sábado, 23 de setembro de 2017

NASA Reconhece Experiência de Cientistas Amadores de Vitória da Conquista e os Indicada ao Nobel de Física

Olá leitor!

Segue abaixo uma interessante notícia postada dia (01/09) no blog “Sudoeste Digital” que foi pouco divulgada pela mídia nacional e que agora trago para o nosso leitor. Segundo este Blog a NASA reconheceu experiência de dois cientistas amadores baianos da cidade de Vitória da Conquista, que obtiveram assim, pasmem, a indicação para o Nobel de Física.

Duda Falcão

NASA Reconhece Experiência de Cientistas
Amadores de Conquista; Dupla de Baianos
Também Foi Indicada ao Nobel de Física

Por Jussara Novaes,
Agência de Notícias Sudoeste Digital
Sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Imagens: J. C. d’Almeida

A partir de equipamentos básicos, anos-luz dos utilizados pelos renomados pesquisadores mundiais, a dupla de cientistas amadores baianos, Nearck Ferraz Abade e André Barros Cairo, analisaram a teoria de Max Plank sobre a 5ª Dimensão.

Na prática, eles descobriram ser possível sairmos das três dimensões visíveis, comprimento, largura e altura, em que prótons, neutros e elétrons formam a matéria visível, indo para 5ª Dimensão composta por pósitrons, neutrinos, quarks e outras partículas subatômicas. 

Os experimentos devem ser aproveitados pela comunidade científica, contribuindo com a limpeza do lixo espacial, restos de satélites, foguetes, equipamentos, a exemplo da Estação MIR, que caiu na Terra em 2013, contribuindo com a importância do planeta, em se livrar do lixo atômico.

Como exemplo, citam os casos Chernobyl, Rússia e Goiânia, no Brasil, entre outros países, eliminando sucatas existentes no espaço. leia mais abaixo em: CHERNOBYL E GOIÂNIA: AS TRAGÉDIAS ATÔMICAS.

André Cairo e Neark Abade (D) analisaram a
teoria de Max Plank sobre a 5ª Dimensão.

A descoberta, feita em 3 de maio de 2012, chamou a atenção dos cientistas da NASA, a agência do Governo Federal dos Estados Unidos responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial. 

Com a missão oficial de "fomentar o futuro na pesquisa, descoberta e exploração espacial",  a NASA contactou com os baianos de Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador e, após análises dos experimentos, indicou a dupla ao Prêmio Nobel de Física, por meio do cientista americano Thomas Huding.

A princípio, falar em “indicação” para o Nobel parece um tanto estranho, mas existe, sim, um processo de encaminhamento de nomes para a Academia. Todos os anos, ex-ganhadores do Nobel enviam indicações de outros potenciais laureados. Membros da Academia também indicam candidatos.

SUCESSÃO DE EXPERIMENTOS

Neark, que possui mestrado em Química, Biologia e doutorado em Física e Cairo, que além de pesquisador é ufólogo, astrônomo e ambientalista, ralizaram o primeiro experimento em novembro de 2010, utilizando equipamentos primários, como um mini reator, micro-ampere, micro-volt, estojos de multi-reações e túnel com ímãs.

Assim, eles retiveram a luz num campo magnético. Foi o bastante para receber a recomendação da NASA, segundo Cairo. . Eles ainda receberam como prêmio do Ciências Sem Fronteiras um equipamento de última geração. "Para o segundo experimento sobre a 5ª Dimensão, em 2012, recebemos uma Bolsa de Pesquisas, além de referências positivas a nós sobre a inédita experiência", comemorou.

AS TRAGÉDIAS ATÔMICAS

Chernobyl

No ano de 1986, os operadores da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, realizaram um experimento com o reator 4. A intenção inicial era observar o comportamento do reator nuclear quando utilizado com baixos níveis de energia. Contudo, para que o teste fosse possível, os responsáveis pela unidade teriam que quebrar o cumprimento de uma série de regras de segurança indispensáveis. Foi nesse momento que uma enorme tragédia nuclear se desenhou no Leste Europeu.

Entre outros erros, os funcionários envolvidos no episódio interromperam a circulação do sistema hidráulico que controlava as temperaturas do reator. Com isso, mesmo operando com uma capacidade inferior, o reator entrou em um processo de superaquecimento incapaz de ser revertido. Em poucos instantes a formação de uma imensa bola de fogo anunciava a explosão do reator rico em Urânio-235, elemento químico de grande poder radioativo.

