AEB Pretende Lançar o Satélite ITASAT em 2012


Olá leitor!

Segue abaixo uma matéria publicada hoje (04/03) no Jornal “Valor Econômico” destacando que o primeiro Satélite Universitário Brasileiro (ITASAT) será lançado em 2012.

Duda Falcão

Primeiro Satélite Universitário Será Lançado em 2012

04/03/2010

A Agência Espacial Brasileira (AEB) está acelerando o desenvolvimento do projeto ITASAT, o primeiro satélite universitário brasileiro, desenvolvido por pesquisadores e alunos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e de várias universidades brasileiras. Com orçamento anual de R$ 1,7 milhão, o ITASAT é um microssatélite de coleta de dados ambientais e meteorológicos, que deverá ser lançado por um foguete nacional, por volta de 2012.

O ITASAT está inserido no Plano Plurianual de Desenvolvimento e Lançamento de Satélites Tecnológicos de Pequeno Porte (PPA), destinado a promover a capacitação brasileira para atender a demanda pelas futuras gerações de micro e nanossatélites. A coordenação geral do projeto é feita pela AEB, tendo o ITA como responsável pela execução do projeto e o INPE como provedor de consultoria técnica, de infraestrutura laboratorial e gestão financeira.

Segundo o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB, Thyrso Villela, o ITASAT tem como missão principal a formação de especialistas na área de engenharia aeroespacial, com o desenvolvimento de novas tecnologias para o setor. "O primeiro satélite vai levar a bordo um transponder digital, que vai receber e transmitir informações, coletadas da rede de plataformas brasileira e utilizadas hoje na previsão de tempo", diz Villela.

A rede brasileira de Plataforma de Coleta de Dados (PCDs) é formada por mais de 800 estações, espalhadas por todo o território. Elas coletam, armazenam e transmitem, automaticamente, medidas de variáveis meteorológicas e ambientais, realizadas a cada hora e armazenadas na memória da PCD. A transmissão dos dados é feita via satélite, a cada três horas.

O ITASAT conta com a participação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de Brasília (UNB), e da Technical University of Berlin. Em 2009 o ITASAT envolveu 32 alunos de graduação, 23 de mestrado e cinco de doutorado.

Atualmente, 120 microssatélites universitários de cunho tecnológico são lançados por ano no mundo e apenas 15 países trabalham com esse tipo de projeto. "O ITASAT é um projeto que estimula a participação das universidades no esforço nacional de desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro", ressalta Villela.


Fonte: Jornal Valor Econômico - 04/03/2010

Comentário: Interessante notícia essa do jornal “Valor Econômico”, pois demonstra que a AEB tem a intenção de colocar o ITASAT a bordo do VLS-1 em 2012, ou o que me parece mais provável em 2013, já que em 2012 será o primeiro vôo teste do VLS-1 (VLS-1 XVT 01) que será feito somente com o primeiro e segundo estágios do foguete ativos, e se tudo ocorrer bem nesse vôo, o ITASAT poderia ser colocado abordo do segundo vôo teste, ou seja, no VLS-1 XVT 02, que será realizado com os quatros estagio ativos. No entanto. na opinião do blog isso seria um grande erro. Além disso, o desenvolvimento desse satélite é um alento para o surrado “Sistema Brasileiro de Coleta de Dados” que está funcionando ainda (mesmo com eficiência) com os dois velhos satélites SCD-1 e 2 que já superaram em muito suas expectativas de vida e pelo o atual CBERS-2B. Há de se dizer também que a afirmação de que o ITASAT será o primeiro "Satélite Universitário Brasileiro" não é correta e deveria ser corrigida pelo jornal. O primeiro satélite universitário desenvolvido no Brasil foi o UNOSAT, desenvolvido pelos professores e estudantes de engenharia elétrica da Universidade do Norte do Paraná (UNOPAR). Esse artefato era na realidade um nanossatélite que pesava 8,83 kg e foi destruído junto com o SATEC (Satélite Tecnológico) do INPE no acidente com o VLS-1 V03 que matou os 21 técnicos brasileiros em 2003.

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