Congresso Analisa Maior Projeto de Astronomia do Brasil
Olá leitor!
Segue abaixo uma matéria postada hoje (10/05) no site do jornal “O
Estado de São Paulo” destacando que o Congresso Brasileiro vai finalmente
analisar o maior Projeto de Astronomia do Brasil, ou seja, a adesão do
país ao Observatório Europeu do Sul (ESO).
Duda Falcão
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Congresso Analisa Maior
Projeto de Astronomia do Brasil
Adesão do País ao Observatório Europeu do Sul daria
acesso a alguns
dos melhores telescópios do mundo; valor do contrato é de
R$ 565 mi
Herton Escobar,
O Estado de S. Paulo
10 de maio de 2013 | 2h 07
O maior projeto da
história da astronomia brasileira está nas mãos do Legislativo. Dois anos
depois de ter sido assinado pelo ex-ministro da Ciência e Tecnologia Sergio
Rezende, o acordo de adesão do País ao Observatório Europeu do Sul (ESO) chegou
ao Congresso para ratificação.
O ESO é o maior
consórcio de pesquisa astronômica no mundo, formado por 14 países europeus, com
vários telescópios e radiotelescópios de última geração instalados no topo dos
Andes Chilenos. O contrato de adesão, no valor de R$ 565 milhões em dez anos,
faria do Brasil o primeiro membro de fora da Europa e daria a astrônomos
brasileiros acesso pleno a todas as instalações do grupo, além de permitir a
participação do País na construção do maior telescópio no mundo, o Telescópio
Europeu Extremamente Grande (E-ELT), prevista para começar no fim deste ano.
"O encaminhamento
do acordo ao Congresso Nacional reafirma o apoio dado pelo governo brasileiro
ao setor de astronomia no Brasil", afirma o secretário executivo do
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Elias, em uma carta enviada
à presidência da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em 18 de março.
O projeto foi
encaminhado pela Casa Civil ao Congresso há mais de dois meses, em 19 de
fevereiro, mas isso não foi anunciado publicamente. O texto deverá passar por
quatro comissões no Congresso. A primeira é a de Relações Exteriores e Defesa Nacional,
na qual o deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP) atuará como relator. Não há
prazo específico para que o Brasil ratifique o acordo, mas o cronograma de
construção do E-ELT exigirá agilidade dos parlamentares, caso o Brasil queira
fazer parte do projeto - não apenas como usuário científico, mas como
construtor e fornecedor de tecnologia. O projeto é orçado em $ 1 bilhão.
O acordo é polêmico. A
maior parte da comunidade científica o apoia, mas há pesquisadores que
consideram o projeto caro demais, desigual e até desnecessário para a
astronomia nacional, que já tem acesso (direto ou via colaboração) a esses e
outros telescópios de ponta.
Para os defensores da
adesão, é uma oportunidade que o Brasil não pode perder. "A adesão do
Brasil ao ESO nos colocará no topo das pesquisas em astronomia no planeta,
assegurando-nos ao mesmo tempo participar em colaborações científicas e
industriais avançadas, com grandes vantagens para o País", diz a
presidente da SAB, Adriana Válio, do Centro de Radio Astronomia e Astrofísica
Mackenzie, da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
"É impossível ser
competitivo com acesso a pouquíssimos instrumentos - e a maioria de baixa
performance - como é essencialmente a nossa situação atual", diz a
pesquisadora Beatriz Barbuy, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências
Atmosféricas da Universidade de São Paulo.
Fonte: Site do Jornal O Estado de São Paulo
Comentário: Pois é leitor, finalmente vamos ver como essa história termina ou iniciar outra grande novela, enfim, só mesmo o tempo para tirar essa dúvida.
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