quinta-feira, 20 de julho de 2017

Programa Espacial Chama Atenção do Público na 69ª Reunião da SBPC

Olá leitor!

Segue abaixo a nota postada hoje (20/07) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB), destacando que o Programa Espacial Brasileiro (PEB) chamou a atenção do público na 69ª reunião da SBPC.

Duda Falcão

Programa Espacial Chama Atenção
do Público na 69ª Reunião da SBPC

Coordenação de Comunicação Social – CCS
20/07/2017

Foto: MCTIC

Visitantes e estudantes pararam na tarde de quarta-feira (19.07) para assistir às palestras sobre o Programa Espacial Brasileiro, proferidas pelos engenheiros e tecnologista da Agência Espacial Brasileira (AEB), na 69ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Espaço Diálogo do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em Belo Horizont

A primeira delas, proferida pelo engenheiro mecatrônico e tecnologista da AEB, Gabriel Figueiró, atraiu visitantes, estudantes do curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), como também curiosos da área. Figueiró apresentou o Programa Sistema Espacial para Realização de Pesquisas e Experimentos com Nanossatélites (Serpens).

O programa deu origem ao primeiro cubsat da família Serpens. Criado em 2013, o programa permite qualificar engenheiros, estudantes, professores e pesquisadores brasileiros vinculados aos cursos de Engenharia Aeroespacial para produção e desenvolvimento de satélites de pequeno porte e baixo custo. O programa tem ainda o objetivo fomentar as iniciativas de construção do nanossatélite Serpens no Brasil. A segunda missão Serpens está sendo coordenada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A segunda palestra foi ministrada pelo engenheiro elétrico, Pedro Nehme, que nos últimos três anos acompanha os preparativos e testes da nave que vai levá-lo, com outros civis para o outro lado da atmosfera. Nesse tempo, Pedro realizou, nos EUA, Rússia e no Rio de Janeiro, treinamentos e dietas para se adaptar às condições que encontrará no espaço, como a gravidade zero. Ainda não há previsão de quando será a viagem, mas Nehme já garantiu trazer como souvenir os resultados de experimentos aeroespaciais que levará a bordo para universidades brasileiras.

Após as palestras foram feitos sorteios com réplicas do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), confeccionadas em impressora 3D pelos próprios engenheiros da AEB. Os espectadores tiveram que responder à seguinte pergunta: Quais as duas principais leis de Newton envolvidas no lançamento de um foguete?  A resposta foi difícil para os alunos, mas o senhor Antônio Santos levou a réplica para a casa. Ele salvou a plateia e respondeu: A segunda Lei – Força igual a massa X aceleração e a terceira, Lei da ação e reação.

Já na palestra do engenheiro Pedro Nehme, os estudantes tiveram que responder quantos minutos leva para a Estação Espacial (ISS) dar uma volta ao redor da terra, depois de muito chute a estudante Larissa Menezes deu a resposta exata 90 minutos e saiu contente com a réplica do VLM. As palestras e oficinas realizadas na SBPC na área espacial, assim como o estande da AEB têm sido bastante visitadas por pessoas fascinadas pelo espaço.

O VLM está previsto para ser lançado em 2019 do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Para ganhar a réplica do VLM os espectadores tiveram que responder a uma pergunta feita pelos engenheiros da área.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Nova Atualização de Nossas Campanhas

Olá leitor!

Mais uma quinta-feira do mês de julho e sendo assim é dia de atualizar você sobre as nossas campanhas em curso.

Bom leitor quanto à “Campanha para Regulamentação das Atividades de Grupos Amadores”, até esta semana 13 grupos já se inscreveram. São eles Auriflama FoguetesBANDEIRANTE Foguetes EducativosCarl SaganCEFABCEFECInfinitude FoguetismoITA Rocket Design, NTAProjeto JupiterUFABC Rocket Design e PEUE (Pesquisas Espaciais Universo Expansivo), Grupo Pionners Grupo: GREAVE. Vamos lá gente, cadê os grupos amadores desse país, vocês não querem se organizar? (OBS: Continuo esperando que os 13 grupos inscritos respondam se há algum entre vocês que tem o interesse de organizar e sediar um ‘Seminário’ para discutirmos as atividades de espaçomodelismo no Brasil?)

Já quanto á “Campanha de Manutenção do Blog”, até o momento não houve alteração e apenas dois colaboradores já realizaram as suas contribuições no mês de julho no vakinha.com.br. Eles foram:

1 - Carlos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB)
2 - Leo Nivaldo Sandoli

OBS: informo aos leitores que ainda não sabem que  a campanha de manutenção do Blog pode ser acessada pelo link: http://www.vakinha.com.br/vaquinha/manutencao-do-blog-brazilian-space.

Enfim... vamos continuar aguardando que a partir da próxima semana haja uma mudança de postura de nossos leitores com as nossas campanhas, para que assim possamos efetivamente continuar contribuindo com o Programa Espacial Brasileiro, e quem sabe, com a permanência do blog online ou a criação do Portal Espacial que é hoje o nosso principal objetivo.

Duda Falcão

A Missão Lunar Brasileira Garatéa-L Precisa de Seu Voto - Participe

Olá leitor!

Recebi um e-mail do Eng. Lucas Fonseca informando de que a Missão Garatea-L é finalista de um programa americano de projetos espaciais. Assim sendo leitor, os cientistas envolvidos com  esta fantástica missão lunar brasileira estão precisando de seu voto.

