LAAD Bastidores 6 - SGDC - A Guerra dos Satélites
Olá leitor!
Segue abaixo um artigo escrito pelo editor-chefe do site “Defesanet.com”
e postado ontem (07/05) dando destaque a competição surda do Satélite
Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), ocorrida durante a realização da LAAD 2013.
Duda Falcão
COBERTURA ESPECIAL - LAAD 2013 - TECNOLOGIA
LAAD Bastidores 6 - SGDC -
A Guerra dos Satélites
Nelson Düring
Editor-Chefe DefesaNet
07 de Maio, 2013 - 11:39 ( Brasília )
Foto: DefesaNet
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| A THALES ALENIA foi um das pré-selecionadas para o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) |
Uma competição
surda ocorria durante a LAAD Defence and Security 2013, era a Guerra dos
Satélites, ou melhor a do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC),
e da implantação da sua infraestrutura de solo.
No dia 8 de
Abril, anterior à abertura da LAAD, foram entregues pelos competidores as
propostas técnicas . Uma semana após foram entregues as propostas comerciais,
ambas à VISIONA Tecnologia Espacial S.A.,empresa criada pela EMBRAER
(51%) e TELEBRAS (49%).
Na sexta-feira a
VISIONA divulgou que, como parte de suas atribuições no projeto do sistema do
Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), tinha
pré-selecionado três empresas para o fornecimento do satélite do sistema.
As empresas pré-selecionadas foram:
- Mitsubishi Electric Corporation – MELCO (Japão);
- Space
Systems/Loral (Estados Unidos – Canadá) ,e,
- Thales Alenia
Space (França-Itália).
O Decreto Nº 7.769, de 28 de Junho de 2012,
informa as responsabilidades e a forma de gestão e as atividades de três
ministérios:
I - Ministério
das Comunicações;
II - Ministério
da Defesa; e
III - Ministério
da Ciência, Tecnologia e Inovação.
E os órgãos e
entidades:
1 -
Telecomunicações Brasileiras S.A. - TELEBRÁS; (empresa refundada pois tinha
sido dissolvida)
2 - -
Agência Espacial Brasileira - AEB; e
3 -
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE.
Embora no
Decreto Nº 7.769, , como definido no artigo 8º:
“A TELEBRÁS
poderá contratar com terceiros o fornecimento de bens, serviços e obras de
engenharia necessários à construção, integração e lançamento do SGDC e ao
transporte de sinais de telecomunicações, bem como do segmento terrestre
correspondente”
Trata-se de uma
adequação formal pois estas atividades acabarão sendo feitas pela VISIONA,
empresa liderada pela EMBRAER.
Aqui é que as
empresas pré-selecionadas e as que não o foram atraem a atenção. Embora as juras de amor entre a EMBRAER Defesa e Segurança e a BOEING na LAAD
por Luis Aguiar esta empresa não foi pré-selecionada. Outras empresas que não
são simpáticas à EMBRAER também não foram pré-selecionada.
As empresas que
apresentaram propostas foram :
- Mitsubishi Electric Corporation – MELCO (Japão);
- Space Systems
Loral (Estados Unidos – Canadá);,
- Thales Alenia
Space (França-Itália);
- LockheedMartin
(Estados Unidos);
- Boeing
(Estados Unidos);
- ASTRIUM –
Grupo EADS (Europa), e a ,
- Reshetnev
(Rússia)
A partir desta
pré-seleção, que se baseou em requisitos técnicos, operacionais, econômicos e
de transferência de tecnologia, partirá para a etapa final do processo de
seleção, em conformidade com as especificações da TELEBRAS, operadora do
satélite, bem como do Termo de Referência elaborado pelos Ministérios das
Comunicações, da Defesa e de Ciência, Tecnologia e Inovação.
A VISIONA
Criada em maio
de 2012, a VISIONA é uma associação entre a EMBRAER S.A., que detém 51% do
capital, e a Telecomunicações Brasileiras S.A. (TELEBRAS), que possui 49% das
ações. A empresa atua como integradora do sistema SGDC, que visa atender às
necessidades de comunicação satelital do Governo Federal, incluindo o Programa
Nacional de Banda Larga e um amplo espectro de transmissões estratégicas na
área de defesa.
