Fundador do INPE é Agraciado com Ordem Nacional


Olá leitor!

Segue uma notícia postada hoje (24/03) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que o fundador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Aldo Vieira da Rosa é agraciado com a “Ordem Nacional do Mérito Científico”.

Duda Falcão

Aldo Vieira da Rosa é agraciado com
Ordem Nacional do Mérito Científico

Coordenação de Comunicação Social/AEB e MCT
24-03-2010


Aldo Vieira da Rosa, um dos protagonistas da ciência e da tecnologia em âmbito nacional, é o mais novo membro da Ordem Nacional do Mérito Científico, na classe Grã-Cruz – a mais alta classe da Ordem. A admissão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 3 de março. O fundador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e ex-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) foi admitido como personalidade nacional de 2009.

A condecoração é concedida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Foram admitidas, no total, 75 personalidades, referentes aos anos 2008 e 2009, nas classes Grã-Cruz e Comendador. Outros 23 membros foram promovidos de classe. Ainda não há data definida para a entrega das insígnias e dos diplomas referentes à admissão ou promoção das pessoas. A entrega deverá ser feita em ato solene pelo Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, ou pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, ainda este ano.

História - Um pouco da história da indústria aeronáutica brasileira faz parte da história de vida do catarinense Aldo Weber Vieira da Rosa. No final da década de 40, recém-chegado dos Estados Unidos, onde acabara de concluir o curso de Engenharia Eletrônica na Universidade de Stanford, na Califórmia (EUA), ele assumiu a chefia da então Divisão de Pesquisas e Padronização da Diretoria de Rotas Aéreas. O órgão tinha como missão especificar e adquirir equipamentos radioaeronauticos para a produção no Brasil.

Era a primeira de uma série de ações que contribuíram para que se estabelecesse no país um setor industrial privado, com capacidade de projetar, produzir e exportar equipamentos eletrônicos de uso aeronáutico. “Por dois anos tive a função de desenvolver a indústria eletrônica brasileira fazendo compras especificadas por nós, mas efetuadas na esfera privada. Esse período resultou no estabelecimento de uma indústria mais séria no Brasil. É um trabalho do qual tenho bastante orgulho”, recorda Aldo.

Piloto do primeiro vôo de ensaio do protótipo do helicóptero BF-1 Beija-Flor, desenvolvido no Brasil, no final da década de 50, Aldo da Rosa diz ter um certo orgulho no sentido de contribuir para o desenvolvimento de uma aeronave originalmente brasileira. Um dos protagonistas da ciência e da tecnologia em âmbito nacional, o brigadeiro é formado pela Escola Militar de Realengo (RJ) e PhD pela Universidade de Stanford. Hoje, aos 92 anos de idade, leciona como professor emérito da instituição. Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), fundador do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IPD), que integra o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), originalmente Comissão Nacional de Atividades Espaciais (Cnae), Aldo da Rosa orgulha-se dessa época. Para ele, a criação do DCTA foi fundamental, principalmente pela oportunidade de se estabelecer uma escola excepcional – o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). “ Em Stanford, alunos que cursam o ITA/DCTA são quase automaticamente aceitos. Têm uma reputação considerada muito boa”, observa.

Ordem - A Ordem Nacional do Mérito Científico, instituída em 1993, premia personalidades nacionais e estrangeiras que se distinguiram por contribuições relevantes à ciência e à tecnologia. Há duas classes na ordem, a Grã-Cruz – com 200 vagas- e a Comendador – com 500 vagas. A Ordem possui, também, uma medalha de prata, com a inscrição "Medalha Nacional do Mérito Científico", outorgada pelo Presidente da República a pessoa jurídica que tenha se destacado pela realização de trabalho ou prestação de serviço relevante para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.

As propostas de admissão ou promoção de personalidades no Quadro da Ordem ou de concessão da Medalha Nacional do Mérito Científico podem ser apresentadas ao ministro da Ciência e Tecnologia pelos membros do Conselho - composto pelo ministro da Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Educação -, pela Academia Brasileira de Ciências ou por qualquer autoridade ligada à área da Ciência e Tecnologia. As propostas devem ser justificadas e acompanhadas do currículo dos candidatos. A admissão e promoção de membro da Ordem, bem como a concessão da Medalha Nacional do Mérito Científico são feitas em decretos do Presidente da República.

Confira entrevista com Aldo Vieira da Rosa na edição número sete da Revista Espaço Brasileiro


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: Parabéns Aldo, se têm alguém neste país que merece este prêmio esse alguém é você. Mesmo que tardio (na opinião do Blog) esse prêmio é o reconhecimento pelos seus serviços prestados na área de ciência de tecnologia no Brasil e principalmente pela visão quando da fundação do IPD e do hoje importante e consagrado INPE.

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