Vamos ajudar galera, a votação vai até as 18:00 de hoje (20/07) e a nossa primeira missão espacial ao satélite natural da Terra precisa de sua participação. Mostre que você é mesmo brasileiro, exerça sua cidadania fazendo o mínimo, dando a sua contribuição e ajudando a todos envolvidos a concretizarem este sonho de levar a nossa bandeira a LUA.

O link para votação  é https://vote.pollcode.com/85576638

Vamos colaborar e

AVANTE GARATÉA-L

Duda Falcão

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Cientistas Contemplam Criar Partido Político Para Ter Voz no Congresso Nacional

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (17/07) no blog do jornalista “Herton Escobar” do jornal “O Estado de São Paulo”, destacando que nos bastidores da Reunião da SBPC, em Belo Horizonte-MG, Cientistas contemplam a ideia de um criar partido político para ter voz no Congresso Nacional.

Duda Falcão

Cientistas Contemplam Criar Partido
Político Para Ter Voz no Congresso Nacional

Ideia está circulando nos bastidores da reunião
anual da SBPC, em Belo Horizonte

Herton Escobar
17 Julho 2017 | 15h23

Foto: Pietro Sitchin/SBPC
Helena Nader fala na cerimônia de abertura
da reunião anual da SBPC 2017.

Lideranças científicas estão contemplando a possibilidade de criar um partido político, para tentar ganhar uma voz no Congresso Nacional. O partido seria dedicado exclusivamente às causas da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, e não pleitearia cargos no Poder Executivo — apenas no Legislativo. A ideia, que circula pelos corredores da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte, seria lançar a presidente da entidade, Helena Nader, como candidata a deputada federal.

Bióloga molecular, professora titular da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader é presidente da SBPC há seis anos e conta com amplo apoio da comunidade científica e acadêmica. Seu terceiro mandato termina nesta semana. Ela será substituída pelo vice-presidente, Ildeu Moreira.

Helena, de 69 anos, disse que a ideia não partiu dela e que não tem uma opinião formada sobre o tema. Moreira ressaltou que se trata de uma iniciativa de indivíduos da comunidade científica, e não de uma proposta institucional da SBPC. O estatuto da entidade afirma, logo em seu primeiro parágrafo, que a SBPC é uma “associação civil, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, laica e sem caráter político-partidário”.

“Há clara necessidade de termos representação de cientistas, professores e pesquisadores no Congresso Nacional e outras instâncias legislativas do país, qualificada para defender a causa da educação, ciência e tecnologia como os pilares da inovação e do desenvolvimento nacional”, defende Glaucius Oliva, professor titular do Instituto de Física de São Carlos da USP e ex-presidente do CNPq.

Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, acha que o ideal seria ter políticos com formação científica em vários partidos — e não a criação de um partido próprio –, inclusive como forma de criar uma frente comum de diálogo entre eles.


Fonte: Blog do “Herton Escobar“ - 03/06/2016 - http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar

Comentário: Hummmm, essa me parece ser um ideia interessante e note leitor que partiu de indivíduos de dentro da comunidade científica e não de suas lideranças. De minha parte como cidadão brasileiro acho que essa ideia deve ser avaliada e bem discutida, pois poderia gerar grandes dividendos, caso realmente o partido venha a ter o exclusivo foco de verdadeiramente desenvolver a ciência e tecnologia brasileira, bem como lutar pela implantação de uma educação de qualidade baseada na cidadania. Porém, será que seus políticos integrantes não seriam seduzidos pelos bastidores obscuros de nossa capital federal? O que poderia ser feito para que isto não acontecesse??? Qual a punição que a Comunidade Científica aplicaria aos seus representantes que se envolvesse com maracutaias ??? Enfim, existem ainda muitas questões e analises a serem feitas pela Comunidade antes que se possa partir para uma ação como essa. Inicialmente o que eu diria é que nenhum dos lideres atuais da comunidade científica tem o que é necessário para ser um Deputado ou Senador neste covil de raposas instalado no Congresso Nacional, são ingênuos demais e seriam enganados com extrema facilidade por esses vermes de carreira. Na minha opinião para enfrentar esses energúmenos e suas artinhas políticas nefastas nesse antro de marginais, precisamos de gente não só comprometida com o setor de C&T e de Educação, mais principalmente com experiencia política de campo, gente que já conhece como a banda toca e o que fazer para encontrar soluções no meio desse mar de lama. Diante disto, o melhor nome (sem dúvida nenhuma) para ser líder e presidente de um partido como esse seria o do já Senador Cristovam Buarque. Já basta de lideranças que pecam por infantilidade.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Pesquisadores do ON Fotografam Maior Mancha Solar Deste Ano

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (17/07) no site do “Observatório Nacional (ON)” que destacando que pesquisadores do ON fotografaram maior Mancha Solar deste ano.

Duda Falcão

Notícias

Pesquisadores do ON Fotografam
Maior Mancha Solar Deste Ano

Publicado: Segunda, 17 de Julho de 2017, 19h2
Última atualização em Segunda, 17 de Julho de 2017, 19h29

O grupo de pesquisadores do Sol do Observatório Nacional fotografou, na última sexta-feira, dia 14 de julho, a maior mancha solar deste ano. As manchas solares são deformações do campo magnético do Sol com grande concentração de linhas magnéticas. As manchas têm aparência escura porque sua temperatura é bastante inferior ao restante da fotosfera e atuam obstruindo a saída do calor interior do Sol. 

Imagem mostra, em velocidade acelerada, a explosão
registrada na última sexta-feira, dia 14 de julho.

