quinta-feira, 5 de março de 2015

IAE Estima Mercado em Crescimento Para o Foguete VSB-30 Brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada pelo jornal “O VALE” e postada hoje (05/03) no site da Força Aérea Brasileira (FAB), destacando que o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) estima mercado em crescimento para o foguete VSB-30 brasileiro.

Duda Falcão

IAE Estima Mercado em
Crescimento Para Foguete

Sheila Faria
Editora Executiva
Jornal O VALE
05/03/2015

O IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), de São José dos Campos, prevê um crescimento do mercado para o VSB-30, foguete brasileiro, após o sucesso do lançamento ocorrido no Esrange Space Center, na Suécia.

A operação da Suécia na semana passada marcou o 15° lançamento do VSB-30. “Estamos superando as nossas expectativas, que eram de lançar dois foguetes por ano”, disse Eduardo Dore Roda, gerente de Projeto do IAE. Em 2015, são quatro lançamentos.

Dos 15 lançamentos feitos desde 2004, 12 foram no exterior, a maioria na Suécia, e três no Brasil. Aprevisão é que o foguete VSB-30 lance outros oito experimentos no Brasil, todos para cargas de universidades brasileiras, na base de Alcântara, no Maranhão.

Tecnologia - No exterior, a maioria das cargas lançadas pelo foguete brasileiro é de experimentos científicos de alta tecnologia, ligados à área farmacêutica. “Também já fomos consultados pela Austrália, interessada em lançamentos pelo foguete brasileiro”, disse Roda. Segundo ele, o custo do foguete brasileiro está entre as vantagens do produto, que já tem 75% de fabricação nacional, em São José. O custo do VSB-30 é de cerca de R$2 milhões.

Lançamento - Transportado pelo foguete brasileiro, o experimento francês Cryofenix foi testado com sucesso em ambiente de microgravidade na semana passada na Suécia. Ele atingiu o apogeu de 265 quilômetros e obteve seis minutos em microgravidade.

PRODUÇÃO

Instituto Já Tem 24 Foguetes

O IAE já tem produção de 24 foguetes VSB-30 para os interessados em lançamentos de experimentos científicos. Os lançamentos são feitos com suporte total do IAE. Também estiveram envolvidos indiretamente na operação de lançamento a AEB (Agência Espacial Brasileira) e o DCTA (Departamentode Ciênciae Tecnologia Aeroespacial).


Fonte: Site da Força Aérea Brasileira (FAB) - http://www.fab.mil.br

Comentário: Pois é leitor, este foguete é realmente um dos poucos sucessos alcançados pelo Programa Espacial Brasileiro.

Nova Atualização de Nossas Campanhas

Olá leitor!

Hoje é mais uma quinta-feira e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Em relação à campanha da “Petição Online da ACS - Mudanças Já ou o Destrato do Acordo”, esta semana mais uma vez obtivemos um diminuto avanço, pulando de  770 para 771 assinaturas, ou seja, apenas uma assinatura no período.  O resultado continuou extremamente ruim e esperávamos algo bem melhor esta semana. A notícia de que o governo criou uma comissão (pra mim fajuta) para analisar este desastroso acordo que gerou a ACS demonstra que a empresa realmente pode está em processo de implosão e correndo o risco de sofrer uma CPI (da mesma forma para mim fajuta, mas que ajudaria pelo menos a impedir o andamento do projeto). Entretanto continuamos lamentando profundamente o infeliz envolvimento da SpaceMETA com essa iniciativa desastrosa para o nosso país, mas enfim, quem planta colhe. Leitor esta é a hora de fazermos valer a nossa luta contra este acordo candiru’ e altamente prejudicial que vem literalmente boicotando o verdadeiro Programa Espacial Brasileiro. Vamos lá gente, vários profissionais sérios do PEB já assinaram essa petição e precisamos do seu apoio nessa luta contra esses energúmenos irresponsáveis.

Já quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, esta semana continuamos com os mesmos dez grupos inscritos desde o lançamento da campanha, ou seja, os grupos Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoNTAITA Rocket DesignUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo). Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (Continuo esperando que os 10 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Agora leitor, em relação á “Campanha de Manutenção do Blog”, apenas 5 colaboradores  realizaram as suas colaborações do mês de fevereiro no vakinha.com.br. Foram eles:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Diego LvM
3 - Elison Gustavo (idealizador da campanha)
4 - Fabrício de Novaes Kucinskis (INPE)
5 - José Félix Santana, Prof. (presidente do CEFEC)

E um colaborador ainda está em processo de confirmação de sua colaboração do mês de fevereiro no vakinha.com.br. Ele é:

1 - Leo Nivaldo Sandoli

E dois colaboradores  já realizaram as suas colaborações do mês de março no vakinha.com.br. Foram eles:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Fabrício de Novaes Kucinskis (INPE)

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir dessa semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

OBS: Leitores continuam votando na campanha do VLM-1/ITASAT-1. Por favor, peço uma vez mais aos nossos leitores que não votem nessa campanha, pois a mesma não está mais ativa, já que não houve a resposta necessária e assim perdeu o sentido. Afinal não há mais tempo para cumprir o prazo de lançamento estabelecido na campanha, e ela continua visível no blog apenas a título de registro. Se quiseres realmente ajudar votem na Petição da ACS, está sim é a campanha que precisa avançar para combater este desatino.

