Inteligência - O Brasil Precisa Ter Um Serviço Forte
Olá leitor!
Segue abaixo um artigo publicado ontem (12/05) no site “www.defesanet.com.br“
destacando que e fundamental ter um serviço forte, que municie o Brasil com
informações estratégicas.
Duda Falcão
Inteligência
Inteligência - Fundamental Ter Um
Serviço Forte, Que Municie o País
Com Informações Estratégicas
Gelio Fregapani
DefesaNet
12 de Maio, 2013 - 19:49 ( Brasília )
Por que a atividade de
inteligência é tão desprezada no Brasil? Por que governantes e a própria
sociedade ainda se prendem a passados tenebrosos, e esquecem que o mundo evolui
e a fila anda? Quando se fala em serviço secreto, ou serviço de inteligência,
no Brasil, a primeira coisa que vem à tona é o “porão”, ou pelo menos o triste
passado do Serviço Nacional de Informações (SNI). Mas efetivamente os serviços
de inteligência hoje são ferramentas importantes para o processo decisório e
estratégico de um país, além de serem a melhor arma para a defesa e a segurança
nacionais e internacionais.
Quando falamos em defesa
nacional, a sociedade brasileira tem um pavor, ou pelo menos um descaso, com as
instituições que estruturam o sistema de defesa, principalmente o desrespeito
com as Forças Armadas, e também com a estruturação do Serviço de Inteligência,
representado pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).
A ABIN, desde sua
estruturação, quando uma só vez teve direção competente não recebeu missões nem
autorização para agir, e isso não foi culpa dela, pois as suas
atribuições e aplicações dependem muito da Presidência da República e também do
Gabinete de Segurança Institucional. Nos últimos anos além da direção amorfa, a
ABIN ficou relegada a ações sem fundamento para o processo de inteligência
estratégica, e desenvolvendo ações irrelevantes ou no máximo de inteligência
policial, como por exemplo, o acompanhamento de ações ideológicas pela imprensa
e o eventual monitoramento de algum político corrupto. Fica de fora uma lista
grande que deveria interessar ao sistema brasileiro de inteligência,:as ameaças
internacionais, o tráfico internacional de drogas, terrorismo, tráfico de seres
humanos e conflitos regionais, e principalmente a inteligência estratégica
econômica, considerando o novo papel do nosso País na economia internacional,
nas parcerias estratégicas, nas questões nucleares e quem sabe, até na inovação
e educação.
É perceptível que os
últimos governos tiveram descaso total com a atividade da informação, e
principalmente um descaso com a ABIN. Hoje, a agência tem em seus quadros uns
800 analistas, que praticamente fazem clippings e não ações de inteligência que
possam desencadear uma força de decisão, posicionamento e participação do
Brasil no sistema internacional, sem contar o impacto de segurança e defesa
internacional para o país, considerando inclusive os próximos grandes eventos
que acontecerão.
A própria agência tem
baixa representação no exterior. Hoje temos um oficial de inteligência em
Buenos Aires, um em Bogotá e um em Caracas, e mais uma representação avançada
em Key West, na Flórida, Estados Unidos, e neste caso, em especial, parece mais
um conto de Hemingway.
Por que não temos agentes
produzindo informações na África e na Ásia, principalmente com o advento do
BRICS Ou até mesmo, do ponto de vista de inteligência estratégica econômica,
representações em Washington ou Nova York, Paris e Londres? Será que o
Itamaraty se dá conta disso? Já tivemos muitas surpresas no passado ao perceber
que as embaixadas produziram informações atrasadas para uma tomada de decisão.
Desde o 11 de setembro
de 2001, e a ocorrência de outros atentados terroristas, o Brasil depende cada
vez mais de um serviço secreto forte e bem estabelecido, pois, mesmo
considerando o fato de que o país não tem inimigos externos, os eventos que
acontecerão são um chamariz estratégico para ameaças terroristas, sem contar
com a própria criminalidade brasileira, que a cada dia vem crescendo, e sem um
braço mais forte por parte dos governantes. Sem ser alarmista, mas o nosso País
tem um grande vazio no tema inteligência. Temos instituições sem integração
alguma ao sistema brasileiro de inteligência, e uma agência deslocada da sua
real função.