Na madrugada da sexta-feira, a mancha explodiu produzindo um flare solar – explosões solares que ocorrem nas manchas, resultado de uma grande concentração de linhas magnéticas que se reconectam enviando para o espaço bilhões de toneladas de matéria, junto com o campo magnético, em alta velocidade, em torno de 800 mil km/segundo. Normalmente, levam de 2 a 3 dias para chegar à Terra.

O estudo das manchas é importante porque elas podem causar diversos problemas no planeta, além de ser objeto de pesquisas que poderão fornecer informações sobre o clima na Terra. "Esta explosão não foi muito violenta. Quando é muito violenta e vem em direção à Terra, pode trazer problemas, mas o campo magnético da Terra nos protege. As mais fortes podem causar danos em equipamentos elétricos e eletrônicos, além de problemas em oleodutos e nas comunicações via rádio, por exemplo", explica o pesquisador Sérgio Boscardin.

Também resultam destes flares as auroras boreais e austrais – fenômenos luminosos decorrentes do bombardeio dos átomos da alta atmosfera por estas partículas.

O Sol tem ciclos de manchas que duram aproximadamente 11 anos. "Estamos agora no final de um destes ciclos. Neste mesmo ciclo, entre 2012 e 2014, houve manchas bem grandes e algumas que explodiram, maiores que esta. Mas provavelmente não se verá uma mancha deste tamanho nos próximos anos porque o próximo ciclo, de acordo com especialistas, será fraco e talvez nem produza manchas", diz Boscardin.

Em 1859 houve a maior explosão solar já registrada. Naquela época, o único equipamento elétrico amplamente utilizado era o telégrafo e esta explosão danificou uma grande quantidade destes aparelhos, comprometendo o funcionamento da rede telegráfica e interferindo nas comunicações.

Crédito: Space Weather
Imagem mostra, em velocidade acelerada, a explosão
registrada na última sexta-feira, dia 14 de julho.


Fonte: Site do Observatório Nacional

Comentário: Em uma única palavra; “espetacular”.

Realizada na Alemanha a Revisão Preliminar do Projeto (PDR) VS-50

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (17/07) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), destacando que o instituto e o DLR alemão realizaram entre os dias 11 e 14/07 a Revisão Preliminar do Projeto (PDR) do VS-50/VLM-1.

Duda Falcão

Revisão Preliminar do Projeto (PDR) VS-50

Publicado: 17 Julho 2017
Última atualização em 17 Julho 2017


Entre os dias 11 a 14 de julho foi realizada a PDR do VS-50/VLM. A reunião ocorreu nas instalações do DLR-RB (Space Operations and Astronaut Training), em Oberpfaffenhofen, Alemanha, e teve a participação do DLR-BT (Institute of Structures and Design – Stuttgart), do DLR-AS (Institute of Aerodynamics and Flow Technology – Braunschwieg/Göttingen), e do DLR-MORABA (Mobile Rocket Base – Oberpfaffenhofen-Wessling), por parte da comitiva alemã e das Divisões de Sistemas Espaciais (ASE), de Eletrônica (AEL) e de Mecânica (AME) do IAE, assim com da gerencia do VS-50/VLM-1, do Diretor do Instituto e de representante da AEB, por parte da comitiva brasileira.

Foram realizadas apresentações e discussões sobre os subsistemas de responsabilidade do DLR e do IAE. Durante as apresentações e discussões foi possível ter uma visão geral dos sistemas do VS-50; do propulsor S50, assim como do contrato de manufatura com a AVIBRAS; do sistema de atuação na tubeira (TVA), incluindo uma visita ao modelo de engenharia do mesmo; da saia traseira, Hard Point e integração; do sistema de controle; da configuração de voo; da aerodinâmica; do sistrema de terminação de voo; das trajetórias de voo, de Andoya (DLR) e do CLA (IAE); das estruturas das empenas de das saias; do fairing; das demais estruturas e conexões; dos sistemas eletrônicos; e do modulo de serviço. Ao final das discussões foram planejadas as próximas ações e passos para o prosseguimento dos projetos VS-50 e VLM-1.

Para que projetos internacionais dessa magnitude possam ter êxito, faz-se necessário um sistema de governança e de projeto capaz de planejar, executar, monitorar, e agir. Deste modo, no dia 10 de julho foram realizadas discussões acerca dos Comitês de direção (JSC), de gerenciamento (JMC) e técnico (JPT), no qual deverá estar o assunto certificação/qualificação, para que os projetos VS-50 e VLM-1 atinjam seus objetivos com êxito. Ao final serão propostos estes comitês às agencias espaciais e ao DCTA para sua implementação o mais rápido possível.

Em paralelo foram conduzidas reuniões com a MT-Aerospace e o DLR Space Administration, para o fechamento de diversas ações do projeto CaSSIS entre o IAE e as entidades supracitadas. Foi possível acessar o mandril de bobinamento do S50 a ser produzido pela empresa alemã, assim como o ferramental associado, e obter informações fundamentais que irão auxiliar na execução dos trabalhos da comissão técnica do contrato com a AVIBRAS.

O VS-50 será um veículo suborbital que terá capacidade de oferecer carga útil de até 500 kg de massa para ensaios de microgravidade e/ou para experimentos hipersônicos, e está sendo desenvolvido no âmbito do projeto VLM-1, tendo como propulsores o S50 e o S44, e a maioria dos demais sistemas que serão utilizados no VLM-1, o que permitirá ensaiar esses sistemas em um veículo mais simples.