Goiânia

Há exatos 30 anos, Goiânia era atingida por aquele que é considerado o maior acidente radiológico do mundo. A tragédia envolvendo o césio-137 deixou centenas de pessoas mortas contaminadas pelo elemento e outras tantas com sequelas irreversíveis. No âmbito radioativo, o Césio 137 só não foi maior que o acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, na Ucrânia, segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). O incidente teve início depois que dois jovens catadores de papel encontraram e abriram um aparelho contendo o elemento radioativo. A peça foi achada em um prédio abandonado, onde funcionava uma clínica desativada.

Eles pensavam em retirar o chumbo e o metal para vender e ignoravam que dentro do equipamento havia uma cápsula contendo césio-137, um metal radioativo. Apesar de o aparelho pesar cerca de 100 kg, a dupla o levou para casa de um deles, no Centro. Já no primeiro dia de contato com o material, ambos começaram a apresentar sintomas de contaminação radioativa, como tonteiras, náuseas e vômitos. Inicialmente, não associaram o mal-estar ao césio-137, e sim à alimentação.

Depois de cinco dias, o equipamento foi vendido para Devair Alves Ferreira, dono de um ferro-velho localizado no Setor Aeroporto, também na região central da cidade. Neste local, a cápsula foi aberta e, à noite, Devair constatou que o material tinha um brilho azul intenso e levou o material para dentro de casa. CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS 


Fonte: Site Sudoeste Digital - http://www.sudoestedigital.com

Comentário: Sensacional notícia. Entretanto esta matéria do Blog Sudoeste Digital não é clara quanto ao ano que esses pesquisadores baianos foram indicados ao Nobel de Física. Seria o mesmo ano da descoberta? Ou seja 2012, enfim... seja como for, os pesquisadores Nearck Ferraz Abade e André Barros Cairo estão de parabéns. Aproveitamos para agradecer ao nosso leitor Carlos Cássio Oliveira (CEFAB) pelo envio dessa notícia.

Vitória da Conquista Cria Associação Astronômica e Equipe de Fogueteiros

Olá leitor!

Apesar do nosso Programa Espacial hoje ser bem aquém do que poderia e está sob a coordenação de uma Agencia Espacial que é uma tremenda piada, o interesse nas Ciências Espaciais e na Tecnologia Espacial vem se desenvolvendo muito entre os nossos jovens do ensino fundamental, médio e superior.

Com o crescimento das pesquisas Astronômicas, Astrofísicas, Astrobiológicas, o desenvolvimento do Espaçomodelismo e do Foguetemodelismo nas universidades brasileiras e o surgimento de eventos como o Festival Nacional de Minifoguetes, a competição de foguetes da Associação COBRUF, as competições da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e até mesmo as atividades do mal conduzido Programa AEB Escola de nossa vergonhosa agencia espacial, nos últimos 20 anos surgiram diversas entidades através do país, como clubes de astronomia, associações astronômicas e de foguetes (BAR e COBRUF), bem como também equipes de foguetemodelismo e Espaçomodelismo até mesmo no ensino fundamental.

Como esquecer leitor iniciativas do tipo da galerinha da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves (ETEC), da cidade de Ubatuba-SP que, sob a liderança de um fantástico e visionário educador, Prof. Cândido Moura, conduziram o desenvolvimento de um projeto de Tubesat (picosatélite) denominado de “Tancredo-1”, satélite este que foi lançado ao espaço às 9h49 (horário de Brasília), a partir da Estação Espacial Internacional (ISS), no dia 16 de janeiro deste ano, e continua em operação em órbita, ou então as atividades relacionadas com o Programa GARATÉA do Grupo ZENITH da USP de São Carlos, programa este idealizado por outro fantástico visionário, o Eng. Lucas Fonseca, que envolvem os Projetos Garatéa-E, Garatéa-L (Missão Lunar Brasileira prevista para 2021) e o mais recente deles, o Projeto Garatéa-ISS, projeto este em andamento que visa o envio em 2018 de um experimento estudantil para ser testado abordo dos laboratórios da Estação Espacial Internacional (ISS).

Pois então leitor, todo esse maravilhoso movimento nas áreas espaciais do país vem ocorrendo na contramão do conhecido desinteresse governamental pelo PEB, e muito tem deixado nós do Blog BRAZILIAN SPACE esperançosos por melhores dias para o nosso “Patinho Feio”.

