Brasil e EUA Voltam a Tratar do Uso de Alcântara Para Lançar Foguetes

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada hoje (13/08) no site da “Agência Brasil” confirmando que no encontro de hoje entre o Ministro da Defesa do Brasil, Joaquim Silva e Luna, e o Secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), James Mattis, foi discutido como anunciado pelo Blog no dia de ontem o uso da Base de Alcântara.

Duda Falcão

Política

Brasil e EUA Voltam a Tratar do Uso
de Alcântara Para Lançar Foguetes

Por Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil - Brasília
Edição: Lílian Beraldo
Publicado em 13/08/2018 - 18:03

O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, reuniu-se no começo da tarde de hoje (13) com o secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), James Mattis.

No encontro, foram tratados da situação social da Venezuela, de cooperações militares, inclusive na área cibernética, e da retomada de um acordo de salvaguardas tecnológicas para utilização da Base de Lançamento de Alcântara, a cerca de 30 km de São Luís (MA).

Segundo Silva e Luna, “os americanos estão mexendo na proposta” para viabilizar um acordo ainda este ano.

De acordo com o ministro brasileiro, “o secretário de Defesa [James Mattis] se comprometeu, no mais curto prazo, a ajustar os detalhes para que o acordo fique conforme nossos interesses e seja entendido pelo país inteiro, pela sociedade, que é traduzido pelo nosso Congresso”.

A base, criada em 1983 para o Programa Espacial Brasileiro, é objeto de interesse dos Estados Unidos por causa da proximidade com a Linha do Equador, que possibilita a economia de combustível no lançamento de foguetes. Um acordo para uso norte-americano foi frustrado nos anos 1990 por causa da resistência do Congresso Brasileiro, que desejava um contrato que garantisse maior transferência de tecnologia e acesso a informações a operações no local.

De acordo com o ministro da Defesa, o Brasil tem interesse na produção de informações do satélite. “Enfatizamos muito já que os Estados Unidos têm uma grande capacidade de informação na área, que é a de inteligência por meio de satélites de imagem”, disse Silva e Luna aos jornalistas após o encontro com o secretário de Defesa, sem especificar se o interesse brasileiro diz respeito à segurança, telecomunicações, clima e/ou meio ambiente.

“Na verdade, está se tratando não do que sai do chão, mas do que está no espaço. A preocupação é com o que está no espaço não é com o centro de lançamento em si, já que é um espaço livre e uma área que não ameaça a segurança das nações”, assinalou Silva e Luna.

O acordo com os norte-americanos é defendido pela Agência Espacial Brasileira e pelo Comando da Aeronáutica. Em artigo recente (veja aqui), o comandante da Aeronáutica, Nivaldo Luiz Rossato, defendeu as negociações e o esclarecimento da população. “O país precisa saber que Alcântara não está à venda, não será arrendada e que tampouco haverá cessão de área ou qualquer outra ação que afete a soberania brasileira”, escreveu.

Venezuela

Ainda de acordo com o ministro da Defesa, os norte-americanos adotaram uma posição de expectadores em relação aos desdobramentos dos problemas sociais, políticos e econômicos na Venezuela que acarretaram no aumento da imigração de venezuelanos para o Brasil e a Colômbia.

“A colocação dos Estados Unidos nesse aspecto é muito prudente. Considera que a solução deve ser liderada pelo Brasil e pergunta sempre como pode ajudar”, disse Luna e Silva que informou ter trocado ideias com Mattis sobre uma maneira de construir “solução para tirar o país da dificuldade que está passando”.


Fonte: Site da Agência Brasil

Comentário: Pois é leitor tá aí a notícia e plagiando os religiosos de plantão que Deus nos ajude para que esses caras não estejam fazendo ainda mais asneiras. Porém sinceramente em minha experiência com essa gente eu duvido muito disso. Mas vamos aguardar para termos esse acordo em mãos e assim avaliar o que será feito.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Top 5 - Principais Satélites Brasileiros

Da Sala de Aula para o Espaço

O CLA e Sua Agenda de Lançamentos Até 2022