O VS-50 e o VLM-1 são veículos de acesso ao espaço desenvolvidos no âmbito da parceria Brasil-Alemanha, estabelecidos pelo protocolo de intenções assinado entre as agências espaciais brasileira e alemã e pelo DCTA em 2011, e em 2014, quando o projeto passou da fase da pesquisa para a fase de desenvolvimento propriamente dita, foram alocadas as tarefas de desenvolvimento e qualificação dos subsistemas para cada participante, ficando o Brasil responsável pelos sistemas propulsivos S50 e S44, pelo sistema de navegação reserva, pela infraestrutura para o lançamento e segurança de voo, e pela gestão da documentação dos projetos. O desenvolvimento e qualificação dos demais sistemas dos veículos VS-50 e VLM-1 é de responsabilidade do DLR.


OBS: Caro leitor, os dois parágrafos acima destacados em rubro foram acrescentados na nota publicada no site oficial do IAE posteriormente a sua publicação pelo instituto, e sendo assim só agora notamos esta mudança.

Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

Comentário: Olha leitor, eu queria aqui está comemorando essa notícia, mas temo que ela não é tão positiva assim. Pelo que entendi e pelas informações que me foram passadas, todas as minhas duvidas para um bom entendedor podem ser resumidas em uma única pergunta, ou seja, quanto desse foguete de sondagem VS-50 e do VLM-1 ainda são brasileiros??? Pois é, sendo mais claro, será que não estamos falando aqui de foguetes alemães com participação brasileira??? Será que foi para isso que tiraram o Dr. Luís Loures da Chefia do projeto??? Outra coisa que me chamou atenção é esse tal Projeto CaSSIS, o que seria isso? Enfim...

Comentário 2: Olha leitor, diante dessas novas informações publicadas na nota do IAE, tudo levar a crer que realmente perdemos o controle de ambos os projetos, e assim a participação brasileira ficou restrita as partes menos importantes do foguete, isto tecnologicamente falando. Em outra palavras, estamos nas mãos do alemães, já que o desenvolvimento e qualificação dos sistemas sensíveis de ambos veículos (VS-50 / VLM-1) estão agora unicamente sob a responsabilidade dos gringos. Para mim está claro o que está realmente por de trás de tudo isso, e também explica o porque da saída do Dr. Luis Loures da Chefia desses projetos.

Observatório Nacional Apresenta Suas Áreas de Atuação e Leva Experimentos Interativos ao Público da SBPC, em Belo Horizonte

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada dia (14/07) no site do “Observatório Nacional (ON)” destacando que o Observatório Nacional (ON) apresenta suas Áreas de Atuação e leva Experimentos Interativos ao público da SBPC, em Belo Horizonte.

Duda Falcão

Notícias

Observatório Nacional Apresenta Suas Áreas
de Atuação e Leva Experimentos Interativos
ao Público da SBPC, em Belo Horizonte

Publicado: Sexta, 14 de Julho de 2017, 19h45
Última atualização em Sexta, 14 de Julho de 2017, 19h45

Simular um terremoto e saber como ele é registrado, entender como é gerada a hora legal no Brasil e conhecer o Dark Energy Survey, projeto com objetivo de compreender melhor a natureza da energia escura, o misterioso constituinte que corresponde a 70% da energia do Universo e é responsável por sua expansão acelerada. Todo este conhecimento estará ao alcance do público no estande do Observatório Nacional (ON) na ExpoT&C, mostra de ciência, tecnologia e inovação que acontece durante a 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 16 a 22 de julho, no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte/MG.

Pesquisadores das três áreas científicas do Observatório Nacional – Astronomia e Astrofísica, Geofísica e Metrologia em Tempo e Frequência – estarão no estande para conversar com os visitantes sobre sua atuação, iniciando as comemorações de seu 190º aniversário de fundação.

Ricardo Ogando, da área de Astronomia, apresentará o projeto Dark Energy Survey – DES, cuja participação brasileira é coordenada pelo Observatório Nacional através do consórcio DES-Brazil, que inclui também universidades brasileiras. O DES visa determinar a abundância da energia escura e a sua variação ao longo da história do Universo. Para isso, utiliza uma supercâmera de 570 megapixels – cerca de 50 vezes o tamanho de uma câmera típica de celular – num telescópio de 4 metros instalado no Cerro Tololo, no Chile, onde as altas montanhas e o ar seco são ideais para observações astronômicas.

O DES observa cerca de um quarto do céu do Hemisfério Sul, em uma região em torno do polo sul da Via Láctea. “Além de estudar a Energia Escura, ao observar o céu de uma maneira inédita em termos de alcance e sensibilidade, o DES já nos permitiu descobrir e ampliar o entendimento de algumas peças do grande quebra-cabeça cósmico - de objetos transnetunianos no Sistema Solar, novas companheiras da Via Láctea, até supernovas superluminosas, quasares e lentes gravitacionais”, explica Ricardo Ogando, pesquisador do Observatório Nacional.

Foto: DES
Dark Energy Survey descobre novas galáxias
satélites da Via-Láctea. 

Na área de Geofísica, o Observatório Nacional demonstrará o funcionamento de uma estação sismográfica, que mede um terremoto e faz a detecção desses fenômenos. O público poderá participar dessa atividade fazendo movimentos que ativam o sensor que capta a vibração da Terra e emite o alerta para os equipamentos. O ON implantou e coordena a Rede Sismográfica do Sul e Sudeste do Brasil – RSIS, que integra a Rede Sismográfica Brasileira – RSBR. “A importância desta rede é obter informação sobre sismos ocorridos na região, identificando as suas causas - que podem ser naturais ou induzidas pela atividade humana, possíveis consequências e também identificar áreas de risco para a implantação de grandes obras de engenharia, tais como barragens e instalações industriais”, explica o pesquisador Cosme Ferreira da Ponte Neto.