Duda Falcão

INPE Recebe Comitiva do Japão

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (05/03) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto recebeu na terça-feira (03/03) uma comitiva do Japão.

Duda Falcão

INPE Recebe Comitiva do Japão

Quinta-feira, 05 de Março de 2015

Representantes do governo, indústria, universidades e instituições científicas do Japão estiveram no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), nesta terça-feira (3/3).

Recebida pelo diretor do INPE, Leonel Perondi, a comitiva japonesa se reuniu com especialistas das áreas de Observação da Terra e de Engenharia e Tecnologia Espacial para discutir possíveis acordos de cooperação bilateral.

Após a reunião com os especialistas do INPE, o instituto sediou um seminário sobre a parceria entre os dois países, organizado pelo governo japonês. O evento abordou oportunidades na área espacial, como tecnologias relacionadas ao desenvolvimento de satélites e aplicações, como monitoramento de desastres naturais, da agricultura e de recursos naturais, entre outros.

Participaram do seminário especialistas do INPE e representantes de empresas brasileiras do setor espacial, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e de instituições como Cemaden e Embrapa.

“Este encontro deve estimular ainda mais a participação do setor privado e universidades em áreas inovadoras”, disse Perondi. “Trata-se de uma oportunidade para preparar as próximas etapas da cooperação técnica entre Brasil e Japão”, concluiu o diretor do INPE.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

VANT Inovador é Desenvolvido Pela UFRN e Pelo CLBI

Olá leitor!

Como sabemos o nosso país tem dimensões continentais e às vezes mesmo a notícia sendo relevante, não nos chega a tempo, e este foi o caso desta notícia surpreendente.

Mesmo sendo uma notícia da Área Aeronáutica que o Blog não atua, um dos envolvidos é um importante player do Programa Espacial Brasileiro (PEB), e sendo assim não poderíamos deixar de divulgar esta noticia.

Para um melhor entendimento do leitor, trago uma reportagem produzida em outubro de 2014 para o "Momento Cientec'' (um quadro criado pelo Via Certa Natal) mostrando com exclusividade o inovador "VANT” (Veículo Aéreo Não Tripulado), desenvolvido por alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e por técnicos do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI). 


Vale dizer que o projeto em questão era sigiloso até a data em que foi apresentado, e nenhum veículo de comunicação do país havia ainda mostrado o VANT. Para se der uma ideia nem mesmo na internet o projeto havia sido publicado pela UFRN ou pelo CLBI.

De acordo com engenheiro do CLBI, Dolvim Dantas (o entrevistado no vídeo) o projeto foi ovacionado ao ser apresentado a mestres da aviação nacional e internacional e logo em breve será patenteado para que gere lucros aos alunos da UFRN, já que o projeto foi todo desenvolvido no Rio Grande do Norte.

O Blog BRAZILIAN SPACE parabeniza aos professores e alunos da UFRN, como também os pesquisadores do CLBI por esta conquista, e que bom que foi em nosso NORDESTE tão sofrido e carente de realizações.

Duda Falcão

Científico Muestra Evidencias de Materia Oscura en la Vía Láctea

Hola lector!

A continuación se muestra un artículo publicado hoy (05/03) em website en español de la "Agencia FAPESP”, señalando que Científico muestra evidencias de Materia Oscura en la Vía Láctea.

Duda Falcão

Artículos

Científico Muestra Evidencias de
Materia Oscura en la Vía Láctea

Por José Tadeu Arantes
05 de marzo de 2015

(Foto: A. Fujii/ NASA)
En un estudio publicado en Nature Physics, se compara el
perfil gravitacional de la parte central de la galaxia con aquél
que esa misma región tendría si estuviese únicamente
compuesta por materia luminosa.

Agência FAPESP – El investigador Fabio Iocco, del Instituto de Física Teórica (IFT) de la Universidade Estadual Paulista (Unesp) y del Instituto Sudamericano de Investigación Fundamental (ICTP-SAIFR), con sede en Brasil, obtuvo una prueba robusta de la existencia de materia oscura en la región comprendida entre el Sistema Solar y el centro de la vía Láctea. El artículo intitulado Evidence for dark matter in the inner Milky Way, firmado por Iocco y colaboradores, donde se relata dicho estudio, salió publicado en el sitio web de la revista Nature Physics el pasado día 9 de febrero.

“Obtuvimos esa evidencia al medir la rotación de nuestra galaxia con gran precisión. A través de la rotación calculamos su atracción gravitacional. Y a partir de la atracción gravitacional, llegamos a la masa. Y la masa calculada es mayor que la que está constituida únicamente por la materia luminosa (estrellas y gas). La diferencia de masas indica la existencia de otro componente material en la región: la llamada materia oscura”, le explicó Iocco a Agência FAPESP.

