Operação Barreira XI

DESCRIÇÃO DA CAMPANHA

Data do início da campanha:  29/09/2014
Operação: Operação Barreira XI
Foguete:  Foguete de Treinamento Básico (FTB)
Numero do vôo do foguete: 29
Data de lançamento:  02/10/2014
Horário: 15h35m
Local:  Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)
Apogeu do vôo: Em torno de 32 km
Alcance horizontal: 17 km.
Tempo de vôo:  Não divulgado
Objetivo:  Realizar o treinamento da capacidade operacional do Centro e mostrar a estudantes e pesquisadores presentes no lançamento.
Resultado:  Operação bem sucedida

Experimentos Embarcados:

- Não houve

Instituições Envolvidas:

AEB - Agência Espacial Brasileira
DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial
CLBI - Centro de Lançamento da Barreira do Inferno - Natal-RN
CLA - Centro de Lançamento de Alcântara - Alcântara-MA
IFI - Instituto de Fomento e Coordenação Industrial
AVIBRÁS - Avibrás Indústria Aeroespacial S/A

Lançamento do Foguete FTB
Operação Barreira XI – 02/10/2014

Foi realizado com sucesso as 15h35m do dia 02/10/2014, do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) em Parnamirim (RN), o lançamento de mais um Foguete de Treinamento Básico (FTB). O lançamento fez parte das atividades da “Operação Barreira XI” e teve como objetivo realizar o treinamento da capacidade operacional do Centro e mostra-las a estudantes e pesquisadores.

Medindo três metros, pesando 70 kg e com a capacidade de atingir até 32 km de altitude, o FTB faz parte de uma família de foguetes desenvolvida pela empresa brasileira Avibrás composta ainda pelo Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) e pelo futuro Foguete de Treinamento Avançado (FTA), este que se encontra ainda em desenvolvimento.

O lançamento também fez parte da programação do “V Simpósio Brasileiro de Geofísica Espacial e Aeronomia (SBGEA) e do “IV Fórum de Pesquisa e Inovação (FoPI) do CLBI, realizados no Centro de Convenções de Natal com a participação de pesquisadores da área espacial do exterior e todo o país, ligados ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a UFRN, ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), além de outras universidades.

Segundo o Cel. Maurício Alcântara (diretor do CLBI), a interface entre esses dois eventos e o lançamento do FTB objetivou promover parcerias futuras, visando com isto aproveitar os foguetes para levar experimentos científicos e tecnológicos de universidades e centros de pesquisa, estes conhecidos como cargas úteis.

“Algumas parcerias com instituições importantes e entidades do RN já foram firmadas. A partir dessas parcerias, estudos e pesquisas poderão então ser desenvolvidos no sentido de captar informações sobre a atmosfera da terra, além de informações relacionadas ao clima e a meteorologia”, afirmou o Coronel Maurício Alcântara.

O Cel. Alcântara ainda esclareceu que desde o início da semana, já haviam sido fechadas parcerias para cinco projetos conjuntos, e a reitora da UFRN havia realizado uma reunião para demonstrar o interesse na criação de um Curso de Engenharia Aeroespacial nesta universidade.

Já para o Dr. José Henrique Fernandez (professor da UFRN e Coordenador-Geral do evento), a cidade de Natal preenche todos os requisitos para se tornar a capital nordestina em aeronáutica espacial. Segundo ele, a capital potiguar abriga importantes polos de pesquisa aeroespacial, como o INPE, o próprio Centro de Lançamento e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“É necessário que essas três grandes entidades estejam ligadas de forma muito mais estreita e sólida. Hoje, esses institutos trabalham de maneira praticamente isolada, com intercâmbios ainda fracos”, afirmou o professor da UFRN.

Ainda segundo o professor potiguar, por ser de alta tecnologia, a Engenharia Aeroespacial pode também atrair empresas que produzem equipamentos e produtos com grande teor tecnológico. “A exemplo do que aconteceu na cidade de São José dos Campos (SP), que se transformou na capital nacional da tecnologia espacial, Natal está trilhando os rumos de ser um polo muito importante para o Nordeste e para o Brasil”, finalizou o Prof. Dr. José Henrique Fernandez.

Na visão do BLOG pelo que foi demonstrado nas palavras do Cel. Alcântara e do Prof. Dr. José Henrique Fernandez, nos parece que a partir de agora esta nova maneira de pensar e agir pode acabar se tornando um 'divisor de águas', colaborando finalmente para que (pelo menos no CLBI) esses foguetes de treinamento possam ser utilizados de forma mais produtiva para a pesquisa científica e tecnológica no país. Cabe agora aos playes (universidades, centros de pesquisas, empresas etc...) se articularem e buscarem aproveitar esta nova oportunidade criada pelo COMAER.

VIDEOS:

Reportagem do jornal RN TV – 02/10/2014

Lançamento do Foguete FTB – Fonte: Site G1

Lançamento do Foguete FTB 


Programa PAREDÃO NA TV da Band Natal

FOTOS DA OPERAÇÃO:

Fotos: Wellington Rocha – Portal NOAR


Fonte: Diversas

Comentários

  1. me poupe o diretor do CLBI falando que está fazendo estudo de clima espacial com um foguete que atinge 30 km de altitude.