No entanto, desde que comecei a acompanhar com mais atenção o que estava acontecendo, percebi com tristeza o desinteresse dos professores e alunos de minha Terra por esta área que é o futuro da humanidade. Pois então, enquanto percebia com satisfação o surgimento de equipes de Foguetemodelismo e Espaçomodelismo em meu querido Nordeste (Ceará, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte), na Bahia as minhas tentativas de estimular o surgimento de alguma equipe de fogueteiros estudantil que nos representasse Brasil afora, infelizmente resultou num tremendo fracasso, apesar de contar com o estimável apoio de um pioneiro do foguetemodelismo no Brasil, o Sr. Carlos Cassio Oliveira, presidente do “Centro Experimental de Foguetes Aeroespaciais da Bahia (CEFAB)”.

O Sr. Carlos Alberto Boock Maly

Entretanto leitor, para minha agradável surpresa fiquei dias atrás sabendo que, através da iniciativa de um entusiasta em Astronomia e das Ciências, o Sr. Carlos Alberto Boock Maly, diretor técnico do “Clube de Astronomia de Vitória da Conquista” (entidade criada em 2007), foi realizada na noite da ultima quinta-feira (21/09), nas instalações da Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR), a 1ª reunião da “Associação Astronômica Conquistense (AAC)”, entidade esta que entre as atividades previstas está à criação de uma equipe de fogueteiros (ainda sem nome), colocando assim finalmente a Bahia em condições de ser representada nacionalmente nas competições existentes.

Em uma parceria com CEFAB e com apoio fundamental do Sr. Carlos Cassio Oliveira que, em breve, deverá ir à bela cidade de Vitória da Conquista (onde nasceu), os integrantes da recém criada “AAC” deverão ter acesso ao vasto conhecimento e experiência deste pioneiro do foguetemodelismo brasileiro, e assim dar inicio as atividades de uma equipe de fogueteiros que finalmente representará a ‘Boa Terra’ Brasil afora, e quem sabe até mesmo através do mundo.


De nossa parte quero parabenizar ao Sr. Carlos Alberto Boock Maly pela iniciativa, e ao mesmo tempo nos colocar a sua inteira disposição para divulgar as atividades da AAC, bem como também estimulá-lo a não se restringir as áreas de pesquisas astronômicas e de foguetes, como também quem sabe partir para o desenvolvimento de projetos na área de pequenos satélites (cansats, picosats e nanosats) colocando assim pioneiramente a Bahia nesta corrida. Para tanto o Blog BRAZILIAN SPACE se prontifica publicamente a ajudá-lo colocando em contato com profissionais da área que poderiam abraçar esta empreitada ministrando palestras e servindo como consultores.

Duda Falcão

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

BAR Divulga Categorias e Regras do V Festival Brasileiro de Minifoguetes 2018

Olá leitor!

Foi postado no dia (17/09) no "Blog Minifoguete", uma nota da Comissão de Eventos da Associação Brasileira de Minifoguetes (ABMF)  / Brazilian Association of Rocketry (BAR) tendo como destaque as categorias e regras para o “V Festival Brasileiro de Minifoguetes 2018”, veja abaixo.

Duda Falcão

Comissão de Eventos da BAR

Categorias e Regras das Competições
(atualizado em 17 Set 2017)

Tabela 1. Definição das categorias e seus objetivos do Festival-2018

Categoria
Objetivo
Nível de ensino
Tipo de categoria
Limite de lançamentos
Fundamental
Tempo de voo total de 7 s
Fundamental
Tempo exato
     5
H50-médio
Apogeu de 50 m
Médio
Apogeu exato
     5
H50
Apogeu de 50 m
Livre
Apogeu exato
    10
H100
Apogeu de 100 m
Livre
Apogeu exato
    10
H200
Apogeu de 200 m
Livre
Apogeu exato
    10
H500
Apogeu de 500 m
Livre
Apogeu exato
    10
H1k
Apogeu de 1000 m
Livre
Apogeu exato
    10

1) Definição das categorias, objetivos e regras gerais:

1) As categorias do V Festival Brasileiro de Minifoguetes estão definidas na tabela 1, bem como os respectivos níveis de ensino dos membros de cada equipe, o tipo e objetivo de cada categoria. Também é apresentado o número máximo de lançamentos que serão feitos em cada categoria.

