Diretor Diz que Fusão Garante Futuro do INPE

Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (21/07) pelo site do jornal “O VALE” destacando que o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o senhor Gilberto Câmara, diz que a fusão com a Agência Espacial Brasileira (AEB) garantirá o futuro do INPE.

Duda Falcão

REGIÃO

Diretor Diz que Fusão Garante
Futuro do INPE

Para Gilberto Câmara, proposta da AEB pode garantir
mais investimentos e profissionais ao setor

Chico Pereira
São José dos Campos

Arquivo o vale

O diretor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, Gilberto Câmara, defende a fusão do instituto com a AEB (Agência Espacial Brasileira).

Em entrevista a O VALE, Câmara afirma que um dos maiores benefícios da fusão é a unificação da gestão e da execução do programa espacial civil.

“A fusão terá muitos benefícios para o INPE e para a sociedade, porque irá fortalecer o instituto e garantir a continuidade e aprimoramento de nossos produtos e serviços, que são essenciais para a sustentabilidade ambiental do Brasil”, afirmou o diretor do INPE.

A proposta de criação de uma nova agência espacial, a partir da unificação da AEB com o INPE, está em fase de estudos no Ministério da Ciência e Tecnologia, ao qual as duas instituições são vinculadas.

A proposta foi apresentada pelo presidente da AEB, Marco Antonio Raupp.

O plano contempla também proposta de ampliação dos investimentos no setor espacial, que passariam de R$ 300 milhões anuais para cerca de R$ 1 bilhão.

Também foi proposta a contratação de mais profissionais para o programa espacial. Pelos estudos da AEB, são necessários pelo menos mais 1.140 profissionais
qualificados para o setor.

Do total, 700 seriam para o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), braço militar do programa espacial, 400 para o INPE e 40 para a AEB.

Pelo projeto, setores da AEB seriam incorporadas pelo INPE, com a criação de quatro diretorias. A nova agência também teria um conselho nacional de política espacial, com a participação direta da Presidência da República e de outros ministérios.

Cargos - Na avaliação do diretor do INPE, outro aspecto essencial da fusão é a possibilidade de o INPE conseguir um novo plano de cargos para o corpo de funcionários, antiga reivindicação da comunidade científica do instituto.

“Considerando que a principal motivação do MCT ao promover a fusão é fortalecer o INPE, é natural propormos ao governo que estabeleça um novo plano de cargos”, disse Câmara a O VALE.

Para ele, seria “duvidosa” a conquista de um novo plano de cargos para o INPE caso a fusão não aconteça, pois isto “sinalizaria que o programa espacial continua desarticulado”.

Nome - Câmara defende que o INPE mantenha a mesma nomenclatura e permaneça sediado em São José dos Campos.

“A direção do INPE defende não apenas a sede em São José dos Campos, mas também a preservação da abrangência das missões e o nome da instituição. O novo órgão deve ser chamado de INPE”, frisou.

Um grupo de trabalho foi formado para debater a proposta com a comunidade do INPE, com a participação do Sindicato dos Servidores Federais na área de Ciência e Tecnologia da região.

A avaliação preliminar deve ficar pronta em setembro.

“Estamos promovendo um amplo processo interno de discussão para definir posições”, disse Câmara.

Site Conta a História dos 50 Anos

São José dos Campos - Em comemoração aos 50 anos, o INPE lançou um site comemorativo que conta a história e as principais realizações da instituição.

Os interessados podem acessar o site pelo endereço www.inpe.br/50anos.

No site estão disponíveis cartilhas didáticas, para o público jovem, sobre os 50 anos (Conquistar o Espaço para cuidar da Terra), mudanças climáticas (O clima está diferente. O que muda nas nossas vidas), astrofísica (Pesquisar o Universo para entender a Terra) e atividades gerais (Um passeio pelo INPE).

Em contínua atualização, o site também apresenta galeria de fotos, videoteca e uma seção especial destinada a todos que desejarem contar sobre projetos, curiosidades e ações que colaboraram para que o INPE chegasse aos 50 anos.

O diretor do instituto, Gilberto Câmara, lembra que a missão do INPE é desenvolver satélites que produzam benefícios para o país, realizar pesquisas na área ambiental, como previsão do tempo, estudos sobre mudanças ambientais globais e monitoramento da Amazônia, entre outras atividades ligadas ao espaço e ao meio ambiente.

“O INPE é a instituição de pesquisa e desenvolvimento brasileira com maior visibilidade internacional”, disse.

SAIBA MAIS

PROGRAMA ESPACIAL

Direção da Agência Espacial Brasileira propõe fusão da instituição com o INPE

Objetivo

Criação de uma nova agência espacial, mais recursos financeiros e de pessoal para o programa espacial

Debate

A proposta está em fase de estudo no Ministério da Ciência e Tecnologia e sendo debatida pela comunidade do INPE

Previsão

A expectativa é que, até setembro, a comunidade do INPE se posicione a respeito


Fonte: Site do Jornal “O VALE” - 21/07/2011

Comentário: Pelo visto a AEB está com seus dias contados e será literalmente assimilada pelo INPE. Não acho que essa seria a melhor opção, entretanto, as idéias apresentadas são bastante animadoras se realmente forem implantadas na íntegra. A opinião favorável do senhor Gilberto Câmara é algo que tem de ser levar em conta, mas é claro que nessa nova situação ele certamente puxaria a sardinha para a instituição que ele representa. Vale lembrar leitor que a NASA trabalha exitosamennte há décadas com laboratórios e institutos próprios e associados sem qualquer problema e não há motivos plausíveis para que a AEB não faça a mesma coisa. Bastaria se criar uma infra-estrutura política e operacional para sua viabilização. O primeiro passo seria a transferência da sede da agência de Brasília para São José dos Campos, mantendo-se um escritório de apoio ao governo e a uma frente parlamentar verdadeiramente ativa em defesa do PEB. Posteriormente se realizaria as modificações operacionais mantendo a AEB na coordenação e não tendo qualquer necessidade de mudar nada no INPE (nem mesmo seu nome), tornando-o ou em um instituto próprio da AEB ou num instituto associado à mesma.

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