Satélites de Órbita Baixa: Previsões para 2010-2014

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (10/06) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski diretamente da ILA 2010 de Berlim (ALE), destacando que as previsões do "Teal Group" para o mercado de lançamentos de Satélites de Órbita Baixa (LEO) no período de 2010-2014.

Duda Falcão

Satélites de Órbita Baixa: Previsões para 2010-2014

10/06/2010

A Teal Group, uma das principais consultorias do mundo nas áreas aeroespacial e de defesa, divulgou durante a ILA 2010, feira que acontece esta semana em Berlim, na Alemanha, uma interessante previsão sobre o mercado para lançamentos de satélites de órbita baixa (LEO, sigla em inglês) para os próximos cinco anos (2010-2014).

O estudo indica que 416 satélites deverão ser colocados em órbita, num total de 184 lançamentos, o que representa um crescimento de 38% no número de cargas úteis, e de 17% nas missões de lançamento, em relação aos últimos cinco anos (2005-2009).

O crescimento se deve em grande parte a uma maior quantidade de pequenos satélites (pico ou nanossatélites, de massa inferior a 100 kg), e também em razão da renovação das constelações de comunicações moóeis, como a Globalstar, Iridium e Orbcomm.

Segundo a Teal group, o aumento no número de missões LEO deverá beneficiar principalmente os lançadores Soyuz, comercializado pela Arianespace, e o Falcon 1, da SpaceX, e em menor extensão, os foguetes russos Rockot (Eurockot) e Dnepr (ISC Kosmotras), e o indiano PSLV (Antrix/ISRO).

De certo modo, embora não exista consenso entre os especialistas, a previsão da consultoria demonstra haver mercado para foguetes de menor porte, justamente um dos nichos que a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA) têm considerado há alguns tempos. A idéia do governo, baseada, segundo dizem, em estudos mercadológicos, é fazer uma parceria com algum player estrangeiro, aproveitando tecnologias já desenvolvidas para o VLS-1, com um novo estágio superior.

Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

Comentário: Grande notícia que o companheiro Mileski nos trás hoje desta feira de Berlim, pois confirma o nicho de mercado identificado pela AEB/DCTA/IAE tanto para o VLS-1, como para o já comentado VLM-1. No entanto, o blog discorda frontalmente de que no caso de se necessitar de um foguete mais poderoso (com um novo estágio superior como citado na notícia) que se faça outro acordo que não seja com os russos. Não faz sentido nenhum essa idéia de trazer mais um player para esse setor, já que existe um acordo em andamento entre o Brasil e a Rússia que atende perfeitamente essa idéia e precisa ser urgentemente priorizado pelo governo para que o mesmo possa trazer mais rapidamente os resultados práticos que esperamos. Isso demonstra uma vez mais a falta de foco do programa e fica parecendo que se estar arquitetando nos bastidores mais uma decisão política irresponsável para favorecer os franceses que, juntos com os alemães, são os maiores acionistas da EADS e que, segundo se comenta, é a empresa favorita para essa parceria. A verdade é que essa possibilidade pode ser verdadeira, já que o namoro exagerado do presidente LULA com os franceses, antes mesmo de se levantar essa possibilidade com a EADS, já foi demonstrado quando o mesmo divulgou antecipadamente e publicamente a sua escolha pelo caça francês Rafale, em detrimento do caça americano e do Grippen NG sueco, escolhido pelos engenheiros e pela própria FAB como o mais adequado. O blog teme pelo que possa acontecer com esse crucial acordo Brasil/Rússia, assinado, ratificado pelos dois congressos, com projetos em andamento e jogado de escanteio pelo atual governo. A que ponto chega-se a irresponsabilidade política neste país. Lamentável!

Comentários

  1. Caro Duda Falcão,
    Realmente é uma notícia bastante interessante e que contribui para esclarecimentos das controvérsias existentes do nicho de mercado para satélites de pequeno porte.
    Abraços,
    Carlos A Kasemodel

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  2. Pois é Cel. Kasemodel,

    É como eu vejo esta importante notícia trazida a nós pelo competente jornalista André Mileski. Esse estudo do “Teal Group” comprova que o nicho de mercado identificado pelo DCTA/IAE e pela AEB realmente existe, e tanto o VLS-1 como o VLM-1 tem grandes chances de se tornarem protagonistas neste mercado. Mas tudo vai depender dos homens que tomam as decisões, e é ai que esta o meu temor.

    Forte abraço


    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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