Aeronáutica Negocia Reposição de Pessoal no DCTA

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (27/02) pelo site do jornal “O VALE” destacando que sob risco a Aeronáutica negocia com o Ministério da Defesa a reposição de pessoal para o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de São José dos Campos (SP).

Duda Falcão

Região

Sob risco, Aeronáutica Negocia
Reposição de Pessoal no DCTA

Nos próximos cinco anos, unidade vai precisar
repor de 1.400 a 1.500 funcionários, avalia
comando da instituição em S. José

Chico Pereira
São José dos Campos
27 de fevereiro de 2011 - 06:03

Flávio Pereira

O Comando da Aeronáutica negocia com o Ministério da Defesa a reposição de pessoal para o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), de São José dos Campos.

Nos próximos cinco anos, o DCTA precisará repor de 1.400 a 1.500 funcionários, segundo revelou a O VALE o diretor da instituição, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Ailton dos Santos Pohlmann.

A defasagem de pessoal, sobretudo de especialistas, pode comprometer os projetos e pesquisas desenvolvidas no campus do DCTA.

Conhecimento - O principal impacto para o país, caso não aconteça reposição rápida dos profissionais do DCTA, seria a perda do conhecimento adquirido ao longo das últimas quatro décadas.

Por isso, a reposição de servidores é considerada fundamental para o instituto, um dos responsáveis pelo Programa Nacional de Atividades Espaciais.

Um dos principais projetos em andamento é o desenvolvimento do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites), previsto para voar com carga útil entre 2014 e 2015.

Envelhecimento - Há 10 dias, em visita a São José dos Campos, o comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do Ar, Juniti Saito, afirmou que existem propostas para a recomposição de pessoal do DCTA.

“Temos projeto para recompor a força de trabalho do DCTA. A força está envelhecendo e nós precisamos recompor o quadro de pessoal. Esse projeto está no Ministério da Defesa e caminha para a Casa Civil”, relatou o comandante Saito.

Fases - Segundo o brigadeiro, a contratação de novos servidores seria em várias fases.

“Vamos fazer um cronograma de contratação para suprir essa necessidade”, frisou.

“Nos próximos cinco anos, precisamos repor pessoal nos nossos institutos, principalmente no IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) e no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), porque a idade média dos servidores é de cerca de 55 anos e muitos já estão próximos da aposentadoria”, afirmou o diretor do DCTA, brigadeiro Pohlmann.

No ano passado, o instituto obteve autorização do governo federal para contratar, por meio de concurso, 93 servidores, segundo o brigadeiro.

O DCTA possui em torno de 4.000 servidores, entre civis (maioria) e militares.

Em 2009, havia 245 funcionários em condições de se aposentar e pelo menos 500 próximos da aposentadoria.

Nos últimos 15 anos, foram abertos apenas quatro concursos para a área de pessoal.

Preocupação - A maior preocupação dos militares é com a possibilidade de que o plano de recomposição da força de trabalho seja afetado pelo corte de verbas imposto pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

O Ministério da Defesa prevê que terá um corte orçamentário de R$ 4,024 bilhões, o que corresponde a uma redução de 26,5% em relação ao valor total de R$ 15,165 bilhões previsto para a pasta na LOA (Lei Orçamentária Anual), de 2011.

Na Aeronáutica, o contigenciamento de recursos financeiros será superior a R$ 1 bilhão.

Prioridade - Para o presidente do Sindicato dos Servidores Federais na Área de Ciência e Tecnologia, Fernando Morais, a questão é saber se o governo federal prioriza o setor.

“Se o governo considera o setor de ciência e tecnologia importante, deve autorizar a reposição de pessoal”, afirmou o dirigente.

Mesma opinião tem Expedito Bastos, especialista em assuntos militares da UFJF.


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 27/02/2011

Comentário: Veja você leitor a que ponto nos chegamos. Durante vários governos subseqüentes o "Programa Espacial" do país foi boicotado a ponto de agora correr o risco de parar e de se perder o conhecimento adquirido. É o cúmulo do absurdo o que está acontecendo com o DCTA e só facilita as coisas para as forças retrogradas e contras o desenvolvimento do setor espacial brasileiro. Mas fazer o que? Dizem os otimistas que as coisas irão mudar, porém não acreditamos, pois é uma questão de cultura e em nossa modesta opinião o governo não dá indício algum de ter mudado essa mentalidade. 

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