Iocco es italiano y se encuentra investigando en Brasil mediante la concesión de una beca del programa Jóvenes Investigadores en Centros Emergentes y una Ayuda a la Investigación del mismo programa.

La hipótesis de la existencia de una forma desconocida de materia en el Universo –denominada materia oscura, debido a que su presencia no ha sido nunca detectada de manera directa mediante observaciones astronómicas– fue formulada en la década de 1970, cuando la rotación de gases alrededor de los centros de galaxias espirales pudo empezar a calcularse con suma precisión.

Sin embargo, resulta difícil hacer esta medición en la vía Láctea, pues estamos dentro de ella, aproximadamente a la mitad de la distancia existente entre la periferia galáctica y su centro.

“Por ese motivo, en el transcurso de todos estos años ha constituido un gran desafío medir la rotación del gas y las estrellas con la precisión necesaria. Dicha medición es especialmente difícil en la zona comprendida entre el Sol y el centro de la galaxia, donde las estrellas y el gas están muy concentrados, con lo cual contribuyen más en la cantidad de masa”, dijo Iocco.

“Tuvimos que compilar dos enormes conjuntos de datos”, detalló el investigador. “Por una parte, los indicadores del potencial gravitacional total de la llamada curva de rotación: estrellas, gas y máseres [fuentes de emisión electromagnética]. A tal fin, compilamos todos los datos registrados en la literatura desde la década de 1960. Por otra parte, teníamos la distribución de la materia visible. En este caso, como no existe en la literatura un pleno acuerdo acerca de la estructura morfológica de la galaxia, recabamos los datos de todos los modelos existentes, para no correr el riesgo de optar por el modelo equivocado”.

Según Iocco, ninguno de esos conjuntos de datos relativos a la distribución de la materia visible es compatible con la curva de rotación calculada. “Ésta es una de las razones por las cuales estamos tan seguros de que hemos probado la existencia de la materia oscura en la región, incluso dentro del Sistema Solar”, dijo.

La composición de la materia oscura ha sido objeto de muchas especulaciones. No obstante, el científico prefiere no manifestarse al respecto.

“Eso es algo que no pretendemos responder en nuestro artículo. A propósito, ni siquiera supusimos la existencia de cualquier tipo de materia oscura. Esa evidencia surgió como resultado de los cálculos. Algún tipo de materia (es decir, algo que ejerce atracción gravitacional), y oscura (no bariónica, no compacta), debe existir. Los resultados de nuestros próximos estudios en los que se emplean los mismos datos nos suministrarán respuestas más precisas acerca de la distribución de la materia oscura, y eso podrá ayudar en la determinación de la naturaleza de ese componente material, mediante detección directa o indirecta”, añadió.

Fabio Iocco nació en Nápoles, Italia, y se graduó en esa misma ciudad, en la Universidad Federico II, donde también obtuvo su doctorado. Durante el cursado de este último, permaneció tres años en calidad de investigador visitante en la Universidad de Stanford, en California, Estados Unidos. De regreso a Europa, trabajó en el Observatorio Arcetri, en Florencia, Italia, y posteriormente en París, en Estocolmo y en Madrid, antes de llegar a São Paulo.

Puede leerse el artículo Evidence for dark matter in the inner Milky Way (doi 10.1038/nphys3237), de Iocco y sus colaboradores, en el sitio web de Nature Physics, en la siguiente dirección electrónica:www.nature.com/nphys/journal/vaop/ncurrent/full/nphys3237.html.


Fuente: Sitio web de la Agencia FAPESP

Mais um Foguete Suborbital Brasileiro é Lançado Com Sucesso na Europa

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (05/03) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) destacando o lançamento do foguete VS-30 V11 da “Operação WADIS 2” ocorrido nesta madrugada.

Duda Falcão

Mais um Foguete Suborbital Brasileiro
é Lançado Com Sucesso na Europa

Publicada em 05/03/2015 - 07:43
Atualizada em 05/03/2015 - 07:43

Foto ilustrativa
O foguete de sondagem brasileiro VS-30 V11 foi lançado esta noite na Noruega, com sucesso (Operação Wadis 2)

O desempenho do foguete foi nominal e a carga útil recuperada.

Em breve divulgaremos as informações do lançamento.


Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Comentário: Pois é leitor, estamos buscando maiores informações e em breve postarei o nosso relatório da missão.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Brasileira Que Estuda Buracos Negros Ganha Prêmio da ONU

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (04/03) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que a astrofísica brasileira Thaisa Storchi Bergmann, professora do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi agraciada com o “Prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência”.

Duda Falcão

Brasileira Que Estuda
Buracos Negros Ganha Prêmio da ONU

G1


Brasília, 4 de março de 2015 – A cientista Thaisa Storchi Bergmann, professora do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, e especialista nas áreas de física e astronomia, está entre as vencedoras do prêmio L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência.

A láurea é um reconhecimento a mulheres que têm destaque no meio científico e que contribuíram para o avanço em pesquisas.

