A NASA Está Financiando Nova Tecnologia Para o Futuro “Super Hubble” na Busca Por Vida Alienígena
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No dia de ontem (12/01), o portal Space.com noticiou que a NASA está financiando o desenvolvimento de uma nova tecnologia para o futuro “Super Hubble”, voltado à busca por vida extraterrestre. A agência pretende avançar com urgência, e o novo observatório deverá combinar tecnologias dos mais poderosos telescópios espaciais já desenvolvidos pela NASA.
(Crédito da imagem: NASA Goddard/Conceptual Image Labs)
A NASA está intensificando seus esforços para buscar sinais de vida em todo o universo e orientou empresas a começar a desenvolver tecnologias que ajudarão nessa missão por meio do conceito de telescópio espacial Observatório de Mundos Habitáveis (HWO, na sigla em inglês).
Sete empresas receberam contratos de preço fixo com duração de três anos para explorar os desafios de engenharia que precisam ser superados para criar o que será um dos telescópios mais poderosos já construídos pela NASA. As empresas incluem Astroscale, BAE Systems Space and Mission Systems, Busek, L3Harris, Lockheed Martin, Northrop Grumman e Zecoat.
Cada uma estudará maneiras de atender aos requisitos de hardware do HWO, que está sendo projetado para buscar sinais de vida analisando a luz que atravessa as atmosferas de planetas enquanto eles orbitam estrelas a centenas e milhares de anos-luz de distância. Em um comunicado de 5 de janeiro anunciando as empresas selecionadas, o administrador da NASA, Jared Isaacman, chamou o projeto de “exatamente o tipo de ciência ousada e visionária que só a NASA pode realizar”.
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“A humanidade aguarda os avanços que essa missão é capaz de alcançar e as perguntas que ela pode nos ajudar a responder sobre a vida no universo. Pretendemos agir com urgência e acelerar os cronogramas ao máximo possível para levar essas descobertas ao mundo”, disse Isaacman no comunicado.
A NASA espera que o telescópio espacial esteja pronto para lançamento no fim da década de 2030 ou início da de 2040. Até lá, ele contará com tecnologias que ainda não existem. Para cumprir sua missão, o HWO precisará manter uma estabilidade em seu sistema óptico capaz de operar dentro de uma margem extremamente pequena, do tamanho de um único átomo.
O projeto do telescópio, que ainda não foi finalizado, também prevê um coronógrafo inovador, “milhares de vezes mais capaz do que qualquer coronógrafo espacial já construído”, segundo o comunicado, para bloquear fontes periféricas intrusivas de fótons que distorcem as imagens e para sombrear a luz do Sol. A NASA também quer que o HWO seja passível de manutenção, de modo que, em caso de falha ou algo como o impacto de um micrometeorito, a agência possa lançar missões de reparo para estender a vida útil do telescópio.
“Concessões como essas são um componente crítico do nosso programa incubador para futuras missões, que combina liderança governamental com inovação comercial para tornar rapidamente viável, no futuro, o que hoje é impossível”, afirmou Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA, no comunicado.
Quando sua construção estiver concluída, a NASA espera que o HWO se baseie no conhecimento científico e institucional adquirido em outras missões emblemáticas de telescópios espaciais, incluindo o Hubble, o James Webb e o futuro Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, cujo lançamento é esperado para ainda este ano.
Brazilian Space
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