2) Em cada categoria do tipo apogeu exato, o vencedor será a equipe cujo minifoguete atingir o apogeu mais próximo do apogeu especificado no objetivo. Na categoria Fundamental, o vencedor será a equipe cujo tempo de voo total do minifoguete for o mais próximo do tempo de 7 segundos.

3) A tabela 2 apresenta para cada categoria o recorde brasileiro atual e o intervalo válido para premiação.

Tabela 2. Intervalos válidos para premiação em cada categoria do Festival-2018

Categoria
Recorde brasileiro
Intervalo válido para premiação
Fundamental
    sem
    5,00 a    9,00 s
H50-médio
    sem
   20    a   80 m
H50
     50 m
   35    a   65 m
H100
    103 m
   70    a  130 m
H200
    200 m
  140    a  260 m
H500
    506 m
  350    a  650 m
H1k
   1126 m
  700    a 1066 m
Recordes brasileiros atualizados em 13 Set 2017

4) Os minifoguetes deverão ser lançados verticalmente.

5) Cada equipe poderá tentar até duas vezes ignitar o motor de cada minifoguete em cada categoria. Caso não consiga ignitar, deverá substituir o motor e/ou minifoguete e poderá fazer uma nova e última (terceira) tentativa de ignitar o motor.

6) Cada equipe poderá lançar um minifoguete em cada categoria. Um mesmo grupo de foguetes só poderá participar com uma equipe em cada categoria. Entende-se por grupo de foguetes o conjunto formado por uma ou mais equipes de foguetes que têm o mesmo líder, instituição ou laboratório.

7) Cada equipe será responsável por encontrar o seu minifoguete após o voo.

8) Método para determinar o apogeu: altímetro eletrônico a bordo que registre a trajetória desde o lançamento até a caracterização do apogeu alcançado; não serão aceitos altímetros que só registram o apogeu.

9) Nas categorias do tipo apogeu exato, cada equipe deverá usar obrigatoriamente em seu minifoguete um altímetro fornecido pela Organização do Festival. Juntamente poderá incluir um ou mais altímetros da própria equipe, comerciais e/ou caseiros. Se o altímetro da Organização do Festival for perdido ou danificado, a equipe terá que devolver outro igual.

10) Nas categorias do tipo apogeu exato, o resultado oficial do voo será o do altímetro da Organização do Festival. Caso este apresente algum tipo de defeito, a critério da Organização do Festival, será aceito o resultado de outro altímetro no minifoguete, desde que do tipo comercial.

11) Nas categorias do tipo apogeu exato, se por qualquer motivo não puder ser lido o apogeu de um altímetro, o valor será considerado nulo. Apenas com a finalidade de classificar os resultados de cada categoria, poderá ser usada uma estimativa visual do apogeu, sem validade para premiação.

12) As três equipes com os melhores resultados em cada categoria serão premiadas com um certificado e troféu, desde que o resultado do minifoguete esteja no intervalo válido da respectiva categoria na qual concorre, conforme indicado na tabela 2.

13) Método para determinar o tempo de voo total: 3 ou 4 cronômetros baseados em solo e operados manualmente por membros da Organização do Festival. O resultado oficial será a média dos 2 cronômetros com resultados mais próximos, desde que a diferença individual deles para a média seja menor ou igual a 5%; caso contrário, o resultado não será válido para premiação.

2) Regras sobre as equipes:

1) Cada equipe deverá fazer a sua inscrição no prazo estipulado pela Organização do Festival, pagando uma taxa por equipe. O valor pago não será devolvido no caso de desistência da equipe ou indeferimento da inscrição.

2) Para as categorias H50, H100, H200, H500 e H1k, não há qualquer restrição sobre as equipes das competições em relação ao número de membros, nível de escolaridade (estudante ou não estudante), curso, instituição, idade etc; inclusive, uma equipe poderá ser constituída por uma única pessoa.

3) Na categoria H50-médio, todos os membros da equipe (exceto os orientadores) deverão estar cursando o ensino médio ou terem concluído o ensino médio em 2017.

4) Na categoria Fundamental, todos os membros da equipe (exceto os orientadores) deverão estar cursando o ensino fundamental ou terem concluído o ensino fundamental em 2017.

5) Não há limite no número de equipes de uma mesma instituição de ensino, nem quanto à sua constituição, se de um ou mais cursos.

6) Uma mesma equipe poderá participar das categorias que quiser, entre uma e todas, desde que não haja conflito com as normas anteriores.