Thaissa, que também é chefia o departamento de Astronomia e Grupo de Pesquisa em Astrofísica, tem doutorado em física pela UFRGS e fez pós-doutorado na Universidade de Maryland e no Instituto do Telescópio Espacial.

Sua área de pesquisa é em astrofísica extragaláctica, com foco nos processos de alimentação e feedback de buracos negros supermassivos em galáxias.

Segundo a Rádio da Organização das Nações Unidas (ONU), além da brasileira, mulheres cientistas do Canadá, China, Marrocos e Reino Unido também receberão o prêmio.

Para a Unesco, ainda é preciso avanços para alcançar equilíbrio de gênero na ciência. Apenas 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres.

A agência da ONU anunciou que 2015 é o Ano Internacional da Luz e das Tecnologias baseadas em Luzes.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Cometário: Pois é, quem tem competência e compromisso com o que faz mais cedo ou mais tarde tem seu trabalho reconhecido. Parabéns a astrofísica brasileira que por sinal é uma bela mulher.

Edital Apoia Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (04/03) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançaram edital que projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Duda Falcão

Edital Apoia Projetos de Pesquisa,
Desenvolvimento e Inovação

Inmetro e Capes


Brasília, 4 de março de 2015 – O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançaram o Edital 76/2014 para seleção de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), visando a ampliar a Rede de Laboratórios Associados do Inmetro para Inovação e Competitividade (Relai).

A iniciativa, que tem cerca de R$ 3 milhões, objetiva construir uma ampla base de apoio à inovação, estimulando a conexão entre grupos científicos de alto nível e a indústria. As propostas devem ser apresentadas na forma de projeto, que deve ser claramente caracterizado como pesquisa e desenvolvimento tecnológico para fins de inovação em parceria com a indústria.

A inscrição vai até o próximo dia 31. O resultado preliminar será divulgado no dia 11 de maio, e o final em 11 de junho.

“A Relai foi criada há cerca de dois anos para estimular a transferência de tecnologia e conhecimento a empresas, utilizando as instalações dos laboratórios associados e do Inmetro para o desenvolvimento de projetos inovadores, para promover a competividade dos produtos nacionais no mercado”, explica o diretor de Inovação e Tecnologia do Inmetro, Carlos Alberto Aragão.

Bolsistas – Serão selecionados, em nível nacional, até sete laboratórios que apoiem de maneira concreta o desenvolvimento da indústria. Eles poderão contar com bolsas de Pós-Doutorado e Professor Visitante no país e Estágio Pós-Doutoral e Estágio Sênior no exterior.

As propostas devem contemplar as áreas estabelecidas pela política industrial nacional e pela Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti), alinhadas aos programas de pesquisa, desenvolvimento e inovação conduzidos pelo Inmetro.

O responsável pela apresentação da proposta deve ter título de doutor há pelo menos cinco anos, ser o coordenador da proposta e ter vínculo formal com a instituição executora.

Os projetos terão o prazo máximo de três anos para execução e poderão usar a infraestrutura laboratorial do Campus do Inmetro, em Xerém, no distrito de Duque de Caxias (RJ), que abriga 45 laboratórios de ponta e equipamentos de última geração.

Relai – Criada em 2013 pelo Inmetro, a Relai tem hoje projetos em laboratórios das universidades Federal de Minas Gerais (UFMG) e de Caxias do Sul (UCS).

No instituto de Materiais Cerâmicos da UCS, são feitas pesquisas buscando materiais alternativos para a indústria, como cerâmicas, compósitos e cimentos de alta qualidade, com baixo impacto ambiental e com ciclo sustentável, com o apoio da multinacional Netzsch GmbH, empresa alemã fabricante de instrumentos de análise térmica.

Já na UFMG, o Laboratório de Nanoespectroscopia (LabNS) trabalha no desenvolvimento de um método inovador para analisar a emissão de particulados emitidos no ar por empresas de mineração, e de novos equipamentos para análise química e estrutural.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB) 

IPEA Propõe Planejamento de Longo Prazo Para Setor Espacial Brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo publicado na edição de nº 34 (Fevereiro) do Jornal do SincdCT, destacando que o IPEA propõe planejamento de longo prazo para o Setor Espacial Brasileiro.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA 3

IPEA Propõe Planejamento de Longo
Prazo Para Setor Espacial Brasileiro

ESTUDO DESTACA POTENCIAL ECONÔMICO

Antonio Biondi
Colaborou Caio Ramos
Jornal do SindCT
Edição nº 34
Fevereiro de 2015


Pesquisa do Instituto defende repasses regulares de recursos e política de formação de pessoal qualificado para reduzir o hiato entre o Brasil e outras nações emergentes, como China e Índia.

Há enorme potencial para o crescimento da indústria espacial no Brasil. Além de promover importantes saltos no desenvolvimento tecnológico no país, ela pode gerar ganhos econômicos relevantes.

