INPE Estuda Qualidade da Água nas Várzeas da Amazônia

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota publicada hoje (15/09) no site do “Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)” destacando que o INPE estuda ‘Qualidade da Água’ nas várzeas da Amazônia.

Duda Falcão

INPE Estuda Qualidade da
Água nas Várzeas da Amazônia

Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

A alternância de períodos de seca e de cheia nos rios da Amazônia interfere na qualidade da água dos lagos de várzea da região, normalmente utilizada para os assentamentos humanos, a agricultura e a pecuária. Resultados de estudo realizado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para verificar as condições de um lago paraense, acabam de ser publicados no artigo Water quality changes in floodplain lakes due to the Amazon River flood pulse: Lago Grande de Curuaí (Pará)”.

Adriana Affonso, aluna do Programa de Pós-graduação em Sensoriamento Remoto do INPE, orientada pelos pesquisadores Evlyn Novo e Cláudio Barbosa, demonstrou que a planície de inundação do lago Grande de Curuaí possui níveis de oxigênio dissolvido e clorofila-a impróprios para o abastecimento humano durante o período de vazante do ciclo hidrológico, segundo as normas da Resolução nº 357/2005 da Agência Nacional de Água.

Os pesquisadores foram a campo quatro vezes entre os anos de 2003 e 2004, para coletar amostras em diferentes estações e acompanhar as mudanças do nível de água na baixa e na alta do Rio Amazonas em Óbidos.

O estudo considerou a relação entre os níveis de clorofila-a e oxigênio dissolvido e, também, o índice de eutrofização, que revela a concentração de matéria orgânica acumulada nos ambientes aquáticos.

O trabalho mostra que o período mais crítico foi registrado durante a baixa das águas, por causa da alta concentração de clorofila. Durante o período de alagamento, a qualidade da água foi classificada como aceitável desde que submetida à adição de cloro.

Para os autores, os resultados do estudo demonstram a necessidade de monitoramento da qualidade da água na planície Amazônica, pois a troca natural de materiais entre os ecossistemas terrestres e aquáticos afeta a proporção de componentes em suspensão e dissolvidos na água e suas características físico-químicas, inviabilizando o seu uso sem o tratamento adequado.


Fonte: Site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

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