NanosatC-Br1 Começa Apresentar Problemas e Pode Deixar de Realizar sua Missão

Olá leitor!

Por solicitação de um leitor do BLOG fomos buscar junto ao grupo que desenvolveu o NanosatC-Br1 se a informação passada por este leitor de que o primeiro cubesat brasileiro estaria apresentando problemas no espaço tinha veracidade.

Infelizmente segundo o Dr. Otávio Durão o NanosatC-Br1 tem apresentado problemas crônicos em suas baterias (veja aqui no site do projeto http://www.inpe.br/crs/nanosat/noticias.php).

“Quando a tensão nas baterias fica abaixo de 6,5 V o sistema de potência desliga e só retorna quando supera este valor (na parte da órbita exposta ao sol). Não estamos conseguindo mais operacionalmente fazer esta tensão subir e o satélite reseta frequentemente retornando em modo de segurança. Neste modo de segurança os dados das cargas úteis não são válidos. Temos somente telemetria de alguns poucos parâmetros, como temperatura, corrente, voltagem, causa do reset etc” afirma o pesquisador do INPE.

“Ainda não sabemos o que causou isto (há pelo menos 3 causas principais possíveis que achamos até agora). Ainda temos uma tentativa operacional para tentar elevar a tensão nas baterias e no momento a estamos testando em nossos laboratórios no modelo de engenharia do Br-1. Provavelmente vamos enviar este telecomando amanhã mas confesso que as perspectivas não são no momento muito otimistas”, finaliza o Dr. Durão.

Pois é leitor, pelo visto uma das únicas duas vitórias apresentadas pelo PEB no ano de 2014 começa a virar um fracasso de efeito retardo. A energia não é boa e a coisa está de mal para pior. Decepcionante.

Duda Falcão

Comentários

  1. " Seria o resultado negativo (- ) das eleições, influenciado neste projeto tão importante para o PEB ? MIL DESCULPAS! Tudo não passa de uma brincadeira ! o grupo CEFAB, está sensibilizado com está notícia, na torcida que restabeleça os propósitos e objetivos desta missão."

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  2. Por que o defeito em um satélite experimental e pioneiro para o país seria um fracasso??? Falhas fazem parte do processo de desenvolvimento tecnológico!!

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    1. Caro Bruno!

      Eu entendo que para vocês este acontecimento não pode e não deve ser visto como um fracasso devido experiência valiosíssima para a formação dos alunos que estiveram e estão envolvidos com o projeto, não só tecnicamente, mas também pessoalmente em suas formações como pessoas e como brasileiros. Entretanto o lançamento exitoso do NanosatC-Br1 teve para a sociedade brasileira que acompanha o PEB uma notícia altamente positiva em detrimento a décadas de promessas não cumpridas, além de se tornar uma das duas únicas vitórias no ano alcançadas em anos de resultados nenhum. É claro que se esperava uma maior durabilidade deste satélite (creio que até mesmo pela equipe de vocês) e a notícia de sua possível desativação não soa bem e afeta ainda mais negativamente a imagem de um programa que vem apresentando resultado pífios. Mas enfim, fazer o que? Continuo acreditando que a experiência foi válida e trará benefícios a longo prazo, mas não há como negar que a notícia frusta uma vez mais as expectativas de todos.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  3. Olá amigo,
    atualizei minha postagem sobre o NCBR1 lá no meu blog com mais essa informação.
    Torcemos!

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  4. Desculpe mas decepcionante para mim é seu comentário a cerca de um projeto de fins educacionais.
    Não tenho conhecimento suficiente sobre o projeto nanosatC-Br1 para dizer se foi um erro deles ou não. Porem acima de tudo acredito que esse lançamento foi muito importante e que não devemos menospreza-lo como você está fazendo.
    Indico a você olhar para os outros lançamentos de Cubesats e entender como eles funcionam, poucos desses satélites sobrevivem muito tempo em orbita pois já se é esperado problemas oriundos de sua orbita nada favorável e ainda a falta de proteção apropriada.
    Pesquise um pouco mais antes de vomitar seu conhecimento ;)

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    Respostas
    1. Olá Otsuzi!

      Não disse que foi um erro e jamais diria isso. Disse apenas que se olharmos o prazo de durabilidade do nanosatélite no espaço (pouco mais de quatro meses) ele não atingiu as expectativas neste quesito, nem mesmo da equipe do projeto. Ponto. Da mesma forma que você pensa e tem esta liberdade eu tenho a minha maneira de pensar e a mesma liberdade. Agora se queres continuar exercendo esta liberdade de pensamento aqui no Blog, da próxima vez finalize seu comentário com um pouco mais de educação.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  5. Bom, não querendo entrar em discussões filosóficas, trata-se no meu ponto de vista de um "sucesso parcial", pois tudo que se esperava do experimento funcionou à contento. Apenas o parâmetro de vida útil estimada, sofreu um revés por conta desse problema na bateria.

    O termo "fracasso" pode ser melhor aplicado no caso do último CBERS lançado, que sequer chegou a atingir a órbita pretendida, ou do recente acidento com o foguete AGENA nos Estados Unidos que explodiu logo nos primeiros segundos depois do lançamento.

    Abs.

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