Saiba Mais Sobre a Campanha do Telescópio Arkyd-100

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria postada dia (30/05) no site do jornal “O Globo” dando destaque a campanha do projeto de um telescópio espacial chamado Arkyd-100 da empresa americana Planetary Resources, apresentado aqui no blog anteriormente por iniciativa da bolsista do ITA, Joana Ribeiro, que é uma das divulgadoras voluntárias do projeto no Brasil. Leia com a atenção leitor e veja se lhe interessa participar dessa campanha.

Duda Falcão

CIÊNCIA

Empresas Privadas Tomam o Lugar
da NASA na Exploração do Espaço

Companhias convidam o público a participar de projetos de pesquisa

Cesar Baima
Publicado: 30/05/13 - 11h04
Atualizado: 30/05/13 - 11h11

Divulgação/Planetary Resources  
Pequeno e barato. Ilustração do Arkyd-100 na órbita da
Terra: equipamento custa menos de um centésimo do Hubble

RIO - Antes restrito às grandes potências e corporações, o espaço está cada vez mais ao alcance de todos. Em uma iniciativa inédita, a Planetary Resources, empresa criada no ano passado e que pretende minerar asteroides, lançou ontem campanha de financiamento coletivo para um de seus telescópios espaciais, que poderá ser usado pelos apoiadores com fins particulares ou educacionais. Batizado Arkyd-100, o equipamento foi desenvolvido pela companhia justamente para procurar e identificar rochas espaciais candidatas a seus projetos de mineração.

— Nosso objetivo é democratizar o acesso ao espaço, ambiente que há décadas é militarizado e muito caro de acessar — resumiu Peter Diamandis, cofundador e copresidente da Planetary Resources, numa teleconferência. — As pessoas costumam se importar apenas com aquilo que podem participar, e nos últimos 50 anos a exploração espacial tem sido essencialmente não participativa. Desde que criamos a empresa, milhares de pessoas de todo o mundo nos procuraram querendo saber como poderiam participar deste processo. Com isso, estamos construindo uma comunidade disposta a trabalhar conosco e pretendemos usar o poder das multidões para impulsionar a inovação.

O alvo da campanha, abrigada no site de financiamento coletivo americano Kickstarter, é arrecadar US$ 1 milhão em colaborações. Dependendo da quantia doada, os apoiadores poderão desde receber fotos tiradas no espaço com a Terra ao fundo, mostrando uma imagem escolhida por eles projetada em uma tela instalada no telescópio, a comprar tempo de observação com o equipamento, que poderão usar para capturar imagens dos objetos celestes de sua escolha ou doar para instituições de ensino ou pesquisadores. As quantias para doação variam de mínimo de US$ 1 a US$ 10 mil ou mais e. Até o início da noite de ontem, o projeto já tinha recebido mais de US$ 170 mil de mais de 1,6 mil doadores.

A partir do ano que vem e ao longo dos dois a três anos seguintes, a Planetary Resources planeja colocar em órbita centenas de Arkyd-100 para efetuar sua busca por asteroides exploráveis economicamente, e o telescópio de uso público será apenas um deles. Também cofundador e copresidente da empresa, Eric Anderson fez questão de frisar que a iniciativa apresentada ontem nada tem a ver com os objetivos comerciais da Planetary Resources.

— Não estamos pedindo para o público contribuir para a mineração de asteroides, pois este é o nosso negócio — disse. — Já investimos no desenvolvimento da tecnologia (do Arkyd-100) um valor muito superior a qualquer um que poderíamos levantar com o Kickstarter. Tudo o que queremos é que o público nos diga que estaria interessado em ter acesso a um telescópio espacial, e a melhor forma de provar isso é pedir dinheiro para as pessoas. Para nós, o espaço é um negócio, e mesmo o interesse no espaço pode ser um negócio também.

Embora os Arkyd-100 sejam pequenos, com uma objetiva de apenas 20 centímetros de diâmetro (o espelho principal do Hubble, por exemplo, tem 2,4 metros), estão livres das limitações enfrentadas pelos telescópios em terra, como a limitação de só fazer observações nas noite de clima bom e a distorção provocada pela atmosfera. Além disso, cada um custará menos de um centésimo do investimento para construir o Hubble, há mais de 20 anos.



Fonte: Site do Jornal O GLOBO – 30/05/2013 - http://oglobo.globo.com/ 

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