Digicon Acerta Venda de Peças para Aviões e Satélites

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (07/01) no site “www.defesanet.com.br“ destacando que a empresa gaucha DIGICON de Gravataí, acertou contrato de fornecimento de peças para aviões militares e satélites com a empresa Aeroeletrônica com sede em Porto Alegre, mas que foi adquirida anos atrás pela empresa israelense Elbit Systems.

Duda Falcão

Tecnologia

DIGICON Acerta Fornecimento de Peças
para Aviões Militares e Satélites

DefesaNet
07 janeiro 2011

A Digicon, empresa de soluções tecnológicas com sede em Gravataí (RS), acertou com a Aeroeletrônica contrato para o fornecimento de peças para aviões militares e satélites. Serão produzidas peças mecânicas para o sistema aviônico (a parte eletrônica do controle do avião) e para módulos de suprimento de energia para satélites. A Aeroeletrônica, que possui unidade em Porto Alegre, é uma das líderes mundiais no segmento de defesa e tecnologia militar.

O acordo faz parte da estratégia da Digicon de diversificar sua atuação no mercado aeronáutico. “Trabalhar para esta indústria é complexo, requer controles e documentações não muito comuns. Queremos aproveitar nossa expertise para crescer”, afirma Luiz Duarte, gerente do departamento de Componentes Aeronáuticos (DCA).

Conforme a Aeroeletrônica, a Digicon foi escolhida por ser uma empresa com ampla experiência na área fabril aeronáutica, que requer grandes cuidados com a qualidade, repetibilidade e documentação de processos, além de estar próxima da fábrica da empresa em Gravataí (RS).

A Digicon fornece desde 2001 peças para sistemas de ar condicionado para aeronaves produzidas pela empresa americana Hamilton Sundstrand, do grupo UTC - o mesmo controlador da Springer Carrier e Otis Elevadores. O fornecimento atual está em cerca de 30 mil peças/ano. O faturamento nos últimos 3 anos do negócio foi de US$ 9 milhões. Atualmente, muitos modelos de aviões da Boeing, Airbus e Embraer possuem componentes Digicon, incluindo o gigante Airbus A380 e o inovador Boeing 787.

DefesaNet

A companhia Digicon tem se voltado para a área de automação bancária nos últimos anos. Na década de 80 era líder no desenvolvimento de sistemas avançados, como o de plataformas inerciais.

Também participou no Programa F-X1 como uma empresa que participaria das contrapartidas comerciais.



Comentário: Já vi um romance muito parecido com esse iniciar-se assim anos atrás, mas que não acabou nada bem para certa nação tupiniquim sul-americana.

Comentários

  1. Olá Duda,

    A notícia está fora do tema mas acho que é de interesse para divulgar as intricadas relações internacionais no Programa espacial:
    fonte:
    http://213.251.145.96/cable/2005/03/05BRASILIA715.html

    "¶9. (SBU) Amorim also said that the GOB is close to being ready to engage with the USG on revision of the 2000 bilateral Technology Safeguards Agreement for participation of U.S. firms in commercial space launches at the Alcantara facility in northern Brazil. Amorim noted two specific issues -- language referring to safeguard agreements of other countries working at Alcantara and USG requirements on prohibiting launches by states accused of supporting terrorism - as areas where the GOB and USG may need to find new common language for the text.
    "
    Abraços,

    José Gustavo

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  2. Olá José Augusto,

    Essa negociação para a assinatura de um novo acordo de Salvaguardas para que empresas americanas possam usar a Base de Alcântara em seus lançamentos de satélites e não de uma revisão como cita o texto (o acordo anterior não foi aprovado pelo Congresso Brasileiro) já vem sendo realizada há algum tempo nos bastidores. Não sou contra esse acordo, desde que o mesmo seja elaborado de forma que não venha agridir a soberania brasileira como o antigo fazia. Isso vale para os americanos, como também para qualquer outra nação.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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