UFES Proíbe Uso do Maior Telescópio do Espírito Santo

Olá leitor!

Segue abaixo uma notícia postada dia (17/10) na coluna “ASTROvia” do jornal digital “Via Fanzine”, destacando que a Universidade Federal dos Espiro Santo (UFES) proibiu o uso do maior telescópio do estado.

Duda Falcão

TELESCÓPIOS

Vitória-ES

UFES Proíbe Uso do Maior
Telescópio do Espírito Santo*

O maior e mais moderno telescópio do Espírito Santo, que seria
instalado no Observatório  Astronômico da UFES (OA­UFES), no
campus de Goiabeiras, Vitória, para uso da comunidade,  foi solicitado
voltar para a caixa, pelos professores do departamento de Física.

ASTROVIA
17/10/13

Telescópio que seria utilizado pela comunidade.

O absurdo caso ocorreu após ser constatado que o prédio estava abandonado. As observações astronômicas que aconteciam todas sextas-feiras, não estavam acontecendo no prédio, devido a falta de condição dos equipamentos.

O GOA, novo observatório remoto (www.astro.ufes.br), também do departamento de Física, que funciona ao lado, decidiu instalar o telescópio que estava na caixa, e tentar uma aproximação com o antigo observatório abandonado.

A história se repete. O atual coordenador do OA­UFES, que também coordena o Planetário, já foi afastado do observatório há 5 anos atrás, por motivo semelhante.

O GOA sempre tentou aproximar as áreas ligadas à Astronomia na UFES num núcleo comum. Já tentou fazer atendimentos públicos conjuntos com o Planetário, com bolsistas mantidos pela UFES e não somente com os do Planetário, que são de responsabilidade da Prefeitura de Vitória (PMV).

Vale lembrar que muitos professores solicitam redução de carga horária, ou seja, não dar aula, para cuidar de projetos de extensão. Porém, o que se observa, é que esses mesmos professores, não tem nenhum bolsista de extensão sob sua orientação.

Um dos pilares da Universidade é a integração entre a Pesquisa, Ensino e Extensão. Não existe, porém, nenhum bolsista mantido pela UFES no OA­UFES, nem integração com os demais projetos de Astronomia.

Lentes sujas e com fungos impossibilitando o uso.

O coordenador do GOA, um dos raros técnicos administrativos pesquisadores do CNPq e mestre em Astrofísica, conseguiu quase R$ 200mil para o novo observatório, o GOA, via CNPq. Para a UFES, contudo, um técnico não pode coordenar projetos de pesquisa. Um total desalinhamento com a Lei 11.091/2005, que trata da Carreira dos técnicos, e com a indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão.

Para o CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) um técnico da UFES pode ter projetos de extensão, mas de pesquisa, não. Isso está desalinhado com os pilares da Universidade. Muitas/os professoras/es apoiam esse desalinhamento. Com isso, querem subordinar técnicos que subiram na carreira por seus próprios méritos a estagnarem e/ou subjugá­los.

Segundo o chefe do departamento de Física, o Observatório é usado, mas não informa para quê. O coordenador do GOA denuncia que é impossível fazer observação com equipamentos sucateados. O que o coordenador do Planetário e OA­UFES faz é usar estagiários da PMV, na lagoa da UFES, para observação com telescópios mais modestos, uma vez que o Planetário também se encontra com problemas técnicos.


Gaturamo Observatório Astronômico

O GOA (Gaturamo Observatório Astronômico) é um projeto de instalação de Telescópios Remotos, a ser operado via internet. Desde 2012 está operando localmente, ao lado do antigo Observatório Astronômico da UFES, no campus de Goiabieiras, em Vitória.

É um exemplo prático da aplicação da transdicisplinaridade em Universidades ou Centros de Pesquisas. Buscando inspirar e estimular os elos dessa corrente que é o pensamento humano, unindo diversas áreas do conhecimento (desde arte à engenharia) num objeto de estudo, a Astronomia.

O GOA nasceu aplicando o conceito de indissociabilidade entre Ensino (Trabalhando com bolsistas da UFES), Pesquisa e Extensão (Atendendo milhares de interessados em Astronomia), trabalhando numa equipe inter­multi­trans­disciplinar, estimulando nossa sociabilidade.

O objetivo principal do GOA é criar uma interface amigável que controle o telescópio, via internet, para ser usada por professores e estudantes. Os dois telescópios do GOA são os maiores e mais modernos do Espírito Santo. No momento estão instalados na UFES, em Vitória. Pretendemos, no entanto, instalá­los num local mais adequado. Para tanto, buscamos parcerias com instituições interessadas na divulgação científica, educação, cultura, turismo e lazer, uma vez que o Observatório pode ser instalado num Parque, por exemplo, juntamente com outros atrativos.

Abaixo-Assinado

Visando disponibilizar o telescópio à comunidade um abaixo-assinado online “UFES Proíbe o Uso do Maior Telescópio do Espírito Santo” pode ser assinado pelo público em geral, clicando aqui.

* Informações e imagens de GOAMet - Sistema de Alerta Meteorológico do GOA (Gaturamo Observatório Astronômico), uma extensão do sistema de alerta do GOA, Vitória-ES.


Fonte: Site do Diário Digital “Via Fanzine”

Comentário: Pois é leitor e assim vai o Brasil aos trancos e barrancos para algum lugar que só Deus sabe onde é, mas seja lá para onde estejamos indo, certamente será na direção contraria do desenvolvimento. Lamentável, mas esse é verdadeiro BRA ZIL ZIL ZIL ZIL ZIL.

Comentários

  1. Não sei quanto aos outros, mas eu não esperava nada diferente. Como eu vivo dizendo, nada se pode esperar vindo do "governo", seja em que esfera for.

    No caso, uma Universidade Federal com equipamentos caros aguardando o seu completo apodrecimento, ou por falta de uso, ou por uso indevido, ou por disputas políticas internas.

    Eu mesmo, a muitos anos, aprendi como funciona. Aluno de uma Universidade Federal aqui no Rio, já na minha primeira aula no laboratório de química, fui apresentado a meia dúzia de instrumentos de medição que não funcionavam por um motivo ou por outro. Na verdade fomos apresentados aos tais aparelhos só pra "saber qual a cara deles". Isso foi na década de 70, e a situação permanece até hoje.

    Junte-se a isso uma legislação idiota que impede técnicos de coordenar projetos, e mais outros absurdos que sabemos existir, e está armado o verdadeiro circo sob o qual estão todos os nossos programas científicos.

    A astronomia brasileira, está muito melhor nas mãos de iniciativas privadas e "amadoras". Eu não espero nada diferente de nenhuma instituição com os sufixos: Federal, Estadual e Municipal. É daí pra pior.

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