7) Cada equipe terá que arcar com as suas despesas de viagem, hospedagem, transporte e alimentação durante o evento.

8) Cada membro de equipe menor de 18 anos deverá apresentar uma autorização de seus responsáveis, que permita participar das competições.

9) Cada participante terá que assinar uma declaração na qual se responsabilizará por qualquer dano causado por seus minifoguetes e sua participação no evento.

10) Nos locais do evento, ninguém poderá fumar, consumir bebida alcoólica ou substâncias proibidas.

11) Cada equipe deverá fazer a inscrição de seus membros no prazo estipulado pela Organização do Festival, pagando uma taxa por membro. Os valores pagos não serão devolvidos no caso de desistência da equipe inteira ou de parte da equipe ou indeferimento da inscrição.

3) Regras sobre os motores-foguete:

1) A tabela 3 especifica o tipo de motor que poderá ser usado em cada categoria em relação à sua fabricação, se comercial (industrializado, vendido por empresas) ou não comercial (fabricado pela própria equipe, desenvolvimento próprio, artesanal ou experimental).

2) A tabela 3 também especifica a classe máxima de motor que poderá ser usado em cada categoria, conforme a classificação de motores da NAR (National Association of Rocketry).

Tabela 3. Tipo de motor e classe por categoria do Festival-2018

Categoria
Tipo de motor
Motor-limite
Fundamental
Comercial
Classe ½A
H50-médio
Comercial
Classe A
H50
Comercial
Classe A
H100
Comercial
Classe B
H200
Comercial ou não comercial
Classe E
H500
Não comercial
Classe I
H1k
Não comercial
Classe J

3) Poderão ser usados motores-foguete com qualquer tipo de propelente, desde que não seja tóxico. Por exemplo, podem ser usados nitratos/açúcar e pólvora negra.

4) Poderão ser usados motores-foguete fabricados no Brasil ou no exterior.

5) Poderão ser usados motores-foguete constituídos por qualquer tipo de material.

6) Quantidade de motores em cada minifoguete: um.

7) Quantidade de estágios em cada minifoguete: um.

8) No caso de motor não comercial, ele deverá ter sido desenvolvido pela própria equipe. Não será permitido que uma equipe use motor não comercial de outra equipe, com ou sem permissão desta; se isso for constatado a qualquer tempo, a equipe será desclassificada.

9) Para cada categoria, no caso de motor não comerciala equipe deverá fazer a inscrição do seu motor no prazo estipulado pela Organização do Festival, pagando uma taxa. O valor pago não será devolvido no caso de desistência da equipe ou indeferimento da inscrição. Com base nesta inscrição, poderá ser indeferido o uso do motor no evento, por ser considerado inseguro. É recomendado que sejam feitos no mínimo três testes do motor antes do evento; os dados e resultados serão solicitados na inscrição do motor, bem como os dados do motor a ser usado no evento.

4) Regras sobre os minifoguetes:

1) Cada equipe deverá projetar e fabricar ou montar os seus minifoguetes.

2) Cada equipe terá que arcar com as despesas de desenvolvimento e testes de seus minifoguetes.

3) Poderão ser usados minifoguetes constituídos por qualquer tipo de material.

4) Exceto na categoria Fundamental, é obrigatório que cada minifoguete tenha algum sistema de recuperação por paraquedas, fita etc para reduzir a velocidade de queda do minifoguete e permitir que ele seja visível durante a queda, evite acidentes e não danifique o altímetro a bordo. Logo após a sua recuperação, o minifoguete deverá estar em condições (sua estrutura) para ser relançado; admite-se exceção em relação às empenas.

5) Cada equipe será responsável pelo lançamento dos seus minifoguetes, com sua própria rampa de lançamento e sistema de ignição. Sob pedido, a Organização do Festival poderá emprestar as suas rampas de lançamento e sistemas de ignição.

6) O sistema de ignição não poderá ser pirotécnico ou automático. O lançamento do minifoguete deverá ser controlado pelo ignitista. A ignição terá que ser elétrica.

7) Depois de pronto em sua rampa de lançamento, o minifoguete deverá estar preparado para suportar uma espera de até uma hora para ter autorização para o seu lançamento, sem qualquer intervenção da equipe.

8) O projeto do minifoguete deverá ser de autoria de cada equipe. Não será permitido que uma equipe use o projeto de outra equipe, com ou sem permissão desta; se isso for constatado a qualquer tempo, a equipe será desclassificada.

