Nova TMI em Fase de Construção


Olá leitor!

Segue abaixo uma reportagem publicada na revista “Espaço Brasileiro” (Out., Nov. e Dez. de 2009) destacando as obras em curso da Torre Móvel de Integração (TMI).

Duda Falcão

Nova TMI em Fase de Construção

Após a conclusão das obras da Torre Móvel de Integração,
que deverá ser uma das plataformas
mais modernas do mundo, terá início o período de testes

Um sistema com soluções modernas de engenharia e inovação tecnológica começa a ganhar forma na nova Torre Móvel de Integração (TMI) do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no estado do Maranhão. Segundo o engenheiro Valderci Giacomelli, presidente da Comissão de Fiscalização da obra, a nova TMI, projetada para o Veículo Lançador de Satélites (VLS), possuirá diferenciais como o moderno sistema de controle, que propiciará a sua operação de forma remota, em 90% das atividades. O consórcio Jaraguá/Lavitta é o responsável pela obra, orçada em R$ 44,1 milhões. A previsão é que a Torre, que deverá ser uma das plataformas mais modernas do mundo, para veículos espaciais do porte do VLS - foguete capaz de lançar satélites de até 380 quilogramas - seja concluída em dezembro de 2010.

Conforme o chefe da Coordenadoria de Projetos Especiais do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e coor­denador da reconstrução do Sistema Plataforma de Lançamento do VLS, te­nente-coronel aviador Renato Yassuo Tamashiro, o projeto da TMI prevê a construção de uma torre e de um túnel de escape – uma saída de emer­gência – totalmente isolado e com ar pressurizado para evitar a entrada de gases. “Isso propicia uma fuga rápida das pessoas para um local seguro e afastado da zona de risco, em caso de acidentes”, comenta.

Vista Aérea do CLA

A estrutura da TMI tem 12 metros de comprimento, 10 metros de largura e 34 metros de altura – o que correspon­de a um prédio de 10 andares. A torre móvel foi projetada para realizar os pro­cedimentos de integração não apenas do VLS, mas também de seu sucessor, com estágio superior que utilizará propulsor à base de propelente líquido. Conta ainda com a preparação, na torre de umbilicais e na infraestrutura civil, de um sistema de carregamento de pro­pelente líquido. Também fazem parte do sistema a mesa de lançamento, a torre de umbilicais, além dos subsistemas de climatização e ar comprimido, elétricos, de controle, de proteção contra descargas atmosféricas, e de detecção e combate a incêndios.

O projeto em questão foi discutido e analisado, desde sua concepção (es­pecificações técnicas e projeto básico), por equipes técnicas do IAE e do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) constituídas pelos responsáveis pelas integrações de veículos espaciais.

Obra - A construção teve início em fevereiro de 2009. “Com o término dos trabalhos de construção e montagem, começarão os testes funcionais da plataforma, com a utilização de um mock-up do VLS-1”, diz o tenente-coronel Tamashiro. O mock-up é uma maquete em escala real, com as mesmas dimensões e massas da versão do voo, que possibilita a realização de todas as etapas de inte­gração mecânica do veículo lançador, além do treinamento dos recursos humanos e a simulação da cronologia de lançamento.

O projeto está de acordo com o cro­nograma previsto. As obras civis, primeira etapa após o detalhamento dos projetos executivos estão 70% concluídas. Em janeiro, começaram a chegar as primeiras carretas contendo a estrutura metálica que pesa 360 toneladas aproximada­mente, sendo já iniciada a fase de montagem por equipes especializa­das em campo.

Com o projeto já concluído e detalhado, equipes em campo, quase todas peças fabricadas e painéis elétricos sendo montados em fábrica, o atraso só aconteceria caso as condições climáticas ou algum fator de força maior impeçam a continua­ção das obras em campo.

O coordenador da reconstrução da plataforma do VLS acrescenta que para a primeira utilização da TMI serão necessários cerca de seis meses para a formação, capacitação e treinamento das equipes. O IAE, por meio da comissão de fiscalização da obra, tem acompanhado todas as fases do projeto, com engenheiros e técnicos que serão usuários e ope­radores do Sistema Plataforma de Lançamento do VLS.

Obras da TMI


Fonte: Revista Espaço Brasileiro - núm 07 - Ano 2 - Out., Nov. e Dez. de 2009 - Págs. 12 e 13

Comentário: Mais uma matéria sobre essa importante obra para o programa do VLS. Interessante notar leitor que segundo esta matéria a altura da plataforma será maior (34 metros) do que anteriormente divulgada pela mídia (30 metros). Isto pode significar de que o que foi abordado por matérias do jornal “O Estado do Maranhão” de que a plataforma seria usada não só por outras versões do VLS, como também poderia ser usada por foguetes de outros países tem seu fundo de verdade. Com essa altura de 34 metros e com os acordos atualmente em curso ou em negociação, não será nada estranho esperar que num futuro próximo essa plataforma possa está sendo usada por russos, indianos e até mesmo pelos israelenses, já que a posição estratégia do CLA é a melhor do planeta para lançamentos. Vamos aguardar.

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