Projeto do INPE é Finalista do Prêmio GreenBest

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada hoje (25/01) no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que o projeto de monitoramento por satélites de florestas do INPE é finalista do “Prêmio GreenBest”.

Duda Falcão

Monitoramento de Florestas do INPE
é Finalista do Prêmio GreenBest

25/01/2011

O projeto que leva a países africanos a tecnologia para o monitoramento por satélites de florestas tornou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) finalista do prêmio GreenBest, na categoria Iniciativas Governamentais.

O GreenBest é o primeiro prêmio de consumo e iniciativas sustentáveis de abrangência nacional que elege as melhores iniciativas, atuações, projetos e produtos ligados à prática da sustentabilidade. No total serão premiadas 16 categorias, como personalidade, ONGs, materiais inovadores, entre outras.

Cada categoria terá dois vencedores, um escolhido por júri de especialistas e o outro pelo público. A votação popular é feita pelo site do GreenBest: http://greenbest.greenvana.com/top10/governo/

Capacitação

Ao ajudar os países interessados em avançar na vigilância de suas próprias florestas, o INPE coloca o Brasil na liderança de iniciativas internacionais para o combate ao desmatamento em todo o mundo.

O INPE tem realizado cursos para a capacitação técnica necessária ao monitoramento para REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento, como resultado do acordo de cooperação com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Iniciativas como REDD serão implantadas com sucesso se os países puderem medir e comprovar a veracidade de suas informações sobre florestas. Neste sentido, o INPE inaugurou no ano passado, em Belém, um verdadeiro centro internacional de difusão de tecnologia de monitoramento por satélite de florestas tropicais, para ensinar técnicos estrangeiros a utilizar o TerraAmazon, sistema desenvolvido pelo Instituto para seus programas de monitoramento, como PRODES e DETER.

Amazônia

O INPE mantém em operação três sistemas para o monitoramento da Amazônia, que atuam de forma independente, porém complementares. O Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (PRODES), criado pelo INPE em 1988, é um sistema reconhecido internacionalmente por sua excelência e pioneirismo.

O PRODES é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir 4 milhões de km2 todos os anos. Seu resultado revela a taxa anual do desmatamento por corte raso, quando todo o conjunto de árvores de floresta é retirado.

Desde 2004, o INPE também opera o sistema DETER - Detecção de Desmatamento em Tempo Real. Menos detalhado do que o PRODES - por utilizar sensores que cobrem a Amazônia com maior freqüência, porém com imagens de menor resolução espacial -, o DETER é mais abrangente e inclui tanto o corte raso quanto as ocorrências de degradação florestal. Em 2008, o aumento da degradação indicado pelo DETER motivou a criação do terceiro sistema, denominado DEGRAD.

Também é importante destacar que, além dos sistemas operacionais PRODES, DETER e DEGRAD, o INPE desenvolveu o DETEX, que verifica como está sendo feita a exploração seletiva da madeira para informação do Serviço Florestal Brasileiro. Assim, pode-se realizar o controle e acompanhamento nas áreas de concessão florestal, verificando se a extração de madeira está ocorrendo no local, na intensidade e nos períodos estabelecidos no Plano de Manejo Sustentável orientado pelo Serviço Florestal. Com o DETEX, também é possível detectar atividades madeireiras ilegais.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Comentário: A competência que faltou na administração do senhor Carlos Ganem junto a nossa desorientada agência espacial sobra (apesar das grandes dificuldades) na administração do senhor Gilberto Câmara junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Assim sendo, não é por acaso a indicação desse projeto do instituto para ser um dos finalistas do “Prêmio GreenBest”. Parabenizamos ao INPE e ao seu diretor, por mais esse reconhecimento internacional pelo trabalho que vem desenvolvendo nessa área e ficamos na torcida pela conquista do prêmio e ao mesmo tempo na torcida que a nossa agência espacial possa a partir de agora com a presença do pesquisador "Marco Antônio Raupp" na sua presidência se organizar melhor e finalmente atingir os objetivos para os quais a mesma foi criada.

Comentários

  1. Carlos Ganem é sinônimo de COMPETÊNCIA, qualidade que ficou evidente à frente do Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica e, agora, no comando da Agência Espacial Brasileira, onde não mediu tempo nem esforço ao dedicar-se, inteiramente, às questões complicadas que evolvem a AEB.
    Carlos Ganem tem postura, determinação, caráter, inteligência, cultura e dinamismo, qualidades que incomodam e tendem a levar pessoas com pouca informação a tecerem afirmações que não coadunam com a realidade do seu trabalho á frente desta Agência.

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  2. Olá Dona Ana!

    Em primeiro lugar gostaria de agradecer por externar sua opinião no blog e sinta-se a vontade para fazê-lo quando assim o desejar. Realmente não tenho como avaliar o desempenho do senhor Carlos Ganem junto ao Prêmio FINEP, já que não acompanhei sua passagem por este cargo. No entanto, não há como negar o fraco desempenho dele a frente da AEB e os resultados estão ai para serem observados. Até concordo (apesar de não conhecê-lo pessoalmente) que o mesmo possa ter qualidades como postura, determinação, caráter, inteligência e cultura, mais faltou-lhe dinamismo e força política para transformar o "Programa Espacial Brasileiro", além de ter tomado algumas decisões polêmicas e ter apoiado essa vergonha chamada ACS. Respeito sua opinião senhora Ana e no blog "BRAZILIAN SPACE" a senhora terá sempre espaço para externá-la com liberdade, apesar de que nem sempre haveremos de concordar com a mesma.

    Atenciosamente,

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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