9) Para cada categoriaa equipe deverá fazer a inscrição do seu minifoguete no prazo estipulado pela Organização do Festival, pagando uma taxa. O valor pago não será devolvido no caso de desistência da equipe ou indeferimento da inscrição. Com base nesta inscrição, poderá ser indeferido o uso do minifoguete no evento, por ser considerado inseguro. É recomendado que sejam feitos no mínimo dois voos-teste antes do evento; os dados e resultados serão solicitados na inscrição do minifoguete, bem como os dados do minifoguete a ser usado no evento.

10) Desde que sejam atendidas as restrições acima, as equipes têm liberdade para fabricar e montar os seus minifoguetes da forma que quiserem, usando componentes ou kits comerciais ou de fabricação própria, importados ou nacionais.

5) Locais a serem realizados os lançamentos dos minifoguetes:

1) Centro Politécnico da UFPR, campo de futebol 1 do CED, em Curitiba (PR). Altitude: 910 ± 2 m. https://www.google.com.br/maps/@-25.4530761,-49.2361112,90m/data=!3m1!1e3?hl=pt-BR

2) Fazenda Canguiri da UFPR, NITA, em Pinhais (PR). Altitude: 910 ± 5 m. https://www.google.com.br/maps/@-25.3986793,-49.1237209,495m/data=!3m1!1e3?hl=en

Dependendo da direção do vento, o local exato de lançamento poderá variar dentro de um raio de 50 m no Centro Politécnico e 500 m na Fazenda Canguiri em relação às coordenadas informadas acima.

6) Disposições finais:

1) Por motivo de força maior, para aumentar a segurança dos participantes ou para maior clareza, as regras acima poderão ser alteradas a qualquer momento pela Organização do Festival.

2) Também integram as regras do Festival 2018: o protocolo para lançamento de espaçomodelos; o protocolo para lançamento de minifoguetes experimentais; e as regras de pontuação para inscrição e autorização de lançamento. Todas serão divulgadas em breve.

3) O Festival não é um evento para testes. O Festival é um evento para exibição dos melhores minifoguetes brasileiros!

4) Casos omissos serão resolvidos pela Comissão de Eventos da BAR.

5) Qualquer pessoa ou equipe/grupo de foguetes pode propor alterações justificadas sobre essas regras que serão analisadas pela Comissão de Eventos da BAR.

7) Informações sobre o evento:

Site do evento: http://www.foguete.ufpr.br/


Facebook do evento: https://www.facebook.com/groups/minifoguete/ (peça a sua inclusão no grupo)

Grupo do evento no WhatsApp: Festival de Minifoguetes (peça a sua inclusão no grupo)





Fonte: Blog “Minifoguete“ - http://minifoguete.blogspot.com.br

Brasil Quer Liquidar Empresa Com a Ucrânia Após Fracasso de Foguete

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada ontem (21/09) no jornal “Folha de São Paulo” destacando que o Brasil quer liquidar empresa com a Ucrânia após o fracasso do projeto.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Brasil Quer Liquidar Empresa Com a
Ucrânia Após Fracasso de Foguete

Por Isabel Fleck
Enviada Especial à Nova York
21/09/2017 – 21h51

O governo brasileiro quer liquidar a empresa binacional ACS (Alcântara Cyclone Space), formada com a Ucrânia para o lançamento de foguetes do país com satélites comerciais da base de Alcântara, no Maranhão.

Em 2015, o governo federal decidiu cancelar o acordo bilateral para o lançamento dos satélites, depois que os dois governos gastaram aproximadamente R$ 1 bilhão na empreitada fracassada.

"A empresa tem que ser liquidada, né? No próprio acordo que firmamos com a Ucrânia se prevê a forma de liquidação do Brasil e da Ucrânia. Nós não podemos continuar com uma empresa inativa com uma despesa mensal. É preciso de prazo para isso", disse o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, após se encontrar com o homólogo ucraniano, Pavlo Klimkin, em Nova York.

Segundo Aloysio, é preciso "ver o que se gastou, o que está pendente". "Como receberemos a vista do ministro do Comércio ucraniano em outubro, ele irá já com uma posição sobre como eles querem lidar com isso", disse Aloysio.