A experiência de outros países emergentes reafirma tais perspectivas. Para que isso aconteça, no entanto, o governo deve destinar recursos para esse setor de modo mais planejado e com maior regularidade, diminuindo o hiato entre o Programa Espacial Brasileiro (PEB) e as iniciativas de outros países.

A conclusão é do estudo “Desafios e Oportunidades para Uma Indústria Espacial Emergente: o Caso do Brasil”, de Flávia de Holanda Schmidt, técnica de planejamento e pesquisa e diretora-adjunta de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão federal. O estudo, apresentado por Flávia na audiência pública realizada pelo Senado Federal sobre o PEB, em novembro de 2014 (noticiada na edição 33 do Jornal do SindCT), destaca que, no ano 2000, o setor empregava 22,1 mil trabalhadores no Brasil.

Em 2010, esse número já havia quase dobrado, totalizando 42,5 mil postos de trabalho nas empresas do setor. Os dados, obtidos no Ministério do Trabalho e Emprego, apontam ainda que, em 2008, essas empresas chegaram a empregar 45,4 mil pessoas. O potencial do setor e sua importância para o Brasil também são comprovados por dados da Satellite Industry Association (SAI) apresentados na pesquisa. Em 2010, a indústria espacial mundial movimentou US$ 276,5 bilhões, ao passo que a indústria de satélites em geral (não somente os de telecomunicações) movimentou US$ 168,1 bilhões.

Já a indústria de telecomunicações em geral movimentou mais de US$ 4 trilhões no mundo. O trabalho do IPEA aponta que empreendimentos espaciais dão oportunidade para que os países avancem na cadeia de valor, diversifiquem as trocas comerciais e evitem a “fuga de cérebros”, mantendo no país os engenheiros e cientistas necessários ao avanço tecnológico.

“Países como China e Índia exemplificam casos bem-sucedidos em que a atividade espacial foi considerada estratégica e contou com apoio do governo para a consecução de resultados expressivos, como prova o desenvolvimento observado nos últimos 20 anos”, afirma Flávia. A China, além de ter criado uma arma antissatelital (ASAT), tornou-se em 2008 o terceiro país do mundo a enviar seres humanos ao espaço. Igualmente impressionantes são os feitos espaciais da Índia.

Os indianos, que lançaram a sonda lunar Chandrayaan-1 em 2008, chegaram bem mais longe em setembro de 2014, quando o satélite Mangalyaan entrou na órbita de Marte. O primeiro- -ministro Narendra Modi destacou que a missão do Mangalyaan custou “menos que um filme de Hollywood”, segundo a BBC, pois foi orçada em 4,5 bilhões de rúpias (cerca de US$ 74 milhões), “o que, para os padrões ocidentais, é incrivelmente barato”.

No Brasil, o setor espacial tem demandas (e potencialidades) crescentes de várias instituições. Entre elas estão órgãos do governo, universidades e centros de pesquisas, organizações não governamentais, empresas de vários tipos de atividade e a mídia. Segundo o estudo do IPEA, no entanto, essas necessidades não são levadas em conta para se orientar um planejamento de médio e longo prazo do setor.

Esse maior planejamento não deveria ficar restrito às políticas industriais, defende Flávia. Como o setor espacial é dependente de força de trabalho altamente especializada, composta de engenheiros e outros profissionais qualificados, também seria necessária uma política educacional de formação desses profissionais.

Setor Privado


A diretora-adjunta do IPEA assinala que a importância das empresas privadas na área espacial brasileira tem crescido, mas que o poder de compra do Estado ainda é decisivo: “Não há como se falar em desenvolvimento da indústria espacial local sem abordar a necessidade de articulação da demanda governamental por produtos e serviços espaciais, o que exige uma abordagem mais coordenada e estratégica para a questão do que a atualmente existente, com regularidade e cadência na disponibilização dos recursos”, diz ela.

O trabalho identificou 177 empresas que fornecem serviços e produtos para o setor espacial brasileiro (veja tabela).

Elas foram analisadas em aspectos como conteúdo tecnológico, perfil da mão de obra, exportações e importações, utilização de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e participação em grupos de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ou em projetos dos fundos setoriais.

As informações foram obtidas para o período de 2000 a 2010. De acordo com o estudo, a maioria absoluta dessas firmas (77,8%) situa-se em São Paulo, reflexo da localização, nesse Estado, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). O setor emprega mais de 40 mil profissionais. Em 2010 eles tinham formação com cerca de 11,6 anos de estudos, e ganhavam em média R$ 2,5 mil.

As empresas espaciais têm uma proporção de 33% dos seus funcionários com nível superior, número que cai para 20% nas companhias de outros ramos. Elas também contam com uma quantidade média maior de engenheiros, pesquisadores e pessoal científico.

“Cabe a ressalva de que a cadência irregular dos investimentos do Programa Espacial Brasileiro dificulta a sustentabilidade das atividades dessas firmas apenas com base em atividades espaciais. Assim, é possível que grande parte delas tenha buscado ao longo de sua existência a diversificação de suas atividades”, comenta Flávia.

