Governo Dá Aval para Construção do Satélite GPM

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia publicada dia (10/02) no site do jornal “O Globo”, destacando que finalmente o governo deu o aval para a construção do satélite GPM, o primeiro satélite meteorológico brasileiro.

Duda Falcão

RIO

Governo Federal Dá Aval para
Construção de Satélite de
Monitoramento das Chuvas

Roberto Maltchik
O Globo
10/02/2011 - 13h19m

BRASÍLIA - A tragédia na Região Serrana levou o Ministério da Ciência e Tecnologia a dar carta branca ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para investir na construção de um satélite de monitoramento de precipitações. O GPM (sigla, em inglês, para Medida de Precipitação Global) será construído em parceria com os Estados Unidos e vai custar aos cofres públicos o equivalente a US$ 70 milhões, ao longo dos próximos quatro anos. A idéia da NASA é fazer o lançamento do GPM em 2015.

- Já há uma decisão no âmbito do ministério e da Agência Espacial Brasileira. O (Aloizio) Mercadante já foi consultado e está de acordo. Estamos bastante tranqüilos em relação ao apoio do governo brasileiro - afirmou o diretor do INPE, Gilberto Câmara.

No projeto, os EUA entram com os sensores e o Brasil com o suporte energético e de telecomunicações para o satélite. O principal obstáculo, neste momento, é a licitação para a escolha do foguete lançador. O diretor do INPE descarta o uso dos ucranianos Cyclone 4, a partir da base de Alcântara (MA). Segundo ele, não há garantia de que o projeto, tocado pela binacional Alcântara Cyclone Space, esteja operacional em tempo hábil.

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Carlos Nobre, explica que o GPM coroa o sistema de prevenção com o mecanismo mais preciso que existe para monitorar a característica de uma chuva, especialmente a temperatura e a densidade do interior das nuvens.

O sistema que hoje fornece informações ao Brasil - cujo domínio não é brasileiro - não dispõe dos sensores do GPM para inferir a dimensão de uma tempestade. O Brasil também não tem garantias de que receberá informações em tempo adequado. Essa velocidade faz a diferença para emitir um alerta preciso.

- Ele olha processos físicos que o sistema atual é incapaz de observar. Informações como se há gelo ou água líquida no interior das nuvens. O GPM será muito bem-vindo - afirma Nobre.

O chamado GPM Brasil integra uma família de satélites de chamada órbita baixa que devem monitorar as precipitações em todo o planeta. Os Estados Unidos e o Japão estão construindo a "nave mãe", equipamento de tecnologia altamente avançada, capaz emitir microondas e captar as informações da atmosfera. No dia 26 de abril, os patrocinadores do projeto se reúnem em Fortaleza para analisar o cronograma. No encontro, de acordo com o pesquisador do Centro de Previsão do Tempo do INPE, Luiz Augusto Machado, também será decidido se os não patrocinadores receberão informações ao mesmo tempo que Brasil, Estados Unidos e Japão.

- No caso do Rio, se o GPM tivesse passado (na órbita equatorial), nós teríamos a possibilidade de saber o que estava acontecendo. Ter parte do projeto é a única garantia de que o Brasil vai receber as informações no tempo adequado - afirma Machado.


Fonte: Site do Jornal O GLOBO - 10/02/2011

Comentário: Aché Brasil, finalmente (se não for jogo de cena) o governo toma uma iniciativa histórica e significativa em prol do sistema meteorológico do país. Desde o início da década de 90 que os meteorologistas brasileiros lutam por esse satélite e finalmente o governo se posiciona oficialmente pela primeira vez, não só a favor, como autorizando o desenvolvimento do mesmo. Ponto para o governo de DILMA, por enquanto, pena que as custas de muitas vidas.

Comentários

  1. Quando o ministro diz "Segundo ele, não há garantia de que o projeto, tocado pela binacional Alcântara Cyclone Space, esteja operacional em tempo hábil." Na verdade ele quis dizer : "Não há garantia de que o projeto, tocado pela binacional Alcântara Cyclone Space, FUNCIONE ALGUM DIA !".
    Por que as coisas no Brasil só ocorrem após as desgraças acontecerem ???

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  2. Bem observado Ricardo, muito bem observado amigo. É justamente isso. Quanto a sua pergunta, a resposta é simples, ou seja: O brasileiro se acostumou a fechar a porta só depois de arrombada e no caso da política, isso só acontece depois de não existir vestígio algum de que naquele local existiu uma porta um dia.

    Abs

    Duda Falcão
    (Blog Brazilian Space)

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