Workshop Reúne Usuários de Dados Sobre Clima Espacial
Olá leitor!
Segue abaixo uma nota postada hoje (09/10) no site do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destacando que Workshop
reúne usuários de dados sobre Clima Espacial.
Duda Falcão
Workshop Reúne Usuários de
Dados Sobre Clima Espacial
Quarta-feira, 09 de Outubro de 2013
Especialistas da Embraer, Azul Linhas Aéreas, Atech, Furnas, Inmetro,
IBGE, Unicamp, USP, entre outras empresas, instituições e universidades,
participam nesta sexta-feira (11/10) do "Workshop com Usuários 2013"
promovido pelo Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial
(EMBRACE), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos
Campos (SP).
O INPE monitora o comportamento do Sol e seus efeitos na Terra para
gerar alertas úteis na operação de satélites, navegação de aeronaves, linhas de
transmissão de energia, sistemas de comunicação, de defesa e até plataformas de
petróleo.
"Estamos entrando em uma nova fase e apresentaremos novos produtos, que
foram discutidos com os usuários no workshop anterior", informa Clezio De
Nardin, gerente do EMBRACE/INPE. "O evento é uma oportunidade de levantar
as necessidades tecnológicas de cada área".
Neste que é o segundo workshop com os usuários, serão formados grupos de
trabalho nos seguintes temas: sistemas de posicionamento baseado em satélites,
telecomunicações, sistemas tecnológicos de superfície, operações de satélite,
lançadores e sistemas espaciais, e academia.
Mais informações e a programação completa do workshop estão disponíveis na
página
Clima Espacial
O EMBRACE/INPE monitora a atividade solar, o meio interplanetário, o campo
magnético terrestre e as condições ionosféricas. Estuda fenômenos como
tempestades geomagnéticas e bolhas de plasma, capazes de causar interferências
em sistemas de satélites de posicionamento, como o GPS, além da possibilidade
de induzir correntes elétricas em transformadores de linhas de transmissão de
energia, por exemplo.
Tempestades geomagnéticas são tumultos na alta atmosfera provocados por
erupções do Sol e podem interromper momentaneamente o trabalho de satélites.
Outras áreas também podem sofrer perdas por causa desse fenômeno, como o setor
de telecomunicações, a estabilidade de usinas nucleares, sistemas de defesa
nacional, entre outros.
Esses fenômenos são particularmente mais intensos no ambiente espacial
brasileiro, devido à grande extensão territorial do país, distribuída ao norte
e ao sul do equador geomagnético, à declinação geomagnética máxima e à presença
da Anomalia Magnética do Atlântico Sul. A ocorrência de bolhas de plasma na
ionosfera (responsáveis por aumentar o erro do GPS) também é mais frequente no
Brasil.
O EMBRACE/INPE oferece informação em tempo real, na internet, e realiza
previsões sobre o sistema Sol-Terra para diagnósticos de seus efeitos sobre
diferentes sistemas tecnológicos, em áreas como navegação e posicionamento por
satélite (aeronaves, embarcações, plataformas petrolíferas, agricultura de
precisão), comunicação (satélites geoestacionários, aeronaves), distribuição de
energia (linhas de transmissão, dutos de distribuição de gás natural e
petróleo), além dos sistemas de defesa nacional.
Por meio de estudos sobre os processos eletrodinâmicos da ionosfera equatorial e
de baixas latitudes, os pesquisadores do INPE monitoram parâmetros físicos como
características do Sol, do espaço interplanetário, da magnetosfera, ionosfera e
da mesosfera.
O monitoramento do clima espacial é resultado de décadas de pesquisas no INPE, que,
criado em 1961, teve suas primeiras atividades voltadas para as ciências
espaciais e atmosféricas. O pioneirismo nos estudos dos processos básicos da
interação Sol-Terra, realizados através de observações e abordagem teórica e
simulação computacional, resultou nos últimos anos na criação do EMBRACE.
Mais informações na página www.inpe.br/climaespacial
Fonte: Site do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

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