Nessa perspectiva, fica claro que essa força de trabalho qualificada pode acabar sendo empregada em outros mercados, relacionados ou não ao setor espacial. A pesquisa do IPEA também revelou que as empresas que atendem ao setor espacial brasileiro atuam no comércio exterior. Quase metade delas importa sistemas que ainda não são produzidos no Brasil. Mas elas também exportam, em especial itens de suas outras unidades de negócios, como o setor aeronáutico.

Estratégia Nacional de Defesa”

O setor espacial é descrito como uma prioridade na Estratégia Nacional de Defesa (END), documento de 2008 do governo federal.

Ela se baseia na reorganização das Forças Armadas e na reestruturação da indústria de material de defesa. No tocante ao setor espacial, a END defende a garantia do acesso ao espaço, por meio do projeto de um veículo lançador de satélites; o desenvolvimento de competências para o projeto e fabricação de satélites; e o desenvolvimento de tecnologias de satélites para funções de comando e controle, computação, comunicações, inteligência, vigilância, reconhecimento e determinação de posicionamento.

A END descreve vários obstáculos para que o país alcance esses objetivos, como a já citada falta de um planejamento e de alocação de recursos por parte do governo, e a pequena quantidade de profissionais especializados nesse setor. Se a indústria de defesa já é considerada indutora de inovação, vale destacar que apenas as exportações espaciais e aeronáuticas podem ser consideradas de alta tecnologia, uma vez que as exportações militares brasileiras tem padrão tecnológico médio-baixo.


Desse modo, a pesquisadora do IPEA defende que os investimentos espaciais militares possuem potencial para gerar vantagens competitivas em outros segmentos, a exemplo das áreas relacionadas às tecnologias de GPS e de imageamento. A versão completa do estudo está disponível em http://www.ipea.gov. br/portal/images/stories/ PDFs/TDs/td_1667.pdf , ao passo que o link para a versão resumida é: http:// www.ipea.gov.br/portal/ images/stories/PDFs/comunicado/ 120711_comunicadoipea0153. pdf


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 34ª - Fevereiro de 2015

Comentário: E vamos nós de novo. Pois é leitor, este é mais um estudo que chega a conclusões semelhantes das que já são conhecidas há mais de duas décadas. Cara senhora Flávia de Holanda Schmidt, Programa Espacial é estratégico para qualquer nação do planeta, seja na Área Comercial, seja na Área de Defesa, seja na Área Climática, seja na Área Científica e Tecnológica, seja na Área Política e de afirmação de imagem de uma nação perante as decisões planetárias junto a comunidade internacional. O que está descrito no END ou no PNAE sobre as atividades espaciais no Brasil é pura palhaçada, pois na atual conjuntura política, jamais o que esta escrito nesses documentos, ou qualquer outro que venha surgir, será comprido, seja pelo PT, PSDB, PC do B, PSB, ou qualquer dessas inúmeras legendas de merda que infestam danosamente o setor político do país. O motivo disto é simples, ou seja, como a importância do PEB é de total ignorância da maioria do Povo Brasileiro, e principalmente de classe dominante (que tem seus próprios interesses e o PEB não é um deles) esta classe de energúmenos não tem o menor interesse neste programa, já que o mesmo não pode ser utilizado com eficácia como peça política na luta pelo poder, ou seja, não gera voto. Já passou da hora da sociedade esclarecida e preocupada com os rumos do Brasil entender de que não vivemos num pais sério e que essa gente não entra na política para construir uma nação, um estado, uma região ou uma cidade, e sim para se dar bem e viver as custas do erário público brasileiro formando e passando de pai para filho esta cultura e saqueando a nação. Portanto, qualquer programa que não tenha apelo popular Sra. Flávia Schmidt, não tem a mínima chance de obter apoio desses energúmenos. Enfim, apesar da grande relevância de seu estudo e de suas conclusões, a senhora que me perdoe à sinceridade, mas o seu trabalho deverá acabar em alguma gaveta do Congresso. Isto é, se não for jogado na lata do lixo.

Rebelo Assume MCTI em Meio a Polêmicas, Promessas e Menção ao Programa Espacial

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo, este publicado pela redação do Jornal do SincdCT, sobre o novo Ministro do MCTI, o Sr. Aldo Rabelo, publicado que foi na edição de nº 34 (Fevereiro) deste jornal.

Duda Falcão

CIÊNCIA E TECNOLOGIA 2

Rebelo Assume MCTI em Meio a Polêmicas,
Promessas e Menção ao Programa Espacial

SEGUNDO MANDATO DE DILMA

Redação
Jornal do SindCT
Edição nº 34
Fevereiro de 2015

Novo titular da pasta, que acumula desgastes com a comunidade científica, reconhece no discurso de posse importância do Programa Espacial Brasileiro, definido por ele como “projeto estratégico nacional”.

O novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação é Aldo Rebelo, ex-presidente da Câmara dos Deputados (2005-2007) e ex-ministro dos Esportes (2011-2014). Deputado federal por seis mandatos pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB- -SP), Rebelo foi relator do projeto de revisão do Código Florestal (2009), ocasião em que se envolveu em fortes polêmicas com a comunidade científica e grupos ambientalistas. Mas outras controvérsias marcaram sua atuação parlamentar.

