INPE: Calor e Enchentes Vão Aumentar em São Paulo

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (17/06) no site “Apollo11.com” destacando que segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) o calor e as enchentes irão aumentar na cidade de São Paulo até o final do século.

Duda Falcão


INPE: Calor e Enchentes Vão Aumentar

Em SP Até o Fim do Século


Editoria: Mudanças Climáticas

Quinta-Feira, 17 jun 2010 - 10h04


Um estudo divulgado recentemente pelo Instituto Nacional de Pesquisas espaciais (INPE) em conjunto com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Campinas (Unicamp), traz grandes preocupações para o futuro. A cidade de São Paulo que sofre com inúmeros alagamentos anualmente no período de chuva, irá enfrentar dias piores nas próximas décadas.



Segundo especialistas a temperatura na região metropolitana já está mais alta. No centro de São Paulo, por exemplo, as temperaturas estão em média 3 graus acima da média do que cem anos atrás. Essa variação que pode parecer pequena, já modificou completamente o clima da cidade.

E por que São Paulo está mais quente? A elevação da temperatura é resultado da própria urbanização e crescimento da metrópole. O asfalto, o concreto e a falta de vegetação transformam a cidade em uma ilha de calor, lugar propício para a formação das grandes nuvens de tempestades durante a época das chuvas.

Aos poucos a área de vegetação nativa vai sumindo dando lugar a prédios, casas e barracos, construídos muita vezes em terreno não apropriado. São famílias que moram em lugares próximos às margens dos rios que fatalmente serão atingidas pelas águas.

A área de mata fechada no extremo norte de São Paulo, na divisa com Mairiporã, já começa ser ocupada com casas no meio da encosta e até 2030 o verde desta área também tende a desaparecer. A mata ajuda a manter a umidade do ar e com a impermeabilização do solo a superfície fica mais quente, ressalta a pesquisadora Andrea Young, da Unicamp.



Na década de 30, a capital paulista teve nove dias de chuva intensa com volume acumulado acima de 50 milímetros. Entre os anos de 2000 e 2009 foram 40 dias de muita chuva. Janeiro de 2010 bateu recorde e foi um dos mais chuvosos na cidade de São Paulo com 30 dias de temporais e muitos alagamentos sem nenhuma trégua.

“São Paulo já modificou o clima dentro da cidade e no entorno de uma maneira muito mais expressiva do que o aquecimento global fez até agora”, destaca o pesquisador do INPE, Carlos Nobre.

De acordo com o estudo a cidade vai ficar entre 2°C a 4°C mais quente do que hoje até o fim do século e o número de dias com chuvas intensas poderá dobrar.

“Se o fenômeno da contínua urbanização da cidade não for disciplinado por meio de políticas públicas, no futuro, as pessoas vão morar em áreas de risco até maior que as de hoje”, completa Nobre. É necessário um modelo que mostre antecipadamente onde vão ocorrer alagamentos e deslizamentos de terra, segundo o pesquisador.

E as conseqüências não param por aí.

Áreas urbanizadas com grande concentração de poluentes podem provocar mais óbitos por doenças respiratórias e cardiovasculares, principalmente nos idosos. O número de dias e noite quentes será superior ao de dias e noites frias causando impacto na saúde da população.

Para o segundo semestre deste ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais prepara um mesmo relatório sobre a vulnerabilidade às mudanças do clima na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Legenda: As imagens mostram dois momentos da Av. Luiz Carlos Berrini, em São Paulo, uma das mais rápidas concentrações de prédios da cidade de São Paulo. Sua construção foi considerada bastante polêmica por estudiosos de planejamento urbano, causadora de um verdadeiro "desastre social", já que a chegada das grandes empresas teria expulsado dali a população de baixa renda que ali vivia. Acima, mapa mostra o uso e a ocupação do solo na cidade de São Paulo. A impermeabilização do solo cada vez maior, diminuindo a área verde na cidade aumenta a temperatura da superfície. São Paulo deve ficar entre 2°C a 4°C mais quente do que hoje até o fim do século, diz o estudo o INPE. Crédito: Wikipédia/Brooklin.com.br/Prefeitura de São Paulo.


Fonte: Site do www.apolo11.com

Comentário: Pois é leitor, tanto o governo, seus políticos e burrocratas e a sociedade brasileira precisam acordar para a extrema necessidade de se investir em tecnologia espacial neste país. O programa espacial tem de ser um programa de estado se quisermos nos preparar para o futuro difícil, principalmente na área climática que o planeta enfrentará nas próximas décadas, como demonstra essa matéria do site Apollo11.com. O Brasil não pode continuar patinando neste setor altamente necessário para nossa economia e principalmente para o bem estar de nossa sociedade. O governo precisa deixar o papo furado de lado e começar a agir, não medindo esforços, identificando os problemas, buscando soluções e resolvendo-as definitivamente. Chega de blá-blá-blá, o que precisamos é de ação.

Comentários

  1. É chegada a hora da sociedade exigir juntos com seus representantes na camara e senado, uma maior atenção pra o programa de lançadores do brasil, pois é mister a necessidade nas areas climaticas e de defesa, o tempo urge...acorda brasil!

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  2. Pois é Benito, só discordo de você quando diz que é chegada a hora, já que na realidade amigo, já passou da hora e nós temos de correr atrás do prejuízo percorrendo um caminho ainda mais difícil e queimando etapas o mais rapidamente possível. O grande problema Benito é que essa gente ainda não acordou para isso, o que dificulta ainda mais as coisas.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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