Foto: Acervo ON
Sismógrafo utilizado pelo ON.

O pesquisador Pedro Senna, da Divisão do Serviço da Hora do ON, falará sobre temas relacionados à área de Metrologia em Tempo e Frequência. Ele explicará como é gerada, mantida e disseminada a Hora Legal Brasileira – atribuição do Observatório Nacional regulamentada há mais de 100 anos –, mostrará os mapas de fusos horários no Brasil e apresentará um breve panorama histórico e as atuais atividades desenvolvidas na Divisão do Serviço da Hora.

Foto: Acervo ON
Sala da geração e disseminação da Hora Legal Brasileira.

O público também poderá interagir com experimentos de divulgação da ciência, desenvolvidos pela Divisão de Atividades Educacionais do ON. Um deles é o Plasma Estelar, utilizado para explicar o quarto estado da matéria. O efeito de luz é realizado dentro de uma esfera de vidro preenchida com gás argônio. Ao encostar a mão na superfície do globo, a corrente elétrica se desloca para essa região formando filetes elétricos mais intensos, com maior concentração de cargas. Sem qualquer perigo, essa corrente elétrica de baixa intensidade proveniente do globo percorre a superfície (e não o interior) do corpo do experimentador, sendo descarregada no solo.

Foto: Acervo ON
Visitantes da ExpoT&C podem interagir com
experimentos, como o Plasma Estelar.

Outro experimento é um quebra-cabeça tridimensional do Pão de Açúcar, em que os visitantes podem aprender conceitos como escala, volume, peso, altura e perímetro, além de terem informações sobre a formação deste importante monumento natural do Rio de Janeiro, entender como ele se formou, como as rochas chegaram à superfície da Terra, sua idade, entre outras curiosidades.

A Reunião Anual da Sociedade Brasileira é uma oportunidade para a comunidade científica se reunir e discutir os avanços da ciência em suas diversas áreas de conhecimento. O evento, que tem entrada gratuita, tem em sua programação outras atividades, como mesas redondas, conferências, encontros, sessões de pôsteres, além do SBPC Cultural, SBPC Jovem, ExpoT&C e Dia da Família na Ciência.

O Observatório Nacional é uma das primeiras instituições brasileiras dedicadas à ciência. Em outubro, completa 190 anos de fundação, desenvolvendo pesquisa e prestando serviços nas áreas de Astronomia e Astrofísica, Geofísica e Metrologia em Tempo e Frequência, além de formar recursos humanos em seus cursos de Pós-Graduação.

PALESTRAS

A ExpoT&C conta com um espaço para palestras, intitulado "Diálogos com o MCTIC". O ON ocupará este espaço com quatro apresentações:

17 de julho, segunda-feira, às 14h: "Sistema Solar" - Roberto Martins
18 de julho, terça-feira, às 17h20: " Geofísica Básica e Geofísica Aplicada" - Cosme Ponte Neto
21 de julho, sexta-feira, às 16h40: "O tempo e a hora legal brasileira" - Pedro Senna Rocha
22 de julho, sábado, às 10h10: "Descobrindo o Universo" - Ricardo Ogando


Fonte: Site do Observatório Nacional

Comentário: Pois é leitor uma nota interessante que só não postei aqui antes por falta de tempo de navegar na net como fazia antigamente, afinal tenho que sobreviver e não tenho mais como me dedicar integralmente ao Blog. No entanto, a programação do ON na Reunião da SBPC segue hoje com a palestra do Dr. Cosme Ponte Neto. Quero aqui ressaltar o grande trabalho que o ON vem realizando dentro do que é possível se fazer em uma cultura desastrosa como a nossa. Realmente é muito triste observar o que está acontecendo atualmente neste Território de Piratas que chamamos de país, a total e completa degradação moral, educacional, social e humana de uma sociedade que jamais se organizou de verdade em prol da mesma, sendo movida por um egocentrismo extremo que nos levou a esta situação. Diante disto, o trabalho científico e tecnológico na área astronômica de entidades como o ON talvez ajude aos mais jovens entender melhor não só o universo que o cercam, bem como também a importância da ciência para o desenvolvimento de uma verdadeira sociedade organizada e de futuro. É claro que sem a compreensão do que seja cidadania não há como se criar uma sociedade realmente comprometida com a sua cidade, estado, região e país, isto é pura utopia. Entretanto, quem realmente sabe o que fazer e se preocupa com esta situação calamitosa, tem primeiramente de encarar os fatos para então dar o exemplo em seu dia-a-dia (pequenos exemplos como, não furar fila, não fazer gatos, respeitar as leis de trânsito, entender que o seu direto e espaço termina onde começa os dos outros, entre outras coisas, e principalmente entender que sociedade organizada não é só feita de direitos) e a parti daí dar a sua contribuição ajudando a esclarecer aquele que está ao seu lado, ao seu alcance, para que assim seus netos, bisnetos possam finalmente viver num pais de verdade, numa sociedade progressista de uma verdadeira nação comprometida com o futuro e com resultados sociais e comunitários exemplares. Provavelmente leitor muitos de voces que lerem esse meu comentário vão achar que estou falando Chinês, ou por simplesmente não entenderem nada do que estou dizendo, ou por pura conveniência. Particularmente eu acredito que devido à projeção alcançada por essas instituições como o ON, SBPC, ABC entre outras, a preocupação com a cidadania deveria ser parte da pauta de eventos como este (seria a contribuição da Comunidade Cientifica para a Mudança Cultural que esse Território de Piratas precisa, mas será que essa Comunidade enxerga desta forma????), afinal esperar que governos populistas como os que nos saqueiam há décadas venham fazer as suas necessidades fisiológicas no prato onde comem (povo politizado e esclarecido não pode ser manipulado) seria o mesmo que acreditar que alienígenas estão visitando o nosso planeta, isto é, pelo menos na visão de pessoas como o Astrônomo Marcelo Gleiser, que se diz um grande entendido do assunto, rsrsrsrsrs.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

INPE Desenvolve Material Para Telescópio Solar

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (17/07) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), destacando que o instituto desenvolveu material para Telescópio Solar.