A longa lista, que inclui desde projetos de lei tidos como contrários a inovações, até declarações suas de questionamento do trabalho científico e embates com nações indígenas, começou a ser levantada no instante em que Rebelo foi convocado para assumir a pasta no segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff. No seu discurso de posse, Rebelo afirmou ser necessário ampliar e fortalecer as ações e os instrumentos de apoio à inovação em toda a cadeia produtiva.

Citou a subvenção econômica, os fundos de investimento, os fundos de capital/semente, além do crédito para as atividades de inovação, de pesquisa e desenvolvimento nas empresas brasileiras como estratégias a serem adotadas. Outra iniciativa nesse sentido será a articulação sistêmica entre universidades, institutos de ciência e tecnologia e empresas, num esforço nacional de inovação.

O Programa Espacial Brasileiro (PEB) também mereceu menção especial como “projeto estratégico nacional”. O ministro não deixou de demonstrar insatisfação a respeito do tema. “Nós estávamos numa posição avançada, há pouco tempo, e hoje eu vejo a China colocando em órbita, a Índia faz não sei que, e nós, que vivíamos ali entre os seis principais protagonistas, hoje não sei em que posição estamos”, comentou Rebelo. Outro aspecto preocupante para as perspectivas do MCTI, e em particular para o PEB, é o fato de o ministro assumir o cargo já com um corte de R$ 1,6 bilhão no orçamento da pasta, do total de R$ 9.7 bilhões inicialmente previstos. Rebelo afirmou que “o compromisso de qualquer ministro” é tentar recompor a capacidade de investimento e de atuação de sua respectiva pasta.

Mesmo neste cenário de cortes e ajustes, ele falou em fortalecer o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia e também o trabalho do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq, cujo novo presidente é o professor Hernan Chaimovich, ex- -diretor do Instituto de Química e um dos expoentes do pensamento conservador na USP).

Trapaça Ambiental?

Rebelo lembrou que, no Congresso Nacional, pôde “conviver com momentos importantes para o setor da ciência e inovação nacional”. Citou o fim da Lei da Informática e o impacto sobre a indústria de tecnologia. “O Brasil chegou a ter a segunda etapa da produção de computadores, apenas atrás do Japão e dos Estados Unidos”, lamentou o ministro, que citou ainda projetos nacionais de construção de computadores que foram abandonados, “a um custo muito elevado para o Brasil”.

Mencionou ainda a Lei de Patentes, cujo projeto também relatou, novamente lamentando o desincentivo à inovação no país, especialmente no setor químico e farmacêutico.

O tom do discurso contrastou com o teor de um dos projetos polêmicos apresentados por Rebelo no Congresso Nacional: o PL 4.502/1994, que proibia a adoção de “tecnologias poupadoras de mão de obra” por órgãos públicos de administração direta e indireta. Arquivado em 2007, por questões regimentais, o PL foi duramente criticado por alguns setores, por supostamente representar um entrave ao desenvolvimento tecnológico. Mas, pelo menos nesse caso, Rebelo parecia estar do lado certo do ponto de vista social, ao defender a manutenção de postos de trabalho.

Os dois principais elementos na tumultuada relação do atual ministro com a comunidade científica não passaram em branco durante a posse, em 2 de janeiro. Rebelo citou especificamente o Novo Código Florestal, do qual foi relator. Por muitas vezes, foi acusado de defender os interesses do agronegócio, em detrimento das evidências científicas do enorme impacto ambiental das monoculturas e da pecuária. No auge das discussões, o então deputado federal chegou a declarar que a presidenta Dilma Rousseff estava mal informada sobre o assunto, por sofrer influência demasiada do “lobby ambientalista”.

Também durante os debates sobre a revisão do Código, Rebelo deu declarações negacionistas a respeito do aquecimento global, contestando a influência da ação humana sobre o fenômeno. “Ciência não é oráculo”, escreveu ele à época.

“De verdade, não há comprovação científica das projeções do aquecimento global, e muito menos de que ele estaria ocorrendo por ação do homem e não por causa de fenômenos da natureza. Trata-se de uma formulação baseada em simulações de computador”, escreveu o agora ministro, em uma carta pública intitulada “A trapaça ambiental”. O texto era uma resposta a um artigo de Marcio Santilli, então coordenador do Instituto Socioambiental (ISA), uma das organizações não governamentais envolvidas no debate do Código.

A atuação de Rebelo na elaboração do novo Código foi, na verdade, desdobramento de uma refrega anterior do parlamentar do PCdoB, que se alinhou aos grandes produtores de arroz de Rondônia e aos comandantes militares que se opunham à demarcação da reserva ianomami Raposa-Serra do Sol, à política indigenista em geral e à atuação, na Amazônia, de ongs como a ISA e outras.