O mais interessante é
que a ABIN tem em seus quadros pessoas com um grande gabarito intelectual,
diferentee de outras agências internacionais,existem muitos mestres e doutores
literalmente encostados em atividades de coleta de informações e produção de
relatórios sem fins estratégicos para o Estado e de proteção ou vantagem para a
nação.
Se considerarmos as boas
práticas realizadas pelos serviços de inteligência das grandes potências, a
ABIN poderia desenvolver de forma integrada ações com empresas brasileiras no
exterior ou com estudantes considerados pesquisadores do Ciência sem
Fronteiras, Veja o caso da China, que envia todos os anos 40 mil estudantes
para as melhores universidades, e eles produzem conteúdos estratégicos para os
seus serviços de inteligência. . Nosso plano de inovação perde muito, pois não
tem uma política de acompanhamento e produção de cenários estratégicos para
análise das demandas e até mesmo a constituição de uma visão mais prospectiva
nos centros de pesquisas.
E, do ponto de vista da
contra espionagem, perdemos principalmente com a espionagem industrial
que acontece no território nacional, a bioespionagem praticada por ONGs
patrocinadas por diversos países, a atuação de quadrilhas internacionais do
narcotráfico, o contrabando de armas para o crime organizado, a movimentação de
células terroristas em território nacional, a compra de terras brasileiras por
parte de grandes grupos chineses, o controle de territórios com base nos
aquíferos – e aí vai uma lista gigantesca.
Sobre as ONGs, isso
literalmente remonta ao conceito do “santo do pau oco”, das organizações que
roubam nossa riqueza para alimentar o tesouro dos outros.
Assim, por que a nossa
Presidente Dilma não transforma a ABIN numa grande organização estratégica?
Medo do passado? Por que a ABIN não tem integração com empresas
brasileiras no exterior, e também integração com as universidades?
O cenário do Brasil é
preocupante. Teremos eventos de grande porte internacional, e de alguma forma
com ameaças potenciais. É fundamental para o Brasil um serviço de inteligência
forte, que municie o país de informações estratégicas e mostre ao mundo que o
Brasil efetivamente pode ter um novo movimento estratégico nos próximos anos, e
não viver de um passado utópico, onde inteligência significava “porão”. E
devemos ter um serviço atuante no exterior, onde realmente interessa, e não se
perdendo em trabalhos de “detetives de traição” com países sem sentido e
traidores do Brasil, ou acompanhando movimentos criminosos em que os serviços
policiais deveriam efetivamente atuar.
Como diria um grande
estrategista, “informação é poder”
Fonte: Site www.defesanet.com.br
Comentário: Pois é leitor, que cada um de vocês tire as suas
próprias conclusões, pois de minha parte já disse o que penso sobre esse governo
desastroso, irresponsável e populista. E pensar que somos um país com 8.515
767,0491 km², com quase 200 milhões de habitantes, cheio de tribos, sem
qualquer consciência de cidadania, com dois grandes eventos mundiais para
realizar, governados por debiloides irresponsáveis, e ainda possível tendo um Ministro da Defesa que é um banana, ou seja, um verdadeiro
convite ao desastre. Lamentável! Que Deus nos ajude.

Hoje o patriotismo é ridicularizado. E creio piamente que querem mudar um pouco a cultura para instaurar um novo modelo de valores.
ResponderExcluirCheguei a conclusão que, para mudar o Brasil, não precisa-se somente de bons políticos, mas de uma mudança estrutural séria. Até me atraveria a dizer que seria bom mexerem em partes da Constituição, no entanto com o governo que atualmente temos não creio que isso ajuduria, principalmente depois da tentativa de instalar aquele PNDH-3. As instituições que mais guardam os valores culturais (ex. exército, igrejas) devem investir de forma a formarem cidadão que consigam adentrar como elite intelectual no país, ao invés de assistir as coisas serem mudadas sem fazer nada.
Pelo o que posso observar, alguns governos criam seu próprio serviço secreto, alheio ao Estado. Vou arriscar dizer que as recente votações na Venezuela, onde coube a presidentA fazer uma visitinha não anunciada as pressas depois da confusão lá e da pressão internacional; admitindo depois, antes de qualquer outro país, mesmo em meio a confusão, Nicolas Maduro como chefe de Estado, não me parece ter sido uma jogada inconveniente.
