CEA Apresenta Plano Nacional de Astronomia ao MCT

Olá leitor!

Segue abaixo um artigo escrito pelo astrônomo Albert Bruch, diretor do Laboratório Nacional de Astrofísica - LNA, e publicado no informativo “LNA em Dia” de 10/12/2010, destacando que no dia 02/12 foi entregue ao então ministro Sérgio Rezende pela “Comissão Especial de Astronomia – CEA” a proposta para o “Plano Nacional de Astronomia – PNA”.

Duda Falcão

Apresentação da Proposta para o
Plano Nacional de Astronomia
ao Ministro Sergio Rezende

Albert Bruch (*)

A Comissão Especial de Astronomia – CEA, representada pelo seu relator, o Presidente da Sociedade Astronômica Brasileira, Eduardo Janot Pacheco, e o Diretor do LNA, Albert Bruch, em cerimônia no Ministério da Ciência e Tecnologia no dia 2 de dezembro, entregou a proposta para o Plano Nacional de Astronomia – PNA ao Ministro Sergio Machado Rezende. O Ministro recebeu bem o documento e prometeu avalizá-lo para decidir sobre a implementação da proposta.

Considera-se o processo participativo da elaboração do PNA um ato histórico para a astronomia brasileira com o resultado da comunidade cientifica e os decisórios políticos pela primeira vez terem em mãos um documento que norteará a política do desenvolvimento da área na próxima década e que abra a perspectiva do planejamento estratégico para a astronomia se tornar um processo continuo dentro do contexto de uma Política de Estado.

O Brasil atua em numerosas subáreas da astronomia, participando das linhas de pesquisa mais exploradas no mundo e também ocupando nichos específicos com menor expressão internacional, mas não por isso menos importantes. Partindo de um quadro geral da astronomia brasileira no contexto mundial, essa proposta para o PNA tem o propósito de delinear as linhas gerais para um bem sucedido e ótimo desenvolvimento futuro.

O documento e fruto de um trabalho feito com base num levantamento das necessidades de todas as áreas, não apenas cientificas, mas considerando também aspectos correlacionados como formação de recursos humanos, ensino de astronomia nas escolas, divulgação publica, ramificações da astronomia para o setor tecnológico, etc.

Ele foi realizado com a ajuda de numerosas subcomissões e com a participação de um grande numero de especialistas das diversas subáreas da astronomia brasileira e de disciplinas afins. Na base de um mapeamento conciso da situação da astronomia no Brasil, dos sucessos conquistados no passado e dos problemas ainda existentes, o PNA delineia as necessidades e oportunidades para seu desenvolvimento ideal nos próximos anos e formula recomendações referente à política futura da área e da implementação de medidas necessárias para o continuado desenvolvimento rumo a uma comunidade que tenha cada vez mais peso e influencia na astronomia mundial do século XXI.

Com o intuito de fornecer uma referencia no que tange a política para o desenvolvimento futuro da astronomia no Brasil como área especifica da ciência no contexto de uma política governamental e de Estado para o desenvolvimento cientifico e tecnológico do pais, o PNA propõe estratégias e medidas de cunho geral e, em grande parte, consensuais na comunidade astronômica nacional, para consolidar a pesquisa, o ensino, a divulgação e o desenvolvimento tecnológico para a astronomia em médio e longo prazos.

A versão final da proposta para o PNA encontra-se nos sites da CEA e do LNA nos endereços http://www.sab-astro.org.br/cea/Welcome.html e http://www.lna.br/PNA-FINAL.pdf

Figura 1: O Presidente da Sociedade Astronômica Brasileira,
Eduardo Janot Pacheco, e o Diretor do LNA, Albert Bruch,
apresentam a proposta para o Plano Nacional de
Astronomia ao Ministro de Estado da Ciência
e Tecnologia, Sergio Machado Rezende

* Albert Bruch é Diretor do LNA


Fonte: Informativo “LNA em Dia” do LNA - num. 16 - págs. 01, e 02 - 10/12/2010

Comentário: Pois é leitor, como você pode notar, a “Comunidade Astronômica Brasileira” apesar de pequena para o tamanho de nosso país, continua forte e coesa na busca constante de ampliar seus horizontes. Diferentemente do que aconteceu nos últimos 10 anos com o nosso desorientado Programa Espacial, que perdeu uma grande oportunidade de aproveitar o avanço alcançado pela astronomia do país, a Astronomia brasileira alcançou um patamar internacional de muito respeito, não só na área científica como também tecnológica. Esses resultados alcançados foram muito devido à luta coesa dessa classe de pesquisadores que unida cobrou do governo uma solução que surtiu efeito. Agora, eles partem na busca de maiores horizontes com essa proposta apresentada ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) que sugiro ao senhor Mercadante que busque caminhos para sua implementação. Já com o no nosso PEB, só agora as instituições ligadas ao mesmo buscam juntas sensibilizar o Governo e o Congresso Nacional para a extrema necessidade de se investir em tecnologia espacial neste país. Luta esta que durante anos foi realizada de forma desordenada e individual que como percebe-se não obteve nenhum resultado e gerou o grande atraso que temos de conviver após 50 anos de programa. Felizmente agora um movimento aparentemente forte coordenado por instituições de representação política, instituições ligadas à indústria do setor, o Comando da Aeronáutica e suas instituições científicas e instituições ligadas aos pesquisadores estão conjuntamente trabalhando para mudar essa situação inadmissível de nosso Programa Espacial. Dará resultado? Esperamos que sim, mas até lá haverá ainda muita água para rolar debaixo desta ponte e não há mais tempo a perder.

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