Fonte: Site do Jornal Folha de São Paulo - 21/09/2017

Comentário: Pensei que o processo de liquidação desse desatino já havia se iniciado há muito tempo, mas pelo visto o povo brasileiro continua pagando pelo maior erro do Programa Espacial Brasileiro (PEB) em toda a sua história. Desastre pré-anunciado gerado exclusivamente por interesses políticos no primeiro Desgoverno LULA, este acordo jamais deveria ter sido assinado, apesar do apelo da comunidade científica na época, mas esses vermes populistas merda brincam de fazer programa espacial desde o Desgoverno do Fernando Collor e o utilizam como peça de manipulação em prol de seus interesses nefastos quando oportunidades surgem, ou quando são criadas para dar sustentação as suas necessidades políticas nada benéficas a nação. Este, por exemplo, foi o caso desse desastroso acordo Brasil/Ucrânia. Gostaria aqui de agradecer ao nosso leitor Bernardino Silva pelo envio dessa notícia.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Brasileiros Participam do Maior Experimento do Mundo Sobre a Origem dos Raios Cósmicos

Olá leitor!

Segue abaixo nota postada hoje (21/09) no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), destacando que Brasileiros participam do maior Experimento do Mundo Sobre a Origem dos Raios Cósmicos.

Duda Falcão

NOTÍCIAS

Brasileiros Participam do Maior Experimento
do Mundo Sobre a Origem dos Raios...

Por ASCOM
Publicado 21/09/2017 - 10h11
Última modificação 21/09/2017 - 15h01

Fonte: Observatório Pierre Auger
Observatório Pierre Auger está localizado na Argentina,
a 1,4 mil metros acima do nível do mar.

O Observatório Pierre Auger – o maior experimento do mundo dedicado ao estudo e à detecção das partículas mais energéticas da natureza – acaba de revelar mais um dado importante sobre a origem dos chamados raios cósmicos, que bombardeiam a Terra a todo instante. Em artigo publicado na revista Science, a colaboração internacional – que conta com significativa participação de pesquisadores e tecnologistas brasileiros – mostra, com base em dados colhidos por mais de uma década, que determinados os raios cósmicos, chamados de ultraenergéticos, vêm de fora da Via Láctea, de galáxias “distantes”.

Essa conclusão é importante para entender não só a origem dessas ainda misteriosas partículas, mas também os mecanismos cósmicos capazes de imprimir tamanha energia a essas diminutas entidades subatômicas, que podem viajar enormes distâncias – medidas em trilhões de quilômetros (anos-luz) – através do espaço e chegar à Terra carregando energias extremas. Esse resultado é mais uma peça em um extenso quebra-cabeça de dúvidas e incertezas que se iniciou ainda por volta de 1910 sobre a natureza e a origem desses núcleos.

“Do ponto de vista científico, é um dos resultados mais importantes nessa área nas últimas décadas”, afirmou o diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Ronald Cintra Shellard, um dos 30 pesquisadores brasileiros que participam da colaboração internacional.

Ele lembra que Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), CNPq e FINEP apoiaram os estudos, além das fundações de amparo à pesquisa de São Paulo (FAPESP) e do Rio de Janeiro (FAPERJ). “Parte significativa dos equipamentos do Observatório Pierre Auger foi produzida no Brasil”, acrescenta Shellard.

O ministro Gilberto Kassab destacou a importância da pesquisa científica brasileira e da ação articulada de entidades vinculadas ao MCTIC e ao sistema brasileiro de estudos científicos. “Felicito os cientistas do país por esse projeto e ressalto que a busca por respostas para desafios de ciência e tecnologia como este tem como horizonte não só o desenvolvimento do saber como implicação para a sociedade, a economia e diversos outros significados”, disse.

“Saliento o papel que cumprem no desenvolvimento científico projetos com participação de nosso ministério, de entidades como a Finep, e também de órgãos estaduais como a Fapesp e FAPERJ”, completou.

Raios Cósmicos

Apesar do nome, raios cósmicos são basicamente núcleos atômicos – leves, como o do hidrogênio, ou pesados, como o do ferro – que chegam à Terra a todo instante. Ao atingirem a atmosfera terrestre, a cerca de 10 km a 20 km de altitude, chocam-se contra núcleos atômicos do ar (nitrogênio, oxigênio etc.), gerando, por meio dessas colisões, centenas ou milhares de outras partículas, que seguem rumo ao solo, quase à velocidade da luz (cerca de 300 mil km/s), na forma de uma “chuveirada”. A cada instante, uma pessoa é atravessada por dezenas das partículas desse “chuveiro”, sem que isso cause problemas à saúde.