O alinhamento do PCdoB com os interesses do agronegócio foi a senha que credenciou Rebelo a tornar-se relator do projeto de lei do novo Código Florestal. No discurso de posse, porém, Rebelo contemporizou. Classificou a discussão do Código Florestal como “um debate difícil”, em que foi preciso buscar “interesses legítimos e às vezes contraditórios”. Indicou que a ciência, responsável por estabelecer leis universais, precisa dialogar com as leis civis, que trazem “a marca dos interesses nacionais, interesses que persistem em dividir os povos”. “E nós temos que estar atentos aos interesses do Brasil”, afirmou. Resta saber quais interesses entram no MCTI com Aldo Rebelo.

Novo Ministro Sinaliza Que Vai Buscar Apoio no Congresso

José Aldo Rebelo Figueiredo nasceu em 23 de fevereiro de 1956, na cidade alagoana de Viçosa. Cursou direito na Universidade Federal de Alagoas, mas não completou a graduação, optando pelo jornalismo. Ajudou a reconstruir a União Nacional dos Estudantes, da qual foi presidente entre 1980 e 1981, na fase final da Ditadura Militar, quando já militava no então clandestino PCdoB. Em São Paulo, foi eleito deputado estadual constituinte em 1989, e conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados em 1991.

A partir de então, exerceu seis mandatos consecutivos no parlamento e tornou-se uma das principais figuras públicas do seu partido. Rebelo foi ministro da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais entre 2004 e 2005, no primeiro mandato do presidente Lula. Dois meses depois de deixar o governo elegeu- -se presidente da Câmara, cargo que ocupou até 2007.

No primeiro mandato de Dilma Rousseff, foi nomeado ministro dos Esportes e coordenou a realização da Copa do Mundo no país. No dia 2 de janeiro, na cerimônia de transmissão do cargo, no qual substituiu o ex-reitor da UFMG Clélio Campolina (que assumira o MCTI em abril de 2014), Rebelo valorizou a relação com o parlamento: “Nós dependemos do Congresso em muitas coisas, em primeiro lugar do próprio orçamento. Muitas das decisões da agenda de CT&I são políticas”, afirmou, segundo a assessoria de comunicação do ministério (“Ministro Aldo Rebelo defende valorização da agenda de CT&I no Congresso Nacional”: http://goo.gl/Pk3t5f).

Mesmo porque, disse o novo ministro, a ciência e a tecnologia estão associadas ao desenvolvimento do país, à elevação do padrão de vida da população e à democratização da sociedade: “São temas que devem ser tratados em relação estreita e profunda com a política, com o Congresso e o governo”.

Mais Recursos?

Rebelo comprometeu-se a ampliar os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT): “É recompor, principalmente, os recursos para o FNDCT para compensar os recursos que foram perdidos e ampliá-los (o fundo), para cobrir necessidades do horizonte alargado que nós queremos para o desenvolvimento científico e tecnológico do país”; comprometeu-se a dar continuidade ao Programa Nacional de Plataformas do Conhecimentos (PNPC), lançado por Campolina; e anunciou que pretende recompor e ampliar os investimentos na expansão e consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, bem como fortalecer a atuação do CNPq e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) “como agências promotoras de desenvolvimento científico e tecnológico”.

O novo ministro voltou a enfatizar, na ocasião, o apoio à inovação e ao incremento de produtividade das empresas nacionais, o que, explicou ele, é uma recomendação da presidenta Dilma Rousseff. Campolina, por sua vez, ao despedir-se da pasta destacou o lançamento do edital dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) com recursos iniciais de R$ 641,8 milhões (cofinanciados por MCTI, MEC e fundações de amparo à pesquisa, ou FAPs).

A chamada deu continuidade ao programa, que, desde 2009, resultou na criação de 126 INCTs que abrigam pesquisas básicas e aplicadas em todas as regiões do país. Ainda conforme a assessoria de comunicação do MCTI, “Campolina mencionou o edital do Proinfra, no valor de R$ 500 milhões, que proporcionou apoio às universidades para manutenção e construção de infraestrutura de pesquisa”, e lembrou o lançamento bem-sucedido do satélite CBERS-4, “que consolida uma parceria muito promissora do Brasil com a China no campo espacial”.


Fonte: Jornal do SindCT - Edição 34ª - Fevereiro de 2015

Comentário: “Novo titular da pasta, que acumula desgastes com a comunidade científica, reconhece no discurso de posse a importância do Programa Espacial Brasileiro, definido por ele como Projeto Estratégico Nacional”. Bom leitor, só com esta declaração o novo ministro começou muito mal, quando endossa uma mentira política de décadas, já que desde a implantação dos governos civis após a ditadura, o Programa Espacial Brasileiro (PEB), jamais, em momento algum foi tratado como “Programa Estratégico Nacional”, há não ser em discursos sensacionalistas como este e principalmente na gestão desastrosa desta debiloide que infelizmente esta no poder... Enfim, ta aí o artigo para que você leitor possa conheçer mais sobre este novo energúmeno que agora vem prestar seus desserviços ao Setor de C&T do país.