Futuro Aponta para Satélites Pequenos Voando em Formação
Olá leitor!
Segue abaixo uma matéria postada hoje (08/10) no site
“Inovação Tecnológica” destacando que o futuro aponta para Satélites Pequenos
voando em formação.
Duda Falcão
Espaço
Futuro Aponta para Satélites
Pequenos Voando em Formação
Com informações da UNESP
08/10/2013
Imagem: NASA]
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| Observações das sondas espaciais Themis e Cluster, sugerem que os portais magnéticos da Terra abrem e fecham dezenas de vezes por dia. |
Lançamento de Satélites
Não fosse uma frota de quase 3 mil satélites em atividade
ao redor da Terra, seria difícil fazer coisas hoje consideradas triviais, como
orientar-se pelo GPS, consultar a previsão do tempo, pescar em alto-mar ou
monitorar queimadas na Amazônia.
A maioria dos serviços de TV e de internet também só são
possíveis porque o sinal primeiro faz um rápido passeio pela órbita terrestre
antes de chegar na casa, no computador ou no celular de cada um.
O problema é que, com aplicações cada vez mais
diversificadas, o tamanho dos satélites foi crescendo e hoje não são raros
aqueles com centenas ou até milhares de quilos.
E mais peso significa custos maiores. Dependendo do
veículo lançador e das condições, o preço pago para se colocar um satélite em
órbita gira entre US$ 10 mil e US$ 25 mil por quilo de carga útil - uma cotação
maior que a do quilo do ouro. Um único lançamento não sai por menos de US$ 40
milhões.
[Imagem: T.Herbst(MPIA)/NASA]
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| Visão artística das diversas sondas espaciais que formarão o telescópio espacial Terrestrial Planet Finder. |
Voo Espacial em Formação
Enquanto
uma tecnologia de lançamento mais barata não aparece, os engenheiros espaciais
apostam em outra possibilidade: fazer satélites menores e que trabalhem em
cooperação, tendência que se aplica principalmente aos equipamentos de uso
científico.
"Em
vez de usar um grande telescópio espacial, por exemplo, é possível ter três ou
quatro pequenos satélites que, quando agrupados, conseguem atuar como um
telescópio", explica Othon Winter, pesquisador na área de dinâmica orbital
e professor da Faculdade de Engenharia da Unesp em Guaratinguetá.
Uma
vantagem, prossegue ele, é que "ao fazer observações em paralelo,
monitorando um objeto a partir de dois pontos diferentes, é possível trazer
informações mais interessantes para a missão".
As
missões RBSP, que descobriu o terceiro anel de radiação da Terra, GRAIL, que está estudando a gravidade e o interior da Lua, STEREO, que revelou pela primeira vez imagens simultâneas dos dois lados do
Sol e Artemis, que está estudando a magnetosfera terrestre, são alguns exemplos de
que esse conceito de observações paralelas funciona para valer.
[Imagem: University of Glasgow]
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| Existe pelo menos um projeto de um enxame de sondas espaciais espelhadas para livrar a Terra do impacto de asteroides. |
Ciência Divertida
Outra
iniciativa mais divertida nessa área é o projeto Spheres de telerrobótica, desenvolvido pelo
Laboratório de Sistemas Espaciais do MIT.
A
ideia veio do filme Guerra nas Estrelas, em uma cena em que o aspirante a Jedi
Luke Skywalker tem de enfrentar uma espécie de robô flutuante, capaz de navegar
pelo espaço autonomamente.
No
ano passado, os pequenos satélites protótipos do Spheres foram submetidos a
testes na Estação Espacial Internacional e mostraram a capacidade de
trocar de posição uns com os outros sem comando externo, enquanto flutuavam em
gravidade zero.
Um
vislumbre mais próximo do que pode vir primeiro é o projeto GRACE, uma
colaboração entre a NASA e a DLR, a agência espacial alemã. O Grace é composto
por dois satélites que voam em paralelo, a uma distância de cerca de 220 km da
Terra.
