Sonda Chinesa Pousa no Lado Oculto da Lua Pela Primeira Vez na História

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (03/01) no site “G1” do globo.com destacando que finalmente a sonda lunar chinesa Chang'e 4 pousou no lado oculto da Lua pela primeira vez na história.

Duda Falcão

CIÊNCIA E SAÚDE

Sonda Chinesa Pousa no Lado Oculto da
Lua Pela Primeira Vez na História

Com a missão, país se coloca em destaque na corrida espacial. Objetivo é estudar
a composição dessa parte do satélite, que não pode ser vista da Terra.

Por G1
03/01/2019 - 03h54
Atualizado há uma hora

Sonda chinesa pousa com sucesso no lado oculto da Lua.

A sonda espacial chinesa Chang'e 4 pousou, nesta quinta-feira (3), no lado oculto da Lua — a parte do satélite que não é visível da Terra. Segundo a Administração Nacional Espacial da China, é a primeira vez na história que este pouso é realizado. As informações são das agências de notícias EFE, Associated Press, e da Rede Global de Televisão da China (CGTN, em inglês).


A nave, que tem um módulo e um 'rover' — veículo de exploração espacial — deve estudar a composição mineral, o terreno, relevo e a manta da superfície lunar, a camada abaixo da superfície. Também deve realizar observações astronômicas por meio de baixas frequências de rádio, a chamada radioastronomia.

"O lado oculto da Lua é um raro lugar calmo, que está livre da interferência de sinais de rádio vindos da Terra", afirmou o porta-voz da missão, Yu Gobin, segundo a agência de notícias estatal Xinhua News. "Essa sonda pode preencher o vazio de observação de baixa frequência na radioastronomia, e irá fornecer informações importantes para estudar a origem das estrelas e da evolução da nébula [solar]".

Foto: Administração Nacional Espacial da China
/Xinhua News Agency via AP
Primeira imagem do lado oculto da Lua feita pela sonda.

A alunagem [aterrissagem na superfície lunar], realizada às 0h26 (horário de Brasília), "abriu um novo capítulo na exploração humana da Lua", afirmou a agência espacial chinesa. O local exato do pouso foi a cratera Von Karman, no polo sul lunar, que tem 24 mil quilômetros de largura e 13 quilômetros de profundidade. Segundo a AP, cientistas chineses acreditam que pousar nessa cratera possibilitaria coletar novas informações sobre a manta da Lua.

Foto: Jin Liwang/Xinhua News via AP
Simulação do pouso da Chang'e 4, visto pelo monitor
do Centro de Controle do Espaço em Pequim.

O lado oculto da Lua é relativamente pouco explorado e tem uma composição diferente daquela do lado "próximo", que pode ser visto da Terra, e onde outras naves já pousaram. Países como a antiga União Soviética, os Estados Unidos e até mesmo a própria China já haviam realizado missões desse tipo.

Foto: China National Space Administration
Xinhua News Agency via AP
Imagem feita pela Chang'e 4 durante a chegada à Lua.

De acordo com a NASA, a agência espacial americana, essa parte do satélite foi observada pela primeira vez em 1959, quando a nave soviética Luna 3 enviou as primeiras imagens. Em 1962, os Estados Unidos tentaram enviar uma missão não tripulada ao lado oculto da Lua, que não deu certo, segundo a EFE.

China no Espaço

Foto: Reuters
Foguete Long March-3B, que carrega a sonda lunar
Chang'e 4, decola do Centro de Lançamento de
Satélites Xichang em dezembro de 2018.

A Chang'e 4 foi lançada no dia 8 de dezembro do ano passado pelo foguete Long March 3B, do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, na província de Sichuan. Quatro dias mais tarde, a sonda entrou na órbita lunar. As comunicações entre a sonda e a Terra são possíveis graças a um satélite, Queqiao, posto em órbita em maio de 2017 e que funciona como um transmissor "espelho" de informações entre os centros de controle na Terra e Chang'e 4.

O objetivo do programa Chang'e, que começou com o lançamento de uma primeira sonda orbital em 2007, é uma missão tripulada à Lua a longo prazo, ainda sem data definida. A primeira missão espacial tripulada da China foi em 2003 — o terceiro país a realizar uma depois de Rússia e Estados Unidos. O país também colocou duas estações espaciais em órbita e planeja lançar um 'rover' em Marte no meio da década de 2020.

Em 2013, a Chang'e 3, a nave predecessora da missão atual, fez o primeiro pouso na Lua desde a Luna 24, lançada pela União Soviética em 1976. Os Estados Unidos são o único país que conseguiu mandar uma pessoa à Lua.

O programa espacial chinês sofreu um revés no ano passado, quando o lançamento do foguete Long March 5 falhou. Por enquanto, a China planeja enviar a sonda Chang'e 5 à Lua no ano que vem e trazê-la de volta à Terra com amostras — algo que não foi feito desde a missão soviética de 1976.

A chegada da Chang'e 4 marca as ambições chinesas de rivalizar com os EUA, a Rússia e a Europa no espaço — e, mais amplamente, de solidifcar a posição da China como um poder regional e global.

"O sonho do espaço é parte do sonho de tornar a China mais forte", afirmou o presidente Xi Jinping já em 2013, pouco depois de chegar ao poder.

Sonda chinesa Chang'e 4 pousa com sucesso no lado oculto da Lua
EFE Brasil - 03/01/2019


Fonte: Site “G1” do globo.com - 03/01/2018

Comentário: Bom leitor, só nos resta parabenizar a China e aos chineses por mais este grande feito e aprender com eles como se faz uma nação de verdade. Detalhe, tudo que os chineses fizeram até agora no espaço e ainda irão fazer é fruto da decisão de seus governantes e cientistas de terem os seus próprio veículos lançadores, bem como do compromisso de todos em fazer a diferença. Que sirva de exemplo para essa República das Bananas. Aproveitamos para agradecer aos nossos leitores Rui Botelho pelo envio desta matéria e ao Jair Jesus Brito pelo envio do vídeo que acompanha a mesma.

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