IBAMA Debate Impactos Ambientais do Cyclone-4


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (22/01) no jornal “O Estado do Maranhão” destacando a audiência pública realizada ontem em São Luís (MA) pelo IBAMA para debater a instalação do Complexo de Lançamento do foguete Cyclone-4 em Alcântara.

Duda Falcão

Cyclone IV: Impactos Ambientais Debatidos

Em audiência pública realizada ontem, foram mostrados os estudos decorrentes da
instalação da empresa binacional Alcântara Cyclone Space, na cidade de Alcântara

O Estado do Maranhão
22/01/2010


De Jesus
Eugênio Costa, do Ibama, explica detalhes do estudo EIA/RIMA

Os resultados do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) acerca da instalação do complexo terrestre Cyclone IV da empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), no município de Alcântara, foram apresentados ontem em uma audiência pública realizada na sala Terezinha Jansen, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, no Cohafuma. Além de representantes do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais e Renováveis (Ibama), gestores da empresa interessada, procuradores da república e promotores de Justiça e de duas comunidades afetadas pelo empreendimento participaram das discussões.

MAIS

O estudo apresentado ontem
levou dois anos para ser concluído
e contou com a participação
de mais de 60 técnicos
especializados.

A audiência pública foi dividida em quatro etapas. A primeira se concentrou na apresentação do projeto, que prevê a construção de áreas para montagem do veículo lançador (foguete) e do satélite para o lançamento, bem como de áreas auxiliares para estocagem de propelentes e para o controle do lançamento. As outras três etapas subseqüentes detalharam o estudo ambiental realizado nos últimos dois anos, abordando impactos positivos e negativos para toda região afetada.

Para o vice-diretor de Suprimentos e Qualidade da Alcântara Cyclone Space, Reinaldo Melo, a audiência pública foi um momento importante para a sociedade participar ativamente do futuro de Alcântara. "O evento representou também um ato final para que o Ibama pudesse fazer as análises, com a contribuição da comunidade, para que haja a concessão da licença prévia", disse.

Ele destacou que uma vez discutido o projeto e encontradas soluções para os problemas detectados, é iniciado o processo de licitação para as obras. "Vale ressaltar que para começarmos a pré-qualificação das empresas e a licitação das obras, é necessário que
seja expedido pelo Ibama a licença prévia", destacou.

Para os problemas detectados, Reinaldo Melo disse que há um total de 26 planos básicos ambientais para diminuição ou controle de impactos. Ele revelou que a empresa pretende abrir edital para dar início à concorrência pública ainda este ano. "Se tudo ocorrer bem, da forma como prevemos, pensamos em terminar a licitação e assinar o contrato no mês de junho. Daí são mais 18 meses para execução da obra. Então, no final de 2011 estaria pronto, levando-se em consideração que tivemos um atraso de mais ou menos dois anos por causa dos problemas. A nossa proposta era lançar em 2010", completou.

O coordenador de licenciamento e transportes do Ibama, Eugênio Pio Costa, que presidiu a audiência pública, explicou que o EIA e o Rima ainda serão analisado detalhadamente pelos técnicos do órgão, para que seja avaliada a possibilidade de licença prévia da área.


Fonte: Jornal O Estado do Maranhão - 22/01/2010

Comentário: Pois é leitor, baseado no que foi dito por essa matéria do jornal "O Estado do Maranhão", dificilmente o Cyclone-4 será lançado no final de 2011 como o blog havia previsto anteriormente, já que após a finalização da construção do complexo de lançamento do foguete, haverá a necessidade natural de se fazer testes dos equipamentos instalados, portanto o primeiro vôo teste deste foguete (se realmente acontecer) será por volta de 2012. Isso poderá gerar devido à demora um descontentamento dos japoneses que estão construindo o satélite JASMINE (que se encontra quase pronto), impossibilitando assim o seu lançamento pelo Cyclone-4. Aproveito para agradecer uma vez mais a colaboração do sempre atuante leitor maranhense Edvaldo Coqueiro.

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