Pesquisadores Brasileiros no IPCC


Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada dia (25/06) no site da “Agência FAPESP” destacando que serão 25 pesquisadores brasileiros entre os 831 especialistas que vão redigir o quinto relatório de avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

Duda Falcão

Especiais


Brasileiros no IPCC


Por Fábio Reynol

25/06/2010


Entre os 831 especialistas que vão redigir

o quinto relatório de avaliação do Painel

Intergovernamental de Mudanças Climáticas,

25 são brasileiros (foto: Wikimedia)


Agência FAPESP - O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) divulgou, no dia 23 de junho, a lista de 831 especialistas que vão elaborar o seu quinto Relatório de Avaliação (AR5), que será publicado em 2014. Entre eles estão 25 brasileiros.

Os selecionados estão divididos em três grupos de trabalho (WGs, na sigla em inglês). O WG1 reúne estudos físicos e terá 258 integrantes. O WG2, com 302, avaliará impactos, vulnerabilidades e estratégias de adaptação relacionados às mudanças climáticas. O WG3 enfocará pesquisas sobre estratégias de resposta à mitigação em um cenário de risco e incerteza, com 271 profissionais convocados.

Segundo o IPCC, nesse quinto relatório haverá uma participação maior de especialistas vindos de países em desenvolvimento (30% do total) e também de mulheres (25%). No entanto, a maior prioridade foi dada a jovens pesquisadores que ainda não haviam participado do IPCC e somam 60% do total.

Entre esses está Chou Sin Chan, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec-Inpe), escolhida pela primeira vez para participar como autora de um relatório do IPCC.

“Eu me sinto muito honrada com a escolha”, disse à Agência FAPESP a pesquisadora que coordena o Projeto Temático “Estudos da previsibilidade de eventos meteorológicos extremos na Serra do Mar”, apoiado pela FAPESP.

Chou, que fará parte do WG1, acredita que sua seleção esteja relacionada ao trabalho de elaboração de modelos de cenários climáticos regionais. “Até agora, o IPCC vem utilizando modelos globais com resolução de 200 ou 300 quilômetros, que resultam em estudos de impacto mais grosseiros”, disse. Segundo ela, os modelos regionais permitem melhor qualidade de dados e de detalhes importantes com relação à topografia, vegetação e até ao recorte litorâneo.

Ao divulgar a lista de autores, o IPCC afirmou que procura construir uma ampla visão científica do clima. Por isso, os profissionais selecionados são oriundos de diferentes áreas do conhecimento, como meteorologia, física, oceanografia, estatística, engenharias, ecologia, ciências sociais e economia.

Essa multidisciplinaridade é positiva, segundo Ilana Elazari Klein Coaracy Wainer, livre-docente do Departamento de Oceanografia Física da Universidade de São Paulo (USP). Ela e Edmo José Dias Campos, professor titular da mesma unidade, participarão pela primeira vez como autores do relatório do IPCC no WG1.

“A escolha dos nossos nomes representa o reconhecimento do papel dos oceanos nas mudanças climáticas”, disse Ilana. Segundo ela, os oceanos estão deixando de ser considerados elementos passivos do clima para ser encarados como agentes importantes das mudanças climáticas.

Ilana frisou que entender o comportamento dos oceanos é fundamental para explicar vários eventos climáticos, como os furacões, por exemplo. “Nossa participação no IPCC também é um reconhecimento da qualidade da pesquisa brasileira em oceanografia física”, afirmou.

Com cerca de 3 mil inscrições de candidatos recebidas, 50% maior que a convocação para o relatório anterior (AR4), a equipe do quinto Relatório de Avaliação do clima é vista pelo IPCC como um sinal de prestígio da instituição.

A equipe que elaborou o AR4 também foi menor: 559 autores, selecionados entre cerca de 2 mil inscritos. “Este aumento reflete o grande reconhecimento do trabalho do IPCC dentro da comunidade científica”, disse Rajendra Kumar Pachauri, presidente do Painel.

Os brasileiros que participarão da redação do AR5 são:

WG1 - Bases Físicas:

José Marengo (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe)

Edmo Campos (Universidade de São Paulo – USP)

Ilana Wainer (USP)

Iracema Cavalcanti (Inpe)

Paulo Artaxo (USP)

Chou Sin Chan (Inpe)


WG2 - Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade:

Carlos Nobre (Inpe)

Carolina Dubeux (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ)

Fabio Scarano (Conservação Internacional)

Jean Ometto (Inpe)

Marcos Buckeridge (USP)

Maria Assunção Silva Dias (USP)

Ulisses Confalonieri (Fundação Instituto Oswaldo Cruz – Fiocruz)


WG3 - Mitigação das Mudanças Climáticas:

Luiz Pinguelli Rosa (UFRJ)

Marcos Gomes (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-RJ)

Mercedes Maria da Cunha Bustamante (Universidade de Brasília – UnB)

Emílio La Rovere (UFRJ)

Haroldo de Oliveira Machado Filho (Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT)

Marcio de Almeida D’Agosto (UFRJ)

Maria Silvia Muylaert de Araújo (UFRJ)

Oswaldo dos Santos Lucon (USP)

Roberto Schaeffer (UFRJ)

Ronaldo Seroa da Motta (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea)

Suzana Kahn Ribeiro (UFRJ)

Thelma Krug (Inpe)


A lista completa dos autores do AR5 e mais informações sobre o relatório e o IPCC estão em: www.ipcc.ch


Fonte: Site da Agência FAPESP

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Top 5 - Principais Satélites Brasileiros

Da Sala de Aula para o Espaço

Janeiro de 2015 Registra Recorde de Focos de Queimadas Detectados Por Satélite