Igualmente o que recentemente aconteceu com Marcos Feliciano, quando o lider petista que comandava a Comissão de direitos humanos, estratégicamente abandonou para deixar o cargo livre para este assumir propositadamente, para depois a midia cair em cima do pastor, ofuscando a entrada dos criminosos na Comissão de Direito e Justiça, parece também ter sido muito bem planejado.
Outro caso que me lembro é da entrada da Venezuela no Mercosul, feita depois de uma traição ao Paraguai, quando este decidiu LEGALMENTE tirar o chefe do governo do seu posto (aqui disseram que teria sido golpe de Estado, só para afastar temporariamente as decisões do Paraguai, que era contra a entrada da Venezuela).
Não se tomam ações políticas e nem decisões sobre intervenções internacionais sem consultar os serviços de intelegencia. E pelo que já pude apreender, em vários governos mundiais (em várias épocas), esse tipo de "inteligencia" não poderia passar a limpo em um serviço de informação que precise obdecer a constituição. Para mim, creio que quanto mais inutil for a ABIN, mais a vontade alguns outros ficam.
Oi Duda! Não sei se você viu uma reportagem da VEJA desta semana, que tem como titulo: "A mina de grampos da Vale".
ResponderExcluirNesta reportagem alguns arapongas, pareciam estar fazendo um gênero de espionagem a favor da empresa Vale do Rio Doce, e parece que alguns politicos também estavam envolvidos. Creio que alguns funcionários da ABIN estão pedindo para legislarem os serviços de inteligencia a fim de que não sejam usados com objetivos duvidosos. Mas não sei se a ABIN estava envolvida nisso, mas a reportagem diz que "haviam outros 100 [arapongas]. Alguns deles ex-agentes da ABIN" (ou seja, devem ter largado a organização para fazer espionagem empresarial para a companhia). Bem, não vou falar daquilo que não sei, mas parece ser inevitável essa questão de legislarem os serviços de inteligencia.
Senhores,
ResponderExcluirNesses casos das "relações internacionais" do Brasil, nem sei se "inteligência" é uma palavra que se enquadre.
A nossa PresidentA, com essas atitudes de "apoio" colocam o NOSSO país do lado dos "companheiros" ditadores. Essa eleição na Venezuela, foi, para dizer o mínimo, ridícula, assim como o lance no Paraguai. A coleguinha hermana está aprontando para literalmente varrer do mapa a única fonte de notícias independente que sobrou na Argentina.
Agora a pouco em horário nobre, pudemos ver mais uma vez o efeito desse populismo barato que assola a América do Sul. O caso de um menor de 12 anos que foi detido por furto. A mãe foi chamada e no depoimento, ela, grávida, mãe de três filhos de três casamentos diferentes, afirmou que o filho "rouba desde os NOVE anos e que ela não consegue fazer ele parar". No dia seguinte, o garoto já havia fugido novamente.
É isso que esses "programas sociais" populistas estão fazendo com o país: espalhando a miséria e a degradação social, enquanto o salário mínimo é de R$ 678,00, os presidiários recebem R$ 971,98 e os viciados R$ 1.350,00. E a tal bolsa "família", incentiva aqueles que mal conseguem se manter a ter mais e mais filhos, que mais tarde não vão conseguir "controlar".
Amanhã vão interromper a "programação normal" para transmitir a convocação da seleção de futebol para essa copa das confederações!
É uma total e completa inversão (ou será descaso) de valores. E de valores mínimos para qualquer sociedade.
Quem poderá nos salvar?
No cenário atual em que vivemos, é difícil entender porque nossos governantes ainda algemam os profissionais da área de inteligência; isso é viver na burrice da hipocresian de antigos contraventores que hoje se mostram livres, bons moços e moças e que tudo resolvem na base da conversa political. A atividade de inteligência é um universo antagônico que utilizado da forma correta se transforma em arma do conhecimento. Por isso digo: " A necessidade do conhecimento faz com que ultrapasemos os limites da razão".
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