Governo Apressa Projeto de Satélite Antiespionagem
Olá leitor!
Segue uma matéria postada hoje (04/09) no
site do jornal “O Estado de São Paulo” destacando que se apressa para viabilizar Projeto do Satélite SGDC.
Duda Falcão
POLÍTICA
Governo Apressa
Projeto de
Satélite Antiespionagem
Suspeita de
monitoramento de Dilma pelos EUA
Impulsiona construção,
orçada em US$ 660 mi
Lu Aiko Otta
O Estado de
S.Paulo
04 de setembro
de 2013 | 2h 03
BRASÍLIA - O governo espera iniciar em outubro a
construção do satélite geoestacionário brasileiro, um projeto orçado entre US$
600 milhões e US$ 660 milhões. A iniciativa, que já estava em andamento, ganhou
impulso após as denúncias de que as comunicações de dados do Brasil, inclusive
as da presidente da República, estariam sendo monitoradas pelos Estados Unidos.
Ele deverá entrar em órbita em 2016.
A presidente cogita até mesmo chamar de volta o
embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Mauro Vieira, caso o colega Barack
Obama não dê "explicações convincentes" nem se desculpe pela
espionagem da NSA.
Tanto o cancelamento da visita oficial aos EUA como
a retirada do embaixador representariam uma crise diplomática sem precedentes.
Dilma não tomou decisão final e ainda avalia a conveniência desses gestos.
Na tentativa de articular um protesto de peso, a
presidente levará o assunto à reunião do G-20 – grupo de países mais poderosos
do planeta –, que ocorrerá na quinta e na sexta-feira, em São Petersburgo, na Rússia.
Ela também montará uma estratégia contra a bisbilhotagem norte-americana no
próximo encontro dos Brics, fórum formado por Brasil, Rússia, Índia, China e
África do Sul.
Comércio - O tema foi discutido
nesta segunda-feira por Dilma em reunião com sete ministros, no Palácio do
Planalto. A portas fechadas, ela avaliou que o monitoramento norte-americano
deve ter objetivos comerciais. Uma das suspeitas envolvem até as reservas de
pré-sal, além dos lobbies da indústria armamentista. O governo avalia a possibilidade
de enviar missões a outros países para verificar como o problema do
monitoramento das comunicações vem sendo tratado.
"Se podem espionar uma presidenta da
República, imagine o que fazem com um cidadão e com uma empresa?",
perguntou Dilma, de acordo com dois participantes do encontro. Mais tarde, o
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, adotou o mesmo tom ao dizer que, se
confirmada, a denúncia de interceptação da correspondência eletrônica do
governo representa fatos "inadmissíveis" e "muito graves",
não condizendo com as relações de parceria entre Brasil e Estados Unidos.
"O que chama mais a atenção é que a violação
de sigilo atingiu a chefe do nosso governo", insistiu Cardozo. "Se
violação do sigilo atingiu a presidente, o que não dizer de cidadãos
brasileiros e de outras empresas?" A denúncia de que Dilma teria sido
espionada foi exibida domingo pelo programa Fantástico, da TV Globo.
Segundo a reportagem, a NSA monitorou e-mails,
telefonemas e até mensagens do telefone celular da presidente e de seus
principais assessores. Em julho, documentos em poder do ex-técnico da NSA
Edward Snowden mostraram que telefonemas e e-mails de cidadãos e empresas no
Brasil também foram rastreados.
"São fatos gravíssimos, que, se provados,
representam uma violação inaceitável da soberania do Brasil", argumentou o
ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado. "O tipo
de reação (do Brasil) dependerá da resposta que for dada (pelos EUA)."
O chanceler convocou ontem o embaixador dos Estados
Unidos no Brasil, Thomas Shannon, para uma conversa reservada. "O
embaixador Shannon se comprometeu a levar a posição do Brasil à Casa Branca.
Ele entendeu o que foi dito, até porque foi dito em termos muito claros",
comentou Figueiredo.
Para o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo,
os EUA estão fazendo "espionagem industrial e comercial". Para ele,
"esse aparato todo tem objetivo de trapacear nas negociações e levar
vantagem indevida nas tratativas comerciais e industriais. Não há necessidade
dessa arapongagem toda para saber que não existe, no Brasil, ameaça à segurança
americana".
A presidente Dilma embarcou ontem à noite para São
Petersburgo. Lá, ela terá a primeira oportunidade de falar com Obama – mas não
há nenhuma agenda bilateral prevista entre os dois presidentes.
Fonte: Site do
jornal O Estado de São Paulo - 04/09/2013
Comentário: Ou o autor dessa matéria pisou na bola ou o
orçamento obscuro desse projeto de satélite tem uma elasticidade (estica e
puxa, aumenta e diminui) jamais vista no Programa Espacial do país. E como eu
disse anteriormente e volto a insistir, tem algo de muito errado nesse projeto.
Entretanto, caso isso não exista o que não acredito, veja você leitor que o
satélite passou a ser supostamente prioridade somente após a denúncia de espionagem
feita pelo agente americano. Pergunto-lhe: Você realmente acredita nisso? Ora
faça-me uma garapa. É claro que o motivo é outro, e se traduz em uma simples
palavra: Eleições. Essa gente não presta, e já perceberam que precisam fazer
alguma coisa para se manterem no poder. Sendo assim, nada como tirar proveito dessa
situação que mexeu com a opinião pública brasileira.
Vale lembrar,
ResponderExcluirA Embraer é uma das principais empresas que tem financiado todas as campanhas do PT.