Duda Falcão

INPE Desenvolve Material Para Telescópio Solar

Segunda-feira, 17 de Julho de 2017

Um novo tipo de revestimento para o radiômetro de banda larga do projeto Telescópio Solar foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Denominado material super-negro (Ultra Black NiP), será usado no instrumento para monitorar a irradiação solar total (TSI, na sigla em inglês), que é a principal fonte de energia da Terra e cujas variações produzem mudanças climáticas em escala global e regional.

A TSI tem sido monitorada com radiômetros absolutos de banda larga a bordo de diversos satélites desde 1978. No entanto, medidas realizadas por diferentes instrumentos apresentam grandes discrepâncias nos valores absolutos e na variabilidade das séries temporais. Estas discrepâncias são causadas tanto pelo design dos instrumentos quanto pela degradação durante o período de operação em plataformas espaciais.

“Vários grupos de pesquisa no mundo estão desenvolvendo uma nova geração de instrumentos, com o propósito de reduzir as incertezas associadas com diversos componentes críticos. O novo sensor deve apresentar uma alta absorção de radiação, que é garantida pela geometria cônica e pelo revestimento do interior com um filme super-negro”, explica Luis Eduardo Antunes Vieira, pesquisador da Divisão de Geofísica Espacial do INPE.

Em cooperação com o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), o INPE é responsável pelo desenvolvimento do radiômetro absoluto de banda larga para o Projeto Telescópio Solar. O objetivo é realizar observações do campo magnético na superfície do Sol. 

Ultra Black NiP

A cavidade absorvedora de radiação solar é constituída por uma estrutura mecânica de prata eletrodepositada e o interior é revestido com Ultra Black NiP produzido através do ataque químico seletivo do filme de NiP depositado utilizando a técnica electroless. A baixa refletância está diretamente associada à morfologia composta por uma alta densidade de poros cônicos, os quais aprisionam a radiação incidente.

A caracterização ótica do sensor, que está sendo realizada no Physikalisch-Meteorologisches Observatorium Davos (PMOD), localizado na Suíça, demonstrou que o novo material é capaz de absorver mais de 99,9% da radiação incidente (níveis de refletância na ordem de 230 ppm - partes por milhão).

No INPE, o sensor do radiômetro está sendo realizado por uma equipe multidisciplinar da Divisão de Geofísica Espacial, do Laboratório Associado de Sensores e Materiais e do Setor de Tratamentos de Superfície da Coordenação Geral de Engenharia e Tecnologia Espacial.  Uma das técnicas está sendo feita pela doutoranda Franciele Carlesso, no âmbito do projeto “Desenvolvimento de Cavidade Absorvedora de Radiação Solar revestida com um filme super-negro de níquel fósforo (Ultra Black NiP)”, supervisionado pelos pesquisadores Luiz Angelo Berni, Graziela da Silva Savonov e Luís Eduardo Antunes Vieira.

Os resultados do projeto foram discutidos no início de julho durante reunião do grupo de trabalho de especialistas em desenvolvimento de instrumentação para observações solares no Instituto Max Plank para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha.

Imagem do revestimento Ultra Black NiP (A) e micrografia
dos poros formados após o ataque químico (B).


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Crises e Cortes de Orçamento Fazem Ciência Brasileira Entrar em Decadência

Olá leitor!

O programa Fantástico (que há muito perdeu as suas característica) da Rede Globo de Televisão, exibiu na sua edição do dia 16/07, uma interessante reportagem denominada “Crises e Cortes de Orçamento Fazem Ciência Brasileira Entrar em Decadência”, reportagem esta que apresentou o atual momento de calamidade que vive a Ciência Brasileira, inclusive abordando o PEB e o seu aguardado Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1).


Interessante notar que a reportagem inicia dizendo: “Ciência de faz com pesquisa e não se tem pesquisa de ponta sem dinheiro”. Ora leitor, Ciência se faz também com planejamento e principalmente liderança política, e o que acontece que no Brasil não existe nem uma coisa, nem outra.

A nossa desastrosa cultura colabora efetivamente e vigorosamente para este resultado quando formamos jovens (e isto desde o ensino fundamental) em sua maioria sem o menor entendimento do que seja Cidadania (não se constrói nação sem esse entendimento, nação só existem onde existe cidadãos), que acabam aprendendo a direcionar os seus interesses políticos sempre em prol dos seus interesses pessoais, e nunca ou quase nunca, em prol de sua comunidade como deveria ser.

Num universo desastroso político e sociocultural como este em que vivemos, e mesmo num universo muito mais apto ao verdadeiro desenvolvimento cientifico e tecnológico, é preciso lideres cidadãos, pessoas que conduzam o setor com sapiência, objetividade, dinamismo, comprometimento e principalmente postura (bolas), para assim enfrentar as adversidades que normalmente surgem no setor público de qualquer país do mundo, principalmente num Território de Piratas em que se transformou o Brasil.