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    Respostas
    1. Olá anônimo!

      Creio que no vídeo o Cel. Alcântara se referiu ao clima na atmosfera da Terra, mas enfim...

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Mais uma vez, gostaria de registrar a "boa intenção" de alguns, mas isso não basta !

    Precisam parar de propor, solicitar, pedir, e outros verbos do tipo.

    Que tal simplesmente FAZER !

    Existe um experimento relativamente simples que pode ser reproduzido nos dias de hoje com tecnologias amplamente disponíveis em produtos "de prateleira".

    Um simples gerador de fumaça e o registro fotográfico para análise porterior serve para estudos dos ventos horizontais na alta atmosfera.

    Segue mais uma vez o link para quem se interessar em FAZER acontecer !!!

    Nike Smoke

    Só destacando que o apogeu no Nike Smoke era de 25 km, e o apogeu divulgado do FTB é de 30 km e do FTI é de 60 km.

    Essa deveria serr a carga útil mínima que todo foguete de treinamento deveria levar, quando não houvesse outra melhor disponível. Insisto que disparar foguetes sem carga útil, não treina os técnicos no disparo de foguetes. Treina apenas os militares no disparo de peças de artilharia.

    A integração, rastreio e análise de resultados é a parte mais importante do disparo de algo que se pretenda chamar de foguete e não de míssil.

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    Respostas
    1. Caro Marcos!

      Concordo com você sobre a questão da utilização desses foguetes de forma mais produtiva para o país e acredito que essa agora passa ser também a visão dos players citados no relatório acima. Entretanto mesmo não tendo carga útil uma operação de lançamento de foguete é muito mais complexa do que o lançamento de um míssil e os procedimento são completamente distintos e ficam ainda mais distintos quando este foguete contem um carga útil abordo. Compreendo a sua insatisfação e compartilho dela, mas não podemos confundir as coisas. Além do mais, os foguetes de treinamento tem sido importantes para manter as equipes bem treinadas em todo processo de lançamento, menos na parte que envolve o processo de preparação da carga útil, que na realidade normalmente é realizada por equipes que vem de São José dos Campos. Em resumo, os foguetes de treinamento tem sido bastante úteis, mas podem ser ainda mais uteis a parti de agora se esta iniciativa realmente for a frente. Vamos aguardar.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  3. Por falar nisso, e já que parece que o lançamento de foguetes de treinamento é a única coisa regular por aqui, alguém sabe informar, ou tem condições de perguntar a alguém que saiba o que foi feito do projeto do FTA (Foguete de Treinamento Avançado) com apogeu previsto de 100 km (a linha Karman que é o limite de entrada no espaço) ? O projeto morreu ?

    Um FTA com um segundo estágio adaptado, já permitiria ao Brasil dizer que "chegou ao espaço". Seria por linhas meio tortas, mas a essa altura...

    Vejam como os Estados Unidos chegaram ao espaço pela primeira vez, chegando no seu melhor voo a colocar uma carga útil a quase 400 km de altitude:

    RTV-G-4 Bumper

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    Respostas
    1. Olá Marcos!

      Respondendo a sua pergunta, não, o projeto não morreu, mas creio que esteja faltando recursos para Avibrás dar sequência no projeto.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Putz, que droga. A nossa velha conhecida falta de recursos...

      Já estava sonhando aqui num FTB como segundo estágio em cima de um FTA e colocando o Brasil finalmente para além do limite do espaço com um lançador praticamente "de prateleira". Seria o máximo, dentro do nosso contexto tão limitado.

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  4. Nosso programa espacial está falido e fracassado.

    Sua rotina se resume a lançamentos de foguetes de sondagem.

    Que tristeza...

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    Respostas
    1. Perdão Rodrigo, mas nem isso. Nem foguetes de sondagem temos lançado.

      O único lançamento que ocorreu esse ano (fora os citados foguetes de treinamento), foi aquele do teste do pequeno motor de combustível líquido, o L5, salvo engano meu, mas mesmo se houver engano, não deve ter passado de dois lançamentos no período de um ano, o que é ridículo..

      Se nós tivéssemos um programa regular de lançamento de foguetes de sondagem, eu já me dava por satisfeito. A Suécia (ou será Dinamarca, ou Alemanha) por exemplo, tem, e usa foguetes brasileiros para lançar seus experimentos.

      Enquanto nós aqui, sustentamos uma estrutura enorme, com dois centros de lançamento, vários institutos de pesquisa civis e militares, numa estrutura maluca que não se entende, com uma agência espacial de faz de conta que não tem capacidade de centralizar o que já está dividido em dois ministérios com finalidades completamente diferentes e não dedicados exclusivamente ao programa espacial.

      Enfim, quem dera, que nosso "programa espacial" se resumisse a lançar foguetes de sondagem. Como eu disse, se fosse esse o caso, eu já estaria muitíssimo satisfeito.

      Tudo muito lamentável.

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