Cientistas Iniciam o Ambicioso Programa AMAZALERT

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota de esclarecimento postada hoje (26/09) no site do “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)” destacando que cientistas de 14 renomadas instituições européias e sul-americanas (Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru) Iniciaram pesquisa para prever impactos do Desflorestamento e das Mudanças Climáticas Globais na Amazônia.

Duda Falcão

Cientistas Iniciam Pesquisa para Prever Impactos do Desflorestamento e das
Mudanças Climáticas Globais na Amazônia

Reunião inaugural do projeto AMAZALERT será realizada
de 3 a 5 de outubro no INPE de São José dos Campos

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

Cientistas de 14 renomadas instituições européias e sul-americanas (Brasil, Bolívia, Colômbia, Peru) iniciaram um novo e ambicioso programa de pesquisa para prever o que poderá acontecer com a Amazônia ao longo das próximas décadas. Alguns relatórios sugerem que sob contínuas mudanças climáticas e desflorestamento, as florestas da região amazônica poderão estar vulneráveis a alguma forma de degradação (die-back) em diversos aspectos, como suas águas, seu clima e sua sociedade. O AMAZALERT tem como objetivo testar o quanto essas previsões são prováveis e, em caso positivo, antecipar onde, como e quando isso deve acontecer.

A equipe, liderada pelos pesquisadores Bart Kruijt, da Universidade de Wageningen, Países Baixos (WUR), e Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), irá estudar um possível sistema que detecte sinais de degradação de grandes dimensões na floresta, e que inclui um sistema de alerta caso uma situação de perda de floresta irreversível pareça provável. O AMAZALERT também irá avaliar os impactos e efetividade de políticas públicas e medidas para a prevenção da degradação da Amazônia.

A reunião inaugural do projeto, orçado em 4,7 milhões de euros financiados conjuntamente pelo “European 7th Framework Programme” e organizações nacionais, acontecerá entre 3 a 5 de outubro, no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, SP.

Antecedentes

Para atingir suas metas, a equipe do AMAZALERT irá reunir informações disponíveis em trabalhos anteriores sobre clima regional, sensibilidade das florestas e ciclo da água, desflorestamento, os impactos sobre as leis e respostas aos impactos na Bacia Amazônica. Por exemplo, existe uma riqueza de observações resultantes de programas como o Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) e simulações de mudanças climáticas globais, conduzidas pelos relatórios do IPCC, que também serão exploradas em detalhes.

No entanto, modelos de clima, vegetação, e suas interações estão em constante desenvolvimento e informações sistemáticas sobre o papel das pessoas e da sociedade na funcionalidade da Amazônia como uma região são escassas. Em particular, é necessário um melhor conhecimento dos sistemas de retroalimentação dentro do sistema - por exemplo, as interações entre a mudança da cobertura vegetal e o clima na região amazônica. Um importante objetivo é a compreensão dos funcionamentos e impactos da reciclagem da água da chuva pela presença da floresta. Se esse processo for alterado - talvez por meio de perda de floresta de grande escala - pode ocorrer uma deterioração dos ecossistemas da Amazônia.

O AMAZALERT também irá melhorar a nossa compreensão do papel do fogo, e como as pessoas, a agricultura e os governos irão responder às mudanças do clima e do meio ambiente. A equipe envolverá diretamente atores de instituições e governamentais para que suas perspectivas sejam incluídas na modelagem e para auxiliar no desenvolvimento de um modelo para um Sistema de Alerta.

Dentro de três anos, o projeto deve fornecer um conjunto de ferramentas aprimoradas para avaliar, e assessorar as tomadas de decisão na gestão futura da região amazônica, incluindo formas de monitorar o funcionamento da Amazônia para se evitar mudanças irreversíveis em seus serviços ambientais.

Mais informações: www.eu-amazalert.org

Instituições Participantes: WUR (Países Baixos), INPE (Brasil), Met Office (Reino Unido), LSCE (França), University Gent (Bélgica), EMBRAPA (Brasil), PIK (Alemanha), VU (Países Baixos), Joanneum Research (Austria), University Leeds (Reino Unido), University Edinburgh (Reino Unido), FAN (Bolívia), Universidad Nacional (Colômbia), USP (Brasil).


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

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