À medida que sobrevoam a superfície de nosso planeta, os
satélites vão sofrendo diferentes "puxões" gravitacionais, causados
pela movimentação da água e do ar e pela distribuição desigual da massa aqui
embaixo. Mas podem corrigir esse deslocamento porque estão dotados de
equipamentos capazes de perceber variações de posição de até 10 micrômetros.
[Imagem: ESA/AOES Medialab]
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| Os três satélites da constelação SWARM vão voar em formação, comunicando-se para manter suas distâncias de forma precisa para mapear o campo magnético da Terra. |
Aqui Embaixo
No
Brasil, o primeiro, e até agora único, trabalho nessa área - chamada de
"voo de satélites em formação" - foi orientada pelo professor Winter
e realizada pelo matemático equatoriano Francisco Tipán Salazar, no Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O
objetivo do trabalho foi investigar as melhores estratégias para conduzir
vários satélites a certas regiões especiais do espaço, onde ficam os chamados pontos de Lagrange, que levam o nome do matemático francês
Joseph Louis Lagrange (1736-1813).
Os
pontos de Lagrange são lugares em que as forças de atração gravitacional
exercidas por duas massas têm valores iguais. Isto cria uma zona mais estável;
ideal, portanto, para a colocação de satélites e estações espaciais.
Salazar
trabalhou com os pontos de Lagrange relativos ao sistema Terra-Lua, que são
cinco. Como a Lua se move em relação à Terra, a localização dos pontos
acompanha esse movimento. O pesquisador trabalhou com apenas um deles, o L4,
que fica a 384 mil quilômetros da Terra. Esta distância é muito maior do que a
da maioria dos satélites de comunicação, que geralmente ficam a 36 mil
quilômetros de altitude.
Para
enviar um satélite até o ponto L4, o primeiro passo seria levá-lo até a órbita
terrestre, a cerca de 400 km de altitude, o que pode ser feito por meio de
lançamento comum. Depois seriam acionados os propulsores do próprio satélite.
Movidos
com um combustível chamado hidrazina e controlados da Terra, esses propulsores
permitem ajustar a posição dos satélites. Como no espaço o atrito é virtualmente
desprezível, basta acioná-los por poucos segundos a fim de se acelerar o
equipamento para que ele se desloque até certa órbita. Uma vez chegando lá, os
propulsores são novamente acionados, desta vez para desacelerá-lo e
posicioná-lo na região adequada.
A
teoria já é bem conhecida. Mas não há previsão de quando o Brasil tirará
proveito dela.
Fonte: Site Inovação Tecnológica
Comentário: Bom leitor não sei quanto a vôos de pequenos
satélites em formação, mas já há no Brasil duas iniciativas semelhantes. Uma na
área de constelação de pequenos satélites que é o “PROJETO CONASAT, do CRN do
INPE, em parceria com a UFRN, e o outro é o projeto do Grupo ZENITH
da USP (veja aqui) de uma missão lunar de uma pequena sonda espacial a ser
posicionada entre a Terra e a Lua em um desses pontos de Lagrange (L2). Projeto este que é coordenado pela
aluna EESC-USP, Amanda Hildebrand, tendo como o mentor do projeto
o jovem
engenheiro Lucas Fonseca, da empresa Airvantis, que resolveu acatar a sugestão
de uma pesquisadora do JPL/NASA. Pois é leitor, essas missões, como também todos os projetos
que estão em cursos no Brasil ou que lutam por recursos para saírem do papel
(VLS-1, VLM-1, VLS Alfa, VLS Beta, VS-50, Motor L15, Motor L75, PSM, PMM, Satélites
ITASAT-1, Amazônia-1, Lattes-1, CBERS-4, NanosatC-Br 1 e 2, Radar,
Meteorológico, Missão ASTER (esta com fundamental participação da UNESP), entre
tantos outros), e ai incluída a infraestrutura necessária no LIT e no IAE, é que
precisam ser apoiados incondicionalmente pelo governo, e não esse acordo
desastroso com a Ucrânia.




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