A passividade (beirando a infantilidade política) de décadas dos lideres que passaram e atualmente comandam entidades como a SBPC, ABC, entre outras (ai incluídas entidades militares) jogou o desenvolvimento científico e tecnólogo brasileiro numa ciranda de vai e vem que é totalmente incompatível com o verdadeiro desenvolvimento científico e teológico.

A postura de pedintes adotada por décadas por esses lideres que não lideram nada, a aceitação de esmolas quando na realidade desenvolvimento cientifico e tecnológico real e consistente só se faz mediante planejamento sustentado por uma verdadeira Política de Ciência e Tecnologia, e não esta piada em vigor, e a falta de atitude dos mesmos perante todo este quadro, só poderia nos levar a esta situação calamitosa, e isto infelizmente para o esclarecimento da sociedade não foi citado na matéria acima.

Duda Falcão

Os "Top 10" do Foguemodelismo Internacional

Olá leitor!

Trago agora para você e para os fogueteiros brasileiros um interessante vídeo em inglês apresentando (segundo o seu divulgador no youtube – Canal JD Rock) os ‘Top 10’ foguetes amadores já construídos e lançados pelos aficionados do Foguetemodelismo Internacional. Vale a pena conferir.

Aproveitamos para agradecer publicamente ao Sr. Calos Cássio Oliveira (presidente do CEFAB da Bahia) pelo envio deste vídeo.

Duda Falcão

Vice-Diretor do DCTA Fala Sobre Tecnologia Aeroespacial Desenvolvida no Brasil

Olá leitor!

Trago agora para você uma entrevista com o Major Brigadeiro Fernando Pereira Santos (Vice-Diretor do DCTA) realizada recentemente pelo Canal Oficial Setorial (geradora de televisão educativa que transmitindo em UHF para 30 cidades do estado de São Paulo e para o mundo pelo endereço na net www.ReporterSetorial.com) tendo como tema a tecnologia aeroespacial (Aeronáutica e Espacial) desenvolvida no Brasil.


Acho que vale a pena conferir esta entrevista, apesar de achar também que no que diz respeito a Tecnologia Espacial, o avanço defendido pelo Brigadeiro não condiz com a realidade do fatos.

Duda Falcão

UnB Realiza Teste de Motor-Foguete Híibrido

Olá leitor!

O Blog recebeu neste final de semana um release do Prof. Artem Andrianov (de origem ucraniana) do Laboratório de Propulsão Química da Universidade de Brasília (UnB),descrevendo o recente teste realizado por este laboratório de um motor-foguete híbrido. Vale a pena conferir.

Duda Falcão

Teste do Motor Foguete a Propelente
Hibrido Com Tempo de Operação
Acima de 40 Segundos

Prof. Artem Andrianov
UNB

No dia 11 de julho de 2017 a equipe do Laboratório de Propulsão Química da Universidade de Brasília (https://fga.unb.br/cpl) efetuou o teste de queima do motor foguete a propelente hibrido de baixo empuxo de 500 N. O tempo de operação do motor foi 41 segundos.
O teste faz parte do projeto cientifico-tecnológico financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) com objetivo final de proporcionar um tempo de operação a motores foguete a propelentes híbridos de pequeno porte, aplicando materiais de isolamento térmico desenvolvidos e manufaturados de forma customizada. Esses materiais são responsáveis pela proteção de componentes estruturais do superaquecimento do motor, proporcionando um elevado tempo de operação.

Para teste de longa duração foi usado o motor de testes modular a propelente híbrido, que tinha sido desenvolvido pela equipe do laboratório para o sistema de auxílio a reentrada da plataforma SARA (Satélite de Reentrada Atmosférica). O tempo de operação do motor de testes com combustível sólido de parafina, oxidante liquido de óxido nitroso e empuxo mínimo de 1 kN era de 12-14 segundos. O estudo experimental de isolantes térmicos foi motivado pela necessidade de aumentar o tempo de queima do motor de testes de cerca de 40 a 50 segundos. Neste caso como grão solido do motor deve ser usado material com baixa taxa de regressão, e a equipe aproveitou polietileno de alta densidade com o mesmo oxidante de oxido nitroso.

Vários tipos de isolantes térmicos em forma de materiais puros e compósitos reforçados pelas partículas ou fibras foram muito bem estudados e testados nos motores a propelente solido, onde o grão de propelente preenche quase todo volume do involucro, faz parte de proteção térmica, e assim, finalmente, permite melhorar condições de funcionamento do isolante térmico. A complexidade de aplicação dos isolantes térmicos nos motores a propelente híbrido de concepção amplamente proposta reside no fato de presença da pré- e pós-câmara em involucro de motor, cujos volumes não são preenchidos com propelente solido. Então o isolamento térmico do motor a propelente hibrido entra em contato com gases de combustão de alta temperatura e velocidade imediatamente após a ignição do motor. Têm outras dificuldades que a equipe do laboratório encontrou no projeto como, por exemplo, incapacidade de colar polietileno, alta taxa de regressão do polietileno no sentido axial do motor etc.

