Campus Party Vira Campo para Busca de Talentos

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (23/11) no site do jornal “O Estado de São Paulo” destacando que a “Campus Party” virou campo para busca de talentos.

Duda Falcão

Campus Party Vira Campo para
Busca de Talentos

Tatiana de Mello Dias e
Carla Peralva
O Estado de São Paulo
23 de janeiro de 2011 - 0h00

Felipe Rau/AE
Filme de festa. Participantes desmontam
acampamento: evento reuniu 6,8 mil 'campuseiros'
 
A idéia da Campus Party é reunir gente de diferentes áreas - mas com comum interesse por tecnologia e cultura digital - e criar um ambiente criativo de interação. As oficinas diversificadas, a programação extensa, as palestras internacionais e o público cativo ajudam. Três quedas de energia, conexão de 10 Gigabits por segundo instável, filas de oito horas e goteiras, não.

A quarta edição do evento, considerado o maior na área de tecnologia do Brasil, foi marcada por problemas de infraestrutura e de organização. Mario Teza, organizador que assumiu o cargo este ano, reagiu rápido aos problemas dos primeiros dias - que deixaram os campuseiros, como são chamados os 6.800 visitantes pagantes que têm acesso à Arena de atividades, no escuro e desconectados por mais de três horas no total. Mais dez geradores foram comprados e instalados às pressas de terça para quarta-feira, em uma tentativa de enfrentar os efeitos das chuvas de verão paulistanas.

Mas os problemas - e eles não foram poucos - não afastaram a legião de nerds que se reúne para fazer downloads, ouvir palestras e trocar experiências. E essa concentração de jovens ligados nas novidades tecnológicas e com vontade de criar novos projetos não passou despercebida pelas empresas.

O palco principal foi usado para recrutar estagiários para o Centro de Vôos Espaciais Goddard, da NASA (agência espacial americana), coordenado por Mike Comberiate. O engenheiro americano pedia para que jovens que entendessem de robótica ou de desenvolvimento de software e que estivessem interessados em aprimorar um robô espacial explorador o procurassem ao fim da palestra para que ele anotasse seus nomes e contatos.

Marcos Pontes, o astronauta brasileiro, também deu uma palestra e aproveitou o espaço para angariar possíveis candidatos para trabalhar na Agência Especial Brasileira (AEB). "Temos pessoas formidáveis aqui", disse. E não era necessário falar no microfone central para procurar por novos talentos. Representantes de diversas empresas - iniciantes ou já consolidadas no mercado - se organizavam nas bancadas e lá ficavam esperando contato de campuseiros ou coordenando as muitas ações de marketing que aconteciam a todo o momento no Centro de Exposições Imigrantes.

Jogos - O projetista de games Maurício Gomes, 23 anos, participou de todas as edições brasileiras do evento. Em 2009, apresentou um de seus jogos na área chamada de Campuseiros Apresentam e se destacou. Um organizador viu sua palestra, gostou e o convidou para ser palestrante na área de games na Campus Party seguinte. Este ano, Maurício expandiu sua atuação: além de falar para os gamers, ensinou os programadores a usar o software Lua.

Mas queria mais. Esperava que seu recém-criado jogo fosse testado pelos campuseiros. "Ano passado eu não consegui chamar a atenção com o game que criei, por isso, este ano, decidi criar o fliperama." Deu certo. Era impossível passar por ele e não parar para pelo menos olhar a máquina. "Esse é o primeiro jogo que eu crio que chama a atenção de repórteres. E muita gente vem falar comigo para me oferecer parceria. Conversei com um cara que trabalha com áudio, e quem sabe ele pode me ajudar a criar as trilhas sonoras dos games", disse, dando um bom exemplo do ambiente colaborativo criado pela Campus Party.

DESTAQUES

Empreendedorismo

Jon "Maddog" Hall, diretor da Linux, um dos palestrantes da Campus Party, defendeu no evento a idéia do empreendedorismo digital. Ele disse apostar na criação de "bolhas" de Wi-Fi como forma de aumentar o acesso à internet e facilitar a criação de empresas e empregos ligados à alta tecnologia.

Inovação

Outro palestrante do evento, Ben Hammersley, editor da revista Wired, defendeu que, para sobreviver, as empresas têm de investir 100% em inovação. Afirmou também que pessoas talentosas e inovadoras têm fugido do trabalho nas grandes corporações, buscando mais liberdade nas empresas menores.

Colaboração

Kul Wadhwa, diretor-gerente da enciclopédia virtual Wikipédia, disse que uma das prioridades do grupo é a expansão nos países emergentes, sendo o Brasil uma das prioridades. Disse ter negociado com a UFRJ para que professores e alunos começassem a postar material em português no site.


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo - 23/01/2011

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