O SGDC
O Programa do
Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), pode-se
dizer que tem origem quando a EMBRATEL, operadora dos satélites de
comunicação brasileiros foi vendida na década de 90.
Os transponders
em Banda X, embutidos nos satélites, permaneceram à disposição das Forças
Armadas porém com uma taxa anual de utilização.. A Banda X é especial para
comunicações militares criptografadas.
Outras demandas
como a necessidade de envio de imagens georeferenciadas com maior necessidade
de banda aumentaram os custos anuais de utilização. Outro ponto interessante
foi a falta de pessoal técnico especializado em operação de satélites de
comunicação, pois a sua grand maioria atualmente trabalhando no país ainda
descende das empresas EMBRATEL(na fase estatal) e a TELEBRAS (antes da
sua dissolução).
A Operação
O governo tem
vários focos no SGDC. Vão desde a questão estratégica como programas de
integração nacional. A divisão prevista é de 50% em atividades defesa/segurança
e 50% no Programa PNBL, como é mais conhecido o Programa Nacional de Banda Larga.
As
características do satélite que operará em banda Ka e banda X. Na
banda Ka, que será usada para comunicação de dados pela TELEBRAS, serão 39
spots de 450 km e 10 spots de 900 km de cobertura. Ao todo, a parte de
comunicação do satélite terá capacidade de 100 Gbps.
A banda X é uma
faixa de frequência (SHF - 8 a 12 GHz) para comunicação por satélite privativa
para uso militar.
Banda Ka é a
parte do espectro eletromagnético, na faixa de micro-ondas, compreendida entre
as frequências de 27 e 40 GHz.[1] O termo Ka refere-se à porção superior da
banda K (K-above band).
Também é chamada
de banda 30/20 GHz em virtude de frequência de transmissão situar-se na
frequência de 30 GHz e a de recepção na faixa de 20 GHz.
Os Desafios
O Decreto Nº
7.769 estabelece no seu artigo 1º:
Art. 1o A gestão
do planejamento, do monitoramento, da construção, do lançamento do Satélite
Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDC, e da implantação
da sua infraestrutura de solo será executada nos termos deste Decreto.
Parágrafo único.
O SGDC deverá ser implantado até o dia 31 de dezembro de 2014.
Construir um
satélite, testá-lo e conseguir uma janela nos principais lançadores mundiais,
transportá-lo para a o Centro de Lançamento e a sua integração ao lançador,
todas estas etapas em 18 meses, é uma missão com muitos desafios.
O valor alocado
pelo Plano
de Articulação e Equipamentos de Defesa (PAED), referendado
pelo Livro Branco de defesa para a aquisição do satélite, instalações
associadas e lançamento é de R$ 700 milhões.
Fonte: Site Defesanet.com - http://www.defesanet.com.br
Comentário: Já disse o que penso sobre isso. A Thales já havia
sido definida como a empresa escolhida há muito tempo e essa ordem ‘companheiro’
veio de cima. Portanto, toda essa pré-seleção foi de araque e só foi feita mesma
para enganar o povo e cumprir a legislação em vigor. O resto é conversa fiada
para boi dormir. Só não sei dizer se as empresas que participaram fizeram
inocentemente ou não. Muito provavelmente não, mas... Quanto a escolha da Boeing nesse processo, jamais existiu essa possibilidade, pois até mesmo a estupidez política tem limite, especialmente quando tem por de trás interesses que envolvem as forças armadas. Nessa hora leitor, o juízo aparece e se observa quem realmente tem pele de cobra, rsrsrsrsrs.

Caramba!
ResponderExcluirO PEB já sofre dividido entre vários institutos, alguns civis outros militares, e dois ministérios.
Esse satélite ainda vai envolver um terceiro ministério (dos agora 40 que a nossa PresidentA mantém), além de uma empresa criada à força que tem participação até de empresas estrangeiras na composição acionária.
Alguém acha sinceramente que isso pode dar certo?
Abs.