A equipe do laboratório por enquanto não divulga a composição do material compósito do isolamento usado no teste, desde que o projeto está em andamento e alguns objetivos não foram atendidos. Mas é importante acrescentar que este material não foi fabricado na base da resina fenólica, que é isolante eficiente por causa de sua alta resistência a temperatura e erosão, mas mesmo assim pode ser perigoso na hora de fabricação devido a toxidade de seus componentes. Os componentes do material de isolante testado são facilmente disponíveis no mercado comercial do Brasil, não são tóxicos e se caracterizam com propriedades tecnológicas boas. O componente da base de compósito tem boas propriedades mecânicas e térmicas e foi testado em 1950-1960 com sucesso nos motores de propulsão solida. Mas desde que apresentou problemas tecnológicos de baixa adesividade, o material não achou alta aplicabilidade como isolante térmico. Com colas modernas este problema foi resolvido.

Exame dos resíduos de isolante térmico após queima mostrou que o tempo de operação pode ser aumentado com uso de isolantes da mesma composição. O fator que limitou tempo de queima no teste era superaquecimento da tubeira de grafite, que tinha sido embutido no involucro de aço inox sem proteção térmica adicional. O teste foi parado quando temperatura na superfície externa cilíndrica da tubeira de grafite atingiu 800°C. A queima prolongada será possível após ajustar do desenho da parte traseira do motor, mas isso não é previsto pelo projeto. É necessário acrescentar que o Laboratório de Propulsão Química da Universidade de Brasília é mais um passo perto a desenvolvimento do motor foguete a propelente hibrido praticável.

Veja abaixo o vídeo desse teste:

Dia Nacional de Lançamento de Minifoguetes 2017

Olá leitor!

Foi postado no dia (15/07) no Blog “Minifoguete”, uma nota da Comissão de Eventos da Associação Brasileira de Minifoguetes (BAR), convidando a todos fogueteiros do país a participarem do Dia Nacional de Lançamento de Minifoguetes 2017.

Duda Falcão

Dia Nacional de Lançamento
de Minifoguetes 2017

Todas as equipes e grupos de foguetes brasileiros, bem como pessoas individualmente, estão convidados a participar do Dia nacional de lançamento de minifoguetes 2017.

Os OBJETIVOS desse evento são:

· Popularizar os minifoguetes e o espaçomodelismo/foguetemodelismo

· Divulgar a Associação Brasileira de Minifoguetes – BAR

· Divulgar as equipes e grupos de foguetes brasileiros

· Divulgar o V Festival Brasileiro de Minifoguetes (2018)

· Divulgar o Programa Espacial Brasileiro

· Comemorar os 60 anos do lançamento do Sputnik 1 em 4 Out 1957

A atividade principal será o lançamento de minifoguetes simultaneamente por todos os interessados em várias cidades e estados brasileiros.

As pessoas e equipes/grupos de foguetes que tiverem interesse em participar deste evento devem fazer inscrição através do formulário disponível em


INFORMAÇÕES às pessoas e equipes/grupos de foguetes:

· Para participar deste evento nacional, recomenda-se que os lançamentos sejam feitos preferencialmente nos dias 7 a 15 Out 2017.

· Para participar, basta que cada equipe ou grupo de foguetes, ou pessoa individualmente, lance pelo menos um minifoguete.

· Não é necessário ser sócio da BAR para participar deste evento.

· Para quem precisar, a BAR poderá enviar uma carta pedindo apoio à realização do evento; basta enviar o texto necessário.

· Qualquer dúvida ou sugestão: minifoguete@gmail.com

SUGESTÕES às pessoas e equipes/grupos de foguetes:

· As pessoas e equipes que estão se preparando para o V Festival Brasileiro de Minifoguetes, a ser realizado em abril de 2018 em Curitiba, poderiam aproveitar um dia de seus testes de voo para participar deste evento com lançamentos públicos.

· Por motivo de segurança, realizar lançamentos somente com motores comerciais, para não haver risco de acidentes com espectadores.

· Divulgar o evento em sua instituição e mídia local, convidando a comunidade interna e externa à sua instituição para participar.

· Ministrar um minicurso com duração de uma hora, destinado a leigos, para explicar conceitos básicos sobre minifoguetes, aerodinâmica, propulsão, estabilidade, trajetória etc, e falar sobre o programa espacial brasileiro, a associação brasileira de minifoguetes, o festival brasileiro de minifoguetes, esclarecer dúvidas sobre astronáutica etc.

· Ministrar uma oficina, destinada a leigos, para montar um espaçomodelo básico, de baixo custo, com motor de fogos de artifício (foguete-de-vara).

· Realizar uma exposição dos minifoguetes e acessórios, fotos etc do grupo/equipe.

· Cobrar taxa de inscrição das pessoas que fizerem o minicurso e a oficina, participarem da exposição e assistirem aos lançamentos, para ajudar nas despesas de cada equipe com suas pesquisas e desenvolvimento; ou pedir doação.

· Distribuir uma folha impressa a cada espectador dos lançamentos com texto sobre a equipe, os minifoguetes a serem lançados, BAR, Festival de Minifoguetes, etc. O mesmo poderia ser feito em relação ao minicurso, a oficina e a exposição.

· Registrar: o número de participantes em cada atividade (minicurso, oficina, exposição, lançamentos); nome, classe do motor e resultados de cada voo; fazer fotos e vídeos de tudo. Essas informações serão solicitadas após o evento para um relatório da BAR visando divulgar os resultados do evento.

Participe e divulgue o Dia nacional de lançamento de minifoguetes 2017.

Comissão de Eventos da BAR

Lançamento de um minifoguete de baixo custo (< R$ 2).
Público vendo um lançamento do Grupo de
Foguetes Carl Sagan (UFPR).
Criançada correndo atrás de um minifoguete que aterrissou.


Fonte: Blog “Minifoguete“ - http://minifoguete.blogspot.com.br