Raios cósmicos são classificados segundo a energia que carregam. Para medir essa grandeza, os físicos usam uma unidade chamada elétron-volt (eV), que, apesar de pequena quando comparada a energias de nosso cotidiano, é adequada para fragmentos de matéria (núcleos) que são bilhões e bilhões de vezes menores que um simples grão de areia. Os menos energéticos – que vêm do Sol e têm energia na casa dos 109 eV (1 bilhão de elétrons-volt) – são comuns: cada metro quadrado da Terra recebe um deles por segundo. Os de energia intermediária (por volta de 1016 eV) têm sua origem na morte explosiva de estrelas maciças – fenômeno denominado supernova – e são menos corriqueiros: uma para cada metro quadrado por ano.

No entanto, a atenção das centenas de pesquisadores do Observatório Auger está voltada para os de mais alta energia: os ultraenergéticos (acima de 1018 eV), que podem carregar a energia de uma bola de tênis viajando a cerca de 100 km/h – o que é admirável para um corpo tão diminuto. Os ultraenergéticos são raríssimos: um evento a cada 100 anos por km2.

Por isso, o Observatório Auger – homenagem ao físico francês Pierre Auger (1899-1993), um dos grandes especialistas em radiação cósmica do século passado – foi pensado para cobrir uma área de 3 mil km2 , ou seja, para ser capaz de detectar cerca de 30 desses eventos por ano.

O artigo na revista Science mostra que os ultraenergéticos acima de 8 x 1018 eV são produzidos fora da Via Láctea. Esses resultados do Auger indicam que a direção de chegada dos ultraenergéticos não é distribuída homogeneamente no céu, mas, no entanto, favorece certa direção, o que indica que esses raios cósmicos têm sua origem em galáxias “distantes”, mas que, em termos astronômicos, podem ser ditas como pertencentes à “vizinhança” da Via Láctea.

Observatório 

O Observatório Auger e sua gigantesca rede de detectores – tanques cheios de água puríssima e telescópios com o formato de “olhos de mosca” – ocupam um platô dos pampas argentinos, em Malargüe, na província de Mendoza, a 1,4 mil metros acima do nível do mar. As partículas do “chuveiro cósmico” gera luz tanto na água no tanque (radiação Cerenkov) quanto na atmosfera (ultravioleta tênue), captada pelos telescópios. Com base na análise desses dois tipos de luz, entre outros dados, é possível extrair várias informações sobre o raio cósmico (dito primário) que iniciou a cascata de partículas no alto da atmosfera.

O Observatório Pierre Auger começou a ser idealizado em 1992 e apresentou os primeiros resultados em 2004. Esse experimento de US$ 50 milhões é formado por mais de 100  instituições de 16 países, totalizando algo em torno de 500 pesquisadores, tecnologistas e pós-graduandos. Atualmente, nove instituições brasileiras e cerca de 30 pesquisadores do Brasil fazem parte do Auger – muitos deles, desde o início do projeto.

Um Pouco de História 

Há pouco mais de 100 anos, ocorreram os experimentos que levaram à conclusão de que os raios cósmicos deveriam ter origem extraterrestre – daí o qualificativo “cósmico” que essas partículas receberam ainda na década de 1920. Já o termo “raios” vem do fato de se achar que eram partículas de luz muito energéticas (raios gama). A descoberta da origem rendeu ao físico austríaco Victor Hess (1883-1964) o Nobel de Física de 1936. Nas décadas seguintes, experimentos com raios cósmicos foram responsáveis pela descoberta de inúmeras novas partículas (káons, mésons, híperons etc.).

A física de raios cósmicos teve como um dos seus pioneiros no Brasil o físico César Lattes (1924-2005), fundador do CBPF em 1949 e professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na segunda metade da década de 1940, a participação daquele jovem físico brasileiro foi decisiva para a detecção do méson pi – partícula que serve como “cola” dos prótons e nêutrons, mantendo o núcleo atômico coeso. Essa detecção se deu tanto na radiação cósmica em experimentos realizados na Universidade de Bristol (Reino Unido) e no monte Chacaltaya (Bolívia) em 1947 quanto no então maior acelerador de partículas do mundo, o sincrociclótron de 184 polegadas na Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), no ano seguinte. Por seus feitos, Lattes recebeu sete indicações para o prêmio Nobel de Física.


Fonte: Site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC)