Mercadante Admite Reavaliar Acordo com os Ucranianos

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada dia (11/01) pelo site do jornal “O VALE” destacando que é durante a visita do ministro Aloizio Mercadante ao INPE ontem, o mesmo admitiu a possibilidade de reavaliar o acordo espacial com a Ucrânia.

Duda Falcão

Mercadante Admite Reavaliar
Parceria Entre Brasil e Ucrânia

Eduardo Carvalho
Filipe Manoukian
São José dos Campos
11 de janeiro de 2011 - 06:18

O novo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse ontem, em visita a São José dos Campos, que vai reavaliar a parceria firmada pelo Brasil com o governo da Ucrânia para o lançamento de foguetes na base de Alcântara (MA).

Alvo de críticas da comunidade científica, o programa existe desde 2006, mas até hoje não levou nenhum veículo ao espaço. “Vamos analisar \[isso\] com racionalidade”, afirmou o novo ministro.

“Mas, eu peço um tempo para vocês, porque só podemos definir essa estratégia depois que a nova equipe assumir, depois que a gente tiver um desenho bem claro do que está em andamento. Aí poderemos fazer uma avaliação de prioridades.”

As declarações foram dadas durante visita o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), na primeira agenda oficial do ex-senador após assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Parceria - A parceria entre Brasil e Ucrânia nasceu com fins exclusivamente comerciais. A proposta era criar um centro de lançamento de satélites para prestar serviços a empresas da área de telecomunicações.

O acordo foi materializado com a criação da ACS (Alcântara Cyclone Space), empresa binacional encarregada do projeto.

Pelo acordo, cabe ao Brasil ceder o espaço e infraestrutura e à Ucrânia, desenvolver os veículos lançadores de satélites --o investimento de cada país seria de US$ 457 milhões (R$ 841,6 milhões).

Os primeiros foguetes deveriam ter sido lançados em 2010, mas disputas por terras em Alcântara atrasaram o cronograma do projeto em 14 meses. A nova previsão é que os lançamentos ocorram a em 2012.

Paralelamente à parceria com a Ucrânia, o Brasil mantém o programa VLS (Veículo Lançador de Satélites), em desenvolvimento há três décadas, que também não surtiu resultados.

“É fato: não temos dinheiro para os dois programas”, afirmou o engenheiro do INPE, Otávio Durão. “Além disso, o lançador que eles propõem não atende mais ao mercado.”


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 11/01/2011

Comentário: Caso não seja jogo de cena do ministro Aloizio Mercadante, esta é uma grande notícia para o Programa Espacial Brasileiro. O pesquisador Otávio Durão está coberto de razão quando diz que o Cyclone-4 não atende mais ao mercado e acrescentamos também que o mesmo é altamente tóxico (fugindo do que é politicamente correto atualmente) entre outros problemas já citado aqui no blog.

Comentários

  1. Não entendi por que "o lançador que eles propõem não atende mais ao mercado.” Já que foi gasto tanto tempo e dinheiro voltar a trás talvez seja a pior decisão.

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  2. Olá Claudio!

    Na realidadade, essa informação é conhecida deste o inicio da implementação desse acordo. O projeto do Cyclone-4 nunca atenderia a faixa de mercado que se propoem atender, ou seja, de satélites geoetácionários (meteorológicos e de telecomunicações) Acontece que esse acordo vinha sendo elaborado pelo incompetente Roberto Amaral à época que o mesmo era ainda o Ministro da Ciência e Tecnologia. Com a saída dele do MCT após diversos problemas criados pelo mesmo, o PT precisava encontrar um cargo para este senhor, já que o mesmo era um dos homens fortes do PSB, partido que compoem a base governista no Congresso. Em outras palavras, foi um decisão extritamente política, quando a decisão correta seria aceitar o acordo proposto pelos russos, que tinha os militares da Aeronáutica a frente. Além disso, o acordo tem diversos problemas, ou seja, não tem nenhuma vantagem tecnologica para o Brasil, a tecnologia empregada é ultrapassada e altamente tóxica, a empresa é um mastodonte estatal em ambas as extremidades (quando deveria ser uma empresa de capital misto sob a direção de executivos especializados) e para completar, é dirigido por um incopetente como o senhor Roberto Amaral. Um verdadeiro desastre anunciado que terá como o grande prejudicado o povo brasileiro.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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