China Lança Laboratório Espacial na Próxima Semana

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada hoje (20/09) no site do jornal “O Estado de São Paulo” destacando que a China irá lançar seu laboratório espacial na próxima semana.

Duda Falcão

Ciência

China Lança Protótipo de Laboratório
Espacial na Próxima Semana

'Palácio Celestial' vai ser lançado de uma base
no deserto de Gobi por volta de 27 a 30 de setembro

Reuters e Efe
20 de setembro de 2011 | 10h 14

PEQUIM - A China vai lançar na semana que vem uma nave experimental que abrirá caminho para sua primeira estação espacial, disse nesta terça-feira, 20, uma autoridade chinesa. A iniciativa deixa a potência asiática mais perto de se equiparar aos Estados Unidos e à Rússia, que já mantêm uma unidade tripulada no espaço.

China Manned Space Office/Reprodução
Tiangong é um protótipo de oito toneladas
que ficará em órbita durante dois anos
Segundo a agência estatal de notícias Xinhua, o Tiangong 1 (ou Palácio Celestial 1) vai ser lançado de uma base no deserto de Gobi por volta de 27 a 30 de setembro e assim dará um toque tecnológico à celebração do Dia Nacional da China, em 1º de outubro.

O protótipo de oito toneladas que ficará em órbita durante dois anos. Naves do modelo Shenzhou lançadas durante esse período realizarão, junto a este protótipo, os primeiros acoplamentos do programa espacial chinês (primeiro com veículos não tripulados e mais tarde com astronautas).

O pequeno "laboratório espacial" não tripulado e o foguete chamado A Longa Marcha, que o colocará em órbita, foram instalados em uma plataforma na localidade de Jiuquan, província de Gansu, noroeste do país, de acordo com a Xinhua. A agência citou como fonte um porta-voz, não-identificado, do programa espacial chinês.

Essa é a mais recente demonstração do crescente poderio da China no espaço, num momento em que cortes orçamentários e redefinição de prioridades levaram os EUA a conterem os lançamentos de naves tripuladas.

"A principal tarefa do vôo do Tiangong 1 é fazer testes de acoplagem e aterrissagem entre espaçonaves", disse o porta-voz chinês, acrescentando que isso levaria ao "acúmulo de experiências para o desenvolvimento de uma estação espacial".

Segundo o programa espacial chinês, desenvolver as complicadas técnicas de acoplamento espacial é um passo vital para o sucesso da primeira estação espacial da China, que o país deseja ter em funcionamento até 2020 - uma resposta à rejeição de outros países a que Pequim se envolva mais na Estação Espacial Internacional (ISS).


Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo

Comentário: Ora leitor, é claro que o principal objetivo desse laboratório espacial da China não é testar o sistema de acoplagem com diz o porta-voz chinês, já que para isso bastava lançar duas naves “Shenzhou” tripuladas ou não com sistema de acoplagem, e testá-las no espaço. Na verdade, o que os chineses querem é ter uma plataforma para experimentos científicos e tecnológicos em ambiente de microgravidade como os EUA, Rússia, Japão e Europa (O Brasil infelizmente não faz mais parte dessa história). Vale lembrar que recentemente em visita a China, uma comitiva da AEB/MCTI acertou um acordo para monitorar o lançamento de missões tripuladas espaciais chinesas, através de estações de monitoramento brasileiras, incluindo ai esta missão. Abre-se assim uma grande oportunidade para que o Brasil possa finalmente tirar do papel o “Programa Microgravidade” da AEB, que até então não passou de vôos esporádicos para poucos, frustrando toda uma classe científica que contava com uma maior freqüência de vôos. Para tanto, é necessário atitude, vontade política, visão, seriedade, planejamento, responsabilidade e é claro, interesse dos chineses. Muita coisa poderia ser feita nessa direção, não só através das instituições do governo envolvidas com o PEB (INPE/DCTA/IAE/IEAv), como também através de parcerias entre universidades brasileiras e chinesas aproveitando-se até mesmo do recente programa “Ciências sem Fronteiras”. Difícil de acreditar? Eu diria que sim, mas não pela impossibilidade de se estabelecer um acordo como esse com os chineses, e entre universidades dos dois países, mas sim pelos energúmenos que infestam os bastidores da política brasileira. Recentemente houve uma passeata (acredito no Rio de Janeiro) defendendo a necessidade de moralidade política no Brasil. Entretanto em nossa visão, nada mudará enquanto não houver uma revolução cultural no seio da própria sociedade, começando pelo resgate do sistema familiar, já que é do meio de nossa própria sociedade que saem esses energúmenos. Em outras palavras, enquanto não houver uma limpeza nos conceitos e nos costumes vigentes, continuaremos formando pessoas como essas e literalmente cuspindo no prato onde comemos.

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