle, a política de transparência dos dados, adotada pelo INPE desde 2004, permite o acesso completo a todos os dados gerados pelos sistemas de monitoramento, possibilitando avaliações independentes pela comunidade usuária, incluindo o governo em suas várias instâncias, a academia e a sociedade como um todo.

Como instituição de pesquisa e inovação, o INPE acompanha as inovações científicas e tecnológicas na área de observação da terra por satélite, para a constante melhoria de seus sistemas de monitoramento da Amazônia, e, desde 1972, coordena um curso de pós-graduação em sensoriamento remoto com o mais alto conceito da CAPES.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Asteroide Apophis Poderia Colidir Com a Terra em 2068

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada ontem (18/01) no site do Sputnik News Brasil destacando que segundo estudo de pesquisadores da Universidade Estatal de São Petersburgo, na Rússia, o Asteroide Apophis poderá colidir com a Terra em 2068.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Asteroide Apophis Poderia
Colidir Com a Terra em 2068

Sputnik News Brasil
18/01/2019 - 07:44
Atualizado em 18/01/2019 - 10:39

CC0 / RafaelMousob/Pixabay

Em 2068 o asteroide Apophis pode vir a cair na Terra, enquanto em 2029, ele se aproximará do nosso planeta a uma distância dez vezes menor que a existente entre a Terra e a Lua, informaram especialistas da Universidade Estatal de São Petersburgo.

Segundo os cientistas, já foi estimada com exatidão a distância de aproximação do asteroide à Terra em 13 abril de 2029: será de 38 mil quilômetros (a distância entre a Lua e a Terra é de 384 mil quilômetros).

"Essa aproximação causa um aumento significativo de trajetórias possíveis, entre elas existem trajetórias que prevêem uma aproximação em 2051". Os dados científicos referentes ao asteroide referem muitas (cerca de 100) "possíveis colisões do Apophis com a Terra, a mais perigosa em 2068", lê-se no relatório, preparado pelos cientistas.

Antes da aproximação em 2068, o asteroide se aproximará da Terra em 2044 a uma distância de 16 milhões de quilômetros e, em 2051 e 2060, a uma distância de 760 mil quilômetros e de 5 milhões de quilômetros respetivamente. 

Anteriormente, os cientistas da NASA avisaram sobre a possível colisão entre o Apophis e a Terra, mas informaram que a probabilidade de colisão seria extremamente pequena. 

O asteroide Apophis, que tem um diâmetro de 325 metros, foi descoberto em 2004. Os cientistas estimaram que há uma probabilidade de 2,7% de este corpo celeste vir a cair na Terra em 2029. 

Posteriormente, os analistas excluíram essa ameaça, estimando que, em 13 de abril de 2029, o Apophis se aproximará do nosso planeta a uma distância de 37,8 mil quilômetros do centro da Terra.


Fonte: Site Sputniknews Brasil - http://br.sputniknews.com/

Comentário: Bom leitor, se isso é realmente verdade e já há uma consciência da comunidade astronômica mundial sobre esta possibilidade catastrófica, cabe então desde já a ONU exigir de seus países membros um projeto internacional conjunto para evitar que isto aconteça. Ponto.