Thales: Interesse no Mercado Brasileiro

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (13/06) no blog “Panorama Espacial” do companheiro jornalista André Mileski destacando os interesses do grupo francês Thales pelo mercado brasileiro.

Duda Falcão

Thales: Interesse no Mercado Brasileiro

13/06/2010

No início da noite de hoje (13), sobre as águas do Rio Sena, em Paris, o diretor-presidente do grupo francês Thales, Luc Vigneron e seus principais executivos receberam alguns poucos convidados da imprensa mundial para falar sobre o grupo e as expectativas para a tradicional feira de defesa Eurosatory 2010, que começa amanhã na capital francesa e vai até o final desta semana.

Em rápida conversa que teve com Tecnologia & Defesa, único veículo sul-americano presente no encontro, Vigneron afirmou que o Brasil tem oportunidades em praticamente todas as áreas de atuação da Thales, destacando os setores de defesa, segurança, satélites e transporte, apesar de não ter entrado em detalhes sobre cada uma delas. Ressaltou que o grupo deve tomar decisões no futuro relacionadas às oportunidades no País.

Especificamente na área de espaço, quando questionado sobre quais seriam os tópicos de interesse, afirmou que este existe tanto para missões governamentais como privadas. O blog acredita que em relação às missões governamentais, o interesse da Thales, por meio das joint-ventures que mantém com o grupo italiano Finmeccanica (Thales Alenia Space e Telespazio) recai em satélites de observação terrestre (do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, e Ministério da Defesa - Projeto Sentinela), e telecomunicações (Satélite Geoestacionário Brasileiro - SGB). De fato, os últimos meses têm sido relativamente bem ativos em relação ao projeto do SGB, especialmente nos bastidores.

Quanto aos interesses privados em espaço, de acordo com uma fonte, a Thales Alenia Space observa com atenção o futuro lançamento de concorrência para a construção do Star One C4, satélite geoestacionário de comunicações que deverá ser maior e mais potente que o Star One C3 contratado pela subsidiária da Embratel junto à norte-americana Orbital Sciences Corporation (OSC), em dezembro de 2009. Apesar da OSC ter conquistado o contrato do Star One C3, a fabricante norte-americana é especializada na construção de satélites geoestacionários da faixa de 2 a 3 toneladas, o que, em teoria, pode favorecer a Thales ou outro fabricante de cargas úteis de maior porte.

A Thales é um dos maiores grupos mundiais com atuação nas áreas aeroespacial, defesa, segurança e transporte, contando com mais de 50 mil funcionários em 50 países. No Brasil, a Thales já está presente há décadas (desde que se chamava CSF-Thomson), inclusive com atividade industrial (Omnisys) fornecendo equipamentos e sistemas para as três forças armadas, Polícia Federal, controle de tráfego aéreo, Programa Espacial Brasileiro (CBERS, centros de lançamento), entre outros. Para saber mais sobre os negócios e interesses do grupo francês, vejam o artigo "Thales foca o Brasil", de maio de 2008.

Fonte: Blog “Panorama Espacial“ - André Mileski

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