Presidente da AEB Ministra Palestra na LAAD 2011

Olá leitor!

Segue abaixo uma nota postada ontem (15/04) no site da Agência Espacial Brasileira (AEB) destacando que o presidente da agência, Marco Antônio Raupp, ministrou palestra sobre sobre o PEB ontem no III Seminário de Defesa na LAAD 2011.

Duda Falcão

Presidente da AEB Ministra
Palestra na LAAD 2011

CCS/AEB
15-04-2011

O Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) foi tema de palestra ministrada pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, nesta sexta-feira, no III Seminário de Defesa na LAAD 2011.

Raupp começou sua palestra dizendo que o Programa Espacial Brasileira é voltado para a solução de problemas nacionais e que deve ser autônomo. Para isso, é necessário que a indústria nacional seja capacitada. “Precisamos de uma indústria de alta capacitação tecnológica e de mão-de-obra qualificada”, afirmou o presidente. Ele disse que enquanto a Europa emprega 28 mil técnicos e os Estados Unidos 70 mil, o Brasil tem apenas três mil trabalhando na área.

“O Brasil tem vocação espacial”, disse o presidente. Segundo ele, o País é grande e a visão a partir de um satélite é essencial para a observação do território. “Com satélites poderemos, por exemplo, explorar o território Amazônico sem danificá-lo”, afirmou Raupp. Além da observação terrestre, as demandas concretas do Programa Espacial Brasileiro são a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres e o apoio à Estratégia Nacional de Defesa, o monitoramento ambiental e a segurança alimentar e hídrica. “Com a avaliação crítica do Programa Nacional de Atividades Espaciais que está sendo realizada este ano, surgirão outras demandas” afirmou Raupp.

Para suprir às demandas, será lançado no próximo ano o quarto Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS). Além disso, há um projeto com a Argentina para o desenvolvimento do Sabia-Mar, satélite destinado à observação global dos oceanos e ao monitoramento do Atlântico nas proximidades do Brasil e da Argentina. Existem, também, projetos para a construção de outros satélites, como o MAPSAR e o satélite Geoestacionário Brasileiro. No entanto, Raupp acredita que além de suprir às demandas é necessário que prazos e custos sejam respeitados.

Para que o Brasil possa lançar satélites, o projeto do Veículo Lançador de Satélites (VLS) foi revisto e o primeiro vôo de teste do foguete será ano que vem. Há, também, a binacional Alcantara Cyclone Space (ACS), que realizará lançamentos a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. “Temos a geografia a nosso favor”, disse Raupp lembrando que o Brasil tem a melhor posição do mundo para lançar foguetes.

Raupp defendeu, durante a palestra, a criação de uma empresa integradora do programa espacial. “A Índia é um país em desenvolvimento como nós e tem uma desde 1992”, contou o presidente.


Fonte: Site da Agência Espacial Brasileira (AEB)

Comentário: O grande empecilho para que o Rauppjet possa introduzir mudanças significativas no PEB, em nossa opinião continua e continuará sendo o próprio governo que não enxerga o programa espacial como prioritário (estratégico), apesar de vendê-lo como tal. Veja a viagem da DILMA a CHINA por exemplo, nem mesmo a continuidade do programa CBERS (o desenvolvimento do CBERS 5 e 6) que era o mínimo que se esperava foi assinado e definido concretamente com os chineses. As oportunidades seriam tão grandes em diversas áreas, caso fosse discutidas com seriedade tanto com os chineses como com os russos e indianos, que é realmente desmotivante e marcante a falta de empenho do governo neste sentido. Justamente por conta disso que nossas esperanças e expectativas quanto ao governo DILMA não são melhores do que eram com o Lula.

Comentários

  1. Acho que o ponto mais importante da palestra do Raupp foi a menção a uma empresa integradora, principalmente para a área dos foguetes. O desenvolvimento de veículos lançadores por cientistas dentro de institutos de pesquisa era algo razoável nas décadas de 40 e 50 do século passado, mas simplesmente não se sustenta hoje, pois as tecnologias envolvidas não são mais consideradas assuntos acadêmicos. Pesquisadores teóricos trabalhando neste assunto ficam isolados do restante da comunidade científica mundial, o que é péssimo para eles e para suas pesquisas. Isto agora é trabalho para engenheiros que não tenham preocupações como defender teses ou publicar artigos em congressos.

    Ouro ponto importante é a flexibilidade que possui uma empresa para a aquisição de materiais e equipamentos, bem como na encomenda de estudos e projetos à outras empresas. Ter que passar por processos completos de licitação para cada aquisição ou contrato, como exigido para um órgão público ordinário, atrasará de forma absurda qualquer desenvolvimento nacional nesta área.

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  2. Se ACS não tivesse sido criada, daria pra criar uma empresa estatal integradora.
    Ou até mesmo a Embraer.

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