Meteorologia Passa a Integrar Objetivos da Missão

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (29/06) no jornal “Valor Econômico” destacando que a meteorologia passa integrar os objetivos da missão do projeto do Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB).

Duda Falcão

Meteorologia Passa a Integrar Objetivos da Missão

Valor Econômico

29/06/2010

O satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) começou a ser concebido em 2004, com a contratação da empresa Atech e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) para a elaboração do primeiro estudo de viabilidade técnica e econômica. A missão do SGB priorizava, então, as áreas de comunicações militares e de controle de tráfego aéreo.

Nessa época, a decisão de se fazer um satélite geoestacionário próprio foi motivada, principalmente, pelo compromisso assumido pelo Brasil de se adequar às recomendações feitas pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), para que os países se adaptassem ao novo sistema de navegação aérea via satélite.

O estudo, concluído em 2005, teve um custo de R$ 10 milhões e foi financiado pelo Fundo Setorial de Telecomunicações (Funttel), gerido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Antes de ser transferido para a Agência Espacial Brasileira (AEB), em 2007, o projeto do SGB estava subordinado aos Ministérios da Defesa e das Comunicações e era gerenciado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

"Houve uma mudança na missão do satélite, que agora vai priorizar o atendimento às demandas nas áreas de comunicações militares e estratégicas e também de meteorologia", explica o diretor da AEB, Thyrso Villela. A mudança, diz ele, ocorreu porque se concluiu que o projeto anterior sairia muito caro e seria difícil de efetivar.

"Nosso objetivo com o SGB hoje é simplificar e otimizar", diz Villela. "Para atender às áreas de navegação e controle de tráfego aéreo seriam necessários dois satélites. Além disso, existem problemas técnicos de propagação, que atrapalhariam o sinal do satélite, o que exigiria um investimento muito alto, tanto em equipamentos quanto em pesquisa".

Fonte: Jornal Valor Econômico - 29/06/2010

Comentário: O início dessa matéria descreve o primeiro capitulo dessa novela do SGB, demonstrando o descaso do governo com os recursos públicos e a falta de planejamento, já que até agora o mesmo não foi responsabilizado pelos gastos inúteis ocorridos com a contratação da Atech e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) para a elaboração do primeiro estudo de viabilidade técnica e econômica do projeto. Não sou um entendido neste tipo de processo, mas acredito que caberia uma investigação por parte do Ministério Público Federal para que os responsáveis sejam apontados e punidos como se deve esperar de uma nação que quer vigorar entre os grandes do planeta. Estamos em ano de eleição e o blog espera que os recursos que serão aplicados nos novos estudos divulgados pela matéria anterior, não venham se perder nas entranhas da incompetência, do descaso, de interesses políticos e de outros interesses não tão nobres, muito comuns no setor público brasileiro. É lamentável!

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