Militares Alegam Falta de Verba Para Projetos de Tecnologia

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (09/10) no “Jornal do Senado” destacando que em audiência pública promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) os militares alegaram falta de verba para Projetos de Tecnologia.

Duda Falcão

C&T

Militares Alegam Falta de Verba
Para Projetos de Tecnologia

Jornal do Senado
09/10/2013

Foto: José Cruz
Entre representantes das Forças Armadas,
Zezé Perrella conduz a audiência.
A falta de recursos para o desenvolvimento de tecnologias nas Forças Armadas é o que mais dificulta o progresso do setor. Essa foi a conclusão de participantes de debate realizado ontem sobre a pesquisa e os investimentos nos centros de tecnologia das Forças Armadas, em audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

De acordo com o brigadeiro Wander Golfetto, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da Força Aérea, o Brasil investe apenas 0,004% do PIB na área espacial. Ele mostrou que projetos da Aeronáutica para os anos de 2012 a 2016 precisariam de R$ 195 milhões, mas só receberam do Orçamento R$ 34 milhões.

Walter Pinheiro (PT-BA) disse que o orçamento para as Forças Armadas deve ser prioridade. Para ele, além dos recursos, é necessária uma sinergia entre as três Forças para que a tecnologia desenvolvida sirva não apenas para o setor militar, mas também para outros campos da ciência que podem ajudar a sociedade:

— Sem sinergia e recursos, é difícil fazer avanços nas áreas de ciência e tecnologia, em benefício também de serviços como a saúde.

De acordo com o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Industrial do Ministério da Defesa, vice-almirante Wagner Zamith, a pasta tem a função de apoiar os projetos ligados à ciência e à tecnologia das Forças Armadas.


Fonte: Jornal do Senado - 09/10/2013.

Comentário: Quantas vezes mais serão necessárias que militares, pesquisadores, e técnicos ligados ao Programa Espacial e de ciência e tecnologia civil e das Forças Armadas participem dessas audiências públicas para relatar as mesmas dificuldades?  Tenha santa paciência. Essas audiências públicas Senador Walter Pinheiro, como também as visitas parlamentares (as nossas custas) realizadas as instalações do Programa Espacial e de Defesa em São José dos Campos, Natal e Alcântara, ocorrem desde o Governo Fernando Collor de Melo, e até agora só houve muito blá-blá-blá, muito jogo de cena para mídia, muito coffee break, muita conversa fiada, mas nada foi feito nem pelo Senado, nem pela Câmara, para cobrar dos governos que se seguiram uma verdadeira política desenvolvimentista para o setor. Portando Senador Walter Pinheiro, o seu custo beneficio e de seus companheiros parlamentares no período foi e continua sendo extremamente desastroso para a Nação Brasileira. Lamentável!

Comentários

  1. oi Duda eu soube do lançamento de um satélite por parte da Bolivia: http://www.aereo.jor.br/2013/10/08/bolivia-vai-para-o-espaco/ gostaria de saber se foi feito por eles e se eles têm lançador proprio, vc pode checar? abraços meu amigo!

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    1. Caro Tássio!

      Certamente não será lançado por eles. Sabe Tássio, apesar de tudo ainda somos o país mais próximo de realizar essa proeza em toda a América Latina. Muito provavelmente esse satélite será lançado pelos chineses. Valeu amigo?

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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    2. Pois é Duda eu pensei a mesma coisa. N creio nem q eles mesmos tenham feito o satelite. problema foi a noticia que não nos deu informações e os comentarios certamente de pessoas que entendem pouco de tecnologia espacial.

      abraços meu velho, força!

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    3. Valeu Tassio!

      Estaremos sempre prontos para responder as perguntas de nossos leitores e obrigado pela força.

      Abs

      Duda Falcão
      (Blog Brazilian Space)

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  2. Gostaria de escrever uma simples frase:

    - Um programa espacial sem lançador não serve para nada.
    - Fabricar satélite sem ter com colocar em órbita é como o exército ter munição sem ter o canhão.

    As forças armadas vem sofrendo por décadas com a falta de recursos, vale lembrar que a maior parte das tecnologias desde o foguete, computador, gps entre inúmeras outras foram desenvolvidas para uso militar.
    Desenvolver recursos militares é fundamental.
    Sou favorável ao desenvolvimento de mísseis de longo alcance, da nossa indústria de blindados, aviões militares, submarinos nucleares, e para completar o Brasil precisa ter a bomba atômica......seríamos respeitados.

    Miraglia
    www.edgeofspace.com.br

    Miraglia

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    1. Talvez não tenhamos a bomba atomica, por causa do TNP (Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleres) e da Constituição, mas já temos a tecnologia para fabricá-la e o conhecimento.

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